Tag Archives: Governo Espanhol

curioso

Esperanza Aguirre

Esperanza Aguirre, o PP (Partido aos Pedaços) Espanhol e a regeneração “democrática”. Aguirre sabe do que fala. Aguirre é a dita senhora que, enquanto Presidente da Comunidade Autónoma de Madrid, lembrou-se, a propósito de uma final da Taça do Rei disputada entre Athletic de Bilbao e Barcelona (em Maio passado) no Vicente Calderón (Estádio do Atlético de Madrid) de propor um decreto legislativo regional que visava colocar a polícia madrilena em vários checkpoints em redor do estádio para impedir que os adeptos dos dois clubes pudessem entrar no estádio com bandeiras que não a espanhola. A proposta acabou por não ir para a frente. No jogo em causa, os adeptos dos dois clubes não só não cantaram o hino espanhol como o assobiaram, obrigando inclusive a TVE a cortar os assobios que vinham da bancada na sua transmissão. Dito isto, Aguirre é uma dirigente que está bem por dentro daquilo que se pode considerar como “regeneração democrática”. Num país onde o separatismo armado deu lugar a uma euforia auto-determinista por parte das 2 regiões, não deixo de anotar o mau prenúncio para o estado espanhol caso esta senhora consiga derrubar Mariano Rajoy nas próximas eleições pela liderança partidária.

Anúncios
Com as etiquetas , , , , , , , , , , , , , , ,

afinal não era só o sócrates

el paaís

Escândalo político em Espanha. Brilhante trabalho de jornalismo de investigação do El País.

Com as etiquetas , , , , , ,

concorrência e enfraquecimento

Não é de espantar que a Moody´s tenha colocado em vigilância negativa os ratings das principais potencias europeias (inclusive da Alemanha) que ainda são cotadas com Triple A e que por consequência também tenha colocado na mesma moeda o rating do Fundo Europeu de Estabilidade Financeira (FEEF)

Tal e qual a opinião da vice-presidente da Comissão Europeia Viviane Reding creio que é mais uma manobra norte-americana que visa enfraquecer a Europa. Por vários motivos:

1. Não pelo facto da Alemanha estar em queda ao nível de controlo das suas contas públicas, mas pelo facto de ser o principal motor europeu e pelo facto de ser um de 3 países (em conjunto com a França e com o Reino Unido) capazes de iniciar uma onda expansionista na economia europeia.

2. Na precisa altura em que os EUA estão com dificuldades em concorrer nos mercados com os países do complexo do Sudeste Asiático, principalmente com os Chineses. Os Norte-Americanos já se aperceberam que a sua hegemonia no mundo está em risco e necessitam de enfraquecer os países europeus para que estes futuramente lhes prestem a subserviência do costume.

3. No preciso momento em que a Espanha está sob o risco de bancarrota e necessita que o FEEF actue na compra da sua dívida pública, pelo menos, abaixo dos 7% que de juros que neste momento lhes são cobrados nos mercados, como medida para que os mercados acalmem quanto à questão dívida espanhola. Se a cotação do FEEF for revista em baixa, o Estado Espanhol não terá outra solução que não recorrer à ajuda do Fundo Monetário Internacional.

A explicação da Moody´s é intolerável. A baixa de rating que acima enunciei é justificada pela forte possibilidade da Grécia sair da zona euro ainda este ano. É praticamente certo que os Gregos estão abandonados à sua sorte. Nem o FMI foi capaz de estabilizar a economia Helénica. A Portuguesa parece ir pelo mesmo caminho. E todos os economistas sabem que o risco de contágio a França, Itália e Alemanha da junção dos celeumas Grego, Português e Espanhol é abrangente e poderá ser devastador. E isso interessa neste momento aos Estados Unidos. Abertura e domínio de novos mercados na Europa aos americanos soará a mel.

Com as etiquetas , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

A evolução do euro

No dia em que Mário Draghi (BCE) afirma que o euro é “irreversível” e “indesvalorizável”e na semana em que a Espanha, mesmo apesar dos pesadíssimos cortes no sector público anunciados por Rajoy, chegou ao estado de bancarrota.

A Espanha foi afectada na mesma semana por indícios de morte súbita: 5 milhões de desempregados actualmente, a ameaça por parte das agências de rating norte-americanas para a passagem a junk da cotação da dívida pública espanhola, uma dívida pública que ultrapassa os 80% do PIB, um crash bolsista de 5,82% na sexta-feira, a súbida das taxas de juro dos títulos de dívida pública para o máximo de 7,27% (os 7%  são a barreira de aferição da doença existente num estado quanto ao cumprimento das suas obrigações) e diversos pedidos de ajuda financeira por parte de governos regionais (Múrcia prepara-se para pedir 300 milhões emprestados ao estado espanhol para cumprir as suas obrigações mais urgentes e Valência prepara-se para pedir 150 milhões).

Preparem-se, o jogo pela sobrevivência vai começar.

Com as etiquetas , , , , , , , , , , , , ,

na puerta del sol

A marcha negra dos mineiros espanhóis chegou a Madrid e ameaça fazer guerra ao governo espanhol caso o problema que os afecta (o despedimento de mais de 10 mil mineiros e outros 20 mil empregos directos e indirectos) não seja resolvido por Rajoy e seus pares.

Neste momento estão centenas de milhares de pessoas a manifestarem-se nas ruas da capital espanhola, num acto de solidariedade para com a causa\acto cívico que pode apenas ser comparado com os desfiles que há uns anos aconteceram em Madrid a propósito de um pedido de cessação de actividades da ETA. (na altura, cerca de 1 milhão e meio de cidadãos). A TVE fala em cerca de 400 mil manifestantes.

Com as etiquetas , , , , ,

“Não somos Portugal, não somos a Grécia”

Alfredo Pérez Rubalcaba, vice-presidente do executivo espanhol governado por José Luis Zapatero afirmou que o governo espanhol seja recebido com “sensatez” nos mercados, rejeitando a ideia que a Espanha está a enveredar por uma crise semelhante à Portuguesa e à Grega.

Segundo as palavras do mesmo: “não somos portugal, não somos a grécia, não somos a Irlanda(…)”

Pois não. Estão piores. Tem 5 milhões de desempregados, industrialmente estão completamente estagnados, publicamente contestados, e com a crise em Portugal, grande parte dos vossos investimentos no exterior estão literalmente a arder.

A única diferença é que vocês Espanha são um país dador na União Europeia e devido ao défice das vossas contas, ao nível das políticas monetárias desenvolvidas a partir de 1999, não interessa estender a crise ao vosso país. Nesse cenário, o euro estaria irremediavelmente ameaçado. Nesse cenário, a saída de qualquer um dos países que pertencem à zona euro seria completamente catastrofica para as políticas desenvolvidas pelas instituições europeias pela criação da União Económica e Monetária.

No entanto, a crise irá tocar-vos de alguma maneira. Para evitar uma ajuda externa, o governo espanhol terá que desenvolver políticas que criem receitas extra ao estado, ao mesmo tempo em que deverá ter que reduzir ou atenuar o flagelo do desemprego no país de forma a controlar o descontentamento social.

E a economia capitalista actual já provou ser difícil a coexistência de políticas de protecção social com medidas estrictamente financeiras e monetárias. No actual estado do capitalismo, é difícil conjugar uma política fomento do emprego quando a balança de pagamentos é negativa e existe falta de liquidez para corrigir o deficit. 

Com as etiquetas , , , , , , , , , ,