Tag Archives: Gilberto Madaíl

A Fraude (2)

As minhas notas sobre este 2º capítulo:

1. O BPN como o banco que privilegiava “a busca de ganhar milhões sem risco” – estas afirmaçõs batem certo com as palavras de Oliveira e Costa na Comissão Parlamentar de Inquérito onde este dizia que os bancos tem que inventar lucro. Inventar lucro com investimentos em negócios com um grau interessante de risco como foi o caso do depósito do empresário da construção civil de Fafe, que colocou 900 mil euros em depósitos a prazo de curta duração\maturação.

2. “quando eu tiver livre vamos tomar aí um café” – mais uma vez Oliveira e Costa respondia no parlamento seguro que nada lhe aconteceria.

3. quando Honório Novo explica o esquema de reencaminhamento dos depósitos dos clientes do banco para a malta que mandava no banco, esse esquema fez-me lembrar algumas semelhanças em relação ao método utilizado na mesma altura por Bernard Madoff (esquema Ponzi).

4. As intervenções ríspidas de Nuno Melo (em conjunto com Honório Novo e João Semedo) os únicos deputados da Comissão Parlamentar de Inquérito que realmente se preocuparam em saber a verdade, faz com que coloque algumas perguntas: na 1ª comissão de esclarcimento a Oliveira e Costa houve pressões junto de deputados do PSD e do PS para não se mexer na ferida do banco? Será que existem deputados ou antigos deputados que também participaram directa ou indirectamente nos ganhos desmedidos do banco? Cavaco Silva, já presidente da República, imiscuiu-se directa ou indirectamente no caso?

5. Outra pergunta que se coloca de forma pertinente foi o futuro de Nuno Melo no CDS. Durante o primeiro governo de José Sócrates, este deputado era um dos mais promissores futuros do CDS\PP. Perdeu preponderância depois desta comissão parlamentar e de possível Ministro em caso de coligação com o PSD ou vitória eleitoral do CDS\PP, não conseguiu sequer chegar a secretário de estado. Será que Melo foi prejudicado pelo seu papel nesta comissão parlamentar?

6. Quem era o principal estratega e quem eram os principais operacionais? Luis Caprichoso, o mestre das offshores? Mais uma vez se pergunta: se era prática corrente a transferência de dinheiro por parte do departamento de Caprichoso para offshores ilegais como é que os inspectores da operação furacão e o Banco de Portugal não interviram na supervisão destas práticas (haviam grandes somas de dinheiro a sair do banco para Cabo Verde e é dito na reportagem que foram criadas mais de 100 off-shores) e não acusaram o banco de evasão fiscal?

7. “escassez de meios técnicos das autoridades judiciais” “a principio só estava uma pessoa envolvida na investigação (…) foram pedidos mais meios e mais pessoas mas a resposta foi negativa” – é por isso que eu não acredito na justiça portuguesa.

8. A resposta para a pergunta deixada na nota 6 e para a evidencia do testemunho citado na nota 7 vem mais à frente.

Ironicamente, a “operação furacão”, operação de investigação do DCIAP a 4 bancos que fugiam ao fisco tinha como “clientes” 3 bancos que actualmente estão a ter consequências nefastas para o sistema financeiro português, para o estado e para os contribuíntes portugueses: o BPN (nacionalizado e recapitalizado com o dinheiro dos contribuíntes), o Finibanco (em graves apuros desde há alguns anos para cá) e o Millenium BCP que ainda esta semana deu 1200 milhões de euros de prejuízo, segundo responsáveis do banco, devido a negócios que correram mal junto da banca Grega devido a uma operação que correu mal com o Piraeus.

Estranhas também são as semelhanças entre o BPN e o Finibanco na medida em que ambos tentaram projectar a sua imagem a partir do futebol. O BPN com Luis Figo e com a Federação Portuguesa de Futebol. O Finibanco com os patrocínios à AAC\OAF e ao Vitória de Guimarães. Outro exemplo é o recém-nacionalizado BANIF, muitos anos patrocinador do Marítimo e do Nacional da Madeira. Ambos os três sempre ofereceram taxas de juro elevadíssimas nos depósitos a prazo, mesmo nos depósitos de curto prazo de maturação. 2 (BPN e BANIF) já sofreram intervenção estatal. O Finibanco tem-se aguentado. Resta saber por quanto tempo.

O que é estranho em tudo isto é que devido à Operação Furacão estavam 4 investigadores do DCIAP a vasculhar de alto a baixo as contas dos referidos bancos, que devidamente avisados por uma voz do DCIAP, faziam desaparecer os documentos antes da chegada dos investigadores e mesmo assim, não batendo as contas dos bancos certo os investigadores não foram capazes de concluir nas suas investigações que não estavam a aparecer os documentos todos relativos ao banco. Falamos de uma investigação judicial que durou 2 anos. Algo me quer parecer que o DCIAP pura e simplesmente não quis levar o processo para a frente e descobrir tudo aquilo que se passava nesses referidos bancos. Mais uma vez, o Banco de Portugal e a CMVM falharam por omissão. Eu ponho as minhas mãos no fogo como Vitor Constâncio estava ao corrente do esquema de pirâmide que se estava a levar a cabo no BPN, no BPN valor, no BPN Créditus e no Banco Insular de Cabo Verde.

9.  A parte deliciosa deste 2º capítulo “eles precisavam de 5, ele até dava dez. como é possível financiar mortos?” – diz um dos funcionários entrevistados. “a mesma viatura era financiada 3, 4 e 5 vezes” – conclui. Mais uma vez pergunto: como é que é possível deixar passar a ilegalidade desses negócios?

10. Para finalizar, poucas dúvidas me restam: o BPN era uma rede muito complexa. Envolvia banqueiros, empresários, investidores a título individual, governantes, deputados, investigadores, juízes, procuradores, dirigentes de outras instituições de utilidade pública (como é o caso de Gilberto Madaíl e da FPF), altos quadros de entidades de supervisão (Banco de Portugal\CMVM) e até jogadores de futebol como é o caso de um famoso accionista do banco: Luis Figo. Todos participavam ou ganhavam do esquema.

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tachadas

Leio no Record que Gilberto Madaíl ganha enquanto Presidente da Federação Portuguesa de Futebol 13580 euros por mês e Fernando Gomes, enquanto Presidente da Liga de Clubes 12180 euros.

Pago pelos contribuíntes nacionais, Gilberto Madaíl aufere mais que o primeiro-ministro e que o Presidente da República.

Percebem agora porque é que Madaíl ficou tantos anos no cargo e nunca quis largar o tacho?

Percebem agora porque é que Fernando Gomes quer ir para a Federação?

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Finalmente

A Federação Portuguesa de Futebol tem novos estatutos e finalmente se adequou à lei pela qual o governo quer reger o futebol.

Não há nada como a ameaça de sanções aos clubes e selecção por parte da FIFA e da UEFA para que os “velhos do restelo” das associações de futebol se mexam e aceitem a redução de poder que estes novos estatutos lhes contemplam para os próximos tempos.

Paciência. Sempre tive em crença que as associações distritais estão a mais no futebol português. A forma como roubam os clubes (nos distritais 33% da receita vai para a associação de futebol; por cada castigo de atleta ou dirigente, os clubes mais pequenos tem que pagar os elevadíssimos custos de processo), as claras “associações” a truques de bastidores no que toca a arbitragens e a manobras de corrupção e as tentativas de domínio de todas as decisões federativas fazem das associações distritais um cancro que os novos estatutos vem para erradicar.

Futebol Clube do Porto, Braga e Leiria montaram um eixo (em conjunto com as suas associações distritais) que não permitia que estes novos estatutos tivessem aprovação. Vá-se lá saber porquê não é?

O futebol português fica a ganhar.

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Chumbada

Chumbada. A proposta de revisão dos estatutos da Federação Portuguesa de Futebol. Novamente. Agora por “insuficiência de maioria qualificada” na Assembleia Geral que se realizou hoje.

Mais uma vez foi rejeitada a adaptação dos estatutos da FPF ao Novo Regime Jurídico das Federações Desportivas. Por casmurrice dos membros que compõem a Assembleia-Geral da FPF em chegar a um acordo, a Federação Portuguesa de Futebol continua de costas voltadas para a lei. As Associações não se parecem importar com os cortes de financiamento estatal que vão sofrer.

Não se esqueçam que a UEFA está atenta ao desenrolar desta problemática. Qualquer dia, irrompem por aí a dentro com a decisão de punir desportivamente a nossa selecção. A pena pode ir até à proibição (às nossas selecções) de participarem em provas internacionais durante 2 anos.

Tá-se bem, continuem assim. Assim vamos longe. Paulo Bento até pode garantir a qualificação no campo, mas de nada isso pode valer caso as “comadres” não se entendam nas Assembleias Gerais.

Se em breve excluírem a selecção portuguesa de uma fase final de um europeu, não se esqueçam que existe alguém sapiente dos meandros que se tecem na federação avisou…

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Nãaaaaaaaaaaaaaaooooo!

“Se os estatutos da FPF foram aprovados irei candidatar-me” – Parece estar difícil…

Isto, no mesmo dia em que Horácio Antunes oficializou a retirarada de candidatura à Federação Portuguesa de Futebol.

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E o Mundial de 2018 foi…

para a Rússia e a organização do Mundial de 2022 foi para esse país cheio de tradição futebolística que é o Qatar, provando que a FIFA cada vez mais é uma multinacional que visa apenas ter o máximo lucro possível!

Para o Mundial 2018, os Russos venceram na 2ª volta um projecto que já era moribundo desde o início. Se calhar, por falta desta vez de um Júlio Iglésias ou de um Carlos Cruz. Talvez, pela falta de coerência no projecto, que apenas dava 3 dos 10 estádios ao nosso país, pedindo-nos em troca que fizessemos outro esforço financeiro ao qual não estamos lá muito dispostos e preparados.

A grande epopeia histórica que envolveu no passado verão o diferendo entre as nossas autoridades desportivas e o nosso antigo seleccionador nacional também contribuiu para a decisão da FIFA. Num dos posts sobre esse diferendo (ver caixa de Agosto e Setembro) eu bem alertava para esse facto que era a péssima imagem do futebol Português que as nossas autoridades desportivas e o nosso antigo seleccionador nacional estavam a deixar passar para o mundo tendo em conta a candidatura Ibérica ao Mundial.

Agora, a 2 de Dezembro, perdemos e perdemos bem!

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De pé em riste

Angel Villar e Gilberto Madaíl: Apanhados pela FIFA a tentar comprar o voto da poderosa Federação do Qatar? A Comissão Ética da FIFA esclarece tudo dia 17 de Novembro…

Já agora, como é que a FIFA autoriza a candidatura à recepção de um mundial de futebol, a uma Federação que não tem os seus estatutos aprovados e que se tem posicionado contra um novo Regime Jurídico das autoridades que tutelam o desporto Português?

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A incrível luta de galos

Ameaçados pela perda do poleiro, Gilberto Madaíl e seus pares decidiram segurar a capoeira e  fazer o que há muito já deveria ter sido feito: encheram o peito de coragem, despedindo de vez Carlos Queiroz antes que outro galo de maior porte, de nome Laurentino Dias, pudesse promover a autêntica revolução dentro do galinheiro da FPF.

Foi um verdadeiro despedimento à Portuguesa. Quando tiveram todas as armas para entalar Queiroz não o fizeram. Quando ainda estavam a tempo de arrumar a casa tendo em conta os compromissos da Selecção A, os Srs. da Federação andaram a brincar aos Processos Disciplinares e às audições de testemunhas de defesa pouco abonatórias que o seleccionador arrolou. Foi então preciso que outra autoridade punisse o agora ex-seleccionador e que o interino indigitado pela FPF perdesse 5 pontos nos primeiros dois jogos da qualificação contra selecções de menor potencial.

Nunca fui grande fã de Queiroz. Provei-o durante 3 meses neste espaço. No entanto, hoje dou-lhe alguma razão quando falou do funcionamento da FPF e de alguns membros da direcção, A FPF é uma autêntica oligarquia que não consegue conduzir um barco que está à deriva: sem objectivos e sem rumo. Sem rei nem roque.

Como referi no primeiro parágrafo deste post, esta foi uma decisão que já deveria ter sido tomada há muito tempo. Logo depois do mundial, à semelhança do que fizeram por exemplo os Franceses. Depois da fraca campanha de qualificação que Portugal tinha feito e de todo o turbilhão levantado na presença no Mundial, a opinião pública não era consensual quanto à manutenção de  Queiroz no comando da selecção.  No entanto, não deveria ser apenas a cabeça de Queiroz a rolar no quadro da Federação. Deveria ser feita uma limpeza tanto no quadro profissional como no quadro directivo da Federação. Creio que a começar, as primeiras cabeças a rolar deveriam ser as de Gilberto Madaíl e de Amândio de Carvalho, os principais responsaveis pelos fracassos das Selecções nas últimas duas décadas.

Para concluir, a FPF terá na minha opinião que contratar um seleccionador estrangeiro. Não é que vá adiantar alguma coisa nesta qualificação. Já está irremediavelmente perdida. Todavia, um seleccionador estrangeiro estará livre de todo o tipo de pressões. Com toda a calma poderá caminhar para uma renovação eficaz da mesma, tendo em vista o mundial de 2014.

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Vencer é sempre bom!

Começar a vencer numa qualificatória para um Europeu é sempre bom!

Sofrer 1 golo contra os Cipriotas é normal desde que se marquem 4. Sofrer 2 é atípico. Sofrer 3 começa a ser degradante. Sofrer 4 é absolutamente ridículo. E do ponto de vista defensivo, a prestação da selecção foi ridícula. Quem é que me ajuda a compreender como foi possível sofrer 3 golos da mesma maneira? Quem é que me ajuda a compreender o facto da selecção ter jogado com a defesa subida contra uma equipa que desenvolve bem a sua estratégia de contra-ataque? Como é possível dar a titularidade a Meireles quando se sabe que o jogador não tem ritmo competitivo?

Agostinho, a culpa não é tua. É desse aí que está ao teu lado e dos 14 que entraram dentro de campo. Acredito piamente que tu só cumpriste as ordens que o outro te mandava por mensagens lá da bancada. Também é do Hugo Almeida que em vez de empurrar para o 5º golo tentou fazer o que não sabe. Por mim, esse já nem viajava à Noruega.

Não se venham justificar com as ausências do Ronaldo e do Pepe!

No fundo, isto não passa de um resultado banal que reflecte o actual estado da Federação Portuguesa de Futebol: uma casa onde ninguém se entende. Uma casa que nem sabe muito bem o que fazer ao actual seleccionador nacional. Sem rei, nem roque.

Começar a vencer é sempre bom! Só nós os Portugueses é que não o sabemos!

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Uma pouca vergonha

A ADOP (Autoridade de AntiDopagem de Portugal) presidida por Luis Horta, através do Instituto do Desporto, um braço da Secretaria de Estado do Desporto decidiu punir o nosso Seleccionador Nacional Carlos Queiroz com uma sanção de 6 meses que impede o técnico de exercer a sua actividade profissional actual, a contar desde o dia 19 de Agosto de 2010.

O acordão do processo disciplina pode ser lido aqui.

Segundo a mesma entidade, é importante recordar a matéria de facto pela qual se partiu para o referido processo disciplinar a qual passo a transcrever:

” Importa aqui e agora, recordar a matéria de facto dada por assente pelo Conselho de Disciplina e que não merece a censura da ADOP:

1. O Prof. Carlos Queiroz, aqui arguido, é o Seleccionador Nacional de Futebol ao serviço da Federação Portuguesa de Futebol, competindo-lhe, designadamente, supervisionar e coordenar todas as selecções nacionais da FPF, em especial a orientação e por conseguinte o treino da Selecção Nacional A, prestando os seus serviços com disponibilidade para cumprimento de tarefas e planos de trabalho programados e dedicar ao Departamento de Futebol e de Formação da FPF todo o apoio técnico necessário ao sucesso dos objectivos da FPF.

2. A Selecção Nacional A preparando-se para a fase final do Campeonato do Mundo que viria a ter lugar na África do Sul, fez um estágio na Covilhã, aí tendo ficado hospedada em hotel.

3. No dia 16 de Maio de 2010, um pouco antes das 08:00 da manhã, três médicos da ADOP deslocaram-se a esse hotel da Covilhã, por terem sido notificados pelo Presidente da ADOP (Luis Horta) para aí realizarem a essa hora uma acção de controlo de dopagem (vulgo controlo-surpresa) aos jogadores da selecção nacional que se encontravam em estágio.

4. A ADOP é a sigla usada pela Autoridade AntiDopagem de Portugal, presidida pelo Prof. Dr. Luis Horta.

5. Aqueles três médicos, ao chegarem, dirigiram-se à recepção do hotel, foram recebidos pelo agente da PSP Manuel Borges, que os identificou e foi avisar da sua presença o Dr. Henrique Jones, médico da selecção.

6. Tratava-se de um controlo surpresa.

(…)

9. O Dr. Henrique Jones foi à sala de refeições, onde o arguido se encontrava, informar este de que havia um controlo de dopagem aos jogadores.

10. De seguida o Dr. Henrique Jones dirigiu-se aos médicos da ADOP a quem cumprimentou e tratou de despertar os jogadores.

11. Os médicos da selecção nacional trataram dos procedimentos logísticos para o controlo se realizar numa sala do hotel.

(…)

21. O arguido estava muito exaltado.

22. Os médicos do ADOP continuaram a deslocar-se para a sala onde decorreu o controlo sem terem retorquido às palavras do arguido.

23. Já na sala onde se realizou o controlo antidopagem os médicos da selecção nacional pediram desculpa aos médicos da ADOP por aquelas palavras proferidas pelo arguido.

24. O arguido não acompanhou os médicos à sala onde foi realizada recolha de amostras, operação a que não esteve presente.

25. Os médicos da ADOP entenderam que estavam reunidas as condições para desempenhar a sua missão e continuaram as operações do controlo antidopagem.

26. O médico da ADOP Dr. José Marques, declarou-se perturbado com a conduta do arguido tendo declarado que apesar da necessidade de estar concentrado no seu trabalho, não lhe saíam da cabeça as palavras do seleccionador.

(…)

29. A recolha de amostras decorreu com a melhor colaboração dos médicos da FPF e dos 7 jogadores seleccionados.

30. A FIFA informara em Fevereiro de 2010 que haveria um controlo de dopagem surpresa a todas as selecções nacionais antes da Fase Final do Campeonato do Mundo.

(…)

35. O arguido agiu consciente e livremente, sabendo que essas palavras eram ofensivas pelo menos para o Dr. Luis Horta, para a mãe do Dr. Luis Horta e para os médicos da ADOP perante quem as proferiu.

37. Pelo menos o Dr. Luis Horta sentiu-se ofendido com a actuação do indivíduo.”

As palavras proferidas pelo nosso Seleccionador Nacional foram:

1. (Perante a chegada dos médicos da ADOP) — “Quem são estes senhores? Controlo antidoping? À selecção nacional ? O Sr. Luis Horta quer é visibilidade”

2. (De seguida, proferiu as seguintes frases que validadas pelo processo disciplina instaurado pelo Conselho de Disciplina da FPF)

— “Foda-se! Caralho! Porque é que estes gajos não vão a esta hora fazer o controlo na cona da mãe do Luis Horta?”

(Estas palavras foram proferidas na frente dos médicos da ADOP e do Dr. Nuno Campos)

Isto foi o que o Conselho de Disciplina deu como provado. O Prof. Carlos Queiroz, em sede federativa e posteriormente numa entrevista pública justificou-se que no futebol português o uso do calão é frequente. Digo desde já que é um uso ridículo e de uma extrema má educação para uma pessoa que é Doutorada pela mais alta hierarquia do ensino Português.

Carlos Queiroz, em sede processual federativa também tentou justificar a sua ofensa, desculpando-se (devido às suas raízes culturais e linguísticas africanas) que quis referir o calão ” vai para a cona maím” que em Moçambique significa ” foste colocado em cona de mãeir para bem longe” referido que não quis ofender qualquer pessoa com o termo em vernáculo.

Quanto à pena de 6 meses aplicada pela ADOP não me pronuncio, sob o risco de não estar a ser correcto do ponto de vista jurídico. No entanto, se a punição prevista para o caso em questão era de 2 a 4 anos, interrogo-me o porquê de uma punição de 6 meses? Não quiseram estragar o resto da carreira a Carlos Queiroz?

Concluíndo, penso que neste acordão estão reunidas todas as condições para que a FPF retome este caso e de uma vez por todas tome uma decisão quanto ao actual seleccionador. Perante a extrema gravidade dos factos, os contribuíntes Portugueses merecem uma resposta adequada ao caso por parte de Gilberto Madaíl. Neste momento, penso que não existem condições para que Carlos Queiroz se mantenha no cargo que actualmente desempenha. No meu entender, a Federação deverá avançar para a rescisão do contrato que a liga a Carlos Queiroz não olhando a meios para o fazer. Com ou sem justa causa.

A imagem de Queiroz está extremamente desgastada e o Seleccionador não terá a tranquilidade necessária para continuar com o seu trabalho. Não terá capacidade suficiente para ter mão sobre os jogadores, para reagir de forma civilizada e coerente aos possíveis ataques que a imprensa poderá fazer e não representa uma vontade unânime dos contribuíntes Portugueses para continuar a desempenhar o actual cargo. Para esse efeito, no meu entender, a Federação deve desde já começar à procura de um novo técnico que já possa estar disponível nos próximos compromissos da Selecção Nacional. Agostinho Oliveira não é solução, sabendo-se de antemão que nestes primeiros encontros oficiais da Selecção com vista ao apuramento para o Europeu de 2012, este apenas irá executar no terreno tudo aquilo (que nos bastidores) lhe será indicado pelo actual Seleccionador Nacional.

Assim sendo, a Federação deverá cortar o mal pela raiz. Todos estes factos são gravíssimos e não são um bom espelho do futebol Português para as Instâncias Federativas Europeias e Mundiais, que ainda não se pronunciaram sobre uma possível intromissão do Governo Português (da Secretaria de Estado do Desporto através do Instituto do Desporto) no futebol, o que pode motivar um castigo federativo à FPF. No entanto há que relembrar que tanto a UEFA como a FIFA acabaram por não validar os castigos que prometeram às Federações de Futebol do Togo (devido ao incidente na CAN), da Nigéria e da França cujos governos se imiscuiram em assuntos federativos após a eliminação destas selecções do mundial.
O que se pode ressalvar disto é que é passa uma terrível imagem do nosso futebol, tendo em conta a Candidatura Ibérica aos Mundiais de Futebol de 2018 e 2022.

Quanto a Luis Horta, concordo que deva levar Carlos Queiroz para a barra dos tribunais, para que este seja punido pelas afirmações gravíssimas que proferiu. Cada um é responsável pelos seus actos. Já que dinheiro não é problema para Queiroz, em sede judicial, terá a oportunidade de tentar defender a sua honra, que desde já tem mácula.

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Perguntem ao Carlos Queiroz

Já não bastava o facto de teres feito uma péssima campanha de apuramento para o Mundial e de teres inventado q.b durante a competição. Disse-o aqui e aqui. Se tivesse que voltar a escrever hoje aquilo que escrevi nesses posts, não teria qualquer hesitação e voltaria a fazê-lo.

Saíste do mundial pela porta pequena e a tua reputação entre os Portugueses caiu para o nível do chão. Pior que isso, penso que a tua relação com alguns jogadores saiu completamente fragilizada. No entanto, não te poupaste em palavras e no teu estilo bem provocador primeiro andaste a dizer certas coisas na Comunicação Social que são de assunto interno da Federação e que não tiveste coragem de dizer na cara do Madaíl e depois tentaste negar as palavras de um jornalista, apelidando-o de aldrabão… Tá tudo!

Como se já não te conhecessem! Para além de um perdedor nato, há outro substantivo iniciado pela letra “p” que te caracteriza na perfeição: és um provocador nato. Não ganhaste nada no mundo do futebol enquanto treinador principal, mas adoras provocar os outros. E depois os outros caem-te em cima “à grande e à francesa” e tu vens a público afirmar que “estás a ser  vítima de tentativa de linchamento na opinião pública”. Como se não tivesses a plena noção, que és tu Carlos Queiroz quem provoca este tipo de situações.

Daí que ponha as mãos no fogo em como tenho a certeza que mandaste umas bocas lá ao homem do doping. Ainda por cima, foste cobarde ao ponto de as mandar sem a referida pessoa estar presente para se defender. Quem te conhecer que te compre. Já o tinhas feito ao Sporting Clube de Portugal e a uma das suas direcções,  já o tinhas feito ao comentador Jorge Baptista. Este último correu-te com uns socos bem dados. Isto sem contar os reais motivos pelos quais foste expulso de muitos sítios por onde passaste como pela Selecção Sul-Africana (acusado de racismo) pelos Metrostars e pela selecção dos Emirados Árabes Unidos onde só te aguentaste uns meses e pelo Real Madrid onde entraste pela porta pequena e saíste pela porta reservada aos anões. À boa moda de linguagem popular, é caso para dizer que “armas sempre um cambalacho por cada casa onde passas” e parece que na Federação Portuguesa de Futebol fizeste uma inovação a essa regra tão genuína do teu comportamento profissional: “já armaste pelo menos uns 5”.

Quem não gostou muito desta ideia foi o Madaíl e o Laurentino Dias. Depois da eliminação, o Madaíl começou-se a aperceber daquilo que tu és e começou a torcer o nariz quanto à tua continuação. Pensou melhor quando fez as contas à indeminização que levarias para casa, caso fosses despedido e repensou a ideia. Logo, esta história relativa a Luis Horta é um excelente pretexto para a Federação tentar a rescisão por justa causa ou a rescisão amigável e assim meter uns trocos ao bolso. Acto que peca por tardio.

O que mete do é que o Madaíl e o Conselho Disciplinar da Federação andam a dar voltas e voltas para arranjar um motivo que te meta dali para fora sem levares um tostão. E isso pode custar caro, visto que estamos a 3 semanas do primeiro jogo oficial de qualificação para o Euro 2012 e ainda nem sabemos quem vai escalonar a convocatória. Só agora te quiseram ouvir, e tu aí, chamaste pretensos amigos para te defender: Alex Ferguson que é o único homem no mundo do futebol que continua a acreditar em ti e a aturar os teus desaforos; Pinto da Costa, que te veio pagar o favor de não teres convocado o João Moutinho para o Mundial de forma a desvalorizar o seu passe para o Porto o ir buscar abaixo do preço da cláusula e o Luis Filipe Vieira, que no meio desta história só poderá entrar para te agradecer de teres ido buscar o Rúben Amorim para substituir o Nani no Mundial de modo a inflaccionar o seu passe. Ou seja, chamaste pessoas que não estiveram presentes no estágio da Covilhã e que não sabem “nada de nada do que se passou”. Se é essa a tua defesa, a isso chamo “atirar areia para os olhos dos responsáveis da federação e para os olhos do público Português” (quem te paga o salário) que neste caso merece saber toda a verdade.

Podes ser um bom profissional, podes perceber bastante de métodos de treino, de táctica, de decisões a tomar por um treinador a meio de uma partida. Podes até ganhar tudo o que houver de importante para ganhar no mundo da bola. O teu carácter, a tua personalidade e o teu feitio continuarão sempre lastimáveis.

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