Tag Archives: German Efromovich

será?

O Efromovich não tinha 20 milhoezecos para dar pela TAP querem ver? Ou será que o Relvas voltou a atolar-se tanto que o governo chegou ao ponto de considerar que era melhor congelar a coisa? Ou os angolanos disseram que não, que não podia ser? Ou será que a proposta era mais um embuste deste governo para dar pérolas a porcos? Ou será que perceberam à última da hora que a TAP, bem gerida, poderá constituir-se um activo de excelência para o futuro do Estado? 

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quando não se sabe, não se escreve

aqui, o Ricardo Cabral, professor universitário, em Inglês (uma piroseira) faz um floreado excelente sobre a actual situação da TAP mas mete totalmente os pés pelas mãos (iniciado?) ao calcular o múltiplo de 10 do EBIT (resultado operacional da TAP; a forma de cálculo do valor da empresa para todos os stakeholders) sem excluir o montante da dívida da empresa desse mesmo calculo.

Ora bem, vamos fazer as coisas bem feitas:

O EBIT da TAP (segundo o mesmo; afirma desconhecer os números da empresa; logo é uma previsão feita em cima do joelho; iniciado ou juvenil?) é de 106 milhões de euros. Multiplicando por 10 é de 1060 milhões de euros. Excluíndo a dívida de 1,2 mil milhões de euros, o valor da empresa para todos os stakeholders (accionistas, credores e estado) é negativo em 140 milhões de euros. Ou seja, a TAP não só não vale nada (quer dizer, vale 20 milhões, na prática 4 para o Efromovich mas os 20 milhões que vale darão muitos frutos no futuro daí o erro que o estado português está a cometer), a TAP foi muito mal gerida ao longo da última década (onde é que eu já escrevi isto?), o Ricardo Cabral emprenhou os ouvidos de muitos jornalistas e colunistas desde o Público ao Expresso e ainda por cima, apagou todos os comentários de leitores (em inglês) que apontavam os seus mais genuínos (e iniciados) erros de cálculo.

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assustador

a cartilha de Friedman a ser levada ao extremo neste país: a ANACOM tem mãos a proposta de fusão entre a Optimus e a ZON, cuja propriedade de 48% das acções irá pertencer à família dos Santos. Controlará a Optimus, a ZON, fundará um generalista próprio (para propaganda do regime angolano?) e controlará o impiedoso e inútil Sol. A RTP deverá ser privatizada e um dos principais interessados é a Newshold. Para quem não sabe, a holding que detém o célebre Jornal de Angola, ou seja, José Eduardo dos Santos. Holding sediada, imagine-se, no Panamá. Mais uma vez. A TAP será privatizada a troco de peanuts (tive a fazer as contas e será vendida por algo como 4 milhões de euros na prática) a Germán Efromovich, mais uma daquelas histórias de riqueza comoventes de um polaco (nascido na Bolívia, naturalizado colombiano), radicado no Brasil que começou por vender enciclopédias e fez fortuna na área do petróleo e manutenção de submarinos.

tudo bem, não fosse o facto de:

1. O império que José Eduardo dos Santos quer construir em Portugal terá custos gravíssimos para o consumidor. Com a fusão da Optimus e da Zon, vai eliminar por completo a pouca concorrência de um sector completamente minado por oligopólios, quando o país precisava de facto de uma liberalização do mesmo para que novos operadores pudessem revolucionar os exorbitantes preços cobrados pelas operadores destes serviços.

2. Para além do mais controlará dois órgãos de comunicação social em Portugal, sendo que um deles é precisamente a televisão pública.

3. Sobre a venda da TAP. São claras como água as ligações de Efromovich com um dos mais importantes polvos da política Brasileira: José Dirceu, o deputado Trabalhista que servia de epicentro do escândalo do mensalão, recentemente condenado a uma pena de 10 anos de prisão por corrupção, peculato e tráfico de influências.

O que me escandaliza, sobretudo, é a conexão paralela destes negócios, autorizados pela corja (troika) que nos comanda: nem mais nem menos que o suspeito do costume, o Relvas.

Foi o Relvas que há uns meses atrás foi baixar o cú ao governo angolano. É o Relvas que toma conta com cuidado e carinho dos negócios da cassula de José Eduardo dos Santos em Portugal. E como podemos ver na notícia do Jornal Público acima postada, é o mesmo Relvas que serve de intermédio entre o governo e as recomendações de negócios de Dirceu e Efromovich em relação à TAP, possivelmente privatizada na prática por 4 milhões de euros à luz desta negociata. 4 milhões pela TAP, sabendo que é a companhia aérea europeia com melhor reputação no mercado sul-americano? Isso faz-se Relvas? A TAP, cujo gestor é precisamente de nacionalidade brasileira, cujo gestor é o 2º mais bem pago nas empresas públicas portuguesas vale para Efromovich 4 milhões de euros?

Para terminar, espanta-me, repito, espanta-me que ainda hoje, depois de licenciaturas forjadas, de controlos severos e inconstitucionais à liberdade de imprensa, à liberdade de expressão e opinião e de negociatas com estrangeiros e nacionais (recordar o exemplo do BESI e das informações que Ricciardi queria saber acerca de privatizações; das quais falarei mais à frente neste blog visto que tenho informações que mais ninguém tem sobre esse dossier e sobre um caso em particular da cidade de coimbra) tendo em conta a transferência gratuita de património do estado para as mãos de privados, não haja alguém (sei lá, um primeiro-ministro, um presidente da república, um líder do partido com qual o PSD faz coligação governativa, uma procurador-geral da república, um presidente do Constitucional) que ponha mão neste Relvas e que o afaste de forma compulsiva da governação do país.

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