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NBA 2012\2013 #35 – da noite de skills

1. NBA Slam Dunk Challenge:

slam dunkLATo

A concurso 6 dos melhores dunkers da liga: o base dos Clippers Eric Bledsoe, o base rookie dos Toronto Raptors Terence Ross, o extremo dos Indiana Pacers Gerald Green, o shooting guard\shooting forward dos Knicks James White, o poste baixo dos Nuggets Kenneth Faried (embalado pelo prémio de MVP do jogo dos rookies e sophomores na noite anterior) e o extremo dos Jazz Jeremy Evans

A vitória acabou por sorrir para Terence Ross dos Raptors, vestido com o memorial 15, número que Vince Carter envergava nos Raptors quando venceu o dunk contest do All-Star Game de 2000 com um afundanço 360º!

A fotografia do afundanço da noite:

Ross

ross premio

2. Taco Bell Skills Challenge:

Damien Lillard premio

Damien Lillard venceu o concurso de skills de base.

O sensacional rookie de Portland fez o melhor tempo no habitual circuito construído pela liga e bateu a concorrência constituída por Brandon Knight (Detroit Pistons) Tony Parker (San Antonio Spurs) Jeff Teague (Atlanta Hawks) Jrue Holliday (Philadelphia 76ers) e Jeremy Lin (Houston Rockets).

3.

Team Miami

No concurso de lançamento por equipas, houve algumas mudanças em relação às regras. Um pouco à medida das mudanças introduzidas nos outros concursos. O concurso deixou de ser individual e os jogadores passaram a representar as suas conferências. Nos anos anteriores, por equipas, representavam as cidades 3 jogadores: 1 a representar a equipa actualmente, outro que a tenha representado e uma jogadora da equipa da cidade na WNBA. Este ano, decidiram unificar a participação das equipas por conferência. Daí a equipa que tenha vencido foi esta, do Este, constituída por Chris Bosh (actual jogador dos Miami heat) Swin Cash (jogadora das Chicago Sky) e Dominique Wilkins, antiga vedeta dos Atlanta Hawks.

4.

O habitual concurso de triplos, vencido pelo base dos Cleveland Cavaliers Kyrie Irving. Irving provou porque é que é um dos melhores lançadores de 3 pontos da liga.

Irving 2

Irving bateu a concorrência apertada de Ryan Anderson (New Orleans Hornets) Stephen Curry (Golden State Warriors) Steve Novak (New York Knicks) e Matt Bonner (San Antonio Spurs). A final foi disputada contra o veterano jogador da equipa Texana. A lamentar, a ausência deste concurso (como o Eduardo Barroco de Melo me disse na altura por mensagem) de Kyle Korver (Atlanta Hawks) e Jamal Crawford (LA Clippers), dois indiscutíveis triplistas da liga!

5. Foto de família:

sabado

Todos os que participaram na noite de sábado.

Nota final: Muita gente me tem perguntado porque é que a liga não convida ou não coloca os melhores jogadores da liga nestes eventos.

1. A liga por vezes convida alguns jogadores para estes eventos, mas alguns jogadores não aceitam o convite. Muitos jogadores não querem actuar nos eventos de sábado à noite por razões pessoais. Em vez de viajarem mais uma vez para uma cidade para fazer uma aparição no concurso de triplos ou de afundanços, preferem ficar uns dias com a família e descansar do árduo calendário da liga que na maior parte dos casos os afasta da família e amigos durante meses.

2. No all-star game, a liga tenta que em todos os eventos estejam representadas todas as equipas, num grau de equidade. Não interessa que hajam equipas sem representação no maior evento de exibição mediática da liga. Para as maiores vedetas da liga, noutros casos, estes eventos não interessam para aumentar a sua popularidade, logo, deixam que jogadores “menos brilhantes” possam ter o seu espaço. É claro que para a liga interessava ter James ou Griffin todos os anos a lutar pelo concurso de afundanços (se bem que ambos já o venceram nos primeiros anos de liga) ou Chris Paul no concurso de 3 pontos ou no skill challenge.

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NBA 2012\2013 #1

A maior liga de basquetebol do planeta já começou e praticamente no fim da 1ª semana da competição, urge-me começar a esmiuçar o que se tem passado.

Para simplificar as coisas, esta semana começo a escrever uma breve análise sobre a prestação das equipas nos primeiros jogos. A partir deste post, começarei a postar mais regularmente análises, vídeos, conferências de imprensa, jogos, fotografias e outras curiosidades em redor da competição. Para esse efeito pedi ajuda ao staff da Liga ESPN NBA Portugal (liga privada da ESPN) para me começar a apoiar nestes posts daqui em diante. Caro leitor, se quiser participar nestes post com conteúdo, opiniões ou caso queira partilhar algo que me tenha passado em claro nos posts que aqui deixar, poderá fazê-lo a partir do email joaorbranco@live.com.pt, tendo que, só para o efeito, enviar o que quiser partilhar neste blog junto com a sua identificação. (nome, apelido, nickname).

Começando pela conferência este:

Boston Celtics

É certo e sabido que Doc Rivers tem este ano um enorme desafio pela frente: a reconstrução faseada de uma nova era para a equipa. Se o espectro de Ray Allen já foi ultrapassado (dentro das limitações orçamentais e contratuais que o franchising tem; dado o pouco poder de troca que o franchising também tem dada a idade avançada e os respectivos salários de Garnett e Paul Pierce) com as contratações de gente que poder dar um novo impulso à equipa (Leandro Barbosa e Jason Terry, são exemplos desse paradigma; Terry foi em Dallas durante muitos anos um dos melhores nº6 da competição, senão o melhor) auspicia-se um ano muito difícil para a equipa do Massachusets.

É certo que Allen é um jogador que, mesmo apesar da sua idade, vai deixar saudades por Boston. Falamos só do recordista actual em triplos da história da competição. Mantendo-se a espinha dorsal da equipa assente no big three Garnett-Pierce-Rondo, onde o base assume uma preponderância tal que por vezes chega a fazer de Garnett e Pierce (Rondo é o candidato a vencer o maior número de triplos-duplos na temporada), creio que Boston, pelos jogadores que acompanham esse mesmo big-three, pela experiência global da equipa (veteranos da liga são 6 no seu plantel) e pela qualidade inegável de quase todo o plantel, vai ao playoffs sem grandes dificuldades (não são candidatos a vencer a conferência na temporada regular como nos últimos anos é certo) e nos playoffs, em derivado desta assumpção global que faço do seu potencial, poderão surpreender tudo e todos.

O draft também foi simpático para Doc Rivers. Trouxe-se um talento em bruto chamado Fab Melo. O jovem internacional brasileiro de 22 anos, escolhido na ronda 22 do draft deste ano vem muito bem referenciado do campeonato universitário norte-americano, onde alinhou por Syracuse nas últimas 2 temporadas. Melo, poste, internacional brasileiro, foi nomeado o melhor defensor da NCAA da época passada e graças ao seu enorme poder atlético (2,13m e 116 kg) é um jogador que se mexe muito bem na luta das tabelas mas revela alguma ineficiência no ataque. Melo terá direito a poucos minutos na equipa de Boston este ano, mas se Doc Rivers, com toda a experiência que acompanha este técnico campeão, puxar pelo Brasileiro, poderá ter aqui um belo diamante para lapidar lentamente e lançar a alto nível na próxima temporada.

Quanto a este início de época, os primeiros jogos da equipa tem corroborado a minha opinião de que será um ano muito difícil para a equipa do Nordeste.

A abrir, os Celtics foram fazer um jogo muito interessante a Miami contra os Heat mas saíram de cabeça muito baixa, perdendo por 120-107. Se 107 pontos é um indicador ofensivo muito importante tendo em conta o pavilhão onde esse resultado foi obtido, fica também o registo que os Celtics obrigaram a cavalaria pesada de Miami a puxar dos seus galões para vencer a partida, não fosse LeBron ter marcado 26 pontos e 10 ressaltos, Allen 19 pontos (no primeiro reencontro com a sua anterior equipa), Wade 29 pontos e Bosh 19 com 10 ressaltos. Mais uma vez, mesmo com a ida de Ray Allen para a equipa campeã em título, se demonstra que o jogo de Miami está completamente monopolizado pelas suas vedetas. Prova disso, o seu big-four com 83 dos 120 pontos da equipa na partida.

Nos jogos seguintes, voltaram a perder em Milwaukee (99-88) e venceram os Wizards por magros 3 pontos de diferença. Denominador comum da prestação da equipa de Doc Rivers nas 3 partidas realizadas: Paul Pierce e Rajon Rondo. Se o primeiro está completamente on-fire, facto que não é costume visto que Pierce é um jogador que sempre nos habituou a aparecer em grande lá para meados de Janeiro quando a temporada regular já vem a meio, o segundo tem-nos mostrado alguma inconsistência ao nível do lançamento. No entanto, Rondo tem feito mais de 10 assistências por partida, o que confirma que é o verdadeiro líder da equipa.

Brooklyn Nets

O antigo franchising de Nova Jersey entretanto mudado para Nova Iorque (mais precisamente para o mítico bairro de Brooklyn) teve um verão rico em contratações, numa continuação daquilo que já tinha sido levado a cabo na última ronda de transferências da época 2011-2012 para que a equipa possa voltar pelo menos aos playoffs.

Depois de vários anos em Atlanta a espalhar magia, Joe Johnson deu um novo passo na sua carreira e aproveitou o fim de contrato com a equipa do estado da Geórgia para rumar a Norte. O free-agency em Brooklyn não se ficou por aqui. A juntar a vedetas como Deron Williams, Gerald Wallace e Robin Lopez, a equipa também resgatou de forma livre o base C.J Watson, base que se destacou nas últimas duas temporadas em Chicago. C.J Johnson é uma excelente alternativa de banco a Deron Williams, sendo um jogador que gosta tanto de armar jogo como de lançar ao cesto. Adiciona muita capacidade de lançamento exterior a uma equipa que já tinha alguns bons triplistas (Williams, Wallace, DeMarshoon Brooks) mas tem o senão de ser um jogador muito afectado por lesões e afectado sobretudo pela inconsistência. É um jogador que tanto é capaz de fazer 5 jogos seguidos com pontuações na casa dos 20 + 6\7 assistências em média como se apagar da competição durante 1 mês seguido.

Nesta equipa, que tem jogado muito bem é o poste Brook Lopez. Depois da tempestade vem a Bonança. Lopez regressou a meio gás a meio da temporada passada mas rapidamente voltou à enfermaria no início de Abril deste ano graças a um problema continuado num dos tornozelos. Recuperado na totalidade, o poste cujo irmão é Robin Lopez (Phoenix Suns) voltou à competição com números estrondosos (para um poste) nos primeiros 3 jogos da temporada da nova equipa de Nova Iorque: 20 pontos de média e 7 ressaltos por jogo, facto que corrobora a sua apetência ofensiva.

Nestes primeiros 3 jogos da equipa, os Nets tem revelado algumas dificuldades ofensivas. 2 derrotas e 1 vitória revelam que o técnico Avery Johnson terá que trabalhar muito para unir estas peças rumo a lugares mais confortáveis. A última derrota (em casa frente aos Minnesota Timberwolves por 96-107 revela uma equipa que tem dificuldades na defesa. Até porque, uma equipa com Deron Williams (18 pontos e 13 assistências no último jogo) é uma equipa que terá uma tendência natural para o ataque.

A entrada deste “novo” franchising para a Liga traz-nos a entrada de um novo pavilhão para a competição: o Barclays Center, pavilhão construído num daqueles bairros considerados como “coração do basquetebol americano”.

Fica aqui uma nova imagem do dito pavilhão e um insider que foi feito:

Para finalizar, Avery Johnson e alguns jogadores da equipa falam sobre a esta dos Nets no media day do franchise:

New York Knicks

O poderoso Carmelo Anthony transporta na sua 3ª época em Nova Iorque a ambição da equipa ir o mais longe possível nesta liga.

Facto: as saídas de Jeremy Lin (para Houston) e Landry Fields (Toronto) – a saída do primeiro depois de uma temporada fenomenal em que passou de reserva da equipa a jogar preponderante na manobra ofensiva da equipa e de outro, que, apesar de ainda estar a crescer como jogador já apresentava uma invejável capacidade ofensiva, principalmente no tiro exterior.

Facto: as entradas de Jason Kidd e Marcus Camby, jogadores que apesar de estar na sua curva descendente ainda poderão ajudar em muito os objectivos desta equipa. Kidd, apesar dos seus 39 anos de idade, ainda é um jogador que arrasa por onde passa. Camby já não é o mesmo desde os tempos de Denver mas compreende-se a sua contratação visto que é um jogador muito válido do ponto de vista da luta das tabelas. Ainda consegue 8 a 10 ressaltos por jogo e isso será muito importante para uma equipa cuja defesa é o seu calcanhar de aquiles. As entradas de dois jogadores muito interessantes como Raymond Felton (já tinha passado uma vez em Nova Iorque onde não vingou e foi empacotado para Denver aquando da troca Carmelo Anthony) Ronnie Brewer, Pablo Prigioni, base argentino que chega à NBA aos 35 anos depois de muitos anos de glória tanto em Itália como em Espanha ao serviço do Caja Laboral. É um jogador cuja entrada em tão avançada idade causa espanto e é sobretudo um jogador que pelo seu talento me fez interrogar anos após anos como é que a Liga nunca lhe abriu as portas. Já Brewer vem dos Bulls, onde nunca se afirmou a sério. A equipa de Chicago preferiu não renovar com os seus serviços para poupar o seu salário no cap salarial da equipa.

A todos estes nomes que acima citei, juntam-se os clássicos de Nova Iorque das últimas temporadas: Amar ´e Stoudamire, Tyson Chandler, Iman Schumpert e JR Smith.

Stoudamire ultrapassou com sucesso os rumores que davam conta que poderia servir de moeda de troca com Dwight Howard num possível negócio a realizar no verão entre Knicks e Magic. No entanto, o poste começou a época lesionado e só voltará à competição daqui a 3 semanas graças a uma lesão numa mão. O sophomore Iman Schumpert, depois de uma excitante primeira temporada na NBA, também começou a época a ver o jogo na bancada.

Tyson Chandler tem começado a época com prestações que demonstram que ainda não se encontra na sua melhor forma física.

Já o explosivo JR Smith tem começado a época em grande estilo fruto de muito tempo de jogo que lhe tem dado o treinador Mike Woodson. Smith começou a época em alto estilo com 20 e 17 pontos nos dois jogos realizados contra Philadelphia. Prevê-se um JR Smith a jogar em grande estilo nesta temporada, depois de ter optado por Nova Iorque a meio da temporada passada aquando da sua chegada da China, liga onde estava a jogar.

Com tanto poder ofensivo, Mike Woodson só terá de se preocupar em melhorar os índices ofensivos. No ataque existem estilos para todos os gostos: a distribuição exímia de Kidd, a explosividade e tiro exterior de Anthony e Smith, a coragem na abordagem ao cesto de Schumpert, a criatividade e loucura de Felton e a força e regularidade de Chandler e Stoudamire.

A começar a temporada, alguma irregularidade.

Os Knicks bateram Miami em casa na sexta-feira com pompa e circunstância:

No jogo em que Knicks e Heat foram solidários para com os desalojados do furacão Sandy. Só Dwayne Wade doou o seu prémio de jogo de 200 mil dólares.

Para finalizar, o regresso do guerreiro à NBA depois de algum tempo de afastamento. Sim, Rasheed Wallace voltou para jogar em Nova Iorque. Pela sua entrega ao jogo, qualidade e até pelo seu mau feitio, Rasheed Wallace (campeão em 2004 com os Pistons) era daqueles jogadores que gostaria de ter visto jogar (em tempos áureos) nos meus Bulls. Vi jogar um outro Wallace (Ben) também campeão nesse ano na turma do Michigan entre 2006 e 2009 nos Bulls. Não é nem por sombras o mesmo Rasheed Wallace que lutava por todas as bolas, marcava triplos e reclamava por tudo e por nada. O seu papel é muito secundário em Nova Iorque. No entanto, vale a experiência de 15 temporadas a um ritmo abismal.

A veterania acaba por ser outros dos tónicos desta equipa. Mas não é uma veterania de banco. Os 6 veteranos da equipa (Kidd, Camby, Wallace, Kurt Thomas, Tyson Chandler e Amare Stoudamire) são ainda jogadores muito prestáveis para uma equipa que quer decerto jogar pela final de conferência nos playoffs.

Philadelphia 76ers

Maturidade é o adjectivo que melhor poderá caracterizar esta equipa. Alta velocidade é o estilo de jogo da equipa.

Nos playoffs do ano passado, os Sixers (8ºs classificados da fase regular) aproveitaram o deslize da lesão de Derrick Rose para mandar os Bulls (campeões da fase regular) para casa mais cedo quando toda a gente já apontava um duelo entre Chicago e Miami na final da conferência este.
Poucos meses passaram desde esse exito. O severo Doug Collins, tinha feito muito com o pouco que tinha. Meses depois, menos lhe dão para o início desta época. O mercado foi duro para os Sixers: a vedeta Andre Iguodala rumou a Denver pouco depois do título olímpico conquistado em Londres e o veteraníssimo Elton Brand rumou ao Texas para representar os Mavericks. Para colmatar as duas saídas de peso, a direcção trouxe Kwame Brown (aquele que Michael Jordan tanto acreditava que poderia ser o jogador da sua geração) Dorell Wright (um enorme shooter que andava meio perdido na falta de objectivos de Golden State), Jason Richardson (jogador cujos tempos de Phoenix já vão muito longe mas que ainda pode acrescentar muito poder de fogo ao tiro exterior dos Sixers) e… imagine-se

O monstro Andrew Bynum, o sacrificado de Los Angeles no processo negocial desta temporada em prol das chegadas de Steve Nash e Dwight Howard. A decisão de Bynum ter optado por Philadelphia não foi a mais acertada visto que Bynum é jogador para actuar numa equipa que tenha como objectivos o título. Ficava-lhe melhor ter optado por Dallas ou até pelos Spurs, visto que Dallas anda há dois anos a jogar sem um poste digno dessa posição e os Spurs poderiam começar a pensar na renovação do seu velho plantel com a entrada de alguém que pudesse substituir ao mais alto nível Tim Duncan.

Bynum ainda não se estreou pela equipa devido a mais um problema no seu complicado joelho direito. Deverá voltar na próxima semana.

O porquê de ter dito que Philadelphia é uma equipa que gosta de jogar a alta velocidade?

A resposta dá-se pelos nomes de Evan Turner, Thaddeus Young, Jrue Holliday, Nick Young e Spencer Hawes. Jogadores que chegaram de mansinho à Liga e subiram em flecha na mesma tendo como comparação aquilo que era dito pelos analistas sobre si na altura dos respectivos drafts. São de facto todos eles jogadores muito rápidos que gostam de ter a bola nas mãos e arriscar o lançamento exterior. Principalmente os bases Evan Turner e Jrue Holliday. O último é um jogador bastante interessante que é não é dado a não arriscar lançamentos. É um jogador que vive com os olhos no cesto, o que por vezes é mau visto que não sabe contemporizar as suas decisões e acções. No entanto, também tem jogos em que é pura e simplesmente o diabo à solta.

Toronto Raptors

A única equipa canadiana da Liga está a atravessar uma autêntica travessia do deserto desde que em 2010 Chris Bosh decidiu mudar-se para Miami. Não se espere muito novamente desta equipa. Toronto está à espera de melhores dias.

Com um rookie que promete (Jonas Valenciunas) com duas contratações interessantes (Landry Fields via Nova Iorque e Kyle Lorwy via Houston; Lowry conseguiu uma média pontual de 23.5 na última temporada) com os clássicos José Calderon, DeMar Rozan e Andrea Bargnani, é expectável apenas que a equipa orientada por Dwayne Casey seja capaz apenas de lutar por um 8º lugar na sua conferência, lugar que como se sabe permite a ida aos playoffs.

Nos primeiros jogos da temporada, duas derrotas tangenciais contra Indiana e Brooklyn Nets e uma vitória caseira por 105-86 sobre Minnesota.

Chicago Bulls

ou melhor, os maiores!

O United Center é um pavilhão cujos adeptos são impacientes, efusivos e não gostam de perder. A História dos Bulls assim modelou o ambiente em Chicago. Depois de duas temporadas em que a equipa venceu a fase regular da conferência este mas não foi capaz de materializar esse domínio nos playoffs (em 2011 caiu frente a Miami na semi-final de conferência e em 2012 não passou dos quartos frente a Philadelphia), um terceiro ano se levanta para Tom Thibodeau e equipa assombrado com a lesão de Derrick Rose, estrela que só voltará a actuar em Fevereiro ou Março.

Muitos daqueles que tem acompanhado a lesão de Rose ainda duvidam do estado de forma que Rose irá apresentar quando voltar à competição. O médico dos Bulls Fred Tedeschi afirmou recentemente que a recuperação do craque está a ser feita a um nível superior do que aquilo que estava previsto, daí que Rose já voltou aos treinos de forma condicionada a meio de Outubro quando tudo apontasse para que o fizesse apenas em Dezembro. Outros tem dito que Rose voltará bem, com mais vontade de triunfar mas com características ligeiramente diferentes daquelas que tinha nas últimas 3 temporadas. Poderemos portanto assistir a um regresso de um jogador não tão explosivo nas suas maravilhosas incursões para o cesto e mais incisivo no lançamento exterior, departamento do jogo onde Rose antes das sucessivas lesões que o afectaram na temporada passada, ia melhorando significativamente em relação às épocas anteriores.

Tom Thibodeau tem aqui a sua prova de fogo. Toda a gente sabe que os Bulls sem Rose muito dificilmente poderão aspirar lutar pela vitória na conferência com outras equipas como Miami ou New York. Seria interessante apontar a época regular para um 4º lugar de conferência.

Da equipa saíram alguns jogadores importantes: CJ Watson rumou aos Nets, Brewer aos Knicks, Kyle Korver para Atlanta. Com a saída do primeiro e o do terceiro, os Bulls perderam uma parte interessante do seu lançamento de 3 pontos. Omer Asik rumou a Houston depois dos Bulls não terem coberto a oferta contratual de Houston. Notou-se com estas saídas alguma necessidade da equipa poupar dinheiro para poder atacar um bom free-agent no final desta temporada e suportar os elevados salários desta temporada de Carlos Boozer (24 milhões) e Joakim Noah (15).

Para reforçar a equipa e minorar as perdas, os Bulls adicionaram jogadores com bastante experiência de liga: o baixinho Nate Robinson, Vladimir Radmanovic, Kirk Hinrich (regresso) Marco Belinelli e Nazr Mohammed.

Nate Robinson já todos sabemos quem é. O jogador mais baixo da liga a ganhar um concurso de afundanços. Robinson é mais que isso. É um razoável armador de jogo e é temível no jogo exterior. Radmanovic é um jogador que passou ao lado de uma grande carreira. Nos Lakers foi preponderante durante algumas temporadas mas desde aí que se apagou definitivamente. É um lançador de 3 pontos temível. Kirk Hinrich veio para ser mais um a ajudar enquanto Rose não voltar. Está longe dos tempos em que passou por Chicago (2003 a 2010). Marco Bellinelli é outro lançador interessante que andava perdido em Nova Orleães mas ocorre-lhe o facto de nunca ter confirmado as expectativas que pendiam sobre si em 2007 quando foi drafteado. Nazr Mohammed é um globetrotter que nunca criou grandes raízes em qualquer equipa por onde passou e a sua passagem por Chicago apenas ocorre pelo facto de Asik ter rumado a Houston. Mohammed apanhará os restos temporais que Noah não alinhar.

Como se pode ver a equipa de Chicago perdeu imenso no balancing que pode ser feito entre os que entraram e saíram. O top 5 continua fantástico e cheio de qualidade: mesmo com Rose lesionado restam Hamilton (está a ter um excelente início de temporada) Boozer, Deng e Noah. Deng está novamente a assumir o jogo, como lhe compete na ausência de Rose. Daí estar a jogar a alto nível novamente. Facto curioso iremos talvez assistir novamente em relação a este jogador quando Rose voltar. As estatísticas não mentem: com Rose fora vê-se o melhor Deng, com Rose dentro Deng pura e simplesmente desaparece. Seria o ideal para a equipa ter os dois juntos em grande forma. Já Carlos Boozer também está com um início de época que promete muito. Dado foi a vitória estrondosa da equipa em Cleveland por 116-85.

Tom Thibodeau sabe que as coisas estão difíceis para  o seu lado. No entanto, Thibodeau é exímio a montar equipas que sabem defender bem. Os Bulls não são das melhores equipas do campeonato a atacar mas serão sem sombra de dúvidas a melhor a defender. Foi aí que residiu o sucesso das temporadas que passaram.

Cleveland Cavaliers

Byron Scott é conhecido por fazer milagres nas equipas que treina. Assim aconteceu por exemplo quando em Nova Orleães, nos tempos em que o piso do New Orleans Arena era pisado por um senhor chamado Chris Paul  e por outro chamado Tyson Chandler. Scott na altura pegou num franchise que dava os primeiros passos (não esquecer que o Katrina obrigou a equipa a ir jogar um ano para Oklahoma; Oklahoma ficou tão seduzida com o basquetebol da NBA que comprou os direitos do franchise dos Seattle Supersonics no ano seguinte) na Liga e rapidamente o colocou na NBA, algo ímpar na história da modalidade. Até Memphis, que por sua vez comprou os direitos dos Grizzlies à cidade de Vancouver, demorou sensivelmente 10 anos a ir pela primeira vez aos playoffs, não obstante do facto de ter contado nas suas fileiras com Pau Gasol durante várias épocas.

Olhando para o rooster da equipa do Ohio, Byron Scott tentará fazer o que fez com essa tal geração de New Orleans: atingir os playoffs e incomodar as melhores equipas do Este. Será a meu ver uma tarefa quase impossível dado que o plantel dos Cavs é dos mais fracos da liga senão o mais fraco.

Equipa liderada a fundo por Kyrie Irving, o #1 do draft do ano passado. Na primeira época de Irving da NBA ficámos a conhecer um jogador que está aí para durar. Irving não tem nem de perto nem de longe agregado a si o estilo de LeBron ou o seu fleurma. São jogadores de características diferentes. Enquanto LeBron puxa do cabedal para se fazer valer, Irving é um shooter nato e esperemos que na sua segunda época na Liga tenha aprendido algo com a inconsistência que teve enquanto rookie. Ambos tem em comum o facto de se estrearem na Liga pela mesma equipa, sendo escolhidos na posição #1. No seu ano de estreia de Liga, Irving não teve as mesmas condições que LeBron James teve no seu ano de rookie.. É caso para dizer que Irving está a pagar a factura da saída de LeBron para Miami. Enquanto LeBron teve regalias por parte da direcção de Cleveland, que, construiu ano após anos equipas para LeBron conseguir o título (equipas essas que quase sempre eram escassas para tal objectivo), Irving, pelo desinvestimento que a direcção de Cleveland teve que fazer nos últimos anos para recuperar a saúde financeira, tem que jogar quase por conta própria. No entanto é notória a necessidade que urge na equipa em haver investimento para dotar a sua estrela de bons companheiros.

Do resto do plantel da equipa do Ohio pouco ou nada se aproveita. Um Daniel Gibson que revela alguma capacidade de tiro exterior. Um CJ Miles que é um jogador que já teve uma boa passagem por Utah. Um Alonzo Gee que é um jogador interessante mas nunca será uma grande vedeta. Um Varejão que se pode considerar o 2º melhor jogador da equipa e um Luke Walton que está muito enferrujado devido a anos de banco que Phil Jackson lhe proporcionou (mal a meu entender) no banco de LA. Se existem equipas cujo 5 base é óptimo mas o banco é escasso para os objectivos a que as mesmas se propõem, é caso para dizer que em Cleveland não existe um 5 base óptimo, muito menos banco. É uma equipa quase condenada a ser Irving contra 5 e condenada a sofrer muitos cabazes durante a época, principalmente nos jogos fora.

Para finalizar, aqui fica o melhor comercial do ano relacionado com a NBA, onde Irving protagoniza uma engraçada história real para a Pepsi:

Detroit Pistons

Um grande franchise a passar uma enorme travessia do deserto. 3 anos sem playoffs no Palace of Auburn Hills é muita dose para uma equipa habituada a estar no top da liga anos a fio.

A mesma dose que afirmei para Cleveland, tendo os Pistons um bom 5 base.

Greg Monroe. Em conjunto com Roy Hibbert e Anthony Davis, Monroe é um dos postes mais talentosos desta nova geração. Aos 22 anos ainda tem muito para crescer. No ano passado terminou a fase regular com estatísticas muito interessantes: 15.4 pontos por jogo e 9.7 ressaltos. Nos primeiros três jogos mostrou alguma regressão em relação a esses números. Penso que com o desenrolar da época e com uma subida de forma do base Rodney Stuckey poderá efectivamente subir de produção e quem sabe espreitar o All-Star Game em Fevereiro.

A acompanhar Monroe está uma equipa muito jovem. 5 rookies (Kim English, Andre Drummond, Viachlesav Kravtsov, Khris Middleton e Kyle Singler). Dos 5, Singler é um extremo que gosta imenso de atacar o cesto e promete dar que falar no futuro. Já vinha com boas indicações da Universidade de Duke, universidade que tem lançado bons talentos para a Liga nos últimos anos, fruto do bom trabalho de formação que Mike Kryzewsky (seleccionador norte-americano) tem feito. Falamos portanto de uma universidade que nos últimos 15 anos lançou jogadores na alta roda como Shane Battier, Carlos Boozer, Elton Brand, Luol Deng, Gerald Henderson, Grant Hill, Kyrie Irving, Corey Maggette ou JJ Redick. Outro que promete ser um jogador interessante para o futuro é o poste Andre Drummond. Um poste à antiga, exímio a defender e com um grau de atleticismo bastante interessante. Prcisa de tempo para crescer.

Dois outros jovens que poderão crescer mais nesta época nesta equipa são o base Brandon Knight e o extremo Jonas Jerebko. O sueco já prometeu muito no final da temporada passada. É um bom lançador só que terá que melhorar em muito na velocidade em que executa os seus lançamentos. Ainda é um jogador com um jogo de pés muito lento e habituado às temporizações do basquetebol europeu.

Para acompanhar esta nova fornada de Detroit, com a saída de Ben Gordon ficaram 3 jogadores com enorme experiência na Liga: Charlie Villanueva, Rodney Stuckey e Tayshaun Prince. Prince é o único que resta do título de 2004. Stuckey prometeu muito mas teve azar com as lesões.

A época para já começou com 3 derrotas previsíveis contra Phoenix, Lakers e Houston. Esta equipa precisa de crescer e muito dificilmente conseguirá passar das 25 vitórias nos 82 jogos da temporada regular. Os playoffs ainda estão muito longe mas o futuro está a construir-se aos poucos.

Indiana Pacers

Roy Hibbert esteve a um passo de sair de Indiana no passado mês de Julho como free-agent mas no último segundo tomou a decisão de aceitar a proposta de renovação da direcção. E fez muito bem, os Pacers estão mais fortes que nunca.

A equipa do estado de Indiana orientada por Frank Vogel poderá constituir-se como a surpresa da Conferência Este. Estão juntos todos os condimentos para tal desde que a equipa demonstre novamente o espírito de sacríficio e a garra que demonstrou nas temporadas anteriores. Na tentativa de melhorar ainda mais uma equipa que está a atingir o seu estado de maturidade colectiva, a direcção de Indiana decidiu fazer duas contratações cirúrgicas: contratou DJ Augustin a Charlotte (e Charlotte ficou uma equipa ainda mais miserável), o Francês Ian Mahinmi a Dallas (o internacional francês terá muitos mais minutos em Indiana do que os míseros que tinha na equipa do Texas) e Gerald Green aos Nets.

Augustin irá trazer mais qualidade à organização de jogo da equipa. Para além de ser um interessante distribuidor de jogo, é um jogador que também é capaz de fazer médias pontuais de 15. Mahinmi é um jogador com muito pulmão que necessita de jogar para ver se é desta que explode na Liga. Gerald Green poderá ter aqui a oportunidade que desejava para se tornar um jogador de topo.

Da época passada transita a nata desta equipa. Danny Granger (na imagem) é o maestro desta orquestra. Um jogador incrível que é capaz de vencer um jogo praticamente sozinho. No entanto lesionou-se nos primeiros jogos da época e estará 3 meses de fora. Paul George, um “Granger” que necessita de crescer mais um bocadinho. É um jogador temível no contra-ataque mas precisa de evoluir mais na tomada de decisões. Quando está bem é o espectáculo dentro do próprio espectáculo. Tyler Hansbrough é pau para toda a obra na equipa e agora tem a companhia do irmão mais novo Ben Hansbrough. Tyler é um poste baixo, tem muita força mas não tem técnica nenhuma. Se tivesse técnica seria um caso sério. Ben é um shooting guard. George Hill é outro jogador fantástico. Finaliza-se tudo com David West, um jogador que depois de ter brilhado em New Orleans e de ter andado desaparecido devido a sucessivas lesões, recuperou a felicidade do jogo em Indiana.

Postas as cartas na mesa é esperar pelo sucesso desta equipa. Estou convencido de que lutarão pelos 3 primeiros lugares da conferência. Serão também perigosíssimos nos playoffs se estiverem moralizados.

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NBA (últimas 2 semanas)

Muito sumariamente, estes 3 vídeos resumem os highlights da carreira dos Bulls nos últmos 6 jogos.

Em primeiro lugar, a derrota em Oklahoma City frente aos Thunder. Ainda sem Rose, os Bulls estiveram muito mal tanto defensivamente como ofensivamente. Num duelo que se previa intenso (muitos já dizem que será o duelo das finais deste ano) Kevin Durant e Russell Westbrook comeram de cebolada os frágeis Bulls.
No dia seguinte, Goran Dragic e Luis Scola haveriam de inflingir em Houston a 13º derrota aos Bulls, ajudando a imprensa a criticar um “estado terrível de forma” dos Bulls no fim da época regular.

2. Veio Boston pelo meio. Vitória muito sofrida. Knicks @ Madison Square Garden.

Rose volta. Carmelo começa em cheio a partida, atingindo 21 pontos ao intervalo. Depois de uma fase inicial em que os Knicks estiveram (a meio do 1º período) a vencer por 21 de diferença (27-6) os Bulls reequilibraram o marcador até ao intervalo e chegaram a estar a vencer por 10 no 4º período. Até que a 10 segundos do fim do tempo regular, Carmelo Anthony (43 pts) sacou de um triplo e empatou a partida. Do outro lado, o regressado Derrick Rose (28 pts num jogo que não foi propriamente espantoso) falhou o último lançamento.
No prolongamento, deu-se o mesmo. Chicago liderava e Carmelo arrumava com a questão no último segundo com outro triplo.

3. Knicks @ United Center. Sem Rose, os Bulls fizeram um jogo mais alegre e não permitiram veleidades aos Knicks.

Falando um pouco dos Knicks. A equipa já ultrapassou os tempos conturbados do mês de Março. Nos primeiros jogos de Abril, algumas vitórias recolocaram a equipa rumo aos playoffs, mesmo na ausência de Jeremy Lin e Amare Stoudamire. JR Smith tem pegado de estaca na equipa e tem-se denotado que Tyson Chandler está agora a encaixar na perfeição no jogo da equipa.

Os Knicks são 7ºs e passam a batata quente de Milwaukee para os 76ers. A equipa de Scott Skiles tem vindo a jogar muito bem. A sinergia entre Brandon Jennings e Monta Ellis foi imediata. Pena é que estes Bucks possam já não ir a tempo de apanhar o comboio dos playoffs.

4. Heat @ United Center

Muito se poderia perguntar e afirmar antes do início deste jogo. Muito mais se pode afirmar depois do fim deste. E eu escrevo esta parte desta crónica 2 minutos após o termino do mesmo, orgulhoso da luta que os meus Bulls empregaram durante a parte decisiva.

A perguntas como “Será que Rose alinha?” o início da partida respondeu-me favoravelmente. Alinhou depois de ter ficado de fora na vitória contra Nova Iorque. “Será que poderemos ver o melhor Rose da temporada?” – a resposta foi um não, um redondo não: Rose esteve horrível e não só em nada contribuiu para a vitória de Chicago como ainda estorvou os Bulls de talvez obterem uma vitória nos 48 minutos regulares. As grandes estrelas passam por maus momentos e Rose está a passar um desses maus momentos. Numa época em que já fez coisas brilhantes, já ficou 23 jogos de fora em 58 e teme-se que não apareça em forma nos playoffs. Rose já nos habituou a um grau de profissionalismo tremendo. Rose já nos habituou a sacar de momentos mágicos quando não pensamos que alguém em Chicago tenha capacidade para tal. Eu sinceramente acredito que Rose jogará em perfeitas condições nos playoffs.

Dwayne Wade e LeBron James novamente em Chicago. Numa casa onde Jordan foi rei, Jordan ainda reina. Wade bem queria Chicago, cidade onde nasceu. Preferiu a companhia de James do que se libertar como free-agent em 2010. Preferiu mal (do ponto de vista pessoal) mas bem do ponto de vista de um adepto Bulleano: não desprestigiando os dois grandes jogadores que são Wade e James, creio que Chicago não conseguiria duas épocas tão bons com 1 dos 2 jogadores no seu rooster.

Mau arranque dos Bulls. Algum nervosismo. Alguns turnovers. Miami a capitalizar a 10-2 nos primeiros 5 minutos da partida. Defesa agressiva dos Miami, principalmente a Rose, Deng e Boozer. Se o último fez uma partida incrível, o do meio fez uma partida intermitente e o primeiro não mais se voltou a encontrar na partida. Com Miami a capitalizar, a 2:06 do final do 1º período aparecer a maior vantagem dos Heat durante a 1ª parte: 22-13. Não é que Miami estivesse a ter um domínio expresso. Estava simplesmente a mostrar alguma eficácia contra um adversário que só a partir dos 2 minutos finais do 1º período é que acordou. Sentido o pulso ao jogo, Spoelstra ia dando minutos a jogadores pouco habituais no 1º período: Miller e Turiaf. Boozer ia a sendo a alma do negócio, colocando expressamente o resultado no final do primeiro período em agradáveis 19-22.

O 2º período começa com um backcourt escandaloso de Ronny Turiaf que não só não é assinalado como no decorrente da jogada ainda dá uma falta a Miami. Chicago entra a defender com mais garra. Com isto entra Karl Korver e CJ Watson e começa o “the korver watson show” com um triplo que dá empate a 24 e Watson dá vantagem logo a seguir: os shooters foram uma constante. Korver entrou pouco (deveria ter jogado mais face à falta de eficácia de Rose) e sempre que entrou fez um triplo (4 em toda a partida; 14 pontos). Já Watson obrigou nos minutos finais o seu treinador a encostrar Rose no lavar dos cestos das vindimas deste jogo e a assistir à vitória de Watson e dos seus companheiros de banco contra Miami. Os minutos que se seguiram foram de domínio dos homens da casa. A 4 minutos do fim Spoelstra é obrigado a travar a partida quando os Bulls fazem um 12-2 seguido, aumentando a vantagem para 36-27. Spoelstra fazia a melhor decisão de toda a primeira parte. A partir daí, os Bulls foram novamente irreconhecíveis até ao final do período, acumulando turnovers e erros de lançamento. Exceptuando Boozer (acaba com 15 pontos a primeira parte) era o King James quem mandava na bola (em Miami; ao estilo habitual) na partida. Daí até ao intervalo foi ver Miami trilhar uma vantagem de 5 pontos (41-36). A melhor notícia para Chicago ao intervalo seria dizer que Rose ainda não tinha marcado um único ponto em 8 lançamentos de campo. Numa circunstância destas, qualquer adepto de Chicago pensa que se Rose até ali não tinha feito um único ponto (primeira vez na carreira do base em que este chegava ao intervalo com tal proeza) na segunda parte tudo seria diferente e Rose era (à semelhança do que já fez em dezenas de partidas) de marcar uma dúzia de rajada.

Perante um 12-0 a findar a 1ª parte, Chicago volta com mais ambição para os períodos da decisão. Começa com um triplo de Deng. Os triplos foram uma constante no jogo de Chicago, principalmente em momentos de aperto. A equipa conseguiu 10 triplos em 16 tentativas, algo fantástico para a média da NBA. Já Miami também lançou muito (11) mas só concretizou 4, sendo que 3 foram do meio da rua por intermédio de LeBron James.

Com um maior ascendente de Chicago no início do 3º tempo, aos 5 minutos vem o primeiro e único lançamento concretizado por Rose. À 9ª tentativa. Pensava-se que o craque dos Bulls começaria a bombar. Errado. Nos 3 lançamentos seguintes (seguidos) Rose acabaria por tentar um triplo e dois layups mas sem sucesso. Estava na hora de questionar a fraca tomada de decisões do sr. Thibodeau. Com Rose e Hamilton a mais porque não colocar em campo novamente Korver e Watson? Thibodeau ouviu-me no 4º período e aí residiu um dos segredos da vitória.

Do outro lado, era James quem continuava a mandar. Deng estava a ser incapaz de seguir defensivamente a principal vedeta dos Heat, apostada essencialmente em brilhar a partir do catch and shoot. Thibodeau alterou a marcação a James a 5 minutos do fim do 3º período e colocou Hamilton em cima do mesmo. Hamilton surtiu efeitos pois James nunca mais voltaria a aparecer decisivamente na partida. Bosh estava a emergir com o desenrolar do jogo. Pode-se dizer que secou Joakim Noah na luta das tabelas (20 pontos e 8 ressaltos de Bosh contra os míseros 5\4 de Noah). Já Wade estava desaparecido desde os minutos iniciais e voltaria apenas a aparecer nos minutos finais (marcou 10 pontos no 1º período, 10 no último e 1 dos 2 de Miami no prolongamento).

Thibodeau seca James com 2 e a eficácia de Miami baixa consideravelmente até ao fim do período, onde vence por 62-60.

Início do 4º período: Cesto aqui, cesto acolá. Falhanço aqui, falhanço acolá. Foram assim os primeiros 5 minutos. Até que Korver reaparecer e faz dois triplos. Os Bulls já lideram por 76-74 a 4.42 do fim da partida. Os Bulls começam a adiantar-se com eficácia. 81-76 a 2.32 do fim obrigam Bosh a perder a cabeça e a ir aos 7.25 tentar um triplo sem eficácia. No entanto, punha-se o síndrome Carmelo no ar para os 2 minutos finais: com James e Wade em campo poderiam os Bulls descuidar-se como se tinham descuidado por duas vezes em Nova Iorque no passado domingo? A resposta viria nos minutos seguintes. Primeiro foi Wade a pegar na bola por duas vezes e a assumir com eficácia dois lançamentos de risco, um deles na cara do gigante Omer Asik. 81-80 para Chicago com Wade a assumir os últimos 5 lançamentos até então. Depois foi James a sair da marcação de Hamilton, a receber um ressalto de Bosh a lançamento de Wade e a conseguir a vantagem de 83-81 para Chicago com um triplo ao estilo downtown. Estava o caldo entornado.

Com Rose a tremer já dentro dos 2 minutos finais, Thibodeau pede dois timeouts de 30 segundos e tira o base do jogo, substituíndo-o por Watson. Foi o que se viu. James vai para a linha de lance livre e acerta apenas um. 84-81. Thibodeau coloca 4 triplistas (Watson, Korver, Hamilton e Deng; só faltava Lucas e Rose) e Boozer para o quer e viesse ou para uma estratégia de lançamento curto caso os cortes desejados para descobrir um triplista solto não resultasse. Os cortes foram bem efectuados e a 2.2 do fim Hamilton dá o empate a Chicago num triplo longe e descaído para a direita com Wade pendurado nos seus braços. O United Center vai ao rubro e Wade não consegue vencer a partida na reposição de bola.

Prolongamento.84-84.

Sem grande história. Bulls 12-2 Heat. Os Bulls iniciam com um lançamento à esquerda de Rose e com um mega abafo de Asik (preciosíssimo a defender) na cara de Wade. Gibson em contra-ataque afunda, sofre falta, converte o lance livre e põe o jogo a 5. James está a dormir e Wade tenta o tudo por tudo. O em 5 em lançamentos. Chicago controla e vence calmamente o jogo.

Ilações: muitas!

1. Novamente deverá ser repetido ao proprietário dos Heat que 3 não fazem uma equipa. Talvez seja melhor adicionar Dwight Howard, Kobe e mais uns quantos para se vencer um título. Se James, Bosh e Wade fizeram entre si 71 dos 86 pontos e 19 dos 41 ressaltos, os outros 6 utilizados fazem 15 pontos e 22 ressaltos, algo que é muito pouquinho para uma equipa que quer vencer um título.

Do outro lado, mais um banho colectivo. Se no 1º jogo contra Miami em Chicago já tinha sido um enorme banho colectivo com a agravante de ter sido um jogo onde John Lucas deu uma lição de humildade aqueles que acreditavam piamente que os Bulls estavam doidos em apostar nele para substituir Rose e Watson, neste jogo, o banco de Chicago faz 44 dos 96 pontos da equipa assim como 21 dos 45 ressaltos do colectivo.

2. Desilusão chamada Rose. Normal. Esperemos que recupere a forma a tempo das grandes decisões. Está mais lento a atacar o cesto. Nota-se nitidamente. 2 pontos, 1 em 13 ao nível de lançamentos de campo foram a prova de um jogo para esquecer.

3. Watson\Korver – Ainda bem que Thibodeau remendou o erro. Grandes exibições. Aquele triplo de Watson no fim é uma das obras primas da época Bulleana.

4. Boozer\Deng. Boozer está novamente um senhor jogador em Chicago. É um jogador que não me agrada muito mas tem mostrado níveis de eficácia tremendos, muitas vezes em lançamentos de média\longa distância. Já Deng está a crescer e é bom que cresça mais caso aconteça um mau cenário a Rose em tempos de playoff.

5. O primeiro lugar de Chicago está assegurado. Vamos ver quem calha na rifa aos Bulls. Se Orlando, se Nova Iorque, se Milwaukee. Os dois primeiros são mais que candidatos a tal.

Mesmo que existam dúvidas faço aqui a minha previsão:

Chicago tem um record de 45 vitórias e 14 derrotas. Faltam portanto 7 jogos para o fim da temporada regular. Chicago terá que jogar em Detroit, Charlotte, Miami e Indiana e terá que receber Dallas, Washington e Cleveland. Mesmo que Chicago perca 3 jogos num cenário ultra negativo (Miami, Indiana e Dallas) o record final será de 49-17.

Miami tem um record actual de 41 vitórias e 17 derrotas. Faltam 8 jogos para o fim da temporada regular para a equipa de Erik Spoelstra. Recebem em casa Chicago, Toronto, Washington e Houston. Jogam fora nos pavilhões de Nova Iorque, New Jersey, Boston e Washington. Se vencerem todas as partidas e Chicago perder (na pior das hipóteses os 3 jogos que acima enunciei) Miami consegue o primeiro lugar de conferência visto que tem um melhor record em casa do que a equipa do estado do Illinois.

Outros jogos da Liga nestas últimas duas semanas:

1 de Abril

Para aqueles que se mostrem mais interessados, aqui fica o video do jogo completo do dia 1 entre Heat e Boston Celtics.

Primeiro jogo de 2 no espaço de uma semana para as duas equipas.

Depois de um péssimo arranque de temporada, os Celtics estão a acabar em grande a fase regular. A meio da temporada, os homens de Doc Rivers estão suspeitosamente num frágil 8º lugar de conferências. Muitos cenários se começaram a traçar no mundo da NBA quanto ao futuro desta equipa. Eu inclusive, dei o meu bitaite em relação à estratégia que achava adequada para a equipa de Boston. O que é certo é que no mercado de transferências, a saída de Rajon Rondo foi equacionada (pelo seu valor actual de troca; talvez o único jogador de Boston que neste momento poderá ser trocado por 2 ou 3 bons jogadores) para servir de moeda de troca perante uma eventual remodelação da equipa. Ainda bem que a equipa do Massachussets assim não o fez. Rondo está a fazer uma época formidável e o boost final dos Celtics muito se deve a ele e a Paul Pierce, jogador que começou a época lesionado e que tem vindo gradualmente a voltar à sua antiga forma (e que forma!!).

Melhor que esse facto também é o facto do banco de Boston estar a jogar bastante melhor do que tinha vindo a fazer até então. Já se nota mais preponderância em jogadores como Greg Stiensma e Delonte West. O primeiro tem feito exímias partidas do ponto de vista defensivo.

Na Northbank arena, os Heat foram completamente silenciados por um banho de basquetebol dos Celtics. Os Heat marcaram apenas 72 pontos, tendo feito um parcial (o 3º) com apenas 12 pontos. Justificação? A aguerrida defesa dos Celtics que decidiu marcar individualmente LeBron James.
No ataque Rondo e Pierce estiveram sublimes. Quanto ao base, o seu treinador Doc Rivers mostrou-se contente com o trabalho que Rondo fez na partida. Segundo palavras do treinador dos Celtics: “”We told Rondo that we needed him to be a scorer. Not necessarily a playmaker; a scorer. And I thought he set the tone at the beginning of the game by doing that, and I thought that loosened it up for everybody else to get into the game. He was terrific.”
O base fez um fantástico triplo-duplo com 16 pontos, 11 ressaltos e 14 assistências. Já Paul Pierce fez 23 pontos e 7 ressaltos. Ainda em destaque esteve o power forward Brandon Bass. Bass tem andado muito eficiente do ponto de vista ofensivo. Prova disso foram os 16 pontos contra Miami e os 10 ressaltos.

Do lado de Miami, esta partida representou um pouco mais do mesmo: James e Wade contra tudo e contra todos. Bosh teve uma exibição para esquecer (apenas 4 pontos) tendo baqueado entre Bass e Garnett.

Boston ainda ameaça o 3º lugar de Indiana. Em 7 jogos, Boston terá que os vencer todos e esperar que Indiana faça apenas 2 vitórias nos mesmos.

Eis o jogo que fez estalar o verniz em Orlando.
Os Nuggets estão a fazer pela vida na Conferência Oeste. Em Orlando, a turma do Nevada venceu por 104-101 e agudizou a má relação existente e pública entre Dwight Howard e o seu treinador Jeff Van Gundy ao ponto de Van Gundy afirmar publicamente que para o ano não quer Howard na Flórida. Abre-se definitivamente uma janela de troca para o poste.

Denver vive no “fio da navalha” – a equipa tem talento e por muitas vezes já o referi. Não é fácil armar um colectivo com tanto talento e com tanto virtuosismo. No entanto, os resultados ficam escassos em relação ao potencial da equipa. Para a recta final, um record de 34-26 até poderia efectivamente ser um record confortável no Este (garantia o 7º e ainda dava para atacar o 6º e o 5º). No Oeste, a competição é mais equilibrada e joga-se tudo à minúcia, ao jogo. Atrás de Denver, estão Utah (31-28) e Phoenix (30-28) – Utah irá querer suar a camisola para conseguir um objectivo que seria impensável no início da época tomando em conta as capacidades da equipa. Já Phoenix, embalados por Steve Nash, também irão querer dar uma prenda de despedida ao seu veterano base.

Em Orlando, Ty Lawson (25 pontos; 22 na 2ª parte) catapultou os Denver para uma exibição suada. Arron Afflalo, André Miller e Al Harrington ajudaram. O suplente de luxo de Denver saltou do banco para marcar 18 pontos (2 triplos). Este banco de Denver é de facto uma ameaça: dois bons triplistas (Harrington e Miller) Corey Brewer e Wilson Chandler.

O grande medo que as equipas do Oeste deverão ter dos Nuggets reside no facto da equipa de George Karl ser muito imprevisível. Tanto é capaz do 8 como do 80.

Com Howard de fora por lesão, Orlando parece querer inventar no fim de época. Contra Denver apareceu Jameer Nelson. Fazia muito tempo que o base de Orlando não passava dos 20 pontos. Fez 27. Mas de nada lhes valeu.

2 de Abril

Não é fácil fazer o que Memphis foi fazer a Oklahoma. Ainda mais quando os Thunder vinham moralizados de uma vitória sobre Chicago.

Jogo muito equilibrado. Confesso que não sou grande admirador dos MarGrizzlies. Reconheço o valor de Gasol e de Gay. Esta partida provou-me que uma equipa não se faz com apenas 2 jogadores. OJ Mayo brilhou assim como todo o colectivo de Memphis. 7 jogadores ultrapassaram a casa dos 10 pontos e Mareese Speights esteve lá perto com 9 pontos e 13 ressaltos. Durant (21 pts) e Westbrook (19) foram insuficientes para travar a vitória dos Grizzlies, que, entram para a fase final da temporada regular num confortável 5º lugar de conferência que ainda pode ser 4º caso os Clippers desatinem nos próximos jogos.

Excluir adversários. Duas equipas que estão fora dos lugares de playoffs. No entanto, Utah ainda está na luta e Portland saiu fora depois desta partida. Paul Millsap com 33 pontos. É definitivamente a única estrela de Utah. Não é um jogador que aprecie por ser algo gordo e muito deficitário ao nível de argumentos técnicos. No entanto é um poço de força. É o que se precisa para o um poste-baixo.

3 de Abril

De finais de Fevereiro para cá, Cleveland não tem feito mais do que apanhar 30as e mais. Será manobra para descer posições e ir buscar outro bom jogador no draft?

Facto Curioso: Greg Popovich colocou os 13 atletas que compõem o rooster dos Spurs a jogar e todos marcaram pontos. O melhor marcador da equipa até acabou por ser o desconhecido Patty Mills, jogador australiano que os Spurs foram recrutar aos chineses do Xinjian Flying Tigers. Mills (que já actuou em Portland na época passada com médias pontuais de 2.8 em 64 jogos efectuados) fez 20 pontos (8 em 11 em lançamentos de campo) nos 18 minutos que teve no terreno. Novo Jeremy Lin mas desta feita Australiano?

Existem jogos onde a coisa até resulta. James com 41 pontos e Bosh com 17 na ausência de Wade. Ao mesmo tempo, em Orlando, nem os 31 pontos de Glen Davis (high-score career) livravam os Magic de uma derrota sem sentido contra o lar da 3ª idade da NBA, os Detroit Pistons.

4 de Abril

Taco a taco como nos velhos tempos!

Resumo exemplar do site da NBA:

THE FACTS: Paul Pierce missed a long jumper over Tim Duncan as time expired, as the San Antonio Spurs held on for their ninth straight win, 87-86, over the Boston Celtics. The visitors gutted out the victory despite only managing 28 second half points, as the Celtics’ defense clamped down after allowing 59 points before intermission. With San Antonio’s offense slowed, Boston fought back in the second half from a 17-point deficit to take the lead in the closing minutes. The Spurs regained control late however, with strong defense and a couple clutch baskets from Matt Bonner and Gary Neal. Duncan added 10 points and 16 points as the Spurs closed to just a game behind the Thunder for the top seed in the Western Conference. Avery Bradley had a game-high 19 points off the bench for the Celts, who had their five-game winning streak snapped.

QUOTABLE: “I thought I got a great shot, created some space right there at the free throw line. it’s just sometimes they fall and sometimes they don’t.”
— Pierce on his last-second miss.

THE STAT: The Spurs grabbed six of their 12 offensive rebounds in the fourth quarter, leading to seven pivotal second chance points in the frame.

TURNING POINT: With the Celtics leading by two with three minutes remaining in the contest, the Spurs countered with a 6-0 run, keyed by two crucial offensive rebounds from Manu Ginoboli and Duncan, which led to the second chance opportunities.

QUOTABLE II: “It was a great game, great game. We knew coming in here they’re a playoff caliber team and there always a tough challenge and it was a good game for us, a good challenge for us.”
— Duncan.

HOT: Bradley — Despite returning to the bench for the first time in seven games, the second-year guard continues to excel within the offense, scoring in double-digits for the fifth time in his past six games.

NOT: Spurs third quarter offense — San Antonio managed just nine points in the frame, and missed all eight of their 3-point attempts. Overall, they shot just 20 percent from the field.

48 minutos de cheirinho a playoffs na batalha de gigantones!

James e companhia não tremeram no final da partida no Oklahoma. 34 pontos (3 triplos; 10 em 20 em lançamentos de campo, 7 ressaltos e 10 assistências para o extremo. Números absolutamente formidáveis. 19 para Wade, 12 para Bosh.
Do lado de Oklahoma, 30 para Durant, 28 para Westbrook sendo que o base lançou muito mas concretizou pouco. Tirando a postura agressiva de Ibaka, Oklahoma está a incorrer gradualmente no guilty move dos Heat: Westbrook, sem no entanto desvalorizar a grande época que está a fazer, quase que rouba a bola a Durant para assumir tudo. Se Wade assume James nos momentos finais dos Heat, é Durant quem cobre a borrada de Westbrook durante as partidas. Individualmente, creio que Miami e Oklahoma tem de facto melhores jogadores que Chicago, exceptuando Deng e Rose. Colectivamente, Chicago é um assombro perante estas duas equipas.

Steve Nash mostra do que é feito. Fazer pela vida parte II!

Mais um jogo de cheirinho a playoffs. Se tudo correr bem, jogarão na 2ª ronda dos playoffs e irão colocar Los Angeles em pé de guerra.
Por mais jogo que tenha feito Bynum, Kobe, Paul, a única memória que irei levar deste jogo foi Gasol a levar com o remate impiedoso de Blake Griffin, lance que veremos de forma individual e personalizada mais à frente neste post.

Oklahoma gastou o gás que tinha contra Chicago. Mais uma vez Durant tentou limpar as borradas de Westbrook. 44 pontos do base contra os 21 do colega de equipa (7 em 26 lançamentos de campo). Não chegou perante os briosos Pacers que merecem na íntegra o espectacular 3º lugar do Este. A dupla Granger\Hibbert jogou q.b para bater fora a equipa que lidera o Oeste. Está a formar um bom colectivo e à semelhança do osso duro de roer que foi para Chicago na 1ª ronda dos playoffs do ano passado, poderá efectivamente surpreender este ano.

Afinal não é apenas Chicago quem dá banho de jogo colectivo a Miami. Memphis foi surpreender ao American Airlines Arena e venceu por 15, interrompendo uma série de invencibilidade dos Heat no seu reduto que já durava há 17 jogos.

Reparem no lance de contra-ataque no início do video: até LeBron deverá ter ficado corado com tanta astúcia por parte de Rudy Gay e Mike Conley.

Mais um jogo sensacional da dupla Dragic\Scola. 26 pontos e 11 assistências para o internacional sérvio e 25 pontos para o internacional Argentino. Houston está praticamente apurado para os playoffs e com muito mérito. Na casa dos Lakers, conseguiram 10 triplos em 17 tentativas.
Do lado dos Lakers, Bryant tentou levar a carroça as costas mas continua com aquela estranha mania de não passar a bola a ninguém.
Facto da noite: Metta World Peace (Ron Artest) renasceu do mundo dos mortos. Peace (Artest) tem destas coisas: anualmente há uma fase em que se extravasa e vira canguru. Marcou 23 pontos e teve a um palmito de decidir a contenda para o lado da equipa de Mike Brown.

Do banco de LA nem bom vento nem bom casamento. Com Gasol e Bynum a níveis regulares, 13 pontos e 20 ressaltos vindos do banco é pouquíssimo para quem quer lutar pelo título.

7 de Abril

1,2,3 – 3º jogo de sucesso para Memphis em duelos contra as equipas da frente. Se deixam Gay e Gasol embalar, Memphis poderá ser novamente surpresa nos playoffs.

Jared Dudley, extremo de Phoenix escreveu assim no seu twitter no domingo de páscoa: “I don´t care if is Kobe or Gasol or Bynum on the otherside, Suns rocked the game. Go Suns”

Por acaso até foi Gasol (30 pontos e 12 ressaltos) a tentar amenizar os estragos do “tomahawk colectivo” de Phoenix.
O recém contratado Devin Ebanks foi titular em Los Angeles, fazendo a sua estreia a titular na NBA à 2ª temporada. Ebanks teve a dura missão de substituir Kobe. Os adeptos dos Lakers deverão começar-se a mentalizar que os jogos dos Lakers, mal ou bem, passando ou não a bola, começarão a ser assim se Kobe saltar da carruagem e se não houver mestria para a contratação de um substituto.

9 de Abril

No 1º jogo entre Denver e Golden State, os Warriors levaram a melhor. Dois dias passaram e Denver não só esmagou a pobre equipa de Oakland como ainda deu um espectáculo para mais tarde recordar. O poste Kenneth Faried foi a estrela da companhia e realçou ainda mais aquilo que penso do seu potencial: é jogador!
Farried foi o 1º jogador da história da NBA a marcar 27 pts e 17 ressaltos em menos de 25 minutos de jogo – quarta-feira. Entra assim para os livros dos recordes com um que muito dificilmente será batido num futuro próximo.

Quando Kevin Seraphin (rookie dispensado por Chicago para Washington na temporada passada) dá baile aos pobres Van Gundy Boys!

Boston rung it twice! Está dado o aviso para os playoffs.

Segundo a parte inicial da crónica da NBA, foi assim:

“THE FACTS: The Boston Celtics proved what happened just nine days ago was no fluke.

The Celtics, after a slow start, recovered to defeat the Miami Heat 115-107 Tuesday at AmericanAirlines Arena. It was their second straight victory against the Heat.

Paul Pierce led the Celtics with 27 points while Kevin Garnett added 24 points, nine rebounds and two blocks. All five Boston starters scored in double-figures, including guard Rajon Rondo’s 18 points and 15 assists.

The Celtics won on the strength of a strong first quarter. They led by as many as 18 in the second quarter before holding off several Heat runs. Boston had an answer each time the Heat made a small push.

For Miami, it was the second loss at home in three games after falling to the Memphis Grizzlies April 7. Forward LeBron James led the Heat with 36 points, seven rebounds and seven assists, but his supporting cast wasn’t very much help. Chris Bosh and Dwyane Wade combined to shoot 14 of 34 from the field and finished with 33 points.

QUOTABLE: “They jumped on us early. I thought Avery’s (Bradley) two shots early in the game were huge for us because it kind of stemmed their run. Then we made a run, got a lead. They just kept throwing punches at us. We talk about it in a fighting term. We told them today before the game that if you’re in a boxing match, you have to expect to get hit.”
–Celtics coach Doc Rivers

THE STAT: The Celtics shot 60 percent from the field. Not only were they connecting on open shots, they also made several contested ones.

TURNING POINT: The Heat jumped to a fast 9-3 lead before the Celtics went on a 30-13 run to close the first quarter and take the lead for the good.

QUOTABLE II: “We’re not at a period of concern. The team played well. They (Celtics) shot the ball very well. When they shoot like that, it’s going to be tough to beat them.”
— Wade

HOT: Garnett showed glimpses of his younger days, playing dominant on both ends. He shot 11 of 14 from the field and grabbed nine rebounds. He also had two blocks and was disruptive in the paint on the defensive end.

NOT: Bosh continues to struggle against top-tier teams. He was a non-factor through three quarters before finally getting going in the fourth. By then, it was too late. He made just 5 of 13 shots and was outplayed by Boston forward Brandon Bass and center Greg Stiemsma.”

E Boston continuou a sua senda vitória num teste que tem que ser analisado com atenção visto que as duas equipas estão actualmente em rota de colisão para os playoffs. Atlanta teve a astúcia de ir fazer um bom jogo defensivo a Boston. Rajon Rondo estragou os planos de Joe Johnson e companhia com o seu 6º triplo-duplo da época (arrisca-se a ser o jogador da história com mais triplos-duplos obtidos daqui a uns anitos) ou seja com 10 pontos, 10 ressaltos e 20 incríveis assistências!

Para o sucesso de Rondo contribuíram de forma decisiva Garnett (atenção que Garnett está a melhorar de forma) com 22\12 e Bass com 21\10. O jogo interior dos Celtics está um mimo! E Pierce aparece como um joker. Falta apenas reabilitar Ray Allen. Esse de vez em quando aparece por si próprio!

CP3 ou como quem diz Chris Paul tem o dom de aparecer nestes moemntos. Mais um jogo que deve ser escapulizado ao pormenor!

Sem Kobe, em San Antonio, com 26 pontos de Metta World Peace e 30 ressaltos de Bynum, LA venceu por 14 em San Antonio. Será possível?!

Depois dos melhores jogos (na minha opinião) dos últimos 15 dias, passamos às melhores jogadas\momentos mais divertidos do mesmo espaço temporal:

OJ Mayo não é apenas notícia pelas boas prestações que está a ter ao serviço de Memphis. O 3º do draft de 2010 protagonizou esta cena hilariante no jogo contra Dallas, convencido que o “cesto era para ali” ou seja para o seu próprio cesto.

“Está a sacudir, está a rematá, para o meu amor Griffin passá”. Sobre o congolês naturalizado Espanhol Serge Ibaka de Oklahoma. Griffin remata de todos os cantos contra todos os adversários. Já começa a cheirar mal e qualquer dia alguém vai perder a cabeça e indicar a Griffin uma cama no hospital.

Clássico. Pelas nossas conta já é o 7º em cima do pobre catalão nesta temporada. No entanto neste em particular, Gasol não tem razão porque não é falta atacante. Gasol está dentro da área restritiva e não tem posição consolidada, mesmo perante o tapa na cara de Griffin. No entanto, como Griffin é menino bonito da Liga, não saiu uma técnica por ter ido fazer cara feia ao internacional espanhol.

Os fantásticos 43 pontos de Carmelo Anthony contra os Bulls!

Mais um especialista em dunks. Gerald Green foi um achado dos Nets na D-League. A contratos de 10 dias, Green mostrou capacidades para ficar na Liga e tem-se revelado uma das surpresas desta época.

Fotos magníficas destes últimos 15 dias:

O passado, o presente e o futuro dos grandes bases da Liga, Goran Dragic e Steve Nash.

CP3 clutch drive to win!

Notícias que marcaram a última semana:

1. Dwight Howard com uma hérnia discal irá falhar os últimos jogos da época regular e poderá não regressar na 1ª ronda dos playoffs.

2. Corrida ao prémio de MVP. Eis os nomeados.

3. Os New Orleans Hornets, equipa que até esta semana tinha uma participação na gestão da NBA deverá ter novo dono, sendo ele o proprietário dos Saints, equipa de futebol americano da cidade.

4. A liga livra-se do problema de New Orleans mas não se livra do problema de Sacramento. Os Kings poderão vir a desistir da competição caso se mantenha o dilema em relação ao seu futuro.

5. Jordan não desiste dos seus Bobcats e reafirma que não está disponível para vender a equipa.

Para finalizar, os grandes memes da NBA:

Nunca duvidei pelo crescimento da tua barriga. No entanto, continuas com o mau hábito que trouxeste de Denver de quilhar os meus Bulls de vez em quando.

OMG! They are ridding Chris Bosh!

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NBA (hoje parcialmente sem bulls)

Não é que eles não mereçam porque merecem!

Ainda mais nesta madrugada visto que venceram Nova Iorque com mais um saco de natal de Mr. Derrick Rose.

Facto incontornável.

Nos dias em que se festejavam os 50 anos do record de pontos numa partida de Wilt Chamberlain ao serviço de Philadelphia, ajudando a cimentar o debate promovido pela Liga entre alguns jogadores quanto à possibilidade de num futuro a médio prazo alguém bater o dito record onde Kobe Bryant dizia que seria praticamente impossível e Kevin Love acreditava que sim que era possível que algum jogador batesse o record de Chamberlain, Deron Williams, base all-star dos New Jersey Nets faz incríveis 57 pontos numa vitória contra Charlotte.

No entanto, apesar da péssima classificação no campeonato e péssimo score até agora acumulado pela equipa, Williams já começa a ver alguma luz no fundo do túnel na equipa cujo novo proprietário é Jay-Z. Senão vejamos o que faz esta dupla (MarShon Brooks e Gerald Green) no jogo de sábado frente a Houston:

De New Jersey para Minneapolis

Ricky Rubio fora de combate nos Wolves até ao final da temporada.

Enorme revés para a equipa de Kevin Love na fase crucial da temporada regular. Os Wolves ainda estão na luta por um lugar nos playoffs, estando actualmente no 9º lugar do este com um score de 20-21 contra o 22-20 de Houston.

No entanto, o voador Derrick Williams tem-se mostrado cada vez mais em forma, assim como o poste sérvio Nikola Pekovic. A lesão de Rubio poderá abrir portas para o rapidíssimo Juan José Barea (campeão no ano passado em Dallas) que, perante o cenário de várias lesões no início de época, só agora tem jogado com mais regularidade.

Voltando ao Este, mais precisamente a Washington.

Revelação da Liga

Jordan Crawford.

A par de John Wall, é Crawford quem tem mexido no marasmo que se tem tornado a equipa da capital.

Este jovem de 23 anos nascido em Detroit tem uma história caricata. Vem de uma academia militar (Hargrave Militar Academia, Virginia) não é alto (1,93m) ou pelo menos não é alto para o standard da NBA, jogou na Universidade por Xavier, uma equipa mediana de 1ª liga da NCAA. Lança de todo o lado (quando desata a marcar triplos é um caso sério) e é muito esguio a furar defesas. É sem dúvida uma das boas revelações desta época, precisamente a sua 2ª na Liga, visto que foi escolhido na 27ª posição do draft de 2010 como 2ª escolha dos Wizards (a 1ª foi Wall como nº1 do draft desse ano).

Ontem:

“Espectáculozão” de Kobe Bryant no clássico contra os Boston Celtics.

10 dos 24 pontos obtidos no 4º período, comandando os Lakers para mais uma vibrante vitória no Staples Center.

Facto dos factos: o 5 base de Boston jogou muito. Basta ver que Rondo fez 24 pontos e 10 assistências. Rondo tem continuado nos últimos dias a ser dado como possível moeda de troca para um “business” por dois bons jogadores da Liga. Tem-se falado numa possível troca com Joe Johnson de Atlanta.
Ray Allen com 17 pontos (3 triplos) Garnett com 14 pontos e 11 ressaltos, Paul Pierce com 13 pontos e 9 assistências, Brandon Bass com 15 pontos e 11 assistências. Do banco da equipa de Doc Rivers apenas 11 pontos.

Bryant aliou-se a Bynum, Gasol e imagine-se Metta World Peace (como quem diz Ron Artest na sua nova versão).
Bynum foi gigante na luta das tabelas, obtendo 20 pontos e 14 ressaltos. Gasol fez 13-13 e Artest (perdão Metta World Peace) fez 14 pontos (3 triplos à Artest e estava completamente endiabrado.

A falar nesse estupor ocorre-me agora colocar este video que vi por aí pelos youtubes:

Se visionarem no youtube, há comentários demoníacos a este vídeo.

Realço alguns:

1. Roflbrowser: “This motherfucker knows something we don´t know”

2. FIFO 32: “Cocaine is a hell drug”

3. Abdigafarfar: “It wasn’t Jesus that build the world in 7 days??”

4. New York City USA 7: “I think it’s strange for you to have so much dislike for someone you don’t even know. You call Artest a thug because of one incident and then say his good works are just PR. I happen to be from the same neighborhood he’s from and when he goes back he does a lot for the community and guess what? There aren’t any cameras around when he’s doing it. If the man wants to call himself World Peace then that’s his business. You should change your name to Judgmental Dumbass.”

5. Slaya 2006: “If someone threw a drink on me I would whoop their ass, period, I’m sure a pussy like you wouldn’t do anything. Just because you buy a ticket to watch a game doesn’t mean you have the right to abuse players. Secondly, that brawl was so many years ago and if you knew anything about the former Ron Artest you would know that he does a lot of good works off the basketball court. You are just a YouTube moron who doesn’t know his ass from his elbow or what the fuck he’s talking about.”

o que é certo é que com Jesus na vida de uma pessoa ou não, sinto saudades deste Artest (por acaso entrou na Liga pela mão do mentecapta do GM dos Bulls John Paxson) mais, digamos, viril:

Continuando por LA:

Continua a especulação acerca do futuro de Dwight Howard.

Os Lakers continuam a sonhar com o poste e tem até quarta-feira para pensar no seu futuro.
A curto-prazo, caso a equipa de Mick Brown queira lutar pelo título, pode avançar para uma troca com Orlando. Orlando poderá perder Dwight Howard, à semelhança do que aconteceu no verão de 2010 com Cleveland no caso de LeBron James, a custo zero para qualquer equipa visto que o jogador poderá optar por se tornar free-agent. Nesse cenário, Orlando terá poucas hipóteses de voltar á ribalta, dada a excessiva veterania do seu plantel e a falta de opções no mesmo para continuar a lutar entre as melhores do este.
A médio prazo, a equipa de Los Angeles luta com o que tem pelo título e abdica de Howard para já, podendo convencer o poste a trocar Orlando por LA no Verão, e podendo usar Pau Gasol como moeda de troca para a obtenção de uma base forte, outra das carências dos Lakers.
Orlando poderia eventualmente lucrar e reconstruir a sua equipa com uma troca por Bynum ou Gasol, acompanhados por um pacote de JJ Redick ou Jameer Nelson para os Lakers e de Derek Fischer, Steve Blake, Troy Murphy ou Metta World Peace para Orlando.

Quem também sonha com Howard é Dallas.

Dallas pode eventualmente querer o poste no fim desta época. No entanto, quanto a poder negocial para já, Dallas poderá abdicar de alguns jogadores como Lamar Odom, Jason Terry, DeShawn Stevenson, Rodrigue Beaubois ou Brendan Haywood. O poderio de Dallas é superior ao dos Lakers no que toca ao dossier Howard. No entanto, e perante as sucessivas lesões que tem afastado Jason Kidd, Steve Nash poderá trocar Phoenix por Dallas, equipa que já representou durante 4 anos, resolvendo assim dois gaps: a falta de ambição de Nash em Phoenix e a falta de uma base aos texanos. No entanto, a meu ver, Dallas deveria reforçar-se a curto prazo e tentar Howard. só no Verão.

Para não fugir muito ao tema, a deadline de trocas desta temporada está aí.

O prazo termina quarta-feira. Da Liga nada de especial. Algumas renovações contratuais como o caso de Erick Dampier em Atlanta e de algumas chamadas por parte de algumas equipas a jogadores da Development League para colmatar lesões.

Até ao fecho do mercado, pode surgir um grande negócio.

Boston poderá usar Rondo como moeda de troca para alguém grande. Rondo e mais alguém por Joe Johnson não faria sentido nas actuais linhas de Boston visto que no seu rooster tem dois dos melhores lançadores da Liga.

Nova Iorque ainda tem o trunfo Stoudamire. Howard está fora de mira por agora. No entanto Stoudamire por Gasol ainda é um negócio que se pode efectuar, sabendo que se tal acontecer, Howard é carta fora do baralho para o verão de LA.

Chicago poderá fazer uma ou outra troca menor dadas as lesões que tem assolado o seu rooster. Fala-se da possibiliade de assinar até ao final da época com o retirado Rasheed Wallace para melhorar o banco da equipa, ganhar experiência para os playoffs assim como um jogador propício para o choque e para os lançamentos de 3 pontos.

Miami não mexerá no seu plantel assim como Indiana, Philadelphia ou Atlanta, excepto caso se confirmem os rumores de uma troca com Boston.

Milwaukee poderá mover uma troca menor com alguns jogadores que tem e que têm algum mercado como o turco Ilyasova (será uma pena caso os Bucks troquem o atleta) Carlos Delfino ou Mike Dunleavy.

Toronto poderá perder DeRozan ou Calderón. Calderón é plano B em Dallas e em Los Angeles. Será uma troca a realizar por dois jogadores médios dos Mavs ou dos Lakers.

Boris Diaw poderá estar de saída de Charlotte. Charlotte começa a pensar na próxima época e pondera trocar o seu principal activo. Candidatos? Nets, Knicks e Bulls. Porquê dos Bulls? Precisam de mais um bom jogador de interior e podem facilitar a saída de Gibson e Asik para Charlotte de modo a obter uma compensação dos Bobcats que está pendente desde o negócio Tyrus Thomas. Quando o poste foi para Charlotte, a equipa da Carolina do Norte prestou-se a ceder uma escolha de draft na 1ª ronda entre 2012 e 2016. O que ocorre é que até 2015, a escolha de Draft será consentida apenas pela equipa cujo proprietário é Michael Jordan. A pressão de Chicago viria no sentido de ceder estes dois atletas numa troca com Diaw para não só reforçar o seu jogo interior como forçar que Jordan seja novamente amigo e ceda por exemplo um possível nº1 do draft no próximo ano a Chicago mediante óbvias compensações de Chicago no seu draft nos anos seguintes visto que Charlotte como detém o pior record da liga arrisca-se a ter a primeira pick do draft de 2012.

Em Detroit também já se pensa na nova temporada. Trocar Monroe para reconstruir a equipa ou esperar que o draft seja amigo? É uma dúvida que poderá ser resolvida até amanhã.

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