Tag Archives: Gerald Ciolek

Milão-São Remo

A primeira grande clássica da época. Segundo as crónicas que li, foi disputada sobre condições climatéricas terríveis. O sprinter Alemão Gerald Ciolek acabou por superar o grande dominador deste início de temporada (Peter Sagan). Ontem, na 1ª etapa da Volta à Catalunha, Bradley Wiggins deu um arzinho da sua graça na etapa que acabou por ser vencida por Gianni Meersman (Omega-Pharma Quickstep).

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Cavendish vence em Copenhaga

Mark Cavendish atingiu o ponto alto da sua época (e talvez o objectivo máximo da sua época a níveis pessoais) ao vencer esta tarde a prova de estrada de elites do campeonato do mundo de ciclismo em Copenhaga, Dinamarca.

Foi uma corrida bastante interessante em que Cavendish, de certa forma, se começou a habituar ao trabalho daqueles que irão correr a seu lado na próxima época na Team Sky, ou seja, a selecção Britânica que correu esta prova à excepção de David Millar.

À partida, muitas expectativas. Começando pelo traçado: Copenhaga apresentava um traçado de 262 km em circuito fechado, com os primeiros 28 quilómetros a serem corridos por fora do circuito. Um traçado, que como bem referiu o antigo ciclista Américo Silva aos microfones dos comentários do canal Eurosport, deixava a desejar até pelo ponto de vista dos regulamentos. Se no outro dia, o ciclista Rui Costa me tinha dito que o circuito era demasiado plano, facto que lhe diminuía as hipóteses de ser bem sucedido, Américo Silva afirmou que até do ponto de vista dos regulamentos da própria UCI este traçado deixava em dúvida o cumprimento das regras em relação à percentagem de piso plano e de subidas.

Itália, Bélgica, Espanha, Alemanha, Grã-Bretanha, Austrália e Holanda eram as principais selecções na contenda. Com o máximo de ciclistas presentes em relação às quotas apresentadas anualmente pela UCI para a prova, todas elas escalaram os seus alinhamentos tendo em conta o objectivo da vitória.

A Itália comandada por Paolo Bettini (antigo campeão do mundo e como se sabe o melhor corredor de clássicas da história do ciclismo) trazia Bennati para a vitória ao Sprint. A Espanha tinha em Óscar Freire o seu melhor homem para um sprint final (Freire foi a Copenhaga procurar estabelecer o record de vitórias na prova caso vencesse pela 4ª vez o título mundial) e outros homens como Rojas (alternativa a Freire no Sprint) Barredo e Flecha para as fugas e ataques nos quilómetros finais.

A Alemanha jogava para Ciolek, André Greipel e Danilo Hondo. A Grã-Bretanha montava cerco em redor de Cavendish, colocando Christopher Froome, Bradley Wiggins e David Millar a trabalhar para o sprinter. A Bélgica apostava em Phillipe Gilbert para o sprint final ou para um ataque mortífero do Belga durante a prova. Greg Van Avermaet era outra das alternativas dos belgas mas o corredor ficou desde logo muito cedo afastado da corrida devido a uma queda que afastaria também da discussão o campeão do mundo Thor Hushovd. A Holanda tinha em Bauke Mollema uma das suas hipóteses para a prova. Os Australianos tinham esperança nas prestações de Matthew Goss, Simon Gerrans e Stuart O´Grady.

Avulso, corriam por fora ciclistas de nações menos poderosas como Edvald Boasson Hagen da Noruega, Peter Sagan da Eslováquia, Rui Costa e Manuel Cardoso de Portugal, Fabian Cancellara da Suiça, Frank Schleck do Luxemburgo, Roman Feillu e Thomas Voeckler da França, entre outros…

A turma portuguesa, presente com 6 ciclistas (André Cardoso, Filipe Cardoso, Rui Costa, Ricardo Mestre, Manuel Cardoso e Nélson Oliveira) andou sempre no grupo principal, mas não conseguiu um resultado de destaque.

O começo da corrida trouxe a fuga do dia. 7 corredores de várias selecções tentaram a sua sorte desde muito cedo na prova: entre eles encontravam-se Andre Roux da França, Roman Kiserlovski da Croácia e Maxim Iglinsky do Casaquistão. Eram portanto homens menores da Astana que tentavam a surpresa.

A meio da tirada estes homens chegaram a ter 7 minutos de vantagem perante um pelotão comandado sempre pelos Britânicos e por Alemães. Para ser mais específico, mais por Britânicos do que por Alemães. Só nos últimos quilómetros finais, por atitude de tentativa de desgaste dos homens da Grã-Bretanha e por tentativa de colocar os seus sprinters bem posicionados para a entrada da recta da meta é que Italianos, Espanhois e Australianos tentaram assumir o topo do pelotão, mas sem efeito…

Pelo meio da prova, vários ciclistas tentaram a sua sorte (inclusive Rui Costa tentou sair) mas o resultado acabaria por ser sempre o mesmo: com maior ou menor esforço, a armada Britânica apanhava todas as investidas que saiam do pelotão de modo a levar Cavendish à meta.

Também pelo meio, uma queda a meio do pelotão fragmentou o mesmo em dois. Van Avermaet e Thor Hushovd iam mal colocados e acabaram por perder o contacto com os grupo dos favoritos muito cedo.

Nos quilómetros finais, as selecções mais poderosas (como referi) tentaram chegar-se à frente para lançar os seus favoritos. Com um excelente posicionamento, Geraint Thomas lançou em boa posição Mark Cavendish e o relampago não perdoou no sprint final perante a oposição de todos os outros candidatos principais, sucendo a Thor Hushovd na posse da camisola do arco iris.

O seu colega de equipa na HTC Matthew Goss deu a prata à HTC. O Alemão André Greipel (Omega Pharma-Lotto) deu o bronze à Alemanha depois de bater Cancellara por milímetros.

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André Greipel vence 10ª etapa

Punho esquerdo cerrado no ar, punho direito cerrado no ar. A vitória de Greipel tem significado extra para o ciclista Alemão: bateu sobre a linha de meta Mark Cavendish, antigo colega de equipa com quem manteve muita rivalidade e muitos conflitos internos aquando da sua estadia como profissional na HTC.

Depois de cumprirem o 1º dia de descanso (dia de descanso que ficou marcado pelo controlo positivo do ciclista russo da Katusha Alexander Kolobnev) o traçado da  10ªetapa sugeria um dia bastante calmo no pelotão até à última subida, uma 4ª categoria que à priori não iria trazer grandes dificuldades entre os grandes favoritos e aos sprinters. Os últimos, tinham aqui uma grande oportunidade de vencer uma etapa e marcar mais uns pontos para a verde antes da alta montanha.

Depois de uma fuga que durou mais de 100 km e que seria anulada em cima da contagem de 4ª categoria pelo grande trabalho da HTC de Cavendish (instalada perto da meta em Camaux) seria a Lotto a acelerar o ritmo do pelotão a um nível vertiginoso durante a súbida de modo a levar Phillipe Gilbert (viria a atacar durante a subida com Thomas Voeckler, Tony Martin e mais 2 ciclistasdepois continuaria sozinho até ser alcançado já dentro dos 5 km finais) à vitória na etapa. Phillipe Gilbert admitiu no dia de descanso (perante a ausência por queda do chefe-de-fila da equipa Jurgen Van Der Broeck) uma postura lutadora na montanha de modo a procurar um bom lugar na geral. Será um teste às capacidades do Belga.

Durante a categoria, o trabalho da Lotto viria a fazer cortes no pelotão. Suspeitava-se da presença de alguns sprinters, algo que não veio a acontecer na linha da meta. A primeira vítima da aceleração provocada lá na frente era o Francês John Gadret (4º na passada edição do Giro). O Francês tem vindo a acumular muito tempo (18 minutos à entrada para esta etapa) não sendo esta 10ª etapa uma excepção. Gadret voltou a desc0lar-se, colocando-se a questão se o Francês está com claras dificuldades ou se o fim do objectivo de obter uma boa classificação final em Paris faz com que receba instruções para se poupar ao máximo para as etapas de montanha de modo a atacar para as vitórias de etapa.

Como já disse anteriormente, o ataque de Gilbert coincidiu com o fim do trabalho da Lotto na etapa e com a impressão que o grupo principal estava a ficar bastante reduzido. O camisola verde atacou, arrastando consigo Tony Martin e o camisola amarela Thomas Voeckler, entre outros… Martin não colaborava no ataque o que indiciava que estava ali colocado de forma estratégica: prevenia uma eventual quebra de rendimento de Cavendish lá atrás (o principal favorito à vitória na etapa) e em caso de quebra do sprinter Britânico deveria ter ordens para discutir a etapa caso o ataque vingasse.

Até que Gilbert tentou uma nova investida por sua conta. Seria apanhado a 4,8 km do fim. Deu-se portanto o lançamento do sprint, com quase todos os sprinters dentro do grupo principal excepto Stuart O´Grady (está completamente ausente da prova) Alessandro Petacchi, Ryder Hesjdal (também ainda não apareceu na corrida) e Gerald Ciolek.

Depois do lançamento do sprint, Mark Cavendish acabaria por lançar o seu sprint bastante cedo, sendo vencido em cima da linha por Greipel da Omega Pharma-Lotto. Rojas da Movistar foi 3º e conseguiu diminuir a diferença na verde em relação a Phillipe Gilbert.

Sérgio Paulinho chegou na 75ª posição integrado no pelotão. Rui Costa perdeu quase 6 minutos, chegando na 115ª na posição.

Na geral, nada de novo.

Na classificação por pontos, Phillipe Gilbert lidera com 226 pontos contra 209 de Rojas, 197 de Cavendish e 163 de Hushovd. Vem aí as etapas de montanha e com elas deverá vir uma “suspensão temporária” da luta por esta camisola. Amanhã é a última oportunidade para Cavendish (deverá decerto abandonar) e para Rojas tentar alcançar o Belga. Phillipe Gilbert parece ser o único capaz de marcar pontos nas etapas de alta montanha.

Na classificação da montanha, Johnny Hoogerland continua com 22 pontos contra 17 de Thomas Voeckler. Esta camisola deverá representar o objectivo prioritário do francês que neste momento transporta a amarela.

Na juventude, nada de novo.

Por equipas, continua a Europcar a liderar com 32 segundos de avanço sobre a Leopard Trek e 1 minuto e 2 segundos sobre a Radioshack.

Depois da etapa de amanhã, acabou-se a brincadeira: a última hipótese para os sprinters. Etapa muito simples, com 1 contagem de 3ª e outra de 4ª categoria e chegada totalmente em terreno plano.

Para quinta-feira está reservada a chegada em alta montanha a LuzArdiden.

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