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O que é que podemos esperar?

O resgate do Fundo Monetário Internacional (femi para Passos Coelho) Banco Central Europeu e Comissão Europeia à Grécia está a ter resultados catastróficos no país Helénico. Nem perante o resgate, as sucessivas medidas de austeridade promovidas por interesse do Primeiro-Ministro Papandreou e as medidas impostas pelos homens fortes da comitiva que negociou com os Gregos travam a necessidade do Governo Grego renegociar novamente a sua dívida, poder vir a ter que pedir um novo resgate financeiro e acima de tudo, não conseguem travar o avanço de mais pacotes de medidas de austeridade que não estão a ser aceites pelo povo Grego.

É de salientar que as agências de rating voltaram a ter um papel fundamental no agravar de situação do país Helénico, com novas cotações em baixa dos ratings de praticamente toda a banca Grega e do próprio Estado Grego.

O Governo de Papandreou já afirmou que apesar de todas as medidas impostas necessita de um novo resgate financeiro internacional para que o Estado Grego não tenha de se declarar insolvente perante o mundo. Estamos a falar obviamente de um “pedido de oxigénio urgente” por parte do Governo Grego para não declarar o estado financeiro de bancarrota no país.

À semelhança do exemplo Grego encontra-se o exemplo Português. A troika concedeu-nos um resgate financeiro de 78 mil milhões de euros e impôs mais medidas de austeridade do que as que eram previstas no PEC IV que foi chumbado pelo Parlamento, a juntar está claro, às medidas já estão a ser executadas dos restantes PEC´s aprovados e incentivados pelo Governo Socialista em parceria com o PSD.

O Governo Português necessita urgentemente de renegociar a dívida para poder olhar o futuro com mais clareza. Nesse aspecto, um pequeno texto que li de Francisco Louçã dá plena razão à opinião do economista candidato a Primeiro-Ministro pelo Bloco de Esquerda: “Se aceitarmos o FMI, receberemos uma factura gigante, passada aos mais pobres para que os bancos possam manter a sua boa vida. (…) Podemos dizer não ao país, resignados perante as ordens de Bruxelas, como propõem PSPSD e CDS ou dizer SIM à justiça económica, à distribuição da riqueza e ao investimento público para alterar o rumo de Portugal. Um povo que se ergue conquista respeito e capacidade de resposta”

Ora bem, esse respeito e essa capacidade de resposta só podem ser conseguidos se o plenipotenciários poderes de resposta apresentarem com determinação a renegociação da dívida ou uma amostra firme de não pagamento da mesma, à semelhança daquilo que por exemplo fizeram os Islandeses no caso dos erros cometidos pela sua banca contra o Reino Unido e a Holanda.

Caso contrário, se o povo português aceitar de ânimo leve a ajuda pedida pelo bipartidarismo de centro, arrisca-se a ver o seu país insolvente perante 500 mil milhões de dívida no futuro e como tal, gerações atrás de gerações terão que pagar essa mesma dívida durante décadas. Arrisco-me a dizer que com este espectro em cima das nossas cabeças, o que está actualmente a acontecer à Grécia acontecerá na mesma tarimba a Portugal dentro de alguns anos. Pela primeira vez em muitas décadas, a nossa geração viverá pior que a dos nossos pais e as gerações seguintes viverão cada vez pior que a nossa.

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Contra a crise

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Fonte: The Telegraph

No Parlamento Romeno, a sessão legislativa era crucial para a estabilidade política do país. Em discussão e votação, estava uma moção de censura da oposição ao governo de Emil Boc pelas medidas de austeridade que aplicou no país.

Enquanto o Primeiro-Ministro discursava, das bancadas do Parlamento, um cidadão Romeno de nome Adrian Sobaru protestava contra a retirada de subsídio de desemprego que o estado lhe havia tirado. Com 40 anos e 2 filhos, Sobaru proferiu frases como “Boc, estás a tirar os direitos das nossas crianças” e atirou-se envergando uma camisola onde se lia: “Mataram o nosso futuro”.

Depois da queda, Sobaru foi levado para o hospital onde se encontra com diagnóstico reservado.


Na Grécia, sucessivas greves põem a capital Atenas a ferro e fogo. O Governo de Papandreou não está a conseguir lidar com a extrema oposição dos trabalhadores Gregos e dos massivos movimentos anarquistas Gregos, que quase diariamente tem saído à rua em protesto contra as medidas de austeridade impostas pelo Governo, pelos empréstimos concedidos ao país pelos Estados-Membros da União Europeia e pela entrada do Fundo Monetário Internacional no país.

Todavia, a dúvida já foi lançada para o ar. Papandreou deverá ter sido desonesto com o povo Grego quanto ao que se tem passado na Economia do país nos últimos anos. Segundo o canal televisivo Bloomberg, os antigos governos Gregos “maquilharam” o défice orçamental do país. Com a ajuda do Banco Central Europeu. A estação televisiva tentou provar que Jean-Claude Triche reteve documentos importantes que indiciavam um contrato de derivados para esconder empréstimos de Bruxelas anteriormente concedidos à Grécia antes dos últimos empréstimos por parte dos outros Estados-Membros Europeus e do Fundo Monetário Internacional.

O caso já avançou para o Tribunal-Geral da União Europeia.

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