Tag Archives: genocídio

mesmo no anûs

Activistas em todo o mundo defendem a abolição da pena de morte nos países em que o código penal ainda a contempla.

Anders Breivik ceifou a vida a 86 jovens. No Texas, já teria sido electrocutado ou já estaria no chamado corredor da morte.

Em Oslo, Breivik pediu ou para ser absolvido ou para morrer à moda do Alabama.

E depois estendeu o braço melhor que o McCain, nesta pose que deve ser considerada como “power rangers, chamem o mega zord”

foto: Odd Andersen

Todo o “caso Breivik” é recheado de pormenores macabros. Os vídeos na internet em que Breivik explicava os passos para o horror. A defesa, a insistir o internamento numa ala psiquiátria e o réu a contrariar a defesa na medida em que não queria ir para a ala psiquiátrica, preferindo antes morrer. A observação dos métodos de ataques terroristas executados pela Al-Qaeda e as motivações relacionadas com o movimento nacionalista sérvio, sem esquecer o elogio ao Nazismo Alemão: “Os Nazis eram expansionistas, eu sou isolacionista” – a cada sessão de julgamento, Breivik e a sua defesa, para além de constantemente proferirem afirmações contrárias, trazem uma nova para contar.

A institucionalização é um termo criado nas prisões americanas para criminosos que, ou já não querem sair da cadeia depois de cumpridas longas penas porque já não se conseguem adaptar à vida em sociedade ou que saem da cadeia completamente reabilitados para a sociedade. A institucionalização é portanto um dos objectivos pretendidos pela justiça norte-americana, sendo que o principal é e sempre será a prevenção do crime por via de sanções duras que dêem o aviso à sociedade que a prática de certos comportamentos terão certas consequências.

No caso de Breivik, dúvido que a sua loucura seja o impedimento para se reabilitar, para se institucionalizar. Mantenho portanto o meu cepticismo quanto a este sujeito.

Não sou nem posso ser defensor da pena de morte. Ninguém tem o direito de tirar a vida a ninguém visto que esse é o direito mais primário do ser humano. No entanto, o castigo para Breivik deverá ser exemplar. Um sujeito deste calíbre é um perigo para a sociedade e deveria ser obrigado a cumprir aquela que acho a mais dura das penas para um ser humano: ajudar o próximo, sem limites, sem precedentes. Quero com isto dizer que caso fosse o juiz do caso Breivik, obrigaria Breivik a ajudar o próximo e a prestar serviço à comunidade até ao fim dos seus dias em troca da sua própria alimentação. Creio que não haverá um castigo duro tão humano para uma criatura tão feia como Anders Breivik.

Com as etiquetas , , , , , , , , , , , , ,

O nascimento de um novo país

O Sudão do Sul foi reconhecido ontem como um país independente, conforme aquilo que tinha sido expresso pelo voto pela sua população no referendo realizado há uns meses atrás e conforme a promessa do governo de Khartoum. 

O Sudão do Sul será o país que vemos no mapa, com um território de 619, 745 km2 e cerca de 8 milhões de pessoas segundo o recenseamento de 2008. 

O Sudão do Sul representa uma das mais vergonhosas falhas na actuação das Nações Unidas na prevenção de conflitos e na ajuda humanitária. Há uns anos atrás, as indecisões sobre o caso Sudanês foram crassas e as Nações Unidas não conseguiram promover mais do que o envio de tropas mal treinadas da União Africana para o terreno. As grandes potências mundiais na altura não mostraram qualquer abertura em convergir para a resolução do problema humanitário resultante dos genocídios cometidos tanto pelo governo de Khartoum como pelas várias facções rebeldes presentes no antigo território Sudanês. No entanto, hoje a China já indicou que estabeleceu relações diplomáticas com o novo governo Sul-Sudanês.

E de certa maneira, o caso do Darfur ainda continua por resolver visto que a região continua sob domínio político do governo do Sudão.

No caso do novo país que ontem se constituiu, esperemos que as Nações Unidas o acompanhem com todo o apoio técnico, político e administrativo na transição para a democracia. Basta de genocídio naquela zona. Porém, terei que relembrar que este novo país interessará em muito às grandes potências visto que tem reservas consideráveis de petróleo. Daí que interesse actualmente às grandes potências estabelecer relações diplomáticas com um novo país, sobre o qual se estiveram completamente nas tintas no passado.

Dada a novidade, todas as relações diplomáticas que se fazem com estes novos países terão sempre de ter por trás algum motivo imperialista. O imperialismo económico. Não existem melhores exemplos ao nível de países do que os Estados Unidos e a China para o explicar.

Com as etiquetas , , , , , , , , , , , , , , , ,

Auto-determinação?


Uma das maiores crises internacionais parece estar resolvida. Os Sudaneses do Sul foram às urnas no dia 9 de Janeiro e 99,5% da população decidiu pela auto-determinação e afirmação do Sudão do Sul como um novo país independente.

Vamos acreditar que o governo do Norte, aceite a auto-determinação do povo do Sul e que região finalmente alcance a paz após tantos anos de inoperância por parta da Liga Africana, das Nações Unidas e da Comunidade Internacional.

Agora, é extremamente necessário que a Comunidade Internacional continue a observar o rumo das coisas naquela região. Para evitar que ocorram novos massacres, para que os refugiados do conflito possam voltar e reconstruir as suas vidas no país e para que o novo país independente se possa formar como um estado democrático e pacífico.

Com as etiquetas , , , , , , , , , , ,