Tag Archives: Francisco Assis

eu não sou de intrigas

tenho cá um pressentimento que esta história do Sócrates comentador político não é bem bem para ser comentador político. já vi o mesmo filme por várias vezes a acontecer dentro do partido socialista: o guterres e o sampaio conspiravam na casa de Algés do antigo primeiro-ministro para mandar a baixo o Soares e no fim das contas, os amigos zangaram-se e o Sampaio bateu couro e o Guterres avançou para as legislativas, deixando ao Sampaio a presidência. quando o Guterres saiu do governo, o Ferro Rodrigues fez figura de palhaço contra Durão Barroso, bateu couro numa oposição muito pobre e depois foi arredado pelas alegações que dele se faziam na sua relação com o escândalo casa pia (confesso que a última frase era para ser foi afastado depois de se saber que também ia ao cú aos meninos) para entrar o sócrates que tratou também ele de despejar o Alegre para fora do partido e ser candidato às legislativas e primeiro-ministro. nas últimas legislativas, o sócrates saiu de cena para Paris, o Seguro ficou com o barco partidário completamente despedaçado, o francisco assis foi queimado pelo caminho e Seguro dançou com Costa, se bem que neste caso, Costa sabia que algo de força maior (o regresso do querido líder) estava a ser preparado. as ilações que se podem tirar destas danças são óbvias: o querido líder não vem de Paris para a RTP para imitar o professor marcelo e dar a machadada final neste pobre (des)governo do PSD e do CDS. vem para buscar o trono perdido. tanto é que com petições e anti-petições, trocas e baldrocas, confusões e enganos, o largo do Rato está novamente em polvorosa e a notícia fez arregimentar num só dia todo um partido embrenhado em tremendas confusões e sectarismos nos últimos meses.

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Os Socialistas…

E aí andam eles, de estrada em estrada, de concelhia em concelhia, com sacos de notas de 10 euros a dar dinheiro aos militantes para pagar as quotas em atraso do partido para votarem Assis ou Seguro.

Assim não custa nada ser militante. Em dia de eleições, alguém acabará por pagar as quotas em troca de um voto.

Parece já ser estratégia dos candidatos ao comando dos postos operacionais do PS.

Em qual das distritais é que eu já vi este filme?

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As primárias de Assis

Se não é burro que nem um calhau, para lá caminha. Sempre afirmei aqui neste espaço que Assis fala demais. Esta situação, não é excepção…

Francisco Assis defende o sistema de eleições primárias no Partido Socialista, à semelhança daquilo que fazem os partidos Norte-Americanos na escolha do seu candidato presidencial.

As primárias na América levam os partidos a levar a liderançacandidatura à presidência a sufrágio universal. A crença partilhada é decerto a tentativa do escolhido recolher mais unânimidade entre os cidadãos para que seja um candidato atractivo e possa recolher mais simpatia entre o eleitorado na hora do voto.

Não acredito que este método possa ter um contributo benigno para a democracia. Não é com eleições primárias e consequentes excursões pelo país, “paradas ao estilo americano” e discursos inflamados contra o governo que um candidato à liderança do principal partido da oposição conseguirá o interesse de criar unanimidade e proximidade com os cidadãos para a causa do seu partido.

Consequentemente, Assis também se esqueceu de medir os prós e os contras das realidades políticas dos países que utilizam as primárias e o caso Português ao nível de realidade político-partidária. Nos Estados Unidos da América, a coisa até resulta bem visto que não existe grande escolha político-partidária. Como apenas 3 uniões partidárias se submetem a sufrágio e uma quase nem conta (os comunistasPartido dos Verdes) o método é prático e cómodo para os partidos rotativos da política Norte-Americana sondarem o povo antes de lançar o seu candidato. Em Portugal, assim como no resto da Europa, o cenário é totalmente diferente. No caso Português, temos dúzia e meia de partidos políticos (grande parte com diferenças ideológicas entre si) e outros tantos movimentos políticos, assentes no seu eleitorado próprio (excepto o PSD e o PS que oscilam no rotativismo no poder já sobejamente conhecido no nosso país).

Concluíndo: efectuando primárias, o efeito de as executar seria exactamente o mesmo das actuais eleições para o secretariado-geral do partido visto que quem acabaria por votar seriam os militantes do Partido Socialista, pois só os interesses desse partido tem real interesse em definir a sua liderança.

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António José Seguro vs Francisco Assis

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Fonte: SIC Notícias

A meu ver, o Partido Socialista procura o seu líder de transição entre a era Sócrates e o candidato que há de vir para as próximas legislativas.

Pela teia argumentativa demonstrada neste debate, temos de um lado um António José Seguro mais sóbrio do ponto de vista ideológico contra um Assis que volta a mostrar que fala demasiado com o coração na boca e não tem o perfil desejado para promover a união entre os socialistas.

No entanto, qualquer um dos dois não fará mais do que manter a estoica oposição socialista fiel ao perfil trilhado pelo desaparecido José Sócrates até que um determinado presidente da câmara decida terminar o seu mandato e chefiar alegremente o partido até às próximas eleições. O vencedor terá uma liderança no máximo de 2 anos.

Para terminar, revelo o resultado da sondagem que coloquei neste espaço sobre as eleições internas do Partido Socialista.
Os leitores, respondendo à questão “Quem vencerá as eleições para Secretário-Geral do Partido Socialista?” deram a vitória a António José Seguro com 23 votos contra os 5 obtidos por Francisco Assis.

Creio que o resultado desta sondagem irá correr no trilho correcto nas eleições para o Secretariado-Geral do PS, que como se sabe, acontecem nos dias 22 e 23 deste mês.

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Assim não Assis

Na passada quarta-feira, escrevi aqui neste espaço as seguintes palavras sobre o novo candidato à Secretaria-Geral do Partido Socialista Francisco Assis: “Nunca fui fã de Assis. Assis fala demais e quando fala opta por discursos completamente ridículos, deixando as pessoas na dúvida se ele acredita mesmo no que está a dizer ou se as declarações não passam de mais um período pouco lúcido de confusão intelectual da sua cabeça.”

Não retiro uma única palavra. Melhor dizendo, acentuo ainda mais a péssima opinião que tenho do antigo líder da bancada parlamentar socialista depois de ler alguns dados sobre estas eleições internas e ter visto algumas declarações do cabeça de lista pelo Porto às últimas legislativas.

Partindo do princípio  que António José Seguro é o fiel co-religionário da linhagem da liderança socialista (se o candidato não fosse Seguro poderia ser Pedro Silva Pereira) e que 11 das 21 federações distritais manifestam garantir-lhe apoio nas eleições, contra as 3 que pendem para o lado de Assis e as 7 que ainda se encontram indecisas, afirmar constantemente nas televisões que será o primeiro-ministro socialista dentro de 4 anos uma semana depois de umas eleições que redundaram numa tremenda derrota para um dos maiores líderes internos que o partido teve até hoje revela que Assis não só não têm a mínima noção do que é o seu partido nem tem a mínima noção do período temporal e da realidade política em que vive.

O discurso de Assis parece o discurso do povo Brasileiro quando a sua selecção não consegue atingir a vitória num campeonato do mundo: daqui a 4 anos é que é. No entanto, até lá tem que existir trabalhos e as estratégias precisam ser afinadas. Será que Assis terá capacidade para chegar lá? Não.

Não. Porque não consegue ter discursos minimamente coerentes. Não, porque é demasiado agressivo nas suas declarações. Não, porque nem sequer domina o seu partido. Não, porque difícilmente vencerá as eleições internas do seu partido. Não, porque não terá capacidade suficiente para formar uma oposição coesa ao novo governo. Não, porque o acordo com a troika assinado por um governo socialista será sempre o escudo defensivo do novo governo.

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Que futuro para o PS?

A meu ver, a vitória do PSD nas eleições legislativas trouxe outro factor que o partido não estava habituado: uma liderança coesa.

Depois de uma série de anos em que o PSD não conseguia encontrar um líder que reunisse consenso entre os principais rostos (Menezes, Manuela Ferreira Leite, Marques Mendes) ao vencer, Passos Coelho tornou-se o líder que reúne (bem ou mal) o consenso dos principais rostos dirigentes do partido.

Já com o PS deu-se o efeito contrário. Saídos da forte liderança de José Sócrates, o futuro começa a tornar-se muito negro para o partido na oposição.

Se por um lado torna-se necessário ao PS a eleição de um líder forte, capaz de assumir perante o governo os compromissos que o partido estabeleceu na éra Sócrates e capaz de se mostrar como alternativa ao governo na discussão de determinadas políticas, não creio que Francisco Assis ou António José Seguro sejam os líderes que o partido necessita.

Nunca fui fã de Assis. Assis fala demais e quando fala opta por discursos completamente ridículos, deixando as pessoas na dúvida se ele acredita mesmo no que está a dizer ou se as declarações não passam de mais um período pouco lúcido de confusão intelectual da sua cabeça.

Seguro é um pão sem sal do Partido Socialista. É um dos “boys” que a bom da verdade mais promete fazer do Partido Socialista uma “mosquinha morta” no Parlamento do que num partido “acutilante” a fazer oposição.

E a bom da verdade, perante estas duas opções venha o diabo e escolha.

António Costa, Ferro Rodrigues, Augusto Santos Silva ou Pedro Silva Pereira seriam melhores opções para a liderança do Partido Socialista. Mas…

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É bom vê-los ladrar!

O Primeiro-Ministro José Sócrates afirmou há uns dias que “não deixa nenhum ministro para trás”. Interrogado sobre a ausência do Ministro das Finanças nas listas de candidatos à Assembleia da República, o Primeiro-Ministro justificou a ausência do Ministro das Finanças como a necessidade de renovação das listas e das caras do Partido Socialista.

O que me saltou mais à vista desta declaração foi quando Sócrates no seu alto de pedestral afirmou que existe um tempo de duração para todos. Pelos vistos, há ministros que ficam para trás, caso de Luis Amado. E o tempo de duração na política existe para os outros mas para Sócrates é eterno.

Hoje, escutei com atenção as intervenções de José Sócrates na TSF Rádio Notícias em duas horas em que o Primeiro-Ministro se disponibilizou para responder a perguntas dos ouvintes. Quando questionado sobre os problemas fulcrais do país, Sócrates esteve exímio em apontar as mais variadas estatísticas do país nos últimos anos e em comparar as condições do país quando chegou à governação em 2005 e as condições com que se deparou depois da crise económica em 2008. Situações incomparáveis é certo. Perante aqueles que desafiaram questionar assuntos mais delicados como défice das contas públicas, dívida pública, dívida externa e estado social, Sócrates levantou a voz por várias vezes ao microfone, pensando decerto que estaria em algum comício do Partido Socialista. A todos aqueles que lhe apontavam defeitos, a justificação foi clara de alguém que não aceita críticas: O Sr. também anda a servir os interesses de uma oposição que só sabe destruir e não apresenta medidas para construir. O complot continua vivo na cabeça de Sócrates.

Sobre o programa de governação do Partido Socialista caso vença eleições só tenho a referir duas palavras começadas por p. Não são em calão, se bem, que me apetecia dizer uma frase em calão onde duas palavras começam por p. Mantenho alguma ética neste post. As palavras são: propaganda e populismo. O dom da palavra leva à propaganda – a propaganda leva ao populismo. O partido é uma máquina. Quem está à frente do partido é alguém que quer votos. Do povo.
Duvido que a troika aceite que se implementem algumas das medidas que Sócrates se propõe a não cumprir novamente, à semelhança do que já fez por exemplo quando prometeu 150 mil empregos e apareceram quase 200 mil novos despedimentos.

No Porto, Francisco Assis foi entregar as listas de candidatos do Partido Socialista ao circulo eleitoral. Voltou a falar do Estado Social e da promoção deste por parte do Partido Socialista. Assis, no seu jeito demagogo esteve bem ao dirigir as matrizes correctas do Estado Social. Depois, estragou a pintura toda ao tentar associar algumas das medidas dos governos de Sócrates em prol da preservação deste Estado Social. Nada a ver. Não serão os sucessivos PEC´s o total contrário do Estado Social, ó Sr. Deputado? Um governo que corta 600 mil abonos de família, que governa um país com 700 mil desempregados (maior parte deles a verem cortadas prestações sociais vitais para o seu sustento enquanto não arranjam emprego) que desinveste em sucessivos anos na investigação e no ensino superior vetando o direito ao ensino de qualidade a milhares e milhares de jovens, que vota os reformados a míseras reformas que não dão nem para pagar cuidados de saúde e alimentação básica de subsistência, que aumenta as taxas moderadoras no Serviço Nacional de Saúde, que pretende pagar obras públicas faraónicas através da imposição de taxas ridículas como nas SCUT, que limita o acesso a comparticipações justas nos medicamentos vitais será um governo defensor do Estado Social?

Na Madeira, Jardim sente-se humilhado e ameaça novamente o continente. Não é o único a sentir-se humilhado. Os contribuíntes do continente também se sentem humilhados quando vêem os seus impostos serem gastos em milhões de foguetes na Madeira.
Jardim afirma que quer ser ouvido pela troika do FMI, Comissão Europeia e BCE e que caso tal não aconteça, legitima que a Madeira não irá aceitar as medidas que forem impostas pelos mesmos. Por um lado Jardim têm razão, por outro é caso para dizer: que lata!

Na comemoração do aniversário da Constituição da República Portuguesa, Carlos Costa afirmou que o país deve começar a responsabilizar a classe política e a classe dos gestores públicos pelos danos que eventualmente causem à economia e às finanças do país em prol do seu trabalho. Carlos Costa mostrou-se lúcido mas eventualmente acordou tarde para algo que o povo português há muito que pede. A primeira pessoa a quem Carlos Costa se deveria referir será obviamente o seu antecessor no Banco de Portugal Vitor Constância. Caso Carlos Costa não saiba, foram sucessivas falhas de supervisão de Constâncio que criaram o monstro BPN, indevidamente saneado com dinheiros públicos sob a égide da Caixa Geral de Depósitos. Também faço caso de perguntar onde anda Dias Loureiro? Pois… em Cabo Verde… pois! E Constâncio? pois… pisgou-se para um bom tacho na europa… pois está claro! E o engenheiro António Guterres? pois… refugiou-se nos refugiados… pois, estamos bem! E o mítico Durão Barroso? pois… na Comissão Europeia, pois bem, estamos bem de saúde! E os grandes Bagão Félix, Manuela Ferreira Leite, Paulo Portas? Pois… andam por aí sempre vivos a criticar os outros quando têm telhados de vidro no que toca a este tipo de responsabilidades. E o magnífico Dr. Aníbal Cavaco Silva? Pois… é mais viciado no facebook que eu ou que os leitores deste blog.

Pedro Passos Coelho, Miguel Macedo e Miguel Relvas andam aí atarefados a montar grupos de intelectuais para finalmente apresentarem o seu programa de governação. Até agora, dúvido que exista algum no PSD! Passos Coelho já atarrachou a corda no pescoço e está pronto para se suicidar dia 5 de Junho. Algo previsível. Quem os manda ter um líder que não sabe tocar no coração do povo?

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