Tag Archives: Filipe Soares Franco

derby?

só se for o Benfica contra o Belenenses ou contra o Atlético.

Na Gaia Ciência, em 1882, o filósofo Alemão Friederich Nietszche proclama pela primeira vez a morte de Deus. Na secção 108, pode-se ler:“Deus está morto! Deus permanece morto! E quem o matou fomos nós! Como haveremos de nos consolar, nós os algozes dos algozes? O que o mundo possuiu, até agora, de mais sagrado e mais poderoso sucumbiu exangue aos golpes das nossas lâminas. Quem nos limpará desse sangue? Qual a água que nos lavará? Que solenidades de desagravo, que jogos sagrados haveremos de inventar? A grandiosidade deste acto não será demasiada para nós? Não teremos de nos tornar nós próprios deuses, para parecermos apenas dignos dele? Nunca existiu acto mais grandioso, e, quem quer que nasça depois de nós, passará a fazer parte, mercê deste acto, de uma história superior a toda a história até hoje!”

O Sporting está morto. Passou de um estado vegetativo à morte. Em silêncio. E quem o matou fomos nós, sócios, ao escolher uma dinastia de direcções cujo trabalho foi único: matar o clube lentamente. Se Nietzsche pergunta a si próprio como é que poderemos superar a morte de Deus, a pergunta, ou as perguntas que assolam neste momento a cabeça de uma bela maioria dos sócios e adeptos do Sporting só poderão ser perguntas como: Como é que o clube se tornou isto? Como é que deixamos que meia dúzia de loucos destruíssem um grande? Como é que autorizamos que meia dúzia de loucos nos tirassem o nosso orgulho? Que futuro se pode vislumbrar no meio do nevoeiro para o clube? Como é que voltaremos a ombrear com Porto, Benfica e Braga? Que estratégias utilizaremos? Que recuperação faremos a curto, médio e longo prazo?

Devolvam-nos o Sporting. Devolvam-nos aquele clube que não ganhava mas praticava bom futebol. Devolvam-nos aquele clube que nos dava esperança. Devolvam-nos a própria esperança pois não acreditamos que este ciclo mau poderá ter fim. Devolvam-nos o Sporting da nossa infança, aquele que mal ou bem alegrava os nossos corações nos dias de jogos, aquele por quem torciamos e defendiamos em todos os momentos. Tiraram-nos tudo. Até a vontade de dizer que somos Sporting.

O Sporting como o conhecemos, está morto. E poderá não ressuscitar.

Este clássico é o espelho da intranquilidade, da frustração, do amadorismo e da falta de estrutura organizativa que o clube não consegue ultrapassar.

Começa logo por aqui:

sporting

A TSF, a rádio cujo trabalho jornalístico sempre considerei praticamente perfeito, a rádio portuguesa que sempre demonstrou rigor, qualidade e exigência no plano da informação, publicou esta manhã este insulto no seu site. Qual foi a reacção da direcção do clube de Alvalade? Nenhuma. Sim, a TSF ou o jornalista\editor em questão gozou declaradamente com o símbolo de uma instituição secular de utilidade pública. Sim, a TSF fez troça de uma instituição que tirou milhares de meninos da rua e os transformou em homens de sucesso e fortuna. Sim, a TSF troçou e a direcção de Godinho Lopes manteve-se calada.

O balão de oxigénio.

O parvalhone do Conselho Leonino que costuma ir aos programas de comentários desportivos da SIC Notícias teve o azar de proferir essas infelizes palavras. Balão de oxigénio é ganhar ao Benfica? Não. Balão de Oxigénio seria perder ou ganhar ou até empatar com o Benfica e ainda estar em condições de lutar pelo título. Balão de Oxigénio seria ter o Sporting na fase final da Liga Europa depois de ter sido eliminado num grupo com equipas onde tínhamos mais que obrigação de vencer todos os jogos. Balão de oxigénio seria vencer ao Videoton em vez de levar 3 secos em cheio. Balão de oxigénio seria perdurar na Taça e fazer o melhor possível na Taça da Liga. Balão de oxigénio para o Sporting seria manter a sua dignidade. Balão de oxigénio seria a saída desta direcção. Balão de oxigénio teria sido dar condições a Domingos, a Sá Pinto e a Franky Vercauteren para fazerem o seu trabalho sem toda esta pressão advinda dos resultados. Balão de oxigénio seria ver o Sporting a perder, a perder sim, mas com honra. Balão de oxigénio seria os jogadores poderem dar tudo em campo.

E Vercauteren disse.

Que mostrámos que poderiamos ganhar ao Benfica? Como? Desculpe? Falamos de um Sporting que desde o jogo das meias finais da Liga Europa contra o Bilbau apenas ganhou por 2 vezes em casa. Falamos de um Sporting que esteve 15 jogos sem ganhar. Falamos de um Sporting que está a investir 40 milhões numa época para nada. Sim, porque estar em 9º lugar a 18 pontos dos 1ºs, eliminados da UEFA, eliminados da Taça é o pior dos cenários possíveis, que, acompanhado de outros cenários dantescos (o mau futebol e o mau profissionalismo do plantel; o amadorismo, as falhas de gestão e de ambição de uma direcção às aranhas) faz deste clube um autêntica selva.

O Clássico.

Uma 1ª parte de honra que salva a má figura da 2ª. Um Sporting minimamente dominador, a cometer alguns erros na transmissão de jogo, mas ciente de um plano de jogo que teria que passar pelas alas. Duas ou três boas arrancadas de Capel pela esquerda e outras tantas de Carrillo pela direita. Rojo e Bouhlarouz lá atrás não complicavam. Um golo interessante daquele coxo que apanhámos numa rua de Utrecht. E que é que os jogadores do Sporting fizeram? Recuaram. Deram a posse de bola ao Benfica. Veio o livre de Cardozo, primeiro sinal. O cabeceamento de Cardoso, segundo sinal. Sofrimento. Intervalo. O resto, Benfica, tirando a situação em que o Sporting desperdiça o 2-0 por 2 vezes na cara de Artur por intermédio de Elias e Insua atira ao poste quando o jogo estava 1-1. Vieram Cardozo, Lima, Melgarejo, veio a vontade de vencer. E Bouhlarouz, aquele mítico central do qual nunca vi uma equipa onde jogasse ganhar o quer que fosse, mete mão à bola quando tinha tudo para cortar de cabeça e dá a vitória ao Benfica. Vitória justíssima.

Rua com eles todos.

Rojo mete nojo. Não consigo perceber como tem lugar na selecção argentina. A titular, ainda por cima. Bola vem, bola vai. Alivia para qualquer lado, nem que seja para os pés do adversário. É imaturo, é pouco dotado tecnicamente, é pouco inteligente e mais uma vez não acertou nas marcações. Cardozo entre Rojo e Bouhlarouz fez o que quis no lance do empate.

Bouhlarouz. O capitão gancho. Volta lá para Marrocos que é o que fazes melhor. 100 mil euros de salários por mês para alguém que não é melhor que Xandão ou Carriço que não são melhores que Nuno Reis ou Ilori.

Insua. Prometeste muito. Agora és uma sombra que se pavoneia por Alvalade. Ainda atiras bem mas defendes mal como tudo.

Elias. Deve estar a pensar quando é que a direcção o deixa ir ganhar os 120 mil para o Flamengo.

Capel. Larga a porra dos olhos do chão e levanta a cabeça.

Carrillo. Técnica, velocidade, drible, falta de inteligência. No Porto já estaria pronto a vender por 40 milhões. No Sporting arrisca-se a não ser ninguém.

Pranjic. Estás a gostar das férias remuneradas a peso de ouro em Lisboa?

Godinho. Rua.

Paulo Bento estava atrás de si na tribuna. E quantas saudades me deu de ter Paulo Bento novamente. Eu, que era um crítico de Paulo Bento porque Paulo Bento jogava sempre no mesmo losango e punha o Sporting a jogar de forma previsível. Eu, que não conseguia ver que Paulo Bento fazia o máximo que podia com a merda que tinha nos seus plantéis. Eu, que não conseguia ver que Paulo Bento treinou durante 4 anos sem um único extremo. Eu, que não conseguia ver que os 4 2ºs lugares de Paulo Bento, a regular presença na Champions, as duas taças e as duas supertaças tinham como pano de fundo a existência de suplentes à equipa principal como Gladstone, Alecsandro, Bueno, Pereirinha, Adrien, Abel, jogadores medíocres. Eu, que não conseguia ver que no último defeso da época Paulo Bento, tínhamos um presidente que dizia que Paulo Bento “era forever” e para o tornar forever só contratava jogadores a custo zero. Veio Mati, o único sem ser a custo zero. Por 3,5 milhões de euros. “Mati, tens que ter gañas e vencer com tu próprio sangre pois nos custaste muita pasta” – dizia ele ao Chileno na sua apresentação.

Godinho Lopes. Rua.

Tenha vergonha e saia pelo seu próprio pé. A sua estratégia (ou falta dela, parece-me) para este clube é um fiasco. Chega de mentiras. Chega de dança de treinadores. Chega da dinastia. Chega de falta de ambição. Chega de falsos investidores russos, moldavos, indianos, chineses ou paquistaneses, ou a falta deles. Chega de soluções de merda. Chega.

Godinho Lopes. Rua. Por favor.

Fim da linha para a dinastia. Basta de Roquettes, Dias da Cunha, Soares Francos, Eduardos Barrocos (cala-te por favor!!!), Dias Ferreiras, Godinhos Duques e cenas tristes. Não ganhámos nada. Endividaram o clube de uma forma tal que o banco do qual somos devedores quer tomar conta do clube para reaver o que lhe é devido. Um estádio miserável com um problema de relvado que ninguém consegue meter mão. Um passivo gigantesco para um clube cujo património foi vendido a troco de peanuts. Um clube onde toda a gente, desde o presidente ao adepto de bancada falam a uma comunicação social que torce pela derrota do sporting para poder vender mais. Um clube com uma direcção que fica impávida e serena quando o clube é linchado em praça pública. Um clube com uma direcção que não fala quando o clube é extrapolado na sua integridade por dirigentes dos rivais, ex-jogadores e dirigentes da Liga e Federação. Um clube com uma direcção que despede uns e contrata outros de forma sistemática e impulsiva.

Conselho Leonino e respectivos familiares.

Foram vocês, pelo feudal sistema eleitoral do Sporting que colocaram essa besta na presidência. São vocês os responsáveis por isto tudo. Demitam-se. Eleições justas para a presidência do clube: 1 cabeça, 1 voto. Ponto final.

O futuro.

Tem que acabar o presente do Sporting. Basta. Não podemos viver acima das nossas possibilidades para lutar por um mísero lugar na liga europa. Não podemos ter Bouhlarouzes e Pranjic e Schaars e Jeffrens, pagos a peso de ouro se temos Esgaios, Betinhos, Brumas, Etocks, Reis, Iloris e outros tantos nessa academia, desejosos de vingar na vida. Para fazermos a figura que estamos a fazer, mais vale assentar a cabeça, diminuir o orçamento de 40 para 10 milhões e jogar com a formação, com um treinador com provas dadas nesse capítulo, sem pressão de resultados e com vista a sermos um clube que venda, que ganhe um título ou outro de vez em quando, mas, que não levante falsas esperanças nos corações dos sportinguistas.

Olhem o exemplo do Arsenal. Não ganha é certo. Tinha em 2006 um passivo de 600 milhões de euros e teve que pedir à Emirates dinheiro para acabar o que faltava do estádio novo. A Wènger só é pedido que faça o melhor com aquilo que tem e Wènger cumpre minimamente os objectivos da equipa. 5 ou 6 scouts descobrem jovens jogadores talentosos em todo o mundo. Wènger trabalha-os. Vende-os é certo, a rivais é certo, mas vende-os e o clube goza, 6 anos depois do epicentro do passivo, de uma situação financeira saudável. E mal ou bem, não rasteja a meio da tabela na Premier League. Não ganha mas mete a equipa a jogar bom futebol.

O futuro, meus amigos, está na formação. Só não vê quem não quer ver.

Estou muito triste com o rumo deste Sporting e desde já, o meu amor pelo clube reflecte-se no desejo por mim expresso da descida de divisão. Fez muito bem ao River Plate, à Juventus e ao Newcastle descer de divisão. É assim que os clubes crescem, que os sanguessugas evaporam-se e que o clube renasce, com outros objectivos, com outra estrutura e com uma mentalidade diferente. Estou-me bem nas tintas que o campeonato português perca prestígio ou qualidade com uma eventual descida do Sporting. Afinal de contas, todos sabemos que é a máfia do FC Porto e do Benfica que resolve campeonatos. Pinto da Costa não aprendeu a vencer legitimamente assim como Vieira não enriqueceu com o negócio dos pneus.

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começo por…

dizer ao Sá Pinto que ele bem tentou levantar o clube que ama.

dizia-me há uns meses atrás o Mário Silva, e bem, que para se levantar um clube perdido, era necessário ter-se muito amor a esse clube. é o caso do Sá Pinto em relação ao Sporting. foi aquilo que, um outro histórico europeu, o Liverpool, que também se encontra numa fase muito controversa da sua história, fez, ao contratar para o cargo de treinador Kenny Dalglish na época transacta.

Dalglish e Sá Pinto não são treinadores. ser um antigo futebolista de qualidade (Dalglish é indiscutivelmente uma das maiores lendas do futebol europeu e Sá Pinto, apesar de não ter sido nenhuma vedeta do futebol mundial, foi um jogador que marcou uma geração do futebol do seu país) não é sinónimo de sucesso enquanto treinador. prova disso são os inúmeros treinadores de reputação mundial que nunca foram jogadores de futebol ou que nunca foram jogadores de nível mundial: Mourinho, Sven-Goran Eriksson, Héctor Cuper, Scolari, Wenger, Benitez são os exemplos de treinadores que apesar do seu currículo enquanto treinadores (uns ganharam mais, outros menos) pertencem a esse lote.

no entanto, tanto Sá Pinto como Dalglish, pelo conhecimento interno profundo da realidade dos clubes cuja missão era levantar de sucessivos anos de hecatombe ao nível de resultados desportivos, pela garra que sempre empregaram ao serviço desse clube enquanto jogadores (lembro-me que Sá Pinto por exemplo, arruinou a sua carreira enquanto jogador num célebre jogo a contar para a UEFA de 2001\2002 contra o Halmstads; vitória do Sporting por 6-0 se não estou em erro; lesionando-se gravemente no joelho depois de ter esforçado em demasia para dominar uma bola que ia fora quando o sporting já ganhava por 6) eram soluções muito viáveis para as direcções desses mesmos clubes.

Sá Pinto chega a um Sporting arrasado por mais uma desilusão. Domingos Paciência sai a meio de uma época em que se esperava que fosse o habilitado a devolver o sporting ao top-3 da liga portuguesa. Domingos sai num momento em que o clube se encontra numa posição confusa: existe um investimento na equipa profissional superior aquele que tinha sido feito nas eras de Filipe Soares Franco e José Eduardo Bettencourt, existem objectivos a cumprir, existe pressão adicional derivada desses mesmos objectivos mas os resultados não aparecem e a confusão instalada na direcção não permite a paz ao clube. Domingos não engata aos domingos, perde a equipa e perde por completo o balneário. Sá Pinto entra, motiva o balneário e ganha jogos na UEFA que qualquer sportinguista jamais pensava que os seus jogadores poderiam ganhar. o jogo de manchester foi a prova disso. eliminar o campeão inglês com uma vitória em Alvalade e com aquele épico de Manchester era suficiente para os adeptos pensarem que estaria ali a solução para espantar os maus anos do clube e para os jogadores ganharem confiança.

a partir de Bilbao tudo se desmorona.

a Sá Pinto, como não poderia deixar de ser, é dada uma oportunidade para trabalhar uma equipa a partir da sua base, ou seja, a partir da pré-época. e como se tinha dado a Domingos, a direcção dá a Sá Pinto o plantel com mais qualidade e riqueza em soluções que alguma vez vi no Sporting desde a era de Figo e do malogrado professor Queiroz. e desde cedo, como o meu pai tinha previsto, Sá Pinto revela que não é treinador e que não tinha capacidade para colocar a equipa a jogar um bom futebol. não basta olhar o jogo com a atitude de guerreiro, é preciso também saber-se aquilo se faz para que no campo os resultados apareçam. e na minha modesta opinião, os incentivos constantes do treinador aos jogadores não são suficientes, pois se olharmos bem, nenhuma equipa que tem aspirações pode chegar a Outubro sem um onze base construído e sem um fio de jogo objectivo.

no entanto, a actual situação do Sporting não se estende apenas ao meu desempenho do seu demissionário treinador.

é nítido que directivamente, o clube ainda vive maus momentos. a estrutura profissional do clube passa por uma enorme instabilidade, instabilidade essa que parece ser típica do sporting.

o clube tem um presidente ausente, que passa a vida mais preocupado em viagens à China para arranjar investidores (mas quem é que na verdade quer investir num clube que não vai à Liga dos Campeões e que não tem património ou receita?) e tem vários presidentes-sombra. falo dos senhores Bruno Carvalho, Luis Duque, Daniel Sampaio, Eduardo Barroso, Dias da Cunha, Dias Ferreira, José Roquette, Rogério Alves e tantas vozes mais que são as vozes que semeiam a instabilidade no clube com as suas afirmações descabidas, confusas e até, por vezes, algo contraditórias. ou seja, é sumo aos meus olhos que existe muita gente no Sporting que fala, fala demais e não fala aquilo que realmente deve falar. começa no presidente ausente e acaba no vogal da mesa da assembleia magna.

financeiramente, não se sabe muito bem onde é que o clube vai buscar dinheiro. até se sabe, mas essa não é a forma correcta de gerir um clube. alienar passes de jogadores a fundos dúbios só fará com que o clube não ganhe nada com as transferências desses mesmos jogadores e posicione-se delicadamente na bancarrota caso não consiga chegar a uma liga dos campeões. logo, qualquer profissional da bola, por mais rico que seja, que abra um jornal desportivo e leia que o seu clube está em falência técnica e pode estar em risco de não pagar o seu salário, não terá a motivação necessária para enfrentar a sua profissão e ter bom rendimento.

no entanto, ninguém naquela direcção é capaz de controlar a loucura da imprensa desportiva nos maus momentos do clube e ninguém é capaz de fazer barulho quando o sporting é atacado de forma violenta, cobarde e vil.

desportivamente, as planificações de época do sporting são algo que ainda não se sabe muito bem como se fazem. Carlos Freitas foi contratado para dar aquele toque de midas que só ele consegue dar no futebol português. reforçou a equipa com excelentes profissionais. mas, a instabilidade directiva faz com que esses profissionais cheguem ao sporting e mostrem que desaprenderam a jogar futebol. no ponto de vista físico, acho inenarrável chegar a Outubro e reparar que maior parte do plantel do Sporting ou se encontra em má-forma ou se encontra lesionado. as lesões são outro facto inenarrável: o departamento médico do sporting é o departamento médico em Portugal que demora mais tempo a colocar de volta os jogadores na competição. exemplos disso: Fito Rinaudo. em março estava pronto para a competição mas só voltou em Setembro. Luis Aguiar foi-se embora sem qualquer jogo oficial. Alberto Rodriguez joga pela selecção mas deixou de jogar pelo clube. Matías passava mais tempo na enfermaria do que no relvado, mas em Firenze tem jogado todos os jogos. vá-se lá saber o porquê disto.

outro facto estranho que me transparece, é a capacidade que os sucessivos balneários do Sporting encontram de demitir treinadores. os jogadores fazem tudo para demitir o treinador que lhe não lhes convém. aconteceu com Peseiro, com Paulo Bento, com Paulo Sérgio, com Carvalhal, com Domingos e agora com Sá Pinto. será que não existe ninguém naquela direcção que chegue a um balneário e diga que os jogadores são pagos para jogar futebol e para ganhar títulos?

para finalizar.

o sporting vai ao dragão domingo. uma vitória puxará o clube para perto dos primeiros lugares e poderá devolver a confiança aos jogadores. o novo treinador (dizem as más línguas que é Co Adriaanse; outro conflituoso nas relações com os jogadores) estará em Alvalade na segunda e aproveitará a pausa no campeonato para jogos internacionais para poder trabalhar descansadamente com a equipa e incutir o seu modelo de jogo. uma derrota colocar-nos-à a 8 pontos do Benfica e do Porto, ou seja, no fio da navalha no que a liga portuguesa diz respeito. sinceramente, até tremo só de pensar na cabazada que o sporting vai apanhar domingo. se apanharam 3 do videoton, podemos sair do dragão com uns 7 no saco. espero que não não, mas…

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quem é que manda afinal?

Fala o Eng. Godinho Lopes, Luis Duque, Carlos Freitas, Domingos Paciência, Stijn Schaars, Diego Capel, Oguchi Oneywu. Falam Carlos Xavier, Oceano, Eduardo Barroso, Rui Oliveira e Costa, Dias Ferreira, Pedro Venâncio, Filipe Soares Franco, José Eduardo Bettencourt, Dias da Cunha, Sousa Sintra, José Roquete, Santana Lopes, Paulo Bento, José Peseiro, Carlos Carvalhal, José Couceiro, Costinha, Sá Pinto e até o João Moutinho.

Os problemas do Sporting não se resumem a problemas organizacionais e estruturais motivados especificamente pela falta de organização que é crassa no clube na última década e pela falta de uma estrutura directiva coesa e que demonstre uma única liderança num cenário único, objectivo e ambicioso.

O problema do Sporting é que todos falam. Todos falam. Presidente, SAD, Treinador, Director-desportivo, jogadores, ex-jogadores, ex-treinadores, ex-presidentes, ex-dirigentes e até um médico (que até pode ser muito competente a pegar num bisturi) mas de bola nada percebe. E falam todos segundo moldes dispares: cada um fala por si. Por si e sem autorização.

Cabe ao Sporting combater este flagelo por três simples vias:

1. ou alguém se assume como líder na direcção – não como um líder falso que oscila imagens de túneis de entrada dos balneários entre o neonazismo puro e duro e o vangoghismo desnecessário.

2. Ou o cancro que mina o interior das sucessivas direcções é eliminado nem que seja com métodos violentos.

3. Ou a Comunicação Social (indiferentemente das multas estipuladas pelos regulamentos da Liga; se for necessário o Sporting paga dias e dias de multa) é impedida de entrar nos recintos propriedade do Sporting Clube de Portugal como o FC Porto já fez variadissimas vezes e consequentemente para de criar instabilidade nas equipas do mesmo e com isso obtém duros revezes nas vendas dos seus jornais.

Ambas as opções são válidas e deverão ser mais eficazes quando praticadas em conjunto.

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Mudam os tempos, mudam as vontades

A 9 de Janeiro de 2009, Filipe Soares Franco anunciava no programa Grande Entrevista na RTP (na altura dirigido por Judite de Sousa) que não se iria recandidatar às eleições para a presidência do Sporting Clube de Portugal, invocando falta de disponbilidade pessoal motivada por responsabilidades de índole empresarial e social como argumento de primeiro plano, e, afirmando que só continuaria com “um projecto inovador, para um ciclo de modernização e inovação” como segundo argumento.

“Tomei a decisão uma semana antes do Natal, pois focalizar-me no Sporting e nas suas exigências era completamente incompatível com a minha actividade empresarial” – disse na altura a Judite de Sousa. 

Se as coisas já não eram famosas no “reino” Soares Franco, “reino” marcado por um forte desinvestimento no futebol profissional aquando da passagem do melhor treinador do clube da última década (Paulo Bento) que à custa de alguns bons jogadores saídos da formação e outras contratações muito comezinhas por parte do clube conseguiu durante alguns anos encontrar o caminho para resultados desportivos e financeiros de realce, e da famígera venda de património do clube ao desbarato, a saída de FSF do seu trono descambou com a entrada de um período negro na história do clube.

Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades. A 9 de Janeiro de 2009, FSF não tinha disponibilidade para continuar no comando do Sporting. Por outras palavras, estava farto e cansado. 2 anos e meio passaram e FSF irá candidatar-se à Federação Portuguesa de Futebol. Ao que se presume pelo que tem saído na comunicação social, sem o apoio do clube do qual foi presidente e com o apoio do Futebol Clube do Porto e do Sporting Clube de Braga, e como se presume, da Associação de Futebol do Porto e da Associação de Futebol de Braga. Pinto da Costa e o seu discípulo Salvador mais unidos que nunca.

A vida dá de facto muitas voltas… Já dizia o meu pai a respeito de FSF: “Enquanto este Sporting continuar entregue a estes queques da linha de Sintra, não vamos a lado nenhum” – e bem que ele tinha razão!

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A palhaçada do costume

Bettencourt demitiu-se. Dias Ferreira, presidente da Mesa da Assembleia Geral do Sporting marcou eleições para o dia 26 de Março. Rei morto, rei posto.

À semelhança daquilo que tinha acontecido aquando da saída de Filipe Soares Franco em 2009, a imprensa e os sites de apoio em torna do clube começam a atirar uma quantidade inexplicável de pseudo candidatos à presidência do Sporting. Digo pseudo candidatos visto que metade deles só são candidatos de boca, neste caso, à procura de visibilidade no campo pessoal.

Nomes como Rogério Alves, Nuno Mourão, João Rocha Jr., Santana Lopes (zeus nos livre que a história se repita) Paulo Pereira Cristóvão, Sérgio Abrantes Mendes, o próprio Dias Ferreira e outros desconhecidos do público como Bruno Matias são apontados como candidatos. Será que no fim de todas as contas estão dispostos a ir para uma casa que está visívelmente a arder?

Sportinguistas preparem-se que isto é só o começo da palhaçada do costume quando existem eleições marcadas. Até dia 26 de Março vamos assistir a fenómenos ainda mais estranhos como aqueles que são característicos de prometer mundos e fundos (que todos sabemos que o clube não pode pagar ou suportar) apenas para que todos estes faroleiros baratos se possam afirmar como candidatos à séria. Repito: candidatos. Todos sabemos que quando chegarmos próximos das eleições, metade desta gente já terá desaparecido do mapa ou estrategicamente retirado a sua pseudo candidatura quando se inteirarem da realidade do clube que é seriamente uma realidade de quem não tem um tostão para mandar cantar um cego quanto mais para construir uma equipa competitiva para vencer títulos.

Isto porquê? Porque JEB demitiu-se com o trabalhinho bem feito de casa, ou seja, metendo o clube nas mãos dos bancos na reestruturação financeira assinada na semana passada. Com o aumento de capital da SAD e com a venda de 55 milhões 55 milhões de euros de Valores Mobiliários Obrigatoriamente Convertíveis (VMOC) em acções ao fim de cinco anos, com valor nominal de um euro cada, o próximo que cair no poleiro que se chama presidência do Sporting apenas poderá mexer naquilo que os bancos (compradores) autorizarem por escrito. Coisa a que já nos habituamos com JEB.

Ou seja, tudo isto me leva a concluir que JEB foi um autêntico pulha. Foi um pulha porque fez o clube perder de vez a parca autonomia que lhe restava. Pode ter diminuído o passivo com toda esta operação mas também acabou com as hipóteses do clube ter uma equipa profissional de futebol competitiva nos próximos 5 anos.E saiu, como nada se passasse, com a maior das tranquilidades. Enganando quase 100 mil sócios. Auferindo na totalidade um rendimento de 460 mil euros na sua passagem no clube desde a sua eleição (se tivermos em conta o que lhe é devido por lei).

Talvez sejam os 20 mil euros por mês um valor interessante que justifique tantos interessados pelo cargo. Mas não se esqueçam que é uma casa visívelmente a arder.

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O último da Dinastia Roquette…


Adeus! Não voltes nunca mais!

Quando a 5 de Julho de 2009, José Eduardo Bettencourt venceu com 89% dos votos as eleições para a Presidência do Sporting, já se sabia que seria o último presidente da dinastia José Roquette.

As expectativas em torno de Bettencourt eram altas… Era um homem que conhecia todos os cantos da casa (colaborava com a SAD desde 2001), era considerado um grande amante da instituição do Sporting Clube de Portugal e pensava-se ser capaz de arrumar a casa depois do vendaval financeiro provocado por Filipe Soares Franco nas contas do clube, tornando-o capaz de continuar a diminuir o passivo e investir no futebol profissional, não só numa equipa competitiva como na reformulação de toda a estrutura organizacional do clube.

Contra, os cépticos do clube, trataram de afirmar que José Eduardo Bettencourt (administrador do Santander) era a escolha consensual dos interesses da banca no clube de Alvalade. Com o tempo, começamos a acreditar nestes mesmos cépticos.

Ao nível estrutural, Bettencourt prometia adoptar uma estrutura organizativa rígida que começava com a aprovação da remuneração de um salario para a sua posição. De cerca de 20 mil euros.

Ao nível do futebol profissional, os primeiros dias de Bettencourt no clube ficariam marcados com a expeculação da eventual saída de Paulo Bento do comando técnico leonino, ao qual o agora demissionário presidente haveria de proferir a célebre frase: “Paulo Bento forever!” – Paulo Bento não ficaria “forever”, sendo despedido antes do final do ano civil de 2009 graças a um extremo cansaço do treinador perante os jogadores, dos jogadores perante o treinador e do treinador perante a atitude da direcção da instituição.

Nos primeiros meses, Bettencourt preocupou-se em arrumar a casa ao  nível financeiro. Apuradas as contas exactas do Sporting, era mister para o presidente renegociar sucessivos planos de reestruturação financeira que permitissem ao Sporting apostar numa equipa competitiva, promessa que Bettencourt deixaria para a época 20092010 e para a actual época. Durante a sua presidência, Bettencourt haveria de investir 34 milhões em contratações no clube e haveria obviamente de ficar ligado à venda de João Moutinho ao rival Futebol Clube do Porto. “A Maçã Podre” – foi o que JEB intitulou o antigo capitão do Sporting, que actualmente dá cartas no rival. Durante o mandato de Bettencourt, o valor do passivo aumentaria e o valor do activo Sportinguista diminuiria. Para muito ainda contribuiram as vendas de Ronaldo do Manchester para o Real Madrid e as vendas de Veloso e Moutinho.

Com Bento fora do barco, Bettencourt haveria de cometer outro erro crasso aquando da escolha do novo treinador. Apesar de Carvalhal ser uma solução até ao final da época, Bettencourt e a sua direcção errou logo de início em nem sequer apresentar publicamente o novo treinador. Carvalhal seria apresentado pelo site do Sporting e iniciaria um longo calvário de 7 meses num plantel completamente destroçado pelo cansaço da era Bento. Até ao último dia, a direcção de Bettencourt não haveria de propor a renovação ao técnico, optando por contratar Paulo Sérgio para o comando técnico na época 20102011. Com a vinda de Paulo Sérgio, vinham mais promessas de investimento no futebol profissional. Promessas que foram goradas por JEB, que continuava mais interessado em anunciar sucessivas reestruturações financeiras quando os adeptos do Sporting queriam era ver vitórias, coisa rara no Sporting de Bettencourt.

A falsa promessa de uma estrutura organizativa sólida que permitisse dar algum descanso ao clube, caía lentamente por terra com o passar do mandado de JEB. Primeiro, o caso Sá Pinto vs Liedson que motivaria a saída do antigo internacional do cargo de director desportivo e a entrada de Costinha para o respectivo cargo. Depois, a mudança de treinador, a venda de Moutinho, o diferendo entre Costinha e Izmailov e a contratação recente de José Couceiro para um cargo que ninguém sabe muito bem o que representa e que competências lhe são dadas pela organização.

A certo tempo falou-se que Bettencourt queria instalar uma estrutura organizativa no Sporting parecida a um modelo que tantos resultados dá no FC Porto. Na realidade, com Bettencourt, o Sporting passou a ser uma casa a arder…

A nível desportivo, este ano e meio do mandato de Bettencourt foi sem dúvida uma das páginas mais negativas da história do Sporting Clube de Portugal. Salvo excepções, confirmadas com a vitória do Futsal no campeonato nacional da modalidade e a vitória na Taça Challenge da equipa de Andebol.

No futebol profissional, se Paulo Bento e Soares Franco iam conseguindo levar o clube à Liga dos Campeões durante alguns anos seguidos, com o início do mandato de Bettencourt, o Sporting começou a ser um clube com uma falta de ambição tremenda. A nível nacional, o Sporting passou a ser uma equipa com um orçamento monstruoso a lutar pelo parco objectivo da 3ª posição com o Braga. A nível internacional, foi-se a Champions e veio a Liga Europa, onde nem assim, o Sporting parece ter aspirações a ir longe.

Por estes motivos, a derrota de ontem abalou com Bettencourt. Creio que este já deveria estar a preparar a demissão para breve. Pela primeira vez, JEB foi humilde e admitiu que fracassou enquanto presidente. Por isso, foi ontem à sala de imprensa apresentar a sua demissão, deixando vaga para que outro possa fazer melhor. Cabe então agora a Dias Ferreira (presidente da AG) que marque eleições antecipadas ou que opte por tentar gerar um presidente “co-optativo”, modalidade presidencial prevista nos estatutos da instituição.

JEB saiu. Creio que o Sporting não precisa de outro JEB. O Sporting não precisa de um presidente que se olhe às contas e que não tenha ambição em ganhar, custe o preço que custar. Aliás, está economicamente provado que os clubes que investem em boas equipas acabam por ter retorno desse investimento, caso contratem bons jogadores, capazes de vencer e dar espectáculo – chamando assim pessoas ao clube. Com JEB, o Sportinguismo tornou-se descrente. JEB afastava a cada jogo mais sportinguistas do estádio e das deslocações fora.

O Sporting precisa sobretudo de um presidente populista que possa não só mobilizar o povo de volta ao clube como trabalhador na construção de uma efectiva máquina organizativa interna e na construção de um futebol profissional estável. Talvez esta minha ideia seja uma tremenda utopia nos tempos que correm… Bem sei que nos próximos dias deverão aparecer meia dúzia de candidatos a prometer mundos e fundos que o clube não pode pagar caso sejam eleitos pelos sócios.

É triste a realidade deste clube. No entanto, a demissão de José Eduardo Bettencourt já foi um passo importante para a mudança.

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