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Pogba e os erros de casting do Manchester United

Estava eu no outro dia no quentinho do meu lar a ver este jogo, quando este senhor (Paul Pogba) espeta dois balázios em cheio nas redes da Udinese. Dei por mim a pensar: “calma, este gajo veio do United”. Fui ao motor de busca e confirmei.

Deu-me que pensar.

Antes de mais, Paul Pogba é mais um diamante em bruto do futebol. Este Gaulês de 19 anos, nascido em Lagny-Sur-Marne (suburbios de Paris) e nascido para o futebol por via do Le Havre (a melhor escola de formação do futebol francês, dizem; a comprovar formaram jogadores com Ibrahim Ba, Pascal Chimbonda, Vikash Dhorasoo, Lassana Diarra, Anthony Le Tallec, Gael Kakuta ou Steve Mandanda) será (não tenho quaisquer duvidas em afirmar isto) o homem mais capaz para mandar no meio campo da selecção Francesa no futuro. Elegante, é uma mistura de John Obi Mikel (ao nível de técnica) com Patrick Vieira (força, desarme, resistência). Joga a 6. Tanto o vemos em tarefas defensivas como ofensivas. Dono de um recorte técnico invejável, é um bom médio de suporte (desenrasca-se muito bem tanto a passar quando a rapidez do jogo exige opções rápidas e eficazes como a driblar adversários) e tem um pontapé de meia distância simplesmente maravilhoso.

Já escrevi várias vezes neste blog que o departamento de scout do Manchester United é uma das pedras basilares do sucesso do clube, em particular, do sucesso de Sir. Alex Ferguson à frente do clube. No entanto, não deixo de notar que nos últimos anos tem existido algumas incongruências nesse sector, fruto de algumas decisões do treinador escocês.

Ora vejamos.

Paul Pogba foi contratado ao Le Havre em 2009, com apenas 16 anos, a custo zero numa transferência que deu que falar. Assim como a transferência de Kakuta para o Chelsea, o Le Havre queixou-se que o Manchester United aliciou o jogador e a família do jogador com dinheiro. O United afirmou na altura pela sua direcção que a mudança de Pogba se devia por razões estrictamente monetárias visto que o jogador não tinha qualquer contrato profissional assinado com o clube que actualmente está na Ligue 2. O Le Havre respondeu com uma queixa na FIFA (que chegou a impossibilitar o United de inscrever jogadores num período de 1 mês) e alegou que Pogba e família tinham vencimentos pagos pelo clube no valor de 87 mil euros anuais e uma casa oferecida pelo presidente. O Le Havre perdeu a causa e o United levou o jogador.

Pogba esteve cerca de um ano e meio a jogar pela equipa de juniores e pela equipa de reservas do clube inglês. Até que em Janeiro de 2012 fez a sua única aparição na equipa principal, num jogo da Liga frente ao Swansea. Como não treinava regularmente com a equipa principal, em Junho deste ano decidiu rumar a Turim para representar a Vecchia Signora, a custo zero, depois de Ferguson lhe ter implorado que ficasse em Manchester onde teria mais minutos de jogo na equipa principal. Na Vecchia Signora, segundo se sabe, recebe um ordenado de 100 mil euros mensais e é titularíssimo da equipa, mesmo apesar do meio campo da Juve ter soluções como Claudio Marchisio, Simone Padoin, Andrea Pirlo, Arturo Vidal, Luca Marrone ou Mauricio Isla.

A ironia. Um dos falhanços do Manchester na época passada foi precisamente o meio-campo. Carrick está na curva descendente da sua carreira, Fletcher é segurado por Ferguson sabe-se-lá porquê (talvez precise de alguém para falar o gaélico), Anderson pouco ou nada fez para envergar a camisola do United desde que chegou ao Porto e já vi Ferguson perder a cabeça por menos com jogadores mais bem cotados que o Brasileiro como foi o caso de Kléberson. Não restou outra opção a Ferguson do que adaptar o velho Giggs ao miolo e ir buscar Scholes aos campos de treinos das camadas jovens do clube. Esta época lá conseguiu disfarçar a coisa com a chegada de Cleverley e Kagawa ao clube, sendo que o primeiro é jogador da formação. Se Ferguson tivesse apostado em Pogba na época passada, quando sentiu plenamente que não tinha um trinco e um organizador de jogo, talvez o gaulês ainda envergasse a camisola red hoje.

Este não foi o primeiro erro de casting nos últimos 5 anos.

Segundo: Gerard Piqué.

No verão de  2004, com apenas 17 anos, Gerard Piqué chega a Manchester nas mesmas circunstâncias de Pogba: sendo costume do Barça lançar os jogadores na equipa B aos 15\16 anos, Piqué não vislumbrava grande futuro no clube catalão. Decidiu mudar-se para Manchester a custo zero devido ao facto de também não ter um contrato profissional. Depois de 4 anos em Inglaterra (interrompidos apenas em 2006\2007 onde o central foi emprestado ao Zaragoza) Piqué efectuou apenas 12 jogos pela equipa principal do clube inglês. O Barcelona apercebeu-se do valor do jogador e contratou-o por 5 milhões de euros. Hoje é o central de classe que todos reconhecemos e Ferguson mais uma vez ficou a perder pois mal Piqué saiu, Ferdinand foi violentamente fustigado por lesões e nunca mais recuperou lugar no onze do United de forma regular e o escocês não consegue formar uma dupla de centrais regulares no seu clube: Evans e Phil Jones foram flops, Chris Smalling teve um início de loucos em Manchester e custou muitos jogos e Nemanja Vidic também não tem actuado com a regularidade necessária para dar estabilidade à equipa fruto de sucessivas lesões.

Moral: Ferguson procura um novo central, dizendo-se por aí que neste momento negoceia Garay do Benfica.

Terceiro: Giuseppe Rossi

Este Italiano nascido em solo Norte-Americano, que recentemente se transferiu do Villareal para a Fiorentina (yeah!) saiu do Parma aos 16 anos em 2004 para o United a custo zero. Sendo apontado como a maior promessa jovem do futebol italiano, Rossi só fez apenas 5 jogos pela equipa principal do United. Saiu para o Villareal em 2007 por 10 milhões de euros depois de 5 jogos pela equipa principal do United e de dois empréstimos: um fracassado ao Newcastle (fez apenas 11 jogos e não marcou qualquer golo) e outro ao Parma onde em 19 jogos marcou 9 golos. No Villarreal, fez 136 jogos onde marcou 53 sendo preponderante na campanha que levou o clube à Champions (e à 2ª liga no ano seguinte!) em 2010\2011. Mais uma vez, Ferguson ficou a perder. Na época passada, Wayne Rooney esteve metade da época lesionado e Dimitar Berbatov estava em Manchester literalmente a ocupar espaço. Valeu ao escocês o achado Chicharito Hernandez, o homem que só sabe marcar golos ao 2º poste de baliza aberta!

Quarto: Ryan Shawcross.

Este central inglês nascido em Chester, resgatado aos 15 anos a um clube desconhecido (Flintshire Boys) em 2002, esteve dois anos nas reservas do United entre 2006 e 2008, não tendo feito qualquer aparição pela equipa principal. Pelo meio, foi emprestado 6 meses ao satélite belga do United, o Antwerp, onde, diga-se, também não fez grande coisa. Em 2008 saiu a custo zero para o Stoke, onde é implacável com os pontas-de-lança adversários. Chegou aos sub-21 de Inglaterra e é muito possível que em breve chegue à Old Albion. Mais uma vez Ferguson perdeu.

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Desprezível

Se Izmailov chegar ao FC Porto, não tiver dói dói e jogar é um tipo desprezível sobre o ponto de vista profissional” – Eduardo Barroso, presidente da Assembleia Geral do Sporting.

Desprezível é este senhor ser presidente da Assembleia Geral do Sporting. Desprezível é este senhor chegar a Bilbao e apresentar-se ao presidente do clube adversário como o “senhor que manda no clube” quando de facto não manda nada e tampouco sabe de futebol. Desprezível é este senhor marcar um Conselho Leonino de urgência e ele mesmo estar em Angola. Desprezíveis são as suas afirmações hediondas na comunicação social, em particular naquele programazeco barato onde mais uma vez demonstra que nada percebe de futebol. Desprezível é um clube viver (sobreviver) na sombra deste tipo de indivíduos.

Já agora, desprezível é uma direcção que contrata um treinador belga e não só não lhe dá condições para trabalhar como o despede 2 meses depois porque contrata um terceiro a uma equipa grega (quando o Sá Pinto saiu disseste que não podias vir porque estavas no Panathinaikos mas semanas depois porque foste corrido da Grécia já podias vir não era Jesualdo?) para o inserir num cargo fictício que ao fim ao cabo era só um passo para despedir o primeiro e fazer elevar à categoria de treinador o segundo. Se fosse Franky Vercauteren, iria directamente para a FIFA pedir uma indeminização por falta de lealdade da sua entidade patronal porque de facto essa falta de lealdade existiu e está a ser clara de ver.

Desprezível também é o Go(R)dinho manter-se como presidente. Não tem qualquer tipo de vergonha na cara. Não vejo o que é que o clube poderá melhor com um treinador tão medíocre como Jesualdo Ferreira. Torço portanto, como já escrevi neste espaço, que o Sporting continue o seu caminho para a 2ª Liga. É um desejo por mim manifesto para o clube: descer de divisão para ver se esta escumalha deixa o clube de uma vez por toda. Por vezes um passo atrás é tudo o que necessitamos para dar dois em frente de seguida.

E já agora, como Sportinguista, desejo toda a sorte do mundo ao Izmailov no Porto. Que consiga jogar (duvido muito que o faça com regularidade), que ganhe títulos e que ainda saia por 10 milhões de euros no mínimo. Não se trocam Izmailovs por Miguel Lopes. Aliás, se o Izmailov é assim tão mau profissional, porque é que o Sporting não o vendeu quando o Spartak de Moscovo oferecia 5 milhões e o Anzhi 7,5? Algo no mínimo desprezível…

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Que se prepare para voltar aos relvados na próxima eusébio cup

Irreal. Irracional.

Os amigáveis de clubes que se disputam por esta altura em todo o mundo são jogos cuja nomeação da arbitragem para os mesmos pertence às federações do país onde se realizar o jogo ou a uma onde um dos clubes intervenientes seja afiliado. Como tal, se o árbitro dessa partida, agredido pelo jogador do Benfica, decidir escrever o incidente no obrigatório relatório de arbitragem da partida, será aberta uma queixa na UEFA por parte da federação em causa (neste caso a Alemã) e poderá ser estabelecida uma punição para os clubes (Dusseldorf e Benfica) e para o jogador que agrediu.

Desde que acompanho a sério o futebol, só me lembro de uma situação do mesmo género e outra, que pode ser dada como análoga:

1. O enfant terrível do fascismo Paolo Di Canio (aquele que saudou uma vez os irreducibile laziale com a saudação fascista de Mussolini) na irónica época de 1997\1998 ao serviço do Sheffield de Wednesday, depois de se ter pegado com o central do Arsenal Martin Keown, empurrou o então arbitro internacional Paul Alcock depois de ter visto cartão vermelho. A FA castigou o jogador italiano com uma suspensão de 11 jogos e uma multa de 10 mil libras.

2. Um ano antes do incidente protagonizado por Di Canio em Inglaterra, o actual treinador do Sporting Ricardo Sá Pinto, tendo a notícia que não estava no lote de convocados de Artur Jorge para os encontros de então da Selecção Nacional, dirigiu-se ao Jamor e agrediu com socos o seleccionador nacional da altura (Artur Jorge) e o seu adjunto (Rui Águas). Depois de um longo processo contencioso na FIFA, onde a FPF apelou ao organismo internacional para que punisse de forma exemplar o jogador do Sporting, a mesma acabou por se decidir por 1 ano de suspensão do atleta, exclusivo à participação em competições organizadas pela FPF. Esse facto levaria o Sporting a procurar um novo clube para o atleta e a transferi-lo para a Real Sociedad, onde pudesse continuar a sua carreira.

Visto que o futebol é uma arca cheia de momentos e histórias, é de relembrar que o capitão do Benfica já protagonizou uma cena no passado com um antigo companheiro de equipa, situação à qual passou impune na justiça desportiva:

Estavamos a meio da temporada 2007\2008 num jogo disputado no Estádio do Bonfim entre o Vitória de Setúbal e o Benfica. Com os sadinos a vencer a partida, Luisão e Katsouranis desentenderam-se no relvado e estiveram perto de trocar uns mimos. O arbitro dessa partida optou por não expulsar os dois jogadores como determinam as leis do jogo para casos de agressões dentro e fora do relvado.

Já que estou numa de analogias, num futebol mais evoluído que o Português, na época 2004\2005, dois jogadores do Newcastle (Kieron Dyer e Lee Bowyer) tiveram uma atitude semelhante, esbofeteando-se no relvado como podemos ver pelas imagens do video abaixo postado:

Sem meias medidas, o arbitro da partida expulsou os dois atletas e a FA voltou a ter mão pesada no desfecho do caso, punindo os dois jogadores com 3 jogos de suspensão.

No que toca ao incidente desta tarde no jogo entre Dusseldorf e Benfica:

1. Dado que o carácter amigável do jogo e a nomeação da arbitragem pela Federação Alemã, caso o árbitro da partida decida escrever o incidente no relatório de jogo (não vão Rui Costa ou o LF Vieira fazer a habitual visita ao balneário do árbitro) levará a que a federação germânica comunique a intenção da UEFA abrir um processo disciplinar ao capitão encarnado. Até porque Luisão é o capitão de equipa e o lema da UEFA pelo “respeito” no futebol deverá garantir que os capitães das principais equipas europeias sejam os primeiros a praticar o respeito pelas leis do jogo. Dúvido portanto que esta situação passe em claro aos olhos da instituição que guia o desenrolar do futebol europeu.

2. A própria FPF deverá fazer uma visita ao passado e ao caso específico de Ricardo Sá Pinto. Se um murro num seleccionador nacional valeu 1 ano de suspensão, o que deverá valer um empurrão num árbitro? Esperemos que a instituição presidida por Fernando Gomes volte a demonstrar a força de pulso que Gilberto Madaíl e seus pares demonstraram aquando do caso do agora treinador do Sporting.

Luisão poderá começar a pensar em comprar o red pass para os jogos do Benfica no Estádio da Luz. Estou seguro que só o voltaremos a ver jogar na próxima Eusébio Cup.

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Carlos Pereira dixit

“Se houvesse justiça, o Sporting já não estaria na Taça de Portugal”

Quem o disse foi o presidente do Marítimo.

Respondo:

1. Se houvesse justiça e equidade por parte do Governo Regional da Madeira, Marítimo e Nacional recebiam a mesma quantia de verbas. O Marítimo recebe 3 vezes mais que o Nacional anualmente.

2. Se houvesse justiça e equidade por parte do Governo Regional da Madeira, o Marítimo não teria um estádio totalmente pago pelo dinheiro dos contribuíntes madeirenses.

3. Se houvesse uma boa canalização de fundos na Madeira, os contribuíntes não deixariam que o Marítimo recebesse o que recebe do Orçamento da ilha, verbas essas que aumentaram numa percentagem considerável  as derrapagens orçamentais do governo regional.

4. Se o Marítimo tivesse batido o pé ao Atlético Mineiro e ao Porto no caso Kléber, o jogador seria hoje do Sporting pois foi o Sporting que apresentou (em Janeiro do ano passado) a proposta mais alta pelo jogador.

5. Se o Marítimo confiasse na justiça (tanto desportiva como civil; se bem que existem limitações quanto ao recurso à justiça civil por parte dos clubes de futebol) o FC Porto, pelos sucessivos aliciamentos em dinheiro que fez a Kléber para roer a corda com o clube madeirense e assim forçar a transferência, já estaria com várias queixas nas instâncias desportivas.

6. Um clube como o Sporting não deve ser associado a uma vigarice de um dos seus dirigentes. Já o referi neste blog, que, como fã do Sporting repudiu o comportamento asqueroso de Paulo Pereira Cristóvão no “caso cardinal”.

7. Creio que o vice-presidente do Sporting (não se compreende como é que o Eng. Godinho Lopes deixou que Paulo Pereira Cristóvão voltasse aos órgãos sociais do clube nem se compreende como é que nesta questão Paulo Pereira Cristóvão teve a lata de pedir para voltar às suas funções) agiu isoladamente. Se agiu isoladamente, é Paulo Pereira Cristóvão o responsável por tais comportamentos e não o Sporting.

8. O Sporting ganhou em campo. Se tencionam retirar esse mérito ao Sporting, a justiça portuguesa anda a dormir na forma quanto a outros casos bem piores. Se remexessem nos podres de um clube mais a norte, creio que 75% dos títulos  obtidos por esse clube desde 1984 irão cheirar a podre, de tanta lama e tanto lodo que poderão trazer ao de cima. As evidencias de certos actos ainda são publicas e podem ser escutadas no youtube. Mas como em Portugal, escutas telefónicas podem ser feitas pelos órgãos judiciários mas não servem de nada….

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falta de categoria

Dizia-me uma pessoa no café que maior parte dos arbitros portugueses “como não jogaram futebol” não são gajos que entendem o futebol.

A mesma pessoa foi unânime aquilo que acho sobre Bruno Paixão: falta de categoria.

Bruno Paixão é um agente que anda a mais no futebol português. Não é de hoje. Bruno Paixão anda a mais no futebol português há anos.

Falamos de um árbitro que há uns anos atrás, no final de um jogo da Académica no antigo Calhabé, foi acusado por uma oficial da PSP de se ter exibido na porta do seu balneário apenas de toalha à cintura e de posteriormente se ter desnudado à frente da mesma.

Incidente à parte, Bruno Paixão é um indecente. Acredito que já tenha prejudicado todas as equipas da 1ª liga durante os anos em que é árbitro de 1ª categoria. Quando apita o Sporting, o Sporting não ganha. Não é que o Sporting jogue muito nesses jogos, mas Paixão mal ou bem mete sempre o seu dedinho no jogo.

Não consigo perceber como se mantem na 1ª categoria de arbitragem. Vê os lances de longe. Tem uns auxiliares miseráveis. Deixa que o jogo se paute por constantes paragens. É demasiado excessivo no capítulo técnico, muitas vezes dando amarelo por faltas curriqueiras. Marca penaltis após penaltis sem sequer ponderar a melhor decisão. De vez em quando alterna entre a excessividade de paragens e cartões e o regaboff total dentro das 4 linhas onde tudo é permitido aos atletas. Fala demasiado com os treinadores em ímpetos de falso-moralismo e tem uma coisa que me irrita imenso: demora séculos quando exibe cartões.

Bruno Paixão é indecente. Provavelmente deve ter um bom padrinho entre a comissão de arbitragem. Não consigo também perceber como é que conseguiu que a FIFA o tornasse árbitro de elite. Enfim, é fraco, é incompetente e é indecente.

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confusões (do futebol português)

Em 1997, os grandes clubes do futebol português de então acharam por bem retirar os ditos campeonatos profissionais da mão da Federação e modernizar toda a linha do futebol português com vista à criação de uma liga de clubes, que visava, como vigorava nas modificações feitas em vários organismos de outras ligas com maior poderio no futebol europeu, gerir os ditos campeonatos.

Com a mudança dos tempos e acarretando uma maior necessidade de profissionalização, determinados clubes lançaram-se imediatamente na constituição de Sociedades Anónimas Desportivas. As dos 3 grandes foram imediatamente cotadas em bolsa, dada a necessidade crescente de entrada de novos capitais nas suas gestões de modo a alimentar as suas enormes máquinas burocráticas e reduzir possíveis passivos de caixa das suas tesourarias em determinados momentos, assim, como linearmente, executarem truques de transferências de passivos e activos do clube das sociedades para os clubes e vice-versa.

A Liga, em 1997, ainda era jogada a 18. Muitos consideravam que se deveria diminuir o número de clubes para 16 por uma questão de espectacularidade e competitividade. Outros, consideravam que os 18 até deveriam ser alargados a 20, para que determinados clubes menos favorecidos pudessem usufruir de mais receitas.

Dos 18, passamos a 16 na época 2006\2007.

Como a FIFA e a UEFA não reconhecem como afiliadas as ligas de clubes e apenas as federações, os grandes campeonatos europeus (exceptuando a Inglaterra onde a FA sempre mandou nas competições) regrediram nestas evoluções traçadas nos anos 90 com um recúo do domínio das ligas em prol de um novo domínio das federações.

Como a FPF passou por um intenso celeuma nos últimos anos com a aprovação dos seus estatutos e regime jurídico, em Portugal, esta regressão foi tardia até ao momento em que Fernando Gomes, anterior presidente da Liga, para continuar a mandar no futebol português, saiu da Liga (que será praticamente exonerada dentro de anos) para a FPF.

Pelo meio, criou-se uma competição sem pés nem cabeça e muito menos competitividade e cariz distributor de dinheiro entre os clubes: a Taça da Liga.

Voltaremos, segundo dizem, ao modelo de 18 clubes + 22 na Liga Orangina na próxima época. Isso indica que este ano poderão não existir despromoções na principal liga do nosso país. No entanto coloca-se um problema: o que fazer se o Boavista obtiver razão na relação e no supremo tribunal de justiça?

Depois de vários anos em lutas judiciais graças à injusta despromoção na época 2005\2006, o Boavista de Álvaro Braga Júnior obteve razão na 1ª instância, tendo sido encaminhado o processo para a relação. Dúvido, conhecendo o caso, que a relação se pronuncie desfavoravelmente quanto às pretensões do clube do Bessa: voltar automaticamente à 1ª liga com o pagamento de uma indeminização que poderá ser superior a 25 milhões de euros pelos danos financeiros causados no clube ao longo destes anos em que o Boavista esteve arredado do principal escalão do futebol português.

Nessa situação, o Boavista poderá fazer com que 1 equipa desça da 1ª para a 2ª liga ou poderá impedir a subida de um da 2ª liga para a 1ª.

O futebol português não consegue, ao nível de clubes, manter uma linearidade. Nem consegue o futebol português nem a justiça portuguesa. Volto a 2006: em Itália, Luciano Moggi (antigo dirigente da Juventus) assim como outros dirigentes da Juventus e outros dirigentes de clubes como o Milan, a Lazio e a Fiorentina apareceram envolvidos no escândalo do Calciocaos. Alegados subornos a arbitros, jogadores e pagamentos feitos por casas de apostas a jogadores dos ditos clubes para viciar partidas em prol de um resultado que garantisse um enorme lucro para as ditas casas foram provados em tribunal em processos que duraram meia dúzia de meses. Moggi foi preso e impedido de exercer uma profissão ligada ao futebol durante 4 anos. A Juve perdeu os títulos de 2005 e 2006. A Lazio perdeu 12 pontos, a Fiorentina 9, o Milan 6.

O processo do Boavista arrasta-se vão fazer 6 anos.

Antes do Boavista, já o Gil Vicente tinha sido despromovido por causa ainda mais estúpida, fazendo utilizar um jogador contra uma regra que impede que um jogador amador assine um contrato profissional a meio da época. Falamos do caso Mateus. O Gil perderia razão ao avançar para os tribunais civis, facto que tanto a Liga como a FPF punem arduamente nos seus estatutos e condições de participação nos campeonatos profissionais.

Em Itália, antes do Calciocaos assistiram-se a duas situações: a primeira, em que a Fiorentina, banhada num passivo que em 2002 rondava os 250 milhões de euros tornou-se insolvente. A Fiorentina não tinha condições para exercer o dever de pagar os impostos que vinha acumulando ao estado italiano e os descontos dos seus atletas. Como tal, acabou por pedir insolvência, caíndo para a 4ª divisão italiana. Os Della Valle (familia proprietária da equipa viola) optaram por outra solução, extinguindo o nome do clube e começando outro do zero com outro nome mas com o mesmo símbolo, estádio e até com alguns resistentes da extinta Fiorentina como Torricelli e Angelo Di Livio. Patranhas à parte, a Fiorentina voltaria 2 anos depois ao principal escalão italiano, visto que tinha subido à 3ª divisão e depois à 2ª, sendo convidado a participar nessa época na primeira em troca com o Torino por causa de dívidas fiscais.

Em Itália, apesar da rectidão de algumas decisões dos tribunais e até da própria administração da Serie A, outros factores complicaram a justiça no futebol.

O Torino é o segundo exemplo. Em 2004\2005, o clube de Turim foi impedido de subir de divisão pelas ditas dívidas ao fisco. Subiu a Fiorentina por sua vez a convite da Liga.

Inglaterra tem dois casos mais crassos de má intervenção jurídica no futebol: o Chelsea de Roman Abrahamovic e na altura de José Mourinho esteve envolvido em duas polémicas.

A primeira quando aliciaram o olheiro do Tottenham Frank Arnesen a assumir o controlo do scouting dos Blues, facto que motivou o milionário Russo a dispender 15 milhões de indeminização ao Tottenham num acordo de cavalheiros para que os Spurs não processassem os Blues na justiça. Foram 5 milhões por cada ponto que o Chelsea poderia perder com o acto.

O segundo quando John Obi Mikel, na altura jogador do Lyn Oslo, assinou primeiro com o Manchester United e depois com o Chelsea, comprometendo-se com as duas equipas formalmente. O dinheiro falou mais alto e o Chelsea deu 15 milhões ao United, 5 milhões por cada ponto que poderia perder na justiça desportiva da FA.

Já o Portsmouth, insolvente e com dívidas ao fisco, começou a Championship da época transacta com menos 15 pontos depois de ter sido despromovido (dentro das 4 linhas) da Premier. O Leeds levou semelhante pena quando foi despromovido pela FA para a 3ª divisão há uns anos atrás.

Quem não se lembra por exemplo aquilo que fizeram a Farense, Campomaiorense e Boavista? Quem não se lembra por exemplo que nos anos 90, Benfica, Sporting e Porto também acumulavam dívidas ao fisco, saíndo completamente impunes ao nível desportivo do acto? Quem não se lembra do Sporting de João Rocha e Sousa Cinta ou do Benfica da Operação Coração ou do Porto da retrete de catroga e das Antas penhoradas?

Para finalizar, ainda a propósito das SAD. O Benfica, estatutariamente, não permite que um estrangeiro possua mais do que 49% de acções da sua SAD. A lei de constituição e participação social das SAD mudou e já permite que uma entidade que não o clube possua mais que 50% das acções da sua SAD e que um estrangeiro possua mais do que 33,3% das participações sociais. Dá-se por exemplo o Beira-Mar, onde o iraniano Majid Pishyar é dono de 85% das SAD dos clubes. Não é um bom exemplo do ponto de vista financeiro para o clube de Aveiro (nos próximos dias perceberão porquê) mas é a prova viva de que o futebol português já se moldou à exigência de entrada de petrodolares nos seus cofres para sanear as perturbadas contas dos clubes de 1ª liga. Um pouco à tendência do que é praticado em Inglaterra, Itália, França, Russia e Espanha nos últimos anos.

Onde é que quero chegar com isto tudo?

À não criação de modelos competitivos uniformes. As trocas e baldrocas são mais que muitas.

À não adequação das necessidades do futebol em relação às necessidades de investimento.

À proibição dos tribunais civis serem intrometidos em lutas de bastidores que precisam de ser resolvidas rapidamente por questões de segurança e calendarização das competições.

À diferença barbara entre o futebol português e outras ligas da europa.

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faltas de carácter

Especula-se que um dos motivos da demissão de Domingos Paciência foi os acelerados contactos mantidos com dirigentes do FC Porto nas últimas semanas.

A confirmarem-se tais suspeitas:

1. Domingos Paciência desilude pelo desrespeito que manteve durante essas semanas com a sua entidade patronal, com os seus jogadores e com os sócios da sua entidade patronal.

2. O Sporting não deverá pagar um cêntimo a Domingos Paciência pela rescisão de contrato.

3. O Sporting deverá efectivamente fazer queixa do FC Porto à FIFA e levar essa queixa até às últimas consequências, inclusive tribunais civis.

4. O FC Porto tem vindo a actuar desta forma em vários casos. As contratações de Falcão, Paulo Assunção, Kléber, João Moutinho e André Villas-Boas e quem sabe Eder são exemplo de um modus operandi praticado pelos dirigentes portistas: aliciar o jogador\treinador, não importando a existência pré-acordos ou mesmo contratos dos outros clubes com os “agentes”.

Falcão tinha tudo para assinar pelo Benfica e o Porto roubou-o ao clube da luz através de um aliciamento ao empresário do jogador.

Paulo Assunção tinha um pré-acordo com o Sporting mas Rui Alves decidiu quebrar o acordo com o clube leonino e vendê-lo ao Porto.

Kléber foi suspeito de ter sido aliciado pela SAD Portista para pedir à direcção maritimista para o transferir para o FCP, num decidendo em que o Atlético Mineiro (detentor de metade do passe) tinha um pré-acordo com o Porto e o Marítimo não o queria vender ao clube portista pelas razões acima expostas. Em Janeiro, o Sporting fez uma proposta mais vantajosa que a do Porto pelo passe do jogador aos dois clubes, o jogador foi autorizado a negociar o seu contrato com o Sporting tendo efectivamente chegado a acordo com o Sporting, mas o Atlético Mineiro vetou a transferência do jogador.

O caso João Moutinho tem pormenores ainda mais escandalosos. O empresário do jogador Pini Zahavi e o jogador encontraram-se com elementos da SAD portista no verão de 2010 no Porto à revelia do Sporting. Pinto da Costa elogiou várias vezes Moutinho como um jogador à Porto. Com a ajuda de Carlos Queiroz enquanto seleccionador, Moutinho não foi convocado para o Europeu, o que, definitivamente fez baixar o seu valor no mercado. Moutinho apareceu na pré-época do Sporting e logo no primeiro dia fez questão de entrar pelo treino dos seus colegas e dizer alto e bom som que não queria treinar, pedindo à SAD que “o vendesse para o Porto” – Bettencourt assim o fez.

André Villas-Boas tinha um pré-acordo com o Sporting, mas à última da hora decidiu assinar pelo Porto.

Eder? Moldes semelhantes ao esquema Moutinho.

5. A própria Liga de Clubes deveria começar a investigar estes abusos por parte da entidade Futebol Clube do Porto.

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Cromos da bola #5

O Sr. Futebol.

Platini era um médio ofensivo fora de série. Galgava metros com as suas maravilhosas arrancadas. Organizava jogo como ninguém, com passes medidos a regra e esquadro. Para além disso, marcava golos, muitos golos, golos importantes.

Numa carreira recheada de títulos (Taça de França em 1978 pelo Nancy; Ligue 1 em 1980 pelo Saint-Éttiene; 2 scudettos,  1 Liga dos Campeões, 1 taça das taças, 1 taça de itália, 1 taça intercontinental e 1 supertaça europeia pela Juventus e um campeonato da Europa pela selecção francesa ) e marcada pela idolatria tanto dos franceses como dos tiffosi da Vecchia Signora à sua liderança em campo de uma geração talentosa do clube transalpino, ficou-lhe apenas o amargo na boca de ter perdido o título da época 1986\1987 na última jornada (e último jogo de Michel na Juve) no Dell´Alpi para o sensacional Napoli de Diego Armando Maradona e o golo da vitória da Juventus na vitória na Liga dos Campeões contra o Liverpool na malograda Tragédia do Heysel em Bruxelas.

A título pessoal, o legado Platini também é importante para o futebol: equipa do século XX para a FIFA, 3 ballon d´or, 2 títulos de melhor jogador francês do ano, melhor jogador do campeonato da europa em 1984, 3 vezes o melhor marcador da Série A e o melhor marcador do campeonato europeu de 84.

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História do Futebol #3

Foi precisamente há 8 anos, na inauguração do novíssimo Estádio do Dragão, com José Mourinho no comando de uma equipa que haveria de fazer história no futebol português com a conquista de uma Liga dos Campeões, que, do outro lado, no Barcelona se estreava um dos maiores génios do futebol actual: Lionel Messi.

Na altura, com 16 anos e 145 dias, o então jogador da equipa de juniores do Barcelona (só na época seguinte iria alinhar 22 jogos pela camisola da equipa B do Barça e outros tantos pela equipa principal dos catalães) haveria de entrar para a derrota de 2-0 dos culés contra a máquina do FC Porto.

A partir daí, tudo mudou na estrutura Barcelonista. Messi realizou 309 jogos pelas equipas A e B do Barça, tendo marcado incríveis 209 golos. Aos 24 anos, já ganhou tudo o que há para ganhar, excepto a Copa América e o Campeonato do Mundo de selecções. Senão vejamos: a nível colectivo, 5 campeonatos espanhóis, 1 taça do rei, 5 supertaçãs de espanha, 3 ligas dos campeões, 2 supertaças europeias, 1 campeonato do mundo FIFA, 3 taças da catalunha, 5 torneios juan gamper, 1 mundial de sub-20, o torneio de futebol dos jogos olímpicos de 2008 em Pequim, e a nível individual, a bola de ouro da FIFA, o título de melhor jogador para a FIFA por duas vezes, o Ballon D´Or da France Football, a chuteira de ouro da UEFA, a posição na melhor equipa da FIFA e da UEFA durante 3 anos consecutivos, o título de melhor jogador de um campeonato do mundo de sub-20, o título de melhor jogador da champions league por duas vezes, homem do jogo da final da champions league, melhor atacante da champions league por duas vezes, entre outros prémios menores.

Impressionante para quem tem 24 anos e prepara-se para vencer muito mais.

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Como?

1. Yannick Djaló foi vendido ao Nice após alguns dias de negociações entre o clube francês e o Sporting.

2. Domingos Paciência abriu mão de um jogador que, especulando-se agora que não contava para as contas do Sporting, tinha sido titular nos primeiros jogos da temporada mas estava a ser muito contestado pelos adeptos.

3. O Sporting verificou as garantias bancárias do clube francês e estava tudo em ordem. Em tempo útil, o jogador concordou com o contrato oferecido pelo Nice e desvinculou-se do Sporting, tendo de imediato o clube enviado os seus direitos desportivos bem como o seu certificado internacional.

4. O Nice, por imbecilidade dos seus dirigentes ou do seu secretariado, não inscreveu o jogador a tempo na Liga Francesa, mas, em contra partida, o Sporting retirou-o da lista definitiva de inscrições para a Liga Portuguesa.

5. O caso foi para a FIFA. A FIFA não abriu excepção. O caso foi para o tribunal desportivo. Este também não abriu excepção.

6. Yannick Djaló tem um contrato com o Nice até 2015. O Sporting vendeu o jogador e nem sequer se põe a hipótese do seu regresso.

7. A conclusão que tiro é que o Nice arrependeu-se à última hora da compra que fez. Temos paciência. Aguentem lá com ele que nós também o aguentamos tempo demais.

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“O caso Coentrão”

Créditos: Catarina Saraiva

O “caso Coentrão” já manifestou a hipótese do Benfica colocar uma queixa na FIFA contra o Real Madrid por aliciamento de jogador.

Vale a pena colocar um like na página do facebook do Jornal AS para ver os comentários à capa de hoje do referido jornal.

O comentário que mais gostei foi sem dúvida aquele de um utilizador que perguntava se Mourinho tinha comissão por contratar jogadores portugueses.

Já vão duas para Coentrão este ano: o facto de ter aparecido na campanha do Partido Socialista em Vila do Conde porque o presidente da câmara lhe pediu e o facto de ter concedido uma entrevista a um jornal sem autorização do clube que lhe paga, violando o regulamento interno do Benfica.

Não consigo perceber. Coentrão disse na entrevista que gostava do Real desde pequenino, há uns tempos atrás amava o Benfica e há quem garanta que o Sporting é o clube do coração do jogador. Cá para mim, Coentrão gosta é da cor do dinheiro que pode ganhar caso se transfira para o Real Madrid. Ou será que os Benfiquistas não se aperceberam que no clube deles (colocando a mística à parte) também existem jogadores mercenários?


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O que poderia ter acontecido à FPF

A UEFA e a FIFA anunciaram ontem a suspensão aplicada à Federação de Futebol da Bósnia-Herzegovina, a contar a partir do dia 1 de Abril de 2011, que impede a participação em jogos internacional dos clubes bósnios e da respectiva selecção.

Com base na sanção está a rejeição de adopção dos estatutos da modalidade, à semelhança daquilo que aconteceu nos últimos meses entre os dirigentes da Federação Portuguesa de Futebol. Não atendendo às exigências das instâncias do futebol europeu e do futebol mundial que pretendiam instaurar no país dos Balcãs uma presidência única em vez do actual trio que está à frente do futebol Bósnio (1 presidente muçulmano, 1 presidente bósnio, 1 presidente croata, respeitando todas as etnias que compõem o país), a federação Bósnia não se adequou aos estatutos legais pretendidos.

Estamos a falar das mesmas suspensões em que poderia decorrer a FPF caso os seus estatutos não fossem aprovados na generalidade há umas semanas atrás na última Assembleia-Geral realizada.

Com esta suspensão, os clubes Bósnios não poderão jogar as competições europeias na próxima época e a selecção Bósnia foi automaticamente expulsa do Grupo D de qualificação para o Europeu 2012, a cerca de 2 meses da próxima partida que seria disputada no próximo dia 3 de Junho.

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Finalmente

A Federação Portuguesa de Futebol tem novos estatutos e finalmente se adequou à lei pela qual o governo quer reger o futebol.

Não há nada como a ameaça de sanções aos clubes e selecção por parte da FIFA e da UEFA para que os “velhos do restelo” das associações de futebol se mexam e aceitem a redução de poder que estes novos estatutos lhes contemplam para os próximos tempos.

Paciência. Sempre tive em crença que as associações distritais estão a mais no futebol português. A forma como roubam os clubes (nos distritais 33% da receita vai para a associação de futebol; por cada castigo de atleta ou dirigente, os clubes mais pequenos tem que pagar os elevadíssimos custos de processo), as claras “associações” a truques de bastidores no que toca a arbitragens e a manobras de corrupção e as tentativas de domínio de todas as decisões federativas fazem das associações distritais um cancro que os novos estatutos vem para erradicar.

Futebol Clube do Porto, Braga e Leiria montaram um eixo (em conjunto com as suas associações distritais) que não permitia que estes novos estatutos tivessem aprovação. Vá-se lá saber porquê não é?

O futebol português fica a ganhar.

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O adeus do fenómeno

O fenómeno diz hoje adeus aos relvados.

O jogador do Corinthians afirma que já não se sente em forma para continuar: “Não aguento mais. Eu queria continuar, mas não consigo. Penso uma jogada, mas não executo como quero. Tá na hora. Mas foi lindo pra caramba…”

É o fim de um jogador que revolucionou (para sempre o futebol).

Ronaldo Luiz Nazário de Lima, abandona o futebol aos 34 anos após ter jogado em clubes como o São Cristóvão, Cruzeiro, PSV Eindhoven, Barcelona, Inter, Real Madrid, Inter e Corinthians.

Em toda a sua carreira 477 jogos pelos clubes onde passou, marcando 335 golos. Só não alinhou mais jogos graças à grave lesão no joelho que o acompanhou a partir da 1ª temporada no Inter de Milão.
Pela Selecção Brasileira, Ronaldo efectou 97 jogos, marcando 62 golos.

Ganhou o prémio de melhor jogador do mundo da FIFA por 3 vezes (1997, 1998 e 2002), venceu a Liga dos Campeões e a Liga Espanhola por uma vez (no Real Madrid) a extinta Taça das Taças e a Taça do Rei pelo Barcelona, a Taça Uefa pelo Inter e o campeonato do mundo de selecções pela Selecção Brasileira em 2002, depois de ter sido finalista derrotado em 1998.

Para finalizar, três vídeos que marcam a extrema importância do astro brasileiro para o futebol:

O mítico ano de afirmação no Barcelona. O golo mítico contra o Celta de Vigo.


Um vídeo de tributo à sua magia.


“Sou Ronaldo” – A famosa música do rapper Marcelo D2

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Mourinho é o melhor do mundo

Foto: Jornal A Bola

Mourinho nao é o melhor do mundo no ano 2010. Mourinho é o melhor dos nossos tempos.

Messi é novamente o melhor jogador do mundo. Injusto na minha opinião. Creio que o prémio deveria ter ido para Wesley Sneijder.

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E o Mundial de 2018 foi…

para a Rússia e a organização do Mundial de 2022 foi para esse país cheio de tradição futebolística que é o Qatar, provando que a FIFA cada vez mais é uma multinacional que visa apenas ter o máximo lucro possível!

Para o Mundial 2018, os Russos venceram na 2ª volta um projecto que já era moribundo desde o início. Se calhar, por falta desta vez de um Júlio Iglésias ou de um Carlos Cruz. Talvez, pela falta de coerência no projecto, que apenas dava 3 dos 10 estádios ao nosso país, pedindo-nos em troca que fizessemos outro esforço financeiro ao qual não estamos lá muito dispostos e preparados.

A grande epopeia histórica que envolveu no passado verão o diferendo entre as nossas autoridades desportivas e o nosso antigo seleccionador nacional também contribuiu para a decisão da FIFA. Num dos posts sobre esse diferendo (ver caixa de Agosto e Setembro) eu bem alertava para esse facto que era a péssima imagem do futebol Português que as nossas autoridades desportivas e o nosso antigo seleccionador nacional estavam a deixar passar para o mundo tendo em conta a candidatura Ibérica ao Mundial.

Agora, a 2 de Dezembro, perdemos e perdemos bem!

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De pé em riste

Angel Villar e Gilberto Madaíl: Apanhados pela FIFA a tentar comprar o voto da poderosa Federação do Qatar? A Comissão Ética da FIFA esclarece tudo dia 17 de Novembro…

Já agora, como é que a FIFA autoriza a candidatura à recepção de um mundial de futebol, a uma Federação que não tem os seus estatutos aprovados e que se tem posicionado contra um novo Regime Jurídico das autoridades que tutelam o desporto Português?

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