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quando…

os míticos exames na FEUC das cadeiras da professora Carmen Amado Mendes (Introdução à Diplomacia\Negociação Internacional\Geopolítica e Geoestratégia II) obrigavam os carolas que não iam às aulas e que não faziam avaliação contínua por trabalhos (como eu!!) a fazer um ensaio de 4 ou 6 páginas (com consulta) durante as duas horas de exame a duas ou três perguntas de enunciado, com rigor e com a necessidade de inserir no dito passagens ou excertos que fossem pertinentes de autores acerca dos temas avaliados.

os carolitas (como eu!!) lá tinham de ler a extensa bibliografia e levá-la para os exames em questão.

a própria FEUC pune com mão de ferro no seu regulamento de faculdade todos aqueles que venham a praticar o plágio.

O reputado jornalista\cientista social Fred Zakaria, o único que conseguiu entrar no gabinete de Obama para o entrevistar para a Time (edição de Janeiro deste ano) não aprendeu a deontologia do jornalismo. Merecia ser reprovado, o diabo!

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quando todos se beijam e saúdam na paz de Cristo

A tomada de posse do novo elenco do NEE\AAC não serviu apenas para fazer o culto do líder.

Serviu também para tapar o sol com a peneira e dar vivas a quem se odeia de morte, porque publicamente isso interessa ser feito.

Todos comungam da mesma hóstia e da mesma hipocrisia. Todos comungam do abençoado espírito do tacho, da “nossa competência” e da falsa incompetência de outros, que, para bem da sanidade mental das hordes, sempre se recusaram a alinhar contra aquilo que não sentiam ou não queriam fazer.

Conheço quem viva de espinha dobrada e preste o seu amén a tudo o que é dito. Conheço quem seja narciso o suficiente para promover de forma desenfreada o mais egoísta dos individualismos. Conheço até quem faça figura de bobo no meio de toda a agitação.

Conheço outros cuja integridade merece todo o meu respeito. Conheço poucos é certo, mas conheço.

 

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Quarta e Quinta, na FEUC

Conferência gratuita.

Várias perspectivas orientadas por diferentes professores e investigadores universitários europeus sobre a Zona Euro e os actuais problemas que a Europa atravessa.

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“Últimas palavras” – Última aula do professor Joaquim Romero Magalhães

O júbilo de um dos professores marcantes da Faculdade de Economia.

Pessoalmente, foi um prazer assistir às suas aulas de História das Relações Internacionais I e II, cadeira onde fiquei a conhecer factos que me apoiaram imenso para a compreensão histórica, social, diplomática e geopolítica do século XX.

Para além do mais, Joaquim Romero de Magalhães foi presidente da Associação Académica de Coimbra no ano de 1964.

Profere as suas “últimas palavras” na quarta-feira 18, pelas 17h no Auditório da Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra.

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Quarta-Feira – Motiva-te +

O 2º do ciclo promovido pelo pelouro das saídas profissionais do Núcleo de Estudantes de Gestão da Associação Académica de Coimbra.

A não esquecer que já hoje, pelas 17 horas no Auditório da FEUC (mesmo na entrada da faculdade) o especialista em Coaching Executivo, Comercial e Coaching para a Criatividade, Marketing, Vendas e Negociação João Catalão vem-nos mostrar alguns dos seus truques para o sucesso.

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(Exceptuando o João Gonçalves) quando todos juntos não fazem um de jeito

Nunca me entrou nesta cabeça dura para que servem estes núcleos. Se os da UC já pouco ou nada mexem (excepção feita ao NEPUC do meu amigo Bonifácio) criar um na FEUC é ideia de malucos… Até sei para que é que estes núcleos servem. Para aumentar o ego do também meu amigo Dino Alves e o seu alcance político dentro da Academia, para encher chouriços e para botar finos na boca em troca de novos militantes. Mas isso é o sublime da coisa – criar redes com vista a objectivos futuros do hegémon interno, neste caso, o Dino Alves. Mas pronto.

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Concordamos, tiramos o chapéu e aplaudimos

Diogo Batista de Carvalho, actual secretário da Queima das Fitas e estudante de Economia põe o dedo na ferida e entala Jorge Gouveia Monteiro, administrador dos SASUC, de forma clara, crítica, argumentativamente fundamentada e directa.

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O que é isto?

A estratégia do governo de Ângela Merkel, embora inserido num contexto histórico e social diferente, tem tiques puros de III Reich.

Muito brevemente, uma das influências do III Reich para a dominação da europa e do mundo foram as teorias geopolíticas da escola de Munique e de Karl Haushofer.

A Escola de Munique teve 3 fases: a fase científica e utilitária (1924-1933), a fase propagandística (1933-1936) e a fase justificada (1936-1945)

Na primeira, segundo as palavras do General Pedro Pezzarat Correia, antigo professor de Geopolítica e Geoestratégia da Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra: ““Nesta fase, a «geopolitik» alimenta a ideia de recuperação da Alemanha.
Serve como tentativa de repensar o papel da Alemanha no mundo.”

Na segunda, Correia afirma que ““A escola de Munique é sujeita à pressão do partido e a geopolítica alemã acaba por se tornar um veículo de propaganda da ideologia nazi”.

Na terceira, o autor vai mais longe e liga a ideologia à prática: ““O partido nacional-socialista ascende ao poder. A «geopolitik» passa para
uma fase instrumentalista e justificada, justificando e legitimando as conquistas territoriais e política belicista alemã.”

Assim, a contribuição teórica da Escola de Munique assentava em 5 pilares essenciais:

Espaço Vital: “capacidade de um determinado espaço geográfico necessário para atender às necessidades da sociedade humana (etnologicamente diferenciada) que ohabita”(IAEM, 1992), consubstanciando-se na fórmula «sangue e solo» onde se associava o meio e a economia ao solo e a raça e a sociedade ao sangue (Mendes, Dias2005).

Fronteira: “ a fronteira era natural, mas não seria derivada das coisas da Natureza (ex. barreiras impostas pela própria Natureza) ou de outros factores artificiais (ex.tratados) mas, sim , da natureza das coisas.” Por outro lado, o conceito de fronteiras também assentava no pressuposto de que o Estado era um organismo vivo e assim, em associação com a nova percepção de espaço vital a fronteira (Mendes, Dias 2005).

Autarcia: “está relacionado com a experiência traumática da Alemanha na primeira guerra mundial, e com o consequente conceito da «guerra total». A aquisição de capacidade para fazer face, com os seus próprios recursos, a situação de «fortaleza
sitiada» deveria ser a prioridade directriz da Economia mesmo em tempo de paz, a fim de preparar convenientemente o Estado para a próxima guerra”.(François, Raul 1996).

Pan-regiões: “permite atingir a plenitude da autarcia. É considerado o período emblemático da «escola de Munique» e constitui o modelo de análise mais nítido e mais característico do considerado paradigma dos «grandes espaços»”.A «escola de Munique» concebe então a divisão do Mundo em quatro grandes regiões, autosuficientes, geograficamente compensadas ao longo dos meridianos para garantir em cada uma delas a suficiente diversidades de climas que lhes permitissem poderem equivaler-se nas produções agrícolas ”.(François, Raul 1996)

A Pan-América, a Pan-Euroáfrica, a Pan-Rússia (englobando Afeganistão e o sub-continente indiano), e Pan-Ásia oriental, ou zona de co-prosperidade da grande Ásia. Cada Pan-regiões seria comandada por um «Estado director» (em situação não necessariamente de império, mas sim de efectiva hegemonia), o qual garantiriao desenvolvimento integrado de todo o conjunto, liderando a evolução científica e tecnológica, e orientando as especializações e as cooperações” (François, Raul1996).

Hegemonia Mundial “na medida em que, de um Mundo funcionando em paz sob o directório de quatro «Estados directores» se passaria a um Mundo regido pela hegemonia de um Estado, a Alemanha, o que viria a introduzir um fortíssimo incentivo para guerras naquela organização do Mundo em cuja proposta um dos argumentos principais era a suposta eliminação das causas da guerra”. A partir da
constituição da Pan-regiões, e de uma Paz pelo equilíbrio, passar-se-ia a uma Paz pela hegemonia, ou pelo império, através de um jogo de alianças, a constituir segundo três eixos principais. ”(François, Raul 1996).

Se relembrarmos a história, as conexões obtidas com esta contribuição teórica justificam a ligação do III Reich à Escola de Munique.

O pensamento nazi, catapultado pelo seu magnífico trabalho propagandístico não fugia à ideia da recuperação da humilhação alemã promovida pelos aliados no Tratado de Versalhes, na ideia da raça pura, do pan-germanismo consubstanciado na ideia de Gross Deutschland, do império tão grande ou maior que o império sacro-romano que pudesse dominar o mundo pelo prazo mínimo de 1000 anos.

Ou seja, em poucas premissas do pensamento nazi englobamos a autarcia, as fronteiras, a hegemonia e a tentativa de domínio alemão na Europa e no mundo.

Como é que isto foi posto em prática?

Por via da propaganda, das ideias adoptadas pelo nacional-socialismo alemão da experiência fascista italiana de Mussolini com olhares claros de desdém para o exterior numa índole de eliminar a ameaça externa, sem no entanto descurar o facto que internamente o poder ditactorial teria que ser imposto pelo monopolismo estatal do uso da violência e consequentemente por purgas internas aos opositores. Por via da asfixia aos países da Europa Central através de constantes tensões diplomáticas e ameaças bélicas. Por via de um sistema económico corporativista em que o Estado dominava a produção: Quem produz? Quanto produz? A quem vende? Com os ensaios bélicos promovidos na Guerra Civil Espanhola e com o sistema de alianças promovido pelo III Reich com Roma, com Tóquio e com Moscovo num tratado de não-agressão, que numa primeira fase era uma segurança para os alemães e ao mesmo tempo uma garantia de tentativa de pacificação Russa com o Japão.

Basicamente, pode-se dizer que os métodos de invasão alemã consistiram em asfixia dos países vizinhos e consequente anexação pacífica por falta de resistência militar por via da capacidade de juntar condições materiais que permitissem fazer frente à enorme máquina bélica do III Reich.

Não dispersando.

Volto à situação actual da europa.

A crise da dívida soberana da Zona Euro demonstra os tais tiques de III Reich no governo Merkel.

Em primeiro lugar, urge-me considerar alguns factos históricos:

1. Com o institucionalismo internacional imposto no pós 2ª Guerra Mundial, o uso da força por um parte de um Estado contra outro tornou-se ilegítimo.

2. O federalismo europeu tornou-se uma realidade tão importante que em primeiro lugar, ajudou a Alemanha a levantar-se dos danos provocados pelo III Reich durante os anos da guerra e num segundo lugar, voltou a ajudar a Alemanha depois da queda da RFA na ajuda ao desenvolvimento económico no contexto da Alemanha reunificada.

Nos últimos 20 anos, temos assistido a um pensamento alemão que incorre na vontade de juntar toda a Europa num estado único, cuja hegemonia é vista pelos Alemães (hegemonia essa dominada por Berlim) como a única capacidade da Europa se tornar competitiva do ponto de vista económico.

Daí toda a construção económica e financeira da europa segundo um modelo de moeda única e mercado único (União Económica Monetária e Integração financeira na zona euro) em que foi garantida à Alemanha o papel de hegémon de todas as forças e vectores europeus.

Merkel e os seus antecessores pegaram nessa oportunidade para poder asfixiar os restantes países (politicamente com as constantes perdas de soberania nacional e economicamente com as concessões crediticias que a banca alemã emprestou principalmente aos países em sub-rendimento da periferia europeia e que hoje estão a ser a garantia que o Estado Alemão tem para que estes países cumpram metas orçamentais e económicas).

Mais uma vez a lógica apresenta-se numa simples frase: “asfixiar para anexar e dominar”.

As sucessivas ajudas externas a Irlanda, Grécia e Portugal, a asfixia e perda de controlo dos governos Francês e Italiano nos mais variados ratings, as tentativas frustradas de renegociação das dívidas grega, portuguesa e irlandesa face aos credores privados alemães são o exemplo mais claro daquilo que os alemães pretendem da Europa.

A mais recente imposição do governo alemão de instituir um controlador externo às contas orçamentais do governo Grego não só representam mais uma investida alemã à perda de soberania nacional grega como concorre claramente no dito projecto alemão. Daí que Jean-Claude Junker, hoje, já tenha vindo a público negar a possibilidade de tal facto acontecer, numa afirmação de salutar.

No entanto, creio que se esta posição alemã não passar na cimeira europeia de hoje, outros métodos (decerto mais asfixiantes e mais repressivos aos estados europeus que constituam oposição às suas medidas) serão tentados para que pela via de políticas de pressão se façam as vontades às pretensões alemães. O nosso Ministro dos Negócios Estrangeiros também já veio repudiar a posição do governo alemão, o que para já, a meu ver, vem de encontro à minha ideia de que devemos bater o pé aos Alemães e às suas pretensões, mas, de facto pode ser uma posição que nos possa sair cara devido às pressões (negativas para o nosso bem-estar) que os Alemães poderão incutir ao nosso Estado.

Os dados estão portanto lançados. Restará aguardar para ver.

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Assinem!

Os 4 núcleos de estudantes da Faculdade de Economia juntaram-se (e muito bem) para protestar contra a pouca vergonha que tem sido as tomadas de decisão do Conselho Directivo da Faculdade.

Assim sendo, o Núcleo de Estudantes de Economia (NEEAAC), o Núcleo de Estudantes de Relações Internacionais da Faculdade de Economia (NERIFEAAC), o Núcleo de Estudantes de Gestão (NEGAAC) e o Núcleo de Estudantes de Sociologia (NESAAC) uniram-se em causa comum, disponibilizando uma plataforma em que contestam alguns dos pontos que tem vindo a prejudicar os alunos da faculdade e uma petição pública online que será entregue ao director da faculdade, o excelentíssimo Dr. José Reis.

194 estudantes já assinaram a petição até ao momento.

Leiam e assinem!

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