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A Fraude (2)

As minhas notas sobre este 2º capítulo:

1. O BPN como o banco que privilegiava “a busca de ganhar milhões sem risco” – estas afirmaçõs batem certo com as palavras de Oliveira e Costa na Comissão Parlamentar de Inquérito onde este dizia que os bancos tem que inventar lucro. Inventar lucro com investimentos em negócios com um grau interessante de risco como foi o caso do depósito do empresário da construção civil de Fafe, que colocou 900 mil euros em depósitos a prazo de curta duração\maturação.

2. “quando eu tiver livre vamos tomar aí um café” – mais uma vez Oliveira e Costa respondia no parlamento seguro que nada lhe aconteceria.

3. quando Honório Novo explica o esquema de reencaminhamento dos depósitos dos clientes do banco para a malta que mandava no banco, esse esquema fez-me lembrar algumas semelhanças em relação ao método utilizado na mesma altura por Bernard Madoff (esquema Ponzi).

4. As intervenções ríspidas de Nuno Melo (em conjunto com Honório Novo e João Semedo) os únicos deputados da Comissão Parlamentar de Inquérito que realmente se preocuparam em saber a verdade, faz com que coloque algumas perguntas: na 1ª comissão de esclarcimento a Oliveira e Costa houve pressões junto de deputados do PSD e do PS para não se mexer na ferida do banco? Será que existem deputados ou antigos deputados que também participaram directa ou indirectamente nos ganhos desmedidos do banco? Cavaco Silva, já presidente da República, imiscuiu-se directa ou indirectamente no caso?

5. Outra pergunta que se coloca de forma pertinente foi o futuro de Nuno Melo no CDS. Durante o primeiro governo de José Sócrates, este deputado era um dos mais promissores futuros do CDS\PP. Perdeu preponderância depois desta comissão parlamentar e de possível Ministro em caso de coligação com o PSD ou vitória eleitoral do CDS\PP, não conseguiu sequer chegar a secretário de estado. Será que Melo foi prejudicado pelo seu papel nesta comissão parlamentar?

6. Quem era o principal estratega e quem eram os principais operacionais? Luis Caprichoso, o mestre das offshores? Mais uma vez se pergunta: se era prática corrente a transferência de dinheiro por parte do departamento de Caprichoso para offshores ilegais como é que os inspectores da operação furacão e o Banco de Portugal não interviram na supervisão destas práticas (haviam grandes somas de dinheiro a sair do banco para Cabo Verde e é dito na reportagem que foram criadas mais de 100 off-shores) e não acusaram o banco de evasão fiscal?

7. “escassez de meios técnicos das autoridades judiciais” “a principio só estava uma pessoa envolvida na investigação (…) foram pedidos mais meios e mais pessoas mas a resposta foi negativa” – é por isso que eu não acredito na justiça portuguesa.

8. A resposta para a pergunta deixada na nota 6 e para a evidencia do testemunho citado na nota 7 vem mais à frente.

Ironicamente, a “operação furacão”, operação de investigação do DCIAP a 4 bancos que fugiam ao fisco tinha como “clientes” 3 bancos que actualmente estão a ter consequências nefastas para o sistema financeiro português, para o estado e para os contribuíntes portugueses: o BPN (nacionalizado e recapitalizado com o dinheiro dos contribuíntes), o Finibanco (em graves apuros desde há alguns anos para cá) e o Millenium BCP que ainda esta semana deu 1200 milhões de euros de prejuízo, segundo responsáveis do banco, devido a negócios que correram mal junto da banca Grega devido a uma operação que correu mal com o Piraeus.

Estranhas também são as semelhanças entre o BPN e o Finibanco na medida em que ambos tentaram projectar a sua imagem a partir do futebol. O BPN com Luis Figo e com a Federação Portuguesa de Futebol. O Finibanco com os patrocínios à AAC\OAF e ao Vitória de Guimarães. Outro exemplo é o recém-nacionalizado BANIF, muitos anos patrocinador do Marítimo e do Nacional da Madeira. Ambos os três sempre ofereceram taxas de juro elevadíssimas nos depósitos a prazo, mesmo nos depósitos de curto prazo de maturação. 2 (BPN e BANIF) já sofreram intervenção estatal. O Finibanco tem-se aguentado. Resta saber por quanto tempo.

O que é estranho em tudo isto é que devido à Operação Furacão estavam 4 investigadores do DCIAP a vasculhar de alto a baixo as contas dos referidos bancos, que devidamente avisados por uma voz do DCIAP, faziam desaparecer os documentos antes da chegada dos investigadores e mesmo assim, não batendo as contas dos bancos certo os investigadores não foram capazes de concluir nas suas investigações que não estavam a aparecer os documentos todos relativos ao banco. Falamos de uma investigação judicial que durou 2 anos. Algo me quer parecer que o DCIAP pura e simplesmente não quis levar o processo para a frente e descobrir tudo aquilo que se passava nesses referidos bancos. Mais uma vez, o Banco de Portugal e a CMVM falharam por omissão. Eu ponho as minhas mãos no fogo como Vitor Constâncio estava ao corrente do esquema de pirâmide que se estava a levar a cabo no BPN, no BPN valor, no BPN Créditus e no Banco Insular de Cabo Verde.

9.  A parte deliciosa deste 2º capítulo “eles precisavam de 5, ele até dava dez. como é possível financiar mortos?” – diz um dos funcionários entrevistados. “a mesma viatura era financiada 3, 4 e 5 vezes” – conclui. Mais uma vez pergunto: como é que é possível deixar passar a ilegalidade desses negócios?

10. Para finalizar, poucas dúvidas me restam: o BPN era uma rede muito complexa. Envolvia banqueiros, empresários, investidores a título individual, governantes, deputados, investigadores, juízes, procuradores, dirigentes de outras instituições de utilidade pública (como é o caso de Gilberto Madaíl e da FPF), altos quadros de entidades de supervisão (Banco de Portugal\CMVM) e até jogadores de futebol como é o caso de um famoso accionista do banco: Luis Figo. Todos participavam ou ganhavam do esquema.

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luisão apanhou 2 meses de suspensão

é justo. mas Sá Pinto em 1997 apanhou 1 ano por bater num seleccionador. coisitas da era Madaíl. eram tempos mais duros e difíceis. e era o sporting. e era sá pinto. e era um seleccionador nacional que estava afectado da mona há muito tempo.

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Que se prepare para voltar aos relvados na próxima eusébio cup

Irreal. Irracional.

Os amigáveis de clubes que se disputam por esta altura em todo o mundo são jogos cuja nomeação da arbitragem para os mesmos pertence às federações do país onde se realizar o jogo ou a uma onde um dos clubes intervenientes seja afiliado. Como tal, se o árbitro dessa partida, agredido pelo jogador do Benfica, decidir escrever o incidente no obrigatório relatório de arbitragem da partida, será aberta uma queixa na UEFA por parte da federação em causa (neste caso a Alemã) e poderá ser estabelecida uma punição para os clubes (Dusseldorf e Benfica) e para o jogador que agrediu.

Desde que acompanho a sério o futebol, só me lembro de uma situação do mesmo género e outra, que pode ser dada como análoga:

1. O enfant terrível do fascismo Paolo Di Canio (aquele que saudou uma vez os irreducibile laziale com a saudação fascista de Mussolini) na irónica época de 1997\1998 ao serviço do Sheffield de Wednesday, depois de se ter pegado com o central do Arsenal Martin Keown, empurrou o então arbitro internacional Paul Alcock depois de ter visto cartão vermelho. A FA castigou o jogador italiano com uma suspensão de 11 jogos e uma multa de 10 mil libras.

2. Um ano antes do incidente protagonizado por Di Canio em Inglaterra, o actual treinador do Sporting Ricardo Sá Pinto, tendo a notícia que não estava no lote de convocados de Artur Jorge para os encontros de então da Selecção Nacional, dirigiu-se ao Jamor e agrediu com socos o seleccionador nacional da altura (Artur Jorge) e o seu adjunto (Rui Águas). Depois de um longo processo contencioso na FIFA, onde a FPF apelou ao organismo internacional para que punisse de forma exemplar o jogador do Sporting, a mesma acabou por se decidir por 1 ano de suspensão do atleta, exclusivo à participação em competições organizadas pela FPF. Esse facto levaria o Sporting a procurar um novo clube para o atleta e a transferi-lo para a Real Sociedad, onde pudesse continuar a sua carreira.

Visto que o futebol é uma arca cheia de momentos e histórias, é de relembrar que o capitão do Benfica já protagonizou uma cena no passado com um antigo companheiro de equipa, situação à qual passou impune na justiça desportiva:

Estavamos a meio da temporada 2007\2008 num jogo disputado no Estádio do Bonfim entre o Vitória de Setúbal e o Benfica. Com os sadinos a vencer a partida, Luisão e Katsouranis desentenderam-se no relvado e estiveram perto de trocar uns mimos. O arbitro dessa partida optou por não expulsar os dois jogadores como determinam as leis do jogo para casos de agressões dentro e fora do relvado.

Já que estou numa de analogias, num futebol mais evoluído que o Português, na época 2004\2005, dois jogadores do Newcastle (Kieron Dyer e Lee Bowyer) tiveram uma atitude semelhante, esbofeteando-se no relvado como podemos ver pelas imagens do video abaixo postado:

Sem meias medidas, o arbitro da partida expulsou os dois atletas e a FA voltou a ter mão pesada no desfecho do caso, punindo os dois jogadores com 3 jogos de suspensão.

No que toca ao incidente desta tarde no jogo entre Dusseldorf e Benfica:

1. Dado que o carácter amigável do jogo e a nomeação da arbitragem pela Federação Alemã, caso o árbitro da partida decida escrever o incidente no relatório de jogo (não vão Rui Costa ou o LF Vieira fazer a habitual visita ao balneário do árbitro) levará a que a federação germânica comunique a intenção da UEFA abrir um processo disciplinar ao capitão encarnado. Até porque Luisão é o capitão de equipa e o lema da UEFA pelo “respeito” no futebol deverá garantir que os capitães das principais equipas europeias sejam os primeiros a praticar o respeito pelas leis do jogo. Dúvido portanto que esta situação passe em claro aos olhos da instituição que guia o desenrolar do futebol europeu.

2. A própria FPF deverá fazer uma visita ao passado e ao caso específico de Ricardo Sá Pinto. Se um murro num seleccionador nacional valeu 1 ano de suspensão, o que deverá valer um empurrão num árbitro? Esperemos que a instituição presidida por Fernando Gomes volte a demonstrar a força de pulso que Gilberto Madaíl e seus pares demonstraram aquando do caso do agora treinador do Sporting.

Luisão poderá começar a pensar em comprar o red pass para os jogos do Benfica no Estádio da Luz. Estou seguro que só o voltaremos a ver jogar na próxima Eusébio Cup.

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Quem não tem dinheiro não tem vícios

“Manifestámos a nossa disponibilidade para, juntamente com a Liga (de clubes) e Sindicato (de jogadores), reforçar ou renovar do fundo que já existiu para as provas profissionais. O anterior era de 300 mil euros. Provavelmente, terá o mesmo valor”

Fernando Gomes, presidente da Federação Portuguesa de Futebol

Mais uma vez, os organismos que dirigem o futebol português tentam passar um paninho limpo por cima da merda que emerge do futebol português.

Não quero com isto dizer que não aprove que os ditos organismos criem um fundo de apoio para ajudar os futebolistas que passem dificuldades económicas porque a solidariedade entre uma classe profissional começa exactamente com este tipo de gestos. É importante realçar o exemplo espanhol no que toca a estas matérias: sempre que existe um clube incumpridor nas competições profissionais ou amadoras, a coisa não se resolve apenas com declarações, abandonos ou rescisões por parte dos jogadores desses mesmos clubes. Mesmo que o clube incumpridor seja de 3ª divisão, são os grandes rostos do futebol espanhol que saiem em defesa dos direitos dos seus colegas de profissão mais fragilizados. Foi o que aconteceu no passado mês de Agosto quando os clubes profissionais espanhóis ameaçavam greve às primeiras jornadas dos campeonatos profissionais por incumprimento contratual de alguns clubes de 2ª liga. Não estavam em causa o pagamento dos salários nos planteis de Barcelona, Real Madrid ou Valência. Todavia, seriam Iker Casillas (Real Madrid) Carles Puyol (Barcelona) ou Frederic Kanouté (Sevilla) os rostos de proa que falavam à frente das televisões nacionais e internacionais pelas reinvindicações dos jogadores afectados pelo flagelo do incumprimento salarial.

Esta decisão por parte da FPF é portanto mais uma medida que visa incutir a irresponsabilidade aos dirigentes dos clubes de topo do futebol português pelos seus péssimos erros de gestão. ” Vamos gastar mais um bocadito daquilo que não temos. Se não pagarmos as nossas obrigações perante os nossos jogadores, alguém o fará, sem que a participação nos campeonatos profissionais esteja afectada” – João Bartolomeu e a União de Leiria foram o caso mais crasso de um clube que andou mais de uma década a gastar aquilo que não podia, sem que no entanto, a Liga tivesse mão no assunto e impedisse o clube Leiriense de participar nas provas profissionais. Foi preciso chegar ao ridículo de actuar com apenas 9 jogadores (4 dos quais juniores) para que finalmente a Liga pusesse o clube fora de uma escalão ao qual os Leirienses não tinham capacidades para participar desde 2002. E infelizmente, na 1ª liga, o Leiria não foi o único incumpridor (crasso) durante a temporada passada.

A solução, a meu ver, passa pela apresentação logo no início de época (por parte dos clubes) de garantias bancárias que confirmem que os ditos tem capacidade para fazer face às suas despesas ao longo da época. Se não tiverem essas mesmas garantias, a Liga deve actuar com a exclusão de participação na divisão correspondente ao dito clube. Não se trata apenas de um modo sancionatório para incumpridores ou possíveis incumprimentos mas preventivo para que se ganhe responsabilidade no mundo da gestão futebolística profissional.

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confusões (do futebol português)

Em 1997, os grandes clubes do futebol português de então acharam por bem retirar os ditos campeonatos profissionais da mão da Federação e modernizar toda a linha do futebol português com vista à criação de uma liga de clubes, que visava, como vigorava nas modificações feitas em vários organismos de outras ligas com maior poderio no futebol europeu, gerir os ditos campeonatos.

Com a mudança dos tempos e acarretando uma maior necessidade de profissionalização, determinados clubes lançaram-se imediatamente na constituição de Sociedades Anónimas Desportivas. As dos 3 grandes foram imediatamente cotadas em bolsa, dada a necessidade crescente de entrada de novos capitais nas suas gestões de modo a alimentar as suas enormes máquinas burocráticas e reduzir possíveis passivos de caixa das suas tesourarias em determinados momentos, assim, como linearmente, executarem truques de transferências de passivos e activos do clube das sociedades para os clubes e vice-versa.

A Liga, em 1997, ainda era jogada a 18. Muitos consideravam que se deveria diminuir o número de clubes para 16 por uma questão de espectacularidade e competitividade. Outros, consideravam que os 18 até deveriam ser alargados a 20, para que determinados clubes menos favorecidos pudessem usufruir de mais receitas.

Dos 18, passamos a 16 na época 2006\2007.

Como a FIFA e a UEFA não reconhecem como afiliadas as ligas de clubes e apenas as federações, os grandes campeonatos europeus (exceptuando a Inglaterra onde a FA sempre mandou nas competições) regrediram nestas evoluções traçadas nos anos 90 com um recúo do domínio das ligas em prol de um novo domínio das federações.

Como a FPF passou por um intenso celeuma nos últimos anos com a aprovação dos seus estatutos e regime jurídico, em Portugal, esta regressão foi tardia até ao momento em que Fernando Gomes, anterior presidente da Liga, para continuar a mandar no futebol português, saiu da Liga (que será praticamente exonerada dentro de anos) para a FPF.

Pelo meio, criou-se uma competição sem pés nem cabeça e muito menos competitividade e cariz distributor de dinheiro entre os clubes: a Taça da Liga.

Voltaremos, segundo dizem, ao modelo de 18 clubes + 22 na Liga Orangina na próxima época. Isso indica que este ano poderão não existir despromoções na principal liga do nosso país. No entanto coloca-se um problema: o que fazer se o Boavista obtiver razão na relação e no supremo tribunal de justiça?

Depois de vários anos em lutas judiciais graças à injusta despromoção na época 2005\2006, o Boavista de Álvaro Braga Júnior obteve razão na 1ª instância, tendo sido encaminhado o processo para a relação. Dúvido, conhecendo o caso, que a relação se pronuncie desfavoravelmente quanto às pretensões do clube do Bessa: voltar automaticamente à 1ª liga com o pagamento de uma indeminização que poderá ser superior a 25 milhões de euros pelos danos financeiros causados no clube ao longo destes anos em que o Boavista esteve arredado do principal escalão do futebol português.

Nessa situação, o Boavista poderá fazer com que 1 equipa desça da 1ª para a 2ª liga ou poderá impedir a subida de um da 2ª liga para a 1ª.

O futebol português não consegue, ao nível de clubes, manter uma linearidade. Nem consegue o futebol português nem a justiça portuguesa. Volto a 2006: em Itália, Luciano Moggi (antigo dirigente da Juventus) assim como outros dirigentes da Juventus e outros dirigentes de clubes como o Milan, a Lazio e a Fiorentina apareceram envolvidos no escândalo do Calciocaos. Alegados subornos a arbitros, jogadores e pagamentos feitos por casas de apostas a jogadores dos ditos clubes para viciar partidas em prol de um resultado que garantisse um enorme lucro para as ditas casas foram provados em tribunal em processos que duraram meia dúzia de meses. Moggi foi preso e impedido de exercer uma profissão ligada ao futebol durante 4 anos. A Juve perdeu os títulos de 2005 e 2006. A Lazio perdeu 12 pontos, a Fiorentina 9, o Milan 6.

O processo do Boavista arrasta-se vão fazer 6 anos.

Antes do Boavista, já o Gil Vicente tinha sido despromovido por causa ainda mais estúpida, fazendo utilizar um jogador contra uma regra que impede que um jogador amador assine um contrato profissional a meio da época. Falamos do caso Mateus. O Gil perderia razão ao avançar para os tribunais civis, facto que tanto a Liga como a FPF punem arduamente nos seus estatutos e condições de participação nos campeonatos profissionais.

Em Itália, antes do Calciocaos assistiram-se a duas situações: a primeira, em que a Fiorentina, banhada num passivo que em 2002 rondava os 250 milhões de euros tornou-se insolvente. A Fiorentina não tinha condições para exercer o dever de pagar os impostos que vinha acumulando ao estado italiano e os descontos dos seus atletas. Como tal, acabou por pedir insolvência, caíndo para a 4ª divisão italiana. Os Della Valle (familia proprietária da equipa viola) optaram por outra solução, extinguindo o nome do clube e começando outro do zero com outro nome mas com o mesmo símbolo, estádio e até com alguns resistentes da extinta Fiorentina como Torricelli e Angelo Di Livio. Patranhas à parte, a Fiorentina voltaria 2 anos depois ao principal escalão italiano, visto que tinha subido à 3ª divisão e depois à 2ª, sendo convidado a participar nessa época na primeira em troca com o Torino por causa de dívidas fiscais.

Em Itália, apesar da rectidão de algumas decisões dos tribunais e até da própria administração da Serie A, outros factores complicaram a justiça no futebol.

O Torino é o segundo exemplo. Em 2004\2005, o clube de Turim foi impedido de subir de divisão pelas ditas dívidas ao fisco. Subiu a Fiorentina por sua vez a convite da Liga.

Inglaterra tem dois casos mais crassos de má intervenção jurídica no futebol: o Chelsea de Roman Abrahamovic e na altura de José Mourinho esteve envolvido em duas polémicas.

A primeira quando aliciaram o olheiro do Tottenham Frank Arnesen a assumir o controlo do scouting dos Blues, facto que motivou o milionário Russo a dispender 15 milhões de indeminização ao Tottenham num acordo de cavalheiros para que os Spurs não processassem os Blues na justiça. Foram 5 milhões por cada ponto que o Chelsea poderia perder com o acto.

O segundo quando John Obi Mikel, na altura jogador do Lyn Oslo, assinou primeiro com o Manchester United e depois com o Chelsea, comprometendo-se com as duas equipas formalmente. O dinheiro falou mais alto e o Chelsea deu 15 milhões ao United, 5 milhões por cada ponto que poderia perder na justiça desportiva da FA.

Já o Portsmouth, insolvente e com dívidas ao fisco, começou a Championship da época transacta com menos 15 pontos depois de ter sido despromovido (dentro das 4 linhas) da Premier. O Leeds levou semelhante pena quando foi despromovido pela FA para a 3ª divisão há uns anos atrás.

Quem não se lembra por exemplo aquilo que fizeram a Farense, Campomaiorense e Boavista? Quem não se lembra por exemplo que nos anos 90, Benfica, Sporting e Porto também acumulavam dívidas ao fisco, saíndo completamente impunes ao nível desportivo do acto? Quem não se lembra do Sporting de João Rocha e Sousa Cinta ou do Benfica da Operação Coração ou do Porto da retrete de catroga e das Antas penhoradas?

Para finalizar, ainda a propósito das SAD. O Benfica, estatutariamente, não permite que um estrangeiro possua mais do que 49% de acções da sua SAD. A lei de constituição e participação social das SAD mudou e já permite que uma entidade que não o clube possua mais que 50% das acções da sua SAD e que um estrangeiro possua mais do que 33,3% das participações sociais. Dá-se por exemplo o Beira-Mar, onde o iraniano Majid Pishyar é dono de 85% das SAD dos clubes. Não é um bom exemplo do ponto de vista financeiro para o clube de Aveiro (nos próximos dias perceberão porquê) mas é a prova viva de que o futebol português já se moldou à exigência de entrada de petrodolares nos seus cofres para sanear as perturbadas contas dos clubes de 1ª liga. Um pouco à tendência do que é praticado em Inglaterra, Itália, França, Russia e Espanha nos últimos anos.

Onde é que quero chegar com isto tudo?

À não criação de modelos competitivos uniformes. As trocas e baldrocas são mais que muitas.

À não adequação das necessidades do futebol em relação às necessidades de investimento.

À proibição dos tribunais civis serem intrometidos em lutas de bastidores que precisam de ser resolvidas rapidamente por questões de segurança e calendarização das competições.

À diferença barbara entre o futebol português e outras ligas da europa.

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uma questão de critério?

Lembro-me perfeitamente de uma situação ocorrida numa época não-longínqua da Liga Portuguesa em que Paulo Bento, na altura treinador do Sporting, indignado se não estou em erro com uma arbitragem vergonhosa de Pedro Henriques a um jogo da equipa por si comandada num Benfica vs Sporting, ter ido ao flash interview\conferência de imprensa tecer duras críticas à arbitragem.

O Conselho Disciplinar da Liga, na altura comandado pelo professor Ricardo Costa, decidiu punir a revolta do agora seleccionador nacional com 12 dias de castigo, o que impediu a actual seleccionador português de se sentar no banco dos leões num empate em Paços de Ferreira numa altura em que o Sporting ainda lutava pelo título.

Em Novembro de 2008, Paulo Bento voltou a tecer duras críticas à arbitragem de um Sporting vs Porto para a Taça de Portugal que o Conselho Disciplinar da Federação considerou como “ofensivas”, Paulo Bento teria 1 mês de suspensão para cumprir no início da época 2009\2010, pouco antes de se ter despedido do Sporting.

Ontem, em Barcelos, não há margem para dúvidas que o Porto foi prejudicado em duas situações.

Vitor Pereira veio aoi flash interview criticar duramente a arbitragem de Bruno Paixão, um tipo que anda a mais na arbitragem portuguesa há mais de uma década. Não porque seja tendencioso porque não é, mas porque é um arbitro de qualidade muito duvidosa.

Todavia, não deixo de anotar a revolta explicita do treinador do porto cujas palavras foram: “a arbitragem uma vergonha”.

Consigo prever perfeitamente que o relatório do observador de arbitragem dessa partida será suficiente para que Bruno Paixão seja colocado na famosa “jarra”. Indiferentemente de tais futurismo, Vitor Pereira também deveria ser colocado na bancada por semelhante período de castigo aplicado na situação anterior a Paulo Bento.

Digo eu, não é?

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justiça

A FA decidiu punir o Uruguaio do Liverpool Luiz Suarez por insultos racistas proferidos ao defesa-esquerdo do United Patrice Èvra no último jogo disputado entre reds e red devils.

A FA, neste tipo de casos, costuma ter mão bem pesada e com toda a razão. Em Portugal, fazem algumas semanas que aconteceu exactamente o mesmo entre 3 jogadores de 2 clubes (Javi Garcia, Alan e Djamal). Fez-se muito alarido na imprensa. Falaram os jogadores envolvidos, colegas, treinadores, conhecidos e até presidentes. A Liga de Fernando Gomes não abriu sequer uma investigação para chamar à letra os envolvidos.

Aí reside uma enorme diferença entre o futebol português e o futebol de outros países.

Suarez deverá ter chamado “preto” a Évra e foi punido com 8 jogos.

George Weah deu um soco a Jorge Costa depois de este lhe ter chamado “preto de merda” e apesar de ter sido ilibado pelas instâncias judiciais desportivas ainda cumpriu alguns meses de suspensão enquanto a pena não transitava em julgado nas mesmas.

Na época 2004\2005 Paolo Di Canio fez a saudação nazi em dois jogos da Lázio (Roma e Livorno) tendo sido suspenso por 1 jogo na 1ª vez e por 8 na 2ª com multas de 10 mil euros nas duas ocasiões.

John Terry ainda está a ser investigado por insultos racistas a Anton Ferdinand e arrisca-se a uma pena que pode ir dos 4 aos 8 jogos.

Carlos Queiroz foi despedido do comando técnico da Selecção Sul-Africana em 2002 por alegadas queixas de jogadores sul-africanos de que o técnico português era racista no tratamento pessoal e profissional dos jogadores negros da referida selecção.

Em 2006, António Carlos Zago, antigo defesa da Roma e da selecção Brasileira chegou mesmo a ir ao banco dos reús por alegados insultos racistas proferidos a meio de um jogo a Jeovânio, jogador que na altura jogava pelo Grémio de Porto Alegre.

Laurent Blanc foi alvo de um processo disciplinar em 2010 por parte da Federação Francesa depois de ter proferido comentários que alegadamente foram interpretados como racistas.

Não é portanto à toa que as instâncias mundiais e europeias que mandam no futebol apregoam os valores do respeito, da igualdade étnica e da luta contra o racismo no futebol. A interpretação destes valores acarreta obviamente várias interpretações, diria, tantas quantas federações existem no mundo do futebol. É certo que a inglesa, a italiana, a francesa, a brasileira, a sul-africana actuaram na medida exacta contra os casos que acima mencionei. Não é uma questão de criticar a Federação Portuguesa de Futebol e a Liga de Clubes pelo seu comportamento no que toca a estes casos, mas o que é certo é que no que toca a esta problemática, os nossos organismos ainda são pequeninos. E consequentemente as mentalidades no nosso futebol ainda são pequeninas.

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tachadas

Leio no Record que Gilberto Madaíl ganha enquanto Presidente da Federação Portuguesa de Futebol 13580 euros por mês e Fernando Gomes, enquanto Presidente da Liga de Clubes 12180 euros.

Pago pelos contribuíntes nacionais, Gilberto Madaíl aufere mais que o primeiro-ministro e que o Presidente da República.

Percebem agora porque é que Madaíl ficou tantos anos no cargo e nunca quis largar o tacho?

Percebem agora porque é que Fernando Gomes quer ir para a Federação?

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feitios

Bosingwa avisou hoje que não voltará à selecção nacional enquanto Paulo Bento estiver no comando da mesma.

Não voltaria de qualquer maneira. As últimas duas convocatórias do seleccionador nacional assim o indicavam. Nem mesmo a contestação às exibições de João Pereira nas últimas partidas levaram o seleccionador a procurar uma alternativa.

Paulo Bento já mostrou por várias vezes que é um treinador à moda antiga. É um treinador rígido, disciplinador, inflexível nas decisões que toma, e, por tal facto, capaz de criar alguns conflitos entre os jogadores que vai treinando. Uma questão de método e feitios.

É certo, que perante a aflição com que a equipa se depara actualmente, estando nas vésperas de um hoje importantíssimo, seria talvez necessário um efeito moralizador para João Pereira com a convocação de um atleta como Bosingwa, que tem estado em bela forma no Chelsea. Mas Paulo Bento assim não o entendeu.

É certo também, que neste momento, como seleccionador nacional, cabe a Paulo Bento a última decisão sobre quem há de convocar e quem deverá deixar de fora. As consequências das suas acções e a responsabilização das suas tomadas de decisões serão obviamente julgadas por quem de direito em caso de não apuramento na próxima semana.

Já de Bosignwa, compreendo perfeitamente a frustração, mas, toda esta frustração não é encenada no tempo correcto. Bosingwa, como atleta de alta competição sabe perfeitamente que os resultados só podem ser atingidos se existir um natural período de paz em torno da equipa.

Não se põe aqui a questão se o atleta tem ou não tem capacidades para envergar novamente a camisola da selecção, mas o timing das palavras. E a julgar pelo referido timing, por mim Bosingwa nunca mais seria convocado.

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Mudam os tempos, mudam as vontades

A 9 de Janeiro de 2009, Filipe Soares Franco anunciava no programa Grande Entrevista na RTP (na altura dirigido por Judite de Sousa) que não se iria recandidatar às eleições para a presidência do Sporting Clube de Portugal, invocando falta de disponbilidade pessoal motivada por responsabilidades de índole empresarial e social como argumento de primeiro plano, e, afirmando que só continuaria com “um projecto inovador, para um ciclo de modernização e inovação” como segundo argumento.

“Tomei a decisão uma semana antes do Natal, pois focalizar-me no Sporting e nas suas exigências era completamente incompatível com a minha actividade empresarial” – disse na altura a Judite de Sousa. 

Se as coisas já não eram famosas no “reino” Soares Franco, “reino” marcado por um forte desinvestimento no futebol profissional aquando da passagem do melhor treinador do clube da última década (Paulo Bento) que à custa de alguns bons jogadores saídos da formação e outras contratações muito comezinhas por parte do clube conseguiu durante alguns anos encontrar o caminho para resultados desportivos e financeiros de realce, e da famígera venda de património do clube ao desbarato, a saída de FSF do seu trono descambou com a entrada de um período negro na história do clube.

Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades. A 9 de Janeiro de 2009, FSF não tinha disponibilidade para continuar no comando do Sporting. Por outras palavras, estava farto e cansado. 2 anos e meio passaram e FSF irá candidatar-se à Federação Portuguesa de Futebol. Ao que se presume pelo que tem saído na comunicação social, sem o apoio do clube do qual foi presidente e com o apoio do Futebol Clube do Porto e do Sporting Clube de Braga, e como se presume, da Associação de Futebol do Porto e da Associação de Futebol de Braga. Pinto da Costa e o seu discípulo Salvador mais unidos que nunca.

A vida dá de facto muitas voltas… Já dizia o meu pai a respeito de FSF: “Enquanto este Sporting continuar entregue a estes queques da linha de Sintra, não vamos a lado nenhum” – e bem que ele tinha razão!

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Paulo Bento, o mercenário

Ricardo Carvalho respondeu às acusações que lhe foram feitas pelo Seleccionador e por dirigentes federativos:

“Sim [magoou]. É muito forte, uma linguagem militar, chamar-me desertor. Com a mesma linguagem, eu podia chamar-lhe mercenário. Quando alguém vai para guerra pago, chama-se mercenário. Eu estou na selecção por amor, ele é seleccionador porque lhe pagam. Não merecia que me tratasse dessa maneira.

Houve um certo aproveitamento do treinador de um episódio que não foi o mais correcto da minha parte, para pisar-me e massacrar-me um pouco. Isso nunca fiz.

Foi um sentimento muito forte que tive. Foi a quente. Quando cheguei do treino, achei que não me tinham respeitado, senti que estava a mais, fizeram-me sentir assim. Cheguei ao quarto e nem troquei de roupa. Não foi nada premeditado, estava com cabeça quente e não falei com ninguém. Foi o meu grande erro, não me passou pela cabeça. Estava tão desorientado naquele momento.”

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Confusão na selecção?

Um jogador que é um dos mais experientes, dos que mais soma internacionalizações no grupo, certinho, sem grandes casos de indisciplina durante a sua extensa carreira e sabendo da dificuldade e importância que representa o jogo de sexta-feira, decide abandonar por “iniciativa própria” o estágio da selecção nacional sem dar conhecimento à Federação a razão que o motivou a abandonar.

Algo no mínimo estranho.

Ou será que já existe a confusão da praxe no seio da selecção?

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Amigo não empata amigo!

A nomeação de Carlos Xistra para o jogo de ontem causou alguma polémica, visto que os regulamentos da Liga de Clubes e os regulamentos da Federação não batem certo.

Nos jogos da Liga, em jogos entre equipas da mesma associação de futebol distrital pode ser nomeado um árbitro da mesma associação de futebol assim como em jogos de equipas de  associações distritais diferentes, poderá ser nomeado um árbitro da mesma associação distrital de um das equipas.

Nos jogos da Federação, os estatutos prevêem que não podem ser nomeados árbitros das mesmas associações distritais das equipas em confronto. Daí que tenha sido nomeado Carlos Xistra para o clássico que se realizou ontem.

A acrescentar a este facto, para o jogo de ontem teria que ser nomeado um internacional. Reduziam-se assim, entre os árbitros de 1ª categoria, as escolhas para 3 nomes: Carlos Xistra, Olegário Benquerença ou o sempre “simpático” Bruno Paixão.

Se Benquerença era um nome riscado, dadas as divergências existentes entre os clubes em confronto quanto ao nome do árbitro Leiriense, colocar Bruno Paixão na Luz seria o mesmo que um desastre total. Daí que Xistra tenha parecido à luz da Federação uma escolha sensata.

Rivalidades à parte, Xistra e os seus auxiliares erraram por 4 vezes no clássico: 4 erros com influência directa no resultado final, erros que felizmente não retiraram a verdade desportiva à eliminatória que o Porto, desde já, venceu justamente

Falo do golo de Hulk em claro fora-de-jogo, do penalti mal assinalado a favor do Benfica e de duas expulsões que deveria ter acontecido: a de Cristian Rodriguez e a de Carlos Martins, que esteve mais interessado em interagir com os elementos do banco do Porto do que no que se passava dentro das 4 linhas.

Xistra fez uma arbitragem medíocre, notando-se claramente que não é árbitro para estes tipos de jogos. A arbitragem Portuguesa continua no seu melhor, a rivalidade entre o Porto e o Benfica continua no seu melhor. Outra pergunta que aqui coloco é quando é que as instâncias que regulam o futebol português colocam finalmente um ponto final nesta rivalidade doentia, sancionando com dureza os dois clubes por aquilo que têm dito e feito ao longo desta época?

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O que poderia ter acontecido à FPF

A UEFA e a FIFA anunciaram ontem a suspensão aplicada à Federação de Futebol da Bósnia-Herzegovina, a contar a partir do dia 1 de Abril de 2011, que impede a participação em jogos internacional dos clubes bósnios e da respectiva selecção.

Com base na sanção está a rejeição de adopção dos estatutos da modalidade, à semelhança daquilo que aconteceu nos últimos meses entre os dirigentes da Federação Portuguesa de Futebol. Não atendendo às exigências das instâncias do futebol europeu e do futebol mundial que pretendiam instaurar no país dos Balcãs uma presidência única em vez do actual trio que está à frente do futebol Bósnio (1 presidente muçulmano, 1 presidente bósnio, 1 presidente croata, respeitando todas as etnias que compõem o país), a federação Bósnia não se adequou aos estatutos legais pretendidos.

Estamos a falar das mesmas suspensões em que poderia decorrer a FPF caso os seus estatutos não fossem aprovados na generalidade há umas semanas atrás na última Assembleia-Geral realizada.

Com esta suspensão, os clubes Bósnios não poderão jogar as competições europeias na próxima época e a selecção Bósnia foi automaticamente expulsa do Grupo D de qualificação para o Europeu 2012, a cerca de 2 meses da próxima partida que seria disputada no próximo dia 3 de Junho.

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Finalmente

A Federação Portuguesa de Futebol tem novos estatutos e finalmente se adequou à lei pela qual o governo quer reger o futebol.

Não há nada como a ameaça de sanções aos clubes e selecção por parte da FIFA e da UEFA para que os “velhos do restelo” das associações de futebol se mexam e aceitem a redução de poder que estes novos estatutos lhes contemplam para os próximos tempos.

Paciência. Sempre tive em crença que as associações distritais estão a mais no futebol português. A forma como roubam os clubes (nos distritais 33% da receita vai para a associação de futebol; por cada castigo de atleta ou dirigente, os clubes mais pequenos tem que pagar os elevadíssimos custos de processo), as claras “associações” a truques de bastidores no que toca a arbitragens e a manobras de corrupção e as tentativas de domínio de todas as decisões federativas fazem das associações distritais um cancro que os novos estatutos vem para erradicar.

Futebol Clube do Porto, Braga e Leiria montaram um eixo (em conjunto com as suas associações distritais) que não permitia que estes novos estatutos tivessem aprovação. Vá-se lá saber porquê não é?

O futebol português fica a ganhar.

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Chumbada

Chumbada. A proposta de revisão dos estatutos da Federação Portuguesa de Futebol. Novamente. Agora por “insuficiência de maioria qualificada” na Assembleia Geral que se realizou hoje.

Mais uma vez foi rejeitada a adaptação dos estatutos da FPF ao Novo Regime Jurídico das Federações Desportivas. Por casmurrice dos membros que compõem a Assembleia-Geral da FPF em chegar a um acordo, a Federação Portuguesa de Futebol continua de costas voltadas para a lei. As Associações não se parecem importar com os cortes de financiamento estatal que vão sofrer.

Não se esqueçam que a UEFA está atenta ao desenrolar desta problemática. Qualquer dia, irrompem por aí a dentro com a decisão de punir desportivamente a nossa selecção. A pena pode ir até à proibição (às nossas selecções) de participarem em provas internacionais durante 2 anos.

Tá-se bem, continuem assim. Assim vamos longe. Paulo Bento até pode garantir a qualificação no campo, mas de nada isso pode valer caso as “comadres” não se entendam nas Assembleias Gerais.

Se em breve excluírem a selecção portuguesa de uma fase final de um europeu, não se esqueçam que existe alguém sapiente dos meandros que se tecem na federação avisou…

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Nãaaaaaaaaaaaaaaooooo!

“Se os estatutos da FPF foram aprovados irei candidatar-me” – Parece estar difícil…

Isto, no mesmo dia em que Horácio Antunes oficializou a retirarada de candidatura à Federação Portuguesa de Futebol.

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Renunciou…

Aos 29 anos de idade, Tiago anunciou que renuncia a partir de hoje à Selecção Nacional…

Com 58 internacionalizações pela turma das Quintas, o jogador do Atlético de Madrid justificou “razões pessoais” pela renúncia, adiantando que sente que “é altura de dar lugar aos novos talentos do futebol Português” ou como quem diz “vou renunciar porque já não tenho lugar na selecção com Paulo Bento”.

No espaço de um ano, Tiago é o 5º jogador a renunciar à camisola da Selecção Nacional. No ano 2010, Deco, Simão Sabrosa, Miguel e Paulo Ferreira optaram pela mesma decisão.

Isto leva-me a concluir que das duas uma: ou é desmotivante actuar pela Selecção ou algo vai mal no actual panorama da Selecção Nacional de Futebol…

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De pé em riste

Angel Villar e Gilberto Madaíl: Apanhados pela FIFA a tentar comprar o voto da poderosa Federação do Qatar? A Comissão Ética da FIFA esclarece tudo dia 17 de Novembro…

Já agora, como é que a FIFA autoriza a candidatura à recepção de um mundial de futebol, a uma Federação que não tem os seus estatutos aprovados e que se tem posicionado contra um novo Regime Jurídico das autoridades que tutelam o desporto Português?

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