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uma questão de honestidade

De todos os candidatos à presidência da DG\AAC, cada vez mais considero que o candidato mais sóbrio ao nível de discurso e mais honesto ao nível intenções é o meu colega Fabian Figueiredo da Lista M.

Só tenho pena que o Fabian nunca vença umas eleições na Academia, pelo quadro “político” onde está inserido, pela máquina mobilizadora que está agregada a 2 outras listas concorrentes e pelo preconceito que por vezes é associado à sua pessoa. Neste blog, eu critiquei e ironizei por muitas vezes algumas tomadas de atitude do Fabian e algumas declarações em Assembleia Magna. Mas, também sou capaz de me retratar e de entregar as vacas ao seu dono de vez em quando, como diz o ditado. E o Fabian mostra que conhece muito bem a realidade da Academia, da Universidade e o papel que a AAC deve desempenhar em função destas. É um facto completamente inegável.

Noutro prisma, há muito que defendo (e já o disse a alguns colegas) que para haver união entre os estudantes, devia-se chegar a um consenso que teria como ponto de partida uma alteração (a acontecer seria nos estatutos) no sistema de eleição para a DG\AAC – a minha proposta concorre no sentido destas serem disputadas com o mesmo modelo com que se disputam as eleições para o Conselho Fiscal – ou seja, em vez de a democracia ser usada como voz da maioria (winner takes it all) dever ser usada como voz única, em que os corpos sociais da AAC seriam eleitos mediante a percentagem de votos obtida, constituíndo à posteriori uma Direcção-Geral que respeitasse a coligação entre as várias vozes da Academia traduzidas em voto.

Assim, todos aqueles que conseguissem por via do voto ter expressão entre os estudantes teriam um representante na Direcção-Geral. Neste sistema, é claro que haveria uma enorme dificuldade em depois se atribuírem as respectivas pastas e cargos entre os representantes eleitos, mas nada que uma saudável discussão entre os eleitos não resolvesse esse problema, visto que quem se candidata a uma Direcção-Geral deverá ter a obrigação de conhecer todos os dossiers respeitantes à mesma. Resolviam-se assim algumas guerrinhas fracticidas entre os grupinhos e grupetos. Talvez até a Assembleia Magna viesse a ganhar com este sistema, gerando finalmente uma salutar discussão dos problemas da Academia, a eliminação de tentativa de domínios sectoriais por parte de grupo A, B, C ou D e a desunião entre os estudantes na hora de decidir e solucionar.

Talvez esta ideia seja uma utopia. Para mim seria uma questão de união e honestidade perante todos os estudantes.

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Mexe-te pela AAC

Mais uma lista candidata à AAC. Fabian Figueiredo, estudante de Sociologia da FEUC, é o candidato à presidência da AAC pela Lista M “Mexe-te pela AAC”. Esta lista conta com Hugo Ferreira, actual membro do Conselho Fiscal da AAC, como candidato à vice-presidência da instituição.

 

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Breve comentário à Assembleia Magna

Esta Assembleia Magna começa com uma excelente e pertinente intervenção de José Martins. O aluno da FCTUC tocou na “mouche” em mais uma asneirada da grossa desta direcção-geral. Perante um doutoramento honoris-causa de tão ilustre “persona” da lusofonia (Xanana Gusmão), a AAC não se fez representar por ninguém. Tal como o João Martins, não consigo perceber como é que no meio de tanta gente (presidente, 3 vices, 1 administrador, 1 tesoureiro e a quantidade existente de coordenadores-gerais) ninguém marcou presença na cerimónia. Eduardo Melo, roçou novamente a falta de humildade que tem caracterizado o seu mandato e justificou-se que tinha estado com febre. O estudante da Faculdade de Direito Luis Bento Rodrigues acusou-o de o ter visto “à fútrica” nesse dia no largo da portagem. Imaginemos o cenário de que Eduardo Melo estava mesmo com febre. Estar com febre não implica que uma chamada pudesse resolver o problema, enviando outro elemento da Direcção-Geral. O problema é quando vice-presidentes e coordenadores-gerais estão mais interessados em campanhas futuras à Direcção-Geral. Ou existe um novo corte de relações entre o pessoal da DG?

“Não te ficava nada mal um pouco de humildade perante quem te elegeu” – afirmou Luis Bento Rodrigues. A questão já não se trava na falta de humildade por parte do presidente da DG. O presidente da Direcção-Geral, como lhe pude afirmar numa sms enviada à hora, mente. Tanto mente, que mentiu a diversos coordenadores-gerais acerca da chamada na noite em que o João “Chaves” Alves foi demitido. Segundo o presidente da DG (e a Mónica Batista é testemunha porque me disse as palavras utilizadas pelo mesmo; se negar, acuso publicamente a referida rapariga de mentirosa) transpareceu a ideia de que fui eu que lhe liguei de livre e espontânea vontade na célebre madrugada da ameaça, quando foi o Eduardo que me mandou uma sms a pedir para me ligar e após uma pequena conversa em que me pediu que lhe perguntasse primeiro antes de escrever; e aponto a demissão do João por falta de confiança política; perante uma primeira fase em que manifestei a ideia de manter o post que tinha escrito horas antes online, ele pura e simplesmente afirmou esta frase: “então teremos que resolver o assunto em tribunal” ao que eu respondi “vamos então para tribunal Eduardo” – posteriormente, fui eu quem lhe mandou uma sms a dizer que ia retirar o post.
Mais tarde, nesta Assembleia Magna numa defesa de honra perante o Dino Alves, o Eduardo queixou-se que o presidente do núcleo de estudantes de economia lhe cortou o direito “à liberdade de expressão” – fico com a ideia de que o próprio presidente da Direcção-Geral, nessa noite, também me quis limitar esse direito.

Não existe claramente a necessidade de provar isto tudo, porque se alguém envolvido nesta história não revelar tudo o que aqui é escrito por mim, será confrontado em praça pública, e não terei quaisquer problemas em levar este assunto para a Comunicação Social.

O presidente da Direcção-Geral não é, repito, não é capaz de pedir desculpa pelos seus erros nem é capaz de admitir que a sua equipa falhou. Pior que falta de respeito ou falta de humildade, é saber que tudo está a ser um erro e não existir assumpção de culpas. Porém, o Eduardo Barroco de Melo não é o único culpado do fracasso desta Direcção-Geral. O Eduardo não deve assumir sozinho as culpas. As culpas pertencem ao colectivo em geral, e a todos aqueles (que toda a gente sabe quem é) que em Maio, deram a facada final num colectivo que já estava completamente moribundo.

Avanço no terreno e passo para as declarações do Fabian Figueiredo: Tirando toda a filosofia barata com que o Fabian nos costuma brindar (sim, Fabian, não me esqueço do dia em que me disseste que as minhas ideias sobre a Acção Social eram ideias de democracia-cristã!) reconheço-lhe bastante pertinência no celeuma gerado pela entrevista do reitor. Todas, mas mesmo todas as universidades públicas deste país, perante os cortes anunciados pelo Ministério, foram à luta e reclamaram acerca dos cortes executados. Algumas delas, como alguém disse e muito bem tiveram que aumentar as vagas de diversos cursos (sacrificando a qualidade do seu ensino) para por cobro à situação de bancarrota. O Excelentíssimo Reitor da Universidade de Coimbra não reclama e não se une contra o Ministério em prol da instituição que representa. Agravante é, que a UC, continua a prescrever sem dó nem piedade. Amigos meus que estudam noutros estabelecimentos de ensino tem-me dito que as reitorias andam a conceder indultos gerais aos prescritos, passando por cima da lei em prol da estabilidade financeira. A UC continua a prescrever e continua a chutar alunos para fora do ensino superior através de uma regra penosa que bolonha instituiu.

Assunto FAIRe. Os objectivos que levaram o antigo vice-presidente Rui Carvalho a introduzir (de forma muito atabalhoada, muito mal explicada, muito mal votada) o assunto FAIRe já surtiram efeito. Desde cedo que esses intuitos foram revelados aqui neste espaço. Rui Carvalho pertence agora aos corpos dirigentes de referida plataforma. A AAC ficou ou não ficou a perder, pergunta-se? Claro que ficou. Tirou legitimidade às deliberações de Assembleia Magna e como tal, espero que o novo presidente da AAC tenha o bom senso de desligar a máquina da FAIRe no próximo mandato.

Conselho Fiscal – Depois da enorme explicação do Jorge Dantas, que a mim não me pareceu mais do que uma explicação maçuda, foi com algum gozo que vi o Carlos Barandas no palanque a afirmar “se tiverem algum problema, façam favor de enviar para o Conselho Fiscal” – pois bem, as pessoas até podem enviar para o fiscal. O problema põe-se é no timing em que o fiscal vai avaliar e responder à situação. Se o fiscal demorar tanto tempo como demorou nas resoluções tomadas acerca da Secção de Gastronomia e da Secção de Voleibol, mais vale esperar sentado…

Dino Alves vs Eduardo Barroco de Melo – Tenho que dar razão ao Dino. Não posso descurar, pelo que sei, quem é uma guerra política de parte a parte. Neste caso, legamente, o Dino tem toda a razão no que toca a estatutos da AAC. É pena que esta confusão se tenha gerado por pura inimizade entre os intervenientes. O Dino completa a razão, quando pede para que não se questione o seu trabalho e o trabalho da sua equipa – É legítimo afirmar que este Núcleo de Economia tem feito muito mais trabalho em muito menos tempo do que a Direcção-Geral inteira.

Eduardo Barroco de Melo e os SASUC – Eduardo afirmou que recebeu uma resposta positiva por parte dos SASUC no que toca ao problema do pagamento das residências. Eduardo afirmou que os SASUC não estão a exigir. Pois bem meu caro, os SASUC nunca exigem nada aos estudantes. Apenas mandam emails a convocar reuniões de semana a semana com os estudantes que entram em incumprimento e fazem-lhes a vida negra até que o seu objectivo de expulsãopagamento (muitas vezes os estudantes não tem condições para pagar as dívidas que tem perante a instituição) seja finalizado. Mais uma vez, o presidente da Direcção-Geral não quis marcar uma posição na defesa dos direitos dos estudantes e apenas questionou os SASUC. O seu mandato é até Janeiro. Até lá, creio que muitos dos nossos colegas irão abandonar o ensino superior por culpa dos SASUC. Quando é que o presidente da DG tenciona bater com o punho na mesa dos SASUC e fazer uma demonstração de força e união dos estudantes da Academia?

“Infelizmente, não estão aqui nem perto dos 4 mil que elegeram esta DG” – afirma Eduardo durante as votações das moções. Infelizmente, diz muito bem. Não é nada que o Entre o Nada e o Infinito já não tenha questionado. Resumindo e baralhando, aqui o blogger é certeiro em algumas coisas que diz, mesmo apesar de na Direcção-Geral o considerarem “exagerado” e “extremista”.

Eduardo Barroco de Melo esteve bastante bem no ponto 2. Foi claro e simples no que toca aos cortes no financiamento da UC e em relação aos pontos negativos que o novo regulamento de atribuição de bolsa apresenta para os estudantes. Renata Cambra e Sílvia Franklim sobem ao púlpito para fazerem boas e válidas declarações. A estudante da FDUC Catarina Ângelo também apresenta um bom discurso, afirmando que neste momento, o dinheiro que o governo disponibiliza para empréstimos bancários é superior em relação aquele que disponibiliza para Acção Social Escolar.

Não concordo com o Luis Bento Rodrigues na questão dos 60% dado que a UC permite até agora a inscrição a um limite máximo de 72 ECTS (ou 78 ECTS para alunos que possam terminar a licenciatura e excedam até 6 ECTS esse limito imposto sob autorização do Reitor) – como a inscrição pode flutuar em mais 12 ECTS em relação ao que é permitido, um aluno que atinja 60% deverá ter feito no mínimo 42 ECTS e como tal, obteve aprovação ao ano lectivo. Se obteve aprovação é sinal que trabalhou para obter aprovação mínima. Não se pode tirar a bolsa de estudo a um aluno que fez 38, 40 ou 41 ECTS porque no fundo obteve aprovação.

Depois segue-se a resposta do Rafael Duarte. Rafael, não te custava nada mencionares que andas a ler o Entre o Nada e o Infinito. O coordenador-geral da Pedagogia perguntou a Luis Bento Rodrigues “”não há uma relação entre o endividamento do agregado familiar e o sucesso do estudante”.
Tenho que dizer que levantou algo que o Entre o Nada e o Infinito já tinha tocado num outro post.

Este trecho que abaixo transcrevo, dá a minha opinião acerca do aproveitamento escolar ao Luis e realça que a ideia do Rafael não é virgem no meu pensamento: “Quanto ao aumento do aproveitamento escolar para 60%, considero-o obviamente injusto. Deveria manter-se nos 50% de aprovação mediante o número total ECTS a que o aluno se inscreveu. Todos os bolseiros sabem que precisam de se aplicar para continuar a usufruir dos benefícios estatais. Por isso, 50% de aprovação acaba por ser uma percentagem justa. Se o aluno fizer esses 50% é sinal que o seu desempenho representa o mínimo que se lhe era exigido. Por outro lado, sabemos que ao aluno podem acontecer infortúnios. E esses infortúnios devem obrigatoriamente ser precavidos por esta lei. Desde que devidamente fundamentados, os alunos que tiveram dificuldades durante o ano escolar (estiveram ausentes por falta de recursos económicos; tiveram um acidente grave; doença grave: doença familiar; infortúnio pessoal) deveriam ser salvaguardados com a hipótese de não perderem a sua bolsa de estudo no ano lectivo seguinte.”

E Luis Bento Rodrigues corrobora a minha opinião: “”por isso é que deve haver uma cláusula que preveja situações de limite”.

Mais uma vez, o blogger serve de inspiração à actuação da Direcção-Geral.

Já o coordenador da Acção Social está como se diz na giria “a nanar na forma” – não são estudos entre estudantes deslocados e não-deslocados que vão resolver o problema.
O meu amigo coordenador da política educativa ainda não falou… Resume o que tem sido o seu trabalho na DG: ZERO.

A questão da privatização das cantinas nem merece o meu comentário, porque é absolutamente sórdida a posição contra da AAC. Espero que o Mr. Pizza e o McDonalds comecem a ter prato social pois senão qualquer dia ir comer ao Mac começa a ser mais barato que ir comer às cantinas.

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Hugo Ferreira vai responder por queixa no fiscal

Peço a devida atenção para este artigo da Cabra.

É absolutamente lamentável a queixa apresentada por Miguel Portugal ao sócio efectivo da AAC Hugo Ferreira. Qual é o interesse adjacente a esta queixa? Tirar o Hugo do Fiscal para que o orgão funcione com os membros do actual compadrio que existe nas sucessivas Direcções-Gerais?

Como é que se pode culpabilizar um sócio efectivo da Direcção-Geral de ter apresentado publicamente o referido documento se ele não teve acesso ao mesmo na íntegra? Como é que o actual Conselho Fiscal pode aceitar uma queixa tão mesquinha, tão reles, tão comezinha, tão anti-democrática?

A verdade doi não é Miguel Portugal?

Eu também sou contra o actual contrato entre a AAC e o InTocha. O referido contrato para além de ser desvantajoso para a Associação, permite que existam certos abusos que perturbam a ordem do espaço em tempo de exames por exemplo. Basta só ler este post onde eu a 23 de Junho de 2010 me queixei de não conseguir estudar dentro do edifício da AAC dado o extremo barulho que o Bar dos Jardins estavam a fazer.

E agora? Também vais meter o meu nome no Fiscal Miguel Portugal? Vossa Excelência não é capaz de ouvir criticas?

Se vamos entrar por esse jogo, eu também mereço uma queixazinha pelo que escrevi aqui, aqui, aqui e em mais meia dúzia de posts que aqui deixei. Até agradeço que me deixes uma queixazinha lá. É da maneira que vou lá tomar um café e divertir-me.

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