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porque se deseja dominar a europa estrangulando a sua periferia

“as eurobonds são inconstitucionais (à luz da Constituição Alemã), economicamente erradas e contraproducentes. Irei rejeitar as eurobons enquanto for viva”

E a receita de Merkel é um rigoroso controlo das finanças públicas. A nova blitzkrieg germânica, portanto.

Que é coisa que o governo Alemão não aplica no seu país, segundo as estatísticas do Eurostat. Merkel subiu ao poder em 2005. Analisando a série temporal que representa a dívida pública alemã (em relação percentual ao Produto Interno Bruto do país nos anos considerados) de 2005 a 2011.

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Venham para Portugal que aqui é melhor

No primeiro jornal da SIC vi uma reportagem que a cadeia de televisão fez hoje de manhã em alguns locais de voto em Espanha.

Reformados, visivelmente consternados com as suas condições de vida apelavam que o problema da 3ª idade em Espanha eram as “baixas reformas”.

É certo que a idade da reforma em Espanha já passou para os 67 anos, podendo certos profissionais reformar-se aos 63 anos se tiveram 33 anos de descontos para a segurança social, enquanto em Portugal continua no limite de 65, podendo certos profissionais (por motivos previstos na lei) antecipar a reforma consoante situações excepcionais sem que sofram cortes significativos no valor a receber pelo cálculo da Segurança Social. Em espanha, quem seja abrangido pelas novas regras do Pacto Social, tem limitações à reforma de 7,5% em relação ao grosso apurado pelo novo sistema de cálculo pelo facto de se querer reformar mais cedo. Quem se reformar aos 67 anos não sofrerá qualquer corte na sua reforma em relação ao grosso apurado pelo cálculo.

Dei-me ao trabalho de ir às estatísticas do Eurostat para medir indicadores no que toca a reformas: Portugal tem um valor de referência máximo de 12045 euros para o sector público, estando o valor médio de 2010 estabelecido nos 397 euros entre público e privado. Valor médio. Em Espanha, o valor máximo de referência para as reformas e pensões está limitado a 2500 euros para o sector público e o valor médio está estabelecido nos honrosos 1100 euros feito o cálculo entre público e privado. 

Para quem já está a pensar na reforma, trabalhar no sector público em Portugal compensa muito mais do que trabalhar no Espanhol. No entanto, pelo cálculo médio das reformas entre os dois países, trabalhar em Portugal em prol de uma boa reforma é quase como trabalhar para aquecer.

Dos 1100 euros de média espanhola, aos 250 euros de mínima em Portugal vai uma grande diferença. Uma enorme diferença. Se em grosso modo dos casos, o sistema espanhol está mais bem delineado que o Português, gostava que aqueles que estão neste momento a queixar-se a televisões estrangeiras que as reformas em espanha estão baixas tivessem que se por na pele de um reformado português que recebe actualmente metade de um ordenado mínimo nacional. Também é certo que grossa fatia daqueles que recebem a pensão mínima são pessoas que não descontaram mais de 10 ou 15 anos. Outras até (um dos celeumas mais discutidos quando se menciona este departamento do erário público) que por via do facto de terem trabalhado por conta própria (nas pescas, na pecuária e na agricultura) nunca chegaram a descontar para a Segurança Social.

No entanto, de 397 euros de média em Portugal para 1100 euros da média espanhola vai uma grande diferença evolutiva entre os dois países. Se vai.

 

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