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Absurdo

Como é possível que num país que estrangulado pela crise, tenhamos que assistir à entrada em vigor da nova lei dos Financiamentos Partidários que retira responsabilidade aos actos dos dirigentes partidários ao ponto de transformar coimas a si atribuídas (de sua responsabilidade) como despesa do partido que será ressarcida pelo Estado sob a forma de subvenção?

Como é possível que todos os contribuíntes nacionais tenham que pagar pelos erros e más condutas daqueles que não assumem as suas responsabilidades só porque pertencem ao mundo da política partidária? Porque é que os contribuíntes terão que pagar por multas de trânsito, por faltas injustificadas de deputados na Assembleia da República ou por outras coimas que possam ser atribuídas a políticos pela lei?

Não seria boa ideia continuar a reduzir a despesa pública com um enorme corte no financiamento partidário, a começar pela extinção deste tipo de subvenções? Porque é que não continuam a reduzir a despesa pública com o corte nos subsídios de ajuda que o Estado dá aos deputados, aos Ministros e aos Secretários de Estado?

Começo a dar alguma razão às instituições financeiras comunitárias e ao FMI: ainda existe muito por cortar na despesa pública Portuguesa. Ainda existem muitas medidas por aplicar neste país.

O problema é que as despesas supérfluas que deveriam ser imediatamente cortadas pertencem aos benefícios que os políticos podem obter pelo exercício da profissão e como tal, são regalias cuja extinção ninguém está de acordo.

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