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teorias…

artigo publicado hoje na Marca. Jordan jogou o 5º jogo das finais de 1997 contra os Jazz gripado ou ressacado? O mítico Jalen Rose, aquele que pertenceu à celebre equipa dos Bulls da época 2002\2003 na qual incidem acusações de que os jogadores fumavam marijuana antes dos jogos afirma que Jordan estava apenas “ressacado” da bebedeira apanhada na noite anterior. Ressacado ou não, Jordan venceu o jogo da final com 38 pontos e tornou-se campeão pela 5 vez em 5 finais disputadas no jogo seguinte, enquanto Jalen Rose (não confundir com outro Rose de nome Derrick) mocado ou não, nunca venceu nada, não chegou aos playoffs sequer nos anos em que alinhou pelos Bulls e não confirmou sequer o vedetismo que lhe era apontado nas temporadas em que jogou na equipa de Chicago. Acho que Rose está a tentar desculpar-se do facto de ter pertencido a uma das piores gerações do franchising com alegados erros da melhor geração e do melhor jogador de sempre da história do franchising e da modalidade. Não acredito nas palavras de Rose. A marca de água do jogo de Jordan vinha precisamente do facto de ser um dos maiores profissionais que passou pela modalidade. Duvido que um jogador desregrado consiga fazer o que Jordan fez e duvido até que a direcção da equipa permitisse que Jordan pudesse consumir álcool durante os dias das finais da competição. E mesmo que Jordan o tenha feito só o edifica ainda mais como o melhor de sempre!

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curioso

Esperanza Aguirre

Esperanza Aguirre, o PP (Partido aos Pedaços) Espanhol e a regeneração “democrática”. Aguirre sabe do que fala. Aguirre é a dita senhora que, enquanto Presidente da Comunidade Autónoma de Madrid, lembrou-se, a propósito de uma final da Taça do Rei disputada entre Athletic de Bilbao e Barcelona (em Maio passado) no Vicente Calderón (Estádio do Atlético de Madrid) de propor um decreto legislativo regional que visava colocar a polícia madrilena em vários checkpoints em redor do estádio para impedir que os adeptos dos dois clubes pudessem entrar no estádio com bandeiras que não a espanhola. A proposta acabou por não ir para a frente. No jogo em causa, os adeptos dos dois clubes não só não cantaram o hino espanhol como o assobiaram, obrigando inclusive a TVE a cortar os assobios que vinham da bancada na sua transmissão. Dito isto, Aguirre é uma dirigente que está bem por dentro daquilo que se pode considerar como “regeneração democrática”. Num país onde o separatismo armado deu lugar a uma euforia auto-determinista por parte das 2 regiões, não deixo de anotar o mau prenúncio para o estado espanhol caso esta senhora consiga derrubar Mariano Rajoy nas próximas eleições pela liderança partidária.

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curioso

este fetiche de Frau Merkel pelo 80º aniversário chegada de Hitler ao poder… escolas básicas e secundárias interromperam a lição habitual para conhecer os primeiros 6 meses de governação do Fuhrer. Dúbias afirmações como “os Direitos Humanos não se impõem por si próprios. A liberdade não chega só por si e a democracia também não” e “Tudo o que torna uma sociedade viva e humana precisa de homens que manifestem respeito e cuidados uns para com os outros, que assumam as responsabilidades por si e pelos outros” e “Em seis Meses, Hitler conseguiu destruir a diversidade Alemã”.

é caso para lembrar que Hitler chegou ao poder como uma alternativa aos fracassos da República de Weimar acentuados pela Grande Depressão e pela humilhação imposta pelos aliados à Alemanha pelo Tratado de Versalhes. Hitler chegou ao poder a partir da aceitação por parte da classe média alemã dos pressupostos basilares da sua doutrina: antisemitismo, culpa dos Judeus por todos os males da Alemanha de então, ataque ao comunismo, criação de uma raça superior que jamais se deveria relacionar com raças inferiores, vontade de criação de uma alemanha unificada que pusesse por em marcha um plano de força que possibilitasse a instauração da sua hegemonia no mundo. A transformação da doutrina económica fascista que já era experienciada com exito na Itália de Mussolini ao modelo do Nacional-Socialismo Alemão veio por atacado por ser um bom modelo de controlo do estado sobre o território, sobre os trabalhadores (que na Alemanha de então começavam a nutrir alguma simpatia pelas ideias marxistas) e sobre os recursos económicos.

foi nesses pressupostos que Hitler chegou ao poder. Hitler queria cuidar dos interesses alemães e cuidar dos alemães enquanto povo, elevando-os a uma raça superior divina. foi nesses pressupostos que Hitler chegou ao poder: assumir a responsabilidades dos outros. delegar a responsabilidades de todos no estado. unificar os interesses de todos num só, alienar as responsabilidades de todos na égide estatal. o problema de um é o problema de todos, o problema de todos é um problema de estado.

a nível político e económico consigo encontrar algumas semelhanças entre o III Reich e o governo de Frau Merkel. As políticas anti-imigração, a tentativa de controlo das instâncias europeias, a tentativa de influência no seio destas mesmas instâncias para a adopção de políticas para a europa criadas pelo governo Alemão, a imposição de regras (pensadas pelos Alemães) aos restantes países europeus, a restrição e contracção económica que é imposta aos designados “PIIGS” (Portugal, Itália, Irlanda, Grécia e Espanha) como pedra basilar de empobrecimento económico desses mesmos países e ponto de partida para um fácil controlo Alemão baseado na “subserviência” e no pressuposto “quem depende de nós financeiramente não está em condições de exigir nada, devendo portanto só obedecer às nossas ordens”, o jogo alianças com a China que se assemelha ao jogo de alianças que Hitler fez com a Itália e com a Rússia, a falsa aliança com a França, o abandono da França nos últimos meses da Presidência Hollande e a analogia aos falsos tratados de não-agressão do Fuhrer com Estaline. Dá no mínimo que pensar.

enquanto Hitler pretendia, até porque a Sociedade das Nações não tinha meios para controlar as suas pretensões, dominar os restantes países da europa pela força e pela coacção, Merkel opta por um domínio assente na estrangulação económica dos países europeus, num primeiro plano, para num segundo plano, vendo os outros asfixiados, possa calmamente desenhar a arquitectura europeia como bem aprouver aos interesses nacionalistas alemães.

merkel sabe perfeitamente que países votados a um regime de subserviência económica junto de outro jamais poderão exercer a liberdade e a democracia. merkel sabe perfeitamente que para a Alemanha crescer economicamente, necessitará de queimar países para o efeito, aplicando-lhes duras medidas de austeridade, que não só permitam os reembolsos do capital alemão disseminado pela europa como permitam que a economia alemã se torne competitiva à custa da aplicação dos seus capitais em países empobrecidos e com mão-de-obra barata. tudo isto tem portanto uma explicação e não é toa que vemos a chanceler alemã e os seus ministros da economia e finanças (Roeseler e Schauble) a afirmar constantemente que a austeridade na europa ainda está longe de acabar, que a recessão na europa ainda está longe de acabar, que países como portugal deverão manter-se em recessão (a tal estratégia de empobrecimento) e pior que isso, não é à toa que vemos com sistematicidade as tentativas de ingerência nas questões soberanas dos países europeus por parte do governo alemão. se em 6 meses Hitler conseguiu destruir a diversidade alemã, em poucos anos Merkel está a conseguir destruir a europa e a construção europeia. pela retirada de identidade aos povos, pela retirada do poder de decisão aos estados, pela subserviência e pela construção europeia narcisisticamente dependente do poder e das imposições alemãs.

não deixa portanto de ser no mínimo curioso este fetiche pelo 80º aniversário da chegada ao poder de Hitler, curiosamente, o único totalitário europeu de então que chegou ao poder pela via democrática.

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e nós?

A Espanha criou o banco mau, com a ajuda FROB, o Fundo de Reestruturação Ordenada Bancária, com linha directa de financiamento de Bruxelas, com a conivência e patrocínio de Mário Draghi e seus pares, no valor de 40 mil milhões de euros a uma taxa de juro de 1%, passando os activos tóxicos com um prazo de vida de 10 a 15 anos de 4 bunkers, perdão, bancos (entre os quais o Bankia) para o dito banco mau, que no final do prazo de vida dos activos tóxicos em causa, afundará com a dívida devida principalmente a bancos alemães.

A Irlanda está a aproveitar a presidência da UE nos próximos 6 meses para rasgar o memorando de entendimento que assinou em 2010 com a troika para aliviar a pressão sobre a sua economia. Apesar do exemplo Irlandês diferir no Português na medida em que o que está em causa não é uma excessiva acumulação de dívida pública (impagável, diga-se no caso português) mas sim uma economia que cresceu desmesuradamente face a sucessivas entradas de gigantescos fluxos de capital estrangeiro, que por sua vez fizeram disparar uma falsa sensação de crescimento desmedido do PIB e da economia irlandesa e levaram a toda uma expansão na concessão de crédito por parte da banca irlandesa e financiamento para a construção civil que depois redundou em retirada do capital por parte dos investidores estrangeiros, falência desses mesmos bancos e crise no sector imobiliário pela falta de procura motivada pelo desemprego, pela insolvência de cidadãos irlandeses e por conseguinte pela falta de reembolsos do crédito prestado pelos banco ao seus clientes e falhas nos investimentos feitos por esses mesmos bancos, os Irlandeses, estão agora com vontade de se retirar da situação de “refém” das ordens europeias e começar a trilhar uma política expansionista por sua conta e risco.

Os Gregos, cumprindo a política do mau aluno ainda não quiseram acertar uma das instruções dadas tanto pela Alemanha, como pelo Fundo Monetário Internacional, como pelo BCE. Não só não diminuíram a excessiva dívida pública que neste momento possuem (cerca de 500 mil milhões de euros) como as reformas executadas por Atenas caíram em saco roto e o BCE, como último comprador da dívida dos países europeus, para não estar sistematicamente a alimentar a maquina grega e para não ter que aconselhar medidas ainda mais drásticas num país marcado pela instabilidade governativa, política e por crises sociais gravíssimas, não teve outra solução do que servir de mediador dos gregos em duas emissões de títulos de dívida pública nos mercados para que os Gregos se pudessem financiar a juros mais baixos do que aquilo que seria previsível.

Na Islândia, a atracção de investimento estrangeiro massivo pela estratégia dos bancos islandeses que visava conceder juros altos a todos aqueles que quisessem investir na economia irlandesa sem ter que fazer uma conta fora do país levou o país à falência. O povo islandês não teve meias medidas, foi a referindo e votou pelo não pagamento das dívidas dos seus bancos a bancos Ingleses e Holandeses e a 330 mil contribuíntes dos dois países que decidiram investir as suas poupanças no país nórdico. Hoje, o Tribunal da  BANI (EFTA) isenta a Islândia de qualquer pagamento e todos os credores dos bancos islandeses não só não obtém os juros dos investimentos ali feitos como não obtém total do reembolso desses mesmos investimentos. Mesmo apesar da europa por intermédio dos seus líderes europeus estar a trabalhar na criação de mecanismos legais que permitam o controlo dos sistemas financeiros por parte dos seus governantes, creio que a ideia é absolutamente estupenda, perdão, uma porcaria, visto que o estado jamais conseguirá controlar todos os fluxos de informação e transacções vindas do sistema financeiro pela complexitude como este funciona.

Onde é que quero chegar com isto?

Em Portugal não só vivemos no submundo da europa como pensamos sair desta crise com um pensamento de submundo. Os espanhóis criaram um banco mau para mandar a dívida devida a Alemães pelo esgoto e ainda conseguiram recapitalizar os seus bancos a troco de juros de 1%. Portugal recebeu cerca de 12 mil milhões para a recapitalização dos bancos e terá que seguir a doutrina imposta pelo BCE na medida em que os bancos recapitalizados terão que assegurar a compra de dívida pública sempre que o estado tiver que emitir títulos de dívida pública nos mercados. Por um lado, a compra de títulos de dívida pública por parte dos bancos portugueses poderá efectivamente rever em baixa os juros da dívida pública portuguesa. Por outro lado como o dinheiro para a recapitalização dos bancos portugueses provém do BCE, como o estado português se tornou accionista do bancos recapitalizados com o dinheiro emprestado do BCE a uma taxa de juro de 3,47% (repito que a de espanha é de 1% sobre um valor 4 vezes superior ao valor emprestado ao estado português) e como os investidores portugueses (principalmente os bancos portugueses) não dispõem de grandes fluxos de capital ou não demonstram interesse na compra de dívida pública portuguesa (maior parte nem dispõe de fundos para proceder à correcção do seu Core Tie 1, casos do BANIF, do BES que teve que ir aos mercados de obrigações para se poder recapitalizar de acordo com as normas do Banco de Portugal) ficamos completamente reféns do BCE. Há quem diga portanto, e bem, que vem aí um 2º resgate.

No entanto, o regresso aos mercados por parte do estado português foi considerado uma vitória em todos os campos. Chegámos portanto a meu ver a uma situação em que não só temos uma dívida pública impagável como temos uma dívida pública que será comprada com recurso ao BCE. Isto assemelha-se à alegoria do homem que está teso e que pede 50 euros emprestados ao amigo, sabendo que não irá receber futuramente os mesmos 50 euros de outrém para lhe pagar num prazo estipulado nem conseguirá com os 50 euros emprestados criar riqueza que lhe permita garantir a sua subsistência e o reembolso do valor emprestado no prazo estipulado.

Irlandeses e Gregos querem efectivamente fugir desta política. Não querem ficar reféns das políticas europeias. Uns querem trilhar o seu próprio caminho. Outros esperam que os seus credores desistam do reembolso e que a dívida grega caia como os activos tóxicos que os bancos espanhóis irão mandar pelo cano abaixo. Querem portanto começar de novo e criar condições que lhes permitam o crescimento. A estratégia do governo português, alicerçada na necessidade de ir aos mercados recolher dinheiro para pagar a máquina de um estado social que não é social nem pouco mais ou menos não só está a dar os resultados que está a dar do ponto de vista económico (desemprego, falência massiva, quebra na procura interna, estagnação da banca, aumento dos apoios sociais providos pelo estado) como está a ter custos sociais que são claramente visíveis aos nossos olhos.

Os Islandeses perceberam que não estavam dispostos a pagar pelos erros cometidos pela banca, erros cujas entidades reguladoras do sistema financeiro islandês, pagas por todos os contribuíntes fizeram vista grossa e deixaram passar sapientes do risco dessas operações e das consequências do possível colapso dos bancos islandeses, e pura e simplesmente disseram “não pagamos”. Em Portugal todos os erros cometidos pelos bancos foram ou serão pagos pelos contribuíntes e mais uma vez, os resultados da política do governo estão a dar resultados negativos nítidos.

Mas há quem ainda diga que o regresso aos mercados foi uma vitória. Há quem diga que a crise acabou. Há quem diga que não é preciso mais austeridade. Há quem tente ocultar o real estado da Nação. Sou apologista do velho ditado que diz que a verdade virá ao de cima. Mais tarde ou mais cedo. E a verdade do nosso país é que isto vai rebentar.

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NBA 2012\2013 #21

1. Começo por um momento bonito da liga ocorrido há alguns dias atrás. No jogo entre Sacramento Kings e Oklahoma City Thunder, da bancada veio um pedido pouco usual: a meio da partida, um menino pediu uma sapatilha a Kevin Durant e o craque dos Thunder acedeu ao pedido!

2. Nos espectáculos da liga parece estar em voga os adeptos acertarem do meio campo. No outro dia mostrei aqui um vídeo onde um o fazia em Miami. Em Atlanta houve outro que fez melhor!

3. Insider´s: videos que demonstram o trabalho de pré-draft realizado por Damien Lillard no campo de treino dos Portland Trail Blazers e o trabalho de drible de Dwayne Wade dos Miami Heat. Não é todos os dias que temos oportunidade de ver como se trabalha na NBA e de ver como é que as equipas avaliam as suas escolhas de draft.

4. Jogos de ontem:

Jrue Holliday (18 pontos e 10 assistências), Thaddeus Young (23 pontos\7 ressaltos) e Evan Turner (27 pontos e 7 assistências) fizeram 3 senhoras exibições mas não conseguiram evitar a derrota em casa frente aos Grizzlies nem mesmo depois de terem saído para o intervalo a vencer por 16. Do lado de Memphis destaque para as exibições de Jerryd Bayless (esteve magistral a substituir Mike Conley com 21 pontos, 5 ressaltos e 9 assistências) Marc Gasol (27 pontos, 7 ressaltos e 7 assistências) e Rudy Gay com 26 pontos, 7 ressaltos e 5 assistências.

Não deixo de estranhar que os Grizzlies estão a ter um rendimento muito interessante ao longo desta temporada se tivermos em conta que esta equipa tem actuado em maior parte dos jogos com apenas 8 jogadores fruto das lesões que tem assolado alguns jogadores do plantel.

Bulls 95-93 Bobcats

Jimmy Butler

Do jogo não existe muita história para contar que visto que foi uma vitória tranquila dos Bulls. No entanto existem dois pormenores que devem ser realçados: a boa-forma de Jimmy Butler (Chicago Bulls).

Jimmy Butler está um jogador descomunal. Quem diria? O sophomore de Chicago, escolhido na posição 30 do draft de 2011, teve poucas oportunidades de jogo na última época fruto da presença de Luol Deng , Kyle Korver e Ronnie Brewer (apenas fez 42 dos 82 jogos da equipa na fase regular com uma média de 8.5 minutos de utilização e 2.6 pontos por jogo). Com a mudança de estratégia da equipa começou por entrar lentamente na rotação de Tom Thibodeau para fazer descansar Deng. E o puto, cujos colegas dizem que é um excelente profissional, começou por marcar 6\8 pontos que na maioria dos jogos acabavam por ser decisivos para as vitórias dos Bulls. Tenho reparado que ao contrário de Deng (mais exterior), Butler marca muitos pontos debaixo da tabela, aparecendo no ressalto a ganhar as bolas que Noah não concretiza. Com a lesão de Luol Deng nos últimos jogos, Butler subiu a um patamar do qual eu já desconfiava que ele tinha talento e raça para subir: em 44 jogos realizados pela equipa jogou-os todos (5 vezes titular), subiu a sua média de utilização para os 20 minutos e a média de pontuação para os 6.7 sendo que nos últimos 5 jogos já marcou muito acima da sua média: Golden State (16) Washington (9) Charlotte (19; recorde de carreira no regresso de Deng após lesãoM). É sem dúvida um dos jogadores mais in de Chicago e penso que daqui a 2 temporadas será um jogador que poderá elevar o seu jogo para uma média de 13 pontos por jogo e 7 ressaltos. Para além do mais, é um óptimo defensor. Pendura-se por completo nos extremos adversários e é uma carraça difícil de ultrapassar. Na semana passada fez suar Kobe e foi graças a ele que a estrela dos Lakers saiu do United Center com uma das piores exibições individuais da temporada.

Os Denver Nuggets ganharam 9 dos últimos 11 jogos.

O resultado mais desigual da época até agora. Os Rockets foram dar uma lição de basquetebol a Utah e acabaram por vencer o rival directo na luta pelos playoffs por 45 pontos. James Harden com 25 pontos e Omer Asik com 19 ressaltos foram os pilares defensivos da equipa do Texas.

5. Fotografias: 

DeMar DeRozan

DeMar DeRozan (Toronto Raptors) @ Orlando Magic

Carmelo Anthony

Carmelo Anthony (New York Knicks) e Josh Smith (Atlanta Hawks)

7. Para finalizar, mais um rumor. Este com o selo do diário espanhol Marca:

A lesão de Rondo poderá desencadear uma mega troca entre várias equipas da NBA (Boston, Memphis, Toronto, Lakers, Clippers e Dallas) sendo que em cima da mesa estão nomes como Calderon (Toronto Raptors) Pau Gasol (LA Lakers) Kyle Lowry (Toronto Raptors) Dwight Howard (LA Lakers) Paul Pierce (Boston Celtics) Rudy Gay (Memphis) DeAndre Jordan e Eric Bledsoe (LA Clippers). Os espanhóis dão os seus palpites.

Os negócios poderão não ser nesta arquitectura traçada pela Marca, mas creio que na próxima semana teremos movimentações importantes na Liga.

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Hoje na Marca

hurtado

O jogador do Paços de Ferreira Hurtado dá uma entrevista ao Jornal A Marca, com vídeo da entrevista gravado na Mata Real, onde aborda a selecção peruana e o clube da capital do móvel! Claro indicador do peso considerável que o futebol português já mexe nos principais media de outros países.

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hoje

hoje

fonte: Marca

Recomeça hoje em Espanha o julgamento do médico Eufemiano Fuentes, médico envolvido no maior escândalo de doping até hoje revelado. Fuentes vai começar hoje o seu testemunho.

É de relembrar que entre os clientes de Fuentes não estavam só ciclistas.

A lista famosa de clientes do médico da antiga ONCE e da Kelme incluía:

1. Ciclismo:

– Alberto Contador, Allan Davis, Joseba Beloki, Isidro Nozal, David Bernabéu, David Blanco, Eladio Jimenez, Ruben Plaza e o nosso Sérgio Paulinho (se bem que no exemplo destes 9 a justiça espanhola retirou-os dos ficheiros do processo por falta de provas de ligação com o médico mas alguns destes corredores, como é o caso de Contador já foram suspensos por uma ou mais que uma vez) Unai Osa, Michele Scarponi (dito em espanha como o “gerente\angariador” dos negócios de Fuentes em Itália). 

Alberto Contador, apesar de suspenso por 2 vezes sempre negou conhecer o Dr. Fuentes. A justiça espanhola retirou-o dos processos do caso mas eventualmente poderá inseri-lo novamente, estando essa condição dependente do que disser o médico. Alegadamente, Contador dopava-se segundo as ordens do médico quando estava na Discovery Channel.

– Marcos Serrano, Angel Vicioso, Francisco Mancebo, Constantino Zaballa, Alejandro Valverde (entretanto já suspenso por controlos positivos), Ivan Basso (já suspenso quando estava na Discovery Channel em 2007), Franck Schleck (admitiu em 2007 que transferiu 700 euros para uma conta de Fuentes mas negou qualquer envolvimento com o médico pois não prosseguiu o seu método, algo que ainda está por provar neste julgamento), Santiago Botero, Óscar Sevilla, Jan Ullrich (embora tenha dado positivo em 2006 a um teste feito ao sangue, sempre negou envolvimento com o médico espanhol), Michele Bartoli, Santiago Perez, Roberto Heras e Marco Pantani.

basso

Oscar Sevilla e Jan Ullrich chegaram a ser suspensos preventivamente em 2006 pela sua equipa de então, a T-Mobile.

ullrich

Nota de culpa de Franck Schleck:

Schleck

Apesar de ter dito que pagou a referida verba ao médico espanhol sem nunca ter usado os seus serviços e substâncias, o luxemburguês acusou xypamine, um diúrético muito usado na modalidade para expelir mais rapidamente substâncias dopantes pelo organismo em 2012.

– Tyler Hamilton, o mesmo que denunciou Armstrong na investigação da USADA. Pelo acordo que fez na justiça norte-americana no caso Armstrong, Hamilton não terá quaisquer problemas com a justiça norte-americana. No entanto, as autoridades espanholas investigam as suas ligações a Fuentes. Em causa está a época de 2003, onde o americano supostamente terá usado EPO, esteróides, transfusões de sangue,  hormonas de crescimento e testosterona durante 114 dos 200 dias da sua temporada. Alegadamente, o Norte-Americano contribuiu com 43 mil euros para o médico espanhol nesse ano. Nesse mesmo ano Hamilton fez 3º no Tour com uma prova “heróica”: caiu na primeira etapa,  fracturou a clavícula e ainda conseguiu o 4º lugar na geral, resistindo o mais que pode na alta-montanha a Armstrong e Ullrich.

– O antigo director desportivo da ONCE Manolo Saiz,
– O antigo director desportivo Vicente Belda.

Futebol:

O antigo ciclista da Kelme Jesus Manzano denunciou às autoridades espanholas que o Dr. Fuentes fazia visitas esporádicas aos balneários do Real Madrid e do Barcelona. O antigo presidente da FIFA Sepp Blatter chegou a dizer que estava na posse de documentos que o comprovavam. Nenhum dos rumores e testemunhos foi dado como provado até hoje. Em 2011, o Jornal Francês Le Monde também acusou a equipa catalã de promover uma rede de dopagem dentro das suas portas com a ajuda e monitorização técnica de Fuentes. A justiça espanhola não deu nenhuma das acusações do diário francês como provadas e o Barcelona pediu uma indeminização de 15 mil euros e um pedido de retratamento público do jornal.

Atletismo:

Ligações claras entre Fuentes e atletas olímpicos espanhóis desta modalidade.

Ténis:

Rafa Nadal também foi acusado de envolvimento neste escândalo. Recentemente, o seu colega de profissão Christopher Rochus acusou o espanhol e o sueco Roger Soderling do uso de substâncias dopantes.

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passado domingo

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Capa da Marca no passado domingo.

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Espanha campeã mundial de andebol

sterbik

Final paupérrima por parte dos dinamarqueses. A Dinamarca perde novamente o campeonato do mundo na final, facto que já tinha ocorrido em 2011 contra a selecção francesa. Resumindo: Os Dinamarqueses nunca chegaram a entrar no jogo. Muitas perdas de bola (20), quase tantas como as que tinham cometido nos restantes jogos deste mundial. Os Dinamarqueses entraram muito nervosos na partida. Jogadores com uma enorme experiência como Kaspar Sondergaard, Mikkel Hansen ou Nikolaj Markussen, habituados a disputar finais de competições internacionais e por clubes não conseguiram entrar no jogo e cometeram erros atrás de erros contra uma Espanha fortíssima no jogo exterior (Cañellas principalmente), no fornecimento de jogo ao seu pivot Julen Aguinalde (comeu de cebolada a frontline dos Dinamarqueses) e para o lateral direito Guardiola. Cañellas chegou inclusive a terminar o jogo com 100% de eficácia (7 golos em 7 remates). Pior que os turnovers cometidos foi a atitude passiva dos dinamarqueses na partida. Os Dinamarqueses não foram capazes de por em prática o seu andebol de 1ª linha e não conseguiram colocar em campo toda a agressividade que os caracteriza no plano defensivo. Na primeira parte, fruto da desconcentração dinamarquesa, a Espanha vencia por 18-10.

Na 2ª parte, os dinamarques até entraram bem do ponto de vista defensivo mas não conseguiram marcar qualquer golo nos primeiros 9 minutos. A Espanha continuou a capitalizar todos os erros dos Dinamarqueses como lhe competia e teve a ajuda do senhor que está na imagem: Arpad Sterbik. Uma exibição de sonho deste guarda-redes sérvio naturalizado espanhol em 2008, com 15 defesas onde demonstrou serenidade (raramente levantou um pé do chão para tapar angulos). Sterbik já foi eleito pela EHF o melhor jogador do ano no ano de 2005, tendo sido o primeiro guarda-redes a ser eleito na história da modalidade.

Nos minutos finais, com a vantagem expressiva dos espanhóis a oscilar entre os 14 e os 16 golos de diferença, pode-se dizer que foi um passeio até ao apito do quadro electrónico. A Espanha é a nova campeã do mundo de andebol.

P.S: mais logo, vou tentar arranjar e postar highlights ou o jogo completo se tal me for possível.

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dossier armstrong

Parece que a verdade veio ao de cima.

Confesso que tirei alguns dias de meditação (e também algumas notas) para me poder pronunciar devidamente neste caso. Perante muitos comentários que recebi aos posts (ver aqui, aqui, aqui e aqui) que escrevi neste blog sobre o “esquema armstrong” (penso que não há problema em catalogar toda esta problemática como um esquema dadas as peças que foram postas no terro e a confissão do Texano) parece que eu é que tinha razão.

Segundo os mesmos comentários (fazendo um sumário breve), esta questão era tudo fruto da minha cabeça. Era o ódio que sentia a Armstrong. Era o facto de não perceber de ciclismo. Era o facto de não perceber os meandros do doping. Era o facto de não reconhecer que Armstrong era o melhor de sempre. Era o facto de não perceber que o ciclismo, pela extensão e dureza das etapas, era um esforço desumano que só poderia resultar em dopagem dos atletas. Era o trauma de ter sido adepto de Ullrich, Indurain e Mayo. Era a casmurrice de acreditar que a rede era internacional e que existiam subornos à União Ciclista Internacional, às agências anti-dopagem e à organização do Tour para que fechassem os olhos ao doping da US Postal\Discovery Channel. Era portanto, fruto da minha cabeça, uma portentosa teoria da conspiração por ter sido um adolescente “recalcado” (adoptando a linguagem de um dos comentários que poderão ver nesses posts) por ter visto Armstrong ganhar tantas vezes…

Vi e revi a entrevista. Parei várias vezes a meio para tirar notas. Concluo.

Considero que Armstrong foi um ser humano gigante em duas ocasiões. A primeira, quando venceu um cancro que lhe dava 6 meses de vida e cujas metastases chegaram ao cérebro. A segunda, quando finalmente, envolto numa tremenda mentira, decidiu sentar-se ao pé de Oprah Winfrey (desde já muito bem escolhida pelo dito para efectuar a entrevista visto que Oprah mesmo com um traste como Armstrong tem um mediatismo tal que pode transformar o maior escândalo em ouro e como tal permitir que talvez suavisem o castigo aplicado ao ex-ciclista) e confessar a verdade. Foi bom para Armstrong admitir a culpa, contar a verdade e contar todos os processos que envolveram esta problemática, sendo que foi uma atitude sensata contar inclusive o episódio onde pediu ao filho para não o defender mais das acusações que sobre si pendiam. Foi muito cavalheiro da sua parte e repõe tudo aquilo que suspeitava: as 7 edições do Tour que ganhou são falsas, não existem por completo.

Todavia, estas confissões não abrilhantam aquilo que foi uma fraude sem precedentes na história do desporto e não limpam outros problemas na modalidade que derivaram deste problema.

Armstrong não quis acusar ninguém. Não acusou os colegas de equipa, os responsáveis, o staff clínico. Tampouco acusou Michelle Ferrari, aquele que estará por trás de muitos casos de doping no desporto mundial. Estivemos perante uma confissão que se irá arrastar ad-eternum para a vida do homem Armstrong. Mas o homem Armstrong só poderá realmente devolver a verdade quando começar a confessar quem é que está por trás destas redes internacionais de doping. Não o deve fazer para seu bem ou para sua salvação, visto que o seu caso não tem salvação. Deve-o fazer sim para bem da modalidade e para bem da verdade desportiva.

A confissão de Armstrong reforça a minha opinião: Miguel Induráin foi o melhor de sempre. Sem doping.

A confissão de Armstrong não limpa nem resolve um dos principais celeumas na modalidade (em particular) e no desporto em geral: poderá no futuro autorizar-se as transfusões de sangue e considerá-las legais para atletas de alta competição? É assim: antes de haver anfetaminas, EPO, diuréticos e todas as drogas que se utilizam regularmente por atletas de alta competição para aumentar o metabolismo e a performance em altas competições internacionais, já existia a transfusão de sangue como “substância dopante” – aliás, se atendermos a esta questão particular, as transfusões de sangue são autorizadas em várias modalidades. No futebol são autorizadas e já causaram problemas quando, entre 2004 e 2007, aquando da sua passagem pelo Chelsea, Arjen Robben negava-se (por ser de uma religião fundamentada na doutrina calvinista) a dar sangue na pré-temporada da equipa (a pré-temporada feita em sítios a alta altitude, devido ao efeito de eritopoetina elevada e consequente aumento de hemoglobinas disponíveis, aumenta a capacidade de ligação do oxigénio aos tecidos musculares quando injectado numa fase de temporada em que o ciclo de oxigenação é mais lento e o atleta se sente mais cansado). No ciclismo, a UCI não permite transfusões de sangue e cataloga-as como substâncias dopantes. Se por um lado, o atleta que as usa está a jogar de forma suja perante aqueles que se negam a usar, e os que usam apresentam-se em condições metabólicas diferentes dos que se negam a usar, por outro lado, é considerável que as transfusões de sangue não são um método não-natural de dopagem e cabe ao atleta dar consentimento ou não para as receber.

Mas continuo a dizer que este problema não “lava outros problemas” que surgiram na modalidade.

Não lava o alpe d´huez onde Armstrong venceu Pantani, o melhor trepador de sempre com um ritmo avassalador, impróprio para qualquer dos grandes trepadores da história da modalidade. Falando em Pantani. Enquanto Armstrong negava sistematicamente (em forma de ataque, como confessou a Oprah) o uso de substâncias dopantes ou recurso a transfusões sanguíneas, as autoridades desportivas perseguiam Pantani com suspeitas, processos e castigos, impedindo o atleta de competir, até, ao dia 14 de Fevereiro de 2004, dia em que o “Pirata”, depois de vários internamentos por depressões profundas por não poder competir, decidiu por término à vida. Enquanto Armstrong negava aos sete ventos o recurso a métodos dopantes, o seu maior rival no Tour, Jan Ullrich, passou anos em depressões, esgotamentos, e chegou mesmo a tentar o suicídio, que, seria impedido por um dos seus colegas de equipa na Deutsche Telecom\T-Mobile Andreas Kloden. No caso de Pantani, e como isto não deixa de ser delicioso, o primeiro processo movido pela justiça italiana aconteceu precisamente 2 meses antes da primeira Volta à França ganha pelo americano. Curiosidade: no Giro de Itália Pantani era expulso pelo uso (não taxativo) de EPO depois de um controlo anti-doping quando, 2 meses depois, como veio a provar a investigação movida pela USADA, tal teste não se fazia na Volta à França. Isto remete-me para a inevitável pergunta: o escândalo Festina já tinha abalado a prova organizada por Jean-Marie LeBlanc nos anos anteriores. Sabendo que a US Postal usava métodos dopantes, não quis o antigo director do Tour encobrir esse mesmo uso para que a prova não perdesse espectacularidade nos anos das vitórias de Armstrong, ou de facto, houve movimentações por parte da equipa Norte-Americana para encobrir esse uso junto da organização francesa?

A investigação da USADA decorreu com base no depoimento de vários companheiros de Armstrong. Hincapie, Landis, Leipheimer, Hamilton, Franky Andreu, Beltran e Rubiera foram os primeiros a chegar-se à frente para denunciar o esquema da equipa e Armstrong. A justiça norte-americana, funcionando à base dos terríveis acordos como moeda de troca para os chibos, não queria mostrar serviço com a raia miúda da equipa e aproveitou-se de testemunhos de gente que se dopou tanto como Armstrong para apanhar exclusivamente o texano. Os que denunciaram não tiveram problemas com a justiça mas no entanto voltou-se a verificar que a justiça norte-americana foi cega e apenas quis mostrar serviço com alguém cujo mediatismo indicaria que a justiça norte-americana pode ter uma bela face quando não a tem.

Por cada situação de doping que é apanhada, 2 outras passam despercebidas.

O ciclistas Riccardo Riccó, vencedor de algumas etapas do Tour em 2008 foi expulso da prova a meio depois de ter sido detectado num controlo a presença de EPO de 3ª geração (CERA, Continuous Erythropoiesis Receptor Activator, uma variante da Erythopoeitina, hormona que controla a produção de glóbulos vermelhos e que aumenta de forma significativa a performance de atletas) enfrentou um processo na justiça italiana onde afirmou a dualidade antagónica dos testes anti-doping que se fazem em Espanha e em Itália. Ricco disse: “sei de fonte segura em que em Itália 8 a cada 10 testes de atletas dopados dão positivo e esses atletas sofrem consequências da prática. Em Espanha, não só não se fazem testes com o referido rigor, como os atletas não avisam onde estão a treinar como ainda apenas 1 em 10 são apanhados nas malhas do doping” – mais claro não poderia ser o antigo atleta da Saunier Duval. A Operación Puerto, movida em 2006 pelas autoridades espanholas à rede  do Dr. Eufemiano Fuentes não poderia ser mais conclusiva quanto à rede de clientes que o médico da antiga equipa ONCE movia em várias modalidades. Ironia das ironias, pensava-se na altura que Jan Ullrich seria um dos clientes do médico espanhol, facto que até hoje nunca se veio a provar. Armstrong atacava em vários lados para se defender do seu próprio erro?

Recentemente, o tenista Belga Christopher Rochus acusava na Austrália que no Ténis “haviam lesões muito estranhas” que indiciavam o uso de substâncias dopantes, acusando os nomes do Sueco Robin Soderling e o Espanhol Rafa Nadal. Não seria portanto proveitoso para a verdade desportiva que Armstrong abrisse a arca de pandora às autoridades sobre os nomes que controlam a rede internacional de fornecimento de substâncias dopantes?Lanço a pergunta.

Lanço uma outra: e havia uma rede de transporte de sangue e uma data de payrolls envolvidos, não seria suposto a UCI “devido às regras de acompanhamento da luta antidoping” saber onde armstrong estava e efectuar controlos surpresas? Porque não o fez?

Com todas estas afirmações, não é só Lance Armstrong que sai derrotado. É toda a modalidade que sai derrota. Isto acontece precisamente na antecâmara de decisões por parte do Comité Olímpico Internacional para as modalidades que serão cartaz nos próximos jogos olímpicos, havendo uma especulação de que o COI não será brando com a modalidade e poderá avançar com a exclusão das provas de ciclismo nos Jogos do Rio de Janeiro. O que de facto, pela espectacularidade que as provas trazem aos amantes da modalidade, será uma profunda desilusão.

Para finalizar, a decisão da LiveStrong. Armstrong ficou sem nada. Os patrocínios sumiram. A competição também. A fundação movimenta algo como 65 milhões de dólares por ano, podendo-se dizer que é das fundações mais profícuas ao nível mundial na luta contra o cancro. A direcção da fundação temeu (aceito de forma compreensível) que a nota de culpa do seu fundador pudesse ter influência na recepção de donativos e decidiu arredá-lo das operações. Lance Armstrong tornou-se o pior exemplo ao nível de práticas desportivas que a história conhece. Mas como foi focado na entrevista, existe algo que jamais lhe poderão retirar: a incrível luta pela sobrevivência a um cancro mortal.

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HWC 2013 – 2ª Jornada

Grupo A:

(os comentários dos brasileiros são demais)

Na re-edição das últimas finais do campeonato PAN-Americano (desta feita num Mundial), o Brasil venceu a Argentina na 2ª jornada deste grupo. De nada valeu portanto a vitória dos Argentinos contra Montenegro: tendo a Alemanha perdido com a Tunísia hoje e a França ganho a Montengro, uma vitória dos Argentinos seria o equivalente a dizer que podiam dar-se ao luxo de empatar com os Alemães para passar o grupo desde que vencessem pelo menos os tunisinos. Sendo assim, a França lidera e o 2º classificado será decidido no cruzamento de jogos existente entre Brasileiros, Alemães, Tunisinos e Argentino sendo que cabe à Alemanha (em teoria) a superioridade.

Do jogo: o ponta Fernando José Pacheco (EC Pinheiros – Liga Brasileira) marcou 8 golos em 11 remates e foi o grande jogador desta partida. De salientar um último aspecto: os Argentinos tem meia dúzia de jogadores a actuar na europa, sendo que 4 actuam na Liga Asobal e dois na Liga Francesa, enquanto os Brasileiros apenas tem um jogador a actuar no Naturhouse La Rioja (ASOBAL).

Surpresa do dia. A Tunísia bateu a Alemanha por 26-24 num jogo em que vi o final em directo. Uma característica Alemanha, incapaz de segurar os ímpetos de primeira linha dos Tunisinos e com muitas dificuldades em praticar o seu característico rápido jogo de contra-ataque. Mais uma vez ficou vincada a agressividade defensiva desta equipa do Magreb que ontem já tinha ameaçado uma surpresa contra a França.

a França bateu Montenegro por 32-20 sem espinhas com 10 golos a serem alcançados em contra-ataque. Os campeões olímpicos em título lideram o grupo.

Grupo B:

 

Dinamarca russia

Diz tudo sobre o bom jogo realizado pelas duas equipas que irão decerto passar este grupo.

Nos outros jogos, a Islândia cilindrou o Chile por 38-23 e a Macedónia venceu o Qatar por 34-30.

Amanhã joga-se a 2ª jornada dos grupos C e D:

O Grupo C arranca às 14:45 com um interessante Eslovénia vs Coreia do Sul, prossegue às 17 horas com aquele que será o jogo do dia (Bielorussia vs Sérvia) e termina às 18:45 com um Polónia vs Arábia Saudita.

O Grupo D arranca às 15:45 com um Argélia vs Croácia (mais um passeio para os croatas), prossegue às 18 com um Espanha vs Egipto (jogo cauteloso para os espanhóis) e termina às 20 e 15 com um Austrália vs Hungria.

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HWC 2013 – jogos de sábado

Grupo C: Sérvia 31-22 Coreia do Sul

Polónia 24-22 Bielorussia

Rutenka

Os 8 golos de Siarhei Rutenka (Barcelona) foram insuficientes para evitar a derrota da Bielorussia frente à Polónia.

Grupo D:

Jogo de abertura. Caja Mágica, pavilhão do basquetebol do Real Madrid. 12 mil pessoas na assistência, cerca de 70% da lotação da Caixa. A Argélia (assim como todas as equipas do Magreb) costumam ser adversários chatos (que o diga a campeã olímpica França que horas mais tarde suou para levar de vencida a Tunísia) não pela sua capacidade ofensiva (muito longe do poderio dos europeus) mas pela sua defesa agressiva. A Argélia (uma vez Portugal teve que suar bastante no Mundial de 2001 para bater esta selecção) costuma adoptar uma postura defensiva de defesa 6-1 subida, muito agressiva, empurrando os adversários para fora dos 9 metros (o central chega a operar nos 12 metros), factor que baralha por completo as contas ao andebol europeu. A Espanha não tremeu e venceu tranquilamente por 27-24.

Grupo A

Germany

Regresso da Alemanha ao convívio dos grandes com uma vitória estrondosa sobre o emergente Brasil por 33-23. O lateral Steffen Weinhold (SG Flensburg-Handewitt) foi o melhor marcador do encontro com 7 golos.

A única surpresa do dia: a Argentina bateu Montenegro por 28-26 no primeiro jogo deste novo país europeu num campeonato do mundo. Há um  aspecto que devo salientar: Montenegro está neste campeonato do mundo não pelo seu talento, mas pela dificuldade que é jogar em sua casa nas qualificatórias. Por norma, os Montenegrinos recebem os adversários em pavilhões pequenos, sem condições e onde é inclusive permitido fumar. Chegou a haver um jogo de Portugal para a fase de qualificação para o europeu de 2012 onde dentro do pavilhão que acolhia o jogo entre as duas selecções estavam 40 graus.

A vitória dos Argentinos foi destaque na página do Diário Desportivo Olé.

O melhor marcador da partida (Amine Bennour com 7 golos) engana por completo aquele que é considerado já o melhor guarda-redes de sempre (Thierry Omeyer).

Vida complicada para os Franceses neste jogo inaugural:

france

Noutros jogos:

No Grupo B. a Dinamarca de Mikkel Hansen estreou-se com uma goleada perante o Qatar de 41-27, a Rússia bateu a Islândia por 35-30 e a Macedónia suou para bater o Chile por 30-28 e precisou muito da inspiração da sua vedeta Kiril Lazarov (Atlético de Madrid)

No Grupo C, a Eslovénia bateu confortavelmente a Arábia Saudita por 32-22.

No Grupo D a poderosa Croácia esmagou a Austrália por 36-13.

Amanhã há:

Grupo A: Derby regional entre Argentina e Brasil, Alemanha vs Tunísia e Montenegro vs França (respectivamente por estas horas 14, 16:20 e 18:30)

Grupo B: Chile vs Islândia, Qatar vs Macedónia e Dinamarca vs Rússia, sendo que este último jogo irá decidir já quem vencerá este grupo. Passam aos quartos-de-final da prova as duas primeiras de cada grupo, sendo as restantes enviadas para a lutar entre o 9º e o 24º lugar. (estes jogos realizam-se às 14:45, 17 horas e o Dinamarca vs Russia pelas 19:15)

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começa dentro de algumas horas

handball wc

Spain 2013 Men Handball World Cup.

Abre com o jogo entre a Espanha e a Argélia que pode ser visto aqui

Na primeira jornada (hoje e sábado) destaque para o regresso da Sérvia aos grandes palcos mundiais contra a outsider Coreia do Sul, o interessante jogo entre Macedónia e Chile (duas equipas que não estão muito habituadas a pisar estes palcos se bem que os Macedónios tem um dos melhores jogadores do mundo em 2012 para o L´Equipe, nada mais nada menos que o lateral-direito do Atlético Madrid Balonmano Kiril Lazarov) e o Islândia vs Russia.

Nota: peca pela espectacularidade neste mundial as ausências da vice-campeã olímpica Suécia (não vou poder apreciar o magnífico andebol do lateral Kim Ekdahl Du Rietz) e de outras selecções fortes como a Noruega e a República Checa do poderoso Filip Jicha. Em contrapartida a Alemanha está de volta às grandes competições internacionais como uma renovadíssima selecção. De todos os atletas penso que só o Dominic Klein, o Stefan Kneer e o Oliver Roggish é que sabem o que é jogar um mundial, aliás, ganhar um mundial visto que ganharam o 2007 ainda com o mítico Heiner Brand como seleccionador. 

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dissonâncias

enquanto os Irlandes usam e abusam de instrumentos institucionais como a presidência da União Europeia para pura e simplesmente rasgar do incómodo acordo assinado em 2010 com a “troika”, enquanto os gregos não cumprem nenhuma das metas orçamentais e planos de ajustamento previstos desde 2009, enquanto os cipriotas, os eslovacos, os húngaros, os italianos e os espanhóis se aguentam com dívidas publicas gigantescas, problemas gravíssimos na gestão de activos tóxicos nas suas bancas e derrapagens descomunais repetidas aos seus orçamentos de estado para não pedir auxílio económico às instituições de Bretton Woods…

temos um governo altamente submisso que aplica todas as reformas e todos os planos vindos do exterior. O filme repete-se. Esta história de cortar mais 50 mil empregos na função pública, de aumentar as taxas moderadoras com o fim claro de dar um  fim de privatização à saúde, de vender empresas públicas altamente lucrativas (sim, porque as que dão prejuízo como a RTP ninguém as quer) a troco de peanuts and soda a estrangeiros e de reduzir os encargos com saúde e educação vai empobrecer cada vez mais o país e colocá-lo numa posição quasi-feudal à merecê de meia dúzia de grupos económicos, nacionais e internacionais.

Enquanto os outros usam e abusam de esquemas para não pagar as suas dívidas e proteger o que resta do Estado Social, nós, os bons portugueses seguimos a cartilha neoliberal de forma absoluta. Daí que o filme da Argentina, da Indonésia, de El Salvador, da Bolívia, do Brasil e de todos os exemplos dos chamados “bons alunos” de Bretton Woods vai-se repetir no nosso país. Chegaremos a um limite de insustentabilidade por via do falhanço de todas estas políticas macroecómicas tal que como sempre, as instituições de Bretton Woods, sapientes do fracasso instaurado para protecção de meia dúzia de detentores de capital irão justificar-se empurrando as culpas para os governantes. Não tardará muito ver uma Christine Lagarde, branca ao microfone a afirmar que a culpa não foi das políticas macroeconómicas impostas pela sua instituição mas sim da má aplicação por parte do governo português. É só idealizar aquele inglês tosco que caracteriza qualquer francês e uma figura calva de fracasso a afirmar: “nós avisámos o governo português mas eles não nos deram ouvidos” – e mais uma vez, como quase sempre na actuação do Fundo, os maus alunos, sabendo das artimanhas usadas, escaparam e nós Portugueses, que não pulámos a cerca a tempo, ficamos para trás.

esta é só uma nota de aviso. não é que tenha um oráculo para prever o futuro. a cartilha neoliberal utilizada pelos fundamentalistas radicais de mercado não é coisa de hoje, é coisa de décadas, com exemplos, experiências, sangue e suor de governantes e respectivas populações plasmadas em pedaços de papel que não resultaram em nada. neste país, ele está a mostrar-se cada vez mais real dia após dia. e não se vislumbra risonho para os portugueses.

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esta é nova

DN

ín Diário de Notícias

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antes que me esqueça: o falcão deu 5 ao Corunha

partidazo, como dizem os espanhóis. fico completamente maravilhado como uma equipa tão medíocre como é o atlético de madrid (salvo excepções a alguns jogadores como Arda, Gabi, Felipe Luis, Suarez, Adrián e Courtois) consegue ter um jogador como Radamel Falcão.

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peço desculpa (a sério que peço)

banco meu

Tou coradinho. Há bocado disse que a Espanha ia pagar 1,15% por um empréstimo semelhante aquele que Portugal recebeu do FEEF. Nem isso: 1%. Por 40 mil milhões. Gratuito. De Graça. De Borlinha. À pala. Borliu. E ainda vai criar o banco mau para mandar a dívida pertencente a alemães pelo esgoto abaixo. Com o patrocínio, selo e carimbo de Bruxelas. Continuaremos a ser os bons alunos (os pisados) da Europa?

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