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NBA 2012\2013 #46

1. Dos jogos que tenho visto ou posto os olhos nas últimas madrugadas:

Na madrugada de segunda para terça, primeiro e segundo da Conferência Oeste alinharam em San Antonio, Texas, para um jogo que se previa excitante. As duas equipas chegaram a esta partida empatadas na classificação, cabendo a quem ganhasse o jogo a liderança. Apesar de ainda faltarem 17 partidas para ambas as equipas até ao fim da temporada regular, o primeiro lugar do Oeste na fase regular não só dá direito a jogo 7 em casa em todas as rondas do playoff para o vencedor da conferência como ainda garante (em caso de melhor score dentro das 16 apuradas para o playoff o jogo 7 em casa nas finais; neste momento o melhor score da Liga é de Miami com 49 vitórias e 14 derrotas).

San Antonio Spurs e Oklahoma City Thunder alinharam AT&T Center quase na máxima força. Destaque do lado da equipa comandada por Greg Popovich para a ausência de vulto de Tony Parker e na equipa do estado do Oklahoma para as ausência de Perry Jones III, o rookie da equipa. Para remediar a ausência de Parker, Popovich chamou à titularidade Corey Joseph, base canadiano de 2º ano na liga apenas utilizado por 16 vezes esta temporada na equipa Texana. Popovich já promoveu à titularidade nesta época quase todos os jogadores que possui.

O jogo começou com um primeiro período exímio por parte dos Thunder. A equipa de Oklahoma chegou, viu e parecia vencer. Tudo muito fácil para a rotação de bola da equipa comandada por Scott Brooks. A 2 minutos do fim do 1º período os Thunder venciam por 27-18 com Russell westbrook a querer dar um ar da sua graça. No entanto, o base dos Thunder acabaria por fazer um jogo bastante inconstante, aparecendo e desaparecendo por completo em vários momentos da partida. Com muita apatia defensiva por parte dos spurs, Kevin Martin ia fazendo as delícias dos adeptos visitantes com triplos na lateral. Contudo, o base que veio para Oklahoma na troca feita com Houston (James Harden) acabaria por limitar o seu acto de lançamento ao primeiro período, onde somou 3 triplos (9 pontos).

No 2º período continua o desacerto defensivo dos spurs. A 8:46 do intervalo, Oklahoma chega aquela que é a sua vantagem máxima na partida: 41-29. Kevin Durant começa a dar um ar da sua graça com uns lançamentos a 14 pés do cesto. Durant irá acabar a partida com 26 pontos (7-13; apenas 1 triplo em 1 lançamento efectuado). Se pudesse atribuir o prémio de MVP da fase regular não hesitaria em atribui-lo ao extremo dos Thunder. Paragem no encontro promovida por Popovich e tudo muda de cenário. Danny Green entra na partida com 2 triplos seguidos para os Spurs. Green é o maior cliente desta equipa neste fundamental de jogo. Apesar de ter uma média pontual de apenas 10.6 pontos por jogo (não esquecer que a utilização média de Green é de 27.3 minutos por jogo e que o shooting guard é suplente de Ginobili) Green é um dos jogadores da liga com maior eficácia ao nível de 3 pontos: 44% (146-332 nos 64 jogos efectuados durante esta temporada). Se Green abriu o livro com os 2 triplos, os Spurs reaproximaram-se no marcador rapidamente com mais um triplo de Leonard. Em 1 minuto de jogo, os Thunder falharam 3 ataques e nesses 3 ataques, os Spurs marcaram 3 triplos, colocando o marcador em 41-38. Esta fase acabou por ser a fase de jogo em que westbrook se eclipsou da partida.

Depois da euforia provocada por Green e Leonard, veio a euforia de colectivo de Greg Popovich. E que colectivo. Não há um jogador deste rooster da equipa Texana que eu não diga que não queria numa equipa minha. Apareceu logo Splitter com duas incursões ao cesto onde mostrou o jogo de pés que tanto talento lhe granjeavam na europa. Splitter está finalmente no bom caminho para se tornar uma alternativa muito viável a Tim Duncan no jogo interior da equipa quando o veterano se retirar. O brasileiro melhorou os seus números e está a tornar-se um caso sério dentro da liga, visto que consegue 10 pontos\6 ressaltos em apenas 24 minutos de utilização em média.
Depois do show Splitter entras Gary Neal em cena. Com dois cestos seguidos, põe os Spurs em vantagem por 5 (49-44). Em coisa de 3\4 minutos, os Spurs viram por completo o rumo dos acontecimentos perante a apatia dos homens de Scott Brooks. Oklahoma reequilibra as coisas com 2 lances de Kendrick Perkins. O jogo está animado na fase final do 2º período, tendo os Spurs entre o minuto 9 e o minuto 1 (em contagem decrescente para o fim do período) obtido um parcial absolutamente ridículo de 25-6. Os Spurs chegam ao intervalo com 57-50. Do lado de Oklahoma pedia-se mais Ibaka, mais Durant e mais westbrook. Ambos viriam a dar uma boa resposta na 2ª parte. O Congolês esteve muito expressivo na luta dos ressaltos com 16 ressaltos e 13 pontos e ganhou claramente o duelo individual a Tim Duncan que no final contou com 13 pontos e 8 ressaltos. Com Splitter, 18 ressaltos. Porém, não há que tirar o mérito à grande época que o veterano campeão pelos Spurs está a fazer. Apesar de estar a ser poupado em várias partidas, este veterano que fará 37 anos no próximo 25 de Abril e que cumpre a sua 16ª temporada na liga continua a alto nível com médias de fazer inveja a muitos rookies e sophomores.

Os Thunder conseguiram algum acerto ofensivo no 3º período. No entanto, os Spurs foram controlando a vantagem que tinham ao intervalo. westbrook conseguiu recuperar o nível que tinha exibido no 1º período e nos 7 primeiros minutos do 3º tempo marcou tudo o que lançou, fazendo 13 pontos seguidos. Do lado dos Spurs, era Splitter quem brilhava. Foi à custa do grande jogo ofensivo do internacional brasileiro que os Spurs voltaram a ampliar a vantagem para a casa das dezenas. O antigo jogador do Saski Baskonia acabou a partida com 21 pontos e 10 ressaltos. No 4º e último período ainda se esperava uma resposta dos Thunder. Mesmo com a arbitragem a empurrar o jogo para baixo da casa da dezena com alguns erros que beneficiaram Oklahoma, a noite estava destinada ao grande jogo colectivo de San Antonio, ou melhor, ao expoente máximo daquilo que em basquetebol se chama jogo colectivo. E mais uma vez, o consagrado Popovich está de parabéns e tem a sua equipa bem encaminhada para a possibilidade de mais uma final da competição.

Nota final no 4º período para as duas tentativas de triplo protagonizadas por Serge Ibaka. Dei-me ao trabalho de procurar os números de Ibaka neste departamento. O meu espanto é que o Congolês naturalizado e internacional pela Espanha tem melhorado e muito neste departamento e pode tornar-se um triplista interessante. Na 1ªepoca na liga (09-10) em 73 jogos, o Congolês marcou apenas 1 triplo em 2 tentativas. Na época seguinte, apenas tentou a linha de 3 pontos por uma vez sem conseguir marcar esse triplo. Na época passada, tentou 3 triplos e conseguiu marcar um. Nesta época, imagine-se, já foi lá atrás tentar 45 triplos, tendo eficácia em 16. O pulo não é explicável pelo facto da equipa não ter lançadores e ter de automatizar Ibaka para um novo departamento de jogo até porque os Thunder tem o melhor lançador da actualidade (Kevin Durant) mas pode ser explicável pelo facto de alguém ligado ao departamento técnico ter visto que o jogador pode efectivamente melhorar o seu tiro de meia e longa distância. E de facto, nota-se a olhos vistos que o internacional espanhol deixou de ser um jogador que usava e abusava do físico no plano ofensivo para ser um jogador que atira mais e com mais eficácia. Em 62 jogos esta época, já marcou 350 dos 617 (56%) lançamentos efectuados quando em 66 da época passada apenas tentou 490 e concretizou 262 (53.5%).

Para finalizar esta partida, encontrei pelo youtube uns vídeos interessantes de Ibaka quando este em 2006\2007 ainda jogava pela equipa sub-20 do L´Hospitalet, da modesta cidade de Lobregat (Catalunha) que compete actualmente na LEB\Ouro (2ª liga espanhola):

Logo a seguir ao jogo entre Thunder e Spurs, resolvi ver um jogo que estava bastante curioso para ver. Os Knicks visitavam Oakland (Golden State warriors) poucos dias depois daquele magnífico jogo disputado no Madison Square Garden em que Stephen Curry marcou 54 pontos na vitória da equipa Californiana por 109-105:

No regresso de Carmelo Anthony após uma pequena paragem por problemas físicos, Curry não fez um jogo tão vistoso como o que tinha feito a 27 de Fevereiro em Nova Iorque mas, pode-se dizer que em conjunto com David Lee e com os seus colegas de equipa não foi nada meigo para os Knicks que saíram vergados do Oracle Arena com uma pesada derrota por 93-62.

Curry abre o jogo com 5 triplos. Parece que agora está na moda marcar triplos às pazadas e Deron williams que o diga depois daquela monumental sova de triplos que aplicou num destes dias. Quanto a D-will já lá vamos. Curry abriu com o fogo todo e voltou a coroar-se como o melhor triplista desta season. O base dos warriors marcou 6 em 10 tentativas e só nesta temporada já leva 198 em 439 tentativas. Bem me dizia o Eduardo Barroco de Melo que Curry é efectivamente o candidato em melhores condições para um dia bater o record de triplos marcados de Ray Allen. No entanto, ainda lhe faltam muitos (tem neste momento 570 na 4ª temporada na liga) para obter os 3135 triplos obtidos pelo veterano jogador dos Miami Heat. O que Curry começou (26 pontos) terminou David Lee. Uma carraça para os homens de interior da sua antiga equipa. Lee acabou o jogo com 21 pontos e 10 ressaltos. E logo desde aí, os dois disseram bem alto aos Knicks que não tencionavam discutir o jogo até ao fim. E assim, foi. Rapidamente os warriors aumentaram a sua vantagem para a casa dos 20 pontos e os Knicks não conseguiram entrar na partida. Melo acabou com 14 pontos e melhor que ele na equipa de Mike woodson só o pouco utilizado Chris Copeland com 15 pontos já nos minutos finais da partida. Os Knicks estão a passar por uma fase complicada da época. Apesar de estarem a vencer uns jogos, não estão a jogar grande coisa e já estão a fazer as contas para os playoffs. É que o rol de lesionados no seu seio já é grande: Stoudamire irá parar cerca de 6 semanas e não estará disponível para os jogos que falta jogar na fase regular e provavelmente para a primeira ronda dos playoffs. Rasheed wallace ainda não tem data prevista para regressar. Como se isso não bastasse, Carmelo anda a contas com uma lesão num joelho e segundo a imprensa norte-americana tem jogado com muitas dores e Jason Kidd rebentou de vez e é pouco utilizado na equipa. Para fazer face a estes contratempos, a direcção da equipa foi buscar um jogador que estava livre (Kenyon Martin, ex-clippers) mas o antigo poste que se destacou ao serviço de Nets e Nuggets entre 2000 e 2009 ainda não conseguiu sincronizar-se com o resto da equipa. Mais uma vez realço aquilo que escrevi sobre esta equipa dos Knicks na antevisão para esta temporada (arquivos no mês de Novembro de 2012) ao afirmar que a excessiva veterania dos Knicks poderia efectivamente ter um custo com o desenrolar da temporada.

Quem continua onfire são os Denver Nuggets. A equipa de George Karl está onfire e o veteraníssimo treinador que está à frente da equipa do Colorado desde 2005 começa a ter um equipão de futuro nas mãos, capaz até de vencer o título da NBA.

Contra os Suns, os Nuggets apresentaram o seu jogo habitual: a mil à hora com ataque total. E para isso nem necessitaram que Galinari puxasse dos galões pois contra os Suns (agora reforçados com Marcus Morris e o iraniano Hamed Hadadi; Marcus junta-se ao irmão gémeo Markieff Morris na equipa e tornam-se os primeiros gémeos a jogar juntos na mesma equipa da história da competição) pois nesta partida o italiano esteve bem discreto (apenas 5 pontos). Quem acabou por brilhar na partida foi o poste Kosta Koufos com 22 pontos e 10 ressaltos, o que acaba por realçar a qualidade deste plantel que muitas e boas soluções como Galinari, Kenneth Faried, Koufos, Ty Lawson (é para mim actualmente um dos bases que mais gosto ver jogar na NBA em conjunto com Mike Conley e Dwayne wade), André Iguodala, Corey Brewer, wilson chandler, André Miller, Evan Fournier (tem boas hipóteses singrar no futuro este rookie francês) e o internacional russo Timofey Mozgov.

Portland e Memphis também realizaram um dos melhores jogos desta semana. Os Blazers estão a tentar alcançar um lugar que lhes permita jogar os playoffs. Contra os Grizzlies (praticamente apurados para os playoffs e a atravessar a melhor fase da época com 12 vitórias em 13 partidas) a equipa do Oregon esteve perto da vitória. As duas principais vedetas desta temporada da equipa treinada por Terry Stots (LaMarcus Aldridge e Damien Lillard) fizeram dois senhores jogos: Aldridge fez 28 pontos e 10 ressaltos e Lillard fez 27 pontos. Contudo, o esforço dos dois de Portland foi insuficiente para travar a grande exibição colectiva dos Grizzlies. Marc Gasol com 20 pontos e Zach Randolph com 19 lideraram a equipa do Tennessee que conseguiu ter 5 jogadores acima dos dois digitos ao nível de pontos. O base ex-Toronto Raptors Jerryd Bayless fechou no último segundo a 5ª vitória consecutiva dos Grizzlies frente aos Blazers com dois lances livres.

Festa no reino do rei Jordan. Frente aos Celtics sem Rondo e Paul Pierce, os Bobcats deram um show que há muito não se via por aquelas bandas. Liderados por Gerald Henderson (35 pontos; 11 em 19 em lançamentos de campo) a equipa do estado da Carolina do Norte alcançou a 14ª vitória desta época. Apesar do último lugar da conferência este, a equipa que é detida pela antiga vedeta dos Bulls conseguiu por agora dobrar o número de vitórias que obteve na época passada. Para além do mais quebrou com estilo uma senda vitória da equipa de Doc Rivers. Desde que Rajon Rondo se lesionou no passado mês de Janeiro (entretanto a equipa adquiriu o base Jordan Crawford aos washington wizards) Doc Rivers conseguiu trabalhar muito bem a sua equipa para superar a ausência do seu líder e ao contrário do que todos os analistas previam até conseguiu tirar proveito da situação com uma série de 14 vitórias e 5 derrotas. Paul Pierce está temporariamente lesionado, sendo que irá voltar à competição em breve.

Quando toda a gente que segue a liga (eu inclusive) afirmava que os Celtics, então na 8ª e última posição de acesso aos playoffs do Este, poderiam começar a descambar graças à lesão de Rondo (aliado aos problemas de jogo interior da equipa e da falta de soluções para além de Kevin Garnett para o mesmo) e poderiam ceder essa posição para uns “crescentes” 76ers com a chegada de Andrew Bynum (a juntar à excelente temporada que malta como Jrue Holliday está a fazer) tudo saiu ao contrário: os Celtics começaram a ganhar mais partidas e os 76ers afastaram-se da luta dos playoffs de forma irremediável. O próprio Bynum, ainda a contas com a crónica lesão no joelho que o acompanha desde a sua passagem pelos LA Lakers “ameaçou voltar à liga com um novo penteado” mas dificilmente voltará aos grandes palcos da liga esta temporada segundo as notícias que correm.

Confiança em alta nas hostes de LA no regresso de Dwight Howard à casa que o viu nascer para a NBA. Em Orlando, Howard provou mais uma vez a crescente forma da equipa orientada por Mike D´Antoni e calou mais uma vez todos aqueles que especulavam sobre a sua condição física e sobre o seu rendimento durante a temporada nos Lakers. O poste marcou 39 pontos na vitória dos Lakers e conseguiu 16 ressaltos, secando por completo o seu opositor directo, o Montenegrino Nikola Vucicevic (apenas 6 pontos e 11 ressaltos). A lamentar o facto do poste dos Lakers ter sido um autêntico cristo carregado de faltas da equipa adversária. Lembro que Vucicevic está a ser uma das agradáveis revelações na liga. O poste rookie agarrou em definitivo a titular nos Magic numa época em Glen Davis finalmente prometia fazer algo de interessante na liga. Vou seguir com atenção o percurso deste jogador nos próximos meses. Quem esteve out foi Kobe Bryant. Depois de 4 jogos acima dos 30 pontos, com especial incidência para a reviravolta orquestrada pelo craque em Toronto, Bryant apenas somou 11 pontos fruto de um jogo muito desinpirado ao nível do lançamento (apenas 4 em 14). Quem também está em altas na equipa de LA é a dupla Antawn Jamison e Jodie Meeks. Perante a ausência de Pau Gasol (ainda não sabe se voltará a jogar esta época devido a um problema no pé direito) a dupla que costuma sair do banco de LA tem apontado mais de 10 pontos em quase todas as partidas.

Mike D´Antoni continua a ter o plantel incompleto. A juntar à lesão de Gasol existem ainda as lesões de Chris Duhon, Devin Ebanks e Jordan Hill, todos eles jogadores que dão algum jeito à equipa neste assalto final aos playoffs. Os Lakers conseguiram o mínimo que se lhes exigia que era um lugar nos playoffs. Não se pense que a missão deve terminar por aqui. Com um score de 34-32, os Lakers tanto podem subir como descer na classificação. Cabe à equipa vencer jogos para evitar surpresas que podem vir de baixo (Utah está com 33-32 e Dallas ainda tem uma réstia de esperança com 30-33) ou para conseguir subir mais um pouco na classificação e assim evitar na 1ª ronda dos playoffs equipas como Spurs, Clippers, Grizzlies e Thunder. Vai ser difícil suplantar scores como aquele que tem os Golden State warriors por exemplo (6ºs na conferência com 37-29) mas o 7º lugar de Houston (35-30) ainda está acessível aos Lakers.

Para finalizar, as palavras de Howard no final da partida que motivou o seu regresso à sua antiga casa de Orlando: “I think it was something I needed, to come back, and I think it was something that the city needed, too. It’s closure. We can all move on. We had eight great years. People are going to feel the way they feel. I totally understand that.”

Apesar da melhoria dos números e das exibições do poste no último mês da competição, ainda existem questões que estão a ser levantadas pela comunicação social Norte-Americana: a questão do lançamento de Howard. Howard é um jogador que usa e abusa da sua capacidade física para valer o seu jogo junto do cesto como qualquer poste. No entanto, tem uma das piores percentagens da liga ao nível do lançamento livre: 48,7% esta época sendo que a época onde realizou a melhor percentagem foi no ano de estreia em 2003\2004 com 67% o que já de si não é nada de extraordinário na liga. Pode-se dizer que é uma das piores 10 percentagens da história da modalidade. Para um jogador muito físico e achatado a ser constantemente travado em falta, este déficit é explorado pelas outras equipas. Howard está constantemente na linha de lance livre a falhar lançamentos e a entregar vantagens às equipas adversárias. Aos 27 anos isto representa um grande lapso por parte de todos os treinadores que passaram pela sua carreira e para mim é algo que muito dificilmente será corrigido no jogador nesta idade.

No jogo contra Orlando, o treinador dos Lakers Mike D´Antoni, quando contrastado com estes dados e com o facto do seu jogador na partida em questão ter lançado por 39 vezes da linha de lance livre com aproveitamento de 25 lances respondeu da seguinte maneira: “I hate it for the fans. They can come to practice for free and watch him shoot 40, 50 foul shots. They don’t even have to pay for the tickets. I’ll invite them all…”

A afirmação completa de Ricky Rubio (Minnesota Timberwolves) na Liga. Um mês depois destas duas equipas se terem defrontado em San António, com a 11ª vitória consecutiva para os Spurs na altura, os wolves exploraram bem o cansaço que a equipa texana trazia da noite anterior frente aos Thunder para carregar e bem no acelerador. Ainda sem a sua principal estrela (Kevin Love), a equipa orientada por Rick Adelman deu uma autêntica lição de basquetebol aos líderes da sua conferência. A jogar sem pressão, Ricky Rubio (2ª temporada) atingiu o seu primeiro triplo-duplo na NBA com 21 pontos, 13 ressaltos e 12 assistências. Rubio começa a ser um alvo apetecível para várias equipas grandes da liga, com destaque evidente para os Dallas Mavericks e para os New York Knicks.

Com Tim Duncan a descansar da noite anterior e Tony Parker lesionado, Gregg Popovich alterou novamente o seu 5 titular, promovendo à titularidade Stephen Jackson. Para além de Rubio, do banco da equipa de Minnesota saltaram inspiradíssimos Juan José Barea (17 pontos, 5 ressaltos e 5 assistências) e o russo Alexey Shved com 16 pontos e 7 assistências. O treinador Rick Adelman não podia estar mais contente no final da partida com o desempenho do seu pupilo espanhol: ” “Obviously RIcky was terrific. He just set the tone…..just the way he plays the game. Not many point guards get 12 defensive rebounds. He is playing with such resolve trying to get us over the hump.”

Ainda acerca deste jogo: apesar de serem a 3ª equipa com pior eficácia de lançamento (até porque estão a jogar sem o seu melhor lançador que é Kevin Love desde Janeiro) com 43.1% de época, os wolves terminaram a partida com 53.7% contra os míseros 35% dos spurs.

Dia de alegria para Chris Paul no plano individual, dia de tristeza para os Clippers no plano colectivo. O base all-star ultrapassou os 10000 pontos na liga mas a vitória dos Memphis fez a troca de lugares na classificação: os Grizzlies passam para 3ºs da conferência e os Clippers descem ao 4º lugar. Os Clippers vão perdendo algum gás nesta recta final de fase regular, numa época onde os objectivos estavam expressamente apontados à vitória na temporada regular da conferência oeste. Os Clippers ainda a lideraram no primeiro terço da fase regular mas tem vindo a cair lugares nesta recta final.

Mesmo apesar da saída de Rudy Gay para Toronto numa mega troca feita entre Grizzlies, Raptors e Detroit Pistons (José Gay foi para Toronto, Calderón saltou dos canadianos para Detroit e da equipa do estado do Michigan chegou a Memphis o campeão em 2004 pelos Pistons Tayshaun Prince) os Grizzlies não desarmam e assumem uma candidatura séria aos playoffs desta temporada. No passado mês de Fevereiro, a saída do all-star de Memphis para o Canadá deu-se devido a uma nova reestruturação financeira da equipa do estado do Tennessee. Com a eventualidade de extensão de contrato marcada para o início da próxima época, Gay poderia renovar a troco de um pacote de 100 milhões de dólares por 5 temporadas, ficando perto do max-salary que a liga permite. Com Zach Randolph com um salário de 16,5 milhões (o mesmo que Gay está a receber em Toronto) e com Marc Gasol e Mike Conley a receberem 20,9 milhões (ambos estão perto do prazo de extensão contratual) os Grizzlies teriam que gastar pelo menos 54,2 milhões (metade do tecto salarial da equipa sem pagamento de taxas suplementares à liga) em 4 jogadores, o que iria obstruir a construção de um plantel equilibrado para as próximas temporadas e acessível aos cofres da equipa de Memphis que como se sabe é das equipas que menos receitas próprias gera na liga. A contratação de Tayshaun Prince amenizou a saída de Gay. Os Grizzlies perderam aquele que era em todo o caso o seu jogador para os momentos de decisão, manteve o seu jogo interior intacto a partir da dupla Gasol-Randolph e acrescentou Prince, o último da geração campeã de Detroit a sair da equipa do estado Michigan, jogador cheio de experiência na competição e bom lançador.

Quanto a este jogo: a dupla Paul-Griffin fez um excelente jogo para o lado de Los Angeles. O poste somou 22 pontos enquanto o base somou 24 e 9 assistências. A má fase dos Clippers nesta altura da temporada também se poderá explicar pelas lesões. Vinny Del Negro não tem contado com jogadores com contributos muito interessantes na equipa como Caron Butler e Eric Bledsoe. No entanto, como o basket é um jogo colectivo, isso não chegou para parar o 5 inicial de Memphis, onde Conley esteve exímio com 17 pontos e 11 assistências, Gasol marcou 21 pontos (10 em 14 ao nível de lançamentos de campo) e Prince 18.

Mais um jogaço de Stephen Curry. 31 pontos obtidos, 15 deles através de 5 lançamentos de 3 pontos. David Lee continuou a demonstrar o belo momento de forma que atravessa com 20 pontos e 15 ressaltos. De realçar que Andrew Bogut tem sido titular na equipa de Oakland. O australiano voltou a jogar com regularidade depois de na época passada ter sido dado como inapto para a modalidade. De realçar que o internacional pelos aussies chegou à Califórnia no pacote da transferência de Monta Ellis para os Bucks. Bogut está a ser titular às custas da lesão do poste titular da equipa Andris Biedrins. Do lado de Detroit, José Calderón foi o melhor pontuador com 22 pontos.

Mais um regresso. Carmelo Anthony regressou a Denver e os Nuggets voltaram a cilindrar em casa.

Carmelo Anthony: “I think it was just time for me to give it time to get to the bottom of it. I’m going to get it drained. At this point that’s all it is, getting it drained. I was being naïve to myself and trying to psyche myself out saying, ‘I can do it, I can do it.’ It just comes to a point you have to figure it out.”

George Karl sobre Anthony e sobre a equipa construída após a saída da estrela para Nova Iorque: ” “I think it’s time to let everything go. It was probably too long in getting it [the game] here. There’s a portion that’s going to dislike Melo and there’s a portion that’s going to love Melo, but the majority people hopefully are excited about the team we have at hand.”

A surpresa da madrugada de ontem. Para muitos analistas da NBA, o dia foi passado a escrever sobre o péssimo momento da equipa de Chicago. Eu confesso que desisti de ver o jogo ao intervalo. É inadmissível para a qualidade dos Bulls chegar a meio do 2º período a perder por 30 com apenas 24 pontos marcados. É ainda mais inadmissível sofrer 121 pontos de uma equipa que está nos últimos lugares do Oeste e que como se sabe tem futuro incerto depois de ter sido vendida a dois investidores que a querem colocar em Seattle. Os playoffs estão à porta e como tal, urge uma mudança de atitude na equipa e essa mudança de atitude não passa pelo regresso de Derrick Rose. A equipa desde há 2 meses para cá está a jogar com um nível de intensidade muito baixo e muito atípico tendo em conta aquilo que foi feito na era Thibodeau. O próprio treinador de Chicago assim o afirmou no final da partida: “Our level of intensity was very poor.. Our readiness to play: very poor. I’m probably most disappointed in myself. My job is to have them ready. We can’t come out like that. That’s on me. That’s on me.” O discurso também foi identico por parte do poste Joakim Noah: “”I think we all got to look at each other in the mirror and just understand that we’re not competing the way we’re supposed to be competing.. We got a lot of guys out, and our margin for error is very small. And if we’re not going into games with the right mindset, then we have no chance.”

É certo que nos dias que correm está a ser muito espinhosa a missão de Tom Thibodeau. Desde há um mês para cá que não tem ao seu dispor todos os elementos do plantel. As lesões de Kirk Hinrich, Taj Gibson e Richard Hamilton tem complicado a vida ao treinador de Chicago. Por motivos financeiros (a equipa está a tentar preservar o seu cap salarial para 2014 e a direcção tem nas mãos alguns problemas como a extensão de contrato de Boozer o que pode motivar a troca do poste visto que irá auferir o salário máximo permitido pela liga caso renove) a equipa de Chicago optou por não contratar ninguém nos últimos dias de mercado. Limitou-se a acrescentar Daecquan Cook ao plantel mas o antigo shooting guard de Oklahoma City Thunder não tem jogado com regularidade e quando o faz não acrescenta muito à equipa. Lou Amundson esteve durante 10 dias à experiência em Chicago mas apenas alinhou numa partida durante esse período. Assinou recentemente até ao final da época pelos Hornets. Rose tarda em voltar à competição e muito se tem falado e escrito na imprensa sobre a eventualidade do jogador não voltar durante esta temporada, declarações que já foram desmentidas pelo jogador na sua página de facebook. Rose diz-se “em forma” e diz que todas as especulações que tem sido feitas em torno da sua ausência são falsas e provém de gente que não está a acompanhar o seu plano de recuperação. O que é certo é que com Rose ou sem Rose, os Bulls estão em vias de perder o seu objectivo mínimo que passava apenas por vencer a divisão central da conferência este (para os Pacers) e assim conquistar um dos 3 primeiros lugares da conferência. A ver vamos se os Bulls ainda se conseguem manter em 2º dada a pressão que neste momento está a ser feita pelos Bucks de Scott Skiles.

Sem DeMarcus Cousins (lesionado) os Spurs fizeram algo que há muito não se via contra os Bulls: marcar mais de 100 pontos. Marcaram 121 e deram a maior clivagem pontual da liga nesta temporada. Não deixa de ser um facto estranho para os Bulls. Se é certo que os Bulls sem Rose são uma equipa que tem dificuldades em atacar, é certo que a postura defensiva intensa inserida por Thibodeau como filosofia da equipa não está a resultar nesta temporada.

Os melhores marcadores da partida foram os bases de Sacramento Isaiah Thomas e Tyreke Evans com 22 e 26 pontos respectivamente. Carlos Boozer foi o melhor marcador dos Bulls com 19 pontos num jogo em que Noah pura e simplesmente não existiu.

Kobe ultrapassou novamente a barreira dos 30 mas o esforço do black mamba não chegou para o excelente jogo colectivo da equipa de Atlanta.

Com toda a pompa e circunstância, LeBron conduziu os campeões para a 20ª vitória seguida na liga. Imparáveis!

2. A celebrar o triunfo sobre os Knicks…

Nuggets

Boa disposição no banco de Denver!

Farried

Ainda em Denver: Kenneth Farried continua em altas! Depois ter recebido o prémio de MVP no jogo entre rookies e sophomores no último all-star game e de se ter tornado nos últimos dois anos peça chave no puzzle de Denver, recebeu ontem das mãos de dois administradores da Kia para o território Norte-Americano o “”Kia Community Assist Award” prémio que visa valorizar o jogador com as melhores práticas ao nível de acções comunitárias (NBA Cares) e filantrópicas. Eis o motivo do prémio: “Kia and the NBA are honoring Faried in part for his efforts to champion equality and bring awareness to the importance of respect and inclusion. Faried recently became a member of Athlete Ally, an organization that works to encourage acceptance of others and end homophobia in sports. In a show of support for equal rights, he attended the launch party for One Colorado to celebrate the passing of Senate Bill 11, The Colorado Civil Union Act. Faried supported the message of inclusion by participating as an honorary coach at the 2013 NBA Cares Special Olympics Unified Sports Basketball Game during NBA All-Star in Houston. He is also scheduled to participate in an upcoming Denver Nuggets Special Olympics clinic which will bring 125 athletes from Special Olympics Colorado to the Pepsi Center for a basketball clinic.”

3. As 10 jogadas da noite de 13 de Março:

Destaque para o nº8 com Ricky Rubio no seu melhor! Que passe monumental!

4. Os “timoneiros” das 20 vitórias seguidas de Miami:

james 4

O recorde de vitórias consecutivas de uma equipa na competição pertence à histórica equipa dos Lakers de 1971-1972 (campeã da liga nessa época). Essa equipa tinha como principal estrela Wilt Chamberlain e era treinada pelo lendário Bill Sharman. Acabou com um recorde de 69-13 só ultrapassado pelos Bulls na era Jordan com 70-12.

5. A foto da semana:

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6. Tabela classificativa das duas conferências:

este

Nesta recta final de temporada regular pouco há a decidir na Conferência Este:

1. Os Heat vão sagrar-se campeões de conferência. Como indica a cruzinha, já estão apurados para os playoffs.

2. Grande grande temporada de Indiana sem Danny Granger. A equipa de Frank Vogel está de parabéns. Vogel conseguiu contornar a ausência do extremo e a época menos conseguida de Roy Hibbert com uma filosofia de jogo ofensiva que atrai todos os amantes de basquetebol. Paul George é a peça chave no sucesso. Vencerão a divisão central sem espinhas!

3. Terceiro lugar dos Knicks. Tudo começou bem e tudo tenderá a acabar mal. As lesões de Stoudamire e Carmelo Anthony enfraqueceram a equipa. Tem os Brooklyn Nets “à pega” na luta pela vitória na divisão.

4. Chicago. A jogar como tem jogado, tem o 5º lugar ameaçado pelos Celtics e pelos Hawks quando nada o fazia prever. Ainda podem ser surpreendidos pelos Bucks na divisão central. Tem uma série de jogos no United Center a partir de amanhã contra Denver, Portland e Indiana. Vão apanhar os Nuggets na melhor fase da temporada, Portland necessitados de ganhar para ainda acalentarem o sonho dos playoffs e o terceiro jogo contra Indiana será o sim ou sopas quanto à vitória na divisão central.

5. Bucks tem o 8º lugar garantido. A não ser que Jennings e Ellis adormeçam e percam 10 jogos de rajada. Toronto melhorou e muito com a chegada de Rudy Gay mas já vai tarde nesta contenda. Contudo, fica o sinal de alarme para o ano. E qualidade (Gay, Bargnani, Rozan, Terence Ross) é coisa que abunda na única equipa Canadiana da Liga.

oeste

No oeste:

1. Continua em aberto a vitória na conferência. Apesar dos Spurs terem levado a melhor no último jogo realizado contra os Thunder, tudo pode acontecer.

Até ao final da temporada regular, os Thunder ainda irão receber San António a 4 de Abril em casa e terão de jogar jogos difíceis contra Dallas (fora) Denver (casa) Memphis (fora) Portland (casa e fora) Indiana (fora) Utah (fora) e Golden State (fora). Já a equipa do Texas, no seu calendário, tem agendadas partidas complicadas contra Dallas (casa; está a ser disputada a partida enquanto escrevo este post) Golden State (casa e fora) Utah (casa) Houston (fora) Denver (casa e fora) LA Clippers (fora) Miami (casa) Memphis (fora) Atlanta (casa) e LA Lakers (fora). Parece-me portanto que a equipa de Gregg Popovich tem de longe o calendário mais complicado do que resta jogar.

2. Quem ainda espreita a liderança é Memphis. Contudo, os Grizzlies tem que estar atentos aos jogos dos Clippers e dos warriors, principalmente dos warriors dada a sua forma actual.

3. Lakers, Utah, Dallas e Trail Blazers irão disputar a última vaga relativa aos playoffs. Estas equipas ainda tem que disputar alguns jogos entre si. A tarefa mais ingrata é claramente a de Portland dada a desvantagem que tem actualmente para a turma de LA.

7. Espectáculo de LeBron em Philadelphia:

8. Notícias\artigos de opinião:

8.1 Os 9 triplos de Deron williams na 1ª parte do jogo dos Nets contra os washington wizards.

8.2 O histórico base dos bad boys de Detroit Isiah Thomas escreve para o Hangtime sobre Derrick Rose.

8.3 Bobcats contratam o base Jannero Pargo para um contrato de 10 dias. Pargo é um base experiente tendo passado por Chicago por duas vezes e por LA (Lakers).

8.4 Nova Iorque e as lesões. Steve Aschburner para o Hangtime. Em Denver, a vítima foi Tyson Chandler. Chandler abandonou o pavilhão de muletas e vai parar por tempo indeterminado. Mais uma contrariedade para a equipa Nova Iorquina.

8.5 Sekou Smith

Sekou Smith via twitter lança a questão para o treinador dos Bulls Tom Thibodeau.

8.6. Daniel O´Brien para o Bleacher Report: as estrelas do futuro ficaram presas em equipas horríveis. O exemplo de André Drummond (Detroit Pistons) Marcus Morris (Phoenix Suns) ou Dion waiters (Cleveland Cavaliers) – não concordo no que diz respeito ao jogador e equipa do Ohio. Se há equipa que se está a reconstruir e que terá um futuro risonho (caso mantenha Irving, waiters e Ty Zeller) é os Cavs. Quanto a Morris e aos Suns, foi uma desilusão. Com a entrada de Dragic, Gortat e Beasley, os Suns prometiam lutar pelos playoffs. Com o desenrolar da época, estão a ser para mim a maior desilusão desta temporada em conjunto com os Minnesota Timberwolves.

8.7 Kobe, Jordan, James – continuam as indirectas – Desta vez foi LeBron James a afirmar que “não é Michael Jordan”

9. Para terminar, um momento de tensão protagonizado pelo poste dos Bucks Larry Sanders depois de ter sido expulso no jogo contra os wizards:

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NBA 2012\2013 #35 – da noite de skills

1. NBA Slam Dunk Challenge:

slam dunkLATo

A concurso 6 dos melhores dunkers da liga: o base dos Clippers Eric Bledsoe, o base rookie dos Toronto Raptors Terence Ross, o extremo dos Indiana Pacers Gerald Green, o shooting guard\shooting forward dos Knicks James White, o poste baixo dos Nuggets Kenneth Faried (embalado pelo prémio de MVP do jogo dos rookies e sophomores na noite anterior) e o extremo dos Jazz Jeremy Evans

A vitória acabou por sorrir para Terence Ross dos Raptors, vestido com o memorial 15, número que Vince Carter envergava nos Raptors quando venceu o dunk contest do All-Star Game de 2000 com um afundanço 360º!

A fotografia do afundanço da noite:

Ross

ross premio

2. Taco Bell Skills Challenge:

Damien Lillard premio

Damien Lillard venceu o concurso de skills de base.

O sensacional rookie de Portland fez o melhor tempo no habitual circuito construído pela liga e bateu a concorrência constituída por Brandon Knight (Detroit Pistons) Tony Parker (San Antonio Spurs) Jeff Teague (Atlanta Hawks) Jrue Holliday (Philadelphia 76ers) e Jeremy Lin (Houston Rockets).

3.

Team Miami

No concurso de lançamento por equipas, houve algumas mudanças em relação às regras. Um pouco à medida das mudanças introduzidas nos outros concursos. O concurso deixou de ser individual e os jogadores passaram a representar as suas conferências. Nos anos anteriores, por equipas, representavam as cidades 3 jogadores: 1 a representar a equipa actualmente, outro que a tenha representado e uma jogadora da equipa da cidade na WNBA. Este ano, decidiram unificar a participação das equipas por conferência. Daí a equipa que tenha vencido foi esta, do Este, constituída por Chris Bosh (actual jogador dos Miami heat) Swin Cash (jogadora das Chicago Sky) e Dominique Wilkins, antiga vedeta dos Atlanta Hawks.

4.

O habitual concurso de triplos, vencido pelo base dos Cleveland Cavaliers Kyrie Irving. Irving provou porque é que é um dos melhores lançadores de 3 pontos da liga.

Irving 2

Irving bateu a concorrência apertada de Ryan Anderson (New Orleans Hornets) Stephen Curry (Golden State Warriors) Steve Novak (New York Knicks) e Matt Bonner (San Antonio Spurs). A final foi disputada contra o veterano jogador da equipa Texana. A lamentar, a ausência deste concurso (como o Eduardo Barroco de Melo me disse na altura por mensagem) de Kyle Korver (Atlanta Hawks) e Jamal Crawford (LA Clippers), dois indiscutíveis triplistas da liga!

5. Foto de família:

sabado

Todos os que participaram na noite de sábado.

Nota final: Muita gente me tem perguntado porque é que a liga não convida ou não coloca os melhores jogadores da liga nestes eventos.

1. A liga por vezes convida alguns jogadores para estes eventos, mas alguns jogadores não aceitam o convite. Muitos jogadores não querem actuar nos eventos de sábado à noite por razões pessoais. Em vez de viajarem mais uma vez para uma cidade para fazer uma aparição no concurso de triplos ou de afundanços, preferem ficar uns dias com a família e descansar do árduo calendário da liga que na maior parte dos casos os afasta da família e amigos durante meses.

2. No all-star game, a liga tenta que em todos os eventos estejam representadas todas as equipas, num grau de equidade. Não interessa que hajam equipas sem representação no maior evento de exibição mediática da liga. Para as maiores vedetas da liga, noutros casos, estes eventos não interessam para aumentar a sua popularidade, logo, deixam que jogadores “menos brilhantes” possam ter o seu espaço. É claro que para a liga interessava ter James ou Griffin todos os anos a lutar pelo concurso de afundanços (se bem que ambos já o venceram nos primeiros anos de liga) ou Chris Paul no concurso de 3 pontos ou no skill challenge.

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NBA 2012\2013 #21

1. Começo por um momento bonito da liga ocorrido há alguns dias atrás. No jogo entre Sacramento Kings e Oklahoma City Thunder, da bancada veio um pedido pouco usual: a meio da partida, um menino pediu uma sapatilha a Kevin Durant e o craque dos Thunder acedeu ao pedido!

2. Nos espectáculos da liga parece estar em voga os adeptos acertarem do meio campo. No outro dia mostrei aqui um vídeo onde um o fazia em Miami. Em Atlanta houve outro que fez melhor!

3. Insider´s: videos que demonstram o trabalho de pré-draft realizado por Damien Lillard no campo de treino dos Portland Trail Blazers e o trabalho de drible de Dwayne Wade dos Miami Heat. Não é todos os dias que temos oportunidade de ver como se trabalha na NBA e de ver como é que as equipas avaliam as suas escolhas de draft.

4. Jogos de ontem:

Jrue Holliday (18 pontos e 10 assistências), Thaddeus Young (23 pontos\7 ressaltos) e Evan Turner (27 pontos e 7 assistências) fizeram 3 senhoras exibições mas não conseguiram evitar a derrota em casa frente aos Grizzlies nem mesmo depois de terem saído para o intervalo a vencer por 16. Do lado de Memphis destaque para as exibições de Jerryd Bayless (esteve magistral a substituir Mike Conley com 21 pontos, 5 ressaltos e 9 assistências) Marc Gasol (27 pontos, 7 ressaltos e 7 assistências) e Rudy Gay com 26 pontos, 7 ressaltos e 5 assistências.

Não deixo de estranhar que os Grizzlies estão a ter um rendimento muito interessante ao longo desta temporada se tivermos em conta que esta equipa tem actuado em maior parte dos jogos com apenas 8 jogadores fruto das lesões que tem assolado alguns jogadores do plantel.

Bulls 95-93 Bobcats

Jimmy Butler

Do jogo não existe muita história para contar que visto que foi uma vitória tranquila dos Bulls. No entanto existem dois pormenores que devem ser realçados: a boa-forma de Jimmy Butler (Chicago Bulls).

Jimmy Butler está um jogador descomunal. Quem diria? O sophomore de Chicago, escolhido na posição 30 do draft de 2011, teve poucas oportunidades de jogo na última época fruto da presença de Luol Deng , Kyle Korver e Ronnie Brewer (apenas fez 42 dos 82 jogos da equipa na fase regular com uma média de 8.5 minutos de utilização e 2.6 pontos por jogo). Com a mudança de estratégia da equipa começou por entrar lentamente na rotação de Tom Thibodeau para fazer descansar Deng. E o puto, cujos colegas dizem que é um excelente profissional, começou por marcar 6\8 pontos que na maioria dos jogos acabavam por ser decisivos para as vitórias dos Bulls. Tenho reparado que ao contrário de Deng (mais exterior), Butler marca muitos pontos debaixo da tabela, aparecendo no ressalto a ganhar as bolas que Noah não concretiza. Com a lesão de Luol Deng nos últimos jogos, Butler subiu a um patamar do qual eu já desconfiava que ele tinha talento e raça para subir: em 44 jogos realizados pela equipa jogou-os todos (5 vezes titular), subiu a sua média de utilização para os 20 minutos e a média de pontuação para os 6.7 sendo que nos últimos 5 jogos já marcou muito acima da sua média: Golden State (16) Washington (9) Charlotte (19; recorde de carreira no regresso de Deng após lesãoM). É sem dúvida um dos jogadores mais in de Chicago e penso que daqui a 2 temporadas será um jogador que poderá elevar o seu jogo para uma média de 13 pontos por jogo e 7 ressaltos. Para além do mais, é um óptimo defensor. Pendura-se por completo nos extremos adversários e é uma carraça difícil de ultrapassar. Na semana passada fez suar Kobe e foi graças a ele que a estrela dos Lakers saiu do United Center com uma das piores exibições individuais da temporada.

Os Denver Nuggets ganharam 9 dos últimos 11 jogos.

O resultado mais desigual da época até agora. Os Rockets foram dar uma lição de basquetebol a Utah e acabaram por vencer o rival directo na luta pelos playoffs por 45 pontos. James Harden com 25 pontos e Omer Asik com 19 ressaltos foram os pilares defensivos da equipa do Texas.

5. Fotografias: 

DeMar DeRozan

DeMar DeRozan (Toronto Raptors) @ Orlando Magic

Carmelo Anthony

Carmelo Anthony (New York Knicks) e Josh Smith (Atlanta Hawks)

7. Para finalizar, mais um rumor. Este com o selo do diário espanhol Marca:

A lesão de Rondo poderá desencadear uma mega troca entre várias equipas da NBA (Boston, Memphis, Toronto, Lakers, Clippers e Dallas) sendo que em cima da mesa estão nomes como Calderon (Toronto Raptors) Pau Gasol (LA Lakers) Kyle Lowry (Toronto Raptors) Dwight Howard (LA Lakers) Paul Pierce (Boston Celtics) Rudy Gay (Memphis) DeAndre Jordan e Eric Bledsoe (LA Clippers). Os espanhóis dão os seus palpites.

Os negócios poderão não ser nesta arquitectura traçada pela Marca, mas creio que na próxima semana teremos movimentações importantes na Liga.

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