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Carlos Pereira dixit

“Se houvesse justiça, o Sporting já não estaria na Taça de Portugal”

Quem o disse foi o presidente do Marítimo.

Respondo:

1. Se houvesse justiça e equidade por parte do Governo Regional da Madeira, Marítimo e Nacional recebiam a mesma quantia de verbas. O Marítimo recebe 3 vezes mais que o Nacional anualmente.

2. Se houvesse justiça e equidade por parte do Governo Regional da Madeira, o Marítimo não teria um estádio totalmente pago pelo dinheiro dos contribuíntes madeirenses.

3. Se houvesse uma boa canalização de fundos na Madeira, os contribuíntes não deixariam que o Marítimo recebesse o que recebe do Orçamento da ilha, verbas essas que aumentaram numa percentagem considerável  as derrapagens orçamentais do governo regional.

4. Se o Marítimo tivesse batido o pé ao Atlético Mineiro e ao Porto no caso Kléber, o jogador seria hoje do Sporting pois foi o Sporting que apresentou (em Janeiro do ano passado) a proposta mais alta pelo jogador.

5. Se o Marítimo confiasse na justiça (tanto desportiva como civil; se bem que existem limitações quanto ao recurso à justiça civil por parte dos clubes de futebol) o FC Porto, pelos sucessivos aliciamentos em dinheiro que fez a Kléber para roer a corda com o clube madeirense e assim forçar a transferência, já estaria com várias queixas nas instâncias desportivas.

6. Um clube como o Sporting não deve ser associado a uma vigarice de um dos seus dirigentes. Já o referi neste blog, que, como fã do Sporting repudiu o comportamento asqueroso de Paulo Pereira Cristóvão no “caso cardinal”.

7. Creio que o vice-presidente do Sporting (não se compreende como é que o Eng. Godinho Lopes deixou que Paulo Pereira Cristóvão voltasse aos órgãos sociais do clube nem se compreende como é que nesta questão Paulo Pereira Cristóvão teve a lata de pedir para voltar às suas funções) agiu isoladamente. Se agiu isoladamente, é Paulo Pereira Cristóvão o responsável por tais comportamentos e não o Sporting.

8. O Sporting ganhou em campo. Se tencionam retirar esse mérito ao Sporting, a justiça portuguesa anda a dormir na forma quanto a outros casos bem piores. Se remexessem nos podres de um clube mais a norte, creio que 75% dos títulos  obtidos por esse clube desde 1984 irão cheirar a podre, de tanta lama e tanto lodo que poderão trazer ao de cima. As evidencias de certos actos ainda são publicas e podem ser escutadas no youtube. Mas como em Portugal, escutas telefónicas podem ser feitas pelos órgãos judiciários mas não servem de nada….

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factos de perdedor

Desde que me lembre, ou melhor, desde que acompanho o Sporting regularmente (desde a saudosa época 1993\1994) que o Sporting é assim: sempre que os rivais ou um dos rivais perde pontos antecipadamente, o Sporting, indiferentemente do adversário contra quem joga nessa jornada, também acaba por os perder. Não sei se é uma malapata do clube e não tenho intenções de escrever aqui sobre a presença do oculto no futebol.

Hoje em Setúbal, essa malapata voltou a repetir-se.

Desde há 3 anos para cá que o fadinho se repete. Passam jogadores, treinadores e até presidentes. De Paulo Bento a Sá Pinto. Os maus resultados continuam.

Soares Franco era o presidente da tecnocracia. Por detrás de uma equipa via apenas os números. Desportivamente, Soares Franco pretendia uma equipa ambiciosa mas construída com negócios com pouco custo ou preferêncialmente a custo zero. Veio José Eduardo Bettencourt e o “paulo bento forever” rapidamente passou a pesadelo com Carlos Carvalhal e Paulo Sérgio. Eis que surge Godinho Lopes e o início (já) conturbado do seu mandato.

Voltemos a Setúbal.

Uma primeira falta que revelou falta de ambição. Mais uma vez. O Sporting entrou no jogo tosco do Setúbal. E para mal dos seus pecados viu os seus dois centrais a cometerem erros iniciais dignos de um jogador iniciado. Um deles levou a bola aos ferros de Rui Patrício, o outro deu golo.

Do meio campo constituído por Schaars, Elias e Izmaiov pouco se viu. O Russo ainda tentou puxar a equipa para a frente mas foi sempre desacompanhado. Na esquerda Insúa e Capel dialogaram bastantes vezes mas a jogada acabou ser a mesma: o defesa esquerdo a subir no flanco e a passar para o espanhol fazer o seu jogo rectilínio de linha e cruzamento para um Sebastian Rivas sozinho, indefeso e a bom da verdade pouco esforçado (aparte: quem é este Rivas?)

A perder, Sá Pinto incutiu mais ambição na sua equipa. O Sporting entrou melhor na 2ª parte perante um Setúbal que se fechou e que, perante o deixa jogar da arbitragem, distribuiu porrada até ao fim do jogo. Se a equipa não joga é porque não joga. Se tenta fazer algum jogo, vem a tal malapata.

75% de posse de bola amorfa, sem oportunidades. Mais um penalty falhado ( de falta inexistente) e desta feita, com uma recarga que Carrillo infantilmente desperdiçou. Duas bolas de relevo: uma por Rúbio de cabeça que saiu ao lado e outra de Insúa num livre indirecto que Ricardo Silva tirou na linha com um tanto de sorte.

De resto, foi um jogo de batalha (o jogo que o Setúbal queria) com o Sporting a jogar de forma tosca e demasiado previsível e a falhar as poucas oportunidades que teve durante a partida.

Nota final para a arbitragem: quem deixa uma equipa desesperada como o Setúbal fazer dos 90 minutos um autêntico campo de batalha deixa obviamente que se entre durinho aos lances. Os jogadores do Setúbal, apoiados pela falta de disciplina do árbitro agradeceram. O golo do Setúbal é limpo e bem assinalado, a grande penalidade sobre Rubio é inexistente. Existem dois lances fora-de-jogo muito perigosos que não foram assinalados ao ataque do Setúbal. Houve um excesso de simulações dos jogadores do Setúbal durante a partida que não foram sancionados, ao contrário do critério aplicado ao Sporting. Por sorte, esta arbitragem não teve influência no jogo, mas poderia ter tido.

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tiros nos pés

Perdeu-se a “paciência” com o melhor treinador que o Sporting teve (irá ter?) nos últimos e nos próximos 5 anos…

A missão de Domingos Paciência não era propriamente fácil. Recuperar um clube dividido por desavenças eleitorais, afastado dos adeptos, com duas épocas vergonhosas em que tinha ficado fora do título em data precoce.

O Eng. Godinho Lopes prometeu Domingos. Contratou Domingos. Tentou criar uma estrutura organizada no futebol profissional para facilitar o trabalho de Domingos. Tentou arranjar verba para facilitar uma equipa nova a Domingos. Renascia alguma esperança no Sporting com todas estas movimentações.

Meia dúzia de resultados positivos pareciam ser o sintoma de que com “Domingos é que era” – depois começou-se a falar em títulos, começaram várias vozes a empolgar os feitos do Sporting, começaram a colocar a pressão no jogo da Luz, o Sporting perdeu e desde aí desmoronou-se tudo como um baralho de cartas.

Depois, começaram-se todos a lembrar que o Sporting (já a contar com Xandão e Ribas) tinha 15 caras novas no seu plantel. Os objectivos foram decrescendo, a paciência entre jogadores-treinador e direcção foi decrescendo e no início do ano, as derrotas marcaram a queda dos objectivos do sporting.

Para completar o ramalhete, Domingos não pode de maneira alguma fazer um bom trabalho quando dentro do seu plantel poucas vezes dispõs do plantel completo. No Sporting, Domingos teve que conviver com as lesões de Izmailov, Jeffren, Schaars, Rinaudo, Van Wolfwinkel e Rodriguez.

O Sporting em vez de manter uma linha comportamental coerente e de optar por uma postura do género “já que a época está perdida, ao menos mantemos  o treinador e alguns jogadores que renderam este ano e aperfeiçoamos lacunas na próxima época” acaba por despedir um treinador “sem objectivos expressos” em conquistar o título português, ou seja, para além de não existir uma linha que permita aos últimos treinadores do sporting pensar em resultados a longo prazo, afinal de contas existiam objectivos no título português. E se os haviam, terá que se dizer que se sonha muito alto para as bandas de alvalade.

O despedimento de Domingos só irá trazer duas conclusões que acho cada vez obvias: Domingos irá para o Porto ganhar títulos em breve e o Sporting irá renovar o ciclo dos últimos anos – despede treinador, continua com interino até ao final da época, vai buscar novo treinador, renova ambições acima das suas capacidades e lá para Fevereiro do próximo ano, cá estaremos para ver o próximo treinador a ser despedido.

A falar em Interino, a escolha recai sobre Sá Pinto. A bom da verdade, Sá Pinto não é treinador em lado algum. Sá Pinto daria um bom boxeur, um bom treinador de boxe, um bom wrestler. No entanto, Sá Pinto foi sempre um exemplo no que toca a profissionalismo, respeito pelo emblema do sporting, garra e ambição. Pode ser que transporte alguns desses valores para alguns jogadores do Sporting.

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