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tristeza. meninos

Afinal de contas, a surpresa para o dia do estudante era este miserável documento de word (não lhe chamo texto sequer, muito menos comunicado, porque um comunicado deve ser agressivo e deve conter soluções que consigam penetrar a outrém uma mensagem que seja capaz de granjear abertura para a resolução de problemas) que não relata nada do que nós saibamos há bastante tempo, não ressalva nenhuma medida que possa servir de solução para os problemas da academia nem indica qualquer estratégia para o futuro.

A AAC, na sua nova área política, coordenada por uma pessoa (Leila Campos; sou frontal, directo, duro e pragmático) cuja inteligência, competência ou mérito não lhe reconheço para tais funções, e a paupérrima entrevista por si concedida para a última edição do Jornal A Cabra assim o manifesta, em que esta pseudo-dirigente de gabinete não só não apresenta uma única frase onde se possa sondar (nem nas entrelinhas) aquilo que pode ser feito por esta DG como afirma “querer criar posições consensuais dentro da Academia” (como aprovar moções sem as cumprir, o que é uma grave violação aos estatutos e aos princípios que sempre nortearam o funcionamento da instituição; quanto a esse ponto, melhor dizendo, quanto à minha moção, apresentada e aprovada a 12 de Março em AM, ainda não foi enviado o convite ao Ministro que estava inscrito no seu conteúdo e isso já motivou uma queixa minha a um membro da AM e nos próximos dias irá resultar em 3 queixas no fiscal contra DG, Ricardo Morgado e Leila Campos; porque se quiserem gozar vão gozar com os vossos avós) quando de facto está a recusar a participação da instituição em verdadeiras acções reivindicativas (essas sim, verdadeiras acções reivindicativas duras e sérias) para um dia tão importante e tão simbólico como o dia do estudante, para depois apresentar esta merda escrita em word que foi claramente escrita em cima do joelho de alguém. E eu sei de quem foi. Os responsáveis por este texto são Ricardo Morgado e Leila Campos. Ambos militantes da Juventude Social Democrata. São responsáveis pelo silêncio da AAC quanto a um texto que não tem origem cá mas numa cabeça pensante da Federação Académica do Porto com o silêncio destes seus dois amiguinhos de Coimbra. Porque duvido que a Mariana da Acção Social, pelo que conheço dela e pelo que já falamos sobre a AAC, deixasse uma coisa tão merdosa passar para o público.

Neste documento de word que não é digno da nossa realidade, há duas ressalvas às quais pretendo mexer:

a 1ª quando se lê: “uma comparticipação dos estudantes sob a forma de propina, consignada à melhoria da qualidade e à ação social, e a simultânea responsabilidade do Estado em garantir efetivamente que nenhum estudante é excluído do sistema de ensino superior pormotivos de carência económica!” – subentendo então que a actual DG\AAC, ao contrário do que prevê a CRP é a favor do pagamento de propinas e chama a 1000 euros “comparticipação” por um ensino de qualidade que a CRP obriga a ser tendencialmente gratuito. Se as propinas cobradas pela UC aos seus alunos tem um valor superior a 2 salários mínimos, não é uma comparticipação (é um encargo pesado para muitas famílias) e muito menos é o pagamento simbólico de um ensino “tendencialmente gratuito”.

a 2ª quando se lê: “É que, apesar de estarmos em “férias escolares”, as dificuldades não tiram férias!” – esta DG não está em férias escolares pelo que depreendo deste texto. está em férias desde que tomou posse!

Eu não gosto de criticar por criticar. Apresento soluções.Apresento acções de reivindicação a sério:

1. A minha moção no dia 17 de Abril como propus em Assembleia Magna.

2. Uma manifestação da Academia onde se convidem alunos, docentes, investigadores da UC a desfilar da Via Latina até à Ponta de Santa Clara (passando pela rua Oliveira Matos onde estão situados os SASUC) para protestar contra os cortes impostos no financiamento da Universidade de Coimbra, contra os cortes na Acção Social directa e indirecta e contra o regulamento de atribuição de bolsas de estudo no ensino superior, disponibilizando para o efeito uma informação detalhada sobre os graves entraves enunciados no dito regulamento que estão a fazer com que milhares de estudantes com um considerável grau de carência económica não possam continuar os seus estudos no ensino superior.

3. Reuniões urgentes em Coimbra ou em Lisboa com o Ministro da Educação\Secretário de estado do ensino superior\Primeiro-Ministro\Presidente da República para dizer “basta” e para dizer que os estudantes da Academia de Coimbra irão tomar medidas concretas para reivindicar os seus direitos.

4. O decreto de um luto académico pela actual situação da Academia de Coimbra.

5. Uma paralização grevista da Universidade de Coimbra por vários dias, convidando os docentes da Universidade de Coimbra a discutir o ensino superior e a situação do país com os alunos à porta das faculdades.

6. A criação de um fundo solidário para situações de emergência social para usufruto de estudantes carênciados excluídos do sistema de acção social escolar com a sua base constitutiva assente no valor que for cobrado à nova concessão dos bares da AAC e dos restantes estabelecimentos comerciais instalados no edifício da instituição.

Apresento estas 5 vias de reivindicação e a solução que vejo possível para ajudar a dirimir um dos problemas que nos aflige aqui. Não apresento na Direcção-Geral porque não confio na sua estrutura e tão pouco em alguns dos seus dirigentes. Não confio numa Direcção-Geral que não é capaz de fazer uma ruptura com as decisões tomadas em ENDA. Não confio numa Direcção-Geral da AAC que anda a reboque daquilo que a FAP acha que deve ser feito. Num confio numa DG\AAC que baixa constantemente as saias aos dirigentes da FAP em ENDA. Não confio em pessoas sem ideias, sem noção da realidade daqueles que representam e sem um mecanismo de acção para a resolução dos seus problemas.

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As demissões

diário As Beiras, página 8

 

2 demissões, 1 semi-demissão. Faltam ainda 2 demissões, as de Pedro Tiago e Nélson Fonseca.

Todas elas com dois denominadores comuns: falta de confiança política e perseguição pessoal.

Só Eduardo Barroco de Melo é que não sofreu falta de confiança política por parte da Academia. Tenho pena que o mesmo ainda não se tenha demitido depois daquilo que fez durante o ano. No entanto, folga-me em saber que na AAC, Eduardo Barroco de Melo, sai, como diz a giria “pela porta do cavalo”: com 5 demissões no pacote, zero de trabalho, zero de responsabilidade e zero de humildade.

Mas a podridão, a podridão ficou toda na Direcção-Geral...

Porém, o mandato de Eduardo Barroco de Melo não se fica por aqui: deixou que os seus vice-presidentes alimentassem uma candidatura quando o mandato ainda nem sequer ia a meio. Foi completamente enrabado, repito, enrabado em ENDA e nas eleições para o Secretariado de Inter-Núcleos. Por duas vezes, violou os estatutos da AAC: uma quando quis sobrepor uma Feira de Emprego da AAC na mesma altura em que os Núcleos de Estudantes de Economia e Gestão também preparavam uma (infringiu um direito dos núcleos) e outra, quando numa Magna, pura e simplesmente não quis ascultar e cumprir a vontade da maioria dos votantes presentes.

Para compor o ramalhete, ficou assustado com um post de um humilde blogger e ameaçou levá-lo para a barra dos tribunais.

Uma lástima, repito.

Quem aprende é quem está dentro da AAC. Aprende com os erros deste “pequeno” presidente para que o futuro seja melhor. E espero, claramente, que o futuro passe por 2 nomes: André Costa. Espero mesmo do fundo do coração. 

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Pura falta de coerência no discurso

(A azul, os meus sublinhados e comentários)

Da entrevista de Miguel Portugal ao Jornal A Cabra no que toca aos resultados da luta estudantil preconizada pelos estudantes a 17 de Novembro de 2010 em Lisboa.

(Aqui, a 2ª parte desta entrevista)

A Assembleia da República modificou o decreto-lei 702010, mas não se vêem resultados visíveis dessa modificação. A grande vitória histórica de Miguel Portugal já semeou a desistência de 600 colegas nossos, mas segundo a óptica do antigo presidente da Direcção-Geral foi uma grande vitória. 600 c0legas nossos hipotecaram por mais 1 ano o seu sucesso escolar, mas Miguel Portugal considera que foi uma grande vitória.

Grande vitória seria a revogação do decreto-lei 702010, deliberação de Magna que a DG de Miguel Portugal e a actual Direcção-Geral de Eduardo Melo se propuseram a cumprir. A revogação, não a modificação.

Grande vitória seria se todos os estudantes carenciados da UC tivessem direito por lei a uma bolsa condigna para continuar os seus estudos, não as migalhas que até agora tem sido distribuídas pelos Serviços de Acção Social. Pior que esse facto é a imposição de devolução das bolsas provisórias que os referidos Serviços estão a fazer aos alunos que têm visto os seus processos de atribuição indiferidos.

Outra pergunta que me ressalta desta entrevista é esta: ” Porque é que as constantes direcções gerais têm a tendência por optar por acções simbólicas e pela via do diálogo? Há uma dificuldade em admitir que algo está mal e que têm que lutar contra o governo?”

– Claro que não faz sentido. Para os dirigentes da Direcção-Geral nunca faz sentido ir contra “aqueles que um dia serão nossos colegas no Parlamento ou nossos superiores numa empresa ou num Ministério” – O que não faz sentido é ter dirigentes associativos que estão a pensar naquilo que podem ser no futuro através das portas que a AAC lhes abre em vez de pensar que existem colegas que precisam que os seus direitos sejam defendidos a partir da luta estudantil externa. Na minha opinião, as acções simbólicas não são mais que o convite claro aos governantes para que nos tirem mais direitos.

” Que comentário fazes quando se diz que as academias não querem fazer manifestações porque têm estudantes ligados a juventudes o que pode comprometer o seu futuro dentro de partidos?” – outra pergunta pertinente à qual Miguel Portugal torneou a questão da maneira que mais lhe interessou…

“Achas que ainda e possivel alterar o RJIES? Será claramente complicado. Não nos podemos esquecer que o RJIES veio de uma directiva europeia. A política para o ensino já não é apenas discutida em Portugal. A nossa adesão ao Fórum Académico Internacional de Representação externa (FAIRe) tambem foi nesse sentido, de conseguirmos resolver os problemas a montante e não jusante. Quando chegou, o RJIES já tinha sido discutido na europa e nós fomos apanhados de surpresa. Acho que é importante que o movimento associativo não seja reaccionário mas pró-activo na procura das suas funções e penso que devemos continuar a defender um conjunto de soluções, só acho que não é possível fazer as modificações todas…. Nesta altura estao bastante implementados e será difícil mas há acertos que poderão ser feitos.” – Não vejo a tal FAIRE com esses olhos. A entrada da AAC na FAIRe vai ser o ingrediente que vai aniquilar de vez as deliberações da Assembleia Magna.

“Falavas de uma postura pró-activa, foi isso que aconteceu relativamente ao decreto-lei 70/2010? Ou se essa postura tivesse sido tomada não teria sido sequer promolgado?
O que aconteceu com o 70/2010 foi que a a AAC, logo em Junho, quando teve conhecimento deste projecto, começou a trabalhar politicamente pela sua revogação…” – trabalharam pela revogação do decreto-lei 702010 mas mesmo depois da deliberação aprovada em Assembleia Magna que vinculava a DG a Revogar, ficaram todos contentes com a modificação proposta pelo CDSPP na Assembleia da República e a partir daí o processo foi completamente encerrado, tanto no final da DG de Miguel Portugal como neste início da DG de Eduardo Melo.

“Dizes que nunca queres tomar qualquer posição sem que os estudantes estejam devidamente informados, no entanto a adesão ao fórum decorreu sem que os sócios se sentissem bem informados e prova disso foi a discussão que houve em AM. Achas que deveria ter sido feita de outra maneira?
Na altura falámos com um conjunto de pessoas. Eu falei com antigos presidentes da DG, alguns contra, outros a favor. Falámos também com pessoas que dirigiram a política educativa desta casa durante os últimos anos, falámos internamente em DG. Fizemos uma explicação bastante longa daquilo que era o FAIRe diante da AM. Sentimo-nos confortáveis para que aquilo acontecesse. E os nossos argumentos foram válidos o suficiente para fazer com que aquilo passasse em AM. Foi quase unânime a sua entrada no FAIRe, porque a certa altura a discussão era se a AAC iria entrar no FAIRe enquanto membro observador ou se era enquanto membro efectivo. Portanto, a adesão ao FAIRe foi algo levado como garantido logo por toda a AM. A discussão depois foi se realmente seríamos membro efectivo ou membro observador. Sentimos que fizemos bem o nosso trabalho, porque também o objectivo ali, sempre o disse e também fiz questão de o dizer nessa AM, seria a adesão de modo a conseguir condicionar as decisões lá fora.” – Se o objectivo era esse, o nosso amigo Alface não se soube explicar muito bem naquele longo discurso que travou na referida Assembleia Magna. Já agora, para quando a eleição do Alface na FAIRe?

“Houve sócios que pensaram que a AAC podia estar a subjugar-se à vontade do fórum. Concordas?
Não. De maneira nenhuma. A AAC como qualquer outra estrutura tem a sua opinião própria e se não concordar com certa e determinada medida desvincula-se dela em reunião em sede própria e não tem que acatar decisões que os seus colegas.” – não tardará nem um ano até que isso aconteça.

“Falando no Fórum AAC de 2009, achas que na altura deveria ter sido aberto um inquérito imediatamente?
Não caberá a mim enquanto presidente da Mesa da AM, que era na altura, fazer esse julgamento. Não posso responder sobre órgãos aos quais não pertenci. A a partir do momento em que este CF tomou posse, era um momento de transição, investigou e tomou as suas diligências para que o processo fosse resolvido o mais rápido possível e acho que o conseguiu.” – claro que não lhe interessa. Saberemos lá porquê?

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