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breve análise à fase de grupos do euro 2012

Grupo A

O Grupo A começa com um empate entre uma das selecções a jogar em casa (Polónia) e a Grécia de Fernando Santos. Num jogo muito mal jogado do ponto de vista técnico, as duas selecções haveriam de empatar com duas expulsões pelo meio. Desde logo se denotou que o segredo de Fernando Santos para a selecção Grega não era mais do que aquilo a que a Grécia nos tem habituado desde 2004: defender bem e apostar no contra-ataque, quase sempre conduzido pelo eterno Giorgios Karagounis. Do jogo contra a Polónia surgiu uma das revelações deste euro: o médio defensivo do Olympiakos Ioannis Maniatis. Ao lado do também eterno Katsouranis, Maniatis tem aqui a rampa de lançamento para um campeonato de topo. No jogo em si, a Polónia teve o pássaro na mão e deixou-o fugir. A inexperiência Polaca fui sem dúvida o seu maior inimigo durante a fase de grupos. Comandados pelo trio do Borússia de Dortmund (Kuba, Piszczek e Lewnadowski) coube ao avançado abrir a contagem no marcador neste primeiro encontro, prometendo aos adeptos polacos a esperança de passar pelo menos a fase-de-grupos.

Depois do jogo inaugural, a Rússia caprichou e venceu a República Checa por 4-1. Apesar de ter vencido o grupo, ninguém dava nada por esta selecção checa, muito em virtude da má-forma dos seus principais jogadores (Rosicky e Baros principalmente) e do facto desta selecção ser uma selecção envelhecida e longe da selecção que foi nos tempos de Nedved, Poborsky, Berger e Jan Koller. No primeiro jogo, os Checos foram devorados por uma selecção Russa comandada por um homem que dentro em breve será um dos grandes do futebol mundial: Alan Dzagoev. Dzagoev, sempre bem acompanhado por outros grandes jogadores como Arshavin, Kerzhakov, Anyukov, Zhirkov, Zyrianov e Pavluchenko, foi um autêntico pesadelo para a defesa checa. Assimilando por completo o conceito de jogo holandês do futebol total trazido por Hiddink e continaudo por Dick Advocaat, a Rússia esmagou por completo a república checa através de rápidos contra-ataques e de uma circulação de bola exímia. No entanto, os problemas físicos vieram no 2º e 3º jogo para o lado dos Russos e todo o favoritismo construído aquando do primeiro jogo quanto à vitória no grupo transformou-se rapidamente numa eliminação mal digerida dos russos frente aos Gregos.

Coube então à República Checa obstruir o caminho aos Russos, com uma enorme subida de rendimento de Tomás Rosicky. Os Gregos deram o golpe fatal na Rússia na 3ª jornada, através da sua táctica habitual: marcar um golo e defender o resto do jogo, característico jogo da selecção grega que muitas dificuldades poderá colocar à Alemanha nos quartos-de-final.

Grupo B

Na primeira jornada, um Portugal – Alemanha afigurava-se como o primeiro grande jogo deste anos. Minutos antes, a Dinamarca tinha imposto a primeira grande surpresa deste europeu, vencendo de forma categorica (com um golo de Krohn-Dehli surgido após uma belíssima jogada de ataque dos dinamarqueses) a selecção Holandesa, que foi para a Polónia já com um intenso mau estar entre alguns dos seus jogadores e entre os jogadores e o seleccionador. De Lviv, Portugal trouxe a aflição. Num jogo que pendeu claramente para o lado português, coube a Mário Gomez mostrar o porquê da Alemanha ser historicamente uma selecção eficaz: uma oportunidade, um golo. Já no lado português, meia dúzia de oportunidades na cara de Manuel Neuer não nos deram mais do que uma infeliz derrota contra a selecção germânica.

Ao intervalo do jogo contra a Dinamarca já na 2ª jornada, e com margem de erro nula, pensavamos nós que Paulo Bento já tinha conseguido inverter a falta de eficácia da selecção. Apesar de ter feito um excelente jogo contra a Dinamarca, a selecção acabaria por sofrer até aos minutos finais. Silvestre Varela acabaria por fazer aquilo que Cristiano Ronaldo não tinha feito minutos atrás. No outro jogo da 2ª jornada, era Mario Gomez quem mostrava novamente as suas credenciais frente a uma Holanda que foi sem margem para dúvida a maior decepção deste europeu.

Contra os Holandeses, Ronaldo apareceu. A Holanda, apostada em vencer até inaugurou o marcador. No entanto, os Holandeses esqueceram-se daquilo que Joachim Low e Morten Olsson tinham feito para anular a influência do craque português: colocar mais que um jogador na área de influência do jogador do Real Madrid. Van der Wiel, apesar de ser um bom lateral, foi um jogador muito escasso para as manobras do português. Ronaldo venceu quase todos os confrontos contra o homem do Ajax e apontou 2 belíssimos golos numa exibição que só não foi de sonho porque o poste lhe anulou por duas vezes um poker que seria brilhante. Do lado Holandês, Wesley Sneijder confirmou a má-época que realizou ao serviço do Inter, Huntelaar e Van Persie foram uma nulidade e de Robben só se viram algumas arrancadas pela direita no jogo contra a Dinamarca e um trabalho individual interessante que permitiu o golo de Van der Vaart contra Portugal. No Alemanha-Dinamarca, os dinamarqueses bem tentaram colocar a selecção germânica fora dos quartos-de-final, mas (com uma ligeira ajuda da arbitragem) tal acabaria por não acontecer.

A selecção Holandesa entrará numa nova fase. Prevejo uma grande renovação na equipa. Os Holandeses acabam por ter matéria prima capaz de fazer essa renovação. De um geração marcada pela influência de Robben, Van Persie, Dirk Kuyt, Huntelaar, Sneijder e Van der Vaart, prontificam-se jogadores para o futuro como Strootman, Van der Wiel, Eljero Élia ou Luuk de Jong. Nesta selecção, Ricky Van Wolfswinkel do Sporting tinha claramente lugar. A federação Holandesa deverá querer apostar num seleccionador forte e quem sabe se não é desta vez que Guus Hiddink volta ao seu país para orientar a selecção.

Grupo C

Do Espanha – Itália da primeira jornada viu-se uma inversão de papeis: Itália e Espanha entraram em campo sem pontas-de-lança dignos desse nome (quer queiramos quer não, Balotelli e Di Natale não são pontas-de-lança). A Itália mostrou-se a espanha do passado (c0m um registo muito mais atacante do que em edições de fase finais de torneios internacionais anteriores) e a Espanha mostrou-se um bocado à semelhança da Itália do passado, jogando um jogo cauteloso e de contenção de bola. Comandados pelo sentido de jogo de Pirlo e Marchisio, seriam os italianos a abrir as hostilidades para 3 minutos depois ser Fabrègas a consumar o empate para a Espanha. No entanto, era mais que previsível um empate pois nenhuma das selecções quis efectivamente arriscar para vencer, preferindo desiquilibrar a classificação no jogo que ambas tinham perante a Croácia.

Os Croatas ainda ameaçaram quebrar o favoritismo de italianos e espanhóis. A vítima da primeira jornada seria a indefesa Irlanda. Modric foi o maestro da Croácia e Mandzukic, mesmo apesar da eliminação da selecção balcânica, expressou em golos o belo futebol de ataque da selecção comandada por Slaven Bilic. Depois do 3-1 inicial, confesso que coloquei a Croácia como outsider ao título europeu, previsão essa que aumento depois dos croatas terem realizado a partida que realizaram contra os italianos. Apesar da eliminação, quase toda a selecção croata sai muito valorizada deste europeu. Mandzukic e Modric deverão ser dos jogadores mais cobiçados deste verão. No entanto, a Croácia acusou alguma imaturidade e alguma falta de qualidade no sector defensivo.

A Irlanda haveria de se expor ao futebol superior de Espanhóis e Italianos, acabando o europeu com um score lastimável de 1-9. Giovanni Trapattoni não conseguiu operar um milagre com o que tinha e a Irlanda, com uma selecção que precisará de ser renovada já na próxima qualificação para o Mundial de 2014 não deve sonhar com uma presença numa fase final de uma competição internacional num futuro próximo. Já a Croácia realizou uma excelente partida contra a Espanha e a bom da verdade desportiva, foi claramente roubada em dois lances: uma mão clara de Iniesta na área e um penalty que ficaria a assinalar já nos minutos finais na área espanhola, depois de Iker Casillas ter derrubado ostensivamente um jogador croata.

Grupo D

Sheva animou as almas ucranianas com dois golos no jogo inaugural da equipa da casa. Aos 35 anos, Sheva revisitou o seu grande passado e não perdoou por duas vezes na cara de Isaksson no seu jogo de estreia numa fase final de europeu. A Suécia, com um jogo extremamente focalizado em Zlatan Ibrahimovic haveria de ser penalizada pelo facto de se ter visto a vencer os ucranianos por 1-o e por ter optado por uma postura defensiva na 2ª parte. Os Suecos haveriam de corrigir frente aos Ingleses mas aí foram demasiado perdulários perante uma Inglaterra muito cínica e voltada para o contra-ataque e para a velocidade de homens como Walcott ou Welbeck.

De facto, a selecção inglesa contrariou q.b a ausência de Wayne Rooney. No jogo inaugural do grupo frente à França (cuidado com esta França) os Franceses fizeram o que podiam para vencer o jogo. Destaque para as grandes exibições de Cabaye, Nasri, Benzema e Debuchy. A Inglaterra limitou-se a confiar em Joe Hart e a marcar um golo de bola parada por intermédio de Joleon Lescott.

Há minutos, a Suécia despediu-se com honra do europeu, batendo a França por 2-0. Zlatan disse adeus ao europeu com mais uma obra-prima e a França vai ter que se medir forças com a Espanha, sabendo que nas meias-finais, o vencedor deste grupo terá que jogar contra Portugal (sim, porque não estou a ver os checos com futebol para a nossa selecção).

Arbitragem:

Erros graves que decidiram jogos e que começaram no jogo inaugural entre Polónia e Grécia. Más decisões que custaram apuramentos (Alemães e Espanhóis). Num euro que se queria pautado pelo rigor técnico e disciplinar, a arbitragem não tem estado à altura das operações. As experiências da UEFA quanto ao árbitro de baliza dão-se como completamente falhadas após este europeu.

Prestações individuais. A meu ver, aqueles que estiveram “in” na fase de grupos:

Grécia: Ioanis Maniatism, Giorgios Karagounis, Samaras, Gekas

Polónia: Lukas Piszczek, Murawski

Rep. Checa: Tomás Rosicky, Michal Kadlek, Polak, Abebe Selassie

Rússia: Dzagoev, Zhirkov, Pavlyuchenko, Anyukov

Portugal: Fabio Coentrão, Pepe, Miguel Veloso, Cristiano Ronaldo, Nani e Silvestre Varela

Alemanha: Phillip Lahm, Mats Hummels, Mario Gomez, Lukasz Podolski, Mezut Ozil

Holanda: Rafael Van der Vaart

Dinamarca: Niklaas Bendtner, Simon Kjaer, Erikssen

Itália: Giorgio Chiellini, Claudio Marchisio, Andrea Pirlo, Antonio Cassano, Mario Balotelli e Antonio Di Natale

Espanha: Cesc Fabrègas, Fernando Torres, Xavi

Rep. Irlanda: Sean St. Ledger

Croácia: Mandzukic, Luka Modric, Rakitic, Jelavic

Inglaterra: Theo Walcott, Steven Gerrard, Joleon Lescott, Danny Welbeck

França: Phillipe Mexés, Debuchy, Ribéry, Yohann Cabaye, Samir Nasri, M´Vila

Ucrânia: Shevchenko, Yarmolenko

Suécia: Zlatan Ibrahimovic, Kim Kallstrom

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futeboladas

Premier League:

United, Chelsea e Arsenal foram os grandes vencedores da jornada. Se a turma de Wenger venceu o Everton no Emirates por 1-0 com mais um golo de Robin Van Persie e re-entrou na luta pelo título (dista 9 pontos para o City), a equipa comandada por Sir. Alex Ferguson recuperou muito bem da eliminação precoce da Liga dos Campeões com uma goleada caseira contra o Wolverhampton de Mick McCarthy. Nani e Rooney partiram a defesa dos Wolves e puseram o United com o City à vista.

O Tottenham tinha uma oportunidade de ouro (dado o confronto entre Chelsea e City) para reduzir a diferença para o primeiro da tabela ou para ganhar pontos aos Blues na consolidação de um lugar que lhe garanta o apuramento para a Liga dos Campeões da próxima época. Os Spurs voltaram a denotar alguns dos problemas que tem sido vistos nas últimas épocas: fazem excelentes jogos contra as equipas grandes e até conseguem vencer, mas, perdem demasiados pontos em campos onde nunca os deveriam perder. Não querendo diminuir de forma alguma o potencial do Stoke e a carga mítica que o Britannia Row representa para o clube (o Stoke em casa tem 8 vitorias, 4 empates e 3 derrotas em todas as competições) o Tottenham teve tudo para vencer esta partida.

A primeira parte foi lastimável para a equipa orientada por Harry Redknapp. Pode-se efectivamente dizer que os Spurs deram 45 minutos de avanço à equipa de Tony Pulis, materializados com dois golos de Matthew Etherington. Na 2ª parte, a equipa londrina acordou tarde e ainda conseguiu reduzir por intermédio de um penalty convertido pelo Togolês Emmanuel Adebayor depois de uma falta sofrida pelo Croata Luka Modric. Até ao final, seria um autêntico massacre dos Spurs que a bom da verdade deveria ter dado em vitória. Pelo meio, e como as más arbitragens não se verificam apenas em Portugal, a grande estrela da partida haveria de ser o árbitro internacional da FIFA Chris Foy ao não assinalar duas grandes penalidades a favor do Tottenham por braço na bola por parte de defesas do Stoke e um golo mal anulado a Adebayor.

A derrota do Tottenham ameniza-se com a derrota do City mas, os Spurs foram ultrapassados na tabela pelo Chelsea e viram aumentar a distãncia para o Manchester United.

Clássico escaldante no Stamford Bridge. André Villas-Boas conseguiu minorar alguns dos prejuízos pontuais em relação ao City com uma vitória justíssima frente ao City de Mancini. Lampard voltou fazer uma exibição ao nível dos seus melhores anos, e para mim foi uma das figuras do jogo em conjunto com Didier Drogba e Daniel Sturridge. Num cenário de eventual renovação de plantel em Janeiro, o internacional inglês está a aproveitar todas as oportunidades que AVB lhe tem garantido e o costa-marfinense surge rejuvenescido nos últimos jogos.

Tudo isto no dia em que Nicolas Anelka assinou com o Shanghai Shenshuan da Liga Chinesa a troco de 7,5 milhões de euros para os cofres londrinos e num momento em que a imprensa britânica avança que o próximo que poderá embarcar para uma aventura chinesa poderá ser Didier Drogba. Outras notícias tem afirmado que Roman Abrahamovic e André Villas-Boas acordaram em renovar o plantel dos blues no mercado de inverno, podendo adicionar jogadores como João Moutinho, Álvaro Pereira, Edinson Cavani, Marek Hamsik ou Loic Remy através da venda de activos do actual plantel (Didier Drogba, Florent Malouda, John Obi Mikel, Fernando Torres e David Luiz) ou da dispensa de outros para fins de alívio da folha salarial dos blues (Lampard e Michael Essien).

Exceptuando o jogo contra o United, o City de Mancini continua a demonstrar alguma fragilidade nos jogos a doer. Mario Balotelli inaugurou o marcador aos 2″ e Meireles empatou num daqueles golos “à Meireles” aos 34. Na 2ª parte, perante o maior esforço dos blues, Joleon Lescott foi demasiado infantil e deu a vitória de mão beijada aos londrinos.

La Liga:

Em Sevilla, o Valência não aproveitou o deslize do Real Madrid no super clássico, perdendo por 2-1 contra o Bétis. Ironicamente, todos os Portugueses que actuam nestas duas equipas estão castigados: Miguel e Ricardo Costa voltaram a não ser convocados no Valência por problemas disciplinares sobre alçada de Unai Emery; Nélson também não foi convocado no Bétis devido a castigo interno motivado por alegados comentários que o Português terá tecido aos seus antigos colegas no Osasuna acerca da táctica usada pela sua equipa no jogo que opôs as duas equipas.

O Valência continua a 7 pontos da liderança, partilhada por Barça e Real com 37 pontos (os merengues tem menos um jogo).

Vida complicada para o Zaragoza de Roberto, Hélder Postiga e Ruben Micael. Mais uma derrota caseira, desta feita contra o Mallorca por 1-0. A equipa de Javier Aguirre continua na última posição do campeonato e o mexicano começa a ter o lugar em risco.

O Corneliá-El Prat engalanou-se para ver o Espanyol dar uma lição de futebol no Atlético de Madrid. Em 20 minutos, a equipa comandada pelo argentino Maurício Pocchettino e com o Português Rui Fonte como titular, conseguiu chegar a uma vantagem de 3-0 com golos de Juan Verdú (2) e Romaric. O primeiro golo, autoria do médio ofensivo espanhol causa-me alguma estranheza pelo efeito. Fica a dúvida se a bola vai com efeito ou se o guarda-redes Belga Thibault Courtois foi realmente mal batido.

Falcao ainda reduziu aos 32″ para os madrilenos num daqueles golos à Falcao. Confesso que me mete muita pena ver o colombiano nesta equipa. Não que o Atlético não tenha bons jogadores porque os tem, mas pela qualidade que o internacional Colombiano tem e pela falta de ambição e qualidade que é demonstrada pelo treinador Gregório Manzano.

Outra das debilidades que tenho denotado neste Atlético prende-se pela enorme agressividade que a equipa coloca defensivamente. De todos os jogos que vi do Atlético, esta equipa consegue ser de extremos ao ponto de dar cacete como se não houvesse amanhã e depois sofrer golos da forma mais patética possível.

Na 2ª parte, Sérgio Garcia para o Espanyol e Arda Turan para o Atlético puseram o resultado final em 4-2. O Atlético continua no modesto 10º lugar com 19 pontos enquanto o Espanyol assume-se novamente como candidato às provas da UEFA. A equipa de Barcelona ocupa a 8ª posição com 20 pontos.

Serie A

Jogo emocionante em Roma para fechar a 12ª jornada. Jogo de parada e resposta entre duas equipas com objectivos distintos: a Juventus tentava voltar ao 1º lugar do campeonato depois da vitória da Udinese enquanto a Roma precisava urgentemente de vencer a Juventus para voltar a entrar na luta pelo scudetto. Com o empate, a Roma de Luis Enrique fica mais longe desse objectivo e o actual 9º lugar com 18 pontos também não se constitui como uma boa plataforma para se lançar um ataque aos lugares europeus, principalmente a um lugar que garanta a Champions na próxima temporada.

António Conte, treinador da Juve, optou por lançar nesta partida jogadores como os Chilenos Estigarribia e Arturo Vidal e prescindiu de outros como Quagliarella e Eljero Elia (entraram na 2ª parte) e Alessandro Del Piero (não saiu do banco). Não se deu bem nem mal com a estratégia mais defensiva que adoptou. Danielle Di Rossi haveria de inaugurar o marcador aos 6″ e Giorgio Chiellini haveria de empatar a partida aos 61″ numa partida onde os dois guarda-redes (Stekelenburg e Buffon) tiveram alguns momentos para brilhar.

O Inter de Ranieri deu um pontapé no insucesso interno. Giampaolo Pazzini e Yuto Nagatomo foram os autores dos golos frente à Fiorentina no Meazza.

O Inter ascendeu à 11ª posição da tabela com 17 pontos; a Fiorentina continua no 15º lugar com 16 pontos e dado o insucesso da equipa nestas últimas duas temporadas e a não participação do clube nas competições europeias desta temporada, Delio Rossi pode perder jogadores em janeiro como Stevan Jovetic, Juan Vargas, Adem Ljajic, Ricardo Montolivo (fala-se do interesse do Chelsea e a Fiorentina poderá ter que o libertar dado que o médio só tem contrato até Junho de 2012) ou Alberto Gilardino, jogador que está a ser associado nos últimos dias ao Inter.

No Renato Dall´Ara o Bolonha complicou ainda mais a vida ao Milan que também aspirava ao 1º lugar da tabela. O empate sofrido dos milaneses comprometeu essa ambição.

Francesco Guidolin é a esta altura um treinador realizado. A sua Udinese ultrapassou a saída de Alexis Sanchez para o Barcelona e ao contrário do que muitos previam continua a ser a equipa sensação do campeonato italiano. Muito às custas do “eterno” Antonio DiNatale, jogador que aos 34 anos continua a marcar golos como ninguém e pode-se preparar para vencer mais uma vez o prémio de melhor marcador da Serie A.

Neste fim-de-semana a vítima foi o Chievo Verona, equipa que até tem estado a fazer um campeonato regular, com golos do internacional italiano e do Sérvio Dusan Basta. Alberto Palloschi reduziu para a equipa de Verona.

A Udinese lidera em conjunto com a Juventus.

Quem também aproveitou o resultado de ontem da Juve foi a Lazio. Os Romanos, na jornada que antecede a recepção de amanhã ao Sporting para a Liga Europa (jogo importante para a manutenção dos Romanos na prova) bateram o Lecce por 2-3 e voltaram a confirmar que equipa que não joga nada mas tem Miroslav Klose arrisca-se a ganhar qualquer coisita. Continuo a não crer que a Lazio consiga ir para o scudetto, mas arrisca-se seriamente a conseguir a Champions para a próxima época.

O Alemão marcou o 8º golo na Serie A.

Bundesliga

Tarde de festa no Weserstadium em Bremen com a vitória da equipa local por 4-1 frente ao Wolfsburg de Magath. A equipa da casa aproximou-se dos primeiros lugares e conseguiu reduzir a diferença para o 2º (Dortmund) e para o 4º (Borussia de Moenchagladbach) que perderam pontos esta jornada.

A equipa de Magath continua em lugares perigosos.

Em grande forma está Lukas Podolski. O internacional alemão já leva 13 golos nesta bundesliga e torna-se assim mais uma opção para Joachim Low para o Europeu e um alvo apetecível para os grandes clubes europeus dado que para além dos seus tenros 26 anos, também poderá ser inscrito nas competições europeias.
Podolski marcou 2 dos 4 golos da vitória do Colónia de Petit contra o Freiburg.

E Podolski não é o melhor marcador da Liga Alemã porque há um Mario Gomez fora-de-série nesta época. O Sr. Mannschaft voltou a decidir para o Bayern com 2 remates certeiros em resposta ao golo madrugador de Gentner para o Estugarda logo aos 6″ da partida. Dois golos à ponta de lança que perfizeram o número 15 na conta pessoal do titular da selecção alemã.

O Bayern aproveitou para cimentar em 3 pontos a diferença para Dortmund (empatou em casa contra o Kaiserslautern num jogo em que Jurgen Klopp apenas colocou Gotze e Perisic na 2ª parte) e para o Schalke que com a vitória em Berlim frente ao Hertha por 2-1 se colou na 2ª posição do campeonato.

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O grupo da morte

Alemanha, Holanda e Dinamarca.

Já lhe chamam o grupo da morte.

Eu cá continuo na ilusão do nacionalismo e prefiro acreditar que vamos passar esta fase de grupos em primeiro lugar.

1. É certo que os adversários são dificeis:

1.1 A Alemanha aparece no Euro 2012 com uma das mais fortes selecções dos últimos anos.

A nova geração de talentos Alemã, constituída por jovens talentos como Jerôme Boateng, Marko Marin, Mezut Ozil, Mario Gomez, Mario Gotze, Sami Khédira, Thomas Muller, Sven Bender, Lars Bender, Toni Kroos e auxiliada de perto por jogadores experientes\veteranos como Miroslav Klose, Phillip Lahm, Bastian Schweinsteiger, Per Mertesacker, entre outros, aparece no Euro 2012 com a aspiração de fazer frente ao poderio da Selecção Espanhola.

Vai ser obviamente, pelas circunstâncias e pelo potencial demonstrado nos últimos 2 anos o osso mais duro de roer para a selecção nacional na fase de grupos.

1.2 A Holanda é a Holanda. Quem conhece o futebol sabe perfeitamente o que escrevo.

Robin Van Persie, Arjen Robben, Klaas-Jan Huntelaar, Wesley Sneijder, Maarten Stekelenberg, Van der Wiel, John Heitinga, Nigel De Jong, Kevin Strootman, Dirk Kuyt, Urby Emanuelson, Joris Mathijsen, Eljero Elia, Demy De Zeeuw, Ibrahim Affelay, Rafael Van der Vaart são jogadores de inegável talento. A Laranja Mecânica é obviamente outra das candidatas principais ao ceptro europeu.

1.3 A Dinamarca de Morten Olsen. A Dinamarca que venceu o nosso grupo e pratica aquele futebol musculado e pragmático. Mas também a Dinamarca que não costuma apresentar o seu melhor futebol nas fases finais de competições internacionais, ponto que pode jogar a nosso favor.

2. A nossa selecção.

Temos primeiro que reconhecer que a nossa selecção não é em nada inferior a qualquer uma destas selecções.

Em segundo lugar, acredito perfeitamente que este tipo de jogos sejam aqueles jogos que todos os jogadores sonham em jogar. Logo, acredito que estes jogos acrescentem uma dose de motivação extra aos jogadores das quinas e sejam jogos em que os mesmos apliquem em campo todas as características que os tem acompanhado ao longo das suas carreiras.

3. Em terceiro lugar: os resultados que a selecção nacional tem atingido nos últimos 15 anos.

Se repararem, nos últimos 15 anos, a selecção Portuguesa apurou-se (fazendo excepção ao mundial de 1998) para 5 europeus consecutivos e 3 mundiais.

Nas finais finais dos europeus e mundiais, quando menos se esperava Portugal deu-se bem com todos os grupos difíceis que teve de enfrentar.

3.1 No euro 1996, Portugal calhou num grupo que continha a Turquia, a Dinamarca e a Croácia. Empatamos com a Dinamarca de Schmeichel e Brian Laudrup a 1 bola. Vencemos a Turquia por 1-0 com golo de Fernando Couto e vencemos a Croácia de Prosinecki, Suker, Jarni, Boban e Prso (a mesma que dois anos depois se iria sagrar 3º classificada em França no Mundial) por 3-0 com golos de Figo, João Pinto e Domingos.

3.2 No Euro 2000, a “frágil” selecção de Portugal (na verdade foi o estado de maturação de uma geração brilhante) calhou num grupo da morte com Inglaterra, Roménia e Alemanha. O resultado foi aquele que todos sabemos. Vencemos da forma que vencemos Ingleses e Alemães e ainda conseguimos bater no último minuto a Roménia (com golo de Costinha) que tinha sido a selecção que tinha vencido o nosso grupo na fase de qualificação. Fomos às meias-finais e apenas baqueamos perante a selecção campeã do mundo e, nesse ano, europeia, a França.

3.3 No Mundial 2002 e para corroborar a apetência especial da nossa selecção para se apurar em grupos complicados, fomos eliminados na fase de grupos por Coreia do Sul, Estados Unidos e Polónia.

3.4 No Euro 2004, todavia a jogar em casa, eliminámos a Espanha e a Rússia na fase de grupos, e tirando a mácula dolorosa de termos perdido o título para a Grécia, também aviamos a eliminar a Inglaterra e a Holanda em dois jogos épicos.

3.5 No Mundial 2006, depois de passar a fase de grupos num grupo constituído por Angola, Irão e México, voltamos a aviar os Ingleses e os Holandeses, perdendo novamente para a França nas meias-finais, o que de facto não constituiu nenhuma vergonha.

3.6 No Euro 2008, vencemos um grupo constituído pela difícil República Checa, Turquia e Suiça, se bem que perdemos contra os Suiços. Fomos eliminados pela Alemanha por 3-2 num jogo em que ficou claramente um amargo na boca. Os Alemães jogariam a final contra a Espanha.

3.8 No Mundial 2010 na África do Sul, conseguimos o apuramento num grupo constituído por Coreia do Norte, Costa do Marfim e Brasil. Fomos eliminados de seguida pela Espanha, campeã do mundo.

Em todas estas campanhãs, exceptuando o mundial 2002, Portugal atingiu excelentes resultados e foi apenas eliminado pelas selecções que viriam a ser campeãs ou vice-campeãs. Esse indicador é outro dos indicadores que me faz acreditar que Portugal, não descurando a obvia dificuldade que o grupo apresenta, tem hipóteses de passar à próxima fase, e se o fizer estará em grandes condições de lutar pelo título europeu. São mais os resultados negativos alcançados ao longo da história da nossa selecção contra equipas teoricamente mais fracas nas fases de qualificação do que os resultados negativos contra selecções mais fortes nas fases de grupos.

Basta apenas apreciar que em 1966 eliminamos a União Soviética, Hungria e Brasil e só fomos travados, também de forma injusta e inqualificável pela selecção da casa, a Inglaterra, que viria a sagrar-se campeã mundial.

E em 1984, vindos quase do nada, oferecemos um grande baile em França, onde conseguimos eliminar a RDA e a Roménia (empatamos com os Alemães e vencemos os Romenos) e no mesmo grupo, conseguimos um empate contra a poderosa Espanha de Maceda, Carrasco e Santillana.

Perdemos injustamente apenas naquelas meias-finais de Marselha contra a França do todo poderoso Platini, em circunstâncias que a história não nega: aquele título estava talhado para os franceses e não podia ser de outra maneira.

No mundial de 1986, mesmo eliminados na fase de grupos, perdemos contra a Polónia e contra Marrocos, mas batemos a toda poderosa Inglaterra na primeira partida.

Desde então já batemos selecções em fases finais como Croácia, Turquia, Inglaterra, Alemanha, Roménia, Polónia, Espanha, Rússia, Irão, México, Angola, Holanda, República Checa e Coreia do Norte.

Podem-lhe chamar o grupo da morte, eu chamo-lhe um grupo difícil. E nós vamos passar, caso estas imagens se voltem a repetir:

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futeboladas (tardio)

Depois de tanta agitação pelas academias, cumpre-me fazer um “revisiting” rápido pelo que se anda a passar pelo futebol lá fora.

Tinha programado meter uns videos com uns resumos, mas como o tempo é escasso fico-me apenas pelos comentários:

1. Desde que acompanho a sério a Premier League (desde meados da década de 90) nunca vi uma Liga Inglesa tão desiquilibrada. Não é seu apanágio.

À 12ª jornada, com o número 12 a marcar (12 pontos é a diferença de Chelsea, Liverpool e Arsenal em relação ao Manchester City) estas três equipas estão para mim, no limite do erro. 12 são muitos pontos para recuperar perante um City que está sem dúvida fortíssimo (11 vitórias e 1 empate; um impressionante, repito, impressionante goal average de 42\11; o City arrisca-se a acabar o campeonato com mais de 120 golos se a média não destoar; impressionante também é o goal-average destas 3 equipas: Chelsea 25\17; Liverpool 16\11 – 16\11 é muito pouco para o poderio atacante que a equipa de Kenny Dalglish tem; Arsenal míseros 25\22 onde nem a entrada de Mertesacker para o centro da defesa dos Gunners alivia o mau desempenho defensivo da turma de Wenger).

O que me causa mais espécie é que estas 3 equipas, com o potencial que tem os seus planteis (excepção feita obviamente ao Arsenal, que devido às saídas de Fabrègas e Nasri e às muitas entradas que teve esta época, tem por missão criar uma equipa que seja competitiva para a próxima época) não estão a conseguir dar a volta por cima, e arriscam perder lugares na Champions e até na Liga Europa para os impressionantes Newcastle e Tottenham, que este ano (o Tottenham novamente) voltaram a sedimentar possibilidades de interferir na chamada “luta dos grandes”

André Villas-Boas, tem pela primeira vez uma dura missão na sua carreira: fazer encarreirar os Blues! Não me venham com o argumento que Roman Abrahamovic não abriu os cordões à bolsa! Roman Abrahamovic simplesmente não quis abrir os cordões à bolsa em relação aos targets pretendidos pelo seu novo treinador, casos de Álvaro Pereira, João Moutinho e Hulk. Se de facto existiram clubes gastadores neste ano, um dos clubes foi o Chelsea: 9 milhões de euros por Thibaut Courtois (guarda-redes que foi emprestado ao Atlético de Madrid) 25 milhões por David Luiz em Janeiro ao Benfica, Oriol Romeu ao Barcelona por 6 milhões de euros, Raul Meireles por 14 milhões ao Liverpool, Fernando Torres por 60 milhões ao Liverpool em Janeiro, Juan Mata por 35 milhões ao Valência e Romelu Lukaku ao Anderlecht por 21 milhões de euros. Fazendo as contas, o saldo de transferências no ano civil do Chelsea foi de 170 milhões de euros.

A questão que se põe é que André Villas-Boas para singrar no Chelsea terá obviamente que ir construíndo uma nova década no clube londrino. Como afiancei no Preview da Premier que escrevi neste blog em Agosto (ver histórico no fim de página em relação a esse mês) a equipa do Chelsea é maioritariamente constituída por jogadores de carreiras acabadas e consequentemente por jogadores cujo auge já passou, problemática que obviamente causa algum comodismo no seio do plantel. Falo de John Terry, de Alex, de Michael Essien, Frank Lampard, Florian Malouda, Didier Drogba, Nicolas Anelka e do inevitável John Obi Mikel, que apesar de ser um jogador que aprecio bastante a qualidade de passe, nunca mostrou grande coisa para envergar a camisola do Chelsea.

O Manchester City, por outro lado, voltou a investir forte e está a colher os lucros desse investimento. Com a ajuda de grandes níveis exibicionais de jogadores como Balotteli, David Silva, Kun Aguero, Vincent Kompany, Joleon Lescott, Samir Nasri, James Milner, Yaya Touré e Dzeko, e todo o talento que lhes está agregado, o City de Mancini começa a agradar às pretensões dos seus proprietários e, arrisca-se a levar a Premier League para casa esta época e a lançar-se muito bem na grande roda da Europa para as próximas épocas.

A farturinha é tanta que Mancini nem se importa muito com o birrento Carlitos Tevez, que depois da polémica causada no jogo contra o Bayern foi amuado para a Argentina levando o treinador italiano a negar-lhe a eventual possibilidade de voltar a vestir a camisola do clube. Tevez será um reforço de peso para qualquer clube europeu e é inegável que Real Madrid, PSG, Málaga, Arsenal, Inter e Roma estarão muito atentos para concretizar a sua transferência.

Este fim-de-semana teve mais teste de fogo perante uma equipa do Newcastle, que ainda não tinha perdido esta época. Um teste que foi ultrapassado com o bom futebol que se tem visto a ver da equipa de Manchester, ajudada por alguns erros infantis de Ryan Taylor (defesa esquerdo do Newcastle) e também com a verdadeira estrelinha de campeão na 2ª parte com as oportunidades falhadas por um Newcastle, que, apesar da derrota tem o mérito de ter construído um plantel belíssimo com jogadores como Coloccini, Jonás Gutierrez, Demba Ba e Hatem Ben Arfa.

Mas, como afirmei na introdução a este ponto a Liga está desiquilibrada. Neste momento, só o United tem capacidade para rivalizar com o seu vizinho do lado. E já vão 5 pontos de diferença e obviamente 5 golos na bagagem como pudemos constatar no último derby de Manchester.

As próximas jornadas serão fulcrais para se começar a desenhar o miolo e o desfecho da Premier.

2. Em Espanha, o Real continua com a sua almofada de 3 pontos em relação ao Barça. Digo almofada, visto que num campeonato onde a diferença se fará ao pontinho num universo de mais ou menos 100 pontos conquistados nas 38 jornadas da prova, 3 pontos podem fazer a diferença para as turmas de Mourinho e Guardiola.

Em 12 jornadas, o Barça já patinou 4 vezes (4 empates) dado que não é abonatório para a super-máquina de Guardiola. Guardiola terá um final de mês de Novembro e um mês de Dezembro duríssimo, onde terá que jogar  com o Real Madrid no dia 10, terá que efectuar as duas restantes jornadas da Champions (uma delas com o Milan que ainda poderá ser alvo de disputa de liderança de grupo) e o campeonato do mundo do clubes, prova que poderá ajudar ao desgaste da equipa e onde o Barcelona quererá levar o troféu para a Catalunha.

Mourinho ultrapassou o Mestalla nesta jornada e cavou uma diferença de 7 para o Valência. Os Valencianos vinham a fazer um excelente campeonato até agora e em caso de vitória até poderiam entrar na luta pelo 1º lugar. Mais uma grande exibição de Ronaldo pelo Real e mais uma grande exibição de Roberto Soldado pela turma Valenciana, comprovando que esta está a ser a época da carreira do avançado que curiosamente foi formado nas escolas do Real. Soldado leva 8 golos na Liga e 2 na Liga dos Campeões.

No entanto, do jogo do Mestalla fica por assinalar um penalti clarissimo a favor do Valência que poderia no final ter dado o empate aos Valencianos, resultado, que pelo que o Valência fez no quarto de hora final até se ajustava.

Sabendo que os Valencianos não vão lutar pelo título, cada vez parece mais certo que o 3º lugar será deles sem grande concorrência. O Malaga e o Sevilla tentarão guiar os seus resultados pelos resultados do Valência, mas, neste início de época, apesar do bom futebol que estão a praticar em algumas partidas, começam a sofrer de alguma intermitência nos seus resultados.

Quem continua a desiludir é o Atlético e o Villareal. Por este andar da carruagem, Levante, Espanyol e Athletic poderão ter mais condições para lutar pelo 6º lugar que estas duas equipas.

O Atlético de Madrid é uma excelente equipa. Tem é um mau treinador. Gregorio Manzano é daqueles treinadores que fala muito cá fora perante a imprensa mas não mete as equipas a jogar bonito e a obter resultados de maior. Já assim o era no Sevilla. Uma equipa que tem jogadores no plantel como Felipe, Álvaro Dominguez, Diego Godín, Mário Suarez, Tiago, Salvio, Arda Turan, Diego, Paulo Assunção Adrián, Radamel Falcao, Juanfran, Diego Costa e Reyes terá que fazer muito mais do que sequências em que ganha um jogo, empata os próximos e perde outro a seguir.

Já o Villareal é uma equipa cujos jogadores parecem estar em decadência. Falo de Gonzalo Rodriguez, Carlos Marchena (há muito que está em decadência) Cani, Marcos Senna, Borja Valero, Giuseppe Rossi e Nilmar. Da espinha dorsal desta equipa, ainda não vi uma boa exibição destes jogadores, tanto a nível interno como na Champions onde o Villareal está a ser a pior equipa da fase de grupos.

3. Em Itália, a coisa está boa para a Juventus.

O investimento compensa. Olho para o plantel da Juve e não tenho dúvidas em afirmar categoricamente que a Vecchia Signora vai voltar ao scudeto. É só magia. Buffon é aquele senhor e sempre o será. Marco Motta, Andrea Bazagli, Lichsteiner, Fabio Grosso, e a grande dupla de centrais da selecção italiana Leonardo Bonucci e Giorgio Chellini (estou aqui a pensar na quantidade de centrais de qualidade que a Itália terá para a próxima década com Rannochia, Bochetti e até Criscito quando adaptado) são aquela defesa que todo o treinador gostaria de ter.

Marchisio e Pirlo combinam de uma forma estonteante no miolo e tem Arturo Vidal como o substituto perfeito. Nas alas, Pepe, Krasic, Eljero Elia (que jogador bestial) Alessandro Matri e Del Piero são outro sonho para qualquer treinador de futebol assim como os homens da frente: Fabio Quagliarella, Luca Toni, Vincenzo Iaquinta, Mirko Vucinic e um apagadíssimo Amauri que não tem lugar neste plantel mas que não deixa de ser um grande avançado.

À Juve, seguem-se por um ponto de diferença, Lazio e Udinese. Não menosprezando tais equipas, creio que não tem qualidade para andar a lutar pelo título e rapidamente irão baixar a guarda no que toca a este capítulo. A Lázio tem um bom plantel mas nota-se que não tem um jogador criativo (o melhor que tem é Ledesma) e a Udinese, a selecção do mundo como lhes costumo chamar, apesar de ter excelentes jogadores como o lutador Maurizio Isla, Danilo, o mágico Gabriel Torje, o fantástico Pablo Armero e Floro Flores, continua a depender em muito de um dos jogadores da década do futebol italiano, o imortal António Di Natale, que com os seus 8 golos em 11 jornadas irá lutar novamente pelo título de melhor marcador da Serie A.

Ambas as equipas sofrem na minha opinião de um problema patológico comum: dependem exclusivamente dos seus avançados, respectivamente Di Natale e Miroslav Klose.

O Milan está em 4º com 21 pontos. Max Allegri não está a conseguir fazer olear tão bem a sua máquina esta época, mas, será a única equipa que a meu ver irá ombrear com a Juve na luta pelo título. No entanto, a primeira fase do campeonato não está a correr bem e não se pode culpar o facto do Milan não ter jogadores para enfrentar com atitude séria duas competições, até porque na Champions tirando a oposição no grupo do Barcelona, tanto BATE Borisov como Viktoria Plzen são equipas do submundo europeu que o Milan tem obrigação de golear.

É claro que uma baixa como António Cassano deixa marcas numa equipa como o Milan, mas, perante o plantel recheado que os milaneses tem, não serve de desculpa para nada.

Daí que 23 golos em 11 jornadas seja uma marca péssima para o poderio ofensivo dos Milaneses.

A Roma está a conseguir levantar-se do choque inicial. Luis Enrique está a pouco e pouco a colocar a equipa a jogar futebol. Está a apenas 5 pontos do 1º lugar. E tal não é uma vergonha para uma equipa que recebeu novos jogadores como Stekelenburg, José Angel, Simon Kjaer, Erik Lamella, Miralem Pjanic, Fernando Gago, Pablo Osvaldo (o tal que é mais italiano que os políticos que nasceram em itália) e Bojan Krkic. Estes, em conjunto com outros como Burdisso, De Rossi, Leandro Greco, Okaka Chuka e até Marco Borriello podem-se assumir fulcrais para Luis Enrique (caso a direcção romana o decida manter indiferentemente do resultado desta época) trabalhar a pensar na luta pelo scudetto na próxima época.

O Inter, é mau demais.

A minha opinião sobre o Inter é que é demasiada veterania acomodada e demasiada juventude precoce neste plantel.

Sem gastar muito dinheiro, o Inter tem o futuro assegurado. Mas para daqui a 3 ou 4 anos.

O Inter deve aproveitar para reflectir. Deverá mandar já no mercado de inverno algumas (velhas) vedetas embora para começar a dar espaço aos mais novos e ganhar algum capital (enquanto é possível fazê-lo com jogadores como Maicon, Chivu, Motta ou Milito) ou é preferível manter uma equipa, que apesar da classe inegável e do caminho de glória trilhado por 95% dos seus jogadores não está a funcionar como equipa e pela primeira vez da história recente do Inter está a um passo de lutar para não cair no abismo que se chama Série B?

Eu não consigo acreditar como uma equipa que tem Sneijder, Zarate, Ricky Alvarez, Stankovic, Milito, Forlán e Pazzini, só consegue marcar 13 golos em 11 jornadas. Recuso-me mesmo a acreditar que estes jogadores não se consigam entender. Mas acreditando ou não, o que é certo é que este Inter está numa forma interna que é completamente lastimável…

4. Na Alemanha, Mario Gotze calou o Allianz Arena. O Dortmund superou as dificuldades iniciais causadas pela má forma de jogadores como o jovem médio e a lesão de Lucas Barrios. E Barrios ainda nem sequer apareceu no campeonato, pois tem sido suplente.

O Dortmund ficou com a vitória frente ao Bayern a 2 pontos dos Bávaros e promete obviamente ser a maior sombra à turma de Jupp Heynckes, treinador claramente de transição de ciclo na equipa de Beckenbauer.

Numa liga que está a ser muito renhida por ora, Schalke o4 (-3 pontos) Werder Bremen (-5) e Estugarda e Bayer de Leverkusen (-7) ocupam os lugares cimeiros da Bundes, com o Borussia de Monchagladbach (-2) a fazer uma sensacional 1ª volta de campeonato. Todos ainda tem hipóteses de rapidamente (3 jornadas na Alemanha podem virar a tabela toda) chegar à 1ª posição.

O Bayern de Munique, apesar das 3 derrotas que já leva para a Liga está a fazer o que lhe compete: liderar após um ano muito mau como foi o da época 2010\2011.

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Pelos jogos internacionais…

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A Dinamarca não vacilou e levou de vencida uma inofensiva Noruega. A Noruega pouco fez durante a partida e acaba por dar um passo atrás na qualificação. Bendtner marcou os golos da Selecção Dinamarquesa.

A Islândia bateu o Chipre por 1-0.

O primeiro lugar do grupo é repartido pelas 3 selecções, mas Portugal corre na frente. A Dinamarca é 2ª. A Noruega 3ª com mais um jogo.
Na próxima jornada, a 7 de Outubro, Portugal recebe a Islândia no Estádio do Dragão no Porto e a Dinamarca vai a Nicósia defrontar o Chipre. Folgará a Noruega.

Abrem-se cenários para a próxima jornada:
1. Em caso de vitória Dinamarquesa, a Dinamarca apura-se para os playoffs. Mesmo em caso de derrota de Portugal, tudo se irá decidir em Copenhaga na última jornada.
2. Em caso de vitória Portuguesa, Portugal não se apura para os playoffs, mas deixa a questão praticamente arrumada para a última jornada onde até poderá perder contra a Dinamarca em Copenhaga que muito dificilmente irá ceder o seu lugar à Noruega pela questão da diferença de goal-average entre as duas selecções.

– No grupo A, a Turquia não quis dar a machadada final na Bélgica tendo empatado hoje na Áustria a 0 bolas. Arda Turan, o jogador talismã dos turcos no passado jogo de sexta-feira (marcou o golo da vitória aos 6 minutos do período de descontos) foi o vilão deste jogo ao falhar uma preciosa grande penalidade já para além da hora. 

O Azerbeijão ganhou ao Cazaquistão por 3-2.

A Alemanha já se tinha qualificado na sexta-feira. A Turquia é 2ª com 14 pontos. A Bélgica tem 12 e a Áustria com 8 está eliminada.
Na próxima jornada, o Azerbeijão recebe a Áustria, a Bélgica recebe o Casaquistão e em caso de vitória dos Belgas, estes poderão aproveitar um eventual resultado negativo da Turquia em Instambul perante a Alemanha. Todavia, terão sempre que medir forças com a Alemanha na última jornada em Dusseldorf.

– No grupo B

Empate da Rússia e da Irlanda em Moscovo. Um bom resultado para as 2 selecções. A Rússia porque continua na liderança. A Irlanda porque sabe perfeitamente que é difícil vencer na Rússia, pontua, não perde o 2º lugar e continua a acalentar o 1º pois continua a 2 pontos da Rússia.

A surpresa da jornada acabou por vir de Zilina. A modesta Arménia foi à cidade Eslovaca golear a selecção da casa por 4-0 e continuar a surpreender meia europa. Esta goleada põe o grupo B ao rubro e faz sonhar o povo Arménio. Nunca antes esta antiga república soviética esteve tão perto de sonhar com a qualificação.

A Macedónia ganhou 1-0 a Andorra em casa.

A Rússia continua a liderar com 17 pontos. 15 tem a Irlanda. Com 14 estão a Arménia e a Eslováquia.
Na próxima jornada, teremos 3 jogos emocionantes: em teoria, a Arménia tem vantagem em defrontar a Macedónia em casa. A Eslováquia joga o tudo ou nada em Zilina contra a Rússia. A Irlanda vai a Andorra.

1. Em caso de vitória Russa, esta selecção garante praticamente a passagem ao Europeu pois na última jornada recebe a humilde selecção de Andorra.
2. A selecção Eslovaca em caso de derrota fica de fora do europeu.
3. A selecção Eslovaca em caso de vitória irá marcar 17 pontos. Continuará empatada com a Arménia (caso esta vença= e neste cenário com a Rússia, mas também continuará em 4º lugar devido ao goal-average negativo que tem em comparação com o goal-average abundante de Russos e Armenos. A Rússia poderá perder o primeiro lugar caso a Irlanda vença e até o 2º caso a Arménia vença.

-No Grupo C

A Itália voltou a utilizar a receita do costume para vencer a Eslovénia e apurar-se para o Europeu. No Artémio Franchi em Florença, os italianos não jogam por aí além mas tiveram um Pazzini inspirado nos minutos finais a facturar numa baliza onde (pela sua passagem no passado pela Fiorentina) conhece bastante bem o sabor do golo.

A Sérvia ganhou 3-1 às Ilhas Faroe e saltou para a 2ª posição do grupo. A Eslovénia acabou por ser a grande derrotada da noite pois também viu a Estónia saltar para a 3ª posição depois de vencer a Irlanda do Norte em Talinn por 4-1. A luta pelos playoffs continua ao rubro neste grupo C: a Sérvia é 2ª com 14 pontos, a Estónia 3ª com 13. Os estónios tem mais um jogo assim como os eslovenos, que com a derrota de hoje não estão matematicamente eliminados mas irão necessitar que a Sérvia perca na próxima jornada em casa frente à Itália, que a Estónia perca ou empate na Irlanda do Norte e que na última jornada possam ganhar aos Sérvios em Ljubliana.
Na próxima jornada, a Sérvia recebe a Itália, tendo a selecção transalpina a possibilidade de baralhar as contas dos sérvios caso vença e caso a Estónia vá vencer a Belfast.

– Grupo D

No jogo grande, a França empatou em Bucareste a 0 bolas e conseguiu um autêntico “matchpoint” na qualificação.
A Bósnia também obteve um “matchpoint” ao vencer nos últimos minutos a Bielorrussia em Sarajevo com um golo de Misimovic aos 87″, dois minutos depois da expulsão do 2º defesa Bielorusso Kalachev. O primeiro (Martynenko) já tinha sido expulso por acumulação no decorrer da 1ª parte.

O Luxemburgo obteve uma vitória histórica em casa, vencendo a Selecção Albanesa por 2-1.

A França lidera com 17 pontos. A Bósnia tem 16. Ambas garantem praticamente os playoffs. A Roménia tem 12 assim como a Bielorussia.

1. Na próxima jornada, a Roménia recebe os Bielorussos, num jogo em que quem perder pontos será eliminado e quem puder vencer também poderá ser eliminado, caso a Bósnia e a França vençam os seus jogos. A Bósnia recebe o Luxemburgo, a França recebe a Albânia.
Mesmo em caso de vitória Romena, caso a Bósnia e a França vençam os seus jogos, garantem o lugar que lhes permite jogar os playoffs.
2. Caso a França vença e a Bósnia perca o seu jogo, a França garante a qualificação e em caso de vitória da Roménia ou da Bielorrússia, ambas poderão ter uma palavra a dizer na última jornada.
3. Caso a França perca ou empate o seu jogo e a Bósnia vença, a Bósnia vai para a primeira posição e em caso de vitória da Roménia ou da Bielorrússia, estas continuarão a acalentar hipóteses de qualificação na última jornada.

– No Grupo E

A Holanda venceu a Finlândia em Helsínquia por 2-0 num jogo em que o avançado do PSV Kevin Strootman continua a consolidar o seu lugar na laranja mecânica com a obtenção de mais um golo. A Finlândia foi sempre incipiente nas suas acções ofensivas e nunca criou grande perigo à baliza de Maarten Stekelenburg durante os 90 minutos da partida. A Holanda esteve por várias vezes perto do 2º golo e incomodou várias vezes a baliza finlandesa na 2ª parte ora pelas boas arrancadas de Eljero Elia pelo flanco esquerdo ora pelos passes em desmarcação com que Sneijder ia servindo os colegas. Seria De Jong a carimbar a vitória mesmo em cima do apito final, quando a Finlândia já jogava reduzida a 10.

A Hungria cumpriu a sua tarefa e foi vencer à Moldávia por 2-0. A Suécia venceu em São Marino por 6-0 e ascendeu à 2ª posição pelo goal-averagem superior aos Húngaros, que tem mais um jogo que os suecos. Na próxima jornada, os Suecos poderão carimbar a passagem aos playoffs caso vençam a Finlândia em Helsínquia. Caso contrário tudo será decidido na última jornada.

– No grupo F

Nos primeiros 45 minutos em Zagreb, a Selecção Israelita vencia por 1-0, marcava oficialmente 16 pontos na classificação (na prática eram os mesmos que os croatas) e viam a Grécia a perder por 1-0 na Letónia, facto que punha os gregos também com os semelhantes 16 pontos. Com este cenário de intervalo em Zagreb, os croatavas lideravam, os gregos eram 2ºs e os israelitas 3ºs com os mesmos pontos, com Israel com mais um jogo.
Na 2ª parte, Modric, Eduardo da Silva e companhia viraram o marcador em prol dos croatas, eliminaram Israel e viram a Grécia de Fernando Santos perder pontos na Letónia, ao empatar quase ao cair do pano por intermédio de Papadopoulos num jogo em que os Gregos tiveram que sair da sua habitual retranca para massacrar os Letões…na retranca!! De nada valeu o ímpeto de Giorgios Samaras e companhia. A Croácia passou para a frente do grupo.

Em La Valleta, dia de festa para os Malteses com o empate caseiro frente à Geórgia a 1 bola.

A qualificação será discutida a dois nas próximas jornadas. No que diz respeito à próxima, a Grécia recebe a Croácia em Atenas. A Grécia passa para a frente do grupo caso vença. A Croácia qualifica-se caso vença e fica em grande posição caso empate.

Letónia – Malta será um jogo para cumprir calendário.

– No grupo G,

Ashley Young fez Capello respirar de alívio perante a ameaça de uma moralizada selecção de Gales. O jogador do United confirmou a excelente forma ao dar a vitória à Old-Albion perante a vizinha selecção galesa.

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No Saint Jakob Park de Basileia, a Suiça aproveitou a folga de calendário de Montenegro para equilibrar a balança com a turma balcânica. Era o jogo de tudo ou nada de Suiços e Búlgaros. Quis o talentoso médio ala de 20 anos Xherdan Shaqiri colocar ao rubro o público Suiço na sua própria casa (Shaqiri actua pelo Basileia) com um hat-trick no 2º tempo. A Bulgária ainda alimentou as esperanças de bater os Suiços durante 36 minutos devido a um golo madrugador de Ivaylo Ivanov.

A Inglaterra lidera o grupo com 17 pontos (+ 1 jogo). Montengro é 2ª com 11 pontos. A Suiça tem 8 pontos. A Bulgária tem 5 e mais um jogo, estando portanto eliminada. Gales 3.
Na próxima jornada, Gales recebe a Suiça enquanto Montenegro recebe a Inglaterra em Podgorica.

1. Em caso de vitória da Suiça e derrota de Montenegro, basta apenas o cenário de 1-0 para que a Inglaterra se apure e a Suiça ultrapasse a selecção montengrina.
2. Em caso de vitória de Montengro perante a Inglaterra e derrota Suiça, a Inglaterra continua na primeira posição com 17 pontos mas só será qualificada directamente se Montenegro conseguir superar os 10 golos de goal-average que tem de diferença para os ingleses. Neste cenário, Montenegro segura pelo menos os playoffs. Caso contrário terá que jogar os playoffs na Suiça na última jornada.

Grupo I

A Roja venceu o pobre Lichstenstein por 6-0 com bis de Negredo e David Villa e restantes golos a serem apontados por Xavi e Sérgio Ramos. A Espanha está qualificada para o Europeu.

A Escócia venceu a Lituânia por 1-0 e relança os escoceses na luta pelos playoffs.

A Espanha lidera com com 18 pontos. A República Checa tem 10 pontos, a Escócia tem 8. Os Escoceses poderão ascender à 2ª posição do grupo se vencerem no Lichstenstein e se a República Checa perder com a Espanha em Praga não sendo porém linear que estes resultados decidam a qualificação porque na última jornada, teremos os escoceses a jogar em Espanha e a República Checa a jogar na Lituânia.

Outras zonas de qualificação:

Ásia – 1ª fase de gruposqualificação 2014 – 2ª jornada

– A Jordânia lidera o grupo A com 6 pontos depois de bater a China por 2-1. A China é 2ª com 3 pontos. O Iraque também somou 3 pontos ao bater Singapura por 2-0 fora.

– No Grupo B, a Coreia do Sul não foi além de um empate no Kuwait a 1 bola. Mesmo assim os Sul-Coreanos lideram o grupo com 4 pontos, os mesmos do Kuwait. No outro jogo do grupo, o Líbano venceu por 3-1 os Emirados Árabes Unidos e somou 3 pontos.

– No grupo C, Uzbequistão e Japão empataram a 1 bola e lideram o grupo com 4 pontos. A turma nipónica esteve a perder a partir dos 9 minutos até ao minuto 65. A Coreia do Norte venceu em casa o Tadjiquistão por 1-0 e somou 3 pontos.

– No grupo D, a Austrália destacou-se na liderança ao vencer a Arábia Saudita fora por 3-1 com golos de Joshua Kennedy e Luke Wilkshire. A Austrália tem 6 pontos. A Tailândia é 2ª com 3 depois de ter batido Omã por 3-0.

– No grupo E, Qatar e Irão empataram a 1 bola. Os Iranianos estão na liderança do grupo com 4 pontos em paridade com o Bahrein, que foi à Indonésia bater a selecção da casa por 2-0. O Qatar tem 2 pontos.

Amigáveis:

Ontem, em Londres (Craven Cottage – estádio do Fulham) a canarinha venceu o Gana por 1-0 mas não se exibiu ao seu bom nível. Ronaldinho voltou à selecção por escolha pessoal de Mano Menezes para dotar o escrete de um jogador que se tem exibido a alto nível no plano interno e reune a simpatia e carinho do povo brasileiro. O jogador do Flamengo não tem a mesma velocidade de outros anos mas tentou de tudo para marcar neste golo contra o Gana. De livre, obrigou o guarda-redes Ganês a defesas apertadas. Na 2ª parte, fez uma abertura a isolar Alexandre Pato que foi absolutamente sublime e acabou por ser uma das jogadas mais bonitas da partida.
O jogador do Sporting Elias foi titular e jogou os 90 minutos pela canarinha. Hulk entrou na 2ª parte e esteve apagado. O Porto foi buscá-lo a Londres de jacto e o atleta jogou hoje pelo FC Porto na marinha grande contra o Leiria.

Leandro Damião, avançado que esteve na mira do Porto, marcou o único golo de uma partida que ficou estragada a meio da primeira parte por uma expulsão duvidosa de Daniel Opare depois de uma falta muito bem aproveitada pelo experiente central Lúcio para sacar o segundo amarelo ao jogador Ganês.

Depois do amigável frente à Venezuela em Calcutá, a Argentina defrontou na tarde de ontem a Nigéria em Dacca, capital do Bangladesh. Messi voltou a não marcar, mas deu o primeiro a Higuaín e contribuiu no 2º com um poderoso remate que o guarda-redes nigeriano defendeu directamente para o desvio de DiMaria para o fundo das redes. Elderson cometeu auto-golo enquanto Obasi marcou o tento de honra dos nigerianos.

Em Gdansk, cidade dividida entre Polacos e Alemães ao longo da história, Polónia e Alemanha disputaram um interessante amigável que terminou empatado a 2 bolas. Os jogadores do Dortmund Lewandowski e Kuba Blaszczykowski marcaram os golos para os Polacos. Toni Kroos e Cacau para os Alemães.

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Antevisão da Bundesliga

Nos vários anos em que observei a Bundesliga, conclui que a Liga Alemã é a mais equilibrada e mais imprevisível Liga da Europa. Não é a única, dado que observo as mesmas características na Liga Francesa e noutras ligas europeias como a Holandesa (mesmo perante a existência de 3 equipas grandes, a pouco e pouco começaram a surgir vários outsiders a intrometerem-se na luta entre os grandes e a baralhas as contas da tabela classificativa).
Justifico o facto da Bundesliga ser equilibrada visto que apenas apresenta uma equipa com um potencial superior às demais. Essa equipa foi, é, e sempre será o Bayern. Pelas conquistas da sua história, pelo poderio da sua formação e pela superioridade financeiras às demais. No entanto, ser uma potência hegemónica na ordenação de clubes de um determinado país não é sinónimo de vitória garantida. A Bundesliga é exemplo disso. Embora a hegemonia pertença ao Bayern, existem meia dúzia de clubes que apresentam potencial para derrotar em qualquer ano a equipa Bávara (Borussia de Dortmund; Bayer Leverkusen; Werder Bremen; Estugarda) e recentemente começaram a aparecer equipas capazes de lutar pelo título e até vencê-lo: casos do Wolfsburg, do Hamburgo e do Schalke 04. Daí que a liga tenha tanto de equilíbrio como de imprevisibilidade, visto que nem sempre estas equipas fazem épocas regulares: ora lutam pelos primeiros lugares numa época e na outra, todo o seu potencial se transforma numa mísera luta pela sobrevivência no principal escalão do futebol alemão.

Basta olhar para o quadro de vencedores das duas éras do futebol alemão (era da pré-bundesligaera pós-bundesliga) para perceber o que acabo de dizer. O Bayern lidera destacadíssimo, perdendo em alguns anos para uma pequena elite muito equilibrada ao nível de potencial.

Num outro plano, um destes dias vi uma reportagem no programa Futbol Mundial da Sporttv ao Schalke 04. Na reportagem, os adeptos do clube Alemão falavam das poucas hipóteses do clube de Gelsenkirchen vencer a Bundesliga desta época. Falamos obviamente de uma equipa que conta nas suas fileiras com jogadores como Raul, Huntelaar, Benedict Howedes, Christophe Metzelder, Jermaine Jones, Juan Jurado, Joel Matip, Jefferson Farfán e Ciprian Marica e de uma equipa que no passado apesar de ter ficado num modesto lugar a meio da tabela com um campeonato super irregular chegou às meias-finais da Liga dos Campeões onde só foi ultrapassado por Manchester United e venceu a Taça da Alemanha. A justificação para as poucas probabilidades do clube eram simples: a extrema concorrência na Bundesliga de outras equipas com talento.

A época 20112012 da Bundesliga começou este fim de semana e depois de um ano muito mau, o novo Bayern de Jupp Heynckes apesar de não estar a defender o título de campeão mas assumindo-se como o principal favorito à vitória não começou da melhor maneira a campanha desta época ao perder na Allianz arena contra o Borussia de Moenchagladbach por 1-0. O campeão Dortmund começou por bater o Hamburgo em casa por 3-1. O Werder Bremen venceu em casa o Kaiserslautern por 2-0, o Bayer perdeu em Mainz por 2-0 e no jogo grande da jornada (sim porque na Bundesliga existem jogos grandes quase todas as jornadas) o renovado Estugarda bateu o Schalke por 3-0.

Passando à apresentação de planteis, peço desculpa por qualquer erro ortográfico ou frásico, informação errada ou mudanças futuras (até dia 31 de Agosto) nos planteis que passarei a enumerar de seguida:

Jupp Heynckes – Do Benfica ao Bayern.

O Bayern mudou de ciclo. Depois de uma época 20102011 frustrante em que o Bayern não conseguiu a regularidade de outros anos e em que a Liga dos Campeões não correu de feição aos Bávaros, que se apresentavam na competição como vice-campeões europeus, a direcção da turma bávara decidiu mudar de rumos despedindo Van Gaal e contratando o antigo técnico do Benfica. Técnico que desde já considero não ter grande potencial para orientar uma equipa desta dimensão. No entanto, o Bayern na Alemanha é como o Porto em Portugal: com a excelente organização interna do clube e os recursos possuídos, qualquer treinador arrisca-se a ser campeão.

Como é apanágio da política de contratações própria da equipa Bávara, o Bayern gastou q.b e voltou a apostar no mercado interno, sem que tivesse mexido na estrutura base do seu plantel.
De saídas a registar existem a de Hamit Altintop (saiu a custo zero para o Real Madrid de José Mourinho) jogador que durante algumas épocas funcionou como 12º jogador da equipa. Nunca foi um titular assumido na equipa bávara, sendo quase sempre o primeiro suplente a sair do banco. E por muitas vezes o internacional turco saiu do banco para resolver partidas ou ajudar a resolvê-las com as suas maravilhosas arrancadas e assistências para os poderosos avançados que o clube Bávaro sempre dispõe nas suas fileiras. Também saiu Miroslav Klose, em final de contrato para a Lázio. Klose foi sem dúvida um dos jogadores mais marcantes do Bayern nos últimos anos mas seguiu a leia natural de um jogador de futebol da sua idade e decidiu aos 35 anos ir experimentar outro campeonato.
De resto, exceptuando alguns jogadores jovens que saíram do clube como Ekici (para o Werder Bremen) saíram outros jogadores sem qualquer expressãoposição afirmada no clube, casos de Andreas Ottl e Andreas Gorlitz.

Com necessidade de reforçar convenientemente alguns sectores da equipa, o Bayern começou por reforçar a baliza contratando o super guarda-redes Manuel Neuer ao Schalke por 21 milhões de euros, o avançado de 23 anos Nils Petersen ao Borussia Moenchagladbach, o lateral direito Rafinha ao Génova por 5,3 milhões de euros num super negócio para a equipa bávara por acrescenta um lateral de enorme qualidade ao seu plantel. Surpresa foi a contratação do jovem médio centro japonês Usami por empréstimo do Gamba Osaka. Usami é considerado uma das jovens promessas do futebol nipónico e tenta espreitar o seu lugar na europa pela porta de um grande europeu. O defesa alemão (de origem ganesa) Jerôme Boateng (irmão de Kevin Prince Boateng do Milan) acabou por ser até já o último reforço dos bávaros. Boateng estava no City mas conhece muito bem o futebol alemão, onde brilhou no Hamburgo.

Tais alterações não vem alterar a espinha dorsal da equipa treinada por Heynckes mas sim aperfeiçoá-la em certos sectores considerados deficitários pelas saídas que tem ocorrido na equipa nos últimos anos. Caso do miolo da defesa, onde o Bayern viu partir nas últimas épocas dois centrais que marcaram uma geração e cuja equipa bávara parece ter dificuldades em arranjar substitutos da mesma qualidade: Lúcio e Demichelis. O Brasileiro Breno por exemplo ainda não confirmou as credenciais que levaram o Bayern à sua contratação. Por outro lado, o Bayern conseguiu formar um grande central: Holger Badstuber, uma dureza bastante elegante.

Se o Holandês não se lesionar com grande regularidade esta época, poderá levar novamente o Bayern ao título.

Jogadores como Lahm, Ribery, Robben, Schweinsteiger, Ivica Olic, Thomas Muller, Mario Gomez continuam a ter a preponderância decisiva nesta equipa. São bem secundados por outras opções de plantel como Diego Contento, o jovem Toni Kroos, Tymoschuk, Pranjic, David Alaba, o brasileiro Luis Gustavo e os recém contratados Usami e Nils Petersen.

Com este potencial, o Bayern contiua a ser destacadamente o favorito à vitória na Bundesliga. Veremos se a equipa será capaz de no final confirmar essas credenciais.

Borussia de Dortmund

O campeão Dortmund não precisou de mexer muito na sua estrutura. Equipa que ganha não se mexe. E a bom da verdade, esta é a melhor equipa do Dortmund desde a vitória na Liga dos Campeões na equipa onde jogou Paulo Sousa. Atenção, essa equipa era absolutamente fantástica. Para além do Português, havia Karl Heinz Riedle, Mattias Sammer, Andreas Moller, Jurgen Kohler, Stefan Reuter, Steffen Freund, Lars Ricken, Stéphane Chapuisat e era treinada por Névio Scala.

A equipa treinada por Jurgen Klopp comprou pouco e vendeu ainda menos. Aperfeiçou alguns sectores com as contratações do médio Croata Ivan Perisic (ex-Club Brugge) e do jovem defesa Julian Koch ao Duisburg. Apenas viu sair Nuri Sahin para o Real Madrid por 10 milhões de euros, o veterano lateral brasileiro Dêdê para a turquia numa fase da carreira do lateral em que este já não assumia a preponderância na equipa de outras épocas assim como a saída do avançado Rangelov, peça pouco usada por Klopp na época do título.

Mário Gotze – Uma promessa confirmada no futebol alemão. Poderá ser um dos jogadores alemães da década.

De resto, todas as variáveis mantem-se coeteris paribus na equipa de Dortmund.
Dois bons guarda-redes: Weidenfeller e Langerak.
Uma defesa de luxo com Subotic (para mim já é um dos melhores centrais do mundo) Hummels (já chegou à selecção alemã e faz uma excelente dupla com Mertesacker) Pisckek, Omoyela e Felipe Santana.
Um meio campo com Kehl, Kringe, Gotze (jovem talento emergente na época passada) o polaco Kuba, Perisic, Bender, Leitner, Antônio da Silva e o Japonês Kagawa. No ataque, o poderoso Lucas Barrios, o polaco Robert Lewandowski, o tecnicista Mohammed Zidan e Damian Le Tallec são promessa de poderio ofensivo traduzido em golos.

Ou seja, pouco mais há a dizer sobre o Dortmund. Parte como campeão, o que na Liga Alemã não é bom sinal pois exceptuando o Bayern, todos os campeões raramente fazem duas épocas excelentes. Só o tempo poderá demonstrar a capacidade deste Dortmund em conciliar a liga alemã com a Liga dos Campeões, onde como campeão alemão deverá querer ir longe.

Estugarda

O que acabei de dizer sobre o Borussia de Dortmund foi o problema do Estugarda na época passada, o do Wolfsburg na época anterior. Volto a repetir: excepto o Bayern, todas as equipas campeãs ou que se classificaram para a Liga dos Campeões não conseguem manter a regularidade na Bundesliga na época seguinte.

Foi o que aconteceu ao Estugarda. A liga dos Campeões acabou por destroçar o plantel da equipa Bávara. Tanto destroçou que o Estugarda (apesar de ter um plantel bastante interessante) teve até às últimas jornadas com o risco de descida de divisão pendente. O Estugarda (assim como o Schalke) da época
passada reforçou então o cariz destrutivo da Liga dos Campeões. É muito difícil obter bons resultados na liga nacional e nas competições nacionais quando não se tem um plantel coeso, com 2 boas soluções para cada lugar no onze. Estugarda e Schalke foram exemplo disso: uma foi eliminada logo da Champions e nunca mais recuperou de um mau arranque na Liga e a outra privilegiou uma competição em detrimento da outra em virtude dos resultados que ia obtendo.
Tais desaires manifestaram-se em muito na preparação desta época por parte da equipa alemã. Desde logo com a saída do seu principal jogador (Ciprian Marica) para o Bayern e a falta de liquidez para investir na sua equipa de futebol. Daí que as contratações do Estugarda tenham sido apenas o médio dinamarquês  Kvist (ex-Copenhaga) e o médioo Guineense Traoré do Augsburg da 2ª divisão, o avançado Schieber do Nuremberga e o defesa Rodriguez do PSV.
O Estugarda também deixou sair Trasch para o Wolfsburg.

Embora a equipa esteja mais frágil na frente do ataque com a saída de Marica, o Estugarda ainda pode contar com alguns jogadores de calíbre, casos dos defesas Molinaro, Tasci, Boka, Delpierre e Khalid Boulahrouz, os médios Kuzmanovic (decaiu muito desde a saída da Fiorentina) Gebhart, Gentner e Hajnal e os avançados Cacau e Pogrebnyak.

Não é uma equipa perfeita e nem sequer aparece na linha da frente dos candidatos ao título mas pode ser que este ano o Estugarda possa voltar às grandes exibições e quiçá a um lugar na Europa.

Wolfsburg

O que disse em relação ao Schalke e Estugarda, aplica-se ao Wolfsburgo.
A Liga dos Campeões, quando disputada sem um plantel recheado em soluções para cada posição pode ser destrutiva para qualquer equipa. Desde que foi campeão na época 20082009 e disputou a champions no ano seguinte, o Wolfsburg ainda não se conseguiu levantar e atingir resultados coadunantes com o que tem investido no seu plantel. Da obtenção desse título, muitos jogadores já voaram para outros clubes, caso do Bósnio Dzeko.

Felix Magath espera voltar a colocar o Wolfsburgo no topo do futebol alemão após duas épocas frustrantes.

A equipa da Wolkswagen entra em campo nesta época 20112012 com objectivos sérios e assumidos de forma expressa: voltar às competições europeias.
A receita reside novamente no comando técnico de um dos mais experientes e bem sucedidos do futebol alemão: Felix Magath. Magath inicia a época numa casa onde foi feliz em 2009. Contratado a meio da época pelo Wolfsburgo após uma experiência mal sucedida no Schalke 04, volta a querer lutar pelos primeiros lugares da Bundesliga.
O currículo de Magath fala por si: 3 bundesligas (2 pelo Bayern; 1 pelo Wolfsburgo) 1 taças da Alemanha (no Bayern, 2 se considerarmos que orientou o Schalke na primeira metade da época 20102011) 1 supertaça pelo Bayern. Para além destes factos, Magath é conhecido por métodos de treino duros e regras muito rígidas aos seus jogadores aquando dos momentos de competição, o que se comprova que é um treinador que preza a disciplina e o método como forma de se atingir o sucesso. Numa mentalidade completamente e Alemã. Numa mentalidade militar, tendo em conta o facto do treinador ser filho de um antigo militar norte-americano de origem Porto-Riquenha que cumpriu serviço na Alemanha.

Sempre com a bola coladinha aos pés, enfrenta cada adversário com dribles fáceis e estonteantes. Em forma e com a condição moral em alta, é um dos mais mortíferos criativos do futebol mundial.

O Wolfsburgo voltou a ir com alguma força ao mercado de transferências.
As saídas de alguns jogadores assim o motivaram, casos do avançado Grafite (encerrou uma época de ouro na turma alemã numa transferência para os Emirados Árabes Unidos; desfez-se portanto a dupla Dzeko-Grafite no Wolfsburg; Grafite encerra 4 épocas ao serviço do clube alemão com um total de 107 jogos e 59 golos) do médio Sascha Rieter (mudou-se para Colónia) e do extremoavançado Turco Tuncay Sanli que voltou a Inglaterra para representar o Bolton.
Todavia, as saídas podem não ficar aqui visto que Diego é muito cobiçado pelo Atlético de Madrid.

Para colmatar as saídas, o Wolfsburgo contratou o médio de 27 anos Patrick Ochs ao Frankfurt assim o defesa Russ, o avançado Croata Lakic ao Kaiserslautern, o médio polaco de 21 anos Klich aos polacos do Wisla Cracóvia e o experiente lateralmédio Hassan Salihamidzic à Juventus.

Mantém-se Diego Benaglio na baliza, Arne Friederich, Marcel Schaefer, Alex Madlung e Simon Kjaer na defesa. Kjaer é mesmo o patrão desta defesa do Wolfsburgo. Imperioso nas bolas aéreas e no desarme, muito em virtude do seu enorme porte.
No meio-campo Diego continua até ver, mas as suas épocas nunca mais foram as mesmas desde que saiu do Werder Bremen para a Juventus. Quanto voltou na época passada à Alemanha pensava-se que podia levar o Wolfsburgo ao topo do futebol alemão, mas o Brasileiro desiludiu durante toda a época. Continuam jogadores como Josué (internacional Brasileiro) Thomas Kahlenberg (é um portento de técnica este jogador dinamarquês) o Japonês Hasebe, o Venezuelano Orozco e o checo Polac. O Wolfsburgo tem portanto um meio campo recheado de qualidade e soluções para as mais diversas posições e escalonamentos tácticos que Magath queira inserir na equipa.

Na frente, o Wolfsburg perdeu muita força com as saídas de Dzeko e Grafite. À contratação de Lakic, mantem-se outro jogador croata (Mandzuric; jogador que marcou 8 golos na época 20102011 e que pode subir de rendimento este ano com a saída de Grafite) e o internacional Alemão Patrick Helmes, uma promessa completamente falhada do futebol alemão.

Mainz

Uma das equipas sensação da Bundesliga da última temporada.
A equipa comandada por Thomas Tuchel tem um plantel bastante engraçado. Não é nada do outro mundo mas permite ao treinador Germânico pensar num lugar confortável na tabela classificativa.

Nas contratações de pré-temporada, destaque para as aquisições do jovem ponta de lança de 22 anos Choupo-Moting ao Hamburgo, do avançado Deniz Yilmaz ao Bayern de Munique e do defesa alemão Malik Fatih ao Spartak de Moscovo. Saídas de Christian Fuchs e Lewis Holtby para o Schalke, duas peças essenciais na boa campanha do clube na Bundesliga 20102011.

No seu plantel, Tuchel poderá continuar a contar com os defesas Bo Svensson e Eugen Gopko, com os médios Elkin Soto e Andreas Ivanschitz e com os avançados Allagui, Ujah e Sliskovic.

Apesar do facto das duas saídas de revelo terem fragilizado esta formação, o Mainz não é candidato declarado à descida de divisão.

Werder Bremen

Símbolo do histórico clube alemão que se tem afundado depois de vários anos na alta roda do futebol europeu. Os fans mais efusivos da Alemanha esperam que o clube regresse aos bons resultados.

Thomas Schaaf (à semelhança de Magath no Wolfsburgo também terá a difícil missão de recuperar um clube que tem passado alguns anos de amargura) tendo como vantagem o facto de ser praticamente mobília do clube: o treinador alemão que enquanto jogador e técnico nunca conheceu outro clube que não o Werder Bremen é sem dúvida um dos que ainda acredita no amor à camisola e está desde 1979 nos quadros profissionais da turma alemã.

Como vantagem, Schaaf continua a ser um dos únicos em Bremen que sabe o que é jogar pelo Werder durante 17 épocas seguidas num total de 262 jogos oficiais, orientar o clube durante 12 num total de 445 jogos oficiais no banco de suplentes, vencer uma competição europeia (Taça das Taças em 1992) 3 Bundesligas (2 como jogador; 1 como treinador) uma Taça Alema, uma Taça da Liga Alemã enquanto treinador e 4 Supertaças (3 enquanto jogador e 1 enquanto treinador) para além de ter levado o clube por uma vez à final da Taça Uefa, onde os alemães apenas perderam frente aos Ucranianos do Shaktar Donetsk. É portanto um registo assustador que continua a dar confiança aos dirigentes do Bremen em apostar em Schaaf, mesmo após muitas épocas turbulentas em que o histórico homem de Bremen teve a porta da rua escancarada por várias vezes à sua frente por maus resultados. Falta portanto o título a Schaaf.

Este Werder Bremen aparece como um dos mais sérios candidatos ao título. Pelo plantel que dispõe terá que fazer muito mais do que a simples qualificação para as provas europeias.
Se é certo que o orçamento do clube tem vindo a reduzir e o clube foi obrigado a vender mais do que aquilo que tem comprado nas últimas épocas, a qualidade mantem-se. Já não existem jogadores como Diego, Ozil, Torsten Frings ou Hugo Almeida mas não é por esse facto que a equipa de Bremen não continua a apresentar excelentes plantéis para atacar a Bundesliga.

À semelhança das épocas anteriores, a época de transferências foi comedida em Bremen: perante as saídas de jogadores como Peter Niemayer (Hertha) Petri Pasanen (Salzburg) e Torsten Frings, o Bremen contratou o médio criativo Ekici por 5 milhões após o turco ter brilhado ao serviço do Nuremberga, fez regressar o avançado Sueco Marcus Rosenberg após empréstimo ao Racing de Santander, contratou o defesa Lukas Schmidt ao Schalke assim como o jovem médio de 19 anos Stevanovic ao clube de Gelsenkirchen, o experiente Andreas Wolf ao Nuremberga
e o central Grego Sokratis Papasthopoulos ao Génova de Itália depois de não ter conseguido o seu espaço quer na turma genovesa quer no AC Milan. A Bundesliga poderá dar outra sorte ao central grego. Das contratações do Bremen pode-se falar na aquisição de muitos jovens talentos, uns confirmados no futebol alemão, outros de alto risco. Daí que Stevanovic e Trybull vão rodar por outras paragens de forma a ganharem ritmo competitivo.

Mertesacker, o autêntico patrão da defesa do Werder Bremen e da Mannschaft.

A baliza continuará entregue a Tim Wiese, exemplo de longevidade no Werder. Aos 30 anos e após muita polémica em épocas anteriores, Wiese cumpre actualmente a sua 7ª época no clube alemão.
A defesa a cargo de Schaaf é recheada de talento. Com as contratações efectuadas para o sector, juntam-se jogadores como o polaco Boenisch, o experiente central brasileiro Naldo, o defesa esquerdo Clemenz Fritz, o central austríaco Prodl, o francês Mickael Silvestre (contratado a meio da época passada) e o autêntico patrão da defesa de Bremen e da Mannschaft Per Mertesacker, um dos únicos que ainda não abandonou o barco de Bremen com o passar dos anos. Com esta defesa, Schaaf só pode esperar segurança.

Marko Marin – Mais um médio brilhante na brilhante geração de médios da nova selecção alemã (Marin, Kroos, Khédira, Ozil, Gotze) – Exceptuando Khédira, todos se podem comparar pela técnica incrível, pela rapidez de movimentos, pelo drible fácil, pela versatilidade em ocupar diversos lugares do meio campo e assistir os avançados na perfeição.

O meio campo do Werder ainda deverá esperar um ou outro reforço até ao fecho do campeonato. O Brasileiro Wesley, Ekici, o talentoso Marko Marin (que qualidade de passe incrível) e o veterano Tim Borowski são titulares indiscutíveis nesta equipa. O jovem Bargfrede, o recém contratado Ignojovski ao OFK Belgrado da Sérvia e Aaron Hunt são poucas soluções para esta equipa, que mais uma vez tem um défice claro de alasextremos. Se bem que Marin poderá jogar encostado à direita e Hunt é um extremo puro, resta a solução Arnautovic para as alas. O Austríaco ainda não conseguiu cumprir o rótulo de craque que o levaram a transferir-se do Twente para o Inter de Mourinho na primeira época do Português em Milão mas nota-se que é um jogador com um nível técnico bastante elevado, ainda mais se tivermos em conta o facto de ser um jogador gigante. Faz-me lembrar Zlatan Ibrahimovic.

Arnautovic terá como colegas de ataque Claudio Pizarro (dispensa apresentações) Rosenberg e o seu compatriota Avdic e o jovem ponta de lança Sandro Wagner, que após a excelente prestação no europeu de sub-21 em 2009 ainda teima em afirmar-se na equipa. No entanto, o poderio físico de Wagner poderá ser muito útil para o Bremen esquecer Hugo Almeida. É portanto um ataque recheado de jogadores muito combativos e que fazem do seu enorme poderio físico uma arma às defesas contrárias.

Hannover 96

Mais um clube que pode fazer correr tinta nesta edição da Bundesliga.
O Hannover tem sido nos últimos anos um dos clubes mais regulares. Inicia esta época com o olhar (quem sabe) na Liga Europa.

Poucas mexidas no seu plantel: o defesa costa-marfinense Djakpa mudou para Frankfurt, o americano DaMarcus Beasley nunca confirmou na europa os créditos com que vinha da América e foi jogar para o Puebla do México. Nada de relevante.
Entraram o experiente defesa Christian Pander vindo do Schalke, o polaco Sobiech, e o internacional Norueguês Hauger (ex-Stabaek). Mantiveram-se portanto as linhas do Hannover 20102011 com jogadores como o guarda-redes Ron-Robert Zieler, os defesas Haggui, Pogatetz (duro como uma rocha!) Steve Cherundolo, e Christian Schulz, os médios Andreasen, Sérgio Pinto e Carlitos (o que passou pelo Benfica) o albanês Lala e os avançados Didier Ya Konan, Moa Abdellaoue e a promessa falhada Jan Schlaudraff.

O Hannover tem portanto uma defesa com alguma qualidade, arma que pode aproveitar para marcar pontos nesta Bundesliga e fazer uma campanha no topo da tabela classificativa. Na minha opinião, atendendo à concorrência que o clube terá pela frente será muito difícil cavar um lugar europeu, mas, não é um feito de todo irrealizável.

Borussia de Moenchagladbach

A equipa mais exportadora e internacional da Liga Alemã.
O Borussia sempre se caracterizou por plantes muito ricos em jogadores estrangeiros, jovens na sua maioria, descobertos por uma boa rede de scouting em todo o mundo. É um dos clubes com mais dificuldades na Bundesliga, variável que tem sido o mote para pouco investimento num clube que nos últimos anos poucas épocas tranquilas teve na Bundesliga e chegou mesmo a ir à Bundesliga 2. A Aposta recaiu portanto na contratação de jovens jogadores para os vender às melhores equipas da Alemanha. Tornou-se sustentável. Falta-lhe dar o salto para voos maiores no futebol alemão, facto que será extremamente complicado devido às consequentes renovações de plantel ano após ano que a sua política de vendas incute.

Este é o quadro do Borussia de Moenchagladbach nos últimos 15 anos. Infelizmente. O Borussia é um dos clubes históricos da Alemanha, mesmo apesar das sucessivas descidas de divisão que aconteceram desde 1996. Num passado muito distante venceu 2 Taças Uefa e 5 Bundesligas ( todas na década de 70).

Neste defeso, saíram o guarda-redes belga Logan Bailly para o Neuchatel Xamax da Suiça, o avançado Nils Petersen para o Bayern, o Argelino Matmour e o Brasileiro Bamba para o Frankfurt e o médio Michael Fink para o Besiktas.
Entraram o avançado Joshua King por empréstimo do Manchester United, o jovem avançado Australiano Leckie via Adelaide United, o lateral-esquerdo Oscar Wendt do Copenhaga (muito cobiçado em Alvalade, era um dos trunfos eleitorais de Godinho Lopes) o avançado Argentino Bobadilla (ex-Aris) o médio internacional Norte-Americano e uma das estrelas do futebol americano Michael Bradley vindo do Aston Villa (Bradley é um médio centro muito forte com um excelente sentido de organização de jogo) e o Japonês Otsu, vindo do Kashima Antlers.

Permanecem o Belga Filip Daems, os defesas Dante e Stranzl, os médios Neustadter, Marx, o Noruguês Nordveit, o experiente e talentoso nº10 Venezuelano Juan Arango e os acutilantes avançados Igor de Camargo, Mike Hanke e Idrissou.

Perante as contratações efectuadas, os jogadores que permanecem no Borussia de Moenchagladbach e o primeiro jogo onde a equipa foi vencer com muito mérito (principalmente defensivo) o Bayern de Munique ao Allianz Arena por 1-0, pode ser que este ano seja o ano de reafirmação do Moenchagladbach na Liga.

Nuremberga

Um histórico adormecido do futebol alemão.
À semelhança do Moenchagladbach, fez furor no passado. No presente, vai à Europa de vez em quando assim como também já foi fazer uma visita à 2ª divisão na época de 20082009, num ano em que precisamente defrontou o Benfica a eliminar na Uefa.

Ao contrário das épocas europeias do Nuremberga, a nova direcção do clube tem apostado muito pouco na contratação de nomes importantes do futebol alemão (sejam alemães ou estrangeiros, preferindo apostar em jogadores germânicos que deram cartas em equipas menores e sobretudo na prata da casa. Para a adopção dessa política, muito contribuiu a descida do clube ao escalão secundário do futebol alemão.

Mais saídas do que entradas no clube: desde logo a de Ekici para o Werder, do eslovaco Mintal para o Hansa Rostock após várias épocas em Nuremberga, do avançado Schieber para o Estugarda, do defesa Wolf para o Werder Bremen, entre outros jogadores. Ao todo, saíram 19 jogadores do quadro profissional da equipa. Entraram 8. Destaques para as contratações do médio Markus Feulner (ex-Dortmund) do ponta-de-lança Checo Pekhart (ex-Sparta de Pragahomem que começa a prometer muitos golos) e do médio Hegeler (ex-Leverkusen).

A tendência alterou-se neste clube. Ao contrário das épocas das boas campanhas do clube ao nível interno, caracterizadas pela aquisição de bons atletas estrangeiros, a base deste Nuremberga é essencialmente germânica e vinda da formação do clube. Ao todo, nos 27 atletas da equipa, apenas 8 jogadores são estrangeiros.
Destaques para o lateral Sueco Per Nilsson, para o defesa central Javier Pinola (jogador que há muitos anos passou pelo Racing Santander e Atlético de Madrid B) para o experiente médio defensivo Simmons (fez grande carreira no PSV) para Markus Feulner, para o centro campista Judt, para o Israelita Cohen (claramente o criativo da equipa) para o avançado Eigler (poderia ter rumado a um clube com mais ambição) para o Suiço Bunjaku e para o jovem avançado Eslovaco Mak.

FC Augsburg

Equipa que volta ao convívio dos grandes muitos anos depois da última participação na Bundesliga.

Vendeu alguns dos seus baluartes, importantíssimos na súbida de divisão, casos do defesa Sinkiewitz, do médio Traoré (agora no Estugarda) do jovem médio Bertram (Hamburgo) e do jovem médio Austríaco Leitner que irá tentar chegar ao patamar da Bundesliga no campeão Dortmund.

A contratação mais sonante foi o médio Holandês de 24 anos Lorenzo Davids ao NEC.

No seu plantel, destaques para os laterais Verhoag e Sankoh, para o médio esquerdo Japonês Hosogai, para o Canadiano Marcel De Jong, para o Zambiano Sinkala, e para o Angolano naturalizado Alemão Nando Rafael.

Esta equipa terá muitas dificuldades em escapar à despromoção.

Freiburg

Mais uma equipa que terá um campeonato muito modesto.
Poucas saídas, poucas entradas. Nenhuma de relevo.

No seu plantel, destaque para os jogadores Beg Ferati (ex-Basileia) o médio Jan Rosenthal, o nº10 Romeno Nicu e o avançado Eslovaco Jandrisek.

Hoffenheim

Vedak Ibisevic continua a ser o bombardeiro de serviço do Hoffenheim.

Analiso esta equipa do Hoffenheim como um conjunto de alguns talentos prematuros que apareceram no futebol alemão e não conseguiram obter o seu lugar nas grandes equipas, aproveitando o clube para relançar as suas carreiras.

Desde o ano da súbida da equipa ao principal escalão do futebol alemão, o Hoffenheim tem feito épocas bastante interessantes (no ano de estreia, a equipa desta modesta cidade chegou a liderar a Bundesliga até à 9ª jornada) estando a trilhar um caminho de evolução que poderá muito bem culminar no final desta época numa ida às competições europeias.

O início desta época é sinónimo de uma mescla de jogadores de várias nacionalidades nesta equipa. Nos 29 jogadores que ainda perduram no plantel do Hoffenheim, existem jogadores de 11 nacionalidades. Exceptuando os jogadores que transitaram da época passada, o Hoffenheim apostou numa política de contratações de jovens jogadores como o avançado Shipplock (ex-Estugarda) o defesa Fabian Johnson (ex-Wolfsburgo) o guarda-redes Belga ex-Genk Castels, Knowledge Muzona (avançado ex-Kaiser Chiefs da África do Sul) o avançado internacional Ganês Prince Tagoe (ex-Partizan) e fez regressar o jovem médio argentino Zuculini, emprestado ao Racing de Santander onde acabou por também não ser muito feliz. Zuculini é uma jovem promessa que se estreou na Liga Alemã aos 17 anos e tarda em despontar.

O Hoffenheim não conseguiu o empréstimo do lateralala esquerdo Alaba, promessa austríaca que voltou ao Bayern e perdeu o defesa esquerdo Raitala para o Osasuna que foi colmatar a saída de Monreal para o Málaga.

Quem acabou por não vingar na Alemanha foi o Brasileiro Carlos Eduardo. O jovem médio custou na altura da sua contratação ao Grémio um balúrdio aos cofres do clube alemão (17 milhões de euros) mas acabou não confirmar as credenciais que o apelidavam do novo Ronaldinho Gaúcho do futebol Brasileiro. Acabou por ser transferido na última época para o Rubin Kazan da Rússia, onde apenas efectuou 6 jogos.

No que toca ao seu plantel, mantém-se as presenças do lateralcentral internacional Alemão Andreas Beck, do experiente central croata Josip Simunic, o Ganês Vorsah, o central Austríaco Ibertsberger (a Áustria tem uma excelente fornada de defesas e quase todos os da sua selecção jogam na Alemanha) o esquerdino Edson Braafheid (antigo jogador do Bayern) que é um lateral esquerdo que ataca muito bem mas tem muitas dificuldades a defender e o jovem central dinamarquês Vestergaarde, grande promessa do futebol Dinamarquês, que conseguiu saltar dos juniores do Brondby directamente para o Hoffenheim.

No meio campo, destaques para o trinco Rudy, para o ala Islandês Sigurdsson (transferiu-se em 2010 do Reading) para o jovem Brasileiro Roberto Firmino e para Franco Zuculini, o estratéga desta equipa.

Ryan Babel tenta relançar a sua carreira algo atribulada na Bundesliga ao serviço do Hoffenheim.

No ataque, boas soluções para as alas com o Holandês Ryan Babel e com o rápido Nigeriano Chinedu Obasi. Na frente, para além de Muzona e Shipplock, o Hoffenheim poderá contar com o seu goleador Ibisevic, com o poderio físico de Tagoe e do seu compatriota naturalizado alemão Peinel Mlapa, mais um jovem muito possante do ponto de vista físico com 1,93m.

Preve-se portanto um Hoffenheim com um estilo de jogo flanqueado onde os laterais Brafheid e Vorsah e os Alas Babel e Obasi tentarão ganhar muitas vezes a linha de fundo para servir os seus fortes avançados. Tem garantia de sucesso esta equipa.

Hertha de Berlim

Depois do descalabro da descida (em ano europeu) a equipa de Berlim está de volta aos grandes palcos com uma equipa capaz de saltar novamente para a europa.

O Hertha, como se sabe, é um clube com uma capacidade financeira invulgar. Estádio cheio, toda uma cidade virada para o clube. Depois de uma descida algo estranha, o Hertha volta à Bundesliga como uma equipa muito melhor do que aquela que defrontou o Benfica há 2 épocas atrás para a Liga Europa. Não digo que o Hertha consiga chegar à Europa neste seu pujante regresso, mas, na minha análise, os homens de Berlim reforçaram muito bem a sua equipa e construiram um plantel bastante interessante.

Desde logo pelas entradas de Andreas Ottl (ex-Bayern de Muniqueum jogador bastante agressivo que pode fazer os lugares de defesa-centrallateral-direitoala-direito, médio defensivo e centrocampista) do guarda-redes de 23 anos Thomas Kraft (ex-Bayern) do tecnicista Torun (ex-Hamburgo) para a frente do ataque e do centro campista Niemayer e(ex-Werder Bremen) jogadores que vieram colmatar a saída de jogadores que estavam claramente a mais neste plantel da turma de Berlim: Hartmann (foi para o Alemania Aachen) Valeri Domovchiyski (internacional Bulgaro que não foi feliz na sua passagem por Berlim vai para o Duisburg)e Pal Dardai (o internacional Húngaro terminou carreira aos 35 anos).

Os reforços juntam-se a jogadores como Christian Lell (mais um formado nas escolas do Bayern que não agarrou o seu espaço nos Bávaros) o central Georgiano Kobyashvilli, o defesa-esquerdo Checo Hubnik, o central croata Mijatovic, o central ex-Académica e Braga Káka que voltou de empréstimo aos bracarenses, os médios Raffael e Ronny (ex-Sportingcumpriu o desejo de se juntar ao irmão em Berlim depois de nunca ter sido grande opção no Sporting) o médio centro Ebert, o organizador de jogo Lustenberger e os avançados Adrián Ramos (é mexido, deu-me boas impressões na Copa América) Nikita Rukyavitska (é um jogador que tem evoluído bastante desde que saiu do Twente, ao ponto de já ser titular na Selecção Australiana) e o poderoso avançado canadiano Rob Friend (1,95m de altura, 93 kg de peso).

O antigo internacional alemão Markus Babbel é o treinador do Hertha.

Mladen Petric é o mestre na equipa do Norte Alemão.

O Hamburgo para mim é a maior decepção desta Liga Alemã. Decepção pelo simples facto de ter uma equipa maravilhosa e não conseguir atingir os títulos que os seus adeptos há tanto tempo reclamam.

Mais uma vez, o Hamburgo manteve a qualidade a que nos habituou no seu plantel.
Saíram alguns jogadores importantes casos de Piotr Trochowski (a custo zero para o Sevilla) Jan-Eric Choupo-Moting (sem grande espaço no Hamburgo, teve que mudar para o Mainz) Joris Mathisen (saiu a custo zero para Málaga assim como Ruud Van Nistelrooy) Tunay Torun, McCauley Crisantus (rumou a Frankfurt) Jonathan Pitroipa (vendido ao Rennes) e Zé Roberto (foi para o Qatar). Muita veterania e juventude da qual o Hamburgo abriu mão, ora pelos elevados salários, ora por falta de espaço no plantel.

Nas entradas, boas contratações para a equipa comandada por Michael Oenning. Desde logo a entrada do jovem formado no Chelsea e internacional sub-21 pela Inglaterra Michael Mancienne. Três jovens seguiram as pisadas do central de 23 anos, trocando o clube inglês pelos Alemães: Jacopo Sala, o lateral direito Holandês Bruma (tem lugar de caras em qualquer plantel de premier league) e Gokhan Ture. Numa aposta em jovens de talento, entraram também o Norueguês Skeljbred (ex-Rosenborg) o guarda-redes internacional Austríaco Hesl, e Soren Bertram (ex-Ausburg). O Hamburgo decidiu dar nova hipótese ao internacional Sueco Marcus Berg, um avançado bastante talentoso que ainda não provou o epíteto de “novo Larsson” na Alemanha. Berg tem 24 anos e é um finalizador nato.

As contratações juntam-se a um conjunto de estrelas bastante interessantes para a Liga Alemã:
– Na baliza, o checo Drobny e Hesl irão lutar pela titularidade.

– Na defesa, excelentes soluções para as 3 posições. Bruma e o costa-marfinense Demel para a direita. Mancienne, Westermann, Stepanek e Besic para o centro da defesa, e Aogo e Dickmeier para a esquerda.

Rincón – veio em 20092010 por empréstimo a meio da época para dar rotatividade ao meio-campo do Hamburgo perante a boa campanha na Taça Uefa e acabou por ficar na turma Alemã onde hoje é indispensável no meio campo.

No meio-campo, Marcell Jansen pode jogar à esquerda e até recuar a defesa caso seja preciso. Tem como alternativa Robert Tesche e Anis Ben-Hatira, jogador que também pode actuar na direita, a 10 ou a avançado. É um talento em bruto do futebol alemão. Os trincos serão o Venezuelano Rincón, o Checo Jarolim (também pode actuar a 8 ou 10 ou à direita mas a opção correcta será colocar o checo a transportar o jogo da equipa aproveitando a sua enorme qualidade no passe) Skeljbred o Sérvio Kacar (nº10 puro) e à direita, as alternativas primordiais são o rápido Castelen ou o tecnicista Eljero Élia, cuja transferência para uma grande equipa da europa voltou novamente a adiar-se. Já se falou que José Mourinho o pretendia no plantel do Real Madrid.

Uma vida dedicada ao Hamburgo. É um matador por excelência. De mal amado no início da sua carreira tornou-se peça indispensável na manobra atacante do clube alemão.

Na frente, um autêntico festival de golos é aquilo que os adeptos do Hamburgo esperam e estão habituados. Mladen Petric, José Paolo Guerrero, Marcus Berg e o coreano Son-Heung Min dispensam apresentações.

Perante este poderio ao nível de soluções só resta mesmo uma hipótese a Oenning. Vencer.

Bayer Leverkusen

Michael Ballack – o eterno futebol de força e técnica que me seduziu. Um dos melhores jogadores que vi actuar no meu tempo.

Mais uma época para o Bayer Leverkusen tentar alcançar a Europa. Mais um plantel recheado de qualidade, capaz de ir do 8 ao 80.
Poucas saídas e poucas entradas. Saíram Demagoj Vida (teve na lista de contratações do Sportingnão se deu bem com a Alemanha e voltou à croacia para representar o Zagreb) e Arturo Vidal (um defesa-esquerdomédio centro Chilena com um potencial incrível para a Juventus. É um excelente armador de jogo, dotado de um pé esquerdo do outro mundo).

Entraram alguns jovens para uma equipa que começa por ter um guardião excepcional: o internacional Alemão René Adler.

Na defesa, destaque para o defesa direito Daniel Schwaab, para os laterais esquerdos Gonzalo Castro e Stefan Reinartz e para o central Manuel Friedrich.

Tranquillo Barnetta – uma qualiade técnica impressionante e um pontapé de longa distância temível.

No meio campo, o possante Simon Rolfes deverá jogar com Ballack e Tranquillo Barnetta como homens mais criativos. Lars Bender também é um excelente suplente, podendo render Ballack ou Barnetta. Renato Augusto é outro dos criativos da equipa, mas continuará a jogar na direita do ataque, devendo Barnetta fazer a esquerda do meio campo. É portanto um meio campo de luxo.

Andre Schurrle – O novo talento da dianteira alemã e do Bayer Leverkusen. O Bayer não olhou a meios para ter o antigo jogador do Mainz, pagando 8 milhões de euros pelo seu passe.

No ataque, a jovem vedeta da Mannschaft Andre Schurrle, o avançado da nova geração alemã com Stefan Kiessling, jogador que já garantiu há muito o seu lugar na selecção alemã e Eren Derdyok, um avançado do qual não sou fã ao nível de características e pelo facto de ser muito perdulário. No entanto, o Suiço é um homem a ter em conta.

Liga europa é o mínimo que se pede a esta equipa.

Kaiserslautern

Longe dos bons anos realizados nos anos 90. Muito longe dos tempos em que lutava pelo título e lá conseguia lugares na europa.

Não deverá ir além da luta pela manutenção.

Um bom guarda-redes: Kevin Trapp.

Dois ou três defesas de qualidade: Jan Simunek, o veterano Alexander Bugera e os brasileiros Rodnei e Lucas Silva.

No meio-campo, Gil Vermouth é um extremo bastante rápido e Christian Tiffert é um bom organizador de jogo.

Na frente, Richard Sukuta-Pasu promete ser um quebra cabeças para as defesas adversárias. O internacional sub-21 pela Alemanha tenta relançar a sua carreira no Kaiserslautern.

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