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quem escreveu isto é pura e simplesmente um rei e tem a minha vénia

elias

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O jogador mais caro do Sporting (9 milhões ao Atlético de Madrid), titular da selecção brasileira, com um ordenado de 100 mil euros mensais, prova ser um gajo extraordinário para trabalhar na atribuição das estrelas Michelin a restaurantes de São Paulo via twitter. No campo é outra história. Talvez seja muito feijão com arroz acumulado na bucha. Guilherme Fogaça, tens a minha vénia.

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algumas notas sobre o Sporting

1. Franky Vercauteren prepara-se para mais uma fase atribulada da vida do clube. O Belga já disse que em Janeiro as coisas vão mudar de forma drástica, podendo dar-se aquilo que ultimamente se tem chamado “revolução dos b´s”. O que poderá vir, como já defendi neste blog no post que escrevi a seguir ao Sporting vs Benfica é a ascenção de muitos jovens da equipa b para a equipa principal já em Janeiro para a construção do futuro do clube. Como tal, a ascenção dos miúdos, cumprindo uma estratégia que passa claramente pela aposta na formação do futuro (existe outra opção neste momento para o clube face a situação pantanosa das suas finanças?) poderá levar a que o clube tenha que fazer e bem uma purga dentro do balneário. Para já, Betinho, Dier e Esgaio já estão dentro do plantel da equipa principal. Da equipa B poderão juntar-se João Mário, Filipe Chaby, Bruma, Gael Etock e Diego Rubio. E que tal também fazer regressar os emprestados Wilson Eduardo e Nuno Reis. Continuo a dizer que face aos problemas actuais que o Sporting tem em várias frentes, a estratégia passa por sermos um clube de formação, com um treinador ambicioso e motivado para trabalhar com a prata da casa, sem objectivos e como tal sem pressão de vitórias. Gasta-se o que se tem e os miúdos, bem formados na Academia, correm por um bom contrato com o clube. Em vez dos colossais 40 milhões de orçamento, orça-se a época em 10.

2. Sinceramente quanto a esta questão sou franco: se eu pudesse mandar no sporting, fazia uma razia por completo naquele balneário. Existem muitos salários chorudos e inúteis naquele plantel que devem ser eliminados para bem das finanças actuais do clube (já sabemos que não iremos novamente à Liga dos campeões para o ano e tomara até que nos qualifiquemos para a Liga Europa) e jogadores cujos passes ainda podem dar algum equilíbrio ao clube (outros nem tanto, por causa da brilhante ideia do Gordinho dos fundos de investimento). Pensemos então pela óptica da folha salarial. Por mim iam: Boulahrouz, Xandão, Pereirinha, Adrien, Pranjic, Elias, Gelson, Jeffren e Ricky. Fosse pelo preço que fosse. Outros a meu ver estão na corda bamba: Carrillo tem potencial para render muito mais, Insua está uma sombra daquilo que foi na época passada, Schaars e Capel idem.

3. Ultimamente tem-se especulado sobre as saídas de Elias para o Flamengo e Ricky para a Fiorentina. O primeiro está mortinho para ir para o Brasil ganhar o que ganha em Portugal. Elias prometeu muito e pouco se viu dele neste último ano e meio. Era o primeiro a zarpar. Ricky por 10 milhões para a Fiorentina. Má notícia para um clube do quanto gosto. Seria uma óptima venda para o Sporting não fosse o facto de Ricky ter 70% do seu passe tomado por um fundo de investimento.

4. Noutro prisma há o dossier Izmailov. Vercauteren abriu a caixinha de pandora e diz que não conta com o russo porque não o vê treinar. É portanto difícil para um treinador a aquecer o poleiro convocar alguém que não vê treinar. É certo que Izmailov está praticamente acabado para o futebol. A sua lesão no joelho obriga-o, em alto rendimento, a ir à sala de operações uma vez por ano. Arranjem-lhe uma solução por favor desde que essa solução não seja a saída por trocos para um rival.

5. É precisamente sobre o dossier Izmailov que gira um rumor de que o Sporting e o Porto estarão a negociar a transferência do russo. O Jornal Record fala de uma troca de jogadores: o internacional russo por Miguel Lopes e Kléber. Não sei se é fogo de vista para intranquilizar ainda mais as hordes do clube, ou se, à semelhança do que o Porto fez com Moutinho, é mais uma jogada do clube do norte que visa dar um tiro letal nesta paupérrima direcção de Godinho Lopes. Acredito nos 2 cenários. No entanto, a confirmar-se como verdade, o Sporting está a negociar um activo com o rival em troca de amendoins, de jogadores medíocres que não entram nas contas do rival e não são precisos em Alvalade. As notícias também afirmam que Jorge Nuno Pinto da Costa deverá ter dito não quanto a Kléber, o célebre jogador ao qual o Sporting (quando jogava no Marítimo) fez melhor proposta que o FC Porto, mas, como se sabe, depois do problema levantado e de sucessivos aliciamentos ao jogador, o Atlético Mineiro (detentor de 52% do passe do jogador) já tinha o arranjinho feito com o Porto. Pior que isso, a confirmar-se, é o Porto gozar novamente na cara desta direcção ao rejeitar a inserção de Kléber no negócio.

6. Dá pano para mangas. Esta direcção do Sporting parece ter memória curta. Não se lembram dos casos Adriano, Paulo Assunção, Ruben Micael, Kléber e João Moutinho. Os primeiros três foram desviados de Alvalade em virtude do conluio que existia entre as direcções do Porto-Nacional e Porto-Atlético Mineiro. A história do 4º dispensa apresentações e por conseguinte comentários. É certo que no nosso futebol, vender directamente a um rival ainda permanece assunto tabu, tendo em conta aquilo que se passa em Inglaterra ou Itália, onde os grandes trocam jogadores como se de cromos se tratassem. Neste caso específico, a confirmar-se a veracidade das negociações, não me importo nadinha que o russo rume ao Dragão se o Porto pagar a sua cláusula de rescisão. É assim que a credibilidade de um clube se repõe. Queres o jogador, pagas o jogador.

7. Sobre as finanças do clube. Outra notícia nos desportivos dá o sinal de alarme há muito esperado em Alvalade. O nosso maior credor financeiro, o BES, prepara-se para tomar conta do clube para reaver aquilo a que tem direito. Espero que sim, pode ser que alguém que não perceba nada de futebol consiga por o clube na linha já que o Gordinho e seus pares, não percebem nada de futebol e estão a enterrar cada vez mais as finanças do clube. 12,5 milhões é a verba, segundo a imprensa, que o Sporting necessita para continuar com o controlo maioritário da sua SAD. Os investidores-salvadores prometidos por Gordinho da Russia, India, China, Qatar e Bahrein não apareceram para o resgatar. Como se algum dia alguém quisesse investir o quer que fosse num clube como o Sporting.

8.  Eixo Godinho-Barroso. O ardiloso que entregou a cabeça de Duque por um lugar na federação e o médico que deveria ser proíbido de falar sobre o Sporting pois sempre que fala só diz merda. O primeiro é pior charlatão do Sporting desde a presidência de João Rocha. O segundo apela a que ninguém dê informações do clube quando ele, e os seus pares da Assembleia Geral são os primeiros a dar essas informações e a criar instabilidade no mesmo. E não existe ninguém que trave as suas verborreias mentais naquele programazeco de segunda. No entanto, não consigo perceber a lógica de quem um dia esteve com o Gordinho e no outro já quer que o Gordinho se ponha na alheta. Agora que as coisas correm mal zangam-se as comadres?

9. Jesualdo Ferreira para manager (manager?) do clube. Sem comentários. Provavelmente lá na Grécia os pagamentos já não chegavam a tempo e horas. Também desconfio que não cheguem a tempo e horas no Sporting. Manager? Ao estilo Inglês ou ao estilo Gordinho Style? Não percebo as funções, não percebo a escolha e assalariados sem fazer nada dentro e fora da estrutura do Sporting já há muitos (Sá Pinto\Domingos\Freitas)

10. Perante isto, mais um empate na Madeira. Mais do mesmo. Mais dos suspeitos do costume, os centrais. Mais um pouco daquela falta de ambição a que eles nos habituaram nesta época. E Vercauteren diz: “os jogadores precisam de férias” – já regressaram delas?

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derby?

só se for o Benfica contra o Belenenses ou contra o Atlético.

Na Gaia Ciência, em 1882, o filósofo Alemão Friederich Nietszche proclama pela primeira vez a morte de Deus. Na secção 108, pode-se ler:“Deus está morto! Deus permanece morto! E quem o matou fomos nós! Como haveremos de nos consolar, nós os algozes dos algozes? O que o mundo possuiu, até agora, de mais sagrado e mais poderoso sucumbiu exangue aos golpes das nossas lâminas. Quem nos limpará desse sangue? Qual a água que nos lavará? Que solenidades de desagravo, que jogos sagrados haveremos de inventar? A grandiosidade deste acto não será demasiada para nós? Não teremos de nos tornar nós próprios deuses, para parecermos apenas dignos dele? Nunca existiu acto mais grandioso, e, quem quer que nasça depois de nós, passará a fazer parte, mercê deste acto, de uma história superior a toda a história até hoje!”

O Sporting está morto. Passou de um estado vegetativo à morte. Em silêncio. E quem o matou fomos nós, sócios, ao escolher uma dinastia de direcções cujo trabalho foi único: matar o clube lentamente. Se Nietzsche pergunta a si próprio como é que poderemos superar a morte de Deus, a pergunta, ou as perguntas que assolam neste momento a cabeça de uma bela maioria dos sócios e adeptos do Sporting só poderão ser perguntas como: Como é que o clube se tornou isto? Como é que deixamos que meia dúzia de loucos destruíssem um grande? Como é que autorizamos que meia dúzia de loucos nos tirassem o nosso orgulho? Que futuro se pode vislumbrar no meio do nevoeiro para o clube? Como é que voltaremos a ombrear com Porto, Benfica e Braga? Que estratégias utilizaremos? Que recuperação faremos a curto, médio e longo prazo?

Devolvam-nos o Sporting. Devolvam-nos aquele clube que não ganhava mas praticava bom futebol. Devolvam-nos aquele clube que nos dava esperança. Devolvam-nos a própria esperança pois não acreditamos que este ciclo mau poderá ter fim. Devolvam-nos o Sporting da nossa infança, aquele que mal ou bem alegrava os nossos corações nos dias de jogos, aquele por quem torciamos e defendiamos em todos os momentos. Tiraram-nos tudo. Até a vontade de dizer que somos Sporting.

O Sporting como o conhecemos, está morto. E poderá não ressuscitar.

Este clássico é o espelho da intranquilidade, da frustração, do amadorismo e da falta de estrutura organizativa que o clube não consegue ultrapassar.

Começa logo por aqui:

sporting

A TSF, a rádio cujo trabalho jornalístico sempre considerei praticamente perfeito, a rádio portuguesa que sempre demonstrou rigor, qualidade e exigência no plano da informação, publicou esta manhã este insulto no seu site. Qual foi a reacção da direcção do clube de Alvalade? Nenhuma. Sim, a TSF ou o jornalista\editor em questão gozou declaradamente com o símbolo de uma instituição secular de utilidade pública. Sim, a TSF fez troça de uma instituição que tirou milhares de meninos da rua e os transformou em homens de sucesso e fortuna. Sim, a TSF troçou e a direcção de Godinho Lopes manteve-se calada.

O balão de oxigénio.

O parvalhone do Conselho Leonino que costuma ir aos programas de comentários desportivos da SIC Notícias teve o azar de proferir essas infelizes palavras. Balão de oxigénio é ganhar ao Benfica? Não. Balão de Oxigénio seria perder ou ganhar ou até empatar com o Benfica e ainda estar em condições de lutar pelo título. Balão de Oxigénio seria ter o Sporting na fase final da Liga Europa depois de ter sido eliminado num grupo com equipas onde tínhamos mais que obrigação de vencer todos os jogos. Balão de oxigénio seria vencer ao Videoton em vez de levar 3 secos em cheio. Balão de oxigénio seria perdurar na Taça e fazer o melhor possível na Taça da Liga. Balão de oxigénio para o Sporting seria manter a sua dignidade. Balão de oxigénio seria a saída desta direcção. Balão de oxigénio teria sido dar condições a Domingos, a Sá Pinto e a Franky Vercauteren para fazerem o seu trabalho sem toda esta pressão advinda dos resultados. Balão de oxigénio seria ver o Sporting a perder, a perder sim, mas com honra. Balão de oxigénio seria os jogadores poderem dar tudo em campo.

E Vercauteren disse.

Que mostrámos que poderiamos ganhar ao Benfica? Como? Desculpe? Falamos de um Sporting que desde o jogo das meias finais da Liga Europa contra o Bilbau apenas ganhou por 2 vezes em casa. Falamos de um Sporting que esteve 15 jogos sem ganhar. Falamos de um Sporting que está a investir 40 milhões numa época para nada. Sim, porque estar em 9º lugar a 18 pontos dos 1ºs, eliminados da UEFA, eliminados da Taça é o pior dos cenários possíveis, que, acompanhado de outros cenários dantescos (o mau futebol e o mau profissionalismo do plantel; o amadorismo, as falhas de gestão e de ambição de uma direcção às aranhas) faz deste clube um autêntica selva.

O Clássico.

Uma 1ª parte de honra que salva a má figura da 2ª. Um Sporting minimamente dominador, a cometer alguns erros na transmissão de jogo, mas ciente de um plano de jogo que teria que passar pelas alas. Duas ou três boas arrancadas de Capel pela esquerda e outras tantas de Carrillo pela direita. Rojo e Bouhlarouz lá atrás não complicavam. Um golo interessante daquele coxo que apanhámos numa rua de Utrecht. E que é que os jogadores do Sporting fizeram? Recuaram. Deram a posse de bola ao Benfica. Veio o livre de Cardozo, primeiro sinal. O cabeceamento de Cardoso, segundo sinal. Sofrimento. Intervalo. O resto, Benfica, tirando a situação em que o Sporting desperdiça o 2-0 por 2 vezes na cara de Artur por intermédio de Elias e Insua atira ao poste quando o jogo estava 1-1. Vieram Cardozo, Lima, Melgarejo, veio a vontade de vencer. E Bouhlarouz, aquele mítico central do qual nunca vi uma equipa onde jogasse ganhar o quer que fosse, mete mão à bola quando tinha tudo para cortar de cabeça e dá a vitória ao Benfica. Vitória justíssima.

Rua com eles todos.

Rojo mete nojo. Não consigo perceber como tem lugar na selecção argentina. A titular, ainda por cima. Bola vem, bola vai. Alivia para qualquer lado, nem que seja para os pés do adversário. É imaturo, é pouco dotado tecnicamente, é pouco inteligente e mais uma vez não acertou nas marcações. Cardozo entre Rojo e Bouhlarouz fez o que quis no lance do empate.

Bouhlarouz. O capitão gancho. Volta lá para Marrocos que é o que fazes melhor. 100 mil euros de salários por mês para alguém que não é melhor que Xandão ou Carriço que não são melhores que Nuno Reis ou Ilori.

Insua. Prometeste muito. Agora és uma sombra que se pavoneia por Alvalade. Ainda atiras bem mas defendes mal como tudo.

Elias. Deve estar a pensar quando é que a direcção o deixa ir ganhar os 120 mil para o Flamengo.

Capel. Larga a porra dos olhos do chão e levanta a cabeça.

Carrillo. Técnica, velocidade, drible, falta de inteligência. No Porto já estaria pronto a vender por 40 milhões. No Sporting arrisca-se a não ser ninguém.

Pranjic. Estás a gostar das férias remuneradas a peso de ouro em Lisboa?

Godinho. Rua.

Paulo Bento estava atrás de si na tribuna. E quantas saudades me deu de ter Paulo Bento novamente. Eu, que era um crítico de Paulo Bento porque Paulo Bento jogava sempre no mesmo losango e punha o Sporting a jogar de forma previsível. Eu, que não conseguia ver que Paulo Bento fazia o máximo que podia com a merda que tinha nos seus plantéis. Eu, que não conseguia ver que Paulo Bento treinou durante 4 anos sem um único extremo. Eu, que não conseguia ver que os 4 2ºs lugares de Paulo Bento, a regular presença na Champions, as duas taças e as duas supertaças tinham como pano de fundo a existência de suplentes à equipa principal como Gladstone, Alecsandro, Bueno, Pereirinha, Adrien, Abel, jogadores medíocres. Eu, que não conseguia ver que no último defeso da época Paulo Bento, tínhamos um presidente que dizia que Paulo Bento “era forever” e para o tornar forever só contratava jogadores a custo zero. Veio Mati, o único sem ser a custo zero. Por 3,5 milhões de euros. “Mati, tens que ter gañas e vencer com tu próprio sangre pois nos custaste muita pasta” – dizia ele ao Chileno na sua apresentação.

Godinho Lopes. Rua.

Tenha vergonha e saia pelo seu próprio pé. A sua estratégia (ou falta dela, parece-me) para este clube é um fiasco. Chega de mentiras. Chega de dança de treinadores. Chega da dinastia. Chega de falta de ambição. Chega de falsos investidores russos, moldavos, indianos, chineses ou paquistaneses, ou a falta deles. Chega de soluções de merda. Chega.

Godinho Lopes. Rua. Por favor.

Fim da linha para a dinastia. Basta de Roquettes, Dias da Cunha, Soares Francos, Eduardos Barrocos (cala-te por favor!!!), Dias Ferreiras, Godinhos Duques e cenas tristes. Não ganhámos nada. Endividaram o clube de uma forma tal que o banco do qual somos devedores quer tomar conta do clube para reaver o que lhe é devido. Um estádio miserável com um problema de relvado que ninguém consegue meter mão. Um passivo gigantesco para um clube cujo património foi vendido a troco de peanuts. Um clube onde toda a gente, desde o presidente ao adepto de bancada falam a uma comunicação social que torce pela derrota do sporting para poder vender mais. Um clube com uma direcção que fica impávida e serena quando o clube é linchado em praça pública. Um clube com uma direcção que não fala quando o clube é extrapolado na sua integridade por dirigentes dos rivais, ex-jogadores e dirigentes da Liga e Federação. Um clube com uma direcção que despede uns e contrata outros de forma sistemática e impulsiva.

Conselho Leonino e respectivos familiares.

Foram vocês, pelo feudal sistema eleitoral do Sporting que colocaram essa besta na presidência. São vocês os responsáveis por isto tudo. Demitam-se. Eleições justas para a presidência do clube: 1 cabeça, 1 voto. Ponto final.

O futuro.

Tem que acabar o presente do Sporting. Basta. Não podemos viver acima das nossas possibilidades para lutar por um mísero lugar na liga europa. Não podemos ter Bouhlarouzes e Pranjic e Schaars e Jeffrens, pagos a peso de ouro se temos Esgaios, Betinhos, Brumas, Etocks, Reis, Iloris e outros tantos nessa academia, desejosos de vingar na vida. Para fazermos a figura que estamos a fazer, mais vale assentar a cabeça, diminuir o orçamento de 40 para 10 milhões e jogar com a formação, com um treinador com provas dadas nesse capítulo, sem pressão de resultados e com vista a sermos um clube que venda, que ganhe um título ou outro de vez em quando, mas, que não levante falsas esperanças nos corações dos sportinguistas.

Olhem o exemplo do Arsenal. Não ganha é certo. Tinha em 2006 um passivo de 600 milhões de euros e teve que pedir à Emirates dinheiro para acabar o que faltava do estádio novo. A Wènger só é pedido que faça o melhor com aquilo que tem e Wènger cumpre minimamente os objectivos da equipa. 5 ou 6 scouts descobrem jovens jogadores talentosos em todo o mundo. Wènger trabalha-os. Vende-os é certo, a rivais é certo, mas vende-os e o clube goza, 6 anos depois do epicentro do passivo, de uma situação financeira saudável. E mal ou bem, não rasteja a meio da tabela na Premier League. Não ganha mas mete a equipa a jogar bom futebol.

O futuro, meus amigos, está na formação. Só não vê quem não quer ver.

Estou muito triste com o rumo deste Sporting e desde já, o meu amor pelo clube reflecte-se no desejo por mim expresso da descida de divisão. Fez muito bem ao River Plate, à Juventus e ao Newcastle descer de divisão. É assim que os clubes crescem, que os sanguessugas evaporam-se e que o clube renasce, com outros objectivos, com outra estrutura e com uma mentalidade diferente. Estou-me bem nas tintas que o campeonato português perca prestígio ou qualidade com uma eventual descida do Sporting. Afinal de contas, todos sabemos que é a máfia do FC Porto e do Benfica que resolve campeonatos. Pinto da Costa não aprendeu a vencer legitimamente assim como Vieira não enriqueceu com o negócio dos pneus.

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o sporting voltou a empatar?

pois claro… quando são defesas a marcar os 2 golos diz tudo sobre o poderio ofensivo que a equipa tem.

cinco notas apoquentam o meu estado de espírito em relação ao sporting:

1. marcar ao sporting parece ser coisa fácil. com a liberdade que os laterais dão nas alas, basta colocar a bola no meio dos centrais e a coisa dá-se.

2. o capel continua a jogar no seu jogo vertical e já irrita. recebe a bola, olha pró chão e corre, sempre na mesma finta, sempre na mesma previsibilidade para quem o defende. assim, qualquer defesa adversária se sente confortável.

3. o meio campo com elias já enfastia. é um jogador que não acrescenta nada ao jogo do sporting. se não joga elias, joga gelson. se não jogam elias e gelson, joga pranjic. pranjic veio passar umas férias a Lisboa. cada vez menos compreendo a fixação deste belga por estes três jogadores. ainda mais quando tem fito no banco. e quando fito entra, o sporting parece ganhar alguma alma.

4. carrillo parece estar em campo contrariado. pelo 3º jogo consecutivo, faz uma daquelas arrancadas de mestre, papa dois de uma só vez mas depois atira por cima quando só tem o guarda-redes pela frente. já não tenho pachorra para ver um jogador que tem atributos técnicos mais que suficientes para ser um dos melhores do mundo e não os aproveita.

5. será que os ordenados estão a ser pagos?

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vercauterens desta vida e afiliados

há uns dias atrás escrevia aqui que já via o sporting a custo, cheio de ciática, movido por uma fé inabalável.

todo o jogo mudou. ontem tentei ver o sporting mas acabei os 90 minutos sem ter visto nada do jogo porque estive mais preocupado em explicar a um político local em que consistia de facto a nossa dívida. de vez em quando lá espiava a televisão, mas as imagens que vinham de setúbal feriam-me os olhos.

nem os vercauterens desta vida mudam o fado de um triste clube. ao menos vercauteren já assumiu um discurso humilde de que demorará 2 meses a colocar a equipa a jogar à bola. talvez ainda não lhe tenham contado que 8 meses depois será posto na rua. continuo a interrogar-me de que é que está à espera o presidente para se por a andar.

já estavamos habituados (nós os sportinguistas) a chegar à 9ª jornada completamente arredados do título. nem nas minhas melhores previsões poderia imaginar que chegamos a essa mesma jornada a 1 ponto da linha de água, eliminados da Taça e praticamente eliminados das competições europeias. mau demais para uma equipa que nos últimos 2 anos gastou quase 40 milhões de euros em contratações e cujo orçamento previsto para a época são precisamente 40 milhões de euros.

no final do jogo, as declarações do Belga foram elucidativas de que a estrutura do plantel terá que sofrer um abanão forte: “Estou satisfeito com a reação e qualidade de alguns jogadores, mas desapontado com a qualidade de outros. Não preciso dizer nomes, eles sabem se jogaram bem ou não. Cabe-lhes a eles tentarem reagir e aos que não jogam tentarem ganhar o lugar. Se não digo os nomes? Nunca! Eles nem sabem. Quando ganhamos ganhamos todos, quando perdemos passa-se o mesmo. Mas temos de aprender com os erros. É com estes que nos tornamos melhor” – eu digo os nomes. chamam-se Cedric, Rojo, Insúa, Elias, Ricky Van Wolfswinkel, Izmailov. dos que não jogaram em Setúbal, junta-se a esta lista um Capel (a anos luz do ano passado), um Carrillo (pelos vistos anda mais interessado em embebedar-se no Bairro Alto do que em ser jogador de futebol) um Bouhlarouz (não sei para que é foram buscar este empecilho; nunca vi uma equipa onde Bouhlarouz tenha actuado com consistência a ser sucedida) um Pereirinha (outra inutilidade) um Gelson (aquele indivíduo que quer fazer tudo no meio campo e acaba por nem saber onde se posicionar) e um Pranjic (veio passear-se e ganhar dinheiro para Lisboa?).

menos tristezas, mais alegrias.

o meu beira-mar está a um ponto de sporting. se em 7 jogos só tinha 3 pontos resultantes de 3 empates, na Madeira, num terreno onde teoricamente seria impossível sacar um ponto ao Nacional, Ulisses Morais conseguiu mais um balão de oxigénio com uma estrondosa vitória. com 1-o (golo de Balboa) pensava eu cá para os meus botões enquanto ouvia o relato da Terranova que assinava aquele resultado por baixo. o são gonçalinho (não confundir com o autocarro do clube que esteve perto de ser penhorado por um antigo técnico da formação do clube) saiu do bairro da Beira-Mar directamente para a Choupana e abençoou-nos com uma estrondosa vitória por 4-2.

no entanto, os 6 pontos do Beira-Mar em 8 jogos revelam algo que começa a ser óbvio: a farsa de Majid Pishyar (SIM, A FARSA DA QUAL JÁ ESCREVI AQUI, AQUI, AQUI e AQUI), farsa que levou muitos sócios do clube a criticar-me  (porque acreditavam mesmo que o iraniano vinha com boas intenções) está a chegar ao fim. Não sei se se lembram do que aconteceu ao Servette de Genebra quando este mesmo senhor prometeu mundos e fundos e ao Admira Wacker da Áustria, clube do qual foi proprietário este charlatão dos tempos modernos antes do Servette. Faliram os dois e Pishyar deixou um reino de dívidas aos que se seguiram. Parece que o guião está a ser re-escrito novamente em Aveiro. Só não abre os olhos quem quer.

menos tristezas, mais alegrias.

Em Firenze, O GIGANTE ACORDOU!

Vincenzo Montella põe o meu grande amor a jogar a um nível excitante! O 3x5x2 de Montella é absolutamente fantástico: começa num seguríssimo Emiliano Viviano, continua na defesa com alas de classe mundial (Juan Guillermo Quadrado e Manuel Pasquale; diga-se que os dois deixam a pele em campo se assim for preciso) e com 3 centrais que parecem autênticas rochas (Gonzalo, Tomovic, Facundo Roncaglia; este último tem uma capacidade de sair a jogar e incorporar-se no ataque descomunal), continua no meio com os relógios de precisão Borja Valero (não falha um passe) e David Pizarro e termina no ataque com o futebol açucarado de Matias Fernandes (desde que saiu do Sporting está a jogar 3 vezes melhor do que aquilo que cá jogava) e Adem Ljajic (outro que anda a jogar uma barbaridade depois daquele célebre momento em que levou um soco do Delio Rossi)

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Acontece porém que o mágico agora tem ao seu lado o “regressado do mundo dos mortos”

50º golo na Série A pela camisola da Fiorentina. Aos 35 anos, Luca Toni tem sido a peça chave que faltava num ataque cujos dissabores foram notórios Parma e no Artémio Franchi contra a Juventus. Se a Viola é agora 4ª com 21 pontos, caso não se tivesse deixado empatar nos últimos minutos em Parma e caso tivesse concretizado em golos o banho de bola que deu na Vecchia Signora em Firenze, seria agora 3ª a apenas 3 pontos do 1º lugar.

Recordo para os mais desatentos que o plantel de Montella é um plantel que está quase todo ele a jogar junto pela primeira vez. Foram 17 as caras novas que chegaram esta temporada ao Artémio Franchi . Isto para não falar que alguns jogadores preponderantes do plantel estão lesionados ou regressaram recentemente à competição. Falo de Stefan Savic, Juan Vargas, El Hamdaoui ou Alberto Aquilani. Para a semana, estou curioso para ver o quanto esta equipa pode subir na Serie A. A Fiorentina joga em San Siro contra um Milan que está em crescendo e que conta com um puto maravilha chamado Stephen El-Shaarawy, menino cujas dúvidas que tinha dissiparam-se rapidamente: é jogador e será o maior da próxima década do futebol italiano.

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Não é o nosso grande amor porque venceu o Benfica. É sempre

Demos banho de bola. Não é difícil de admitir. Custa a muitos, porque não estavam à espera da surpresa. Para os benfiquistas, ganhar ao Sporting tinha-se tornado um trabalho “fácil e limpinho”. Dezenas já festejavam antecipadamente uma vitória simples, as always.

O eterno 4º, o grande que já não é grande, mas que este ano ainda pode ser maior que o glorioso, deu um lição de humildade.

O futebol é mesmo assim: hoje ganha-se, amanhã perde-se.

Os meus amigos benfiquistas desapareceram do mapa subitamente. Não conseguem porventura explicar como é que o meio-campo do Sporting ganhou todas as bolas, como é que o Matías partiu a cocada preta, como é que o Javi (segundo muitos o melhor trinco da história do futebol português) foi comido de cebolada pelo Matías. Não conseguem explicar como é que o Elias se tornou uma carraça do Witsel e secou o belga por completo. Não conseguem explicar como é que o Emerson foi papado durante 90 minutos. Até conseguem explicar. Eu é que não consigo explicar como é que o Benfica paga uma fortuna a um defesa-esquerdo campeão do mundo para passar uma temporada no banco. Não conseguem explicar como é que o “perigoso” Cardozo não ganhou um duelo nas alturas ao duro Xandão e ao atinado Polga. Não conseguem explicar porque é que o Benfica não conseguiu meter uma (uma, uma) uma vez à prova o Rui Patrício e viram do outro lado o Artur evitar uma goleada.

As derrotas não se explicam apenas pelo prisma da arbitragem. Artur Soares Dias errou. Assinalou mal uma grande penalidade a favor do Sporting, tendo feito vista grossa a outra antes na área leonina e posteriormente, a uma outra cometida na área do Benfica por Garay. Confesso que o resultado até poderia ter sido diferente caso todos esses casos tivessem sido devidamente assinalados. Não o foram. De resto, o Sporting ridicularizou o Benfica com jogadas de mestria, isolando o seu pouco eficaz ponta-de-lança na cara do guardião do Benfica 4 vezes. Matías é um jogador de top mundial e finalmente está a jogar no seu lugar. Ironizei a meio da partida que Matías estava a carregar em si o espírito de Ché Guevara “tal” eras ganas de executar ali e agora a revolução. Elias foi pau para toda a batalha. Capel saiu esgotado de tanto correr, de tanto puxar, de tanto lutar. Insua foi outra das exibições que me agradou muitíssimo. Fazendo jus às suas habituais declarações no twitter “que lindo é ver este lateral de verde e branco” e, confesso que já não via um flanco esquerdo com tanta qualidade desde a dupla Rui Jorge\Barbosa. E Barbosa, apesar de ter sido um jogador tecnicamente brilhante que só pecava pela falta de velocidade no seu jogo, tem para mim o estatuto de Deus do Sporting pelo simbolismo de ter sido anos a fio aquele que levava o Sporting às costas.

Acima de tudo, esta vitória serviu para provar que estamos vivos. E digo-o aqui sem pejo. Iremos vencer a Taça de Portugal e a Liga Europa. Tenho 100% de certezas. Compreendo perfeitamente que para alguns benfiquistas seja difícil ver o Sporting campeão Europeu. Eu gostei de ver o Porto campeão europeu na Champions e na UEFA. Se fosse o Braga nutria tal sentimento. Se fosse o Benfica, seria-me indiferente. Seria-me indiferente porque a cartilha dos adeptos do Benfica assemelha-se cada vez mais à cartilha do Estado Novo. As premissas são “tudo contra nós”, “nós pela nação, nós contra todos” e “somos melhores que os outros” – Para se ser melhor que alguém é preciso mostrar-se. Isso de ficar à frente do Sporting é mito. O que interessa é ganhar. Ficar um lugar à frente do rival é ficar um pouco mais à frente que o dito na luta dos últimos. O Sporting para o Benfica não passa daquele clubezito do estádio das retretes “onde vamos lá ganhar como habitual”

Adeus. Damos o título ao Porto. E damos bem. Não jogam nada mas são mais sóbrios no discurso.

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só paramos no Mónaco para jogar contra o Barça a supertaça europeia

1. Deus.

Para se recuperar um clube, tem forçosamente que se gostar do clube.

Não quero lavar roupa suja relativa à passagem de Domingos pelo Sporting. Sá Pinto conseguiu várias coisas: reabilitar Izmailov, fazer subir de rendimento jogadores como Capel, Schaars, Matías e Elias, ensinar a filosofia do clube aos jogadores, apelar ao espírito de sacríficio como característica necessária à obtenção de sucesso. Como resultado, o plantel do Sporting é mais unido, mais feliz, os resultados tem sido satisfatoriamente melhores assim como as exibições e tem-se vivido em Alvalade sem a constante pressão dos maus resultados e dos ataques da comunicação social.

2. Continuo com sérias dúvidas quanto ao real potencial deste Holandês. É lutador, não finaliza mal, tem um bom movimento  de recepção de bola e entrega para as alas quando lhe endossam passes compridos, tem boa desmarcação e é aquele avançado que prende os centrais. Por outro lado é fraquíssimo no 1 para 1 e parece-me ser demasiado frágil no ponto de vista psicológico.

Sei que tem todas as condições para explodir a outro nível na próxima temporada em Portugal. Até porque creio que esta temporada foi apenas um teaser daquilo que poderá fazer. Ganhava mais em ter Matías mais avançado no terreno ou um avançado mais móvel ao lado.

3. Sofrer a bom sofrer. Uma grande atitude do Metalist. Uma equipa rápida, de meio-campo forte que não deixou jogar o Sporting na primeira parte e muita gente cheia de técnica lá na frente. O Metalist acelerou o jogo a seu bel-prazer na 1ª parte e pode-se dizer que o Sporting não só marcou contra a corrente do jogo como o fez sem ter feito uma jogada de ataque que fosse digna de ser chamada como tal.

Vi duas exibições brilhantes dos centrais. Polga e Xandão juntos fizeram seguramente mais de 35 cortes. Tirando o lance do golo estiveram absolutamente exemplares. João Pereira obrigou Tyson a mudar de flanco. Não é que o brasileiro tenha rendido mais frente a Insua. Pelo menos tentou cravar-lhe mais um penalty e ficou mal na fotografia.

Izmailov e Capel foram as melhores exibições de uma exibição muito pressionada onde o Sporting falhou muitos passes, muito em resultado de uma construção de jogo muito atabalhoada. Izmailov foi inteligente a por ordem na casa e Capel fartou-se de correr e lutar como é seu apanágio. O centro de pé direito teleguiado para Ricky Van Wolfswinkel foi a imagem de marca do Sporting no jogo e começa a ser a imagem de marca desta Liga Europa em conjunto com as combinações Muniain e Llorente no Athletic, próximo adversário do Sporting.

Nota final para a arbitragem: mais um penalti inventado. O Metalist teve mais caudal ofensivo nas duas eliminatórias mas curiosamente marca em dois penaltis forçadíssimos. O Sporting deverá ficar para a história da prova como a equipa que teve mais penaltis forçados contra si. Já vamos em 4.

Vamos em 4 penaltis forçados contra e vamos também aterrar no San Mamés numa eliminatória que se prevê vibrante. Duas equipas que gostam de jogar ao ataque e que revelam atitudes defensivas com algumas lacunas. De um lado, teremos o futebol total de Bielsa, cheio de pressão alta, de magia e de uma alta ratio de eficácia. Do outro lado teremos o espírito deste Sporting. Esperemos que seja mais um sofrimento. Mas que esse sofrimento confirme a passagem para a National Arena de Bucareste lá para meados de Maio.

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factos de perdedor

Desde que me lembre, ou melhor, desde que acompanho o Sporting regularmente (desde a saudosa época 1993\1994) que o Sporting é assim: sempre que os rivais ou um dos rivais perde pontos antecipadamente, o Sporting, indiferentemente do adversário contra quem joga nessa jornada, também acaba por os perder. Não sei se é uma malapata do clube e não tenho intenções de escrever aqui sobre a presença do oculto no futebol.

Hoje em Setúbal, essa malapata voltou a repetir-se.

Desde há 3 anos para cá que o fadinho se repete. Passam jogadores, treinadores e até presidentes. De Paulo Bento a Sá Pinto. Os maus resultados continuam.

Soares Franco era o presidente da tecnocracia. Por detrás de uma equipa via apenas os números. Desportivamente, Soares Franco pretendia uma equipa ambiciosa mas construída com negócios com pouco custo ou preferêncialmente a custo zero. Veio José Eduardo Bettencourt e o “paulo bento forever” rapidamente passou a pesadelo com Carlos Carvalhal e Paulo Sérgio. Eis que surge Godinho Lopes e o início (já) conturbado do seu mandato.

Voltemos a Setúbal.

Uma primeira falta que revelou falta de ambição. Mais uma vez. O Sporting entrou no jogo tosco do Setúbal. E para mal dos seus pecados viu os seus dois centrais a cometerem erros iniciais dignos de um jogador iniciado. Um deles levou a bola aos ferros de Rui Patrício, o outro deu golo.

Do meio campo constituído por Schaars, Elias e Izmaiov pouco se viu. O Russo ainda tentou puxar a equipa para a frente mas foi sempre desacompanhado. Na esquerda Insúa e Capel dialogaram bastantes vezes mas a jogada acabou ser a mesma: o defesa esquerdo a subir no flanco e a passar para o espanhol fazer o seu jogo rectilínio de linha e cruzamento para um Sebastian Rivas sozinho, indefeso e a bom da verdade pouco esforçado (aparte: quem é este Rivas?)

A perder, Sá Pinto incutiu mais ambição na sua equipa. O Sporting entrou melhor na 2ª parte perante um Setúbal que se fechou e que, perante o deixa jogar da arbitragem, distribuiu porrada até ao fim do jogo. Se a equipa não joga é porque não joga. Se tenta fazer algum jogo, vem a tal malapata.

75% de posse de bola amorfa, sem oportunidades. Mais um penalty falhado ( de falta inexistente) e desta feita, com uma recarga que Carrillo infantilmente desperdiçou. Duas bolas de relevo: uma por Rúbio de cabeça que saiu ao lado e outra de Insúa num livre indirecto que Ricardo Silva tirou na linha com um tanto de sorte.

De resto, foi um jogo de batalha (o jogo que o Setúbal queria) com o Sporting a jogar de forma tosca e demasiado previsível e a falhar as poucas oportunidades que teve durante a partida.

Nota final para a arbitragem: quem deixa uma equipa desesperada como o Setúbal fazer dos 90 minutos um autêntico campo de batalha deixa obviamente que se entre durinho aos lances. Os jogadores do Setúbal, apoiados pela falta de disciplina do árbitro agradeceram. O golo do Setúbal é limpo e bem assinalado, a grande penalidade sobre Rubio é inexistente. Existem dois lances fora-de-jogo muito perigosos que não foram assinalados ao ataque do Setúbal. Houve um excesso de simulações dos jogadores do Setúbal durante a partida que não foram sancionados, ao contrário do critério aplicado ao Sporting. Por sorte, esta arbitragem não teve influência no jogo, mas poderia ter tido.

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sá pintices

O boxeur que é treinador de futebol nas horas vagas já conseguiu tranquilizar as hostes leoninas.

O exemplo do jogo desta noite não quer dizer absolutamente nada para o fim de época mas já é um bom augúrio. O Sporting apareceu em campo mais pacificado com a mudança de treinador e com o empate de Varsóvia. Um estilo de jogo mais atacante contra um Paços que não costuma ser pera doce quando joga num terreno de um grande.

Boa exibição de Elias. André Santos também entrou bem no jogo e tentou novamente a longa distância. Schaars foi mais atrevido que o normal, aparecendo na zona de finalização variadíssimas vezes. Carriço não comprometeu. Van Wolfswinkel, em bom português é um perfeito anormal: domínios de bola não é com ele, denunciar penaltis e falhar golos certos é com ele. Não é apenas uma crise de confiança; é sim falta de qualidade.

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taças

Subitamente, Coimbra encheu-se de fulgor no peito e rebentou pelas costuras de orgulho.

A OAF foi à final da taça.

Pessoas de todas as cores, credos, raças ou religião saíram à rua para aplaudir os bravos briosos. Gostaria eu de assistir ao dia em que os estudantes se unissem em tão larga escala para terminar com a fome e com as carências dos seus colegas não-bolseiros, com a falta de condições das faculdades e com as injustiças “pedagógicas” dos vários cursos com que infelizmente somos todos os dias brindados.

Gostariam muitos conimbricenses que conheço, que as ditas previsões de 20 mil “briosos” no Jamor de batina e capa ao vento fossem os mesmos 20 mil que enchessem o cidade de coimbra, que comprassem bilhete de época e se tornassem sócios do clube, que se tornassem sócios da mancha negra e que contribuíssem para um clube forte.

Muito se pode dizer da falta de estratégia nos esforços de aproximação da OAF aos estudantes. Desde o Black Shot que acabou e que tornou cara a ída à bola por parte do comum estudante, passando pelo preço exorbitante das quotas de sócio e dos bilhetes regulares para jogos cujo futebol faz com que muitas vezes nem o menino jesus nem a sua santa mãe queiram assistir na televisão, quanto mais pagar 10 e 15 euros.

Vamos ser realistas. A Académica tem na verdade uns 3 mil adeptos. Tem mais sócios é certo, pagam as quotas?

O resto dos adeptos é um produto de circunstância ou construção social. “Estudas em Coimbra pa? Pa e vassoura. Tens de ser da Académica pa. Se estudas em Coimbra tens de ser da Briosa senão és um foleiro, és uma ovelha do rebanho dos de Lisboa e dos do Porto”. Vão à merda com esse argumento, sou do clube que quiser.

Outros são da Académica quando se lembram ou quando vêem uma notícia que a Académica derrotou a Olhanense aos 94 minutos.

Outros, mais beberrões, são da Académica depois de lhes serem servidos 3 shots pelo Rui do Bigorna. Porque estão em Coimbra. Se estivessem em Vila do Conde e fossem de Coimbra, depois dos 3 shots eram do Rio Ave.

Vamos a outras stories, bad and sad stories.

O meu sporting lá passou na Choupana. Falam na Taça Pedro Proença. Admito que o Sporting foi altamente beneficiado na Choupana. Um penalty ridículo, uma expulsão ainda mais ridícula. Um tiro do João Pereira à barra da sua própria baliza que mais se assemelhava a um tiro de um western e um golaço do Fito, que finalmente veio arrumar a casa no Sporting.

No entanto, sem desprestigiar a péssima arbitragem do Pedro Proença, já ninguém se lembra do Lucílio Baptista e das conquistas na Taça da Cerveja à custa das bolas no peito que deram penalty.

A coisa contínua negra. E não me refiro aos sucessos da Briosa. Os 11 de Domingos mais parecem um bando de emplastros. Estreou-se o Xandão. É grande, mas parece-me ser como o americano: uma grande besta, uma grande cavalgadura. Elias continua num tremendo bad shape. Polga mete nervos e mete nojo. O Pereirita, depois de 1321 filhos-de-puta chamados, 252 calcadelas a adversários, 8521 faltas conquistadas (o pereirita joga com o objectivo de conquistar o máximo número de faltas sofridas possível) e 31 enterradelas que deram golo do adversário lá fez uma jogada de antologia que redundou em golo. Menos mal. No entanto, se é este o defesa direito que Paulo Bento vai levar ao Europeu, é caso para dizer que estamos bem tramados.

Para finalizar, é com alguma estupefacção que assisto à demissão de Fabio Capello da selecção inglesa. A Old Albion deu um enorme tiro nos pés em véspera de europeu. Capello é um génio. Um génio que não lambe sabões a ninguém. E Capello bateu o pé aos lobbies da FA. Fez muito bem. A Inglaterra que até aparecia capaz de se bater pelo título, acaba por perder aqui a sua chance. Alemanha, Holanda e Espanha agradecem. A Itália, corre por fora e acredito que neste momento até era capaz de despachar Prandelli se pudesse para ter Capello. Era título europeu garantido. Mas Capello já ultrapassou os 65 anos e não pode treinar em Itália.

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futeboladas

(clicar nos links para abrir o player com os resumos)

http://videa.hu/flvplayer.swf?v=CqMaFO7zFyQvzARA

Não há cá Messis nem lasers nem ervados: estamos no Euro!

Fizemos uma excelente exibição, com um Ronaldo de gala (um dos melhores jogos que vi do Ronaldo na selecção) com um meio-campo onde M0utinho, Veloso e Meireles fizeram tudo aquilo que se lhes exigia – destruir e construir – e com alguma segurança na defesa onde Pepe e Bruno Alves apenas falharam no lance do 2º golo dos Bósnios (em fora-de-jogo) e onde Fábio Coentrão fez uma exibição de alto nível.

Dzeko foi seco durante os 180 minutos. Pjanic também não apareceu.

A Bósnia marca dois golos porque Wolfgang Stark e o seu auxiliar assim o quiseram. Gostava de ver a reacção, se, a Bósnia empata a 3 bolas e consegue passar esta eliminatória.

Foi uma fase de qualificação muito difícil. Como todos nós nos lembramos, começou com Carlos Queiroz fora do banco de suplentes e posteriormente despedido e com a contratação de Paulo envolta no meio da polémica gerada pela tentativa de contratação temporária de José Mourinho.

Pelo meio, vários atletas abandonaram a selecção – Tiago, Simão, Paulo Ferreira, Ricardo Carvalho e Bosingwa (se bem que os últimos dois, por situações diferentes que as dos 3 primeiros). Felizmente, Paulo Bento conseguiu levar o barco a bom porto. Fica apenas a nódoa de ter que sofrer até à última para se garantir o apuramento, mas, hoje pouco interessa como nos apurámos. Interessa que nos apurámos para a Polónia e Ucrânia e em Junho estaremos lá para discutir o caneco.

Nos outros jogos do playoff para o europeu:

1. Depois do sensacional 4-0 em Tallinn na sexta-feira, a República da Irlanda, comandada por Trapattoni apurou-se para o Europeu com um empate em Dublin a 1 bola contra a Selecção da Estónia.

Ward abriu o marcador para os Irlandeses aos 32, Vassiliev empatou para os Estonianos aos 57″. No final do jogo, o capitão Irlandês Robbie Keane festejava mais um apuramento com estas palavras: “It’s a great night for everyone, for the players and the fans – a night that we’ll never forget. The team spirit has got us through this campaign, and full credit to everyone in this group. This is what football is all about, moments like this.”

2. A Croácia apurou-se, empatando em Zagreb a 0 com a Turquia. Valeu o brilhante 3-0 alcançado em Instambul na passada sexta-feira.

3. Jiracek confirmou em Podgorica a passagem da República Checa à fase final do Europeu. Os checos já haviam vencido por 2-0 em Praga.

Montenegro, Estónia e Bósnia não mereciam ficar novamente de fora do Europeu depois das fases excepcionais de qualificação que fizeram. No entanto, na próxima etapa do futebol europeu serão selecções a ter em conta para o apuramento para o Mundial de 2014 no Brasil.

Amigáveis:

Brasil vence para Mano ver.
Pelo que vi, grande exibição de Hulk coroada com uma assistência para o primeiro golo de Jonas, jogador em destaque. Mano Menezes pode ter encontrado aquele ponta-de-lança que tanto deseja para a canarinha. Jonas está a fazer uma excelente época no Valência e agarrou a oportunidade que o seu seleccionador lhe deu.
Bruno César, Alex Sandro e Hulk foram titulares. Elias entrou para o lugar de Bruno César na 2ª parte.

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A Roménia ganhou à Grécia por 3-1

A Mannschaft voltou a afinar a sua poderosa máquina, tendo levado de vencida a selecção Holandesa em Hamburgo por 3-0. Thomas Muller, Miroslav Klose (63º golo pela Mannschaft no regresso à mesma; um daqueles golos à Klose) e Mezut Ozil deram um baile categórico de potência à “invencível” Holanda, que não perdeu durante toda a fase de qualificação para o Euro´12.

O Uruguai venceu a Itália por 1-0 com golo de Sebastian Fernandez. Continua a grande forma da selecção Uruguaia, que voltou a contar desta vez com os portistas Álvaro Pereira e Cristian Rodriguez e com o benfiquista Maxi Pereira. Duarte Gomes foi o árbitro da partida e expulsou Álvaro Pereira.

Em outros amigáveis:
– A Inglaterra venceu a Suécia em Wembley por 1-0 com um golo que alguns atribuem a Gareth Barry mas que outros apontam como auto-golo do central Majstorovic.
– Casillas cumpriu a 127ª internacionalização pela Espanha e tornou-se o jogador mais internacional pela Roja. No entanto, o keeper não evitou o empate contra a modesta Costa Rica por 2-2, tendo os campeões do mundo recuperado de uma desvantagem de 2-0. O avançado do Arsenal Joel Campbell foi um dos autores dos golos costa-riquenhos. David Silva e David Villa equilibraram o marcados nos últimos minutos.
– França e Bélgica empataram a 0 bolas.
– As Honduras bateram a Sérvia por 2-0. A Ucrânia bateu a Áustria por 2-1. A Dinamarca bateu a Finlândia por 2-1. A Polónia bateu a Húngria por 2-1.
– Os Estados Unidos bateram a Eslovénia por 3-2 com golos de Matavs para a Eslovénia (2) e Buddle, Dempsey e Jozy Altidore para os Norte-Americanos.

Apuramento para o Campeonato do Mundo 2012 – Zona Sul-Americana

http://video.rutube.ru/85e4242deee822d0224f89f92f8e9002

A Argentina foi vencer à Colômbia por 2-1 – a Colômbia esteve a vencer por 1-0 mas Messi haveria de voltar a ser decisivo e igualar a partida aos 61 e Kun Aguero, haveria de entrar para selar a vitoria argentina numa emenda após remate de Higuaín e… assistência de Lionel Messi!

O Equador também sorriu e venceu o Peru por 2-0 em casa. A esta hora joga-se o Chile vs Paraguai. Para mais logo está reservado o jogo entre a Venezuela e a Bolívia.

Neste momento, esta poule está ordenada com o Uruguai e a Argentina na liderança com 7 pontos (o Uruguai tem 3 jogos enquanto a Argentina já efectuou 4) o Equador tem 6 pontos (3 jogos) e a Colômbia fecha provisoriamente os lugares apuráveis com 4 pontos em 3 partidas. No entanto, a selecção colombiana pode ser ultrapassada por Paraguai, Venezuela ou Chile esta madrugada.

Apuramento Mundial – Zona Asiática

5ª jornada da primeira fase de grupos

Grupo A – A China venceu fora Singapura por 4-0 enquanto o Iraque foi vencer à Jordânia por 3-1. Iraque e Jordânia já estão apurados.

Grupo B – O Líbano surpreendeu a Coreia do Sul por 2-1 e cimentou uma possível qualificação para a fase final da qualificação. O Kuwait aproveitou o deslize sul-coreano vencendo em casa os Emirados Árabes Unidos por 2-1. A Coreia do Sul e o Líbano lideram com 10 pontos contra os 8 do Kuwait e os zero dos EAU. A 29 de Fevereiro, a Coreia do Sul recebe o Kuwait em casa enquanto o Líbano vai aos Emirados.

Grupo C – O Japão, já apurados, perdeu na Coreia do Norte por 1-0. O Uzbequistão, também já apurado bateu o Tadjiquistão por 4-0 em casa.

Grupo D – Já apurada, a Austrália venceu a Tailândia fora por 1-0. Arábia Saudita e Omã empataram a 0 bolas. A Austrália lidera com 12 pontos contra os 6 da Arábia Saudita, 5 de Omã e os 4 da Tailândia. Na próxima jornada a 29 de Fevereiro a Austrália recebe a Arábia Saudita enquanto Omã recebe a Tailândia.

Grupo E – O Irão de Carlos Queiroz garantiu a qualificação para a próxima fase, goleando na Indonésia por 4-1. O Qatar também garantiu a qualificação com um empate em casa contra o Bahrein.

Mundial 2014 – Zona Africana

Disputaram-se os jogos da 1ª eliminatória.
São Tomé e Principe e Guiné-Bissau foram eliminados do Mundial – São Tomé caiu aos pés do congo com um agregado de 6-1 (5-0 no congo na primeira mão\1-1 em São Tomé); já a Guiné-Bissau caiu contra o Togo fora por 1-0 com um empate registado a 1 bola na primeira mão.
Moçambique eliminou as Ilhas Comores depois de ter vencido por 4-1 hoje em Maputo e de ter empatado na primeira mão 1-1.
As selecções mais cotadas que entraram nesta fase apuraram-se com facilidade. O Quénia deu um total de 7-0 às Seychelles, a Guiné-Equatorial venceu Madagáscar por 3-2 e a República Democrática do Congo eliminou a Suazilândia com um total de 8-2 nas duas mãos.

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