Tag Archives: Eleições Presidenciais em 2011

Diálogos da hipocrisia

Veio-me à cabeça um momento marcante da campanha eleitoral de Cavaco Silva.

(gostaria que alguém que me arranjasse essas imagens)

Numa cidade do Norte (creio que foi Viana do Castelo) uma idosa aproximou-se do também idoso Cavaco Silva. Prostrou-se diante do presidente e humildemente suplicou a sua ajuda:

– Ó Sr. Dr. eu sou reformada, recebo 250 euros e mal dinheiro tenho para comer e para os meus medicamentos.
Cavaco “oportunamente respondeu” virando-se para a sua esposa: – Veja, está aqui a minha senhora. Foi professora durante 40 anos. Tem uma reforma de 800 euros e sou eu que tenho de trabalhar para a sustentar. – disse.

A mulher olhava atónita.

Cavaco prosseguiu: “Não esteja à espera que seja o Estado a resolver todos os seus problemas. Peça ajuda a instituições…”

E com isto, Cavaco disse tudo sobre a sua postura em política e do papel que o estado deve desempenhar de acordo com a sua crença ideológica.

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Era tudo uma questão de confiança


O Dr. Aníbal Cavaco Silva, aquando da campanha eleitoral para as últimas presidenciais apelou ao voto na sua re-candidatura, para que os mercados voltassem a restabelecer confiança no nosso país.

Depois do dia 23 de Janeiro, o país não consegue perceber porque é que os mercados ainda não restabelecer a tal confiança que pedia Cavaco Silva no claro apelo ao voto. Os Portugueses ponto e vírgula. Todos aqueles que estão esclarecidos sobre o assunto em questão, substraíndo os militantes do Partido Social Democrata.

Mês e meio passou e o país continua a dar sinais de estar em xeque. Quase xeque-mate. Em poucos meses, a nossa situação económica e financeira passou de falência técnica para bancarrota. Ainda não sabemos bem o que o futuro nos espera. Ainda não sabemos bem se o Governo vai atirar a toalha ao chão e pedir ajuda externa. Eu creio que sim. O que é certo é que os juros dos títulos da dívida pública tanto a 5 como a 10 anos não param de subir – em suma, são os mercados a encurralar o nosso país. Se os 7% eram um número completamente impensável há alguns anos atrás (perante a quantidade de títulos de dívida pública que já emitimos nos últimos meses), a fasquia está mais perto de chegar aos 8% do que de facto baixar novamente os 7. Isto, sem contar que a China anunciou hoje a compra de títulos de dívida pública de 3 países da zona euro: Espanha, Grécia e Portugal, como tudo indica. A quanto? Nem queiram imaginar. Medidas de salvação que tragam capitais frescos ao nosso país, garantem aos Chineses uma pura agiotagem perante estados pequenos como Portugal e Grécia. O caso Espanhol já é outra conversa.

E a brincar a brincar, onde é que estava a confiança que os mercados depositavam na sua re-eleição Dr. Aníbal Cavaco Silva?

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Embuste eleitoral

Tanto era o respeitinho dos mercados nutriam por Cavaco Silva, que a taxa de juro das obrigações a 10 anos não para de crescer.

O Dr. Aníbal Cavaco Silva pegou na eventual subida dos juros como bandeira para afastar o eleitorado da possibilidade de uma 2ª volta. Argumentou que deveria ser eleito à 1ª volta para que os mercados continuassem a depositar confiança no Estado Português.

Eis que Cavaco Silva é eleito à 1ª volta (com menor legítimidade que em 2006) e a taxa de juros não para de crescer. E tudo não passava de uma falácia que visava amedrontar os Portugueses. Os mercados continuam a apertar o cerco às contas do Estado Português e o mal já foi feito nas urnas.

Pobres políticos Portugueses, pobre Estado Português, pobres contribuíntes.

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Abstenção

Num país cujo povo andou quase 5 década a reclamar por liberdade, actualmente, não sabe utilizar a liberdade que lhe é conferida.

Um povo que todos os dias manifesta o seu desagrado perante a actuação dos seus governantes, quando é chamado às urnas fica em casa e não vai votar.

52,47% de abstenção significam que existem quase 5 milhões de Portugueses que reclamam, mas não querem intervir na vida política do país quando são chamados às urnas.

É por isso, que cada vez mais defendo o voto obrigatório para todos os cidadãos. O civismo começa aqui: para reclamar, é preciso participar. Os Portugueses não o parecem entender…

Quanto às eleições, não vou tecer quaisquer comentários. Estou por demais desiludido com a ignorância dos Portugueses. Voltaram a acreditar no conto do vigário. Teremos novas eleições em breve. Legislativas. Nesta noite de domingo, Cavaco é alegre. Passos Coelho ainda é mais alegre. Manuel tornou-se triste e Sócrates está a fazer contas à vida e a reformular o seu método pois vem aí duras batalhas contra a oposição.

E o povo Português, com isto tudo, ficará mais pobre…

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Sondagem Presidenciais: Cavaco Silva vence eleições

Notas Prévias:

1. Esta sondagem, realizada no período compreendido entre 2 de Dezembro e 23 de Janeiro (hora de fecho às 18:29) não foi realizada segundo qualquer tipo de padrões profissionaislegislativos e destina-se apenas a prestar um pequeno carácter informativo aos leitores deste blog. Nela, cada utilizador (IP) tinha direito a votar apenas por 1 vez.

2. Dado que na hora de postagem da sondagem coloquei os pré-candidatos Luis Botelho Ribeiro e José Pinto Coelho na mesma e como os mesmos não se confirmaram como candidatos com o decurso do tempo, decidi anular os votos colocados no seu espaço (6 em Pinto Coelho; 3 em Botelho Ribeiro) sendo portanto o total de votos da sondagem de 216 votos.

Quanto à Sondagem em si:

Cavaco Silva acabou por vencer a Sondagem realizada no blog com um total de 57 votos contra 51 de Manuel Alegre e 43 de Francisco Lopes. Caso este cenário fosse real, teríamos lugar a uma 2ª volta.

Resultado das votações:

Total de votos: 216 votos

1º Aníbal Cavaco Silva – PSDCDS-PP – 57 votos (26.38%)
2º Manuel Alegre – PSBE – 51 votos (23.61%)
3º Francisco Lopes – CDU – 43 votos (19,90%)
4º Fernando Nobre – independente – 23 votos (10.64%)
5º José Manuel Coelho – PND – 21 votos (9.72%)
6º Defensor Moura – independente – 5 votos (2.31%)

Votos em Branco: 9 votos (4.16%)
Abstenção: 5 votos (2.31%)

Como referi no ponto 1 das notas prévias, esta sondagem não foi realizada segundo os padrões profissionaislegislativos que regulam as mesmas, tendo sido efectuada segundo as escolhas de votos dos leitores do Entre o Nada e o Infinito.

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Manipulação de sondagens?

“A Marktest realizou de 14 a 16 de Janeiro uma sondagem para o Diário Económico e TSF para analisar as intenções de voto nas eleições presidenciais do próximo domingo. Os resultados desta sondagem, que dá a Cavaco Silva uma folgada vitória à primeira volta, têm sido amplamente divulgados durante o dia de hoje por toda a comunicação social e foram até objecto de debates e fóruns em estações de rádio e televisão.

Ora vejamos a ficha técnica da pretensa sondagem:

1. O universo é a população com mais de 18 anos e que habita em residências com telefone fixo;
2. A amostra é constituída por um total de 802 inquiridos e foi estratificada por 6 grandes regiões:
2.1. Grande Lisboa 156 inquiridos (19,5% do total);
2.2. Grande Porto 88 inquiridos (11,0% do total);
2.3. Litoral Norte 155 inquiridos (19,3% do total);
2.4. Interior Norte 181 inquiridos (22,6% do total);
2.5. Litoral Centro 129 inquiridos (16,1% do total);
2.6. Sul, mesmo incluindo a Península de Setúbal, 93 inquiridos (11,6% do total).

1. Do total dos inquiridos 802, responderam a este inquérito 22,6%, ou seja 181 inquiridos. Destes 35,6% responderam não sabe/não responde, isto é, só 116 responderam efectivamente a este inquérito e mesmo dentro destes ouve alguns indecisos que foram distribuídos proporcionalmente aos que declaram sentido de voto.

Vejamos agora qual é, de acordo com os últimos dados do INE, a distribuição da população portuguesa pelas 6 grandes regiões, em que este inquérito foi estratificado:

* Na Grande Lisboa, reside 20% da população, no Grande Porto 12,7%, no Litoral Norte 20,1%, no Interior Norte 11,9%, no Litoral Centro 15,7% e no Sul 19,6%.

Em conclusão: a Marktest tendo por base a resposta de 100 inquiridos, foi este o nº avançado na TSF pelo Sr. Luís Queirós director da Marktest, e uma amostra que atribui aos residentes do Interior Norte um peso correspondente a quase ¼ da população do país, quando efectivamente o seu peso é de pouco mais do que 1/10 e atribuindo aos residentes na região Sul um peso de pouco mais de 1/10, quando o seu peso é de quase 1/5, conseguiu chegar aos brilhantes resultados que esta sondagem apresenta.

Com um pouco mais de esforço e esta sondagem ignorava a vontade dos cerca de 2 milhões de portugueses que residem a sul do País e atribuía aos residentes no Interior Norte, sempre tão esquecidos, um peso determinante no direito de decidir o sentido de voto de todos os portugueses.

Aquilo a que hoje assistimos, pelas suas possíveis implicações no sentido de voto de muitos portugueses, é um verdadeiro caso de polícia, que deveria obrigar as entidades responsáveis pelo acompanhamento destas pretensas sondagens a pura e simplesmente investigar aquilo que sucedeu e actuar, por forma a impedir que este tipo descarado de manipulações possa continuar a ser feito. Como se já não bastasse o silenciamento e deturpação, vêm agora empresas de sondagens que são autênticos burlões, procurar confundir e condicionar o sentido de voto de milhares e milhares de portugueses.

José Lourenço – Economista”

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Esta não esperávamos

Sempre tive em conta Fernando Nobre por ser um exemplar cidadão e um humanitário de primeira classe que não existe nos nossos dias… O seu trabalho na AMI ao longo dos anos em que assumiu a estrutura é prodigioso, digno de reconhecimento da humanidade através de um Nobel da Paz.

No entanto, sempre achei despropositada a sua candidatura a Belém. Creio que os homens deverão exercer aquilo em que são bons profissionais. Nobre é um excelente médico e é um excelente agenteactor humanitário, não político.

Mesmo assim, ainda dei o benefício da dúvida a Fernando Nobre. Sempre pensei, que no meio desta “garraiada” pelo poder, Fernando Nobre fosse de longe o candidato mais sóbrio. Acabei por me enganar. Nobre entrou definitivamente no jogo e também ele começou a alimentar folclóres e quimeras, desiludindo aqueles que por falta de alternativa e por mérito das suas campanhas humanitárias eram à priori dispostos a votar em si para uma eventual mudança na Presidência da República.

Nos últimos dias, temos assistido a um Fernando Nobre que sempre que vem a público afirma coisas que só fazem alimentar a máquina de folclore que a Comunicação Social tem alimentado entre os candidatos presidenciais. Afirmar que vai vencer Cavaco Silva, que Manuel Alegre deve desistir da sua candidatura na 2ª volta porque acha que é o único candidato capaz de bater Cavaco Silva e afirmar que está a ser alvo de ameaças de morte pode ser sinal que a candidatura do médico está a entrar num desespero tal que a estratégia agora passa por disparar para todos os lados…

E isso, isso não é bom para a democracia. A alternativa a um Presidente da República que se recandidata não passa pela apresentação de afirmações estúpidas e descabidas entre candidatos mas sim pela apresentação de ideias que agradem ao povo e que sejam cumpridas caso surja a eleição.

Se tomarmos em conta que existem candidatos que prometem mundos e fundos ao povo Português, estamos perante um caso em que os próprios candidatos presidenciais não sabem os poderes, competências e atribuições do Presidente da República Portuguesa. Prometer Metro Mondego, redução da pobreza, redução das desigualdades sociais num país onde o Presidente da República não o pode fazer por via daquilo que lhe é adstrito pela lei máxima do país e que é competência do governo e da Assembleia da República, é passar um “cheque em branco” de honestidade intelectual aos Portugueses.

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Casa de Manuel Alegre em Águeda assaltada e vandalizada…

Revela o público aqui.

Engraçado! Ainda ontem à tarde passei perto do referido edifício e não vi nada que o indiciasse. Tal facto nem sequer é do conhecimento de alguns dos meus amigos.

Estavam à procura de quê os marotos? Dinheiro? Objectos valiosos? Documentos que pudessem servir contra o candidato? Erraram na porta. Alegre só vai duas vezes à sua casa de Águeda por ano!

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Cavaco Silva não!

Desculpem lá a parcialidade, mas Cavaco Silva re-eleito: NÃO!

Os Portugueses estão fartos de mentiras, de atitudes calculistas e do cinismo que representam as palavras de Cavaco Silva se as tivermos de comparar com todo o trajecto político que Cavaco Silva tomou desde que é Presidente da República de acordo com as atribuições e competências que a CRP lhe confere.

Os Portugueses estão fartos de um Presidente da República que não defende a Soberania Nacional do nosso país, perante o claro ataque económico, financeiro e político que nos está a ser feito pelas grandes potências europeias e pelas instituições europeias das quais somos Estado-Membro.

Os Portugueses tem que acabar dia 23 com o esquema da re-eleição de Cavaco Silva que é apenas um meio político para este dar um volteface na governação em Portugal, com vista a favorecer a súbida ao poder do líder do seu partido.

Não podemos continuar a entregar os destinos dos órgãos de soberania do nosso país a quem durante décadas defendeu o enriquecimento injusto da alta-finança, lucrou com a alta-finança, viu as suas campanhas políticas pagas pela alta-finança e deixou que a alta-finança levasse o país à bancarrota.

Por isso, dia 23, Cavaco Silva não!

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