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madeiradas

Dizem as sondagens que Alberto João Jardim foi re-eleito no cargo de presidente do Governo Regional da Madeira com cerca de 60% dos votos presentes em 57% da totalidade dos votantes.

Maioria absoluta. Maioria absoluta conquistada, segundo os relatos que vem surgindo do arquipélago, de uma forma algo dúbia. Esses relatos dão conta que viaturas da empresa de electricidade madeirense, andaram, em vários concelhos, a transportar eleitores para as mesas de voto. Decerto que esses eleitores não foram votar no CDSPP ou no qualquer partido que não ostente a cor laranja. Pressinto portanto, que para fazer valer a sua hegemonia e a validade das afirmações que tem vindo a proferir, Alberto João optou (não creio que seja a primeira vez que tal aconteça na ilha) pela utilização de esquemas duvidosos e que mais uma vez lesam os interesses dos contribuíntes portugueses.

O povo madeirense, caso seja venha a consumar a vitória, deu mais uma madeirada na porta.

Recolocou no poleiro, um político populista, demagogo, chantagista, e cujas habilidades de gestão orçamental já passaram os limites do duvidoso e do razoável para os cofres públicos. No continente só poderemos ter pena de um povo triste, que acha um piadão tremendo ao discurso de separatismo do seu representante político e que se contenta com túneis, vias rápidas, fogos de artíficios e carnavais em detrimento de escolas, hospitais, centros de saúde e segurança nas zonas habitacionais perante catástrofes.

Sempre ouvi dizer que “onde há fumo, há fogo”.

Se o delegado da CNE Madeira vem, num tom de pânico, afirmar que recebeu cerca de 3 dezenas de ilegalidades que colocam em dúvida o resultado destas eleições, acreditamos que essas 3 dezenas são só a ponta do iceberg de um dia onde valeu tudo.

Jardim defendeu-se que é normal que o transporte de pessoas por viaturas públicas aconteça. “Anormal é proibir” – disse. Julgo que anormal seria o transporte dessas mesmas pessoas e uma vitória de outro partido que não o PSD.

Jardim, voltará dentro de momentos às camaras e à euforia dos seus co-religionários de partido. Voltará a ser duro. Voltará a dizer que o povo madeirense não se deixa dominar pelos “toinos” lá do continente, aqueles que há 500 anos tentam sugar o povo madeirense. Voltará a colocar em questão a soberania nacional e a própria unidade nacional. Voltará a optar pelo discurso que metade dos madeirenses quer ouvir, ou seja, o discurso separatista.

Na ressaca de amanhã, o ministro das finanças irá chegar pela manhã com os memorandos e entendimentos e quiçá acompanhado de um Dinamarquês conhecido por ser o pai da “flexibilização laboral” e irá pedir contas a Jardim. Irá também perguntar como é que o presidente do governo regional tenciona fazer frente à dívida que tem contraído na sua gestão. E este decerto que voltará a depositar no seu discurso um tom imoral de ameaça que apenas será sanado quando o continente “lhe abrir novamente as pernas” às suas pretensões. Nesse cenário, o governo de Pedro Passos Coelho e o excelentíssimo Dr. Aníbal Cavaco Silva serão completamente derrotados em discurso e em políticas porque o continente não lhes irá perdoar um tratamentozinho vip às ilhas.

Aí é que a porca vai torcer o rabo.


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Madeirices

Lindo foi ver a peça do 1º dia de campanha na Madeira.

Ia Alberto João concentrado de inauguração (estratégica!) em inauguração (ainda mais estratégica; falamos de inaugurações de ruas que foram recentemente alcatroadas!) quando lhe aparece o sorridente José Manuel Coelho (aka Coelhinho) pela frente!

“Então, não dás um abraço ao Coelhinho que te vai tirar deputados. Vamos te tirar uns deputados!” – diz o Coelho enquanto o Alberto João, incomodado com a sua presença à frente das câmaras, o sacode como se fosse um mosquito.


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