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HWC 2013 – 2ª Jornada

Grupo A:

(os comentários dos brasileiros são demais)

Na re-edição das últimas finais do campeonato PAN-Americano (desta feita num Mundial), o Brasil venceu a Argentina na 2ª jornada deste grupo. De nada valeu portanto a vitória dos Argentinos contra Montenegro: tendo a Alemanha perdido com a Tunísia hoje e a França ganho a Montengro, uma vitória dos Argentinos seria o equivalente a dizer que podiam dar-se ao luxo de empatar com os Alemães para passar o grupo desde que vencessem pelo menos os tunisinos. Sendo assim, a França lidera e o 2º classificado será decidido no cruzamento de jogos existente entre Brasileiros, Alemães, Tunisinos e Argentino sendo que cabe à Alemanha (em teoria) a superioridade.

Do jogo: o ponta Fernando José Pacheco (EC Pinheiros – Liga Brasileira) marcou 8 golos em 11 remates e foi o grande jogador desta partida. De salientar um último aspecto: os Argentinos tem meia dúzia de jogadores a actuar na europa, sendo que 4 actuam na Liga Asobal e dois na Liga Francesa, enquanto os Brasileiros apenas tem um jogador a actuar no Naturhouse La Rioja (ASOBAL).

Surpresa do dia. A Tunísia bateu a Alemanha por 26-24 num jogo em que vi o final em directo. Uma característica Alemanha, incapaz de segurar os ímpetos de primeira linha dos Tunisinos e com muitas dificuldades em praticar o seu característico rápido jogo de contra-ataque. Mais uma vez ficou vincada a agressividade defensiva desta equipa do Magreb que ontem já tinha ameaçado uma surpresa contra a França.

a França bateu Montenegro por 32-20 sem espinhas com 10 golos a serem alcançados em contra-ataque. Os campeões olímpicos em título lideram o grupo.

Grupo B:

 

Dinamarca russia

Diz tudo sobre o bom jogo realizado pelas duas equipas que irão decerto passar este grupo.

Nos outros jogos, a Islândia cilindrou o Chile por 38-23 e a Macedónia venceu o Qatar por 34-30.

Amanhã joga-se a 2ª jornada dos grupos C e D:

O Grupo C arranca às 14:45 com um interessante Eslovénia vs Coreia do Sul, prossegue às 17 horas com aquele que será o jogo do dia (Bielorussia vs Sérvia) e termina às 18:45 com um Polónia vs Arábia Saudita.

O Grupo D arranca às 15:45 com um Argélia vs Croácia (mais um passeio para os croatas), prossegue às 18 com um Espanha vs Egipto (jogo cauteloso para os espanhóis) e termina às 20 e 15 com um Austrália vs Hungria.

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Irão confronta a realidade

Por Javier Solana, Ex-Alto Representante dos Negócios Estrangeiros da UE e ex-secretário-geral da NATO

“Quem é que nunca viu aquela espécie de miragem, que parece água na estrada, num dia quente de Verão? Ou uma imagem tridimensional que na verdade era uma figura numa superfície plana? A natureza da ilusão leva-nos a confundir o que percebemos com a realidade.

Isso é verdade caso a ilusão seja cognitiva ou política. Dependendo de como um determinado evento se desenvolve, pode levar-nos a formular interpretações erróneas sobre o que está realmente a acontecer.

Tais percepções são muitas vezes mediadas por ideias e experiências anteriores. E, tal como Robert Jervis argumentou em Perception and Misperception in International Politics, publicado durante a Guerra Fria, as ilusões que criamos têm uma enorme influência na tomada de decisões – tornando-se até mesmo numa causa fundamental de conflito.

Até certo ponto, isto foi o que aconteceu com a análise da recente 16.ª Cimeira do Movimento dos Países Não-Alinhados (MNA), realizada no final de Agosto em Teerão – a primeira vez que o Irão organizou o encontro. A cimeira realizou-se num contexto de pouco progresso nas negociações com o Irão, em relação ao seu programa nuclear, e com a crescente pressão de Israel para a comunidade internacional estabelecer um “gatilho” – uma linha que a República Islâmica não deva transpor.

Além disso, as tensões regionais aumentaram a percepção da importância da cimeira do MNA e do seu anfitrião. No Médio Oriente, apenas o Irão e Hezbollah apoiam o regime do presidente sírio, Bashar al-Assad, numa guerra civil que está a chegar a uma situação de não retorno e a desestabilizar o Líbano e a Jordânia.

O MNA desempenhou um papel importante durante a Guerra Fria. A sua visão foi moldada pelas recentes lutas pela independência, de muitos dos seus países membros, e a sua agenda promoveu a soberania nacional, a não-interferência, um reequilíbrio nas relações Norte-Sul e o apoio aos movimentos de libertação nacional.

Mas a realidade que uniu o MNA no passado mudou. As estruturas do governo bipolar da Guerra Fria e o período seguinte de unilateralismo norte-americano – no qual os Estados não-alinhados tentaram agir como um contrapeso – deram lugar a um mundo multipolar muito mais complexo e interdependente. Enquanto os Estados Unidos e a Europa ainda lutam para superarem uma grave crise económica, muitos membros do MNA, nomeadamente a Índia, Chile e Singapura, mantiveram um forte crescimento proporcional e fazem parte das novas estruturas de governação mundial, como o G-20.

Da mesma forma, muitos dos problemas que hoje enfrentamos – a alteração climática, a crise financeira, os desafios do desenvolvimento, o terrorismo ou a proliferação nuclear – reflectem a crescente interdependência mundial. Administrá-los de forma eficaz obriga-nos a repensar o conceito de soberania.

Estas mudanças transformaram não só as estruturas tradicionais de poder, mas também o leitmotiv do MNA e o destino dos seus membros. A globalização tem impulsionado, de uma forma cada vez mais ampla, as disparidades entre os seus membros – basta comparar a Colômbia com o Afeganistão ou o Chile com o Sudão – que têm dificuldade em transformar os números absolutos em influência coerente.

O impacto da cimeira de Teerão, e a quem possa ter beneficiado, não está totalmente claro. O Irão certamente considerou o encontro como uma oportunidade de propaganda, prometendo uma vasta cobertura dos media, numa altura em que estava no centro de um furacão diplomático. Mas a incapacidade dos participantes chegarem a uma posição comum, em relação ao programa nuclear do país anfitrião ou à violência na Síria – duas das questões fundamentais que confrontaram a cimeira –, obviamente prejudicou o esforço do Irão para demonstrar que, apesar de enfrentar severas sanções económicas e diplomáticas, permanece um interveniente internacional eficaz.

De facto, o secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, criticou o Irão por não assegurar ao mundo que não está à procura de armas nucleares, na altura em que a Agência Internacional de Energia Atómica publicou um novo relatório, a sugerir que está. E, num discurso de grande intensidade, Mohamed Morsi, o primeiro presidente egípcio a visitar o Irão desde o nascimento da República Islâmica em 1979, rejeitou firmemente o regime sírio, tal como fez numa intervenção posterior na Liga Árabe. Além disso, Morsi recomendou ao Irão a juntar-se ao Egipto, à Turquia e à Arábia Saudita – todos os países de maioria sunita – para pressionar o processo da transição política na Síria (um papel que a oposição síria rejeitou, antes mesmo de o Irão poder dizer não).

Por outras palavras, a realidade traiu a percepção que o Irão procurou criar ao organizar a cimeira MNA. Em vez disso, o discurso de Morsi proporcionou o momento mais memorável da cimeira. E a busca nuclear do Irão continua a ser uma realidade que não deve ser ignorada durante os próximos três anos chave, quando a República Islâmica comandar o MNA, ao mesmo tempo que continua a ser um dos problemas mais graves da agenda internacional.”

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De Londres #4

1. Futebol Masculino:

Marrocos 2-2 Honduras – O golaço de Labyad contra as Honduras num jogo muito atípido entre selecções que não são candidatas a nada.

O recente reforço do Sporting é craque!

Espanha vs Japão

O Japão causou a primeira surpresa deste torneio masculino de futebol ao bater a favorita Espanha por 1-0. Mesmo apesar de ter 3 campeões europeus nos seus 18 (Jordi Alba, Juan Mata e Javi Martinez) os Espanhóis foram uma sombra daquilo que poderiam render e caíram perante uma equipa Japonesa, que, apesar de ser muito inexperiente nestas andanças (Se bem que alguns jogadores já actuam na Europa) poderia ter saído com uma goleada.

Yuki Otsu marcou o único golo de uma partida que ficou marcada pela expulsão directa (quase a fechar a primeira parte) do central da Real Sociedad Iñaki Martinez aos 41″ e pelas inúmeras perdidas dos japoneses na cara de David De Gea na 2ª parte. Os Japoneses, com uma tremenda pressão alta logo na saída do portador da bola (a filosofia de jogo espanhola está formatada para que sejam os centrais a iniciar a construção de jogo) não só não deixou jogar a Espanha durante toda a partida como fez com que os Japoneses espalhassem o terror na defesa espanhola com incríveis roubos de bola em sitios perigosos.

3. Estou estupefacto com o poderio que algumas selecções trazem:

3.1 Nem é preciso falar do potencial que o Brasil trouxe – Hulk, Danilo, Pato, Ganso, Neymar, Oscar, Thiago Silva, Marcelo, entre outros – Mano Menezes veio a Londres conquistar o ouro e preparar a sua selecção para o Mundial de 2014 com competição ao mais alto nível.

A selecção brasileira derrotou o Egipto por 3-2 na primeira jornada. Apesar de ter esmagado na primeira meia-hora (3 golos) os egipcios quase provocavam uma surpresa na 2ª parte.

O Uruguai, apesar de ter suado muito para bater os Emirados Árabes Unidos, é candidato às medalhas. Suarez, Cavani e Lodeiro são um trio de ouro para a selecção campeã sul-americana.

A equipa comandada pelo seleccionador A Oscar Tabarez ainda sofreu para vencer a equipa asiática, que, apresentando um futebol vistoso, chegou ao intervalo a vencer por 1-0.

Ryan Giggs cumpre o sonho em Manchester!

Aos 39 anos, o Galês cumpre o sonho de participar numa prova ao mais alto nível. Prémio de carreira para quem nunca pode participar numa grande competição internacional derivado do facto da selecção galesa nunca ter tido potencial para se qualificar para um campeonato da europa ou campeonato do mundo. Giggs torna-se o mais velho jogador a actuar numa fase final olímpica do torneio masculino de futebol.

A Inglaterra de Stuart Pearce cumpriu o primeiro jogo da fase-de-grupos em Old-Trafford perante um público em delírio. Na estreia contra o Senegal, a turma africana (na minha opinião) jogou melhor e mereceu o empate. A Grã-Bretanha mostrou algumas fragilidades defensivas e mostrou que ao nível de soluções está muito longe de outras selecções concorrentes como o Brasil e Uruguai.

Futebol Feminino:

1. França 2-4 Estados Unidos – Os Estados Unidos de Hope Solo (guarda-redes na moda no futebol feminino) venceram com dificuldade a França, selecção que se apresenta candidata às medalhas. Apesar de terem entrado a perder por 0-2 na primeira parte, as americanas fizeram uma excelente 2ª parte e deram a volta ao marcador.

2. O “escândalo diplomático” a abrir os Jogos com a selecção Norte-Coreana. A troca de bandeiras (as jogadoras norte-coreanas eram apresentadas nos monitores do estádio com a bandeira sul-coreana) motivou o atraso de hora e meia no jogo e algumas queixas indignadas por parte da delegação norte-americana. Um incidente a não repetir…

3. Brasil massacra Camarões. Marta (eleita por 5 vezes a melhor jogadora do universo futebolistico feminino) bisou e deu espectáculo. Christiane, a ponta-de-lança da selecção brasileira, tornou-se a melhor marcadora de sempre das olimpiadas com os 2 golos que apontou na partida. O Brasil afirma-se como candidato às medalhas no futebol feminino.

Tiro com Arco:

Lee Chang Hwan é um dos homens de quem se tem falado muito nos últimos dias. Isto porque o atirador sul-coreano bateu o record olímpico de pontos no tiro com arco logo nas qualificatórias para o torneio e tem a particularidade de ser “amblíope”, ou seja, de ter uma considerável percentagem do seu sentido visual afectado. Hwan afirma que se guia pelas cores dos alvos e pelo “sentir” no acto do disparo da flecha. 

Volei de Praia:

As fantásticas instalações da modalidade em Londres, bem no centro da cidade.

Andebol Feminino:

Dois excelentes jogos que vi hoje.

A Rússia bateu com muitas dificuldades a selecção de angola, tendo as angolanas contado com um espírito de luta fantástico e com o apoio dos Britânicos nas bancadas.

Suécia vs Dinamarca – Duas candidatas às medalhas deram espectáculo.

Portugueses:

1. Na Natação, 3 participações terminaram com a eliminação e sem novos recordes nacionais. Diogo Carvalho foi 26º nos 400 estilos. Sara Oliveira nos 100 mariposa e Carlos Almeida, ficou a poucos décimos do recorde nacional, tendo sido 3º na sua série nos 100 bruços. No entanto, a competição tem sido pautada por excelentes prestações globais.

2. Lei Huang Mendes foi eliminada no torneio individual de ténis de mesa. A luso-chinesa foi eliminada por uma atleta Tailandesa, menos cotada no ranking. A Portuguesa acusou o nervosismo de ser a primeira lusa a participar na prova na história dos Jogos Olímpicos. Venceu os dois primeiros parciais por 11-4 e 11-3, pensando-se na altura que iria conquistar uma vitória tranquila. O nervosismo da atleta veio ao de cima no 3º parcial, acabando por vencer o 4º e perder na negra contra Komwong. Falta de experiência internacional.

3. João Costa foi 7º nas finais do tiro de pistola de ar comprimido a 10 metros. Uma razoável prestação de quem já foi campeão do mundo na modalidade.

Doping:

Como não poderia deixar de ser, o primeiro controlo positivo já apareceu nos Jogos. No Halterofilismo, o Albanês Hysen Rulaku acusou uma substância dopante e foi convidado a abandonar a aldeia olímpica.

 

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A primavera árabe das nações?

Por Shlomo Avineri,  Professor de Ciência Política, ex-director-geral do Ministério dos Negócios Estrangeiros israelita

“Duas coisas sobressaem no Médio Oriente desde que começou a Primavera Árabe – uma que aconteceu, e outra que não aconteceu. O que aconteceu foi que pela primeira vez na história árabe moderna, regimes e governantes autoritários foram derrubados, ou seriamente desafiados, por manifestações populares e não – como no passado – através de golpes militares.

Mas o que não aconteceu poderá ser tão importante como o que aconteceu. Enquanto os ditadores associados a juntas militares foram desafiados de um dia para outro, a Primavera Árabe nunca chegou às monarquias conservadoras da região. Os governantes dinásticos de Marrocos, da Jordânia, da Arábia Saudita e dos estados do Golfo (com excepção do Bahrein) permanecem mais ou menos firmes no seu posto, embora o regime da Arábia Saudita, pelo menos, seja em muitos aspectos muito mais opressor do que foram os regimes egípcio e tunisino.

Claro que o dinheiro do petróleo ajuda a sustentar a autocracia, mas este factor está ausente em Marrocos e na Jordânia. Parece que estas monarquias gozam de uma forma de autoridade tradicional que os governantes nacionalistas seculares da região nunca tiveram. Ser descendentes do Profeta, como em Marrocos ou na Jordânia, ou possuir a custódia dos lugares santos de Meca e Medina, como na Arábia Saudita, confere uma legitimação aos governantes dos países que está directamente ligada ao Islão.

O único regime monárquico seriamente desafiado durante a Primavera Árabe foi a família governante sunita, no Bahrein de maioria xiita, tendo supostamente esta divisão sectária sido o ingrediente crucial da revolta, que acabou por ser brutalmente suprimida com a ajuda militar saudita.

No entanto, por todo o sucesso personificado pelos protestos na praça Tahrir do Cairo, derrubar uma ditadura é uma coisa – um drama que dura algumas semanas – enquanto a transição para uma democracia consolidada é outra. Aqui, é necessário um processo moroso e o seu sucesso – exemplificado nas transições pós-comunistas da Europa do Leste – depende de condições prévias importantes.

Onde existem estas condições – por exemplo, uma sociedade civil vibrante e autónoma, como na Polónia, ou uma forte tradição pré-autoritária de pluralismo, representação e tolerância, como na República Checa – a transição é relativamente suave. Quando essas condições faltam ou são fracas, como na Rússia ou na Ucrânia, o resultado é muito mais problemático.

Duma maneira simples, não podemos assumir um panorama cor-de-rosa para países como o Egipto, baseando-nos em imagens entusiasmantes na CNN ou na Al-Jazeera, ou no facto de que multidões de homens e mulheres jovens, com bons níveis de educação e que falam inglês estão ligados pelo Facebook e pelo Twitter. A grande maioria dos egípcios não estava na praça Tahrir, e muitos deles não têm acesso não apenas às redes sociais, mas também a electricidade e a água potável. A democracia e a liberdade de expressão não estão no topo da sua agenda.

A maioria silenciosa do Egipto também se identifica com a autenticidade representada por vários grupos islâmicos, enquanto os princípios de democracia e direitos civis lhes parecem abstracções ocidentais importadas. Portanto, a vitória esmagadora da Irmandade Muçulmana e do Partido Al-Nour no Egipto – bem como a da Ennahda na Tunísia – não deveria surpreender. Um cenário similar poderia acontecer na Síria, se e quando o Presidente Bashar al-Assad cair do poder, enquanto tanto a Líbia pós- Khadafi e o Iémen pós-Saleh mostram as dificuldades que estes países enfrentam na construção de um regime democrático coerente.

Olhando realisticamente para as perspectivas do Egipto, não podemos excluir a possibilidade de as duas mais importantes forças do país – os militares e a Irmandade Muçulmana – encontrarem um modo de partilhar o poder. A visão de democracia da Irmandade é puramente maioritária e não liberal: ganhar uma eleição, de acordo com os seus representantes, permitirá ao vencedor governar de acordo com a sua visão. Os direitos das minorias, o controlo institucional do poder governamental, ou os direitos humanos – os aspectos liberais da democracia – estão completamente ausentes.

Outra dimensão, mais fundamental, das mudanças actuais e futuras na região pode vir também a surgir. Muitas fronteiras internacionais no Médio Oriente e na África do Norte foram desenhadas por potências imperiais – Reino Unido, França e Itália – depois da I Guerra Mundial e da desagregação do Império Otomano (o Acordo Sykes-Picot), ou ainda mais cedo, no caso da Líbia e do Sudão. Mas em caso algum estas fronteiras correspondiam à vontade popular local, ou a fronteiras étnicas ou históricas.Por outras palavras, nenhum destes países, excepto o Egipto, fora alguma vez uma entidade política contínua. Até recentemente, os seus governantes partilhavam um interesse comum em manter bem fechada esta Caixa de Pandora das fronteiras.

Isso mudou, e vemos as fronteiras imperialmente impostas da região a ser questionadas. No Iraque, a emergência de uma região autónoma Curda de facto no norte do país pôs um fim ao estado centralizado de Saddam Hussein, controlado pelos árabes. Com a independência do Sudão do Sul, o resto do Sudão, dominado por árabes, poderá enfrentar mais divisões, sendo o Darfur o próximo a sair.

Na Líbia, o governo de transição está a enfrentar o enorme desafio de criar uma estrutura política coerente que possa unir duas províncias muito diferentes, a Cirenaica e a Tripolitânia, que apenas eram mantidas juntas pela brutalidade do regime de Khadafi. Em Bengazi, já há apelos à autonomia, se não mesmo à independência.

De modo similar, a unidade do Iémen está longe de ser assegurada. As divisões entre o sul e o norte, que já foram dois países diferentes – com histórias completamente diferentes – até à ditadura de Saleh, estão a emergir novamente.

Numa Síria pós-Assad, as fracturas étnicas e religiosas entre sunitas, alauítas, drusos, cristãos e curdos poderão também ameaçar a unidade do país. No seu estilo brutal, Assad pode ter razão quando diz que apenas o seu punho de ferro mantém o país unido. E os desenvolvimentos na Síria terão sem dúvida impacto no vizinho Líbano.

O fim das autocracias comunistas na União Soviética, na Jugoslávia e mesmo na Checoslováquia implicou uma dramática onda de criação de estados. Do mesmo modo, não nos deveríamos surpreender se a democratização do mundo árabe, por muito difícil que seja, arrastar consigo uma redefinição de fronteiras. Resta saber se esse será um processo violento ou pacífico.”

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futeboladas

(clicar nos links para abrir o player com os resumos)

http://videa.hu/flvplayer.swf?v=CqMaFO7zFyQvzARA

Não há cá Messis nem lasers nem ervados: estamos no Euro!

Fizemos uma excelente exibição, com um Ronaldo de gala (um dos melhores jogos que vi do Ronaldo na selecção) com um meio-campo onde M0utinho, Veloso e Meireles fizeram tudo aquilo que se lhes exigia – destruir e construir – e com alguma segurança na defesa onde Pepe e Bruno Alves apenas falharam no lance do 2º golo dos Bósnios (em fora-de-jogo) e onde Fábio Coentrão fez uma exibição de alto nível.

Dzeko foi seco durante os 180 minutos. Pjanic também não apareceu.

A Bósnia marca dois golos porque Wolfgang Stark e o seu auxiliar assim o quiseram. Gostava de ver a reacção, se, a Bósnia empata a 3 bolas e consegue passar esta eliminatória.

Foi uma fase de qualificação muito difícil. Como todos nós nos lembramos, começou com Carlos Queiroz fora do banco de suplentes e posteriormente despedido e com a contratação de Paulo envolta no meio da polémica gerada pela tentativa de contratação temporária de José Mourinho.

Pelo meio, vários atletas abandonaram a selecção – Tiago, Simão, Paulo Ferreira, Ricardo Carvalho e Bosingwa (se bem que os últimos dois, por situações diferentes que as dos 3 primeiros). Felizmente, Paulo Bento conseguiu levar o barco a bom porto. Fica apenas a nódoa de ter que sofrer até à última para se garantir o apuramento, mas, hoje pouco interessa como nos apurámos. Interessa que nos apurámos para a Polónia e Ucrânia e em Junho estaremos lá para discutir o caneco.

Nos outros jogos do playoff para o europeu:

1. Depois do sensacional 4-0 em Tallinn na sexta-feira, a República da Irlanda, comandada por Trapattoni apurou-se para o Europeu com um empate em Dublin a 1 bola contra a Selecção da Estónia.

Ward abriu o marcador para os Irlandeses aos 32, Vassiliev empatou para os Estonianos aos 57″. No final do jogo, o capitão Irlandês Robbie Keane festejava mais um apuramento com estas palavras: “It’s a great night for everyone, for the players and the fans – a night that we’ll never forget. The team spirit has got us through this campaign, and full credit to everyone in this group. This is what football is all about, moments like this.”

2. A Croácia apurou-se, empatando em Zagreb a 0 com a Turquia. Valeu o brilhante 3-0 alcançado em Instambul na passada sexta-feira.

3. Jiracek confirmou em Podgorica a passagem da República Checa à fase final do Europeu. Os checos já haviam vencido por 2-0 em Praga.

Montenegro, Estónia e Bósnia não mereciam ficar novamente de fora do Europeu depois das fases excepcionais de qualificação que fizeram. No entanto, na próxima etapa do futebol europeu serão selecções a ter em conta para o apuramento para o Mundial de 2014 no Brasil.

Amigáveis:

Brasil vence para Mano ver.
Pelo que vi, grande exibição de Hulk coroada com uma assistência para o primeiro golo de Jonas, jogador em destaque. Mano Menezes pode ter encontrado aquele ponta-de-lança que tanto deseja para a canarinha. Jonas está a fazer uma excelente época no Valência e agarrou a oportunidade que o seu seleccionador lhe deu.
Bruno César, Alex Sandro e Hulk foram titulares. Elias entrou para o lugar de Bruno César na 2ª parte.

http://www.dailymotion.com/embed/video/xmcpeo

A Roménia ganhou à Grécia por 3-1

A Mannschaft voltou a afinar a sua poderosa máquina, tendo levado de vencida a selecção Holandesa em Hamburgo por 3-0. Thomas Muller, Miroslav Klose (63º golo pela Mannschaft no regresso à mesma; um daqueles golos à Klose) e Mezut Ozil deram um baile categórico de potência à “invencível” Holanda, que não perdeu durante toda a fase de qualificação para o Euro´12.

O Uruguai venceu a Itália por 1-0 com golo de Sebastian Fernandez. Continua a grande forma da selecção Uruguaia, que voltou a contar desta vez com os portistas Álvaro Pereira e Cristian Rodriguez e com o benfiquista Maxi Pereira. Duarte Gomes foi o árbitro da partida e expulsou Álvaro Pereira.

Em outros amigáveis:
– A Inglaterra venceu a Suécia em Wembley por 1-0 com um golo que alguns atribuem a Gareth Barry mas que outros apontam como auto-golo do central Majstorovic.
– Casillas cumpriu a 127ª internacionalização pela Espanha e tornou-se o jogador mais internacional pela Roja. No entanto, o keeper não evitou o empate contra a modesta Costa Rica por 2-2, tendo os campeões do mundo recuperado de uma desvantagem de 2-0. O avançado do Arsenal Joel Campbell foi um dos autores dos golos costa-riquenhos. David Silva e David Villa equilibraram o marcados nos últimos minutos.
– França e Bélgica empataram a 0 bolas.
– As Honduras bateram a Sérvia por 2-0. A Ucrânia bateu a Áustria por 2-1. A Dinamarca bateu a Finlândia por 2-1. A Polónia bateu a Húngria por 2-1.
– Os Estados Unidos bateram a Eslovénia por 3-2 com golos de Matavs para a Eslovénia (2) e Buddle, Dempsey e Jozy Altidore para os Norte-Americanos.

Apuramento para o Campeonato do Mundo 2012 – Zona Sul-Americana

http://video.rutube.ru/85e4242deee822d0224f89f92f8e9002

A Argentina foi vencer à Colômbia por 2-1 – a Colômbia esteve a vencer por 1-0 mas Messi haveria de voltar a ser decisivo e igualar a partida aos 61 e Kun Aguero, haveria de entrar para selar a vitoria argentina numa emenda após remate de Higuaín e… assistência de Lionel Messi!

O Equador também sorriu e venceu o Peru por 2-0 em casa. A esta hora joga-se o Chile vs Paraguai. Para mais logo está reservado o jogo entre a Venezuela e a Bolívia.

Neste momento, esta poule está ordenada com o Uruguai e a Argentina na liderança com 7 pontos (o Uruguai tem 3 jogos enquanto a Argentina já efectuou 4) o Equador tem 6 pontos (3 jogos) e a Colômbia fecha provisoriamente os lugares apuráveis com 4 pontos em 3 partidas. No entanto, a selecção colombiana pode ser ultrapassada por Paraguai, Venezuela ou Chile esta madrugada.

Apuramento Mundial – Zona Asiática

5ª jornada da primeira fase de grupos

Grupo A – A China venceu fora Singapura por 4-0 enquanto o Iraque foi vencer à Jordânia por 3-1. Iraque e Jordânia já estão apurados.

Grupo B – O Líbano surpreendeu a Coreia do Sul por 2-1 e cimentou uma possível qualificação para a fase final da qualificação. O Kuwait aproveitou o deslize sul-coreano vencendo em casa os Emirados Árabes Unidos por 2-1. A Coreia do Sul e o Líbano lideram com 10 pontos contra os 8 do Kuwait e os zero dos EAU. A 29 de Fevereiro, a Coreia do Sul recebe o Kuwait em casa enquanto o Líbano vai aos Emirados.

Grupo C – O Japão, já apurados, perdeu na Coreia do Norte por 1-0. O Uzbequistão, também já apurado bateu o Tadjiquistão por 4-0 em casa.

Grupo D – Já apurada, a Austrália venceu a Tailândia fora por 1-0. Arábia Saudita e Omã empataram a 0 bolas. A Austrália lidera com 12 pontos contra os 6 da Arábia Saudita, 5 de Omã e os 4 da Tailândia. Na próxima jornada a 29 de Fevereiro a Austrália recebe a Arábia Saudita enquanto Omã recebe a Tailândia.

Grupo E – O Irão de Carlos Queiroz garantiu a qualificação para a próxima fase, goleando na Indonésia por 4-1. O Qatar também garantiu a qualificação com um empate em casa contra o Bahrein.

Mundial 2014 – Zona Africana

Disputaram-se os jogos da 1ª eliminatória.
São Tomé e Principe e Guiné-Bissau foram eliminados do Mundial – São Tomé caiu aos pés do congo com um agregado de 6-1 (5-0 no congo na primeira mão\1-1 em São Tomé); já a Guiné-Bissau caiu contra o Togo fora por 1-0 com um empate registado a 1 bola na primeira mão.
Moçambique eliminou as Ilhas Comores depois de ter vencido por 4-1 hoje em Maputo e de ter empatado na primeira mão 1-1.
As selecções mais cotadas que entraram nesta fase apuraram-se com facilidade. O Quénia deu um total de 7-0 às Seychelles, a Guiné-Equatorial venceu Madagáscar por 3-2 e a República Democrática do Congo eliminou a Suazilândia com um total de 8-2 nas duas mãos.

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Tinha dito

A 3 de Agosto , neste mesmo blog, no post que pode ser visto aqui, disse acerca da primeira sessão do julgamento do antigo ditador Egípcio Hosni Mubarak: “É um sério aviso para Mohammar Khadafy e para Bashar Al-Assad da Síria.

Ao verem as imagens deste julgamento, ficaram com a noção que se não defenderem a sua posição, terão o mesmo fim trágico do ditador egípcio. Claro que este sentimento irá dar mais força aos dois regimes para conseguirem dominar o seu território, se bem que no caso Líbio, a NATO já está no terreno.”

Enganei-me por pouco nos factos.

Mubarak continua vivo e continua a ser julgado no Cairo. Já Khadafi caiu num ataque de guerrilha.

Confirma-se o ditado: Quem pelos ferros mata, pelos ferros morre.

Al-Assad será o próximo.

 

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O julgamento de Hosni Mubarak

Hosni Mubarak e os seus dois filhos começaram a ser julgados hoje no Cairo por crimes de corrupção e de ordem de assassinato de 800 pessoas nos confrontos da Praça Tahrir no passado mês de Fevereiro.

Como se pode ver pelas imagens deste vídeo, o julgamento do antigo ditador egípcio foi preparado na mais alta escala de segurança. Caça bombardeiros do exército egípcio sobrevoavam os céus do Cairo, Mubarak chegou de maca numa ambulância e permaneceu todo o julgamento deitado na maca, com os seus dois filhos ao lado, todos dentro de uma enorme jaula de ferro.

Nas alegações iniciais promovidas pelo tribunal, o antigo ditador refutou todas as acusações que pendem sobre si. Se as acusações forem provadas pela justiça, o ditador e os seus filhos poderão ser condenados à morte.

Dado estranho para o mundo ocidental, foi a transmissão em directo por parte da televisão egípcia desta primeira sessão do julgamento.

Na capital Egípcia, a Praça Tahrir encheu-se de gente e o exército foi novamente obrigado a intervir. Durante o dia, registaram-se várias escaramuças na capital entre os apoiantes do ditador e os revoltosos da revolução. Uma das quais, fora do edíficio onde se realizava o julgamento como se pode ver no video em baixo, entre os opositores de Mubarak e a polícia.

É um sério aviso para Mohammar Khadafy e para Bashar Al-Assad da Síria.

Ao verem as imagens deste julgamento, ficaram com a noção que se não defenderem a sua posição, terão o mesmo fim trágico do ditador egípcio. Claro que este sentimento irá dar mais força aos dois regimes para conseguirem dominar o seu território, se bem que no caso Líbio, a NATO já está no terreno.

Como sabem, não defendo qualquer intervenção da NATO. Muito menos intervenções que não respeitam os trâmites decididos pelo Conselho de Segurança da ONU. Por outro lado, pelo fim da violência, pela democracia e pela liberdade nos países árabes espero que os conflitosmassacres acabem o mais rapidamente possível. Que o povo Líbio e o povo Sírio não precise de ajuda de terceiros para sacudir opressores.


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Tensão no Bahrein

É a imagem do dia.

Mil soldados Sauditas e 500 polícias dos Emirados Árabes Unidos entram em território do Bahrein para zelar pela segurança do pequeno estado, que vive há meses em tensões políticas que podem culminar numa revolução e na deposição do rei do Bahrein.

A questão destas tensões no Bahrein divergem daquelas que derrubaram regimes no Egipto e na Tunísia e que actualmente traçam um cenário de guerra civil na Líbia.

A monarquia do Bahrein é uma monarquia muçulmana sunita de cariz autocrático. Cabe ao rei nomear governo, por exemplo…

A oposição, essencialmente muçulmana xiita, reclama uma monarquia constitucional, onde o povo possa ser passivo de eleger e ser eleito e reclama que no pequeno Estado, a família real deixe de discriminar os cidadãos da ala xiita.

Movido pela necessidade de controlo sobre os sucessivos protestos da ala xiita, o rei do Bahrein pediu a vários países da região que o auxiliassem no controlo dos protestos. Assim, agentes militantes e policiais de 5 países vizinhos (Árabia Saudita, Omã, EAU, Kuwait e Qatar) estão sucessivamente a entrar em território do Bahrein com objectivos de restabelecer a segurança no estado.

Recorde-se que o rei Hamad Ben Issa Al-Khalifa já declarou o Estado de Emergência para os próximos 3 meses.

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As revoluções desgastam e de que maneira…

O antigo ditador Tunisino Zine al-Abidine Ben Ali está (segundo as agências noticiosas francesas) em coma há dois dias num Hospital na Arábia Saudita devido a um acidente vascular cerebral.


No Egipto, Hosni Mubarak descansa na sua casa na estância turística de Sharm El-Sheik depois de ter abanadonado o poder no passado sábado.

Fontes próximas ao antigo ditador Egípcio garantem que está bem e que tem passado dias bastante calmos.

Por seu lado, a Comunicação Social de todo o mundo já especula sobre o estado de saúde do estadista. Aqui e aqui, vários relatos confirmam que o antigo ditador está deprimido, pode sofrer de cancro ou de um problema relacionado com a vesícula biliar.

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Mubarak quer ficar até Setembro

Ao 17º dia seguido de manifestação no Cairo, o povo esperava com ansiedade o discurso de Hosni Mubarak. A Comunicação Social internacional destacava relatos em que o povo Egípcio presente na Praça Tahrir já festejava a demissão de Mubarak.

O discurso acabou por ser diferente daquilo que o povo pensava. Mubarak voltou a afirmar que não se demite até às novas eleições de Setembro. Por detrás das suas razões, os argumentos de sempre: assegurar a estabilidade do país com vista à transição para a democracia.

Depois do seu discurso, o Cairo voltou a estar a “ferro e fogo”. Com este cenário, temem-se mais confrontos. Teme-se a guerra civil.

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Onda de violência no Cairo

São cada vez mais incríveis as imagens que nos chegam do Cairo.

Aqui, em Tahrir Square, o ambiente de guerra civil mais se assemelha a uma batalha campal digna dos conflitos populares da Idade Média.

Mubarak tem 1 dia para abandonar o poder. Amanhã é o “deadline” para o ditador. Caso Mubarak não abandone o poder, tudo o que tem acontecido na capital do Egipto até hoje pode ter sido uma brincadeira de meninos.

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As opções de Mubarak

Perante o caos social que tem marcado a vida no Cairo na última semana, creio que Mubarak só pode optar por um de dois caminhos: ou sai do poder a bem ou sai do poder a mal. Agora. Para que não se derrame mais sangue e para evitar uma guerra civil que poderá dizimar milhares de pessoas.

Deixar que o ditador permaneça no poder até Setembro com o pressuposto de “estar a trabalhar para uma transição para um regime democrático” é dar-lhe um voto de confiança para que se mantenha no poder e como tal, alimentar um foco constante de instabilidade política e social na região. O que não é benéfico para os Estados Unidos da América e para os países europeus que são parceiros comerciais do Estado Egípcio.

Manter Mubarak no poder também pode ser uma oportunidade para que o fundamentalismo Islâmico cresça e transforme as posições externas de um país que ao longo das décadas sempre manteve uma postura neutra perante os conflitos entre o mundo ocidental e o mundo árabe (excepto nas questões regionais que teve com Israel) e que sempre desempenhou um papel de mediação nas tensões políticas que aconteceram ao longo dos anos na região.


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Mundo árabe a ferro e fogo

(New York Times)


(Daily Telegraph)

Mubarak ordenou a ida do exército para as ruas para se fazer respeitar o recolher obrigatório decretado pelo governo a partir das 19 horas.

O povo Egípcio continua a desafiar o seu líder e não recolhe às suas casas. Pode estar para breve o golpe de Estado do histórico líder que está no poder há 3 décadas.

Até agora, os confrontos no Egipto já tiveram 20 vítimas.

O assunto já chegou a Washington. Há poucas horas atrás, Hilary Clinton pediu calma ao povo Egípcio.


Na Jordânia, o povo saiu à rua pedindo ao Rei Abdullah II que demita o Primeiro-Ministro Samir Rifai pela enorme inflacção que fez subir o preço dos produtos básicos e combustíveis.

Aproveitando a ocasião, também pediram ao rei a possibilidade de eleger governo, o que não acontece no país visto que o Governo é nomeado pelo Rei.


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As revoluções das redes sociais

Na Tunísia, a revolta popular conseguiu depor Ben Ali. Agora, o mesmo acontece no Egipto contra Mubarak.

O Magreb está a ferro e fogo, à custa dos protestos e revoltas populares causadas (segundo especialistas) pelo facebook, twitter e Al-Jazeera.

Hosni Mubarak está a ser convidado a renunciar ao poder que exerce no país desde 1981. Como medida de prevenção aos fortes conflitos entre manifestantes contra o governo e a políciaexército Egípcio, Mubarak decretou recolher obrigatório após as 19 horas nas 3 cidades mais importantes do país: Cairo, Alexandria e Suez. Recorde-se que hoje em Suez, um homem foi baleado por um polícia.

As revoltas combinadas pelo facebook e pelo twitter estão a surgir efeito. A Líbia de Kadafi e a Argélia poderão ser os próximos alvos da revolta popular.

Quem sabe se a moda também não pega a alguns países da Europa.

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