Tag Archives: Eduardo Barroso

entre o ser e o achar

o eduardo barroso acha que fez um bom trabalho enquanto presidente da mesa de AG do Sporting. eu também acho que ele está bem de bata branca a cortar fígados no hospital em vez de ir à televisão disfarçar que nada sabe como se gere um clube de futebol. espero que o Bruno de Carvalho o meta na linha e faça aquilo que muitos sportinguistas pensam e desejam: o eduardo barroso fora do sporting de vez em qualquer uma das vertentes: dirigente, comentador, opinador, bufo, destabilizador…

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inenarrável

Assembleia-Geral do Sporting, a 9 de Fevereiro, pelas 10 e 30 da manhã na Bancada Poente do Estádio José Alvalade Século XXI. Sim, verdade. A AG que pode destituir um presidente vai ser realizada a um sábado de manhã numa bancada.

Este clube tornou-se ridículo. Gerido por uma gentalha sem qualquer tipo de valores, sem qualquer tipo de competências, sem qualquer tipo de conhecimento ao nível de gestão desportiva e em particular ao nível de futebol, sem qualquer tipo de sportinguismo, sem qualquer tipo de moral, sem qualquer tipo de ética, sem qualquer tipo de palavra, sem qualquer tipo de vergonha, sem qualquer tipo de descaradez.

Ainda pensei que as comadres se tivessem zangado quando o corta-fígados do Eduardo Barroso começou a disparar para todos os lados que o Godinho era uma nódoa. Depois veio o rumor que o Eduardinho chegou a Bilbao aquando do jogo das meias-finais da Liga Europa da época passada e apresentou-se ao presidente do clube basco como aquele que “mandava no futebol do sporting”. Veio a necessidade da AG e o pessoal do Movimento conseguiu as assinaturas necessárias para marcar a AG, assinaturas que foram contadas uma a uma e verificadas nos cadernos pelo pessoal da AG. Pensei, talvez seja desta que o Sporting consegue um pouco de higiène pessoal e decência. Enganei-me.

As comadres não se zangaram porque assentam numa relação dinâmica de guerra total que passo a apresentar:

– O Godinho fez e faz merda mas sabe que o Eduardo Barroso, o Luis Duque, o Carlos Freitas, o Rui Oliveira e Costa, o Dias Ferreira e o Paulo Pereira Cristóvão também fizeram merda.

– O Eduardo Barroso sabe que fez merda mas também sabe que o Godinho, o Luis Duque, o Carlos Freitas, o Rui Oliveira e Costa, o Dias Ferreira e o Paulo Pereira Cristóvão também fizeram merda.

– O Luis Duque sabe que fez merda mas também sabe que o Godinho, o Eduardo Barroso, o Carlos Freitas, o Rui Oliveira e Costa, o Dias Ferreira e o Paulo Pereira Cristóvão também fizeram merda.

– O Carlos Freitas sabe que fez merda mas também sabe que o Godinho, o Eduardo Barroso, o Luis Duque, o Rui Oliveira e Costa, o Dias Ferreira e o Paulo Pereira Cristóvão também fizeram merda.

– O Rui Oliveira e Costa sabe que fez merda mas também sabe que Godinho, o Eduardo Barroso, o Luis Duque, o Carlos Freitas, o Dias Ferreira e o Paulo Pereira Cristóvão também fizeram merda.

– O Dias Ferreira sabe que fez merda mas também sabe que o Godinho, o Eduardo Barroso, o Luis Duque, o Carlos Freitas, o Rui Oliveira e Costa e o Paulo Pereira Cristóvão também fizeram merda.

– O Paulo Pereira Cristóvão está proibido de falar da merda e dos outros e está proibido de meter câmaras em Alvalade para saber de mais merdas.

Ora bem, se todos sabem que fizeram merda e que os outros também fizeram merda, ora bem, se todos estão entalados ao nível de responsabilidades pelo estado vergonhoso, nojento, dantesco, miserável, pedante, subserviente, pequenino, bairrista, merdoso a que o clube chegou, o atraso na marcação da AG serviu apenas para que as comadres voltassem a fazer a panelinha do costume para impedir desvios de maior índole a bem da continuação da dinastia.

O que estes senhores ainda não se aperceberam é que milhares de sportinguistas, como eu, estão lentamente a passar a um estádio de ódio pelo clube que poderá terminar em indiferença a curto prazo caso nada mude no clube. Esses milhares de sportinguistas começam a sua higiéne quando desligam a TV ou não vão ao estádio na hora e meia em que o sporting joga. Continuam com a poupança pessoal (está mau para todos) ao deixar de pagar as quotas. Acabam na total indiferença ao clube quando já não se revêem nos moldes em que o clube assenta, tanto ao nível desportivo como ao nível de ética, como ao nível de organização. E esta AG (já agora porque não marcá-la para o meio do próximo comício da CGTP ou para uma bancada do estádio da luz ao minuto 32 do Benfica vs Bayer de Leverkusen?) só vem provar a propósito essa falta de ética, esse medo de que a dinastia acabe, esse medo de que as trevas no clube se acabem e finalmente se faça luz no clube.

P.S: já que é na bancada poente, bem que podiam repetir a cena do Dias Ferreira quando foi empurrado pelas escadas do Conselho Leonino e empurrar essa cambada toda até ao fosso. a culpar, atribuam as culpas à mão de deus, à mão invisível de Adam Smith ou que afirmem a pés juntos que foram empurrados por Diego Armando Maradona ou pelo Xandão em parceria com o Rojo e com o Bouhlarouz. pode ser que tal acto de classe a dê a quem nunca teve.

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1 dia depois é que me apercebo que o Sporting ganhou 2 jogos!

Sim, não foi só o da equipa B contra o Belenenses. Foi também o da equipa A contra o Paços de Ferreira, ainda por cima para a Taça da Liga!

Moral da história: Jesualdo Ferreira já é o maior e se ganhar o próximo jogo para o campeonato, vai fazer com que Godinho Lopes se aguente no poder até Junho de 2014. Nem a AG extraordinária que parece difícil em marcar (ó Barroso, andas com muitos fígados para cortar é?) vai tirar o Eng Go(r)dinho do comando da nau catrineta. Só o BES é que parece ter condições para tomar conta do navio. Isto é, se o Elias sair a troco de amendoíns para o Flamengo e o clube não apresentar uma nova reestruturação da dívida ao banco.

Ainda sobre o Vercauteren.

Nem de propósito. Depois da vitória contra o Braga tanto dançou que acabou por dançar mesmo ao som do Vira do Go(r)dinho:

Para finalizar, o Miguel Lopes. O clube do coração e todas essas tretas. Pá, isso já não cola. Deixou de colar quando o Simão disse que era do Benfica desde pequenino e a mulher a seguir disse que ela era do Sporting e devia muito ao clube. Pois Devia. E deve. Miguel, toda a gente sabe que vieste para o Sporting porque no Porto não te metiam a jogar e te disseram: “meu vai lá para os gajos que é o melhor que fazes”.

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Desprezível

Se Izmailov chegar ao FC Porto, não tiver dói dói e jogar é um tipo desprezível sobre o ponto de vista profissional” – Eduardo Barroso, presidente da Assembleia Geral do Sporting.

Desprezível é este senhor ser presidente da Assembleia Geral do Sporting. Desprezível é este senhor chegar a Bilbao e apresentar-se ao presidente do clube adversário como o “senhor que manda no clube” quando de facto não manda nada e tampouco sabe de futebol. Desprezível é este senhor marcar um Conselho Leonino de urgência e ele mesmo estar em Angola. Desprezíveis são as suas afirmações hediondas na comunicação social, em particular naquele programazeco barato onde mais uma vez demonstra que nada percebe de futebol. Desprezível é um clube viver (sobreviver) na sombra deste tipo de indivíduos.

Já agora, desprezível é uma direcção que contrata um treinador belga e não só não lhe dá condições para trabalhar como o despede 2 meses depois porque contrata um terceiro a uma equipa grega (quando o Sá Pinto saiu disseste que não podias vir porque estavas no Panathinaikos mas semanas depois porque foste corrido da Grécia já podias vir não era Jesualdo?) para o inserir num cargo fictício que ao fim ao cabo era só um passo para despedir o primeiro e fazer elevar à categoria de treinador o segundo. Se fosse Franky Vercauteren, iria directamente para a FIFA pedir uma indeminização por falta de lealdade da sua entidade patronal porque de facto essa falta de lealdade existiu e está a ser clara de ver.

Desprezível também é o Go(R)dinho manter-se como presidente. Não tem qualquer tipo de vergonha na cara. Não vejo o que é que o clube poderá melhor com um treinador tão medíocre como Jesualdo Ferreira. Torço portanto, como já escrevi neste espaço, que o Sporting continue o seu caminho para a 2ª Liga. É um desejo por mim manifesto para o clube: descer de divisão para ver se esta escumalha deixa o clube de uma vez por toda. Por vezes um passo atrás é tudo o que necessitamos para dar dois em frente de seguida.

E já agora, como Sportinguista, desejo toda a sorte do mundo ao Izmailov no Porto. Que consiga jogar (duvido muito que o faça com regularidade), que ganhe títulos e que ainda saia por 10 milhões de euros no mínimo. Não se trocam Izmailovs por Miguel Lopes. Aliás, se o Izmailov é assim tão mau profissional, porque é que o Sporting não o vendeu quando o Spartak de Moscovo oferecia 5 milhões e o Anzhi 7,5? Algo no mínimo desprezível…

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algumas notas sobre o Sporting

1. Franky Vercauteren prepara-se para mais uma fase atribulada da vida do clube. O Belga já disse que em Janeiro as coisas vão mudar de forma drástica, podendo dar-se aquilo que ultimamente se tem chamado “revolução dos b´s”. O que poderá vir, como já defendi neste blog no post que escrevi a seguir ao Sporting vs Benfica é a ascenção de muitos jovens da equipa b para a equipa principal já em Janeiro para a construção do futuro do clube. Como tal, a ascenção dos miúdos, cumprindo uma estratégia que passa claramente pela aposta na formação do futuro (existe outra opção neste momento para o clube face a situação pantanosa das suas finanças?) poderá levar a que o clube tenha que fazer e bem uma purga dentro do balneário. Para já, Betinho, Dier e Esgaio já estão dentro do plantel da equipa principal. Da equipa B poderão juntar-se João Mário, Filipe Chaby, Bruma, Gael Etock e Diego Rubio. E que tal também fazer regressar os emprestados Wilson Eduardo e Nuno Reis. Continuo a dizer que face aos problemas actuais que o Sporting tem em várias frentes, a estratégia passa por sermos um clube de formação, com um treinador ambicioso e motivado para trabalhar com a prata da casa, sem objectivos e como tal sem pressão de vitórias. Gasta-se o que se tem e os miúdos, bem formados na Academia, correm por um bom contrato com o clube. Em vez dos colossais 40 milhões de orçamento, orça-se a época em 10.

2. Sinceramente quanto a esta questão sou franco: se eu pudesse mandar no sporting, fazia uma razia por completo naquele balneário. Existem muitos salários chorudos e inúteis naquele plantel que devem ser eliminados para bem das finanças actuais do clube (já sabemos que não iremos novamente à Liga dos campeões para o ano e tomara até que nos qualifiquemos para a Liga Europa) e jogadores cujos passes ainda podem dar algum equilíbrio ao clube (outros nem tanto, por causa da brilhante ideia do Gordinho dos fundos de investimento). Pensemos então pela óptica da folha salarial. Por mim iam: Boulahrouz, Xandão, Pereirinha, Adrien, Pranjic, Elias, Gelson, Jeffren e Ricky. Fosse pelo preço que fosse. Outros a meu ver estão na corda bamba: Carrillo tem potencial para render muito mais, Insua está uma sombra daquilo que foi na época passada, Schaars e Capel idem.

3. Ultimamente tem-se especulado sobre as saídas de Elias para o Flamengo e Ricky para a Fiorentina. O primeiro está mortinho para ir para o Brasil ganhar o que ganha em Portugal. Elias prometeu muito e pouco se viu dele neste último ano e meio. Era o primeiro a zarpar. Ricky por 10 milhões para a Fiorentina. Má notícia para um clube do quanto gosto. Seria uma óptima venda para o Sporting não fosse o facto de Ricky ter 70% do seu passe tomado por um fundo de investimento.

4. Noutro prisma há o dossier Izmailov. Vercauteren abriu a caixinha de pandora e diz que não conta com o russo porque não o vê treinar. É portanto difícil para um treinador a aquecer o poleiro convocar alguém que não vê treinar. É certo que Izmailov está praticamente acabado para o futebol. A sua lesão no joelho obriga-o, em alto rendimento, a ir à sala de operações uma vez por ano. Arranjem-lhe uma solução por favor desde que essa solução não seja a saída por trocos para um rival.

5. É precisamente sobre o dossier Izmailov que gira um rumor de que o Sporting e o Porto estarão a negociar a transferência do russo. O Jornal Record fala de uma troca de jogadores: o internacional russo por Miguel Lopes e Kléber. Não sei se é fogo de vista para intranquilizar ainda mais as hordes do clube, ou se, à semelhança do que o Porto fez com Moutinho, é mais uma jogada do clube do norte que visa dar um tiro letal nesta paupérrima direcção de Godinho Lopes. Acredito nos 2 cenários. No entanto, a confirmar-se como verdade, o Sporting está a negociar um activo com o rival em troca de amendoins, de jogadores medíocres que não entram nas contas do rival e não são precisos em Alvalade. As notícias também afirmam que Jorge Nuno Pinto da Costa deverá ter dito não quanto a Kléber, o célebre jogador ao qual o Sporting (quando jogava no Marítimo) fez melhor proposta que o FC Porto, mas, como se sabe, depois do problema levantado e de sucessivos aliciamentos ao jogador, o Atlético Mineiro (detentor de 52% do passe do jogador) já tinha o arranjinho feito com o Porto. Pior que isso, a confirmar-se, é o Porto gozar novamente na cara desta direcção ao rejeitar a inserção de Kléber no negócio.

6. Dá pano para mangas. Esta direcção do Sporting parece ter memória curta. Não se lembram dos casos Adriano, Paulo Assunção, Ruben Micael, Kléber e João Moutinho. Os primeiros três foram desviados de Alvalade em virtude do conluio que existia entre as direcções do Porto-Nacional e Porto-Atlético Mineiro. A história do 4º dispensa apresentações e por conseguinte comentários. É certo que no nosso futebol, vender directamente a um rival ainda permanece assunto tabu, tendo em conta aquilo que se passa em Inglaterra ou Itália, onde os grandes trocam jogadores como se de cromos se tratassem. Neste caso específico, a confirmar-se a veracidade das negociações, não me importo nadinha que o russo rume ao Dragão se o Porto pagar a sua cláusula de rescisão. É assim que a credibilidade de um clube se repõe. Queres o jogador, pagas o jogador.

7. Sobre as finanças do clube. Outra notícia nos desportivos dá o sinal de alarme há muito esperado em Alvalade. O nosso maior credor financeiro, o BES, prepara-se para tomar conta do clube para reaver aquilo a que tem direito. Espero que sim, pode ser que alguém que não perceba nada de futebol consiga por o clube na linha já que o Gordinho e seus pares, não percebem nada de futebol e estão a enterrar cada vez mais as finanças do clube. 12,5 milhões é a verba, segundo a imprensa, que o Sporting necessita para continuar com o controlo maioritário da sua SAD. Os investidores-salvadores prometidos por Gordinho da Russia, India, China, Qatar e Bahrein não apareceram para o resgatar. Como se algum dia alguém quisesse investir o quer que fosse num clube como o Sporting.

8.  Eixo Godinho-Barroso. O ardiloso que entregou a cabeça de Duque por um lugar na federação e o médico que deveria ser proíbido de falar sobre o Sporting pois sempre que fala só diz merda. O primeiro é pior charlatão do Sporting desde a presidência de João Rocha. O segundo apela a que ninguém dê informações do clube quando ele, e os seus pares da Assembleia Geral são os primeiros a dar essas informações e a criar instabilidade no mesmo. E não existe ninguém que trave as suas verborreias mentais naquele programazeco de segunda. No entanto, não consigo perceber a lógica de quem um dia esteve com o Gordinho e no outro já quer que o Gordinho se ponha na alheta. Agora que as coisas correm mal zangam-se as comadres?

9. Jesualdo Ferreira para manager (manager?) do clube. Sem comentários. Provavelmente lá na Grécia os pagamentos já não chegavam a tempo e horas. Também desconfio que não cheguem a tempo e horas no Sporting. Manager? Ao estilo Inglês ou ao estilo Gordinho Style? Não percebo as funções, não percebo a escolha e assalariados sem fazer nada dentro e fora da estrutura do Sporting já há muitos (Sá Pinto\Domingos\Freitas)

10. Perante isto, mais um empate na Madeira. Mais do mesmo. Mais dos suspeitos do costume, os centrais. Mais um pouco daquela falta de ambição a que eles nos habituaram nesta época. E Vercauteren diz: “os jogadores precisam de férias” – já regressaram delas?

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derby?

só se for o Benfica contra o Belenenses ou contra o Atlético.

Na Gaia Ciência, em 1882, o filósofo Alemão Friederich Nietszche proclama pela primeira vez a morte de Deus. Na secção 108, pode-se ler:“Deus está morto! Deus permanece morto! E quem o matou fomos nós! Como haveremos de nos consolar, nós os algozes dos algozes? O que o mundo possuiu, até agora, de mais sagrado e mais poderoso sucumbiu exangue aos golpes das nossas lâminas. Quem nos limpará desse sangue? Qual a água que nos lavará? Que solenidades de desagravo, que jogos sagrados haveremos de inventar? A grandiosidade deste acto não será demasiada para nós? Não teremos de nos tornar nós próprios deuses, para parecermos apenas dignos dele? Nunca existiu acto mais grandioso, e, quem quer que nasça depois de nós, passará a fazer parte, mercê deste acto, de uma história superior a toda a história até hoje!”

O Sporting está morto. Passou de um estado vegetativo à morte. Em silêncio. E quem o matou fomos nós, sócios, ao escolher uma dinastia de direcções cujo trabalho foi único: matar o clube lentamente. Se Nietzsche pergunta a si próprio como é que poderemos superar a morte de Deus, a pergunta, ou as perguntas que assolam neste momento a cabeça de uma bela maioria dos sócios e adeptos do Sporting só poderão ser perguntas como: Como é que o clube se tornou isto? Como é que deixamos que meia dúzia de loucos destruíssem um grande? Como é que autorizamos que meia dúzia de loucos nos tirassem o nosso orgulho? Que futuro se pode vislumbrar no meio do nevoeiro para o clube? Como é que voltaremos a ombrear com Porto, Benfica e Braga? Que estratégias utilizaremos? Que recuperação faremos a curto, médio e longo prazo?

Devolvam-nos o Sporting. Devolvam-nos aquele clube que não ganhava mas praticava bom futebol. Devolvam-nos aquele clube que nos dava esperança. Devolvam-nos a própria esperança pois não acreditamos que este ciclo mau poderá ter fim. Devolvam-nos o Sporting da nossa infança, aquele que mal ou bem alegrava os nossos corações nos dias de jogos, aquele por quem torciamos e defendiamos em todos os momentos. Tiraram-nos tudo. Até a vontade de dizer que somos Sporting.

O Sporting como o conhecemos, está morto. E poderá não ressuscitar.

Este clássico é o espelho da intranquilidade, da frustração, do amadorismo e da falta de estrutura organizativa que o clube não consegue ultrapassar.

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sporting

A TSF, a rádio cujo trabalho jornalístico sempre considerei praticamente perfeito, a rádio portuguesa que sempre demonstrou rigor, qualidade e exigência no plano da informação, publicou esta manhã este insulto no seu site. Qual foi a reacção da direcção do clube de Alvalade? Nenhuma. Sim, a TSF ou o jornalista\editor em questão gozou declaradamente com o símbolo de uma instituição secular de utilidade pública. Sim, a TSF fez troça de uma instituição que tirou milhares de meninos da rua e os transformou em homens de sucesso e fortuna. Sim, a TSF troçou e a direcção de Godinho Lopes manteve-se calada.

O balão de oxigénio.

O parvalhone do Conselho Leonino que costuma ir aos programas de comentários desportivos da SIC Notícias teve o azar de proferir essas infelizes palavras. Balão de oxigénio é ganhar ao Benfica? Não. Balão de Oxigénio seria perder ou ganhar ou até empatar com o Benfica e ainda estar em condições de lutar pelo título. Balão de Oxigénio seria ter o Sporting na fase final da Liga Europa depois de ter sido eliminado num grupo com equipas onde tínhamos mais que obrigação de vencer todos os jogos. Balão de oxigénio seria vencer ao Videoton em vez de levar 3 secos em cheio. Balão de oxigénio seria perdurar na Taça e fazer o melhor possível na Taça da Liga. Balão de oxigénio para o Sporting seria manter a sua dignidade. Balão de oxigénio seria a saída desta direcção. Balão de oxigénio teria sido dar condições a Domingos, a Sá Pinto e a Franky Vercauteren para fazerem o seu trabalho sem toda esta pressão advinda dos resultados. Balão de oxigénio seria ver o Sporting a perder, a perder sim, mas com honra. Balão de oxigénio seria os jogadores poderem dar tudo em campo.

E Vercauteren disse.

Que mostrámos que poderiamos ganhar ao Benfica? Como? Desculpe? Falamos de um Sporting que desde o jogo das meias finais da Liga Europa contra o Bilbau apenas ganhou por 2 vezes em casa. Falamos de um Sporting que esteve 15 jogos sem ganhar. Falamos de um Sporting que está a investir 40 milhões numa época para nada. Sim, porque estar em 9º lugar a 18 pontos dos 1ºs, eliminados da UEFA, eliminados da Taça é o pior dos cenários possíveis, que, acompanhado de outros cenários dantescos (o mau futebol e o mau profissionalismo do plantel; o amadorismo, as falhas de gestão e de ambição de uma direcção às aranhas) faz deste clube um autêntica selva.

O Clássico.

Uma 1ª parte de honra que salva a má figura da 2ª. Um Sporting minimamente dominador, a cometer alguns erros na transmissão de jogo, mas ciente de um plano de jogo que teria que passar pelas alas. Duas ou três boas arrancadas de Capel pela esquerda e outras tantas de Carrillo pela direita. Rojo e Bouhlarouz lá atrás não complicavam. Um golo interessante daquele coxo que apanhámos numa rua de Utrecht. E que é que os jogadores do Sporting fizeram? Recuaram. Deram a posse de bola ao Benfica. Veio o livre de Cardozo, primeiro sinal. O cabeceamento de Cardoso, segundo sinal. Sofrimento. Intervalo. O resto, Benfica, tirando a situação em que o Sporting desperdiça o 2-0 por 2 vezes na cara de Artur por intermédio de Elias e Insua atira ao poste quando o jogo estava 1-1. Vieram Cardozo, Lima, Melgarejo, veio a vontade de vencer. E Bouhlarouz, aquele mítico central do qual nunca vi uma equipa onde jogasse ganhar o quer que fosse, mete mão à bola quando tinha tudo para cortar de cabeça e dá a vitória ao Benfica. Vitória justíssima.

Rua com eles todos.

Rojo mete nojo. Não consigo perceber como tem lugar na selecção argentina. A titular, ainda por cima. Bola vem, bola vai. Alivia para qualquer lado, nem que seja para os pés do adversário. É imaturo, é pouco dotado tecnicamente, é pouco inteligente e mais uma vez não acertou nas marcações. Cardozo entre Rojo e Bouhlarouz fez o que quis no lance do empate.

Bouhlarouz. O capitão gancho. Volta lá para Marrocos que é o que fazes melhor. 100 mil euros de salários por mês para alguém que não é melhor que Xandão ou Carriço que não são melhores que Nuno Reis ou Ilori.

Insua. Prometeste muito. Agora és uma sombra que se pavoneia por Alvalade. Ainda atiras bem mas defendes mal como tudo.

Elias. Deve estar a pensar quando é que a direcção o deixa ir ganhar os 120 mil para o Flamengo.

Capel. Larga a porra dos olhos do chão e levanta a cabeça.

Carrillo. Técnica, velocidade, drible, falta de inteligência. No Porto já estaria pronto a vender por 40 milhões. No Sporting arrisca-se a não ser ninguém.

Pranjic. Estás a gostar das férias remuneradas a peso de ouro em Lisboa?

Godinho. Rua.

Paulo Bento estava atrás de si na tribuna. E quantas saudades me deu de ter Paulo Bento novamente. Eu, que era um crítico de Paulo Bento porque Paulo Bento jogava sempre no mesmo losango e punha o Sporting a jogar de forma previsível. Eu, que não conseguia ver que Paulo Bento fazia o máximo que podia com a merda que tinha nos seus plantéis. Eu, que não conseguia ver que Paulo Bento treinou durante 4 anos sem um único extremo. Eu, que não conseguia ver que os 4 2ºs lugares de Paulo Bento, a regular presença na Champions, as duas taças e as duas supertaças tinham como pano de fundo a existência de suplentes à equipa principal como Gladstone, Alecsandro, Bueno, Pereirinha, Adrien, Abel, jogadores medíocres. Eu, que não conseguia ver que no último defeso da época Paulo Bento, tínhamos um presidente que dizia que Paulo Bento “era forever” e para o tornar forever só contratava jogadores a custo zero. Veio Mati, o único sem ser a custo zero. Por 3,5 milhões de euros. “Mati, tens que ter gañas e vencer com tu próprio sangre pois nos custaste muita pasta” – dizia ele ao Chileno na sua apresentação.

Godinho Lopes. Rua.

Tenha vergonha e saia pelo seu próprio pé. A sua estratégia (ou falta dela, parece-me) para este clube é um fiasco. Chega de mentiras. Chega de dança de treinadores. Chega da dinastia. Chega de falta de ambição. Chega de falsos investidores russos, moldavos, indianos, chineses ou paquistaneses, ou a falta deles. Chega de soluções de merda. Chega.

Godinho Lopes. Rua. Por favor.

Fim da linha para a dinastia. Basta de Roquettes, Dias da Cunha, Soares Francos, Eduardos Barrocos (cala-te por favor!!!), Dias Ferreiras, Godinhos Duques e cenas tristes. Não ganhámos nada. Endividaram o clube de uma forma tal que o banco do qual somos devedores quer tomar conta do clube para reaver o que lhe é devido. Um estádio miserável com um problema de relvado que ninguém consegue meter mão. Um passivo gigantesco para um clube cujo património foi vendido a troco de peanuts. Um clube onde toda a gente, desde o presidente ao adepto de bancada falam a uma comunicação social que torce pela derrota do sporting para poder vender mais. Um clube com uma direcção que fica impávida e serena quando o clube é linchado em praça pública. Um clube com uma direcção que não fala quando o clube é extrapolado na sua integridade por dirigentes dos rivais, ex-jogadores e dirigentes da Liga e Federação. Um clube com uma direcção que despede uns e contrata outros de forma sistemática e impulsiva.

Conselho Leonino e respectivos familiares.

Foram vocês, pelo feudal sistema eleitoral do Sporting que colocaram essa besta na presidência. São vocês os responsáveis por isto tudo. Demitam-se. Eleições justas para a presidência do clube: 1 cabeça, 1 voto. Ponto final.

O futuro.

Tem que acabar o presente do Sporting. Basta. Não podemos viver acima das nossas possibilidades para lutar por um mísero lugar na liga europa. Não podemos ter Bouhlarouzes e Pranjic e Schaars e Jeffrens, pagos a peso de ouro se temos Esgaios, Betinhos, Brumas, Etocks, Reis, Iloris e outros tantos nessa academia, desejosos de vingar na vida. Para fazermos a figura que estamos a fazer, mais vale assentar a cabeça, diminuir o orçamento de 40 para 10 milhões e jogar com a formação, com um treinador com provas dadas nesse capítulo, sem pressão de resultados e com vista a sermos um clube que venda, que ganhe um título ou outro de vez em quando, mas, que não levante falsas esperanças nos corações dos sportinguistas.

Olhem o exemplo do Arsenal. Não ganha é certo. Tinha em 2006 um passivo de 600 milhões de euros e teve que pedir à Emirates dinheiro para acabar o que faltava do estádio novo. A Wènger só é pedido que faça o melhor com aquilo que tem e Wènger cumpre minimamente os objectivos da equipa. 5 ou 6 scouts descobrem jovens jogadores talentosos em todo o mundo. Wènger trabalha-os. Vende-os é certo, a rivais é certo, mas vende-os e o clube goza, 6 anos depois do epicentro do passivo, de uma situação financeira saudável. E mal ou bem, não rasteja a meio da tabela na Premier League. Não ganha mas mete a equipa a jogar bom futebol.

O futuro, meus amigos, está na formação. Só não vê quem não quer ver.

Estou muito triste com o rumo deste Sporting e desde já, o meu amor pelo clube reflecte-se no desejo por mim expresso da descida de divisão. Fez muito bem ao River Plate, à Juventus e ao Newcastle descer de divisão. É assim que os clubes crescem, que os sanguessugas evaporam-se e que o clube renasce, com outros objectivos, com outra estrutura e com uma mentalidade diferente. Estou-me bem nas tintas que o campeonato português perca prestígio ou qualidade com uma eventual descida do Sporting. Afinal de contas, todos sabemos que é a máfia do FC Porto e do Benfica que resolve campeonatos. Pinto da Costa não aprendeu a vencer legitimamente assim como Vieira não enriqueceu com o negócio dos pneus.

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começo por…

dizer ao Sá Pinto que ele bem tentou levantar o clube que ama.

dizia-me há uns meses atrás o Mário Silva, e bem, que para se levantar um clube perdido, era necessário ter-se muito amor a esse clube. é o caso do Sá Pinto em relação ao Sporting. foi aquilo que, um outro histórico europeu, o Liverpool, que também se encontra numa fase muito controversa da sua história, fez, ao contratar para o cargo de treinador Kenny Dalglish na época transacta.

Dalglish e Sá Pinto não são treinadores. ser um antigo futebolista de qualidade (Dalglish é indiscutivelmente uma das maiores lendas do futebol europeu e Sá Pinto, apesar de não ter sido nenhuma vedeta do futebol mundial, foi um jogador que marcou uma geração do futebol do seu país) não é sinónimo de sucesso enquanto treinador. prova disso são os inúmeros treinadores de reputação mundial que nunca foram jogadores de futebol ou que nunca foram jogadores de nível mundial: Mourinho, Sven-Goran Eriksson, Héctor Cuper, Scolari, Wenger, Benitez são os exemplos de treinadores que apesar do seu currículo enquanto treinadores (uns ganharam mais, outros menos) pertencem a esse lote.

no entanto, tanto Sá Pinto como Dalglish, pelo conhecimento interno profundo da realidade dos clubes cuja missão era levantar de sucessivos anos de hecatombe ao nível de resultados desportivos, pela garra que sempre empregaram ao serviço desse clube enquanto jogadores (lembro-me que Sá Pinto por exemplo, arruinou a sua carreira enquanto jogador num célebre jogo a contar para a UEFA de 2001\2002 contra o Halmstads; vitória do Sporting por 6-0 se não estou em erro; lesionando-se gravemente no joelho depois de ter esforçado em demasia para dominar uma bola que ia fora quando o sporting já ganhava por 6) eram soluções muito viáveis para as direcções desses mesmos clubes.

Sá Pinto chega a um Sporting arrasado por mais uma desilusão. Domingos Paciência sai a meio de uma época em que se esperava que fosse o habilitado a devolver o sporting ao top-3 da liga portuguesa. Domingos sai num momento em que o clube se encontra numa posição confusa: existe um investimento na equipa profissional superior aquele que tinha sido feito nas eras de Filipe Soares Franco e José Eduardo Bettencourt, existem objectivos a cumprir, existe pressão adicional derivada desses mesmos objectivos mas os resultados não aparecem e a confusão instalada na direcção não permite a paz ao clube. Domingos não engata aos domingos, perde a equipa e perde por completo o balneário. Sá Pinto entra, motiva o balneário e ganha jogos na UEFA que qualquer sportinguista jamais pensava que os seus jogadores poderiam ganhar. o jogo de manchester foi a prova disso. eliminar o campeão inglês com uma vitória em Alvalade e com aquele épico de Manchester era suficiente para os adeptos pensarem que estaria ali a solução para espantar os maus anos do clube e para os jogadores ganharem confiança.

a partir de Bilbao tudo se desmorona.

a Sá Pinto, como não poderia deixar de ser, é dada uma oportunidade para trabalhar uma equipa a partir da sua base, ou seja, a partir da pré-época. e como se tinha dado a Domingos, a direcção dá a Sá Pinto o plantel com mais qualidade e riqueza em soluções que alguma vez vi no Sporting desde a era de Figo e do malogrado professor Queiroz. e desde cedo, como o meu pai tinha previsto, Sá Pinto revela que não é treinador e que não tinha capacidade para colocar a equipa a jogar um bom futebol. não basta olhar o jogo com a atitude de guerreiro, é preciso também saber-se aquilo se faz para que no campo os resultados apareçam. e na minha modesta opinião, os incentivos constantes do treinador aos jogadores não são suficientes, pois se olharmos bem, nenhuma equipa que tem aspirações pode chegar a Outubro sem um onze base construído e sem um fio de jogo objectivo.

no entanto, a actual situação do Sporting não se estende apenas ao meu desempenho do seu demissionário treinador.

é nítido que directivamente, o clube ainda vive maus momentos. a estrutura profissional do clube passa por uma enorme instabilidade, instabilidade essa que parece ser típica do sporting.

o clube tem um presidente ausente, que passa a vida mais preocupado em viagens à China para arranjar investidores (mas quem é que na verdade quer investir num clube que não vai à Liga dos Campeões e que não tem património ou receita?) e tem vários presidentes-sombra. falo dos senhores Bruno Carvalho, Luis Duque, Daniel Sampaio, Eduardo Barroso, Dias da Cunha, Dias Ferreira, José Roquette, Rogério Alves e tantas vozes mais que são as vozes que semeiam a instabilidade no clube com as suas afirmações descabidas, confusas e até, por vezes, algo contraditórias. ou seja, é sumo aos meus olhos que existe muita gente no Sporting que fala, fala demais e não fala aquilo que realmente deve falar. começa no presidente ausente e acaba no vogal da mesa da assembleia magna.

financeiramente, não se sabe muito bem onde é que o clube vai buscar dinheiro. até se sabe, mas essa não é a forma correcta de gerir um clube. alienar passes de jogadores a fundos dúbios só fará com que o clube não ganhe nada com as transferências desses mesmos jogadores e posicione-se delicadamente na bancarrota caso não consiga chegar a uma liga dos campeões. logo, qualquer profissional da bola, por mais rico que seja, que abra um jornal desportivo e leia que o seu clube está em falência técnica e pode estar em risco de não pagar o seu salário, não terá a motivação necessária para enfrentar a sua profissão e ter bom rendimento.

no entanto, ninguém naquela direcção é capaz de controlar a loucura da imprensa desportiva nos maus momentos do clube e ninguém é capaz de fazer barulho quando o sporting é atacado de forma violenta, cobarde e vil.

desportivamente, as planificações de época do sporting são algo que ainda não se sabe muito bem como se fazem. Carlos Freitas foi contratado para dar aquele toque de midas que só ele consegue dar no futebol português. reforçou a equipa com excelentes profissionais. mas, a instabilidade directiva faz com que esses profissionais cheguem ao sporting e mostrem que desaprenderam a jogar futebol. no ponto de vista físico, acho inenarrável chegar a Outubro e reparar que maior parte do plantel do Sporting ou se encontra em má-forma ou se encontra lesionado. as lesões são outro facto inenarrável: o departamento médico do sporting é o departamento médico em Portugal que demora mais tempo a colocar de volta os jogadores na competição. exemplos disso: Fito Rinaudo. em março estava pronto para a competição mas só voltou em Setembro. Luis Aguiar foi-se embora sem qualquer jogo oficial. Alberto Rodriguez joga pela selecção mas deixou de jogar pelo clube. Matías passava mais tempo na enfermaria do que no relvado, mas em Firenze tem jogado todos os jogos. vá-se lá saber o porquê disto.

outro facto estranho que me transparece, é a capacidade que os sucessivos balneários do Sporting encontram de demitir treinadores. os jogadores fazem tudo para demitir o treinador que lhe não lhes convém. aconteceu com Peseiro, com Paulo Bento, com Paulo Sérgio, com Carvalhal, com Domingos e agora com Sá Pinto. será que não existe ninguém naquela direcção que chegue a um balneário e diga que os jogadores são pagos para jogar futebol e para ganhar títulos?

para finalizar.

o sporting vai ao dragão domingo. uma vitória puxará o clube para perto dos primeiros lugares e poderá devolver a confiança aos jogadores. o novo treinador (dizem as más línguas que é Co Adriaanse; outro conflituoso nas relações com os jogadores) estará em Alvalade na segunda e aproveitará a pausa no campeonato para jogos internacionais para poder trabalhar descansadamente com a equipa e incutir o seu modelo de jogo. uma derrota colocar-nos-à a 8 pontos do Benfica e do Porto, ou seja, no fio da navalha no que a liga portuguesa diz respeito. sinceramente, até tremo só de pensar na cabazada que o sporting vai apanhar domingo. se apanharam 3 do videoton, podemos sair do dragão com uns 7 no saco. espero que não não, mas…

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quem é que manda afinal?

Fala o Eng. Godinho Lopes, Luis Duque, Carlos Freitas, Domingos Paciência, Stijn Schaars, Diego Capel, Oguchi Oneywu. Falam Carlos Xavier, Oceano, Eduardo Barroso, Rui Oliveira e Costa, Dias Ferreira, Pedro Venâncio, Filipe Soares Franco, José Eduardo Bettencourt, Dias da Cunha, Sousa Sintra, José Roquete, Santana Lopes, Paulo Bento, José Peseiro, Carlos Carvalhal, José Couceiro, Costinha, Sá Pinto e até o João Moutinho.

Os problemas do Sporting não se resumem a problemas organizacionais e estruturais motivados especificamente pela falta de organização que é crassa no clube na última década e pela falta de uma estrutura directiva coesa e que demonstre uma única liderança num cenário único, objectivo e ambicioso.

O problema do Sporting é que todos falam. Todos falam. Presidente, SAD, Treinador, Director-desportivo, jogadores, ex-jogadores, ex-treinadores, ex-presidentes, ex-dirigentes e até um médico (que até pode ser muito competente a pegar num bisturi) mas de bola nada percebe. E falam todos segundo moldes dispares: cada um fala por si. Por si e sem autorização.

Cabe ao Sporting combater este flagelo por três simples vias:

1. ou alguém se assume como líder na direcção – não como um líder falso que oscila imagens de túneis de entrada dos balneários entre o neonazismo puro e duro e o vangoghismo desnecessário.

2. Ou o cancro que mina o interior das sucessivas direcções é eliminado nem que seja com métodos violentos.

3. Ou a Comunicação Social (indiferentemente das multas estipuladas pelos regulamentos da Liga; se for necessário o Sporting paga dias e dias de multa) é impedida de entrar nos recintos propriedade do Sporting Clube de Portugal como o FC Porto já fez variadissimas vezes e consequentemente para de criar instabilidade nas equipas do mesmo e com isso obtém duros revezes nas vendas dos seus jornais.

Ambas as opções são válidas e deverão ser mais eficazes quando praticadas em conjunto.

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sportinguices (parte II)

Na sexta-feira escrevia eu neste blog em relação à exibição de Anderson Polga no jogo contra o Nacional: “Só me ocorre algo a este propósito: Anderson Polga.

A exibição do brasileiro contra o Nacional da Madeira deu-me um sentimento misto: nojo e comicidade.”

Hoje foi Rodriguez, Oneywu, João Pereira e Evaldo: em 2 jogos o Sporting sofre 4 golos devido a um único denominador que é o facto de ter uma defesa fraca, fraquíssima, horrível.

Ontem, noutro post, escrevi com relação à justiça do 1º lugar ocupado pelo Benfica e às expectativas do Sporting para o resto da época: “Quanto ao meu Sporting, restará talvez o contentamento de tentar o 3º lugar (dá acesso à 3ª pré-eliminatória da Champions do próximo ano) construir uma espinha dorsal para atacar o título no próximo ano e tentar ganhar as taças internas em que está inserido e ir o mais longe possível na Liga Europa.”

Se construir uma equipa para a próxima época é algo em que acredito, a conquista do 3º lugar no campeonato deixou de ser uma realidade com esta derrota em Braga.

Muitas críticas e gozos já se têm urdido contra o Sporting – o mais fraco dos grandes, o eterno 3º, o 1º dos pequenos, o 4º grande. Todas elas vem de pessoas que se assemelham a cobras: urdem os gozos nos seus mais profundos covis, sem respeito por pessoas que dedicam a sua vida, a sua actividade profissional ou até os seus tempos de lazer a uma instituição que é secular e que presta utilidade pública a milhares de jovens neste país.

Dou-vos um exemplo bem pessoal: quando eu era miúdo, passei a minha infância e a minha adolescência sem ver o Sporting campeão (só vi pela primeira vez poucos dias antes de completar 13 anos) – os meus colegas portistas que viam o Porto de Jardel a erguer titulo sobre titulo e os meus colegas benfiquistas (que também nunca tinham visto nada como eu) passavam a vida a gozar-me por ser o único da turma que era do Sporting.

Até que em 1999\2000 o Sporting foi campeão e o Benfica durante essa altura passou 2 épocas sem ir às competições europeias, levou 7 em Vigo de um tal de Celta, esteve à beira da falência, promoveu uma acção de misericórdia e caridade intitulada de “Operação Coração” para sobreviver, teve um dos seus mais marcantes jogadores (João Pinto) a sair a custo zero para o rival e teve um presidente corrupto como João Vale e Azevedo – em todos esses episódios poderia ter uma postura cínica como a que os meus colegas de turma tinham comigo e ter tirado partido da situação. Não, apenas me limitei a continuar a torcer pelo Sporting e a dizer a alguns benfiquistas que um dia as coisas iriam melhorar para o seu clube.

É certo que o Sporting volta a capotar. Saídos de 2 épocas claramente miseráveis pensavamos claramente que esta poderia ser a época de turning point. Pensamos mal, a não ser que algo de extraordinário venha a acontecer nas 4 frentes em que o Sporting ainda está envolvido. Saímos da luta pelos 2 primeiros lugares no campeonato com uma derrota em Braga que denotou mais uma vez fragilidades e tonterias defensivas, jogo a passo, falta de criatividade, um João Pereira fraquíssimo, demora na finalização, perda de domínio no meio-campo a meio do jogo e muito nervosisimo\intranquilidade.

Desde o jogo da Luz, que este Sporting não está muito longe do Sporting de Paulo Sérgio, de Carvalhal e de Couceiro. Está uma lástima portanto…

O problema deste clube é que treinadores passam, jogadores passam, passam presidentes, funcionários, sócios e adeptos mas a filosofia continua a mesma: falta de ambição, falta de investimento, erros sobre erros na prospecção de reforços e consequentes contratações. E os velhos do resto como esse tal de Dr. Eduardo Barroso e como esse tal de Jorge Gabriel continuam a ser enviados para programas de televisão e para os jornais para dizerem as mais profundas bacoradas sobre futebol e prejudicar a alma de um clube que por si já é atormentada.

Começo a desconfiar que o Sporting precisa urgentemente de mudar de objectivos e de estratégias. Se a gastar pouco não vai lá e a gastar 20 milhões acaba também por não ir lá mais vale não se assumir como candidato a nada e jogar com jogadores formados nas suas escolas. Mas esta é apenas a minha perspectiva – a perspectiva de um sportinguista mais que apaixonado.

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