Tag Archives: Eduardo Barroco de Melo

deixa-me cá ver se eu entendo

Eu e o Eduardo Barroco de Melo conjunturamos há 2 meses eventuais soluções para os Bulls.

Pensamos em dezenas de jogadores, drafteados, free-agents ou vindos de hipotéticas trocas. Pensamos em Howard, Kevin Love, Deron Williams, Pau Gasol, Andrew Bynum, Jeff Teague, OJ Mayo, Goran Dragic, Steve Nash, Ray Allen e outros tantos cuja memória me falha. Calharam-nos Marquis Teague (um jogador que promete) no draft, Radmanovic e Kirk Hinrich (dois veteranos que pouco ou nada irão acrescentar à equipa).

Seremos acusados pelo nosso amigo Hugo Coelho Gomes de querer tudo para Chicago. O que é certo é que quem tudo vai querendo não mora no Ilinois.

No entanto, a estratégia da dupla que gere os Bulls (GarPax; Gar Forman e John Paxson) não passa pela próxima época, até porque Derrick Rose só poderá (segundo as mais recentes conjecturas) voltar a jogar por altura de Fevereiro\Março. Os Bulls não deverão acrescentar uma vedeta à equipa na próxima temporada, se bem que para a época 2013\2014 já tenham existido contactos com Kevin Love numa eventual troca com Minnesota. A estratégia assente na equipa de Chicago será fazer o melhor possível com aquilo que tem na próxima época e diminuir a sua folha de pagamentos para poder construir uma equipa sólida para a época 2013\2014. Para piorar o cenário dos Bulls, para o ano, a dupla Carlos Boozer e Joakim Noah atinge o auge do seu contrato e isso torna os dois jogadores muito pouco negociáveis para já. Os dois postes irão auferir 39 milhões de dólares, pouco mais de 1\3 do tecto máximo salarial permitido para a equipa de Chicago.

Porém, tem havido algumas trocas que me causam algum choque:

Dwight Howard poderá estar a caminho dos Lakers numa troca que envolve Orlando e Cleveland Cavaliers. Os Lakers já contrataram Steve Nash a troco de 12 milhões anuais. Howard poderá ganhar 26 milhões de dólares\ano em Los Angeles, num contrato de 164 milhões por 5 anos. Para Cleveland vai Andrew Bynum (um luxo para Cleveland) e de Cleveland para Orlando vai Anderson Varejão e 3 picks de draft de Cleveland nos próximos anos, picks essas que poderão ser nos principais lugares, visto que Irving e Bynum ainda serão escassos (pelo menos na próxima época) para que a equipa do Ohio chegue aos playoffs.

Calma aí? Os Bulls ofereceram Deng, Noah ou Boozer a Orlando e eles trocam o Howard por um jogador de merda (diga-se a bom da verdade) e picks cujo lugar ainda não sabem?

Orlando afunda-se por completo com esta troca, quando, precisava de facto que a troca reconstruísse o seu remediado plantel.

Com Gasol a vencer 24 milhões de dólares, Bryant 22, Nash 12, Howard viria aumentar a folha de pagamentos da equipa para 84 milhões de dólares só com estes 4 jogadores. Os Lakers tornar-se-iam de facto o principal contender ao título. A NBA permite que as equipas ultrapassem os 100 milhões de dólares de cap salarial numa época, pagando 1 dólar de impostos por cada dólar (para o ano a Luxury Tax irá aumentar para bonds que oscilam dos 3,25 aos 4 dólares de multa por cada dólar que exceda o tecto salarial) que ultrapasse essa fasquia. Os Lakers poderão de facto utilizar o argumento de que dispõem de receitas suficientes para pagar o excedente. No entanto, há que relembrar que ainda há poucos meses atrás as equipas e jogadores discutiram durante meses a paupérrima situação financeira dos franchisings da Liga durante o lock-out, argumentando os patrões que não tinham receitas próprias que pudessem continuar a sustentar as pretensões dos jogadores em receber 57,5% dos lucros anuais das suas equipas. Passados alguns meses, o dinheiro parece abundar por algumas paragens.

De Miami vem outro exemplo. Ray Allen (13 milhões\ano) junta-se a 3 jogadores que consomem 70 milhões (Wade, LeBron, Bosh) e mais uma vez funciona a Luxury Tax, taxa fiscal que os Bulls já não subscrevem desde o último ano da era Jordan. Mas tudo continua bem e… legal!

E os Nets também ultrapassam essa fasquia com as renovações de D-Will e Brook Lopez e com as contratações de Gerald Wallace, CJ Watson e Joe Johnson. Mas os Nets poderão gastar aquilo que quiserem pois são dominados por um multimilionário Russo.

Há uns meses atrás, realço, discutiam-se trocados que agora se transformaram em milhões nos bolsos de algumas equipas da Liga. Este abuso financeiro faz com que a Liga possa tornar-se bipolar nas próximas temporadas. Se o objectivo do draft no início da cada época é melhorar os plantéis das equipas mais fracas como via para se encontrar um equilíbrio na competição, porque é que ainda se fazem drafts numa realidade onde quem tem dinheiro puxa as vedetas todas que puder para o seu seio? O draft não faz por enquanto qualquer sentido para mim. Nem a Luxury Tax. Equipas com pouco rendimento como Sacramento, Charlotte ou New Orleans não estão ao nível de competir financeiramente com as mais ricas. E isso para mim não faz sentido numa competição que se quer equilibrada.

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Momentos felizes da Académica

Ontem, no Auditório Central do Polo II assisti a uma das melhores comédias de sempre desta academia: a tomada de posse da nova Direcção-Geral da Associação Académica de Coimbra.

A hipocrisia e a bajulação andaram de mãos dadas, de tantas as cabeças naquela sala.

De Eduardo Barroco de Melo, um discurso de “fim de linha”. O antigo presidente da Direcção-Geral tentou, à frente de todos os convidados presentes branquear algo que não foi e algo que não fez: trabalho e resultados práticos.
O antigo presidente da DG chegou inclusive a expandir-se em agradecimentos (estranhos no mínimo) ora a colegas de Direcção-Geral que arruinaram o seu trabalho, ora a colegas que pouco ou nada fizeram no ano em que estiveram consigo no comando dos destinos da Académica. Para bom entendedor, meia palavra basta.

Não falemos mais em tristezas.

De Ricardo Morgado, um discurso de início de sales season. Muita luta. Muita luta que dentro de um ano se transformará a meu ver em muita parra e pouca uva. Priceless. A continuação da dinastia terá obviamente que prometer para cair em graça. No fim de contas, por mais cálculos mentais que possam ser feitos, o resultado será zero, ou seja, tudo continuará na mesma.

Ricardo Morgado não se importou de mandar umas boas punchlines a Jorge Gouveia Monteiro, administrador dos SASUC. São a meu ver punchlines de circunstância, dado o nó institucional em que o administrador se encontra devido à pressão que Lisboa exerce sobre a sua actuação institucional. No entanto, na óptica do estudante fica bem ao novo presidente começar com um discurso moralizador, para depois, lá para meio do ano, nos diálogos institucionais entrar de pantufas e sair de pijama vestido.

Depois uma nota para a sua equipa. Lá andavam eles todos sorridentes. Competências é uma coisa que não vejo em muita gente. Efeito bajulação? Muita. Hipocrisia? Muita. Facadas nas costas? Pois claro. É assim que certas pessoas chegam a Direcções-Gerais. Arrisco-me a dizer que pegava em maior parte da sua equipa e todos espremidos não dão 1 de jeito.

O certo é que o futuro está aí mesmo à porta. Luta por um ensino gratuito e de qualidade ou ficar parado à espera que Lisboa corte ainda mais direitos e continue gradualmente a fomentar um ensino elitista. Ricardo Morgado saberá melhor que ninguém que este ano será crucial para a Académica. Coloco apenas uma dúvida na minha mente: filiado na JSD, estará Ricardo Morgado disposto a ir contra os governantes do seu partido?

Para finalizar, uma nota mais pessoal enquanto seccionista cultural da AAC: falou-se muito do desporto universitário. Nada contra. Os resultados estão à vista e são salutares. Parabéns a todos aqueles que lutaram pelo melhor dos nossos desportistas e aqueles que deram de si em prol da Académica. Cultura? Zero. Meia dúzia de linhas pouco coesas para ficar bem no papel. Depois da incompetência Jéssica Barandas na cultura da AAC, posso perguntar o que é que nos vai calhar na fava com 2 pessoas que nunca trabalharam numa secção cultural?

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Adeus. Não voltes mais.

Amanhã termina o mandato de Eduardo Barroco de Melo à frente dos destinos da AAC.

Pelas razões que ele bem conhece, é por mim considerado o pior presidente da história da AAC.

Mesmo assim vale a pena relembrar os “grandes episódios” do seu triste reinado:

aqui – Despede João Alexandre de Secretário-Geral da Queima das Fitas, 4 dias após a sua tomada de posse.

aqui – Volta atrás na sua decisão e readmite João Alexandre.

aqui – Despede o Administrador João Alves por “falta de confiança política” medida que consideramos injusta.

aqui – Azeda a relação com os núcleos, agudizada depois com os obstáculos criados a uma actividade dos pelouros das saídas profissionais do NEE\AAC e do NEG\AAC.

aqui – A meio do mandato moscambilhava para se recandidatar.

aqui – a constante má gestão da sua equipa de trabalho na DG.

aqui – a demissão do Tesoureiro Miguel Andrade na última noite de latada e a chuva de comunicados que se seguiu nos dias posteriores.

Pelo meio ainda tivemos lugar para atitudes nada democráticas em respostas a sócios em Assembleia Magna, o bloqueio de uma deliberação de uma decisão de Assembleia Magna justificada pela falta de “quorum” e porque o presidente da DG não quis dar o braço a torcer aos proponentes da dita moção, a ameaça aqui ao blogger, a compactuação com os mundanos comportamentos da secção de jornalismo, uma manifestação a Lisboa que redundou num enorme fracasso, uma fraca actuação nos campos da política educativa, uma luta incipiente perante os SASUC no cumprimento das suas funções institucionais e nos cortes promovidos na Acção Social, atitudes rebaixistas do bom nome e prestigio da Associação Académica de Coimbra em ENDA, as guerras fracticidas com presidentes de núcleo, com super coordenadores e vice-.presidentes, e ACIMA DE TUDO ZERO DE TRABALHO REALIZADO e ZERO DE RESULTADOS PRÁTICOS.

O seu mandato não deixará saudades no nº1 da Padre António Vieira.

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histórias

Confesso que nos últimos dias tenho andado tão atarefado que nem tempo tenho para postar neste blog, ver futebol, ver telejornais, ler livros, ver filmes, ver jogos da NBA, ler jornais e até jogar na minha xbox, algumas coisas que me dão imenso prazer. No entanto, não me desliguei por completo da realidade em que se foca o mundo e partilho aqui algumas notas de que me apercebi (ainda que a espaços) do mundo:

1. A Família Soares dos Santos mudou as contabilidades dos seus negócios para território Holandês. Alexandre Soares dos Santos foi aquele, que um dia travou uma dura batalha de palavras com o antigo PM José Sócrates acerca da riqueza e da boa educação. Vamos por partes:

1.1 A Jerónimo Martins é um grupo empresarial cuja empresa-coroa é a cadeira de supermercados Pingo Doce. Para quem não sabe, as cadeias de supermercados (na sua génese) funcionam por sistema de consignação de produtos. As marcas pagam espaços para colocar os seus produtos nas prateleiras dos ditos e as cadeias, para além do espaço que é remunerado para tal efeito ainda vão buscar uma percentagem sobre os produtos vendidos.

1.2 A Jerónimo Martins, como um grupo empresarial forte já recebeu todo o tipo de apoios do Estado Português. Subvenções, Isenções fiscais, incentivos à participação em mercados internacionais e incentivos à exportação de produtos. Acho de muito mau tom que hoje, se mude para onde quer que seja por que motivo seja quando andou anos e anos a comer com o dinheiro dos contribuíntes pelas mais variadas ajudas que o Estado Português fornece às empresas.

1.3 A Jerónimo Martins é um grupo empresarial em cujas condições de trabalho de contrato dos seus empregados, obriga-os (para lhes dar emprego) a que estes se submetam a um horário de trabalho que inclui sábados e domingos (folgas semanais à semana), feriados, dias de natal e ano novo, sob métodos (escandalosamente considerados como legais em Portugal) inseridos numa lógica “ou aceitas as nossas condições ou não és empregado\estás despedido” e com uma remuneração base grossa de salário mínimo.

1.4 Ao efectuar esta mudança, a Jerónimo Martins está a contribuir para a pobreza de um país (que ajudou a empresa a fundar o volume de negócios que hoje detém à conta das tais ajudas enunciadas por mim no ponto 1.1) e para que a credibilidade da nossa economia seja ainda mais mal vista pelos nossos “parceiros” externos e principalmente pelas ditosas e pouco saudáveis influências exercidas pelas agências de rating, que em tão pouco tempo arruinaram o pouco que restava deste rectângulo à beira mar plantada.

2. Por Ligação ao ponto 1.

O nosso primeiro-ministro diz compreender os motivos que levaram Alexandre Soares dos Santos a virar costas à sua pátria. Pedro Passos Coelho mostrou mais um ponto de fraqueza no seu discurso e contrariou tudo aquilo que foi pelo seu governo dito até agora. É bom folgar que temos um primeiro ministro derrotista e que incentiva a que em Portugal nada se produza ou nada se faça para alterar o rumo da situação económica e financeira em que nos encontramos.

É saudável também folgar que o seu governo nada se interessa em fazer tributar aqueles que mais têm e aqueles que mais erros cometeram na situação estratégica actual do país para a resolução dos nossos problemas.

É saudável portanto folgar que este indíviduo a quem chamam primeiro-ministro está literalmente a defender os interesses estrangeiros e os interesses do capital no nosso país, pago com o nosso dinheiro.

3. Reparei que ante-ontem foi aberta pelo Ministério da Educação e Ensino Superior uma nova fase de candidatura a bolsas de estudo no ensino superior.

Esta medida vem na sequência do aumento do capital disponível para o financiamento dos alunos do ensino superior através de linhas de crédito cedidas pelos bancos e num contexto em que as duas fases até agora realizadas ainda não tem totais de atribuições apurados e sobretudo, perante a realidade moribunda do ensino superior em portugal e do sufoco em que vivem as famílias portuguesas, uma profunda hipócrisia cujos resultados práticos ainda não são conhecidos e visionados pelos estudantes que realmente precisam das suas bolsas para sobreviver e ainda não receberam qualquer prestação.

No entanto, deixo aqui a minha palavra de louvor ao Eduardo Barroco de Melo e restante Direcção-Geral pela luta encetada aquando da actividades “Natal Negro no Ensino Superior”, que mal por mal já fez com que o governo concedesse algo ao mesmo tempo que tira 5. No entanto, e como estas pequenas acções não redundam em vitória, tal só poderá ser clamado quando os direitos que pertencem aos estudantes sejam factos consumados na prática, algo que como todos sabemos ainda não aconteceu.

4. Parece que está na moda o uso do avental e da pedra-pomes neste país. Falo desse poço de interesses a que chamam maçonaria.

Grupos, restrito de entrada, onde aparecem altas individualidades que mandam neste país, numa lógica de “põe, dispõe e corta” naquilo que é incómodo aos interesses da elite.

Passam-se informações das secretas, governantes actuam sobre instruções dadas em reuniões altamente secretas, roubam-se informações dos telemóveis de jornalistas e não se podem mencionar influências de deputados da nação ao serviço dos enormes maçons do oriente e da grão-cruz. Será que no tempo do Salazar também eram tão activos?

5. Bola. 3 anotamentos.

5.1 Tim Howard espetou um grande selo na Premier de baliza a baliza. Faz-me lembrar o golaço que o Palatsi marcou há uns em semelhantes jeitos lá para os lados de Moreira de Cónegos.

5.2 O Manchester United colheu 3 na capoeira do sensacional Newcastle. Phil Jones ficou novamente mal na fotografia naquele cabeceamento direitinho para a sua baliza.

5.3 As imagens do túnel de acesso aos balneários em Alvalade é uma coisa escabrosa. É certo, que derivado à tensão do momento, a comunicação social está a usar a situação para criar um alarido desnecessário. Mas também considero vergonha a atitude dos responsáveis do dirigismo sportinguista em autorizarem tamanhas aberrações em sede de um clube que sempre se pautou pela tentativa da rectidão ao nível de valores e acções.

Colocar imagens de meia dúzia de arruaceiros, alguns deles ligados a grupos de extrema-direita no nosso país, não é propriamente a imagens que se desejam para a livre transmissão de valores defendidos pela UEFA no futebol de paz e saudável convivência entre pessoas de raças diferentes. Mas… lá pelas bandas de Alvalade há quem não pense exactamente desta maneira e eu, sportinguista confesso, não papo tudo aquilo que o meu clube me dá.

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descrença

Eduardo Barroco de Melo tem hoje em mãos mais uma “vitoria dos estudantes de Coimbra” – uma vitória moral é certo.

Com todo o fantasma que paira sobre o ensino superior, sobre a UC e sobre os estudantes de Coimbra em particular, com os cortes no financiamento da Universidade, com os cortes nas bolsas de estudo motivadas pelo novo regulamento de atribuição das mesmas e a previsão de 1400 alunos que já deixaram ou podem deixar a UC até ao final do ano, a Direcção-Geral da Associação Académica de Coimbra em colaboração directa com os núcleos de estudantes da casa não conseguiram levar mais do que 9\10 autocarros a Lisboa para a Greve Geral. (cerca de 500\550 estudantes, isto é, se os tais autocarros forem cheios).

A confirmar-se um número de 500\550 estudantes, falamos que apenas 1\48 avos da comunidade estudantil actual da UC se mostraram interessados em lutar pelos direitos que lhes estão a ser cortados pelo governo.

Relembro que no 17 de Novembro de 2010, a Direcção-Geral comandada por Miguel Portugal conseguiu levar 2 mil estudantes de Coimbra a Lisboa.

Para quem (Eduardo Barroco de Melo) dizia nas redes sociais que um determinado projecto (Lista C) não tinha argumentos para criticar esta Direcção-Geral (estás a dormir Eduardo?) só posso concluir que não só a Lista C não tem argumentos para efectuar a tal mudança como o próprio presidente da Direcção-Geral parece completamente autista em relação ao seu trabalho particular e tem hoje a resposta que os estudantes de Coimbra não aderem em massa a mais uma iniciativa da Direcção-Geral.

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Greve de 24 de Novembro

Depois de muito ponderar, decidi que não vou à Greve Nacional de Lisboa na quinta-feira.

Se fosse, iria pelos trabalhadores, os verdadeiros penalizados das políticas do Governo, não pelos estudantes.

Já tou a ver o filme todo. As capas negras vão a Lisboa passear, a Direcção-Geral vai andar toda com o megafone na mão a gritar como se uma claque de futebol se tratasse, os candidatos à DG\AAC vão passear-se na linha da frente para granjear mais votos, a esquerda reaccionária ficará na retaguarda e juntar-se-à a 3 dúzias de activistas profissionais locais, e no fim, Eduardo Barroco de Melo irá pegar no megafone e irá clamar mais uma grande vitória (moral e sem resultados práticos) dos estudantes de Coimbra.

Depois voltarão todos a Coimbra e na sexta-feira, como já estarão a ser negadas algumas bolsas de estudo, alguns dos colegas irão fazer as suas malas para nunca mais voltar.

Já estou como o meu colega David Silva e com o pensamento que ele me transmitiu ontem: “os estudantes deviam ficar alguns anos sem sair à rua, e deviam levar no cú do governo durante vários anos para finalmente voltar à rua com motivos mais que suficientes para protestar”.

Quem fala assim não é gago.

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Há bronca na queima

Hoje era a tão esperada reunião para a votação do novo Secretário-Geral da Queima das Fitas.

5 votantes e 3 candidatos em jogo: do lado dos votantes, o Conselho-Geral da Queima das Fitas constituído por Eduardo Barroco de Melo, Marciano Blute (representante das Secções Culturais) Miguel Franco (representante do Conselho Desportivo), João Luis Jesus (Dux Veteranorum\Conselho de Veteranos) e, Philip Santos na qualidade de novo tesoureiro da Direcção-Geral após a demissão de Miguel Andrade da mesma função. Do lado dos elegíveis, André Gomes da FEUC, Francisco Barbosa Ribeiro da FCTUC e Diogo “Mirandas” Alves da FEUC.

Philip Santos, qual outsider, chegou à dita reunião e segundo fontes credíveis afirmou “não ter pensado bem na questão, abandonando de seguida a sala”. Isso levou a que os restantes membros não pudessem tomar uma decisão hoje.

Manobras? Digam de vossa justiça!

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Comunicado de resposta de Miguel Andrade a Eduardo Barroco de Melo

Cumpre-me primeiro publicar a resposta de Eduardo Barroco de Melo à conferência de imprensa de quinta-feira de Miguel Andrade. Reza o mesmo:

Caros elementos dos mais diversos órgãos de comunicação social,A Direcção Geral da Associação Académica de Coimbra vem por este meio esclarecer a situação da demissão do Tesoureiro Miguel Andrade. Antes de se iniciar a organização da Festa das Latas e Imposição de Insígnias 2011, a Direcção Geral da Associação Académica de Coimbra constituiu um grupo coordenador da Comissão Organizadora das Festa das Latas constituído por quatro pessoas: Eduardo Melo, Miguel Andrade, João Pereira e Philip Santos.

Este grupo ficou responsável pela coordenação de todo o processo organizativo, incluindo a deliberação sobre resultados dos cadernos de encargos a publicar.A primeira situação grave, lesiva da Associação Académica de Coimbra, envolvendo Miguel Andrade, deu-se aquando da sua decisão, unilateral e sem conhecimento dos restantes elementos, de contratar uma empresa para a impressão de bilhetes para Festa das Latas. Esta decisão, para além de ter ultrapassado os elementos do grupo coordenador, carecendo de aprovação, resultou, também sem conhecimento prévio, na assinatura de um contrato de prestação do serviço, efectuada por Miguel Andrade, que apesar de não vincular a AAC mas apenas ele próprio, é prova do desrespeito do mesmo para com os seus colegas, bem como constituindo uma situação que afecta a defesa dos interesses da AAC.Após este incidente, decidimos, ainda que com preocupação redobrada, manter Miguel Andrade na organização da Festa das Latas, a bem da estabilidade da organização e da Direcção Geral, procurando resolver os problemas imediatos e remetendo o apuramento de responsabilidades para o fim da recepção aos novos alunos. Não obstante isto, os problemas sucederam-se.Após a recepção dos bilhetes e dos convites, Miguel Andrade recusou-se a entregar os convites aos responsáveis do Protocolo, a quem cabe a responsabilidade de distribuir os mesmos. Após vários dias em que, mais uma vez, se provou o desrespeito para com colegas e superiores hierárquicos, com o tesoureiro a esconder esses convites, a situação foi ultrapassada.Também antes do início da Festa, foi requerido ao Tesoureiro, dado tratar-se de lugares de enorme responsabilidade, a indicação do número de colaboradores necessários, bem como os seus nomes.

Mais uma vez, a Direcção Geral e a Comissão Organizadora da Festa das Latas foi desrespeitada, nunca tendo sido efectuada essa indicação, e tentando gerir todas as situações a seu bel-prazer, forçando a sua vontade. Após verificação de que o número de colaboradores era excessivo (tal como noutros pelouros), mais uma vez demitiu-se da sua responsabilidade, não tendo levado a cabo a redução necessária, bem como pondo em causa o Presidente e o Administrador da Direcção Geral junto desses colaboradores, acusando-os de querer expulsar elementos. Durante a Festa das Latas, as situações repetiram-se: num dos dias fomos avisados pelo serviço de segurança, às 10h, de que a Tesouraria se encontrava aberta e sem vigilância, pondo em perigo a inviolabilidade da mesma; os atrasos nos pagamentos necessários ocorreram por diversas vezes pondo em causa a imagem da AAC junto dos fornecedores e agentes de bandas; nenhum dos depósitos de dinheiro foi efectuado pelo Tesoureiro, como é sua responsabilidade; o acesso ao cofre podia fazer-se por apenas uma pessoa, e não com duas como é procedimento habitual, havendo várias chaves de acesso, todas elas na posse de Miguel Andrade e dos seus colaboradores, sem que houvesse conhecimento ou aprovação dos restantes elementos da Comissão Organizadora, muito menos do Presidente e Administrador da Direcção Geral, que tinham acesso vedado ao mesmo. Todas estas situações são reveladores de incompetência e irresponsabilidade no exercício das funções do Tesoureiro da Direcção Geral. Tal como atrás mencionado, fizemos um esforço no sentido de garantir a resolução dos problemas sem interferir na organização da Festa das Latas, remetendo as acções de responsabilização para o fim da mesma.No último dia, por volta das 4h, o Presidente e o Administrador da Direcção Geral deslocaram-se à Tesouraria no sentido de fazer o balanço do dia. Depararam-se com um ambiente de brincadeira e irresponsabilidade que não se coaduna à postura necessária para quem tem tão grande responsabilidade. Chamaram Miguel Andrade no sentido de analisar a situação, sendo recebidos com uma postura de gozo e indiferença. No seguimento dessa conversa, Miguel Andrade afirmou que se iria demitir no dia seguinte, insultando o Presidente da Direcção Geral. Em consequência, recebeu ordem de saída da zona de Tesouraria, bem como o encerramento imediato das suas funções na Festa das Latas. Recusou-se a receber essa indicação, afirmando só se retirar se fosse expulso. Durante cerca de 30 minutos, foi tentada uma abordagem calma, no sentido de resolver os problemas com boa vontade, encontrando da parte de Miguel Andrade uma postura intransigente e só aí foi ordenada a sua retirada com recurso a segurança. A Tesouraria foi imediatamente encerrada, ordenando-se o início do processo de depósito de receita e o acesso a essa zona reservada foi vedado.É de esclarecer que nunca foi intenção, quer do Presidente, quer do Administrador da Direcção Geral, a retirada de credenciais. Esse procedimento ocorreu por requerimento do serviço de segurança, dado que com as mesmas outros elementos poderiam aceder à zona de Tesouraria. Aproveitamos para agradecer a todos os colaboradores da Tesouraria, a quem reconhecemos o esforço e competência, o mesmo não acontecendo com o seu coordenador, Miguel Andrade.A Direcção Geral deliberará, futuramente, sobre possíveis acções de responsabilização, mostrando-se desde já disponível para qualquer esclarecimento.

Miguel Andrade, respondeu hoje desta forma:

Caros editores,

Venho por este meio, e como consequência das declarações proferidas em comunicado pela Direcção Geral da Associação Académica de Coimbra (DG-AAC), exercer o meu direito de resposta e defesa de honra.

Quero começar por agradecer a coragem dos colaboradores da Tesouraria da Festa das Latas, que ajudaram a esclarecer algumas das situações passadas, repondo a verdade face às falaciosas acusações da Direcção Geral, nomeadamente no “caso da porta aberta”, e o “caso dos depósitos”. Infelizmente ainda se verificam algumas situações por esclarecer, e cabe-me a mim iluminá-los.

Em primeiro lugar, quero relembrar a todos que, no meu primeiro comunicado público, declarei encarar como minha missão a defesa dos direitos da Associação Académica de Coimbra, e acrescentei que a dimensão da instituição estava acima das individualidades que a representavam. Poderão comprovar, no final das declarações que se seguem, que o que a Direcção Geral classificou como “incompetência e irresponsabilidade” não é mais que a defesa dos interesses da Associação Académica de Coimbra. Interesses esses conflituosos com os interesses de certas individualidades da Direcção Geral.

Falo por exemplo da adjudicação do contrato de prestação de serviços assinado com a empresa de produção de bilhetes. É verdade que assinei o contrato sem consultar qualquer membro da Comissão Organizadora da Festa das Latas. No entanto, apenas tomei essa atitude, pois encontrava-se já esgotado o prazo estabelecido para o encerramento das negociações relativas ao respectivo caderno de encargos, o que impunha uma agilização urgente da questão para que o fornecimento de bilhetes estivesse atempadamente salvaguardado. Mais importante que isso, a empresa a quem adjudiquei o contrato, cumpria todos os requisitos necessários, e poupou aos cofres da Direcção Geral mais de 3 mil euros – o que pode ser comprovado consultando o contrato e comparando-o com o contrato de bilhética do ano transacto. Sabia que a consulta da restante comissão organizadora iria implicar o arrastamento de uma decisão que colocaria em causa a entrega dos bilhetes com a urgência necessária. Apesar de não ter respeitado os interesses do Presidente Eduardo Melo, que parecia alimentar a preferência por uma outra empresa, agi pela única via capaz de salvaguardar os interesses financeiros da Associação Académica de Coimbra.

Quanto à minha recusa em entregar a distribuição de convites ao protocolo, havia já sido admitida no meu anterior comunicado, no qual referi ter sido “forçado a abdicar de controlo, para não perturbar o normal funcionamento das vendas no período de máxima afluência” através da “suspensão deliberada do sistema de venda de bilhetes, por ordem directa de Eduardo Melo”. Enquanto responsável máximo pelo sistema de bilhética, considerei, como continuo a considerar, que fazia parte das minhas competências o controlo rigoroso das ofertas de convites gerais. Pretendia evitar a enxurrada habitual de ofertas, que são prejudiciais a Associação Académica de Coimbra, e tinha estabelecido um tecto máximo de 1000 convites gerais. Após a entrega do controlo da distribuição de convites ao protocolo, esse número foi obviamente ultrapassado, como previa. Mais uma vez, os interesses do Presidente Eduardo Melo revelaram-se contrários aos interesses da Associação Académica de Coimbra, que tentei claramente defender mais uma vez.

Quanto ao acesso ao cofre, considero que, tendo em conta que a responsabilidade do seu conteúdo recai apenas sob a tesouraria, é perfeitamente lógico que o acesso ao mesmo seja exclusivo aos elementos que a constituem.

Em relação aos acontecimentos da madrugada do último dia de latada, embora já explicitados em parte pelos colaboradores da Tesouraria, gostaria de acrescentar que foi a primeira vez que o Presidente se deslocou às instalações, pelo que o evocado “balanço do dia” não constituía um procedimento habitual. Declaro ainda que, uma vez que me vi impossibilitado de realizar o meu trabalho e efectuar os devidos depósitos, não me responsabilizo pelo balanço de tesouraria resultante dessa noite.

Para terminar, não compreendo como pode o presidente Eduardo Melo sentir-se tão incomodado com a ausência de consulta, se a tal Comissão Organizadora de que fala, reuniu, comigo, apenas cinco vezes em 4 meses de preparação da Festa das Latas. Não fui consultado, enquanto tesoureiro, em decisões em que o meu parecer seria fundamental, como por exemplo nas decisões de concessão de venda de comidas e bebidas brancas.

Repito que, embora a minha atitude possa ter revelado, por vezes, desrespeito pela autoridade do Presidente da Direcção Geral, tal só se aconteceu por ser a única forma de defender os interesses da Associação Académica de Coimbra. Como tal afirmo-me preparado e de consciência tranquila para enfrentar quaisquer acções de responsabilização que me sejam imputadas.

 Grato pela vossa atenção,

Miguel Andrade

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Comunicado dos colaboradores da Tesouraria da Festa das Latas

Caros editores,

Nós, os colabores da Tesouraria da Festa das Latas, vimos, à luz da recente polémica levanta com a demissão do tesoureiro da Associação Académica de Coimbra e do, recentemente publicado, comunicado da Direcção Geral, prestar alguns esclarecimentos que consideramos necessários para clarificar certas situações.

Começamos por declarar que não podemos compreender os elogios e agradecimentos que a Direcção Geral nos endereçou ontem, ao mesmo tempo que insultava abundantemente o Tesoureiro da Festa das Latas, acusando-o de irresponsabilidade enquanto nos iliba de qualquer culpa no cartório. Ora, tendo em conta que a tesouraria da Festa das Latas funcionou enquanto equipa, é no mínimo incoerente a existência desta distinção. Só podemos, por isso, fazer a leitura de que a Direcção Geral nos tentou agraciar, para que não tenhamos necessidade de intervir publicamente e de trazer a público os conhecimentos que temos sobre esta situação. No entanto, os elogios e os garantes da nossa inocência, que aliás atestam a credibilidade da tesouraria, não nos podem impedir de repor a verdade, apenas porque não somos parte interessada na discussão.

Uma das questões levantadas no comunicado da Direcção Geral foi a enorme falha do tesoureiro Miguel Andrade, que teria alegadamente permitido que a tesouraria da Festa das Latas ficasse de porta aberta, sem vigilância, até às 10 da manhã. Os três colaboradores que fecharam a tesouraria nessa noite, querem esclarecer que o administrador da Direcção-Geral foi inteirado da situação por volta das 6 da manhã e foi-lhe questionado se seria necessária a chamada ao local do tesoureiro, que se havia disponibilizado a regressar para possibilitar o fecho da tesouraria e que apenas se havia ausentado, exausto, para repousar um pouco. O administrador da Direcção Geral, afirmou que tal não seria necessário, visto que iria informar a segurança do recinto para que se procedesse a um reforço de segurança, naquela zona, durante o resto da noite. Alertámos ainda para o facto de todo o fundo de maneio e bilhetes se encontrarem guardados no cofre, mas a resposta continuou a ser no sentido de a situação se encontrar perfeitamente controlada.

Acrescentamos ainda que, no dia em questão, não foi efectuado qualquer depósito junto da empresa de transporte de valores contratada para o efeito, uma vez que se considerou que a quantia concentrada nesse dia não justificaria esse mesmo depósito. Todos os restantes depósitos foram efectuados pelo tesoureiro da Associação Académica de Coimbra, Miguel Andrade, com a companhia de um ou mais colaboradores. Desmentimos por isso a acusação feita no comunicado da Direcção Geral, e esperamos que tal possa ser comprovado.

Quanto ao alegado “ambiente de brincadeira e irresponsabilidade” que o Presidente e o Administrador da Direcção Geral afirmaram encontrar na tesouraria, queremos também dar a conhecer a nossa posição. Embora exista uma excelente relação e à vontade entre todos os colabores da tesouraria (que pode ocasionalmente levar a uma ou outra brincadeira), tal nunca pôs em causa o nosso sentido de responsabilidade e de dever. Jamais descurámos as nossas funções e sempre as realizámos de forma extremamente profissional, pelo que não admitimos que ninguém questione o nosso empenho, dedicação, e acima de tudo, seriedade.

Quanto à questão das credenciais, os membros da tesouraria presentes desconhecem quem ordenou a acção e se terá sido uma imposição da segurança. No entanto não considerávamos, na altura, que o trabalho estivesse completo da forma que pretendíamos. Além disso, e ainda mais gravoso, essa acção, antes do fim da actividade do recinto, retirou-nos a exclusividade de acesso ao cofre, visto que fomos obrigados a entregar a chave, e poderá também ter dado acesso à tesouraria a elementos sem autorização para tal, uma vez que as credenciais deixaram de se encontrar em nossa posse.

Queremos terminar, afirmando que nos encontramos de consciência tranquila quanto ao trabalho que realizámos e do qual estamos orgulhosos. Gostávamos ainda de referir que foi uma enorme honra sermos coordenados pelo Tesoureiro da Associação Académica de Coimbra, Miguel Andrade, a quem reconhecemos extrema competência nas funções que desempenhou na passada edição da Festa das Latas de quem guardamos a imagem de um dos dirigentes associativos mais sérios, mais honestos e com mais carácter com que privámos ao longo dos tempos.

Os colaboradores:
Sofia Costa,
Carlos Silva,
Ana Jegundo,
Gustavo Bonifácio,
Armando Capela,
Francisco Mouraz,
André Oliveira,
Diogo Marques,
Melissa Claro,
Sónia Gonçalves

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Demissões Parte III

O Presidente da Direcção-Geral da Associação Académica de Coimbra, apaga todas as postagens que o Entre o Nada e o Infinito lhe coloca no seu mural de facebook e as perguntas que o seu autor (João Branco) lhe deixa a título pessoal no referido perfil.

Nem é uma questão de se dar ao trabalho de responder. Apaga, porque não tem uma resposta às perguntas que lhe formulo. Mais uma vez se vê a falta humildade deste presidente da Direcção-Geral, assim como outros tiques nada democráticos.

Relembro-lhe portanto, um trecho da conversa telefónica que tivemos na célebre noite da ameaça de um processo judicial. O Eduardo, em tons agressivos, pedia-me encarecidamente para o consultar sobre ocorrências no seio da Direcção-Geral\Explicações sobre tomada de acções e decisões da sua parte antes de escrever o que fosse no blog. Dizia-me ele que “era para evitar escrever factos inverosímeis e caluniosos”. Lembras-te Eduardo? Pois bem, foi o que fiz. Pedi-te uma explicação. Tu habilmente apagaste. Volto a relembrar as tuas palavras quando me criticavas “que eu só escrevi aquilo que me interessava” – pois bem, acho que acabaste “de cair no meu erro”.

E de facto, não conhecia esses tiques de tirano em ti.

Até na questão da demissão do Miguel, tu não quiseste saber do Entre o Nada e o Infinito e enviaste a nota para o Sexo e a Cidade.

Como é que queres que escreve, se não me envias a tua nota com a versão dos factos?

Pergunto-te então aqui, publicamente: Quando é que te demites?

Segunda-Feira, irei perguntar-te em Assembleia Magna, podes estar descansado.

Daqui não levarás uma única palavra de apreço. Porque não a mereces.

 

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As demissões

diário As Beiras, página 8

 

2 demissões, 1 semi-demissão. Faltam ainda 2 demissões, as de Pedro Tiago e Nélson Fonseca.

Todas elas com dois denominadores comuns: falta de confiança política e perseguição pessoal.

Só Eduardo Barroco de Melo é que não sofreu falta de confiança política por parte da Academia. Tenho pena que o mesmo ainda não se tenha demitido depois daquilo que fez durante o ano. No entanto, folga-me em saber que na AAC, Eduardo Barroco de Melo, sai, como diz a giria “pela porta do cavalo”: com 5 demissões no pacote, zero de trabalho, zero de responsabilidade e zero de humildade.

Mas a podridão, a podridão ficou toda na Direcção-Geral...

Porém, o mandato de Eduardo Barroco de Melo não se fica por aqui: deixou que os seus vice-presidentes alimentassem uma candidatura quando o mandato ainda nem sequer ia a meio. Foi completamente enrabado, repito, enrabado em ENDA e nas eleições para o Secretariado de Inter-Núcleos. Por duas vezes, violou os estatutos da AAC: uma quando quis sobrepor uma Feira de Emprego da AAC na mesma altura em que os Núcleos de Estudantes de Economia e Gestão também preparavam uma (infringiu um direito dos núcleos) e outra, quando numa Magna, pura e simplesmente não quis ascultar e cumprir a vontade da maioria dos votantes presentes.

Para compor o ramalhete, ficou assustado com um post de um humilde blogger e ameaçou levá-lo para a barra dos tribunais.

Uma lástima, repito.

Quem aprende é quem está dentro da AAC. Aprende com os erros deste “pequeno” presidente para que o futuro seja melhor. E espero, claramente, que o futuro passe por 2 nomes: André Costa. Espero mesmo do fundo do coração. 

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Eduardices

Um presidente perdido, de cabeça perdida.

Ainda por cima, uma atitude vinda de um presidente que parece já estar mais preocupado com as eleições que vão eleger aquele que o vai suceder do que acabar o seu mandato com trabalho, visto que ao longo do ano o trabalho da Direcção-Geral foi zero.

Uma verdadeira lástima.

Não é uma atitude que me espante. Eduardo Barroco de Melo provou ao longo do seu mandato não ter humildade suficiente para ocupar o cargo que ocupou. Infelizmente…

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Breve comentário à Assembleia Magna

Esta Assembleia Magna começa com uma excelente e pertinente intervenção de José Martins. O aluno da FCTUC tocou na “mouche” em mais uma asneirada da grossa desta direcção-geral. Perante um doutoramento honoris-causa de tão ilustre “persona” da lusofonia (Xanana Gusmão), a AAC não se fez representar por ninguém. Tal como o João Martins, não consigo perceber como é que no meio de tanta gente (presidente, 3 vices, 1 administrador, 1 tesoureiro e a quantidade existente de coordenadores-gerais) ninguém marcou presença na cerimónia. Eduardo Melo, roçou novamente a falta de humildade que tem caracterizado o seu mandato e justificou-se que tinha estado com febre. O estudante da Faculdade de Direito Luis Bento Rodrigues acusou-o de o ter visto “à fútrica” nesse dia no largo da portagem. Imaginemos o cenário de que Eduardo Melo estava mesmo com febre. Estar com febre não implica que uma chamada pudesse resolver o problema, enviando outro elemento da Direcção-Geral. O problema é quando vice-presidentes e coordenadores-gerais estão mais interessados em campanhas futuras à Direcção-Geral. Ou existe um novo corte de relações entre o pessoal da DG?

“Não te ficava nada mal um pouco de humildade perante quem te elegeu” – afirmou Luis Bento Rodrigues. A questão já não se trava na falta de humildade por parte do presidente da DG. O presidente da Direcção-Geral, como lhe pude afirmar numa sms enviada à hora, mente. Tanto mente, que mentiu a diversos coordenadores-gerais acerca da chamada na noite em que o João “Chaves” Alves foi demitido. Segundo o presidente da DG (e a Mónica Batista é testemunha porque me disse as palavras utilizadas pelo mesmo; se negar, acuso publicamente a referida rapariga de mentirosa) transpareceu a ideia de que fui eu que lhe liguei de livre e espontânea vontade na célebre madrugada da ameaça, quando foi o Eduardo que me mandou uma sms a pedir para me ligar e após uma pequena conversa em que me pediu que lhe perguntasse primeiro antes de escrever; e aponto a demissão do João por falta de confiança política; perante uma primeira fase em que manifestei a ideia de manter o post que tinha escrito horas antes online, ele pura e simplesmente afirmou esta frase: “então teremos que resolver o assunto em tribunal” ao que eu respondi “vamos então para tribunal Eduardo” – posteriormente, fui eu quem lhe mandou uma sms a dizer que ia retirar o post.
Mais tarde, nesta Assembleia Magna numa defesa de honra perante o Dino Alves, o Eduardo queixou-se que o presidente do núcleo de estudantes de economia lhe cortou o direito “à liberdade de expressão” – fico com a ideia de que o próprio presidente da Direcção-Geral, nessa noite, também me quis limitar esse direito.

Não existe claramente a necessidade de provar isto tudo, porque se alguém envolvido nesta história não revelar tudo o que aqui é escrito por mim, será confrontado em praça pública, e não terei quaisquer problemas em levar este assunto para a Comunicação Social.

O presidente da Direcção-Geral não é, repito, não é capaz de pedir desculpa pelos seus erros nem é capaz de admitir que a sua equipa falhou. Pior que falta de respeito ou falta de humildade, é saber que tudo está a ser um erro e não existir assumpção de culpas. Porém, o Eduardo Barroco de Melo não é o único culpado do fracasso desta Direcção-Geral. O Eduardo não deve assumir sozinho as culpas. As culpas pertencem ao colectivo em geral, e a todos aqueles (que toda a gente sabe quem é) que em Maio, deram a facada final num colectivo que já estava completamente moribundo.

Avanço no terreno e passo para as declarações do Fabian Figueiredo: Tirando toda a filosofia barata com que o Fabian nos costuma brindar (sim, Fabian, não me esqueço do dia em que me disseste que as minhas ideias sobre a Acção Social eram ideias de democracia-cristã!) reconheço-lhe bastante pertinência no celeuma gerado pela entrevista do reitor. Todas, mas mesmo todas as universidades públicas deste país, perante os cortes anunciados pelo Ministério, foram à luta e reclamaram acerca dos cortes executados. Algumas delas, como alguém disse e muito bem tiveram que aumentar as vagas de diversos cursos (sacrificando a qualidade do seu ensino) para por cobro à situação de bancarrota. O Excelentíssimo Reitor da Universidade de Coimbra não reclama e não se une contra o Ministério em prol da instituição que representa. Agravante é, que a UC, continua a prescrever sem dó nem piedade. Amigos meus que estudam noutros estabelecimentos de ensino tem-me dito que as reitorias andam a conceder indultos gerais aos prescritos, passando por cima da lei em prol da estabilidade financeira. A UC continua a prescrever e continua a chutar alunos para fora do ensino superior através de uma regra penosa que bolonha instituiu.

Assunto FAIRe. Os objectivos que levaram o antigo vice-presidente Rui Carvalho a introduzir (de forma muito atabalhoada, muito mal explicada, muito mal votada) o assunto FAIRe já surtiram efeito. Desde cedo que esses intuitos foram revelados aqui neste espaço. Rui Carvalho pertence agora aos corpos dirigentes de referida plataforma. A AAC ficou ou não ficou a perder, pergunta-se? Claro que ficou. Tirou legitimidade às deliberações de Assembleia Magna e como tal, espero que o novo presidente da AAC tenha o bom senso de desligar a máquina da FAIRe no próximo mandato.

Conselho Fiscal – Depois da enorme explicação do Jorge Dantas, que a mim não me pareceu mais do que uma explicação maçuda, foi com algum gozo que vi o Carlos Barandas no palanque a afirmar “se tiverem algum problema, façam favor de enviar para o Conselho Fiscal” – pois bem, as pessoas até podem enviar para o fiscal. O problema põe-se é no timing em que o fiscal vai avaliar e responder à situação. Se o fiscal demorar tanto tempo como demorou nas resoluções tomadas acerca da Secção de Gastronomia e da Secção de Voleibol, mais vale esperar sentado…

Dino Alves vs Eduardo Barroco de Melo – Tenho que dar razão ao Dino. Não posso descurar, pelo que sei, quem é uma guerra política de parte a parte. Neste caso, legamente, o Dino tem toda a razão no que toca a estatutos da AAC. É pena que esta confusão se tenha gerado por pura inimizade entre os intervenientes. O Dino completa a razão, quando pede para que não se questione o seu trabalho e o trabalho da sua equipa – É legítimo afirmar que este Núcleo de Economia tem feito muito mais trabalho em muito menos tempo do que a Direcção-Geral inteira.

Eduardo Barroco de Melo e os SASUC – Eduardo afirmou que recebeu uma resposta positiva por parte dos SASUC no que toca ao problema do pagamento das residências. Eduardo afirmou que os SASUC não estão a exigir. Pois bem meu caro, os SASUC nunca exigem nada aos estudantes. Apenas mandam emails a convocar reuniões de semana a semana com os estudantes que entram em incumprimento e fazem-lhes a vida negra até que o seu objectivo de expulsãopagamento (muitas vezes os estudantes não tem condições para pagar as dívidas que tem perante a instituição) seja finalizado. Mais uma vez, o presidente da Direcção-Geral não quis marcar uma posição na defesa dos direitos dos estudantes e apenas questionou os SASUC. O seu mandato é até Janeiro. Até lá, creio que muitos dos nossos colegas irão abandonar o ensino superior por culpa dos SASUC. Quando é que o presidente da DG tenciona bater com o punho na mesa dos SASUC e fazer uma demonstração de força e união dos estudantes da Academia?

“Infelizmente, não estão aqui nem perto dos 4 mil que elegeram esta DG” – afirma Eduardo durante as votações das moções. Infelizmente, diz muito bem. Não é nada que o Entre o Nada e o Infinito já não tenha questionado. Resumindo e baralhando, aqui o blogger é certeiro em algumas coisas que diz, mesmo apesar de na Direcção-Geral o considerarem “exagerado” e “extremista”.

Eduardo Barroco de Melo esteve bastante bem no ponto 2. Foi claro e simples no que toca aos cortes no financiamento da UC e em relação aos pontos negativos que o novo regulamento de atribuição de bolsa apresenta para os estudantes. Renata Cambra e Sílvia Franklim sobem ao púlpito para fazerem boas e válidas declarações. A estudante da FDUC Catarina Ângelo também apresenta um bom discurso, afirmando que neste momento, o dinheiro que o governo disponibiliza para empréstimos bancários é superior em relação aquele que disponibiliza para Acção Social Escolar.

Não concordo com o Luis Bento Rodrigues na questão dos 60% dado que a UC permite até agora a inscrição a um limite máximo de 72 ECTS (ou 78 ECTS para alunos que possam terminar a licenciatura e excedam até 6 ECTS esse limito imposto sob autorização do Reitor) – como a inscrição pode flutuar em mais 12 ECTS em relação ao que é permitido, um aluno que atinja 60% deverá ter feito no mínimo 42 ECTS e como tal, obteve aprovação ao ano lectivo. Se obteve aprovação é sinal que trabalhou para obter aprovação mínima. Não se pode tirar a bolsa de estudo a um aluno que fez 38, 40 ou 41 ECTS porque no fundo obteve aprovação.

Depois segue-se a resposta do Rafael Duarte. Rafael, não te custava nada mencionares que andas a ler o Entre o Nada e o Infinito. O coordenador-geral da Pedagogia perguntou a Luis Bento Rodrigues “”não há uma relação entre o endividamento do agregado familiar e o sucesso do estudante”.
Tenho que dizer que levantou algo que o Entre o Nada e o Infinito já tinha tocado num outro post.

Este trecho que abaixo transcrevo, dá a minha opinião acerca do aproveitamento escolar ao Luis e realça que a ideia do Rafael não é virgem no meu pensamento: “Quanto ao aumento do aproveitamento escolar para 60%, considero-o obviamente injusto. Deveria manter-se nos 50% de aprovação mediante o número total ECTS a que o aluno se inscreveu. Todos os bolseiros sabem que precisam de se aplicar para continuar a usufruir dos benefícios estatais. Por isso, 50% de aprovação acaba por ser uma percentagem justa. Se o aluno fizer esses 50% é sinal que o seu desempenho representa o mínimo que se lhe era exigido. Por outro lado, sabemos que ao aluno podem acontecer infortúnios. E esses infortúnios devem obrigatoriamente ser precavidos por esta lei. Desde que devidamente fundamentados, os alunos que tiveram dificuldades durante o ano escolar (estiveram ausentes por falta de recursos económicos; tiveram um acidente grave; doença grave: doença familiar; infortúnio pessoal) deveriam ser salvaguardados com a hipótese de não perderem a sua bolsa de estudo no ano lectivo seguinte.”

E Luis Bento Rodrigues corrobora a minha opinião: “”por isso é que deve haver uma cláusula que preveja situações de limite”.

Mais uma vez, o blogger serve de inspiração à actuação da Direcção-Geral.

Já o coordenador da Acção Social está como se diz na giria “a nanar na forma” – não são estudos entre estudantes deslocados e não-deslocados que vão resolver o problema.
O meu amigo coordenador da política educativa ainda não falou… Resume o que tem sido o seu trabalho na DG: ZERO.

A questão da privatização das cantinas nem merece o meu comentário, porque é absolutamente sórdida a posição contra da AAC. Espero que o Mr. Pizza e o McDonalds comecem a ter prato social pois senão qualquer dia ir comer ao Mac começa a ser mais barato que ir comer às cantinas.

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Vergonhoso

A fina-flor da Academia segue o habitual ritmo da época e já começa com os truquezinhos eleitorais.

Inunando a rede social facebook com esta imagem, seria de muita coincidência não pensar que vários utilizadores estão a tentar passar uma mensagem neste início de ano lectivo. Conhecendo o se tem passado nos últimos anos, apenas não esperávamos que o pedantismo fosse tão alto em tão tenra altura do ano. Não retiro de modo algum o termo: chama-se pedantismo. Com todas as letras.

Se nas candidaturas de André Oliveira, Jorge Serrote e Miguel Portugal, as primeiras movimentações começavam após a Queima das Fitas e as primeiras mensagens surgiam na latada, notamos que este ano, para além do facto da Direcção-Geral não ter feito mais nada de destaque do que a Universidade de Verão da UC, um boicote às aulas que acabou por ser um autêntico fiasco, a organização das provas de desporto universitário e um elenco recheado de demissões, má gestão de equipa por parte do presidente, boatos e dois vices presidentes que chegaram a uma altura do campeonato sem sequer se dar ao trabalho de falar com o presidente durante dias a fio, tento compreender (juro que tento) porque é que a AAC não encurta os mandatos a 3 meses. Quiçá a 4 dias. Sim, porque este mandato não passou do 4º dia de existência. O resto que se viu é luta desenfreada pelo tacho, incompetência, inquestionável vontade de não se trabalhar em prol daqueles que votaram e acima de tudo, irresponsabilidade daqueles que durante o ano estiveram mais interessados em preparar as próximas eleições do que em trabalhar na confiança que em si foi depositada por cerca de 4 mil estudantes.

Por outro lado, perante todas as variáveis enunciadas, os problemas que afectam a comunidade estudantil amontoam-se e a AAC continua com uma passividade ímpar. O ano lectivo começou e quanto a bolsas de estudo, tudo permanece no mais profundo mistério, apesar de existir uma lei aprovada em Assembleia da República que tarda em passar para o Diário da República. Centenas de alunos começam o seu ano lectivo sem a certeza da sua bolsa, sem sítio para pernoitar e receosos que não possam continuar os seus estudos por insuficiência de meios financeiros.

Residentes universitários viram negadas as condições de acesso às residências. Outros residentes foram mudados para outras residências em virtude de decisões duvidosas. Mas dentro das 4 paredes da Direcção-Geral, ninguém parece estar interessado em mais do que ir tomar o seu cafézinho aos jardins, bater um papo, actualizar o blog anónimo para dizer mal do outro candidato e alcatroar a estrada para Novembro…

Em várias faculdades, a morosidade dos serviços causa incómodo. A burocracia é morosa e dispendiosa. A pedagogia não existe. Alguns cursos alteraram novamente as regras do jogo e prejudicaram claramente os seus alunos. Outros, voltaram a prescrever. A defesa dos direitos dos estudantes por parte da AAC não é mais uma vez sentida.

Internamente,

Da Tesouraria da AAC alguém palmou deliberadamente 5200 euros. Tanto o Conselho Fiscal, como a Direcção-Geral (através dos seus dois representantes no Conselho-Geral) como a Queima das Fitas ainda não se interessaram em abrir uma investigação interna para saber quem lucrou com o acto.

Falamos em Conselho Fiscal.

O Conselho Fiscal, presidido por Carlos Barandas (Carlos, um dia disseste-me na FEUC que gostavas de gente sincera e vou-te ser sincero já que não me atendes o telemóvel quando te ligo) é um órgão constituído na sua maioria por incompetentes. Salvam-se duas excepções: o Hugo Ferreira e a Filipa Soares. A sala da queima foi assaltada. Abriram-se extintores à porta da secção de fotografia. Nada foi feito pelo Fiscal. Secções Culturais tem capacidade para realizar actividades, caso da Secção de Gastronomia, mas dependem exclusivamente que o Fiscal lhes resolva as questões. A Secção de Voleibol está (ou se já foi resolvido, estava até à pouco tempo) à espera que o Fiscal lhe resolvesse o assunto burocrático que pendia sobre a tomada de posse da nova direcção. A Secção de Andebol passa por gravíssimos problemas financeiros e esteve (creio que ainda está) em risco a sua participação nos campeonatos em diversos escalões, o que é uma vergonha para uma AAC que alimentou e muito outras modalidades (Basquetebol, Ténis) e poderá deixar morrer uma secção que para além do palmarés que possui, dá a hipótese de competição a muitos alunos da UC.

Carlos, muito sinceramente, será que te preocupas mais com moscambilha do que com o trabalho para o qual foste eleito?

No que tocam a estatutos, cada um decide por si. Como até já foi dito por mim aqui neste espaço.

Não desviando do assunto mainstream, é portanto uma vergonha aquilo que se passa na AAC. Meus caríssimos amigos, este logo que está a ser colocado em perfis do facebook pertence à campanha de um vice-presidente da AAC, um rapaz que tem um cargo importantíssimo nas mãos a defender, mas parece que se está nas tintas para tais feitos.

(Escusam de fazer chamadas anónimas às tantas da manhã em número desconhecido porque eu não vou ceder)

O mandato acaba em Janeiro, mas já se fazem apostas em Setembro. É necessário alguém que diga a estes rapazes que o seu cargo joga com responsabilidades que pendem sobre vidas humanas. Torna-se necessário acabar com esta palhaçada de blogs e de ameaças e de moscambilhas. Torna-se necessária uma Académica humilde, trabalhadora, com vontade de evoluir e de preferência com gente que queira servir a casa e não servir-se da casa.

Deixo-vos um conselho: porque é que não realizam eleições para a AAC de mês a mês e assim consegue fazem com que se arranje espaço para todos na presidência?

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Medo ou agravamento da instabilidade interna?

Sabemos de fonte mais ou menos segura, que o presidente da Direcção-Geral da AAC Eduardo Barroco de Melo chamou a sua equipa para uma reunião nesta noite de domingo onde pretendia cimentar a discussão interna de alguns assuntos internos que tem causado algum melindre. À ultima da hora adiou a dita reunião. Medo ou agravamento da instabilidade interna?

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Quid Iuris?

Os Kaiser Chiefs foram hoje confirmados como o nome internacional da Festa das Latas 2011.

Ao nosso blog chegou a informação que o presidente Eduardo Barroco de Melo, enquanto membro do Conselho Geral da Queima das Fitas rejeitou a banda britânica por considerá-la muito cara, e meses depois, inseriu-a na Festa das Latas.

Como todos sabemos que grossa parte dos fundos que as Secções Culturais e Desportivas tem para trabalhar durante o ano são desbloqueadas a partir dos fundos vindos dos lucros da Queima das Fitas, temos em crença que a banda poderia dar mais “boost” ao nível financeiro se actuasse na Queima das Fitas. A casa ficaria a lucrar muito mais.

A decisão do presidente terá sido motivada por insensatez ou estratégia?

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Analisa e critica. Com razão.

Acabei de ler o post de Paulo Abrantes no Denúncia Coimbrã.

Assim pela manhã, deu-me uma autêntica bolada no estomago.

Paulo Abrantes analisa e critica com razão.Gabo-lhe a coragem de ser um dos únicos capazes de bater um murro na mesa e denunciar toda a podridão que cerca actualmente a instituição.

Em 6 anos de AAC, nunca vi a instituição tão rodeada de abutres. Sim, abutres. É a palavra mais correcta. A AAC bateu completamente no fundo. São os furtos, as demissões, os joguinhos políticos onde cada um tenta puxar a brasa à sua sardinha. A AAC deixou de funcionar como um órgão institucionalizado para a defesa e fomento de todo o mundo académico. Passou a funcionar como um pólo onde cada um tenta maximizar a sua posição para construir o seu trilho pessoal no futuro, e onde os pequenotes começam a torcer pepino em tenra idade como diz o ditado.

A AAC passou a ser o tubo de ensaio para a criação de  futuros políticos da tanga e para a prática de pequenos furtos que dentro de anos se irão transformar em crimes de colarinho branco. Os piores. Quem rouba um pedaço de pão para dar de comer aos seus filhos não merece castigo. Muito menos numa sociedade portuguesa que caminha a passos largos para que o grosso da riqueza fique na mão de meia dúzia de grandes empresários e a pobreza seja a dádiva para 97% da população. Onde é que está a responsabilidade dos falsos estudantes responsáveis e competentes?

A minha visão como sócio da instituição permite-me ser claro e simples quanto a esta Direcção-Geral: exceptuando um boicote às aulas discutido e aprovado em Assembleia Magna que não teve o impacto e a visibilidade que se desejava para a luta contra a nova ordem sistémica que se está a trilhar nos gabinetes do Ministério da Educação Ensino Superior para o ensino superior, o sucesso meritório da Universidade de Verão (ao qual aproveito para saudar a Direcção-Geral e todos os voluntários pelo excelente trabalho desenvolvido) o desporto universitário (que se desenrola na perfeção graças ao esforço de centenas de atletas que diariamente evoluem com a expectativa de construirem briosa por esse país e europa fora) a verdade é apenas uma – esta Direcção-Geral não fez rigorosamente nada e logo em primeiro lugar, padece de um vício mortal que é o facto do seu presidente nem sequer conseguir segurar a sua equipa e os ímpetos personalizados da busca pelo poder por parte de membros da sua equipa (todos sabemos que já aconteceram durante este mandato) que tem papeis muito importantes a desenrolar em prol da instituição e que por tal, lhes advém uma responsabilidade muito grande pelos actos que praticam e comportamentos que exercem.

Quanto aos dois furtos na Queima das Fitas, já o disse a algumas pessoas e volto a dizê-lo em público: espero bem que a Polícia de Segurança Pública actue neste caso, investigue e consiga chegar às pessoas que praticaram o furto. Se para a Queima das Fitas 5 mil e 200 euros não é um valor considerável, para uma boa fatia dos alunos que frequentam actualmente a UC estamos a falar de um valor muito próximo do custo total de um ano lectivo em Coimbra. Posso dizer também com toda a franqueza que existem secções culturais e desportivas que não tem esse valor para organizar as suas actividades e que se calhar até mereciam visto que tem pessoas competentes, inseridas dentro do associativismo para desenvolver competências nas quais são especializadas e capazes de elevar muito mais alto a bandeira da AAC. Nem de perto nem de longe, tais verbas lhes são garantidas. Como tal ao nível de associativismo, a AAC tem os dias contados: as coisas vão morrendo aos poucos.

Espero portanto que este caso seja um abre-olhos para as pessoas com responsabilidade dentro da casa. Chega de caldinhos. Pela história que concerne à instituição, esta sempre se pautou pelo rigor, pelo brio e pela transparência. É certo que nos últimos anos tem descambado totalmente por um caminho que condena a credibilidade da instituição. Sim, porque este tipo de problemas não atinge as pessoas que trabalham ou trabalharam na instituição. Essas vão entrando e saíndo. A instituição fica e ficará sempre manchada por essa pecha no currículo. Futuras gerações poderão ver dentro de algumas décadas a AAC como uma instituição que esteve na linha da frente da luta contra o regime mas sim como uma instituição que serviu de incubadora a mais uma geração de políticos que a partir dela trilharam um caminho, que à luz da vela, sempre irá redundar em fracassos para o país e em desgovernação.

Estes incidentes retiram credibilidade a uma instituição a nível local e a nível nacional. Será isso que pretendemos quando são praticadas este tipo de acções? Ou por outro lado, queremos uma AAC forte, tão forte como a de 1969? Uma AAC que sempre se pautou por ser uma voz activa contra a tirania, contra o corte dos direitos dos estudantes, que sempre esteve ao lado das causas sociais e sempre interveio de forma activa na resolução de problemas da comunidade Coimbrã, funcionando quase que como um auxílio à ineficácia de muitas entidades pertencentes ao estado. Uma instituição com este percurso, não se pode abandalhar ou desmoronar desta maneira graças à má formação de carácter de meia dúzia de abutres. Sim, abutres. É a palavra correcta para designar muitos daqueles que conheci durante 6 anos na instituição. Uma instituição como esta necessita de gente séria, de gente altruísta. De gente que consiga de uma vez por todas estampar um sorriso na cara quando consegue ajudar de que maneira for a vida do seu semelhante que está em dificuldades ou que necessita de um empurrãozinho de alguém para conseguir re-entrar num caminho de futuro ou sucesso. Uma instituição deste calíbre e com esta história, precisa de gente de trabalho. De gente que seja capaz de levar a cabo a prossecução dos objectivos que todos os estudantes desejam ver realizados.

Não me venham com a ideia que a AAC reflecte a meritocracia. Em primeiro lugar, todos sabemos que o nosso país não é o melhor exemplo quando falamos em meritocracia. Dentro dos poucos exemplos de meritocracia que existem dentro do nosso país, a AAC assim como qualquer outra associação estudantil no país são os piores exemplos possíveis neste âmbito.

Desde o início da minha estadia em Coimbra sempre me disseram em tom de brincadeira que apenas duas forças tentavam dominar a AAC: de um lado o FADO, de outro lado o Rugby. Poderá ter sido assim no passado. No presente não o é. Poucos foram aqueles que vi ocuparem cargos na Direcção-Geral que realmente tinham talento. Isso advém logo do facto das sucessivas Direcções-Gerais serem no mau sentido da frase, listas de continuação que são eleitas sem qualquer tipo de concorrência e que tentam a todo o custo abafar a palavra a quem conscientemente tenta construir uma alternativa ou a quem não comunga dos seus valores. Dessas listas de continuação, a jogada sempre foi simples: não integram aqueles que tem mais capacidades para assumir uma postura séria e responsável mas sim aqueles que conseguem granjear mais apoios e amizades dentro das várias faculdades e dos vários cursos. O cacique puro e duro. Se uma pessoa dominar ao nível de influência a sua faculdade, está dentro. As pessoas competentes não estão na Direcção-Geral. Estão em casa a estudar para acabar o seu curso com distinção e conseguirem trilhar o seu caminho através dos valores do esforço e dedicação ao trabalho.

Isso não é meritocracia. É uma forma tosca de oligarquia, desprezível, e que conduzirá à instituição a um marasmo ainda mais profundo. É claro que em todo este processo metem-se sempre as juventudes partidárias ao barulho, desejosas de extender a sua hegemonia ao máximo número de associações estudantis possíveis para que estas sejam braços políticos da contestação que pretendem exercer sobre os governos que não são da sua cor partidária ou defender as políticas daqueles que são. É uma triste realidade, é uma triste verdade. 

Tais factores não criam coesão naquilo que se pretende coeso e firme em torno dos estudantes. Podemos tomar esse facto como uma verdadeira assumpção sempre que vamos a uma assembleia Magna: 5 mil e tal pessoas votam, 4 mil delas na lista que vence. As Assembleias Magnas não tem mais que 200, 300 dessas pessoas. A conclusão é simples: em dia de eleições, circulam as mensagens do “vota x, do vota y”. Os cordeirinhos levantam-se da cama e lá vão votar na lista do paterfamilias da sua faculdade. Depois do mal feito, limitam-se durante o ano a dizer que a DGAAC não faz nada e que os seus elementos são uma cambada de ladrões e tachistas. Pela frente, assumem sempre uma postura diferente: agradam aos meninos em busca de algo mais do que serem meros estudantes.

É uma triste realidade, é uma triste verdade.


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Adira à AAC. É só vantagens

O 42 da AAC veícula que Eduardo Barroco de Melo deu ontem a primeira facada no seu coordenador da política educativa Samuel Vilela. Não temos para já informações que o confirmem, mas ao confirmarem como informação verdadeira só vêm dar razão às críticas tecidas aqui pelo dono do tasco.

Por outro lado, Vilela e os seus já começam a lucrar. Gabriela Melciú, chegou à poucos dias à coordenadoria das Relações Internacionais e rapidamente ganhou uma viagem à Finlândia à pala.

Adiram à AAC e façam tudo para chegar a uma DG, indiferente de todas as sacanices que terão que fazer a terceiros. Pensem sempre no lucro que a DG trará para a vossa vida presente e futura e nunca o contrário, ou seja, pensar naqueles que legitimam Direcções-Gerais em vez de pensarmos em nós próprios. Lambam os sabões que tenham a lamber e lambam os pés e a carpete se for preciso.

É um claro exemplo para aqueles que não têm dinheiro para passar umas férias em grande ou não querem como se diz na gíria “vergar o aço” num trabalhito de verão para as ter. A AAC ajuda sempre os mais favorecidos.

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De manhã é que elas sabem bem

Ia eu sem querer ali a passar pela Rua dos Combatentes quando reparei no trio que falava animadamente no Sr. Manel do Safari: Eduardo Barroco de Melo, Diana Taveira e Carlos Barandas. Um encontro de presidentes para uma meia de leite e 1 croissant misto (Eduardo) 2 meias de leite e 4 croissant mistos (Carlos) e meia meia de leite com leite magro e um croissant simples pa menina porque tem de manter a linha, perdão, a teia.

Não quis ir lá incomodar porque já sei o resultado que iria dar: rapidamente começariam os 3 a falar sobre o enorme jogo do Nolito pelo Benfica contra os turcos.

Estariam Eduardo e Carlos Barandas a dizer à Diana que não se pode candidatar para 2012 ou estaria a Diana a jogar um dos seus conhecidos trunfos de cacique ******? Sim, vocês sabem a palavra. De cacique.


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CSI Académica

Não, não venho opinar sobre isto. Mas, vontade não me falta.

Desde há muitas décadas a esta parte, a conhecida marca “Nacional” adoptou como estratégia de marketing para escoar os seus produtos o slogan “O que é Nacional é bom”. Tal slogan não poderia estar mais errado no que toca ao caso da Académica. Na AAC, o slogan mais deverá assemelhar-se a “se é política ou dinheiros, deve-se desconfiar do produto” ou neste caso das intenções que estão por detrás do produto. Publicidades à parte, não vos venho falar da caça ao tesouro ao bago desaparecido, mas sim do último Conselho Inter-Núcleos.

Para quem se lembra daquela terrível série policial com que a SIC nos brindava todas as madrugadas (ainda brinda?) intitiulada de CSI Miami, será fácil para vós recordarem-se do gesto que “Horatio Cane” (personagem fictícia que era o chefe dos chefes lá dos investigadores) fazia antes de concluir cada episódio e arquivar o caso: retirava os óculos.

Por detrás de “Horatio Cane” estava uma autêntica máquina de investigadores que era capaz de descobrir os assassinos nem que derramassem 0,000000000000001 ml de sangue no roupão da vítima ou na sua peúga. Nem mesmo “Horatio Cane será capaz de vir ao nº1 da Padre António Vieira tentar descobrir quem levou o dinheiro, perdão, o bago.

Pois bem, no último Inter-Núcleos, o nosso Amável Zé (segundo a consulta deste blog a 3 presidentes de núcleo sobre esta questão) fez questão de brincar aos CSI na Padre António Vieira.

Na berlinda, a reunião servia para eleger o secretariado permanente do Inter-Núcleos, ou seja, para que mais alguém pudesse postar a obtenção de mais um tachinho na sua página de facebook.

À moda da Académica, Eduardo Barroco de Melo lançou nas fileiras o presidente do seu núcleo, o de bioquímica. O sempre Amável Zé lançou Ricardo Quaresma, o presidente lá dos Mecânicos do Pólo II, não o jogador de futebol.

Eis que Dino Alves, presidente do NEEAAC decidiu por cobro aquela aventura da dupla da DG candidatando-se ao tal secretariado. E Dino, retribuíndo a amabilidade de o terem tentado passar a patacos, lá venceu com 9 votos contra 8 do presidente do núcleo de mecânica e 3 por parte do presidente de bioquímica, cujo nome não me lembro mas também não deve interessar ao Menino Jesus.

O Amável Zé, desconfiado com a coisa decidiu investir pessoalmente, numa índole,  de calmamente ir buscar os votos dos presidentes de núcleo e a acta das assinaturas das presenças da reunião para investigar as tintas dos documentos com o âmbito de ver quem tinha votado em quem. 

Esperto este nosso amável colega. Assim, facilmente o Zé queria conseguir descobrir quem traiu os Consules da AAC e quem se prepara para ajudar os Brutus deste mundo a tentar a machadada (sim porque a ser facada tem que ser com uma faca japonesa) no Consulado do 2º piso.


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