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Contra a crise

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Fonte: The Telegraph

No Parlamento Romeno, a sessão legislativa era crucial para a estabilidade política do país. Em discussão e votação, estava uma moção de censura da oposição ao governo de Emil Boc pelas medidas de austeridade que aplicou no país.

Enquanto o Primeiro-Ministro discursava, das bancadas do Parlamento, um cidadão Romeno de nome Adrian Sobaru protestava contra a retirada de subsídio de desemprego que o estado lhe havia tirado. Com 40 anos e 2 filhos, Sobaru proferiu frases como “Boc, estás a tirar os direitos das nossas crianças” e atirou-se envergando uma camisola onde se lia: “Mataram o nosso futuro”.

Depois da queda, Sobaru foi levado para o hospital onde se encontra com diagnóstico reservado.


Na Grécia, sucessivas greves põem a capital Atenas a ferro e fogo. O Governo de Papandreou não está a conseguir lidar com a extrema oposição dos trabalhadores Gregos e dos massivos movimentos anarquistas Gregos, que quase diariamente tem saído à rua em protesto contra as medidas de austeridade impostas pelo Governo, pelos empréstimos concedidos ao país pelos Estados-Membros da União Europeia e pela entrada do Fundo Monetário Internacional no país.

Todavia, a dúvida já foi lançada para o ar. Papandreou deverá ter sido desonesto com o povo Grego quanto ao que se tem passado na Economia do país nos últimos anos. Segundo o canal televisivo Bloomberg, os antigos governos Gregos “maquilharam” o défice orçamental do país. Com a ajuda do Banco Central Europeu. A estação televisiva tentou provar que Jean-Claude Triche reteve documentos importantes que indiciavam um contrato de derivados para esconder empréstimos de Bruxelas anteriormente concedidos à Grécia antes dos últimos empréstimos por parte dos outros Estados-Membros Europeus e do Fundo Monetário Internacional.

O caso já avançou para o Tribunal-Geral da União Europeia.

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Eslováquia nega ajuda financeira à Grécia

Uma atitude de muita coragem. Aquela coragem que os parlamentos de outros países pobres e demasiado europeístas não conseguem ter. O Parlamento Eslovaco negou participar na ajuda monetária de 80 biliões de euros que a União Europeia prometeu à Grécia de modo a ajudar à recuperação da economia Grega.

Num total de 85 deputados no Parlamento Eslovaco, 69 votaram contra a participação do país na ajuda monetária aos Gregos, 1 deputado votou a favor e 14 abstiveram-se. Esta votação veio na sequência das palavras da primeira ministra Iveta Radicova que afirmou que “a Eslováquia é um país demasiado pobre para dispender alguns milhões de euros para ajudar a Grécia”. O bolo que cabia à Eslováquia cifra-se no valor de 816 milhões de euros. O nosso primeiro-ministro José Socrates é um daqueles que decerto não pensa da mesma forma que Iveta Radicova. Daí que Portugal, se tenha disponibilizado logo a libertar uma boa quantia para ajudar a economia Grega.

No Eurogroup esta votação no Parlamento Eslovaco caiu mal e o seu comissário Olli Rehn afirmou que a Eslováquia acabou por não ser fiel ao acordo assinado em reunião do referido organismo e assim abriu uma brecha não só a ajuda monetária que a União pretende prestar à Grécia como acusa o Governo e o Parlamento Eslovaco de falta de solidariedade com outro estado-membro da comunidade.

O que tenho como certo é que alguém terá que cobrir a parte Eslovaca, e não creio que estes 816 milhões de euros venham a ser acrescentados à factura das 5 maiores potências da economia europeia.

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