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Pré-All Star Game

Escrevendo acerca dos últimos desempenhos dos meus Bulls.

29ª vitória em 37 jogos.

Para falar desta última semana dos Bulls, opto por “começar a casa pelo telhado” ou seja, por escrever acerca do jogo de ontem que marcou a 7ª vitória caseira consecutiva da equipa de Chicago.

Apesar do desfasamento pontual (19 pontos) Milwaukee provou (principalmente na primeira parte) ser um osso duro de roer. Prova inegável é o facto da equipa, apesar do 10º lugar na conferência ainda estar inserida na luta pelos playoffs.

Milwaukee, sempre comandados pelo base Brandon Jennings (pela época que está a fazer poderia ter lugar no All-Star Game; 20 pontos, 5 assistências e 4 pontos ontem; 18.4 de média pontual e 5,2 de assistências) causaram imensas dificuldades ao ataque de Chicago nos primeiros dois períodos de jogo (pelo que se pode ver nos highlights acima postados) e conseguiram ter um ímpeto inicial interessante na primeira parte do jogo de ontem (23 pontos no 1º período; 30 no 2º).

Do lado dos Bulls, o 5 base despachou a equipa de Milwaukee: Rose, Boozer, Noah, Deng e Brewer somaram 82 pontos. Destaque para Joakim Noah, em crescendo de forma, pelos números bizarros (nada usuais mas fantásticos) que assim o revelam: 13 pontos, 13 ressaltos e 10 assistências para o poste. Nota-se que Noah tem estado num pleno de forma. Está mais confiante, mais efectivo, mais rápido a encarar o cesto, imparável nos ressaltos (9.90 de média) e a distribuir algum jogo para os colegas (principalmente Boozer e Deng).

Carlos Boozer voltou a fazer 20 pontos. Está muito forte no seu lançamento característico em arco e faz bastantes incursões com sucesso no ataque ao cesto por afundanço. Derrick Rose somou 16 pontos, esteve bem, mas ainda está a recuperar da lesão que o afastou durante duas semanas da competição.

Este jogo vem na sequência de uma semana que começou com a vitória contra Boston, com uma derrota copiosa frente aos Nets em New Jersey, numa grande exibição de Deron Williams. No jogo contra os Celtics, destaque para a grande exibição de Luol Deng com 5 triplos. Na terça-feira, esta onda por uma vitória caseira contra Atlanta (jogo de parada e resposta até final; 90-79 com o regresso de Rose ao activo com 23 pontos e com os 16 pontos e 16 ressaltos de Noah). No entanto, os Bulls caíram para 2ºs da conferência, em troca directa com Miami.

Passando à análise em véspera de All-Star Game:

Chicago Bulls: Primeira metade da época como se esperava. Domínio relativo dos acontecimentos. Rose começou um pouco retraído mas cedo se mostrou capaz de elevar as fasquias da época transacta. Lesionou-se pelo meio mas creio que o melhor ainda está para vir. Melhorou e muito no lançamento (principalmente de 3 pontos) está mais incisivo e mais concentrado em alturas de grande pressão.

Luol Deng está a fazer a sua melhor época desde que chegou à Liga. Assumiu determinante e confiantemente o rumo da equipa na falta de Rose. Está com uma média impressionante: 15.9 pontos\6.90 ressaltos e 3.3 assistências. Tem jogos onde ganha mais de 10 ressaltos e marca 20 pontos. Merece a chamada ao All-Star Game.

Joakim Noah começou mal mas cedo se tem endireitado e tem mostrado o seu melhor jogo. Está a passar por uma fase confiante. Carlos Boozer está melhor que na época passada: mais confiante no seu tiro de média distância, mais incisivo nas penetrações para o cesto, dominador na luta das tabelas e na defesa aos postes adversários. Continua algo taralhouco quando as coisas não correm bem à equipa. Richard Hamilton: É o reforço que Thibodeau precisa para os playoffs. Pouco ou nada mostrou pois tem estado sempre lesionado. Omer Asik: Está a render mais, mas creio que será impossível espremer mais do que 5 ou 6 pontitos jogo e meia dúzia de ressaltos. É grande mas não tem grande habilidade. Karl Korver: ao seu estilo. Entra, apanha e lança. John Lucas e Mike James: belíssimas surpresas situação precária na equipa (contratados por 10 dias maior parte das vezes para fazer face a lesões; entram e fazem as suas assistências e triplos da ordem). CJ Watson: irremediavelmente o 6º jogador que a equipa necessita. Chatas lesões impedem-no de dar um contributo mais regular.

Nota final para o estilo defensivo consolidado na equipa por Tom Thibodeau. É essencial ter uma defesa impressionante quando por vezes o ataque bloqueia.

Miami Heat: LeBron, Wade e Bosh ao seu nível. Mais maturidade (principalmente na gestão dos resultados) e mais eficácia. A equipa continua a funcionar muito de acordo daquilo que foi no ano passado: bola para o trio, bola para a frente. Poucas soluções de banco e uma equipa (inclusive treinador; Spoelstra é muito fraco) rendida ao macho-alfa oportunista e egoísta de James. Miami vs Chicago deverá ser a final da conferência este. Tenho quase como garantido. Mike Bibby saiu e Shane Batier não acrescentou praticamente nada. Norris Cole iniciou a época como rookie promissor mas lentamente foi decaíndo de forma. Mike Miller aparece de vez em quando. Jones não joga. Chalmers não é um base de topo nem nunca o será.

Orlando Magic: Howard ficou e não se arrependeu. A equipa não tem estaleca para ombrear com Bulls e Heat. Mas num golpe de teatro até pode lucrar.

O cenário de Howard (cada vez mais animal, cada vez mais completo) com Jameer Nelson, Hedo Turkoglu e Jason Richardson parece estar cada vez mais gasto. Nelson é o exemplo disso: já não é aquele base que tem média pontual superior a 15 com 7 de média em assistências. Está a ficar velho, lento e gasto nas combinações. Turkoglu tem apagado. Richardson igual. Dá para os gastos do Este. Os Magic bem podem agradecer aos excelentes contributos de outros jogadores: Redick é um suplente de luxo e assume metade das despesas do antigo Jameer Nelson. Chris Duhon é experiente. Von Wafer e Ryan Anderson tem dias em que entram em campo e acertam uns triplos.

Philadelphia 76ers: Mais um ano de agradável surpresa. 4º lugar para já com um score de 20-14. Elton Brand tem decaído de forma. Não passa dos 12 pontos\6\7 ressaltos. André Iguodala continua a ser o líder da equipa. É bem rodeado por Jodie Meeks (agradável surpresa) e por Thaddeus Young. Tirando Iguodala, esta equipa do Conneticut vale essencialmente pelo seu colectivo aguerrido e pela dificuldade que todas as equipas têm em jogar em sua casa. Prometem ser osso duro de roer nos playoffs.

Indiana Pacers: Outra surpresa. De eventuais candidatos a playoff, tem a sua posição na tabela bem consolidada com um record de 21-12. David West entrosou bem na equipa (principalmente com Roy Hibbert) tendo os dois resolvido muito dos problemas que a equipa tinha no jogo interior e que McRoberts (agora nos Lakers) não conseguia resolver com o poste alto agora all-star. Danny Granger continua a ser aquele agitador que qualquer treinador gostaria de ter. É incursões ao cesto, é um contra todos a resultar na perfeição, lançamentos longos e triplos.

Suplentes de luxo são Paul George e George Hill. Entram para ajudar a equipa a encontrar novas soluções e as suas médias reflectem a sua importância na equipa.

Atlanta: Pouco mais, pouco menos em relação à época anterior. Vive tudo um pouco na sombra de Josh Smith e Joe Johnson. São os dois que movem juntos a equipa.

O resto é uma combinação de algumas carcaças velhas da Liga (Dampier, Hinrich, Stackhouse, Tracy McGrady, Jannero Pargo, Zaza Pachulia e Vladimir Radmanovic) com alguns jogadores interessantes como Jeff Teague (falam-me muito de Jeff Teague mas não considero que seja um jogador de topo ou que se venha eventualmente a tornar um) ou Marvin Williams. Também tem a sua dose de agressividade quando jogam em casa.

A equipa tem-se ressentido e muito com a ausência prolongada por lesão do poste Al-Hortford.

Nova Iorque:

Linsanity no mundo de Melo e Melodrama.

L(Insanity) é uma alcunha bastante caricata.

Danados deverão estar os proprietários de Houston e Golden State. Achavam que este descendente de cidadãos de Taiwan estava bem era para as contas e para as teorias económicas (Lin é formado em Economia por Harvard) e descartaram-no sucessivas vezes para a Development League.

Danados estavam os adeptos dos Knicks, desesperados pela falta de rendimento de Melo Guloso (como carinhosamente Hugo Coelho Gomes lhe chama) e da sua trupe, onde se incluí agora Tyson Chandler. Mike D´Antoni começou inclusive a ver o lugar em perigo aquando da permanência da equipa fora de lugares de playoff.

O mesmo D´Antoni começou também por relegar Lin para o banco de suplentes. Mesmo em alturas em que o extremo Schumpert fazia de base e do melhor que havia de bases na equipa perante as lesões de Baron Davis e Mike Bibby. E Lin nunca mais parou desde então…

Tem sido assim a carreira de Nova Iorque na Liga. Ups and downs, melhorados com as mais recentes vitórias da dinastia Lin. O jogo está muito unificado para Carmelo Anthony. Carmelo Anthony nem sempre responde favoravelmente aos estímulos de pressão, atirando muito e falhando muito. Stoudamire teve um péssimo arranque e chegou-se mesmo a pensar numa eventual troca com Dwight Howard. Chandler resolveu alguns problemas defensivos da equipa mas não passa de um bom defensor. Bibby e Davis não entram para já nas contas se bem que ambos já regressaram à competição. O resto da equipa (exceptuando Schumpert) é uma equipa amorfa e sem grandes soluções de banco, com muita instabilidade, muita pressão, muito mediantismo e pouco sumo dentro de campo. A irregularidade tem sido o tónico base desta equipa e espero que os Knicks não entrem numa espiral de derrotas daqui em diante pois a presença nos playoffs será (pela sua qualidade) mister…

Boston Celtics: Que dificuldades que sofrimento. Rondo está a fazer a melhor época desde que chegou à NBA mas tem sido muito mal acompanhado. Paul Pierce regressou de lesão e voltou aos seus 25\30 pontos. Como já referi noutros posts, Garnett e Allen acabaram para as altas lides do basket. Experiência? Muita. Vontade de vencer? Alguma. Físico? Péssimo.

Os números de Garnett e Allen são exemplo disso: o poste baixo tem 14.4 pontos e 7.7 ressaltos. O shooter 14.5. Não são números maus mas estão abaixo da casa das duas dezenas. E a equipa ressente-se: é 8ª e começa a tremer com a eventualidade de ver os playoffs por um canudo.

Continua a ser uma das incognitas da Liga para o futuro: que futuro para os Celtics?

Cleveland Cavaliers: Kyrie Irving está a compensar o estatuto de primeiro do draft deste ano. É jogador. Precisa de amadurecer e precisa que a sua managment de equipa lhe traga mais surpresas no sapatinho nos próximos anos. Pela via de trocas será praticamente impossível visto que Cleveland tem poucas moedas de troca (e diga-se, de pouca qualidade também!)

Anderson Varejao é outro cujo rendimento subiu ligeiramente este ano. Mas duvido que chegue para ir aos playoffs. Uma ída aos playoffs seria benéfica para Irving sentir a pressão logo no seu ano de estreia e amadurecer mais tendo em conta as épocas seguintes.

Milwaukee Bucks: A equipa prometeu muito. Brandon Jennings é um patrão. Mas está acompanhado por um colectivo que, pessoalmente, não queria nem um nos Bulls. Ilyasova é o único que se safa de um colectivo que tem do pior que existe de veteranos na Liga, casos de Carlos Delfino, Andrew Bogut (mais uma vez lesionado gravemente) Mike Dunleavy, Drew Gooden (houve uma fase há 2 semanas atrás em que Gooden até andava a fazer 20 e picos pontos por jogo) Bino Udrih e Stephen Jackson (sombra do que foi em Golden State).

Detroit Pistons: O palácio (pavilhão: Palace of Auburn Hills) fantasma. Safa-se Greg Munroe. Ben Gordon não evoluiu nada desde Chicago: continua o mesmo trapalhão que estraga jogos com as suas loucuras e que aparece de vez em quando. Rod Stuckey está constantemente lesionado. Falsa promessa? Tayshawn Prince é uma pena. Está a fazer uma boa época. Renderia bem numa equipa que conheço mais ao lado. O resto das cenas é hilante. Milwaukee versão Lago Michigan: Ben Wallace, James Maxiell, Damien Wilkins, Charlie Villanueva. Um horror!

Toronto: A época até prometia para os Raptors. Com Calderón a executar bons jogos no início de época, aliado a veteranos experimentadíssimos nas altas lídes (Leandrinho Barbosa, Jamal Magloire, Linas Kleiza) e a jogadores como Bargnani e DeMar Rozan a coisa até se podia dar. Bargnani até tem sido o melhor de todos com os seus quase 24 pontos de média. Meia época passou e Toronto está a fazer uma triste figura. 10-23 de score. Não creio que o franchising dure muito mais tempo, a não ser que um ultra-rookie apareça caído do céu.

Um verdadeiro desperdicio num mar de falta de qualidade.

Assim se pode caracterizar Deron Williams nos New Jersey Nets.

É certo que os Nets sofrem ligeiramente com a ausência de Brook Lopez.

No entanto nem tudo é mau. Dois jogadores interessantes para o futuro: Kris Humphries e DeMarshon Brooks. Outro que se pode tornar muito interessante caso ultrapasse a irregularidade das suas actuações: Anthony Morrow. O resto é miséria absoluta.

Aliando a visão de jogo de Williams, à intensidade de Brook Lopez, à garra de Kris Humphries na luta das tabelas, à explosividade dos cortes para o cesto de Brooks e a uma regularidade no tiro de Morrow, falta apenas um bom shooter para que esta equipa possa sonhar com algo que não jogar para não perder por 20, se bem, que já venceu este ano os Bulls.

Washington Wizards: Podiam-se chamar os amigos de John Wall. Tenho pena que este base ainda lá ande quando fazia tanta falta nos meus Bulls. 7 vitórias em 33 jogos num registo miserável.

Jordan Crawford parece-me jogador de futuro. É regular dentro da apatia que a equipa vive. Assim também me parece JaVale McGee Rashard Lewis e os seus 7.8 pontos de média é algo que doi de ver em relação aquilo que já foi noutros anos em Orlando e em Seattle. Mas tudo isto me parece tão curto.

Charlotte Bobcats: Apenas 4 vitórias. Jordan, pensas em extinguir a equipa ou precisas de ajuda? Acho que o meu grupo da ESPN fantasy league pode fazer algo por ti!

Ainda sou do tempo em que DJ Augustin e Gerald Henderson ganhavam para a equipa da Carolina do Norte. Os dois subitamente acamaram-se e as vitórias na equipa acabaram-se. Ainda sou do tempo em que outro Gerald (Wallace) fazia estragos a quem visitasse Charlotte. Os tempos mudaram. Restam vergonhas como Boris Diaw, DeSagana Diop, Corey Magette, Tyrus Thomas e Kemba Walker, jogadores que já não tem lugar no Galitos, quanto mais na NBA.

Conferência Oeste:

O presente e futuro do jogo?

Penso que sim caso ninguém decida cometer uma loucura.

Uma mix excitante de tudo o que existe de melhor na liga num só colectivo que dá orgulho ver jogar nos tempos que correm.

Um base perfurador, aguerrido na luta ao cesto como Russel Westbrook. Furão, brigão, eficaz, que lê bem o jogo e serve na perfeição os colegas.

Um lançador nato. Um vencedor nato que nunca vira a cara à luta como o é Kevin Durant.

Um lutador como Ibaka, tanto na defesa como no ataque.

Um 6º jogador de luxo como James Harden. Entra, faz os seus números na casa das dezenas e contribui para o equilíbrio da equipa e para as soluções de banco.

Um brigão como Kendrick Perkins, sempre ávido na luta das tabelas e sempre pronto para usar aquele corpanzil e aquele jeito mausão que sempre lhe conhecemos.

Estes 5 compensam e bem a falta de um banco. Se bem que a falta de banco poderá reflectir-se nos playoffs. Estaremos cá para ver. Para já, 26-7 de score, recorde da liga em conjunto com Miami.

San Antonio Spurs: Mais um ano de ouro de Tony Parker em época de poupanças. É Parker quem tem levado os Spurs ao topo perante a lesão de Ginobili e os sucessivos programas de gestão de esforço de Tim Duncan. A receita continua a mesma para os lados de San Antonio: apostar na veterania.

Tiago Splitter tem-se revelado este ano um jogador influente na equipa de Greg Popovich. Richard Jefferson decaiu de vez.

LA Clippers: Chris Paul + Blake Griffin e a coisa dá-se. Ainda não tem estaleca para o título a meu ver, mas cedo a terão. Caron Butler e Mo Williams ainda não vieram beneficiar o jogo dos Clippers.

No entanto, tenho concordamos com alguns ditames que me tem comunicado acerca do excessivo hype mediático de Blake Griffin. É um grande jogador, é atlético, é grande que se farta, é rápido, afunda com estilo e tudo mais… mas por favor…

Dallas Mavericks: Início desastroso para os campeões em título que tem sido suavemente amenizado com algumas vitórias. 4º lugar de conferência. Dirk em decadência? Os números de Nowitzsky não deixam de ser óptimos: 19.7 de pontos, 6.8 de ressaltos. Algo longe dos habituais 25\26 de média e algo longe das exibições seguidas a roçar os 40 pontos por jogo.

A equipa perdeu muito com as saídas de Tyson Chandler e Juan José Barea. E não é que os sacanas não estão a fazer nada de excepcional em Nova Iorque e Minnesota?!

As entradas de Vince Carter e Lamar Odom ainda não fizeram muito efeito. O primeiro está a fazer uma época muita boa como há muito não via, mas ainda pautada por uma certa irregularidade nas suas actuações. Está mais triplista no entanto. O segundo ainda não foi avistado no Texas. Anda constantemente lesionado e anda constantemente dessintonizado com a restante equipa. Delonte West foi outra aquisição furada.

O próprio Jason Kidd também entrou em decadência e já nem assistências faz. Para contrabalançar tantas “ausências” vale a Dallas a regularidade de Jason Terry e de Shaun Marion.

LA Lakers:

Basta que Kobe marque acima dos 25 pontos para os Lakers voltarem a ser contenders ao título. Essa é a verdade de Los Angeles nos últimos anos, com ou sem Gasol, com ou sem Bynum, orientados por Phil Jackson ou por Mike Brown.

O início da época dos Lakers poderia ser argumento para um filme de terror. Muita especulação, muito desejo (em Howard; em Chris Paul) muitas injustiças (a Liga apoderou-se da gestão dos New Orleans Hornets e decidiu vetar uma troca que punha Paul nos Lakers e Gasol nos Hornets para colocar o base no rival da cidade de Los Angeles) muita apatia de Gasol (que em Boston se transformou fogo de raiva) e muita falta de um Kobe de outros anos que voltou a aparecer sem se dar por ele.

Bastou Kobe dar o clique e Bynum apareceu e Gasol apareceu. O resto que por ali anda é muito pouco: McRoberts é tosco. Ponto final. Derek Fischer mais tosco é. Steve Blake é miserável para uma equipa com aspirações ao título. Luke Walton nunca mais apareceu. Metta World Peace desde que mudou de nome deixou de ser o Ron Artest do fight que tanto apreciavamos. E Lamar Odom anda na sua travessia em Dallas depois de anos a fio a ser o fio de prumo desta equipa.

Os Lakers terão que rapidamente pensar num target. Creio que Howard como free-agent no próximo ano ainda é um objectivo e Howard está mortinho para que isso aconteça. Mas despachar Bynum para ter Howard será alternativa. Ou despachar o animal que é Gasol num dia de excelência. Creio que o espanhol não durará para sempre. Talvez seja boa ideia trocá-lo. Interessados não faltarão.

Houston Rockets: A agradável surpresa do Oeste. Meia dúzia de renegados conseguem bater o pé na frente.

Sem exceptuar Luis Scola, Kyle Lowry e Kevin Martin, o primeiro olhar que qualquer amante da NBA dá nos Rockets é uma previsão cínica para um 12º lugar na conferência com um score nunca superior a um 20-44.

Lowry é a vedeta da equipa. Scola é a alma. O resto foi construído com bons resultados, casos de Martin, Dragic, Chase Buddinger. Pelos dois jogos que vi desta equipa, apresentam-se como lutadores até ao fim. Assim poderão surprender e para já estão a fazê-lo.

Memphis Grizzlies: Escasso? Sim.

Plantel muito escasso. Rudy Gay e Marc Gasol levam a equipa às costas. De vez em quando aparece Mareese Speights, OJ Mayo ou o veterano Tony Allen. Essencialmente esta equipa do Tennessee depende dos dois primeiros. Se um falhar, o resto falha. 7º lugar de conferência, mas não terão capacidades para o melhor, antes pelo contrário, só o deverão piorar.

Portland TrailBlazers: Não consigo percebe como tanto artista junto não dá um bom espectáculo.

Portland trouxe ao Oregon bastantes expectativas nos primeiros 10 jogos da época. A imprensa local até falava de uma equipa capaz de ombrear com as mais fortes do Oeste pela conquista do ceptro. 20 jornadas depois tudo mudou.

LaMarcus Aldrigde continua a ser o maestro de uma equipa que tem um potencial completo que não está a ser devidamente aproveitado. Aldridge chega à NBA e entra logo numa história interessante: escolhido por Chicago no draft, não chegou a jogar pelos Bulls pois foi imediatamente trocado pelo flop Tyrus Thomas. Ideias à John Paxson com a colaboração de um dito treinador de nome Scott Skiles que na altura achava Tyrus Thomas um portento atlético (não o nego) quando pela porta do cavalo passou um jogador que encaixava na perfeição no rooster dos Bulls.

Aldridge vai novamente ao All-Star Game. Para o corooar, uma época de sonho. Mais uma. Atlético, forte no um para um, forte a finalizar à beira do cesto, bom lançador, ressaltador, assistente. Basta vermos os seus números e a sua eficiência: 22.3 pontos (9º melhor da Liga) 8.3 ressaltos (27º na lista) e 2.7 assistências.

O que é que se passa então com o resto da equipa dos Blazers?

A junção que até poderia dar bons resultados: Marcus Camby (ninguém lhe tira os seus 12 ressaltos por jogo e 3 abafos; já chegou a fazer 22 esta época) se bem que a atacar é zero ou perto disso; Jamal Crawford (14 pontos de média não é mau) Raymond Felton (ainda pior que em Denver) Wesley Matthews (prometeu muito no início da época mas rapidamente se tem esfumado) Greg Odon (novamente lesionado) Kurt Thomas (longe da influência que teve em Chicago na época passada) Gerald Wallace (o 2º melhor da equipa; longe da inflência que teve em Charlotte).

Nestes jogadores temos de tudo. Um poste mau a atacar e exímio a defender e a ganhar ressaltos, uma antiga vedeta da Liga que não chegou a ser vedeta mas tem dias em que entra tudo aquilo que lança, um mandrião que poderia ser vedeta e não é por culpa própria, uma falsa promessa, um antigo 1 do draft que esteve mais dias lesionado do que aquilo que jogou, um veterano que sempre que saltava do banco influenciava o desenrolar de jogos e outro veterano que apesar de ainda ser influente pode render muito mais pois é dos melhores extremos da competição.

Denver Nuggets: Muito se falava de Denver no início da época. Até entre o pessoal da Fantasy League. Vi alguns jogos e comecei a perceber que não é má equipa mas não tem capacidades para ir aos playoffs.

Alguns jogadores muito interessantes como Ty Lawson, Arron Afflalo (tem dias) Al Harrington (muito muito interessante) Rudy Fernandez (em clara baixa de forma, até porque começou a época lesionado) e os veteranos André Miller e Nênê Hilário. Falta-lhe banco.

Minnesota Timberwolves: Ainda não me convenceram. Rubio e Love sim. No compto geral não.

Rubio é de facto um base de sonho. Aparece na NBA com um grande defeito: não encarar o cesto, até porque não é forte no lançamento. Se bem, que os treinadores lá dos Timberwolves estão claramente a melhorar o jogo do espanhol para se tornar também um bom lançador, bem à semelhança de Jason Kidd e Steve Nash. Rubio tem um pouco dos dois. Tem o timbre e o drible de Kidd e o passe de Nash. Anda ali no ataque com a bola aos saltinhos, acima e abaixo, passa todo o garrafão e espeta um passe picado que é sublime para um dos seus colegas. Qualquer coisa do outro mundo para quem aprecia bons bases.

Kevin Love é uma besta. No bom sentido. E tem a particularidade de vir munido com a capacidade de marcar triplos. Caso Minnesota não acerte, Love rumará a outras paragens que lhe dêem os playoffs.

Do que tenho visto dos Wolves:

– Michael Beasley regressou da lesão com vontade de triunfar mas rapidamente caiu em desgraça. Beasley chegou inclusive a fazer um jogo de 30 pontos e outro de 17 ressaltos.

– Juan José Barea, muito fustigado por pequenas lesões ainda não tem entrosado na equipa.

– Nikola Pekovic é uma agradável surpresa. O sérvio beneficiou em muito do jogo de Rubio e tem feito números estonteantes.

Com um bocadinho de sorte, talvez ainda consigam uma vaga no playoff. 5 base tem para isso e para muito mais.

Utah Jazz: Escrevia eu, aquando das primeiras jornadas que os Jazz, apesar de não terem uma individualidade que se destacasse dos restantes (o que é raro na NBA da actualidade) tinham um colectivo muito forte que poderia ser a arma que a equipa necessitasse para conseguir um feito que digamos, a acontecer, seria no mínimo “histórico”.

A temporada veio a meio e os Jazz vieram por água abaixo. Não tenderá a melhorar.

Golden State Warriors: Resume-se a alguma agressividade em casa e Monta Ellis. O resto do plantel abunda em fraquezas e veterania excessiva.

Ainda tem que ser o pobre do triste a levar a equipa às costas.

Não há nada em Phoenix senão Nash. Nash, Nash e Nash. Se Phoenix tivesse mais 2 à sua semelhança, conseguiria ir aos playoffs. Não há Carter. Ainda existiu alguma fé na recuperação para o basket de Michael Redd, mas nada…

O resto é tudo de qualidade muito duvidosa.

Sacramento Kings: A equipa das abadas. Ainda só vi um jogo deles esta época, precisamente contra Chicago. Sei que ultrapassam sempre os 100 pontos e por vezes levam 120. É normal. Tem malta de futuro. DeMarcus Cousins, Isaiah Thomas (o filho do mítico Isaiah Thomas) Tyreke Evans, Tyreke Evans, JJ Hickson – vejam-nos nos playoffs na próxima temporada. Seguramente.

New Orleans Hornets: A pobreza disfarçada.

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Pró ano há mais

Numa modalidade colectiva como o basquetebol nem sempre ganha o colectivo. A imagem disso é a vitória desta série por parte de Miami, uma equipa que têm na sua formação 3 dos melhores jogadores da Liga mas que no fundo não conseguem ter um colectivo.

No 5º jogo desta série em Chicago, Miami voltou a ganhar. Confesso não ter visto o jogo e só pelo resumo que me fizeram dele e das imagens que o confirmam, a pobre equipa de Chicago esteve a liderar quase toda a partida, acabando por baquear nos minutos finais.

Se por um lado, o trio composto por LeBron James, Dwayne Wade e Chris merece o mais profundo respeito, por outro lado esta série encerra-se com a nítida sensação que a equipa dos Bulls não esteve ao nível que nos habituou até agora e poderia ter dado mais qualquer coisa para levar de vencidos este Heat. Quando o digo, tenho em consideração que Derrick Rose fez uma péssima exibição em 4 jogos (o único em que esteve ao seu nível foi no jogo 1) sendo em muito acompanhado nas fracas exibições por Joakim Noah. Deng foi intermitente e do 5 inicial dos Bulls, o único que jogou a um nível excepcional durante quase toda a série foi de facto Carlos Boozer.

Ficou mais que imanente o nervosismo espelhado na cara de Derrick Rose na altura das decisões e mais uma vez se nota que o base não é jogador para transportar bolas. Esta ilação deve ser tirada por Chicago, que eventualmente, no verão poderá ser capaz de adquirir um bom base transportador de jogo para a equipa como Chris Paul, Steve Nash ou até Darren Collison dos Indiana Pacers.

Miami segue para as finais com Dallas. À priori, creio que a turma da Flórida será favorita. No entanto, estou a ver uma equipa de Dallas extremamente forte graças aos grandes jogos que está a fazer Dirk Nowitszky. Finais são finais. Finais são para se vencer. Na NBA tanto pode pender para um lado como para o outro, dado o extremo equilíbrio de poderio entre as equipas. Não vou tomar partido por ninguém: que vença o melhor.

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Chicago Bulls 103-82 Miami Heat

Uma autêntica lição de humildade, foi a lição que os Heat levaram do primeiro jogo das finais da Conferência Este.

Ter individualidades na Liga é extremamente importante. A NBA sempre nos habituou que as equipas vencedoras terão forçosamente que ter um jogador que apareça nos momentos decisivos, e que de certa forma, se distinga positivamente dos outros. No entanto, o basquetebol é um jogo colectivo e a Liga também sempre nos habituou a consagrar os grandes colectivos.

Neste caso concreto, tanto Miami como Chicago têm nos seus planteis grandes individualidades. Miami conta com o talento da tripla LeBron JamesDwayne WadeChris Bosh, um trio que é sem dúvida do melhor que temos na Liga. Chicago pode contar com Derrick Rose, Luol Deng, Joakim Noah e Carlos Boozer, um quarteto que não fica atrás ao nível de talento em relação ao big-three de Miami.

Na luta das tabelas, a diferença foi enorme. Miami obteve 36 ressaltos, Chicago 52. Dos 26 ressaltos ofensivos ganhos pelos jogadores dos Bulls muitos resultaram em pontos, alguns deles em pontos com falta e como tal direito a lance livre.

A grande diferença entre os Bulls e os Heat reside no colectivo. No colectivo, os Bulls são mais fortes e o jogo 1 provou definitivamente esta diferença.

A jogar num United Center em Polvorosa (há 13 longos anos que os Bulls não pairavam por estas andanças) Chicago deu mostras que tem argumentos para bater Miami, até agora, a equipa que mais se tinha evidenciado nas primeiras duas fases dos playoffs.

Numa primeira parte muito equilibrada onde perdurou a parada e resposta entre as duas equipas (ao intervalo, as equipas empatavam a 48 pontos) a 2ª parte mostrou uns Bulls inspiradíssimos e determinados em vencer o 1º jogo desta série.

No jogo interior, Chris Bosh fez uma exibição portentosa para o lado de Miami. Com 30 pontos e 9 ressaltos, o poste teve de ser bater contra a dupla Boozer (14 pontos9 ressaltos) e Joakim Noah (9 pontos14 ressaltos) sendo que os suplente Boozer em Chicago (Taj Gibson com 9 pontos e 7 ressaltos) apareceu do banco para baralhar as contas dos Heat que do banco não tiveram argumentos para fazer descansar Bosh (Jamal Magloire apenas marcou 2 pontos em 10 minutos de utilização.


No jogo exterior, Derrick Rose voltou a fazer uma joga impressionante. Abdicando muitas vezes de atacar o cesto para atirar de longa distância, Rose esteve concentradíssimo e atingiu a incrível marca de 28 pontos (1o em 22 de campo) perante um jogo pouco inspirado de LeBron James (15 pontos6 ressaltos6 assistências – 5 em 15 de campo) que sempre foi bem defendido por Luol Deng e de Dwayne Wade (18 pontos) que acabou por ser muito perdulário no lançamento (apenas 7 em 17 de campo). O Somali (de passaporte Britânico) acabaria por estar ao seu nível habitual, marcando 21 pontos.

O jogo exterior de Chicago voltou a marcar a diferença. Ao nível do lançamento de 3 pontos, os Bulls marcaram 10 em 21 enquanto os Heat acabaram por fazer 3 em 8.

Os bancos também acabaram por ter influência no jogo. Em Chicago, como já tinha destacado Gibson saiu em grande forma do banco (acabaria por fazer uma das jogadas da época nos minutos finais) e Ronnie Brewer com 8 pontos também acabaria por dar uma contribuição que no total se cifrou em 28 dos 103 pontos de Chicago. Do banco de Miami, 7 jogadores apenas marcaram 15 pontos.

Outro dos factos que explica o facto de Miami viver apenas das suas individualidades é a pouca capacidade argumentativa dos seus jogadores à excepção do seu big-three. Ao todo, Bosh, James e Wade marcaram 63 dos 82 pontos da equipa. Para bater Chicago é preciso fazer muito mais que esses números. E nesse campo Tom Thibodeau, analogamente aquilo que a equipa têm feito até agora, consegue armar muito bem os esquemas defensivos da equipa. A equipa contra Miami subiu muito, impedindo que James e Wade pudessem ter condições ideiais para armar os seus lançamentos. Para isso muito valeram as excelentes atitudes defensivas de Luol Deng e Derrick Rose.

O jogo 2 disputa-se na madrugada de quarta para quinta em Chicago.

No Oeste, depois de uma tarefa complicadíssima, Oklahoma bateu Memphis em 7º jogo e avança para as finais contra Dallas, que de forma surpreendente quebrou a armada de Los Angeles em 4 jogos.

Em disputa, as finais. Em disputa, duas equipas completamente antagónicas ao nível de idades mas repletas de talento. Se para alguns dos jogadores de Dallas esta pode ser a última oportunidade para chegar aos anéis de campeão (Nowitzky, Kidd, Marion, Terry, Chandler) para Oklahoma chegar às finais de conferência era um cenário completamente impensável nas previsões de início de época, mas o talento da equipa composta por jogadores como Kevin Durant, Russell Westbrook, Serge Ibaka, James Harden ou Kendrick Perkins e a maneira como estão a jogar é mais que suficiente para atingir as finais.

O jogo 1 disputa-se esta madrugada em Dallas.

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Chicago Bulls 116-89 Indiana Pacers

Ao 5º jogo, os Bulls terminaram o trabalho!

Depois de um 4º jogo muito pouco conseguido em Indiana, a série voltou para Chicago.

Se os Pacers tinham tornado a série muito difícil para os Bulls graças a uma estratégia defensiva exímia, e se Chicago por sua vez complicou em muito as coisas acabando por vencer 3 jogos no último período sem jogar grande coisa, neste 5º jogo a turma de Chicago fez um jogo perfeito! Os Pacers, acabaram por provar do seu veneno, graças a uma defesa de Chicago muito aguerrida e a um jogo de ataque onde a eficácia dos Bulls (principalmente da linha de 3 pontos) se fez sentir.

Até ao intervalo, o jogo foi mais ou menos equilibrado. Os Bulls (com alguns jogadores a atingir a 3ª falta muito cedo) andaram sempre na frente com uma vantagem de 10 pontos. No 3º período, algumas desatenções permitiram Indiana chegar a uma desvantagem mínima de 4 pontos até que Derrick Rose (com 4 faltas na altura à semelhança daquilo que acontecia com Carlos Boozer e Joakim Noah) fez saltar o seu brilhantismo concretizando 3 triplos seguidos quando nas 5 anteriores tentativas não tinha concretizado algum.

Joakim Noah exibiu-se a grande nível (tinha o avô Zacharias e a irmã Helena nas bancadas) mostrando novamente que é a alma desta equipa. No 3º período uma pequena provocação a Josh McRoberts de Indiana valeria uma expulsão directa (ejection) ao poste baixo dos Pacers por agressão clara ao jogador de Chicago. Experiente na arte da provocação, Noah acabaria por dar o veneno à agressividade dos Pacers nesta série. Acabaria a partida com 14 pontos e 8 ressaltos.

Em 29 minutos de utilização, Derrick Rose fez o que lhe competia marcando 25 pontos. No final do 3º período saltou para o banco para descansar e dar alguns minutos de utilização à alternativa para o seu lugar, ou seja, CJ Watson.

Luol Deng marcou 24 pontos e do banco de Chicago saltaram à vista as exibições de Taj Gibson e Karl Korver. O extremo voltou a ser decisivo com 13 pontos.Pela negativa, Carlos Boozer nunca se conseguiu encaixar na partida, atingindo a 4ª falta ainda no 3º período – perante este facto, Tom Thibodeau fez com que o poste baixo nunca mais voltasse à partida.

No total, os Bulls acabariam a partida com 14 triplos marcados.

No lado de Indiana, uma exibição insalubre ficou marcada pela expulsão de McRoberts. Danny Granger (20 pontos) e Tyler Hansbrough (14 pontos11 ressaltos) ainda conseguiram ter momentos de descernimento nesta eliminação de Indiana.

Chicago fica assim à espera do desfecho da série que opõe Orlando a Atlanta.

Os Hawks lideram por 3-2 após a vitória concludente de Orlando no jogo 5 em casa. Sem um bom Dwight Howard em competição (8 pontos8 ressaltos) a equipa da Flórida foi mais equilibrada nesta partida. Jason Richardson foi o melhor marcador com 17 pontos num jogo em que os 12 jogadores utilizados por Orlando marcaram pontos.

Do lado de Atlanta, Josh Smith foi o único jogador inspirado, marcando 22 pontos e ganhando 11 ressaltos.

A série segue para jogo 6 em Atlanta.

Os Miami Heat fecharam a sua série, vencendo em casa os Philadelphia Sixers por difíceis 97-91.

Não foi um jogo muito fácil para a equipa da Flórida. Valeu em muito a eficácia no lançamento de 3 pontos. O suplente Mário Chalmers foi exemplo disso concretizando 6 triplos em 12 tentativas. Chalmers acabaria o jogo com 20 pontos. LeBron James fez um bom jogo de equipa, marcando 16 pontos, conquistando 10 ressaltos e executando 8 assistências. Invulgar para quem domina todas as atenções no jogo de ataque dos Heat.

Destaque ainda para Dwayne Wade com 26 pontos, 11 ressaltos e 7 assistências e Chris Bosh com 22 pontos. Os dois foram essenciais nos minutos de decisão perante uma equipa de Philadelphia que despede-se do campeonato com honra. Digo-o, porque à partida para este campeonato ninguém acreditava que a turma liderada por Doug Collins fosse capaz de conseguir atingir os playoffs.

Nesta partida, os inspirados André Iguodala (22 pontos10 ressaltos) e Elton Brand (22 pontos) precisavam de mais qualquer coisinha da equipa para levar a série para jogo 6. O base Jrue Holliday marcou 10 pontos e deu 8 assistências, mostrando-se ao longo da série como um jogador a ter em conta para o futuro desta equipa.

Os Heat já sabem que vão disputar a meia-final de conferência com os Boston Celtics, numa série que vai ser eléctrica.

Na Conferência Oeste:

– A perder 3-1 na série, os Spurs salvaram o primeiro dos matchpoints contra Memphis. 110-103 foi o resultado final de mais uma partida difícil para os homens de San Antonio.

O Argentino Manu Ginobili arrancou uma exibição à Ginobili de alguns anos atrás, marcando 33 pontos. A estrela Argentina esteve muito bem no lançamento, concretizando 10 em 18, 4 de triplo. O Francês Tony Parker também se exibiu uns furos acima do marasmo que nos têm habituado desde há 3 anos para cá, marcando 24 pontos e oferecendo 9 bolas aos companheiros de equipa. Tim Duncan fez um jogo aceitável com 13 pontos e 12 ressaltos. Continua a ser lacuna dos Spurs a falta de alguém que consiga aparecer no jogo à excepção do seu big-three. Jogadores experientes como Richard Jeffeson, Grant Hill ou Antonio McDyess têm andado escondidos durante esta série. Os jovens talentosos como Gary Neill ou Tiago Splitter, também não estão a acrescentar mais valia a esta equipa durante estes jogos, fruto da inexperiência nestas andanças e da falta de rodagem que o técnico Greg Popovich teima em apostar.

Do lado de Memphis,

– Em Los Angeles continua o calvário dos Lakers para suplantar os New Orleans Hornets.

No jogo 5, os Lakers viraram a eliminatória a seu favor num jogo mais calmo para a turma de Phil Jackson e onde as suas vedetas mostraram mais credenciais daquilo que tinham feito nos 4 jogos anteriores.

6 jogadores atingiram a casa dos dois digitos (Kobe, Gasol, Odom, Artest, Bynum e Fischer). Em suma, o núcleo duro dos Lakers. Kobe marcou 19 pontos mas têm sido Bynum que tem deslumbrado nesta série. No jogo 5 apontou 19 pontos e conquistou 10 ressaltos. Gasol esteve bem melhor com 16 pontos e 8 ressaltos. Já o tinha comentado com alguns amigos que seguem a sério esta modalidade o facto do irmão Marc Gasol estar a executar melhores números na série contra San Antonio que o irmão Pau.

Do lado de New Orleans, Chris Paul voltou a liderar a equipa com 20 pontos e 12 assistências, contando com a ajuda do italiano Bellinelli (até que enfim que aparece) e de Trevor Ariza (2o pontos)

– Em Dallas, a mesmíssima coisa. Perante um adversário mais equilibrado (Portland) os Mavs fizeram o 3-2 num jogo muito sofrido que terminaria 93-82.

Dirk Nowitzky e Jason Terry estiveram a alto nível. O Alemão com 25 pontos e o base suplente com 20 pontos. Foram muito bem secundados com a excelente exibição do poste Tyson Chandler (14 pontos e 20 ressaltos) e com a organização do base Jason Kidd (14 assistências).

Os Blazers estiveram uns furos abaixo em relação ao jogo 4. André Miller voltou a liderar a equipa com 18 pontos e 7 assistências. Gerald Wallace apareceu finalmente na série com 16 pontos e 9 ressaltos. Desta vez, os Blazers não contaram com uma boa exibição de Brandon Roy, que nos jogos anteriores saía sempre do banco para dar um excelente contributo.

– Em Oklahoma, os Thunder mataram a eliminatória como se previa, numa vitória arrancada a ferros nos últimos instantes da partida. 100-97 foi o resultado final de uma partida onde Durant foi rei com 41 pontos. Numa exibição menos vistosa do ponto de vista colectivo, Russell Westbrook marcou 14 pontos, James Harden 12 e Kendrick Perkins deu uma mãozinha na luta das tabelas com 11 pontos e 9 ressaltos.

Oklahoma espera o desfecho da série que opõe os San Antonio Spurs aos Memphis Grizzlies.

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