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O tango segue para Paris

Os Emires tentam reavivar o PSG, aquele mega grande Francês cuja história apenas conhece 2 títulos na Liga Francesa.

Javier Pastore acaba de ser contratado por 43 milhões ao Palermo, após muita expeculação acerca do seu futuro. Esta transferência apenas é superada pela do seu compatriota e colega de selecção Aguero para o City por 45 milhões.

O PSG é sem dúvida um dos animadores do mercado. Gastou com Pastore a maior verba numa transferência na Ligue 1, record que já lhe pertencia quando em 2000 comprou Anelka ao Real Madrid por 33,5 milhões de euros.

Numa europa onde contratar não está a ser pera doce (para além dos 3 que vou enunciar apenas 5 clubes gastaram mais que 30 milhões de euros, a saber – Juventus, Real Madrid, Manchester United, Liverpool e Barcelona) são os árabes quem animam o mercado: o PSG , o Málaga e o Manchester City são os recordistas no mercado de transferências deste ano.

Os Franceses treinados por Anthony Koumbouaré e comprados recentemente pelo Sheikh Tamim bin Hamad Al Thani preparam o assalto à Ligue 1 (prova que já não vencem desde o longínquo ano de 1994) tendo já assegurado as contratações de jogadores como Pastore (um mago) o defesa Bisevac (ex-Valenciennes3,5 milhões de euros) o extremo Jeremy Menéz (ex-Roma8 milhões de euros podendo a transferência chegar ao total de 10) Blaise Matuidi (ex-Saint Ettiène10 milhões de euros) Momo Sissoko (ex-Juventus7 milhões de euros) e o avançado luso-gaulês Kevin Gameiro que saiu do Lorient para a equipa parisiense por 15 milhões de euros. As contas são simples: o Sheik já gastou qualquer coisa com 86,5 milhões de euros na equipa Parisiense.

Já o City continua na sua jinga-joga do compra-despede-compra ainda mais caro. Os Citizens de Mancini e da Abu Dhabi Entertainment Group contrataram Aguero ao Atlético de Madrid por 45 milhões de euros, o defesa Stefan Savic ao Partizan por 12 milhões de euros,e  o Francês Gael Clichy ao Arsenal por 8 milhões de euros gastando até agora 65 milhões de euros.

Os novos ricos do futebol espanhol, o Málaga, agora possuído pelo Emir Abdullah bin Nasser Al Thani (primo do proprietário do PSG) para além do “gratuito” Joris Mathisen e Ruud Van Nistelrooy (ex-Hamburgo) e Enzo Maresca (Sevilha contrataram o defesa esquerdo Nacho Monreal (ex-Osasuna) por 6 milhões de euros, Ignácio Camacho (ex-Atlético de Madrid) por uma verba a rondar os 5 milhões de euros, Joaquin (ex-Valência) por 4 milhões de euros, Jeremy Toulalan (ex-Lyon) por 10 milhões de euros, o extremo Santi Cazorla (ex-Villareal) por 20 milhões de euros, e Diego Buonanotte por uma verba a rondar os 5 milhões de euros ao despromovido River Plate. 

No total o Málaga já gastou 50 milhões de euros.

Mais contas nos próximos dias, onde começarei a escrever antevisões da Liga Portuguesa e das 5 principais ligas da europa.

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River Plate desce de divisãonoite difícil em Buenos Aires

Mariano Pavone (ex-Bétis de Sevilla) ainda marcou o golo inaugural da partida aos 6 minutos que dava alguma esperança aos adeptos dos Millionários, mas haveria de falhar na 2ª parte uma grande penalidade que acabaria por ser fatal às aspirações do clube de Buenos Aires.

Imagine o Sporting, Benfica ou Porto a cair de divisão? Se imaginou, multiplique o fervor clubístico dos adeptos Portugueses por três.

Um caos monumental (segundo descrição do Jornal Desportivo Argentino Olé) foi aquilo que se passou no Monumental Nunez depois da interrupção definitiva da partida por parte do árbitro Sergio Pezzotta.

O River Plate caiu na zona de playoff de manutenção contra o Belgrano (4º classificado da Nacional B Argentina). Nem o mais negativo dos adeptos dos Milionários jamais colocaria o cenário de descida da 2ª equipa à 2ª divisão Argentina. Falamos de um dos maiores históricos do futebol mundial: 34 títulos argentinos, 2 Libertadores, 1 intercontinental. Um clube onde jogaram nomes como Daniel Passarella (actual presidente do clube) Pablo Aimar, Diego Simeone, Matias Jesus Almeyda, Mário Kempes, Enzo Francescoli, Radamel Falcao, Alfredo Di Stefano, Leonardo Astrada, Marcello Gallardo, Ariel Ortega, Marcelo Salas, Hernan Crespo, Javier Saviola, Juan Pablo Sorin, Andrés D´Alessandro, Lucho Gonzalez ou Gonzalo Higuaín.

Falamos de um clube que à partida para esta época apresentava nomes como Juan Pablo Carrizo, Paulo Ferrari, o tão cobiçado Funes Mori, Jonathan Maidana, Matias Almeyda, Erik Lamella, Diego Buonanotte, Leandro Caruso e Mariano Pavone.

A tarefa do River era hérculea. Após a derrota por 2-o em Córdoba, “a remontada” precisava de ser executada no Monumental em Buenos Aires. No fim do jogo em Córdoba, os adeptos do clube da capital Argentina já tinham deixado o aviso. Durante a semana chegaram a existir ameaças de morte aos jogadores. Face à instabilidade, a equipa esteve toda a semana a treinar nas instalações de um clube de rugby nos arredores de Buenos Aires.

A meio da semana, o jogador do século do rival Boca Juniors Juan Roman Riquelme veio a público afirmar que seria impensável o River descer de divisão e que uma eventual descida iria tirar brilho ao campeonato argentino e ao grande derby de Buenos Aires.

Os jornais Argentinos batalharam durante toda a semana na prevenção de eventuais tumultos na capital caso o River descesse de divisão.

Foram destacados 2500 polícias para a partida e nas imagens finais da transmissão da Sporttv, não se via um único polícia na zona de acesso aos camarotes do  Monumental. A polícia actuou com canhões de água perante os revoltosos adeptos do River para que o jogo pudesse prosseguir.

Quanto ao jogo. Aos 4 minutos golo anulado ao Belgrano. Passados 2 minutos, o 1º golo do River por Mariano Pavone ainda dava alento aos adeptos da casa. Na 2ª parte, os baldes de água fria: o empate do Belgrano e uma grande penalidade falhada por Pavone. Aos 89 minutos, o árbitro da partida teria que terminar a mesma por falta de condições para prosseguir, dada a revolta que ia nas bancadas do Monumental.

No relvado, os jogadores do River reuniam-se em circulo, devidamente escoltados por um enorme corpo de segurança privado e pela polícia. Alguns choravam copiosamente, casos de Carrizo, Almeyda, Caruso… Os jogadores do Belgrano eram alvo de arremesso de objectos por parte dos adeptos do river mais próximos do túnel de acesso aos balneários. Choro de tristeza, revolta do lado dos adeptos do River que continuavam a travar uma luta contra os canhões de água da polícia. Do outro lado, adeptos do Belgrano choravam de alegria pela promoção à divisão principal e pela história que o seu clube acabava de fazer no Futebol Argentino ao relegar o mítico River para a 2ª posição.

No acesso ao camarote presidencial, adeptos tentavam invadir os mesmos, na tentativa de chegar ao Presidente Passarella. Durante minutos, barraram a saída a espectadores que se encontravam no mesmo e chegaram a agredir um casal que estava em completo pânico. Valeu a rápida intervenção de alguns adeptos do clube para evitar males maiores.

O que se seguiu foi isto: o mais profundo caos dentro do Estádio e na cidade. Poderão existir mortos durante esta noite. Aliás, a Comunicação Social Argentina já fala em 2 mortos nas ruas.

Links para seguir em directo as notícias que chegam de Buenos Aires:

Jornal Clarín

Jornal Perfil

Diário Olé

Este último tem videos interessantes sobre as cenas que se passaram dentro e fora do estádio e imagens exclusivas da entrada dos jogadores do River no túnel de acesso ao balneário.

C5N – Em directo das ruas de Buenos Aires.

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