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inenarrável

Assembleia-Geral do Sporting, a 9 de Fevereiro, pelas 10 e 30 da manhã na Bancada Poente do Estádio José Alvalade Século XXI. Sim, verdade. A AG que pode destituir um presidente vai ser realizada a um sábado de manhã numa bancada.

Este clube tornou-se ridículo. Gerido por uma gentalha sem qualquer tipo de valores, sem qualquer tipo de competências, sem qualquer tipo de conhecimento ao nível de gestão desportiva e em particular ao nível de futebol, sem qualquer tipo de sportinguismo, sem qualquer tipo de moral, sem qualquer tipo de ética, sem qualquer tipo de palavra, sem qualquer tipo de vergonha, sem qualquer tipo de descaradez.

Ainda pensei que as comadres se tivessem zangado quando o corta-fígados do Eduardo Barroso começou a disparar para todos os lados que o Godinho era uma nódoa. Depois veio o rumor que o Eduardinho chegou a Bilbao aquando do jogo das meias-finais da Liga Europa da época passada e apresentou-se ao presidente do clube basco como aquele que “mandava no futebol do sporting”. Veio a necessidade da AG e o pessoal do Movimento conseguiu as assinaturas necessárias para marcar a AG, assinaturas que foram contadas uma a uma e verificadas nos cadernos pelo pessoal da AG. Pensei, talvez seja desta que o Sporting consegue um pouco de higiène pessoal e decência. Enganei-me.

As comadres não se zangaram porque assentam numa relação dinâmica de guerra total que passo a apresentar:

– O Godinho fez e faz merda mas sabe que o Eduardo Barroso, o Luis Duque, o Carlos Freitas, o Rui Oliveira e Costa, o Dias Ferreira e o Paulo Pereira Cristóvão também fizeram merda.

– O Eduardo Barroso sabe que fez merda mas também sabe que o Godinho, o Luis Duque, o Carlos Freitas, o Rui Oliveira e Costa, o Dias Ferreira e o Paulo Pereira Cristóvão também fizeram merda.

– O Luis Duque sabe que fez merda mas também sabe que o Godinho, o Eduardo Barroso, o Carlos Freitas, o Rui Oliveira e Costa, o Dias Ferreira e o Paulo Pereira Cristóvão também fizeram merda.

– O Carlos Freitas sabe que fez merda mas também sabe que o Godinho, o Eduardo Barroso, o Luis Duque, o Rui Oliveira e Costa, o Dias Ferreira e o Paulo Pereira Cristóvão também fizeram merda.

– O Rui Oliveira e Costa sabe que fez merda mas também sabe que Godinho, o Eduardo Barroso, o Luis Duque, o Carlos Freitas, o Dias Ferreira e o Paulo Pereira Cristóvão também fizeram merda.

– O Dias Ferreira sabe que fez merda mas também sabe que o Godinho, o Eduardo Barroso, o Luis Duque, o Carlos Freitas, o Rui Oliveira e Costa e o Paulo Pereira Cristóvão também fizeram merda.

– O Paulo Pereira Cristóvão está proibido de falar da merda e dos outros e está proibido de meter câmaras em Alvalade para saber de mais merdas.

Ora bem, se todos sabem que fizeram merda e que os outros também fizeram merda, ora bem, se todos estão entalados ao nível de responsabilidades pelo estado vergonhoso, nojento, dantesco, miserável, pedante, subserviente, pequenino, bairrista, merdoso a que o clube chegou, o atraso na marcação da AG serviu apenas para que as comadres voltassem a fazer a panelinha do costume para impedir desvios de maior índole a bem da continuação da dinastia.

O que estes senhores ainda não se aperceberam é que milhares de sportinguistas, como eu, estão lentamente a passar a um estádio de ódio pelo clube que poderá terminar em indiferença a curto prazo caso nada mude no clube. Esses milhares de sportinguistas começam a sua higiéne quando desligam a TV ou não vão ao estádio na hora e meia em que o sporting joga. Continuam com a poupança pessoal (está mau para todos) ao deixar de pagar as quotas. Acabam na total indiferença ao clube quando já não se revêem nos moldes em que o clube assenta, tanto ao nível desportivo como ao nível de ética, como ao nível de organização. E esta AG (já agora porque não marcá-la para o meio do próximo comício da CGTP ou para uma bancada do estádio da luz ao minuto 32 do Benfica vs Bayer de Leverkusen?) só vem provar a propósito essa falta de ética, esse medo de que a dinastia acabe, esse medo de que as trevas no clube se acabem e finalmente se faça luz no clube.

P.S: já que é na bancada poente, bem que podiam repetir a cena do Dias Ferreira quando foi empurrado pelas escadas do Conselho Leonino e empurrar essa cambada toda até ao fosso. a culpar, atribuam as culpas à mão de deus, à mão invisível de Adam Smith ou que afirmem a pés juntos que foram empurrados por Diego Armando Maradona ou pelo Xandão em parceria com o Rojo e com o Bouhlarouz. pode ser que tal acto de classe a dê a quem nunca teve.

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começo por…

dizer ao Sá Pinto que ele bem tentou levantar o clube que ama.

dizia-me há uns meses atrás o Mário Silva, e bem, que para se levantar um clube perdido, era necessário ter-se muito amor a esse clube. é o caso do Sá Pinto em relação ao Sporting. foi aquilo que, um outro histórico europeu, o Liverpool, que também se encontra numa fase muito controversa da sua história, fez, ao contratar para o cargo de treinador Kenny Dalglish na época transacta.

Dalglish e Sá Pinto não são treinadores. ser um antigo futebolista de qualidade (Dalglish é indiscutivelmente uma das maiores lendas do futebol europeu e Sá Pinto, apesar de não ter sido nenhuma vedeta do futebol mundial, foi um jogador que marcou uma geração do futebol do seu país) não é sinónimo de sucesso enquanto treinador. prova disso são os inúmeros treinadores de reputação mundial que nunca foram jogadores de futebol ou que nunca foram jogadores de nível mundial: Mourinho, Sven-Goran Eriksson, Héctor Cuper, Scolari, Wenger, Benitez são os exemplos de treinadores que apesar do seu currículo enquanto treinadores (uns ganharam mais, outros menos) pertencem a esse lote.

no entanto, tanto Sá Pinto como Dalglish, pelo conhecimento interno profundo da realidade dos clubes cuja missão era levantar de sucessivos anos de hecatombe ao nível de resultados desportivos, pela garra que sempre empregaram ao serviço desse clube enquanto jogadores (lembro-me que Sá Pinto por exemplo, arruinou a sua carreira enquanto jogador num célebre jogo a contar para a UEFA de 2001\2002 contra o Halmstads; vitória do Sporting por 6-0 se não estou em erro; lesionando-se gravemente no joelho depois de ter esforçado em demasia para dominar uma bola que ia fora quando o sporting já ganhava por 6) eram soluções muito viáveis para as direcções desses mesmos clubes.

Sá Pinto chega a um Sporting arrasado por mais uma desilusão. Domingos Paciência sai a meio de uma época em que se esperava que fosse o habilitado a devolver o sporting ao top-3 da liga portuguesa. Domingos sai num momento em que o clube se encontra numa posição confusa: existe um investimento na equipa profissional superior aquele que tinha sido feito nas eras de Filipe Soares Franco e José Eduardo Bettencourt, existem objectivos a cumprir, existe pressão adicional derivada desses mesmos objectivos mas os resultados não aparecem e a confusão instalada na direcção não permite a paz ao clube. Domingos não engata aos domingos, perde a equipa e perde por completo o balneário. Sá Pinto entra, motiva o balneário e ganha jogos na UEFA que qualquer sportinguista jamais pensava que os seus jogadores poderiam ganhar. o jogo de manchester foi a prova disso. eliminar o campeão inglês com uma vitória em Alvalade e com aquele épico de Manchester era suficiente para os adeptos pensarem que estaria ali a solução para espantar os maus anos do clube e para os jogadores ganharem confiança.

a partir de Bilbao tudo se desmorona.

a Sá Pinto, como não poderia deixar de ser, é dada uma oportunidade para trabalhar uma equipa a partir da sua base, ou seja, a partir da pré-época. e como se tinha dado a Domingos, a direcção dá a Sá Pinto o plantel com mais qualidade e riqueza em soluções que alguma vez vi no Sporting desde a era de Figo e do malogrado professor Queiroz. e desde cedo, como o meu pai tinha previsto, Sá Pinto revela que não é treinador e que não tinha capacidade para colocar a equipa a jogar um bom futebol. não basta olhar o jogo com a atitude de guerreiro, é preciso também saber-se aquilo se faz para que no campo os resultados apareçam. e na minha modesta opinião, os incentivos constantes do treinador aos jogadores não são suficientes, pois se olharmos bem, nenhuma equipa que tem aspirações pode chegar a Outubro sem um onze base construído e sem um fio de jogo objectivo.

no entanto, a actual situação do Sporting não se estende apenas ao meu desempenho do seu demissionário treinador.

é nítido que directivamente, o clube ainda vive maus momentos. a estrutura profissional do clube passa por uma enorme instabilidade, instabilidade essa que parece ser típica do sporting.

o clube tem um presidente ausente, que passa a vida mais preocupado em viagens à China para arranjar investidores (mas quem é que na verdade quer investir num clube que não vai à Liga dos Campeões e que não tem património ou receita?) e tem vários presidentes-sombra. falo dos senhores Bruno Carvalho, Luis Duque, Daniel Sampaio, Eduardo Barroso, Dias da Cunha, Dias Ferreira, José Roquette, Rogério Alves e tantas vozes mais que são as vozes que semeiam a instabilidade no clube com as suas afirmações descabidas, confusas e até, por vezes, algo contraditórias. ou seja, é sumo aos meus olhos que existe muita gente no Sporting que fala, fala demais e não fala aquilo que realmente deve falar. começa no presidente ausente e acaba no vogal da mesa da assembleia magna.

financeiramente, não se sabe muito bem onde é que o clube vai buscar dinheiro. até se sabe, mas essa não é a forma correcta de gerir um clube. alienar passes de jogadores a fundos dúbios só fará com que o clube não ganhe nada com as transferências desses mesmos jogadores e posicione-se delicadamente na bancarrota caso não consiga chegar a uma liga dos campeões. logo, qualquer profissional da bola, por mais rico que seja, que abra um jornal desportivo e leia que o seu clube está em falência técnica e pode estar em risco de não pagar o seu salário, não terá a motivação necessária para enfrentar a sua profissão e ter bom rendimento.

no entanto, ninguém naquela direcção é capaz de controlar a loucura da imprensa desportiva nos maus momentos do clube e ninguém é capaz de fazer barulho quando o sporting é atacado de forma violenta, cobarde e vil.

desportivamente, as planificações de época do sporting são algo que ainda não se sabe muito bem como se fazem. Carlos Freitas foi contratado para dar aquele toque de midas que só ele consegue dar no futebol português. reforçou a equipa com excelentes profissionais. mas, a instabilidade directiva faz com que esses profissionais cheguem ao sporting e mostrem que desaprenderam a jogar futebol. no ponto de vista físico, acho inenarrável chegar a Outubro e reparar que maior parte do plantel do Sporting ou se encontra em má-forma ou se encontra lesionado. as lesões são outro facto inenarrável: o departamento médico do sporting é o departamento médico em Portugal que demora mais tempo a colocar de volta os jogadores na competição. exemplos disso: Fito Rinaudo. em março estava pronto para a competição mas só voltou em Setembro. Luis Aguiar foi-se embora sem qualquer jogo oficial. Alberto Rodriguez joga pela selecção mas deixou de jogar pelo clube. Matías passava mais tempo na enfermaria do que no relvado, mas em Firenze tem jogado todos os jogos. vá-se lá saber o porquê disto.

outro facto estranho que me transparece, é a capacidade que os sucessivos balneários do Sporting encontram de demitir treinadores. os jogadores fazem tudo para demitir o treinador que lhe não lhes convém. aconteceu com Peseiro, com Paulo Bento, com Paulo Sérgio, com Carvalhal, com Domingos e agora com Sá Pinto. será que não existe ninguém naquela direcção que chegue a um balneário e diga que os jogadores são pagos para jogar futebol e para ganhar títulos?

para finalizar.

o sporting vai ao dragão domingo. uma vitória puxará o clube para perto dos primeiros lugares e poderá devolver a confiança aos jogadores. o novo treinador (dizem as más línguas que é Co Adriaanse; outro conflituoso nas relações com os jogadores) estará em Alvalade na segunda e aproveitará a pausa no campeonato para jogos internacionais para poder trabalhar descansadamente com a equipa e incutir o seu modelo de jogo. uma derrota colocar-nos-à a 8 pontos do Benfica e do Porto, ou seja, no fio da navalha no que a liga portuguesa diz respeito. sinceramente, até tremo só de pensar na cabazada que o sporting vai apanhar domingo. se apanharam 3 do videoton, podemos sair do dragão com uns 7 no saco. espero que não não, mas…

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quem é que manda afinal?

Fala o Eng. Godinho Lopes, Luis Duque, Carlos Freitas, Domingos Paciência, Stijn Schaars, Diego Capel, Oguchi Oneywu. Falam Carlos Xavier, Oceano, Eduardo Barroso, Rui Oliveira e Costa, Dias Ferreira, Pedro Venâncio, Filipe Soares Franco, José Eduardo Bettencourt, Dias da Cunha, Sousa Sintra, José Roquete, Santana Lopes, Paulo Bento, José Peseiro, Carlos Carvalhal, José Couceiro, Costinha, Sá Pinto e até o João Moutinho.

Os problemas do Sporting não se resumem a problemas organizacionais e estruturais motivados especificamente pela falta de organização que é crassa no clube na última década e pela falta de uma estrutura directiva coesa e que demonstre uma única liderança num cenário único, objectivo e ambicioso.

O problema do Sporting é que todos falam. Todos falam. Presidente, SAD, Treinador, Director-desportivo, jogadores, ex-jogadores, ex-treinadores, ex-presidentes, ex-dirigentes e até um médico (que até pode ser muito competente a pegar num bisturi) mas de bola nada percebe. E falam todos segundo moldes dispares: cada um fala por si. Por si e sem autorização.

Cabe ao Sporting combater este flagelo por três simples vias:

1. ou alguém se assume como líder na direcção – não como um líder falso que oscila imagens de túneis de entrada dos balneários entre o neonazismo puro e duro e o vangoghismo desnecessário.

2. Ou o cancro que mina o interior das sucessivas direcções é eliminado nem que seja com métodos violentos.

3. Ou a Comunicação Social (indiferentemente das multas estipuladas pelos regulamentos da Liga; se for necessário o Sporting paga dias e dias de multa) é impedida de entrar nos recintos propriedade do Sporting Clube de Portugal como o FC Porto já fez variadissimas vezes e consequentemente para de criar instabilidade nas equipas do mesmo e com isso obtém duros revezes nas vendas dos seus jornais.

Ambas as opções são válidas e deverão ser mais eficazes quando praticadas em conjunto.

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Tesourinhos Deprimentes do Futebol Português #8

Em tempos de crise, um sorriso vale ouro!

Paulo Futre não será o próximo director desportivo do Sporting mas pelo menos poderá um dia ousar lutar por um lugar no mundo da stand-up comedy!

Qual treinador de futebol, Futre revela um conhecimento impecável nas tácticas do mundo do futebol e uma desenvoltura argumentativa perfeita na análise esmiuçada dos jogadores que pretendia em conjunto com Dias Ferreira para o futebol do Sporting.

Adiante, queria o melhor jogador Chinês da actualidade. Não era qualquer um. Era o melhor. Nomes? Talvez nem ele próprio sabia. Mas era o melhor jogador Chinês da actualidade. Aquele que traria a Alvalade charters e charters de adeptos Chineses que viriam ver em acção esse jogador e que depois, quem sabe, acabariam a noite numa casa de fados do Bairro Alto ou num espectáculo de ópera no CCB.

O que interessava é que era o melhor jogador chinês da actualidade. O 20º de um plantel de 19. Para além dos Charters cheios de adeptos Chineses, iria criar o departamento de futebol do jogador chinês. Quiçá, o desejo de Paulo Futre era ver o Sporting campeão Chinês sob o comando de Jaime Pacheco, visto que o Português será cada vez mais difícil.

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Ver para crer

Exceptuando um ou outro post, acabei por não me pronunciar muito sobre a campanha que foi feita pelos 5 candidatos à presidência do Sporting.

Depois de muitas declarações onde se prometeram fundos de investimento, jogadores, treinadores, onde se alinharam estratégias e se escolheram os estrategas, tenho no “ver para crer” de São Tomé a minha crença para o futuro da instituição Sporting Clube de Portugal, ou seja, só vou finalmente acreditar em qualquer um dos candidatos quando efectivamente o que vencer chegar à presidência do Sporting e se inteirar a 100% da realidade actual do clube.

Até lá, campanhas para actos eleitorais para um clube de futebol não passam disso mesmo: de campanhas, onde cada candidato tenta puxar o máximo de brasa à sua sardinha de modo a caçar o máximo número de votos.

Finalmente, aqui temos o acto decisivo que marcará o futuro da instituição. Indiferentemente do candidato que vença as eleições, espero que o Sporting se torne um clube melhor. Espero que o futebol profissional do clube possa viver um futuro de sucessos, assim como espero que o ecletismo que o clube sempre manteu, continue de pedra e cal e vá somando as vitórias nacionais e internacionais que sempre nos habituou.

Desde o passado dia 5 de Março que promovi aqui no Entre Nada e o Infinito uma sondagem para aferir a preferência dos leitores.

Com um total de 28 votos (25 na realidade, visto que Zeferino Boal obteve 3 votos antes de anexar a sua candidatura à de Sérgio Abrantes Mendes) Bruno de Carvalho reuniu um maior consenso entre os leitores com 15 votos, sendo seguido de Dias Ferreira com 7. Abrantes Mendes e Zeferino Boal obtiveram em conjunto 4 votos, Godinho Lopes e Pedro Baltazar ficaram respectivamente empatados na última posição com apenas 1 voto.



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O Sporting a ferro e fogo

Nunca antes tinha visto tal coisa.

A Betclic, empresa que opera no ramo das apostas desportivas, tem uma pick no seu site relativa às eleições do Sporting.

Assim sendo, quem apostar na vitória de Bruno de Carvalho ganhará 1,76 euros por cada euro apostado, quem apostar em Godinho Lopes lucrará 3,05 euros por cada euro apostado. No 3º lugar nas odds aparece Dias Ferreira com 9 euros por cada euro apostado, segue-se Pedro Baltazar com 11 euros por euro apostado e por último está Sérgio Abrantes Mendes com 80 euros por euro apostado.

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A hipocrisia não tem limites

Dias Ferreira considera-se um grande sportinguista. Disso não tenho dúvidas.

Apesar dos cargos que desempenhou no Conselho Leonino e em outros orgãos da Instituição, Dias Ferreira era tido pelo público como uma das vozes contra a dinastia Roquete. Um dia, em outras campanhas para a presidência, acusou publicamente ter sido empurrado pelas escadas a baixo como ameaça à sua eventual candidatura à presidência do Sporting e a partir desse acontecimento alinhou prontamente com aqueles que criticava.

Dias Ferreira era o comentador do Sporting num programa de televisão. Tanto no programa de televisão como em declarações perante a Comunicação Social, era a única pessoa da estrutura do Sporting que partia pedra e que defendia o clube das arbitragens e dos ataques externos que muitos faziam ao Sporting. De um momento para o outro calou-se, nunca mais defendeu o Sporting e no programa televisivo era que era comentador tornou-se completamente passivo, inerte…

Num curto espaço de tempo, Dias Ferreira passou do principal opositor ao escolhido da dinastia de presidentes que se apoderou do Sporting.

Dias Ferreira apresentou candidatura e diz-se motivado a alterar o rumo que o Sporting tem trilhado nos últimos anos. No entanto, volto a frisar que é o candidato apoiado pela dinastia.

Para homem forte do futebol profissional, Dias Ferreira avança o nome de Paulo Futre.

Tendo em conta a escolha, Dias Ferreira deve decerto ter em conta aquilo que Paulo Futre fez ao Sporting no longínquo verão de 1984, quando se mudou para o Porto. Decerto que também se deve lembrar que Paulo Futre (nos 27 anos que decorreram) nunca foi capaz de demonstrar qualquer apreço pela Instituição que o ensinou a jogar futebol e que de certa forma lhe deu as condições para ser a pessoa influente no mundo do futebol como actualmente lhe reconhecemos.

Com Dias Ferreira, o Sporting vai bem e recomenda-se. Vai direitinho para mais uma onda de anos negativos e quiça para a extinção a médio prazo.

Há muito que defendo que o próximo presidente do Sporting deverá ser uma pessoa capaz de orquestrar uma tremenda revolução dentro do clube. Uma revolução que modifique por completo a estrutura interna do clube e que seja capaz de instaurar uma filosofia ganhadora na mesma. Uma revolução que seja capaz de defender o Sporting dos ataques que o clube é alvo por parte da Comunicação Social e que traga confiança aos adeptos.

O próximo presidente do Sporting deverá ser alguém com um grau de loucura desmedida. Um louco que esteja disposto a granjear os contactos suficientes para que agentes económicos queiram investir no Sporting.

Continuo a defender que no futebol moderno, os clubes só se podem tornar auto-sustentáveis a partir de 3 factores: investimento, academia e sedução ao público. O primeiro e o terceiro são factores interligados.

O investimento numa equipa profissional de futebol é sempre rentabilizado. Se se investir numa equipa capaz de lutar por títulos, capaz de jogar bom futebol e de dar bom espectáculo aqueles que vão ao estádio, esse investimento terá retorno ao nível de bilhética, merchandizing, direitos televisivos, prémios das provas europeias e criará uma marca que será apelativa para que se possa trazer ainda mais investimento.

Neste prisma, a Academia Sporting (com todo o mérito que a europa lhe gaba) é outro dos pontos fulcrais. Uma boa formação de jogadores, capaz de formar para vender para as grandes equipas europeias não só  dá activos ao clube como pode ser outro dos factores capazes de apelar ao investimento.

O Arsenal é um claro exemplo disso. Não vence títulos,  mas é uma equipa que opta por uma estratégia de investimento e formação que lhe possibilita ter bons artistas em campo, dar um bom espectáculo, ter o estádio cheio e rentabilizar todo esse investimento. Só para que tenham uma noção (há poucos anos atrás) aquando da construção do seu novo estádio, dizia-se que o Arsenal estava falido – no entanto, os seus dirigentes tornearam muito bem a questão, chamando o investimento da Emirates Airlines. Aliando à aposta numa estratégia intensiva de “scouting” nos países africanos, na europa do leste, na Península Ibérica e no futebol Francês, o Arsenal rapidamente recuperou uma saúde financeira invejável.

Os dirigentes do Sporting (pelo que tem feito) não partilham desta visão do futebol actual. A juntar a uma péssima estrutura interna, continuam com medo daquilo que os principais credores do clube possam fazer ao mesmo. Como se a vida do Sporting pudesse acabar de um dia para o outro.

Continuam a apostar nos mercados errados, nos investimentos errados, nas contratações erradas e numa falta de ambição que é crassa.

Dias Ferreira parece ser o “herdeiro” desse “falso know-how”. E com ele, o Sporting vai bem, vai direitinho para a extinção.

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A palhaçada do costume

Bettencourt demitiu-se. Dias Ferreira, presidente da Mesa da Assembleia Geral do Sporting marcou eleições para o dia 26 de Março. Rei morto, rei posto.

À semelhança daquilo que tinha acontecido aquando da saída de Filipe Soares Franco em 2009, a imprensa e os sites de apoio em torna do clube começam a atirar uma quantidade inexplicável de pseudo candidatos à presidência do Sporting. Digo pseudo candidatos visto que metade deles só são candidatos de boca, neste caso, à procura de visibilidade no campo pessoal.

Nomes como Rogério Alves, Nuno Mourão, João Rocha Jr., Santana Lopes (zeus nos livre que a história se repita) Paulo Pereira Cristóvão, Sérgio Abrantes Mendes, o próprio Dias Ferreira e outros desconhecidos do público como Bruno Matias são apontados como candidatos. Será que no fim de todas as contas estão dispostos a ir para uma casa que está visívelmente a arder?

Sportinguistas preparem-se que isto é só o começo da palhaçada do costume quando existem eleições marcadas. Até dia 26 de Março vamos assistir a fenómenos ainda mais estranhos como aqueles que são característicos de prometer mundos e fundos (que todos sabemos que o clube não pode pagar ou suportar) apenas para que todos estes faroleiros baratos se possam afirmar como candidatos à séria. Repito: candidatos. Todos sabemos que quando chegarmos próximos das eleições, metade desta gente já terá desaparecido do mapa ou estrategicamente retirado a sua pseudo candidatura quando se inteirarem da realidade do clube que é seriamente uma realidade de quem não tem um tostão para mandar cantar um cego quanto mais para construir uma equipa competitiva para vencer títulos.

Isto porquê? Porque JEB demitiu-se com o trabalhinho bem feito de casa, ou seja, metendo o clube nas mãos dos bancos na reestruturação financeira assinada na semana passada. Com o aumento de capital da SAD e com a venda de 55 milhões 55 milhões de euros de Valores Mobiliários Obrigatoriamente Convertíveis (VMOC) em acções ao fim de cinco anos, com valor nominal de um euro cada, o próximo que cair no poleiro que se chama presidência do Sporting apenas poderá mexer naquilo que os bancos (compradores) autorizarem por escrito. Coisa a que já nos habituamos com JEB.

Ou seja, tudo isto me leva a concluir que JEB foi um autêntico pulha. Foi um pulha porque fez o clube perder de vez a parca autonomia que lhe restava. Pode ter diminuído o passivo com toda esta operação mas também acabou com as hipóteses do clube ter uma equipa profissional de futebol competitiva nos próximos 5 anos.E saiu, como nada se passasse, com a maior das tranquilidades. Enganando quase 100 mil sócios. Auferindo na totalidade um rendimento de 460 mil euros na sua passagem no clube desde a sua eleição (se tivermos em conta o que lhe é devido por lei).

Talvez sejam os 20 mil euros por mês um valor interessante que justifique tantos interessados pelo cargo. Mas não se esqueçam que é uma casa visívelmente a arder.

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O último da Dinastia Roquette…


Adeus! Não voltes nunca mais!

Quando a 5 de Julho de 2009, José Eduardo Bettencourt venceu com 89% dos votos as eleições para a Presidência do Sporting, já se sabia que seria o último presidente da dinastia José Roquette.

As expectativas em torno de Bettencourt eram altas… Era um homem que conhecia todos os cantos da casa (colaborava com a SAD desde 2001), era considerado um grande amante da instituição do Sporting Clube de Portugal e pensava-se ser capaz de arrumar a casa depois do vendaval financeiro provocado por Filipe Soares Franco nas contas do clube, tornando-o capaz de continuar a diminuir o passivo e investir no futebol profissional, não só numa equipa competitiva como na reformulação de toda a estrutura organizacional do clube.

Contra, os cépticos do clube, trataram de afirmar que José Eduardo Bettencourt (administrador do Santander) era a escolha consensual dos interesses da banca no clube de Alvalade. Com o tempo, começamos a acreditar nestes mesmos cépticos.

Ao nível estrutural, Bettencourt prometia adoptar uma estrutura organizativa rígida que começava com a aprovação da remuneração de um salario para a sua posição. De cerca de 20 mil euros.

Ao nível do futebol profissional, os primeiros dias de Bettencourt no clube ficariam marcados com a expeculação da eventual saída de Paulo Bento do comando técnico leonino, ao qual o agora demissionário presidente haveria de proferir a célebre frase: “Paulo Bento forever!” – Paulo Bento não ficaria “forever”, sendo despedido antes do final do ano civil de 2009 graças a um extremo cansaço do treinador perante os jogadores, dos jogadores perante o treinador e do treinador perante a atitude da direcção da instituição.

Nos primeiros meses, Bettencourt preocupou-se em arrumar a casa ao  nível financeiro. Apuradas as contas exactas do Sporting, era mister para o presidente renegociar sucessivos planos de reestruturação financeira que permitissem ao Sporting apostar numa equipa competitiva, promessa que Bettencourt deixaria para a época 20092010 e para a actual época. Durante a sua presidência, Bettencourt haveria de investir 34 milhões em contratações no clube e haveria obviamente de ficar ligado à venda de João Moutinho ao rival Futebol Clube do Porto. “A Maçã Podre” – foi o que JEB intitulou o antigo capitão do Sporting, que actualmente dá cartas no rival. Durante o mandato de Bettencourt, o valor do passivo aumentaria e o valor do activo Sportinguista diminuiria. Para muito ainda contribuiram as vendas de Ronaldo do Manchester para o Real Madrid e as vendas de Veloso e Moutinho.

Com Bento fora do barco, Bettencourt haveria de cometer outro erro crasso aquando da escolha do novo treinador. Apesar de Carvalhal ser uma solução até ao final da época, Bettencourt e a sua direcção errou logo de início em nem sequer apresentar publicamente o novo treinador. Carvalhal seria apresentado pelo site do Sporting e iniciaria um longo calvário de 7 meses num plantel completamente destroçado pelo cansaço da era Bento. Até ao último dia, a direcção de Bettencourt não haveria de propor a renovação ao técnico, optando por contratar Paulo Sérgio para o comando técnico na época 20102011. Com a vinda de Paulo Sérgio, vinham mais promessas de investimento no futebol profissional. Promessas que foram goradas por JEB, que continuava mais interessado em anunciar sucessivas reestruturações financeiras quando os adeptos do Sporting queriam era ver vitórias, coisa rara no Sporting de Bettencourt.

A falsa promessa de uma estrutura organizativa sólida que permitisse dar algum descanso ao clube, caía lentamente por terra com o passar do mandado de JEB. Primeiro, o caso Sá Pinto vs Liedson que motivaria a saída do antigo internacional do cargo de director desportivo e a entrada de Costinha para o respectivo cargo. Depois, a mudança de treinador, a venda de Moutinho, o diferendo entre Costinha e Izmailov e a contratação recente de José Couceiro para um cargo que ninguém sabe muito bem o que representa e que competências lhe são dadas pela organização.

A certo tempo falou-se que Bettencourt queria instalar uma estrutura organizativa no Sporting parecida a um modelo que tantos resultados dá no FC Porto. Na realidade, com Bettencourt, o Sporting passou a ser uma casa a arder…

A nível desportivo, este ano e meio do mandato de Bettencourt foi sem dúvida uma das páginas mais negativas da história do Sporting Clube de Portugal. Salvo excepções, confirmadas com a vitória do Futsal no campeonato nacional da modalidade e a vitória na Taça Challenge da equipa de Andebol.

No futebol profissional, se Paulo Bento e Soares Franco iam conseguindo levar o clube à Liga dos Campeões durante alguns anos seguidos, com o início do mandato de Bettencourt, o Sporting começou a ser um clube com uma falta de ambição tremenda. A nível nacional, o Sporting passou a ser uma equipa com um orçamento monstruoso a lutar pelo parco objectivo da 3ª posição com o Braga. A nível internacional, foi-se a Champions e veio a Liga Europa, onde nem assim, o Sporting parece ter aspirações a ir longe.

Por estes motivos, a derrota de ontem abalou com Bettencourt. Creio que este já deveria estar a preparar a demissão para breve. Pela primeira vez, JEB foi humilde e admitiu que fracassou enquanto presidente. Por isso, foi ontem à sala de imprensa apresentar a sua demissão, deixando vaga para que outro possa fazer melhor. Cabe então agora a Dias Ferreira (presidente da AG) que marque eleições antecipadas ou que opte por tentar gerar um presidente “co-optativo”, modalidade presidencial prevista nos estatutos da instituição.

JEB saiu. Creio que o Sporting não precisa de outro JEB. O Sporting não precisa de um presidente que se olhe às contas e que não tenha ambição em ganhar, custe o preço que custar. Aliás, está economicamente provado que os clubes que investem em boas equipas acabam por ter retorno desse investimento, caso contratem bons jogadores, capazes de vencer e dar espectáculo – chamando assim pessoas ao clube. Com JEB, o Sportinguismo tornou-se descrente. JEB afastava a cada jogo mais sportinguistas do estádio e das deslocações fora.

O Sporting precisa sobretudo de um presidente populista que possa não só mobilizar o povo de volta ao clube como trabalhador na construção de uma efectiva máquina organizativa interna e na construção de um futebol profissional estável. Talvez esta minha ideia seja uma tremenda utopia nos tempos que correm… Bem sei que nos próximos dias deverão aparecer meia dúzia de candidatos a prometer mundos e fundos que o clube não pode pagar caso sejam eleitos pelos sócios.

É triste a realidade deste clube. No entanto, a demissão de José Eduardo Bettencourt já foi um passo importante para a mudança.

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Bettencourt demite-se


Última hora:

Na sequência da derrota caseira do Sporting frente a Paços de Ferreira, José Eduardo Bettencourt demitiu-se da presidência do Sporting.

A declaração foi feita há minutos na sala de conferência de imprensa do Estádio José de Alvalade. Bettencourt apresentou-se na companhia de Dias Ferreira, apresentando demissão “para bem da instituição Sporting Clube de Portugal”.

Ainda bem! Já não era sem tempo! Será que vai sozinho! Quem será o próximo a demitir-se? Costinha? Paulo Sérgio?

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