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a ler

Pedro Marques Lopes no Diário de Notícias.

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ex(sic)tação do dia!

Tudo ao molho.

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esta é nova

DN

ín Diário de Notícias

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Leio no DN e não posso acreditar

que sejam os principais dirigentes da actividade socorrista em Portugal a defender o voluntariado nos bombeiros portugueses.

Ainda por cima, por motivos económicos.

O profissionalismo, porque não?

1. Todos sabemos que o voluntariado faz com que as estruturas existentes no socorrismo (principalmente ao nível de incêndios florestais) dependa do número de operacionais cuja actividade profissional permita um certo grau de liberdade para que o bombeiro voluntário possa sair do seu emprego para combater o fogo.

Logo, existem muitos bombeiros “presos” pelas entidades patronais e incapazes de ter essa liberdade sempre que ocorre uma catástrofe natural. Logo, a estrutura operacional não está no seu pleno porque centenas de voluntários são prejudicados nas suas carreiras profissionais pelo facto de serem bombeiros: uns não podem acorrer rapidamente às suas corporações em dias em que as entidades patronais não lhes garantem a liberdade de sair do emprego durante o horário laboral, outros preferem não o fazer para não correrem o risco de represálias por parte do empregador, e outros não o fazem porque se saírem do emprego, as horas em que não trabalham não entram no orçamento familiar e o mês torna-se mais complicado.

2. O profissionalismo permitiria uma estrutura organizacional mais rápida, constante e mais eficaz na abordagem a situações de emergência. O que é que são 400 milhões de euros em custos tendo em conta os custos humanos que os incêndios provocam nas populações por cada situação em que a resposta seja tardia aos incêndios? Bastará por exemplo olhar ao exemplo dos incêndios do Algarve e da Madeira. Para além disso, o profissionalismo permitiria que milhares de voluntários pudessem exercer a tempo inteiro uma profissão da qual gostam (cívica é certo mas remunerada) sem qualquer tipo de restrições provocadas pelas suas actividades profissionais. E isso permitiria uma resposta mais rápida às situações de emergência.

3. Não consigo compreender o argumento na medida em que não consigo compreender um país que se diz de 1º mundo e que no entanto poupa nas despesas de maior proeminência social.

4. Não consigo compreender porque é que o Estado Português não coloca por exemplo, os milhares de operacionais do exército a trabalhar lado a lado com os bombeiros nas situações de emergência. Exemplos vindos de países como a Bélgica ou a Suiça (onde não existem bombeiros e onde o trabalho de socorrismo em situações de incêndios pertence ao exército) mostram estruturas muito mais organizadas e eficazes que a actual estrutura portuguesa.

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Motivações relacionadas com “obrigações da vida literária”

Moita Flores é escritor, é comentador televisivo e ainda era presidente de câmara em regime de part-time.

Quando se tentam tocar várias violas ao mesmo tempo, uma terá que ficar sem ser tocada.

Pediu suspensão do mandato por problemas de saúde, justificação que se aceita sem pestanejar e por “obrigações da vida literária” – Desculpe?

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Sim, eu estou a publicar isto

Sim, eu estou a publicar isto.

Não quero de modo algum criticar a campanha que foi feita em prol do filho de Carlos Martins. Não porque a campanha não só já salvou a vida de uma pobre criança e porque poderá salvar muitas outras vidas através das milhares de recolhas de medula óssea que foram realizadas pelo país e pelo mundo.

O povo português, para além de minado com defeitos terríveis como a hipocrisia, a pequenez, a mesquinhice e a inveja social, também se encontra completamente minado por um outro defeito de carácter que é horrível: só liga às aparências.

“Quando és rico ou famoso e tens um problema, ganhas uma série de amigos. Quando és pobre, feio ou deficiente ninguém te liga nenhuma porque de ti não podem retirar qualquer vantagem” – esta é uma frase que resume a solidariedade de pantufinha praticada pelos Portugueses. No problema do filho de Carlos Martins, milhares dirigiram-se a postos de recolha de medula óssea. Porque era o filho de uma figura pública. Acredito até que muitos o tenham feito na esperança de serem compatíveis e de receberem uma recompensa. Porque em Portugal, existe perversão em milhões de mentes que chegam a esse nível.

O caso do Francisco é mais um caso de efectiva carência. Extrema. Severa. Urgente. O cartaz está desactualizado. A página de apoio à ajuda ao Francisco já não tem 217 fans mas sim 10 mil. Mas poderia ter mais e as ajudas poderiam ser tão grandes como a ajuda prestada pelo povo ao filho do Carlos Martins. Não o é porque o Francisco é pobre e nasceu deficiente. Fica-se portanto pelas 10 mil. E a “esgazeada”, cadelita que empurra a cadeira de rodas do Francisco continua a cumprir uma missão que nenhum Português parece ser capaz de fazer.

Faz-me lembrar um bocado o meu caso no secundário com o Zé António, caso que aqui escrevi no passado dia 23 de Março.

Infelizmente, conheço bem o sentimento de um cidadão normal quando vê na rua seres humanos como o Francisco. Vira a cara para o lado e pensa para sí próprio “coitado deste infeliz”. Outros nem olham porque sentem nojo da imperfeição de um próximo. Outros, saudáveis, até são capazes de fazer troça da pobre condição do homem. E esquecem-se que devem agradecer todos os dias o facto de terem mãos para tactear, de terem pernas para andar, de terem ajuda do Estado nos momentos difíceis, de serem saudáveis para trabalhar.

Tenho em crença que são este tipo de coisas que marcam a diferença entre mentalidades de primeiro e de terceiro mundo. E os portugueses são terceiro mundistas.

P.S (informações adicionais) – Segundo as palavras da pessoa que criou a página de facebook criada para ajudar o Francisco: “Quem quiser ajudar, dando o seu donativo, pode fazê-lo para o NIB: 0007 0206 00129090001 15, conta em nome de Maria Helena Oliveira Amaro, no BES, enviem os comprovativos para o e-mail: marlenefonseca@iol.pt.
A rampa é para ser feita na …seguinte morada: Rua Teresa Borges, n.º 6, 2830-106 Barreiro. Será o Sr Quim, que trabalha no clube desportivo e cultural Estrela Negra, mesmo ao lado no n.º 6-A a fazer a rampa.
Quem preferir e viver perto, por favor entreguem os vossos donativos no Estrela Negra, fica mesmo ao lado do prédio do Francisco onde será feita a rampa. Está lá uma caixinha para os receber. Também podem aproveitar e pedir informações por exemplo. Contactos 210 892 563 .212 165 430.
Podem também entregar os vossos donativos, na papelaria aqui do Alto do Seixalinho, Av. do Bocage, Barreiro que serve também de posto dos correios, ao lado de uma agência de viagens. Obrigada.”

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Farto de aturar o governo…

“Estou farto de aturar o que este Governo tem feito em relação a Coimbra. Há uma quantidade de obras que ao longo do tempo têm vindo a ser olhadas com absoluto desprezo por parte do Governo e são questões absolutamente essenciais para o futuro de Coimbra, porque delas depende o planeamento da cidade e a organização da cidade.

“Não tendo eu idade, nem saúde, nem disposição anímica para continuar nisto, a única solução que eu tenho, como pessoa absolutamente livre, e independente, é bater com a porta. Dizer: acabou o meu terceiro mandato hoje, e façam favor de ser felizes, mas continuando a fazer o que estão a fazer com Coimbra comigo não contem”

Fonte: Diário de Notícias Online

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