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fonte: Marca

Recomeça hoje em Espanha o julgamento do médico Eufemiano Fuentes, médico envolvido no maior escândalo de doping até hoje revelado. Fuentes vai começar hoje o seu testemunho.

É de relembrar que entre os clientes de Fuentes não estavam só ciclistas.

A lista famosa de clientes do médico da antiga ONCE e da Kelme incluía:

1. Ciclismo:

– Alberto Contador, Allan Davis, Joseba Beloki, Isidro Nozal, David Bernabéu, David Blanco, Eladio Jimenez, Ruben Plaza e o nosso Sérgio Paulinho (se bem que no exemplo destes 9 a justiça espanhola retirou-os dos ficheiros do processo por falta de provas de ligação com o médico mas alguns destes corredores, como é o caso de Contador já foram suspensos por uma ou mais que uma vez) Unai Osa, Michele Scarponi (dito em espanha como o “gerente\angariador” dos negócios de Fuentes em Itália). 

Alberto Contador, apesar de suspenso por 2 vezes sempre negou conhecer o Dr. Fuentes. A justiça espanhola retirou-o dos processos do caso mas eventualmente poderá inseri-lo novamente, estando essa condição dependente do que disser o médico. Alegadamente, Contador dopava-se segundo as ordens do médico quando estava na Discovery Channel.

– Marcos Serrano, Angel Vicioso, Francisco Mancebo, Constantino Zaballa, Alejandro Valverde (entretanto já suspenso por controlos positivos), Ivan Basso (já suspenso quando estava na Discovery Channel em 2007), Franck Schleck (admitiu em 2007 que transferiu 700 euros para uma conta de Fuentes mas negou qualquer envolvimento com o médico pois não prosseguiu o seu método, algo que ainda está por provar neste julgamento), Santiago Botero, Óscar Sevilla, Jan Ullrich (embora tenha dado positivo em 2006 a um teste feito ao sangue, sempre negou envolvimento com o médico espanhol), Michele Bartoli, Santiago Perez, Roberto Heras e Marco Pantani.

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Oscar Sevilla e Jan Ullrich chegaram a ser suspensos preventivamente em 2006 pela sua equipa de então, a T-Mobile.

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Nota de culpa de Franck Schleck:

Schleck

Apesar de ter dito que pagou a referida verba ao médico espanhol sem nunca ter usado os seus serviços e substâncias, o luxemburguês acusou xypamine, um diúrético muito usado na modalidade para expelir mais rapidamente substâncias dopantes pelo organismo em 2012.

– Tyler Hamilton, o mesmo que denunciou Armstrong na investigação da USADA. Pelo acordo que fez na justiça norte-americana no caso Armstrong, Hamilton não terá quaisquer problemas com a justiça norte-americana. No entanto, as autoridades espanholas investigam as suas ligações a Fuentes. Em causa está a época de 2003, onde o americano supostamente terá usado EPO, esteróides, transfusões de sangue,  hormonas de crescimento e testosterona durante 114 dos 200 dias da sua temporada. Alegadamente, o Norte-Americano contribuiu com 43 mil euros para o médico espanhol nesse ano. Nesse mesmo ano Hamilton fez 3º no Tour com uma prova “heróica”: caiu na primeira etapa,  fracturou a clavícula e ainda conseguiu o 4º lugar na geral, resistindo o mais que pode na alta-montanha a Armstrong e Ullrich.

– O antigo director desportivo da ONCE Manolo Saiz,
– O antigo director desportivo Vicente Belda.

Futebol:

O antigo ciclista da Kelme Jesus Manzano denunciou às autoridades espanholas que o Dr. Fuentes fazia visitas esporádicas aos balneários do Real Madrid e do Barcelona. O antigo presidente da FIFA Sepp Blatter chegou a dizer que estava na posse de documentos que o comprovavam. Nenhum dos rumores e testemunhos foi dado como provado até hoje. Em 2011, o Jornal Francês Le Monde também acusou a equipa catalã de promover uma rede de dopagem dentro das suas portas com a ajuda e monitorização técnica de Fuentes. A justiça espanhola não deu nenhuma das acusações do diário francês como provadas e o Barcelona pediu uma indeminização de 15 mil euros e um pedido de retratamento público do jornal.

Atletismo:

Ligações claras entre Fuentes e atletas olímpicos espanhóis desta modalidade.

Ténis:

Rafa Nadal também foi acusado de envolvimento neste escândalo. Recentemente, o seu colega de profissão Christopher Rochus acusou o espanhol e o sueco Roger Soderling do uso de substâncias dopantes.

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Memórias do Tour (Erik Zabel)

De todas as camisolas que compuseram os Tour´s da minha infância, a verde era a que assentava melhor em Erik Zabel.

Erik Zabel foi sem dúvida (a par de Mário Cippolini) o melhor finalizador de etapas que conheci. Na hora de decisão, o italiano era mais forte, mas Zabel o mais regular. Enquanto que o Italiano ia ao Tour para ganhar um punhado de etapas na 1ª semana da prova (quando começava a subir desistia da prova) Zabel fazia das suas e aguentava-se muito bem nas montanhas, acabando por vencer sempre o prémio por pontos.

Nos 12 anos da Deutsche TelekomT-Mobile estabeleceu um record de vitórias por pontos no Tour (6), sendo de lembrar a contenda de 2001 com o australiano Stuart O´Grady, em que o australiano ainda pousou para a foto de vencedores durante a etapa de consagração mas acabou por perdê-la na recta da meta para o Alemão.

A forte concorrência fazia-se sentir. Nos primeiros anos travou batalhas com Cippolini. Nos anos vindouros, com Freire, Mc Ewan, O´Grady e Baden Cook. Mc Ewan e o último foram os únicos a conseguirem batê-lo nos anos da T-Mobile. Extinta a equipa alemã mudou para Milram, onde durante 3 anos já não era o finalizador de outros tempos mas andava sempre por lá tendo em vista a obtenção da camisola verde, facto que não viria a conseguir desde 2001 até 2008, ano em que se retirou. No entanto nestes últimos anos já por lá andavam nomes como Petacchi, Cavendish, entre outros.

O currículo de Zabel fala por si: para além das 6 vezes camisola verde no Tour, venceu 12 etapas na prova, conseguiu outras 3 vitórias por pontos na Vuelta e 8 etapas,  foi campeão do mundo da UCI em 2000, campeão alemão de estrada por duas vezes e amealhou algumas vitórias em clássicas da primavera como a Milão-São Remo (4) a Amstel GoldRace, 3 vitórias na Paris-Tours e só lhe faltou mesmo a vitória na maior das clássicas: L´Enfer do Nord, a Paris-Roubaix.

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