Tag Archives: Denúncia Coimbrã

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O “João Santos 22” critica aqui e enaltece noutro lado.

Ainda existem dúvidas?

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Caixa de multibanco da AAC arrombada

Sem apelo nem agrado. Via Denuncia Coimbrã.

Desta vez foi a caixa multibanco. Da próxima vez poderá ser a RUC, a Secção de Fotografia, o CEC\AAC ou até mesmo a Direcção-Geral…

O Entre o Nada e o Infinito teve acesso a informações fidedignas em primeira mão que tem denunciado a existência de assaltos nos bares que funcionam dentro da Associação, e a informação que 3 individuos há semanas que se têm vindo a divertir na caixa multibanco a pedir dinheiro “emprestadado” às pessoas”

P.S: pois… estamos a falar da Associação de onde desapareceram mais de 5 mil euros da Queima das Fitas e até hoje ainda ninguém sabe quem foi…

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Retrocesso

Via Denúncia Coimbrã

Concordamos.

E acrescentamos: mete nojo ver a AAC, principalmente os seus corredores, infestados de lixo, de bebedos e de sujidade como se de um prostíbulo se tratasse.

Já que maior parte dos estudantes da UC, não se interessam pelas secções culturais e desportivas, ao menos que tenham o bom senso de deixar trabalhar em paz e sossego as que lá existem, coisa que muitas vezes não acontece.

E relembramos outro aspecto: à entrada do edifício, existe um mural que avisa que o espaço é reservado a sócios da Direcção-Geral da Associação Académica de Coimbra.

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Ao Professor Elísio Estanque

Via Denúncia Coimbrã.

Começo por escrever que acho bastante estranho que um sociólogo há muitos anos radicado na cidade de Coimbra e conhecedor profundo da realidade do associativismo estudantil e dos jogos político-partidários que se movem na cidade e que acabam por influenciar também a AAC só agora tenha dito de plena consciência aquilo que muitas centenas de estudantes (inclusive eu que já escrevi aqui neste blog sobre o assunto variadíssimas vezes) pensam sobre a AAC.

Não descurando o excelente texto do Sr. Professor, sou obrigado a desconstruir\acrescentar alguns items à sua teia argumentativa.

1. Quando se lê: “Uma parte das gerações mais jovens desinteressou-se da política…”

Na minha óptica tal não é verdade.

É certo que os actos eleitorais, indiferentemente dos órgãos que são o móbil do escrutínio na nossa democracia tem-se revelado autênticos buracos de abstenção, abstenção essa que tem uma enorme fatia nas gerações mais jovens. A abstenção é obviamente um dos piores inimigos da democracia. Em democracia e no mundo global em que vivemos tal não deveria ser uma realidade dada a informação que é bombardeada aos jovens através dos canais educativos e dos média. Estes dois canais deveriam obviamente contribuir para que a informação chegasse aos jovens de forma a que estes, por via da reflexão, moldassem as suas preferências político partidárias através da construção pessoal de uma crença ideológica fundada.

No entanto, e não descurando os argumentos do parágrafo anterior creio que as gerações mais jovens não tem demonstrado desinteresse pela política e até pelo contrário, tem mostrado mais interesse na entrada do mundo da política através das juventudes partidárias, fenómeno de criação política que desde o virar do século para cá tem sofrido um aumento exponencial de aderentes e de pequenas tricas entre si que tem minado instituições como a Associação Académica de Coimbra e outras associações de estudantes. Arriscar-me-ia a dizer que a influência das juventudes partidárias estende-se por vezes até núcleos de estudantes de faculdade. Prova desses factos é a existência em Coimbra de associações de estudantes  socialistas (com ligações claras às estruturas do PS) e de estudantes populares, estes últimos, com ligações claras à Juventude Popular e ao CDS\PP.

2. “As estratégias eleitorais para a Direção Geral (DG-AAC), onde a abstenção é da ordem dos 60 por cento ou mais, a fidelização dos votantes e as vantagens eleitorais definem-se segundo dois critérios essenciais: quem angaria mais apoios financeiros; e quem conseguiu criar uma máquina de cacicagem mais eficiente. Basta olhar as centenas de pelouros e “coordenadores” que os programas exibem em cada eleição, por baixo da respetiva foto, para se perceber o que mais motiva e fideliza os jovens a uma dada candidatura (uma das listas tinha cerca de 800 nomes no seu organigrama).”

É a mais profunda realidade de gozo à democracia que encontramos na AAC é certo.

 No entanto caro professor, deixe-me ser idealista ao presumir uma premissa essencial do que os anos de Universidade me deram enquanto ser humano e enquanto futuro profissional deste país.

Creio que uma das maiores virtudes do ensino superior, seja ele aqui neste país ou em qualquer outro país do estrangeiro é a maturação das mentes daqueles que tem o privilégio de avançar para o grau máximo de exigência antes do mundo do trabalho que é efectivamente o ensino superior. O que é que pretendo dizer com isto? Pretendo dizer que em primeiro lugar (salvo excepções que são conhecidas do professor do público que lê este blog) só entram no ensino superior jovens maiores de idade ou cuja maioridade será atingida num curto espaço de tempo. Não sou cínico ao ponto de afirmar que um jovem de 18 anos não tem ideais próprios ou não sabe distinguir o bem do mal. É certo que entre os que entram pela primeira vez no ensino superior existe um dado deslumbramento de todas as estruturas que o compõe (incluíndo a AAC como estrutura principal do associativismo estudantil na cidade de Coimbra) e existe sobretudo um deslumbramento próprio da inocência de quem cai de para-quedas numa realidade a que não estava habituado nas pessoas. Daí que estudantes mais velhos inseridos no associativismo estudantil que detenham a arte de uma boa oratória sejam para os alunos mais novos espécies de exemplos que devem ser por eles seguidos e até canais convenientes de entrada no mundo do associativismo estudantil.

Agora, como referi e muito bem, não creio que esta inocência dure para sempre. É um dado assente que observei ao longo dos tempos, a quantidade de jovens estudantes que se colaram à sombra dos mais velhos nos primeiros tempos e conseguiram através destes entrar no “sistema” de sucessão geracional dentro das instituições como a AAC e também a quantidade de jovens, que, após terem crescido e terem maturado os seus ideais e as suas perspectivas em relação aos seus mentores se afastaram irremediavelmente do caminho destes.

3. O que é que pretendo dizer com isto?

Uma das maiores experiências e dos maiores feitos que levamos de Coimbra ou do mundo universitário para a vida é exclusivamente a capacidade de entrar no ensino superior a pensar por cabeça própria e não pela cabeça dos outros. Daí ao facto de nas eleições para os órgãos de gestão estudantil acabarem por ganhar as listas com maiores apoios financeiros, mais cacique e organigramas mais recheados de fotos de estudantes é uma questão que poderá ser alterada pela mudança do paradigma de pensamento dos estudantes. Costumo dizer que só se deixa influenciar quem quer e só se deixa fotografar quem quer e só entra em pré-conceitos quem quer. Que eu saiba, nas eleições para estes órgãos o voto é secreto – portanto, só alimenta estas máquinas de cacique quem quer. Isto leva-me a um grau de pensamento mais transcendente: serão as máquinas de influência coisas tão gigantescas ou o tal paradigma de pensamento que falo entre a comunidade estudantil faz com que os jovens do ensino superior em Coimbra em vez de avançar para a construção de uma consciência ideológica própria sejam autómatos das redes de influência de que o Sr. professor fala? Estaremos a evoluir neste país ou estaremos a regredir?

Creio que o Sr. Dr. chega perto deste pensamento quando escreve:

“O caloiro chega, imaturo e frágil, e vê-se envolvido num mundo novo (não falo aqui das minorias e dos residentes nas “Repúblicas”, que são a exceção). Um mundo de jogos e rituais, onde, deslumbrado com tanto hedonismo e aventura para usufruir, é levado a participar
ativamente, pois a sua integração na comunidade passa por aí. Esse momento inaugural é reconhecido como decisivo na estruturação das futuras identidades de grupo do novato. O padrinho, o mais velho, que o inicia e lhe incute o espírito praxista, que fala melhor, que tem
influência junto da turma, dos “amigos dos copos” e por vezes junto das “meninas” que o elegem como o seu fã, torna-se uma referência.”

Mas cuidado, este argumento não é assim tão linear. Em todas as guerras, existem os vencedores e os derrotados. Aqueles de que o Sr. professor fala neste trecho são os “vencedores” – no entanto para chegarem ao topo da hierarquia, existem dezenas de derrotados, derrotados esses cuja derrota é feita através de um leque variadíssimo de truques baixos.

4. Todavia, aparecem-me perguntas cujo interesse me leva a que o Sr. professor me responda: depois de todas as variáveis argumentativas que apresentou, não será uma instituição como a AAC usada como instrumento narcisista do culto da personalidade de uns em detrimento de um trabalho cívico em prol de uma comunidade? Não será a AAC um péssimo tubo de ensaio para a não consolidada democracia participativa que se pretendeu em Portugal no pós-revolução de Abril através da existência deste tipo de fenómenos e comportamentos? Não será que a sua missão, enquanto professor da Universidade de Coimbra, num curso como o de Sociologia que é um curso que realça a análise de fenómenos ligados à política, consciencializar os seus estudantes para a mudança deste paradigma (ou da existência dele) de pensamento acerca do que deve ser a democracia em portugal?

5. Para finalizar um último argumento e uma última pergunta: como sabe Sr. Professor, a experiência democrática tomando como exemplo os primeiros estados modernos da Europa é algo que não foi conseguido e consolidado às três pancadas. Houveram muitos avanços e recúos, muitas lutas que acabaram em derramamento de sangue, muitas iniciativas legais, muita luta pela existência de iniciativas legais que consagrassem na lei direitos, liberdades fundamentais, garantias aos cidadãos, protecção da lei aos cidadãos em relação a possíveis abusos por parte da Instituição estado e a própria limitação do Estado e do poder político-governativo pela lei. É certo que esta experiência democrática redunda na democracia como um sistema político imperfeito e nisso concordo que não existem sistemas políticos perfeitos.

No entanto, para um país como Portugal, saído de 2 séculos recheados de convulsões histórico-sociais (absolutismo; passagem do absolutismo para o cartismo e para o constitucionalismo; revoluções atrás de revoluções, mudança da monarquia para uma república tosca, reviralhismo; passagem de uma república tosca para uma república fascizada, fascismo puro que promoveu atrasos de todos os níveis no país, no reviralhismo com uma nova revolução, passagem rapida à esquerda e consequente bipolarização governamental pós-25 de Abril) não será exagerado pedir que o que demorou 8 séculos a ser construído em estados como o Reino Unido, 4 em Estados como a França, 2 em Estados como os Estados Únidos da América (se bem que a democracia americana é para mim a forma mais tosca de democracia) possa ser concretizado em 37 anos em Portugal, quando sabemos que as variáveis ao nível de mentalidades neste país ainda estão dominadas pelo pensamento tacanho de aldeia, pelo provincianismo\bairrismo puro e duro e pela existência de pré-conceitos em relação a certas ideologias políticas, quando sabemos que ainda temos uma população demasiado atrasada ao nível de competências e atributos educativos, ideológicos e até técnico-profissionais e quando sabemos que ao nível económico o nosso povo ainda não chegou a um limiar aceitável de condições materiais de vida?

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Carlos Cidade não se deve apenas demitir das suas funções na CMC. Deveria ser automaticamente demitido pela lei da vereação que ocupa.

Num país que preza o respeito pela vida humana, Cidade jamais poderia alguma vez ousar candidatar-se a um cargo público depois deste suicidio lamentável.



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Tá muito bem dito!

Via Denúncia Coimbrã

Fonte: Diário As Beiras

Subscrevo na íntegra.

Para mim, aprender e trabalhar contigo é um orgulho. És um excelente profissional. Dás o que tens e o que não tens em tudo o que fazes. És rigoroso, minucioso e exiges tudo na perfeição. Como tal, só mereces o sucesso.

Pessoalmente, deixaste de ser apenas um amigo. És um irmão. Não preciso de dizer mais nada. Estamos conversados! 

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Analisa e critica. Com razão.

Acabei de ler o post de Paulo Abrantes no Denúncia Coimbrã.

Assim pela manhã, deu-me uma autêntica bolada no estomago.

Paulo Abrantes analisa e critica com razão.Gabo-lhe a coragem de ser um dos únicos capazes de bater um murro na mesa e denunciar toda a podridão que cerca actualmente a instituição.

Em 6 anos de AAC, nunca vi a instituição tão rodeada de abutres. Sim, abutres. É a palavra mais correcta. A AAC bateu completamente no fundo. São os furtos, as demissões, os joguinhos políticos onde cada um tenta puxar a brasa à sua sardinha. A AAC deixou de funcionar como um órgão institucionalizado para a defesa e fomento de todo o mundo académico. Passou a funcionar como um pólo onde cada um tenta maximizar a sua posição para construir o seu trilho pessoal no futuro, e onde os pequenotes começam a torcer pepino em tenra idade como diz o ditado.

A AAC passou a ser o tubo de ensaio para a criação de  futuros políticos da tanga e para a prática de pequenos furtos que dentro de anos se irão transformar em crimes de colarinho branco. Os piores. Quem rouba um pedaço de pão para dar de comer aos seus filhos não merece castigo. Muito menos numa sociedade portuguesa que caminha a passos largos para que o grosso da riqueza fique na mão de meia dúzia de grandes empresários e a pobreza seja a dádiva para 97% da população. Onde é que está a responsabilidade dos falsos estudantes responsáveis e competentes?

A minha visão como sócio da instituição permite-me ser claro e simples quanto a esta Direcção-Geral: exceptuando um boicote às aulas discutido e aprovado em Assembleia Magna que não teve o impacto e a visibilidade que se desejava para a luta contra a nova ordem sistémica que se está a trilhar nos gabinetes do Ministério da Educação Ensino Superior para o ensino superior, o sucesso meritório da Universidade de Verão (ao qual aproveito para saudar a Direcção-Geral e todos os voluntários pelo excelente trabalho desenvolvido) o desporto universitário (que se desenrola na perfeção graças ao esforço de centenas de atletas que diariamente evoluem com a expectativa de construirem briosa por esse país e europa fora) a verdade é apenas uma – esta Direcção-Geral não fez rigorosamente nada e logo em primeiro lugar, padece de um vício mortal que é o facto do seu presidente nem sequer conseguir segurar a sua equipa e os ímpetos personalizados da busca pelo poder por parte de membros da sua equipa (todos sabemos que já aconteceram durante este mandato) que tem papeis muito importantes a desenrolar em prol da instituição e que por tal, lhes advém uma responsabilidade muito grande pelos actos que praticam e comportamentos que exercem.

Quanto aos dois furtos na Queima das Fitas, já o disse a algumas pessoas e volto a dizê-lo em público: espero bem que a Polícia de Segurança Pública actue neste caso, investigue e consiga chegar às pessoas que praticaram o furto. Se para a Queima das Fitas 5 mil e 200 euros não é um valor considerável, para uma boa fatia dos alunos que frequentam actualmente a UC estamos a falar de um valor muito próximo do custo total de um ano lectivo em Coimbra. Posso dizer também com toda a franqueza que existem secções culturais e desportivas que não tem esse valor para organizar as suas actividades e que se calhar até mereciam visto que tem pessoas competentes, inseridas dentro do associativismo para desenvolver competências nas quais são especializadas e capazes de elevar muito mais alto a bandeira da AAC. Nem de perto nem de longe, tais verbas lhes são garantidas. Como tal ao nível de associativismo, a AAC tem os dias contados: as coisas vão morrendo aos poucos.

Espero portanto que este caso seja um abre-olhos para as pessoas com responsabilidade dentro da casa. Chega de caldinhos. Pela história que concerne à instituição, esta sempre se pautou pelo rigor, pelo brio e pela transparência. É certo que nos últimos anos tem descambado totalmente por um caminho que condena a credibilidade da instituição. Sim, porque este tipo de problemas não atinge as pessoas que trabalham ou trabalharam na instituição. Essas vão entrando e saíndo. A instituição fica e ficará sempre manchada por essa pecha no currículo. Futuras gerações poderão ver dentro de algumas décadas a AAC como uma instituição que esteve na linha da frente da luta contra o regime mas sim como uma instituição que serviu de incubadora a mais uma geração de políticos que a partir dela trilharam um caminho, que à luz da vela, sempre irá redundar em fracassos para o país e em desgovernação.

Estes incidentes retiram credibilidade a uma instituição a nível local e a nível nacional. Será isso que pretendemos quando são praticadas este tipo de acções? Ou por outro lado, queremos uma AAC forte, tão forte como a de 1969? Uma AAC que sempre se pautou por ser uma voz activa contra a tirania, contra o corte dos direitos dos estudantes, que sempre esteve ao lado das causas sociais e sempre interveio de forma activa na resolução de problemas da comunidade Coimbrã, funcionando quase que como um auxílio à ineficácia de muitas entidades pertencentes ao estado. Uma instituição com este percurso, não se pode abandalhar ou desmoronar desta maneira graças à má formação de carácter de meia dúzia de abutres. Sim, abutres. É a palavra correcta para designar muitos daqueles que conheci durante 6 anos na instituição. Uma instituição como esta necessita de gente séria, de gente altruísta. De gente que consiga de uma vez por todas estampar um sorriso na cara quando consegue ajudar de que maneira for a vida do seu semelhante que está em dificuldades ou que necessita de um empurrãozinho de alguém para conseguir re-entrar num caminho de futuro ou sucesso. Uma instituição deste calíbre e com esta história, precisa de gente de trabalho. De gente que seja capaz de levar a cabo a prossecução dos objectivos que todos os estudantes desejam ver realizados.

Não me venham com a ideia que a AAC reflecte a meritocracia. Em primeiro lugar, todos sabemos que o nosso país não é o melhor exemplo quando falamos em meritocracia. Dentro dos poucos exemplos de meritocracia que existem dentro do nosso país, a AAC assim como qualquer outra associação estudantil no país são os piores exemplos possíveis neste âmbito.

Desde o início da minha estadia em Coimbra sempre me disseram em tom de brincadeira que apenas duas forças tentavam dominar a AAC: de um lado o FADO, de outro lado o Rugby. Poderá ter sido assim no passado. No presente não o é. Poucos foram aqueles que vi ocuparem cargos na Direcção-Geral que realmente tinham talento. Isso advém logo do facto das sucessivas Direcções-Gerais serem no mau sentido da frase, listas de continuação que são eleitas sem qualquer tipo de concorrência e que tentam a todo o custo abafar a palavra a quem conscientemente tenta construir uma alternativa ou a quem não comunga dos seus valores. Dessas listas de continuação, a jogada sempre foi simples: não integram aqueles que tem mais capacidades para assumir uma postura séria e responsável mas sim aqueles que conseguem granjear mais apoios e amizades dentro das várias faculdades e dos vários cursos. O cacique puro e duro. Se uma pessoa dominar ao nível de influência a sua faculdade, está dentro. As pessoas competentes não estão na Direcção-Geral. Estão em casa a estudar para acabar o seu curso com distinção e conseguirem trilhar o seu caminho através dos valores do esforço e dedicação ao trabalho.

Isso não é meritocracia. É uma forma tosca de oligarquia, desprezível, e que conduzirá à instituição a um marasmo ainda mais profundo. É claro que em todo este processo metem-se sempre as juventudes partidárias ao barulho, desejosas de extender a sua hegemonia ao máximo número de associações estudantis possíveis para que estas sejam braços políticos da contestação que pretendem exercer sobre os governos que não são da sua cor partidária ou defender as políticas daqueles que são. É uma triste realidade, é uma triste verdade. 

Tais factores não criam coesão naquilo que se pretende coeso e firme em torno dos estudantes. Podemos tomar esse facto como uma verdadeira assumpção sempre que vamos a uma assembleia Magna: 5 mil e tal pessoas votam, 4 mil delas na lista que vence. As Assembleias Magnas não tem mais que 200, 300 dessas pessoas. A conclusão é simples: em dia de eleições, circulam as mensagens do “vota x, do vota y”. Os cordeirinhos levantam-se da cama e lá vão votar na lista do paterfamilias da sua faculdade. Depois do mal feito, limitam-se durante o ano a dizer que a DGAAC não faz nada e que os seus elementos são uma cambada de ladrões e tachistas. Pela frente, assumem sempre uma postura diferente: agradam aos meninos em busca de algo mais do que serem meros estudantes.

É uma triste realidade, é uma triste verdade.


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CSI Académica

Não, não venho opinar sobre isto. Mas, vontade não me falta.

Desde há muitas décadas a esta parte, a conhecida marca “Nacional” adoptou como estratégia de marketing para escoar os seus produtos o slogan “O que é Nacional é bom”. Tal slogan não poderia estar mais errado no que toca ao caso da Académica. Na AAC, o slogan mais deverá assemelhar-se a “se é política ou dinheiros, deve-se desconfiar do produto” ou neste caso das intenções que estão por detrás do produto. Publicidades à parte, não vos venho falar da caça ao tesouro ao bago desaparecido, mas sim do último Conselho Inter-Núcleos.

Para quem se lembra daquela terrível série policial com que a SIC nos brindava todas as madrugadas (ainda brinda?) intitiulada de CSI Miami, será fácil para vós recordarem-se do gesto que “Horatio Cane” (personagem fictícia que era o chefe dos chefes lá dos investigadores) fazia antes de concluir cada episódio e arquivar o caso: retirava os óculos.

Por detrás de “Horatio Cane” estava uma autêntica máquina de investigadores que era capaz de descobrir os assassinos nem que derramassem 0,000000000000001 ml de sangue no roupão da vítima ou na sua peúga. Nem mesmo “Horatio Cane será capaz de vir ao nº1 da Padre António Vieira tentar descobrir quem levou o dinheiro, perdão, o bago.

Pois bem, no último Inter-Núcleos, o nosso Amável Zé (segundo a consulta deste blog a 3 presidentes de núcleo sobre esta questão) fez questão de brincar aos CSI na Padre António Vieira.

Na berlinda, a reunião servia para eleger o secretariado permanente do Inter-Núcleos, ou seja, para que mais alguém pudesse postar a obtenção de mais um tachinho na sua página de facebook.

À moda da Académica, Eduardo Barroco de Melo lançou nas fileiras o presidente do seu núcleo, o de bioquímica. O sempre Amável Zé lançou Ricardo Quaresma, o presidente lá dos Mecânicos do Pólo II, não o jogador de futebol.

Eis que Dino Alves, presidente do NEEAAC decidiu por cobro aquela aventura da dupla da DG candidatando-se ao tal secretariado. E Dino, retribuíndo a amabilidade de o terem tentado passar a patacos, lá venceu com 9 votos contra 8 do presidente do núcleo de mecânica e 3 por parte do presidente de bioquímica, cujo nome não me lembro mas também não deve interessar ao Menino Jesus.

O Amável Zé, desconfiado com a coisa decidiu investir pessoalmente, numa índole,  de calmamente ir buscar os votos dos presidentes de núcleo e a acta das assinaturas das presenças da reunião para investigar as tintas dos documentos com o âmbito de ver quem tinha votado em quem. 

Esperto este nosso amável colega. Assim, facilmente o Zé queria conseguir descobrir quem traiu os Consules da AAC e quem se prepara para ajudar os Brutus deste mundo a tentar a machadada (sim porque a ser facada tem que ser com uma faca japonesa) no Consulado do 2º piso.


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ahahaha

Tirando o comentário estúpido sobre o trabalho da Secção de Fotografia:

Ó Paulo, até apareces favorecido na foto. Estás um bocado pálido de cara, mas sempre é melhor do que ficares sem cabeça.

Ver aqui

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Demissões na AAC

Eduardo Barroco de Melo começou o seu mandato com um com uma demissão surpreendente. João Alexandre, secretário-geral da Queima das Fitas foi demitido. O sempre atento Denúncia Coimbrã dá-nos os pormenores aqui.

Acrescento mais. Isto da política tem muito que se lhe diga. Quando se preparou a sucessão de Miguel Portugal, haviam dois candidatos dentro da DG e nenhum deles era o Eduardo, que no fundo acabou por ser a escolha consensual para evitar guerras internas dentro da DG no final do mandato.

A saída do João Alexandre é injusta. Já o tinha avisado antes de uma Assembleia Magna que a grande novela política da Academia após as eleições seria a Queima das Fitas. Sem mencionar nomes, agora confirma-se: um dos pré-candidatos vai para a Queima. E nisso só vos posso adiantar uma coisa: já comentou este blog, e comentou-o a partir da sala do CIUC.

Esperam-se mais desenvolvimentos nesta história.

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A Blogosfera que me motiva

Blogs de passagem diária que constituem referência “na minha blogosfera”

Da Literatura – do escritor Português Eduardo Pitta.

O Sexo e a Cidade – do inconfundível mordomo e das suas meninas. Na minha opinião, o melhor blog nacional.

Denuncia Coimbrã – do grande Paulo Abrantes.

Tragédia dos Comuns – dos amigos João Araújo Correia, José Nuno Santos, Luis Araújo, Francisco Costa e Eduardo Barroco de Melo.

Kabaah – Para quem gosta de cinema e séries, o blog do Vitor Alves é um dos melhores.

António Boronha – do antigo vice-presidente da Federação Portuguesa de Futebol António Boronha. Onde as verdades sobre o futebol são ditas sem papas na língua.

Bancada Norte – Onde o Nuno Quintaneiro Martins, José Ribeiro e João Oliveira tratam a actualidade do Beira-Mar com o máximo rigor e paixão clubística.

Valem bem a pena visitar!

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mé… mé… mexe-te senão ficamos sem os eurinhos

As Cabras da Academia de Coimbra continuam a causar o furor de sempre, mesmo na época baixa, quando pressupostamente o espectáculo já tinha terminado. Desta vez, foram fazer queixinhas à Direcção Geral, que o Paulo Abrantes os tinha chamado “queixinhas” do interior do edifício da AAC para a sala que é pertença da Secção de Jornalismo da Associação Académica de Coimbra. Pode ser visto no post de hoje do Denúncia Coimbrã.

No referido post, Paulo Abrantes foi mais longe e constatou um facto: O Conselho Fiscal não está de acordo com a proposta de regulamento interno apresentada pela Secção de Jornalismo comparativamente ao que é enunciado nos Estatutos da AAC. Logo, as Cabras (para não lhes chamar directamente um nome calão que metaforiza um comportamento negativo humano com base no joco de um animal que até vincou a sua presença máscula e de odor intenso na sala da SJAAC aquando das filmagens do LIP DUB, aquele acontecimento que se retratou a actividade das secções dos pisos de baixo da AAC) não podem realizar eleições e não podem reclamar os dinheirinhos para lançar aquele autêntico pasquim que fala de tudo menos do que se passa na Academia e principalmente do que é realizado pelas secções existentes dentro do edifício da AAC.

No entanto, gostaria de salientar que a Secção de Jornalismo não é a única cujo regulamento interno não bate certo com os Estatutos da AAC. Porém, o medo instalado na Direcção Geral quanto às consequências que podem advir de um rascunho mais ortodoxo por parte de um mini-jornalista, salientam a postura passiva que a DG está a ter perante a referida secção quando comparada com outras que me são bem familiares, onde houve uma ameaça de congelamento de contas caso não fosse apresentado um simples plano de actividades realizadas. E houve mesmo secções que ficaram com as contas congeladas.

Outros, são aqueles que brincam à Radio dentro da Academia. Aqueles que só deixam que alguém seja sócio, se gostar da mesma música lá dos chefões do bairro e se carregar umas bobines de gravação durante uns largos meses sem reclamar cartucho lá com os manos. Outros, são daquela secção que me é familiar. Daqueles que gostam de sorrir para a imprensa  por tudo e por nada como se fossem uma estrela de cinema como por exemplo, o Vin Diesel ou o Steven Seagel E sobre esses podia dizer muito.

Isso recorda-me uma conversa que tive noutra madrugada, com uma radialista de Coimbra numa loja de máquinas da Praça da República:

” Eu curto bués é Mogwai e Sonic Youth” – digo eu para uma pessoa que estava comigo, cuja identidade é melhor não revelar.Vira-se a referida menina:

” Curtes?!!” (olhos arregalados quase como que a dizer que já estava aceito no clube) – ” Então vem trabalhar na RUC”

Até que eu ironicamente respondi: ” Não, odeio Mogwai e odeio Sonic Youth e nem que fosse a única opção que me restasse, jamais iria para a RUC. E já agora, gosto de Modest Mouse que é bem melhor”

(Os olhos da menina encheram-se de uma tremenda desilusão e como disse que gostava de Modest Mouse já não era aceite no clube lá da rádio pirata)

Até que de repente perguntei a outro conhecido lá do circulo dos manos: “Oh Zé, tu curtes Modest Mouse?” – e o outro respondeu: “Sim, é bacano”

E a mascara da outra caiu logo ali.

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“Excrementos d´A Cabra”

A Denúncia volta a fazer estragos e a bater seriamente na Secção de Jornalismo da Associação Académica de Coimbra e no Jornal A Cabra, propriedade da mesma. Há gente que o merece. Pela arrogância, pela presunção e pelo seu carácter vingativo.

Para alguns, a vitória tem que ser obtida a todo o custo. Não interessa a validade dos meios utilizados para se poder alcançar os objectivos. Depois, escondem-se por dentro de 4 paredes e esperam pelas consequências dos seus actos, que de antemão sabemos que podem passar pelos  esquemas de chamar a polícia, fazerem-se de vítimas e pela ameaça de levar aquele que é prevaricado à barra dos tribunais.

Para ser lido aqui

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Comentário elevado a post

O meu amigo Paulo Abrantes decidiu elevar a post um comentário que deixei no Denúncia Coimbrã a propósito do conteúdo deste post.

Não me quero pronunciar mais sobre esta questão, mas quer-me parecer que há individuos dentro do edifício da AAC cujo xeque-mate está próximo.

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