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De Londres #20 – O ouro olímpico para o novo Dream Team

Como se esperava. O novo dream-team americano arrebatou o ouro, de forma fácil e como se esperava.

Deron Williams, LeBron James, Anthony Davis, Andre Iguodala, Carmelo Anthony, Chris Paul, Kevin Love, Kobe Bryant, James Harden, Kevin Durant, Tyson Chandler e Russell Westbrook são os nomes que Londres irá recordar para a eternidade. Nomes que a nada devem ao nível de talento na modalidade ao Dream Team original de 1992, equipa que continha elementos como Michael Jordan, Magic Johnson, Scottie Pippen, Dennis Rodman, Larry Bird ou Charles Barkley.

No entanto, muitos outros jogadores poderiam pertencer a esta equipa. Alguns não viajaram para Londres por lesão: Derrick Rose, Dwayne Wade, Blake Griffin e Dwight Howard. Outros como Paul Pierce, Rajon Rondo, Joe Johnson, Andrew Bynum, Greg Munroe ou Carlos Boozer também poderiam ter sido opções na selecção norte-americana.

Em Londres, um passeio.

Os Norte-Americanos não vacilaram. Dos 156-73 à Nigéria veio um recorde olímpico ao nível de pontuação de uma equipa num jogo olímpico. França, Austrália, Lituânia (a selecção que melhor se portou contra a Norte-Americana, perdendo apenas por 5 pontos) Tunísia, Argentina e Espanha sucumbiram perante o maior potencial dos fundadores da modalidade. Na final de hoje, apesar da Espanha ter jogado dois furos acima do que tinha jogado na fase de grupos (onde em 5 jogos perdeu dois frente a Russia e Brasil, classificando-se no 3º posto; onde sentiu imensas dificuldades para bater uma medíocre anfitriã Britânica apenas por 1 ponto) e nos quartos-de-final\meias frente a França e Rússia, os Americanos acabaram por fazer uma 2ª parte mais consistente. Porém, deve ser dado mérito aos Espanhois pela 1ª parte que fizeram, pelo portentoso jogo interior que tiveram (a partir de Ibaka e dos irmãos Gasol) um pouco ao contrário dos jogos contra Rússia e França (o seu jogo interior foi bem controlado por estas selecções) e pelas fantásticas exibições de Rudy Fernandez e Juan Carlos Navarro, sendo este último um jogo que acho incompreensível como é que só conseguiu aguentar dois anos ao mais alto nível na NBA.

Foi um torneio olímpico com muita qualidade. Desde os Estados Unidos até à fraca Tunísia. O resultado final pareceu-me normal: EUA com o Ouro, Espanha com a prata, Rússia com o bronze. Argentina e França também mereciam as medalhas. Os Argentinos fizeram tudo o que estava ao seu alcance para travar os russos no Bronze. Ginobili e Scola exibiram-se a bom nível. A França de Parker, Batum e Turiaf caiu nos quartos-de-final contra uma Espanha mais forte na parte final da partida. No final da partida também se podem lamentar do extravasar da tristeza de Nicolas Batum, quando agrediu Navarro com um murro na barriga, gesto que deverá ser alvo de punição para o atleta por parte da FIBA. Os Russos, liderados por alguns jogadores recheados ao nível de experiência passada na liga norte-americana (Khryapa, Mozgov, Kirilenko) e por outros que fazem maravilhas na europa (Fridzon) acabaram por ser uma selecção que me cativou muito e que promete dar luta aos americanos no futuro (a rússia foi a única selecção de topo que pelo sorteio não defrontou os EUA).

Por outras paragens podemos constatar que a modalidade terá um futuro mais equilibrado. A Grã-Bretanha montou uma equipa para os jogos. Recrutou dois atletas interessantes na NBA que não nasceram em solo inglês: o Sudanês Luol Deng e o Jamaicano Ben Gordon. Ambos “passaram” por Inglaterra: Deng tinha passaporte britânico quando fugiu do conflito somali rumo aos EUA. Gordon é filho de uma inglesa Tunísia e Nigéria foram bons representantes do continente africano, continente que está a exportar bons talentos para a europa e para as universidades americanas. O Brasil quedou-se pelos quartos-de-final, saboreando uma vitória contra a Espanha na fase de grupos. A Argentina, apesar da experiência acumulada das suas principais vedetas nos campeonatos americanos, espanhol e italiano (Ginobili, Scola, Nocioni) poderá passar por alguns problemas de renovação na sua equipa. A China foi um interessante participante em representação do continente asiático. No entanto, o basket chinês poderá desaparecer de cena nos próximos anos visto que não tem aparecido grandes talentos desde Yao Ming e Yi Jianlian.

Para os próximos olímpicos estou seguro que outras selecções irão aparecer. Israel e Irão terão boas selecções no futuro, a primeira comandada por Omri Cassipi. Na velha europa, outras também começam a despontar como o caso da Dinamarca, Irlanda e Ucrânia. Grécia, Itália, Croácia e Sérvia, pelo passado glorioso que ostentam também deverão ser candidatas a um regresso aos jogos olímpicos.

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Twenty

Cameron Crowe arriscou na intemporalidade. Gabo-o pelo efeito em altura de comemoração de 20 anos de ten. Era menino para fazer fila para ver este documentário há 10 anos atrás. Para outros, pouco importa aquilo que a banda tem feito em pleno século XXI. Existem recordações do passado que jamais se esquecem. Agora, a banda pouco ou nada me diz. Por honra ao meu passado e as rifalhadas que sempre saquei do ten, do binaural, do vs, do vitalogy e do yield, irei ver o documentário mais tarde quando sair em dvd ou quando estiver disponível para download.

Restam portanto aqueles momentos mágicos em que Dennis Rodman entrava nos concertos dos Pearl Jam (entrou em Portugal no mítico concerto do Restelo em 2000) e quando Eddie Vedder era o verdadeiro Eddie Vedder e subia aos postes da iluminação com o 23 da camisola dos Bulls de Michael Jordan (na era dourada da equipa) a brilhar…

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Repetir a história

Fazem 20 anos que um grupo liderado por um tal de Michael Jordan fez pela primeira vez história em Chicago. Na equipa, para além de Jordan, constava um tal de Scottie Pippen, John Paxson (actual General Manager da equipa) Horace Grant e Bill Cartwright, um veteraníssimo de luxo à epoca.

De 1991 a 1998, a equipa sofreria as entradas de jogadores como Tony Kukoc, Luc Longley, Dennis Rodman, Steve Kerr, Bill Wennington ou Ron Harper.

O treinador era Phil Jackson, o consagrado.

Em 8 épocas, os Bulls foram 6 finais: as únicas 6 finais da sua história. Todas vencidas. Durante o período, venceram-se 6 campeonatos e só não se venceram outros 2 porque Michael Jordan desistiu da modalidade durante 2 anos em memória ao pai (jogador de baseball) tornando-se temporariamente jogador dos Chicago Cubs.

Voltaria em 1995, para os 3 anos que me fazem relembrar o porquê de me ter nascido uma paixão imensa pelos toiros de Chicago.

Jordan era simplesmente fabuloso. Eu, uma pobre criança saía à pressa da escola primária para me colar à antiga panasonic dos meus avós para apanhar o diferido do jogo da madrugada anterior. A cada vitória dos Bulls era certinho ver o meu avô a dizer que mais um título era garantido.

Em 1997, relembro os 6 jogos das finais contra os Utah Jazz que os Bulls venceriam por 4 jogos a 2. Do outro lado estava o melhor jogador que me lembro ver jogar a seguir a Jordan: Karl Malone, de cognome “O carteiro”. Malone era o clone de Jordan e se Michael nunca tivesse existido na Liga era Karl o rei dos reis actualmente.

Em 1998, era Gary Payton aquele que sozinho tentava colocar Seattle nas bocas do mundo contra a armada Bulleana. Mais uma vez, Jordan levou a melhor.

Até que no fim dessa época, disse adeus aos Bulls terminando “em teoria” uma carreira que seria reatada três anos mais tarde ao serviço dos Washington Wizards, ex-Washington Bullets. Em 1998, Jordan destroçou-me o coração por completo. Pippen saiu da equipa, Dennis Rodman abandonou carreira e dedicou-se ao cinema, e na equipa, Toni Kukoc e Steve Kerr iniciavam uma nova era de Chicago, marcada por amargos anos de travessias no deserto e apostas falhadas em novos Jordan´s mascarados de Elton Brand, Jalen Rose ou Ron Artest.

Em 2004, uma nova juventude deu vitalidade aos Bulls. Jovens como Kirk Hinrich, Ben Gordon, Luol Deng, Tyson Chandler ou Ed Curry prometiam ser tão bons como as equipas vencedoras de aneis. No entanto, a inexperiência na Liga acabaria por redundar em alguns anos em que o objectivo máximo seria a entrada nos playoffs. Em 2007, a equipa seria completamente desmembrada, restanto o melhor desta geração: Luol Deng. Em 2007, Kobe Bryant também rejeitaria largar os Lakers rumo a Chicago. Em 2007, os Bulls voltavam a falhar os playoffs.

Até que o ano 2008 veio e os Bulls tiveram a sorte de ficar com o nº1 do draft desse ano. Depois de adicionar Joakim Noah no draft de 2007, a sorte grande caiu a Chicago: era preciso escolher entre Michael Beasley, uma jovem promessa que actualmente não se esperará mais do que ser um jogador medíocre da Liga e outro (natural de Chicago) de seu nome Derrick Rose, um pequeno saltitão que à primeira vista dos fans de Chicago mais se assemelhava a um jogador completamente chanfrado da cabeça que se atirava contra defesas inteiras sem grande resultado.

Rose cresceu como jogador e com ele, cresceu uma equipa que este ano se reforçou com Carlos Boozer, Karl Korver e Kurt Thomas.

Rose tornou-se um gigante. Temível para qualquer defesa. O mais jovem MVP da Liga. Aos 22 anos, Rose conquistou o mundo e em Chicago é o novo Jordan, é o menino bonito da casa, é aquele jogador que o franchising deposita todas as esperanças para uma senda vitoriosa na próxima década.

Rose e companhia têm agora o grande desafio do ano. Depois das expectativas iniciais de temporada apontarem a um 3º ou 4º lugar na conferência na fase regular, Rose deu show e colocou Chicago no 1º lugar da liga.

Hoje, iniciam-se as finais da conferência este, frente a uma poderosa equipa de Miami cujos alvos principais a abater são LeBron James, Dwayne Wade e Chris Bosh. Confio cegamente nestes Bulls. Afinal de contas, são 13 anos fora deste patamar. Ver os Bulls neste patamar é excitante. É recuar à minha infância. É confiar com determinação num Derrick Rose em proporção análoga à confiança que sentia em Jordan.

Tenho o feeling que vamos ultrapassar os poderosos Heat. Tenho o feeling que vamos voltar a fazer história.

Lets go Bulls! Yes, you can!

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