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Melhor álbum do ano 2010

Fiquei indeciso entre “Acolyte” dos Delphic, “Halcyon Digest” dos Deerhunter e “Falcon” dos The Courteeners.

Entre bons álbuns feitos no ano 2010 tivemos outras bandas como os Twin Shadows, o novo álbum dos LCD Soundsystem, “Swim” de Caribou ou “Surfing the Void” dos Klaxons. No entanto a minha escolha recai para a banda de Manchester. Pelas vezes intermináveis que ouvi o álbum, pelas emoções que me despertou. Pela boa junção da electrónica com um pouco de rock, a fazer lembrar os outros tempos de Manchester, a fazer lembrar os New Order.

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Delphic


Delphic – “Halcyon” on Zane Lowe´s and BBC Radio 1 Live Sessions

Nos últimos tempos é isto que tem feito as delícias do meu ouvido: o álbum de estreia dos Delphic, auto intitulado de “Acolyte”.

Oriunda da cidade de Manchester, cidade que tem contribuído muito para a música Britânica (basta só ver que de Manchester saíram bandas como Buzzcocks, Joy Division, The Smiths, Oasis, Doves, Elbow ou Happy Mondays) esta nova banda Britânica estreia-se com um álbum completamente alternativo onde contrariando a tendência post-punk da nova vaga da música Britânica (falo de bandas como os Kaiser Chiefs, The Libertines, Arctic Monkeys, Franz Ferdinand ou Babyshambles) troca as guitarras pelos sintetizadores criando um som que é fica no ouvido e convida à dança.

Num espírito muito próprio, os membros da banda negam que esta tenha saído com o intuito de ser catalogada como mais uma banda do cenário “Madchester” preferindo afirmar que são fãs da música que se fez e faz na cidade mas não foram buscar qualquer influência às bandas da cidade.
O que é certo é que os Delphic tem marcado a diferença em relação à musica criada na cidade e o álbum de estreia foi muito bem acolhido não só pela crítica da especialidade como teve repercussões internacionais que ultrapassaram as expectativas. No entanto, todas essas expectativas podem ser negativas no futuro quando a banda pensar em lançar um novo álbum e a musica está cheia de bandas que estão a fracassar devido às enormes expectativas que estão a ser depositadas no 2º álbum, casos dos MGMT ou dos Klaxons, que já estão a receber algumas críticas negativas aos seus primeiros avanços.

Em “Acolyte” podemos ver um indie alternativo desinteressado, virado para a electrónica. Analisado pela óptica do ouvinte, é um trabalho que o remete para um misto de sensações: se por um lado leva a que este tenha alguma introspecção, certas faixas levam à subida de um estado eufórico de prazer, como é o caso de “Doubt” ou “Halcyon”. É caso para afirmar que com “Acolyte” os “emo” jogam em casa e isso é aquilo que torna o álbum tão especial: a capacidade de fazer de pessoas absolutamente normais, puros seguidores da tendência “emo” durante a audição do disco.

Aguardo com expectativa o lançamento de um 2º disco, não sem antes ver a banda ao vivo, privilégio que terei caso vá à edição deste ano do Festival de Reading em Inglaterra, onde a banda actuará no 2º dia num dos palcos secundários.

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