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NBA 2012\2013 #9

1. Jogos da noite:

Dois fantásticos jogos de dois jogadores da casa (David Lee e Stephen Curry) não chegaram para anular um grande jogo do 5 habitual de Memphis. Stephen Curry fez 24 pontos (4-8 da linha de 3 pontos) e David Lee fez 14 pontos\10 ressaltos. Recorde-se que o antigo jogador dos Knicks tem sido especulado para uma possível troca da equipa com sede em Oakland (Califórnia) com Boston e com Dallas.

Do lado de Memphis, o 5 base composto por Mike Conley Jr, Tony Allen, Marc Gasol, Zach Randolph e Rudy Gay fizeram 75 dos 94 pontos da equipa, com especial incidência para os números de Randolph (19 pontos\12 ressaltos). Foi a 3ª ou 4ª vez que vi esta equipa de Memphis jogar. Ponto mais frágil para mim é a falta de soluções de banco. Ponto mais forte é o seu base. Mike Conley Jr dá muita estabilidade ao jogo ofensivo da equipa. Daí as subidas de rendimento de Rudy Gay e Zach Randolph.

Os Lakers estão mais longe dos playoffs. Depois de parciais onde perdiam por 12\15 pontos quase conseguiram a revancha no fim do jogo. Foram aniquilados pela inspiração de Tony Parker (24 pontos\6 assistências), pela garra de Tiago Splitter (14 pontos\14 ressaltos) na luta das tabelas contra um pobre jogo interior de Los Angeles constituído pelo rookie Robert Sacre na ausência de Dwight Howard e Jordan Hill e pelo trio mortífero que saiu do banco de Greg Popocyvh (Gary Neal com 12 pontos, Stephen Jackson com 14 pontos e Manu Ginobili com 19). Deste trio saiu grande percentagem da concretização de 3 pontos da equipa: os Spurs lançaram por 25 vezes fora do garrafão e concretizaram 12 desses triplos, o último deles vencedor por intermédio de Manu Ginobili.

Na ausência da linha interior da equipa (Howard, Hill e Gasol não alinharam; a vida de Mike D´Antoni em LA está cada vez mais complicada) Earl Clark fez máximo de carreira (22 pontos\13 ressaltos) e provou que pode ser uma alternativa muito válida para a equipa. Kobe assumiu o último lançamento como lhe competia e falhou. Mesmo assim voltou a carregar a equipa às costas na 2ª parte e fez 27 pontos. Metta World Peace (eu continuo a preferir chamar-lhe Ron Artest) também fez um jogo soberbo com 23 pontos, 8 ressaltos e 7 roubos-de-bola.

Steve Nash

Ainda nos Lakers é de referir que Steve Nash tornou-se esta semana o 5º jogador a ultrapassar as 10 mil assistências de carreira.

Kobe Bryant

Por isso é que nos jogos as coisas não saem bem…

3. Noutro assunto completamente à parte, Rajon Rondo juntou-se a Carmelo Anthony na lista dos castigados desta semana, depois da Liga ter examinado um encostão que o base dos Celtics deu a um árbitro no passado dia 6 no jogo de Boston em Atlanta. É a 3ª vez que o base dos Celtics é castigado esta época.

4. A venda dos Sacramento Kings: criou-se um movimento na cidade chamado Here To Stay que pede ao Director Comissário da Liga David Stern que alargue o prazo da venda da equipa para que um residente ou um grupo de residentes de Sacramento possa cobrir ou aumentar a oferta feita por Chris Hansen e Steve Ballman, dando a hipótese de Seattle entrar na competição por via de um novo franchising.

5. As 10 + do dia de ontem:

6. O nº1 de draft mais azarado da história da competição (Greg Oden) ainda não desistiu de um regresso à competição. Oden tem sido fustigado desde os primeiros dias na liga com uma lesão no joelho que o tornou inapto para a modalidade em 2009. Pelo que se fala poderá voltar agora à Liga e já tem pretendentes (Miami Heat).

Evans

7. Rumores de transferência.

Não sei qual é a estratégia a longo prazo de Memphis, não sei se estas eventuais investidas de Memphis são verdade e não sei qual é o cenário financeiro da equipa. Quer-me parecer que não seja uma equipa que viva muitas dificuldades financeiras visto que não gasta nem de perto nem de longe o tecto máximo permitido pela liga e só terá renovações de contrato dos seus atletas mais importantes em Novembro do próximo ano. Poderá portanto ser uma notícia que vise criar mais instabilidade ou motivação nas hostes de Sacramento. Sinceramente não estou a ver Memphis trocar Gay por Evans e não estou a ver um all-star como Rudy Gay a querer jogar num franchising que não tem qualquer tipo de ambição e ainda não sabe onde vai actuar no próximo ano. Também não acredito que Denver esteja interessada em levar Evans – a dupla Lawson e Galinari está a dar frutos.

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A crise bateu à porta da NBA

Em Julho passado, proprietários de equipas e sindicato de jogadores profissionais não chegaram a acordo quanto a um contrato colectivo que permitisse aos primeiros diminuir substancialmente em cerca de 30% os salários colectivos.

Na forja estavam colocadas 9 equipas cujas dificuldades financeiras provocadas até pelo próprio cenário económico vigente faziam com que este acordo se tornasse primordial para a sua sobrevivência.

Em julho, os aficionados da modalidade em todo o mundo não achavam que esta quezília entre patrões e jogadores chegasse ao nível em que está hoje: já se pode dar como certo que não irão ser jogadas as primeiras 2 semanas da fase regular, um pouco à semelhança daquilo que tinha acontecido na década de 90 (19981999) num caso com características similares.

Antes do campeonato da europa de basquetebol, começaram os primeiros rumores que davam conta da eventual saída de jogadores da liga enquanto durasse o lock-out. O primeiro a sair de facto foi Deron Williams, base all-star que representava os New Jersey Nets e que se mudou de armas e bagagens para a Turquia de modo a representar o Besiktas. O Besiktas, clube cujo proprietário se decidiu em investir milhões, também tentou estrelas como Kobe Bryant ou mesmo Derrick Rose. Kobe também haveria de ser apontado ao Kinder Bolonha de Itália.

Outros também afirmaram ponderar assinar temporariamente por equipas dos seus países enquanto durar o lock-out: os irmãos Gasol começaram a treinar-se pelo Barcelona, Andrew Bogut tentou regressar à Austrália para disputar a fase final da liga de basquetebol mas o seu seguro desportivo nos Milwaukee Bucks acabou por impedir o poste australiano por questões contratuais indeminizatórias em caso de lesão contraída noutra equipa que não os Bucks.

Derrick Rose dos Chicago Bulls também já veio dizer que em caso de avanço neste lock-out, poderá vir a rumar à Europa ou até à China. Ginobili treina-se pela Argentina. Bellinelli por Itália. Pietrus e Tony Parker em França. Todos esperam que a trica seja desbloqueada por quem de direito. Caso não seja, avançam por outra solução.

Basicamente, nenhum fã do jogo acreditava neste cenário. Todos acreditavam que perante um percalço, os patrões das equipas iriam ceder à natural vontade dos jogadores: os contratos assinados são para se cumprir até ao fim e não sujeitos a mudança das regras do jogo a meio. No entanto, a máquina de fazer dinheiro que é a liga, deixou de fazer tanto dinheiro. A própria crise económica começou a afastar gente dos pavilhões, principalmente das equipas cujos resultados não estão a ser os melhores nos últimos anos (Minnesota, Golden State, Charlotte, Detroit, Washington, New Jersey, Phoenix) mas cujos salários de jogadores continuam altíssimos e como tal, dispendidos para além das reais capacidades das finanças das equipas. A proposta dos jogadores é que os salários baixem no máximo 5 milhões na totalidade dos casos de jogadores que tenham contratos até 4 anos e um contrato máximo de 5 anos. A Liga pretende que a medida passe para 3 e 4, respectivamente.

O acordo para que o campeonato arrancasse no timing de sempre (30 de Outubro) falhou. As duas primeiras semanas estão riscadas do schedule. Na NBA, não existe tempo para recuperar esse atraso. Aquelas 56 jornadas não irão ser jogadas.

Continua então sob negócio recomeçar a partir do dia 14 de Novembro. Alguns jogadores é que podem não estar interessados em esperar por um acordo que até poderá não acontecer e antes do tempo podem pular para a Europa.

O comissário-geral da Liga David Stern, foi claro ao afirmar:  “With every day that goes by, I think we need to look at further reductions in what’s left of the season. We certainly hoped it would never come to this,” he said. “I think that both sides worked hard to get to a better solution. We think that we made very fair proposals. I’m sure the players think the same thing. But the gap is so significant that we just can’t bridge it at this time.”

Perante tais declarações, o acordo urge mais que tudo visto que do ponto de vista financeiro, tudo pode vir a ser uma catástrofe para a liga e para as equipas: estima-se que um mês de paragem pode custar perdas no valor de 350 milhões de dólares.

Derek Fischer disse à saída da reunião de ontem que está a representar uma solução que todos os jogadores concordem. No entanto, algumas equipas já referiram que com o lock-out e com a quebra clara de receitas, os cheques do mês de Outubro e do mês de Novembro podem não sair por falta de liquidez das mesmas. É nesse assunto que Chris Mannix da Sports Illustrated toca de forma muito pertinente: “They want us to say we can’t miss checks and just take the deal,” texted one All-Star player. “It won’t happen. We are standing firm. Everybody thinks the players are being greedy, but when it’s all said and done, we are giving up a lot.”

How quickly these system issues are resolved will likely determine when the league gets back to work. Stern has frequently said that if the system issues can be agreed to, the economic ones — specifically the BRI — are close enough that a deal can be made. On Monday, Kessler suggested the same. Getting the system issues settled, however, is looking like a tall task.

“The NBA is more dug in than before,” Hunter said. “[The owners] are going to have to soften their position and be willing to compromise.”

Segundo a opinião de Ian Thomsen da Sports Illustrated, este processo de negociação foi muito mal conduzido: ” On and on it will go, with both sides looking back to the salvation of the ’99 lockout. That resolution a dozen years ago may have influenced these extended talks that failed Monday night in New York. As much anxiety as both sides were feeling to reach an agreement this week, they weren’t experiencing the ultimate pressure that will be felt later this winter when the entire season is at risk. “The problem,” said a former league official who was involved in the negotiations that shortened the 1998-99 season to 50 games, “is that people tend to look at early January as the drop-dead date.”

He was worrying that the absolute final offer from either side may not emerge for another 12 weeks. Not until the final days of this calendar year will the owners fully understand the consequences of losing a full season during a recession, while more than 400 players find themselves confronted with the likelihood of a full year without an NBA paycheck.

In many ways these entire negotiations have gone according to form. It is not the formula anyone would have desired, but it has been entirely predictable. The owners lock out the players July 1, with little negotiating done for most of July and August, followed by sudden urgency to make a deal that can save the full season.”

Esperamos então que esse acordo chegue o mais rapidamente possível e que venhamos a ter espectáculo!

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