Tag Archives: crise financeira e económica

Era tudo uma questão de confiança


O Dr. Aníbal Cavaco Silva, aquando da campanha eleitoral para as últimas presidenciais apelou ao voto na sua re-candidatura, para que os mercados voltassem a restabelecer confiança no nosso país.

Depois do dia 23 de Janeiro, o país não consegue perceber porque é que os mercados ainda não restabelecer a tal confiança que pedia Cavaco Silva no claro apelo ao voto. Os Portugueses ponto e vírgula. Todos aqueles que estão esclarecidos sobre o assunto em questão, substraíndo os militantes do Partido Social Democrata.

Mês e meio passou e o país continua a dar sinais de estar em xeque. Quase xeque-mate. Em poucos meses, a nossa situação económica e financeira passou de falência técnica para bancarrota. Ainda não sabemos bem o que o futuro nos espera. Ainda não sabemos bem se o Governo vai atirar a toalha ao chão e pedir ajuda externa. Eu creio que sim. O que é certo é que os juros dos títulos da dívida pública tanto a 5 como a 10 anos não param de subir – em suma, são os mercados a encurralar o nosso país. Se os 7% eram um número completamente impensável há alguns anos atrás (perante a quantidade de títulos de dívida pública que já emitimos nos últimos meses), a fasquia está mais perto de chegar aos 8% do que de facto baixar novamente os 7. Isto, sem contar que a China anunciou hoje a compra de títulos de dívida pública de 3 países da zona euro: Espanha, Grécia e Portugal, como tudo indica. A quanto? Nem queiram imaginar. Medidas de salvação que tragam capitais frescos ao nosso país, garantem aos Chineses uma pura agiotagem perante estados pequenos como Portugal e Grécia. O caso Espanhol já é outra conversa.

E a brincar a brincar, onde é que estava a confiança que os mercados depositavam na sua re-eleição Dr. Aníbal Cavaco Silva?

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Também tu Durão Barroso?

(clicar  na foto)

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Sondagens #5 e #6

Sondagem #5

Quando se fala na moção do censura do Bloco de Esquerda…

A pergunta era: ” Cavaco Silva vai dissolver a Assembleia da República nos próximos meses?”

Em 48 votos, 23 leitores responderam Sim. 25 leitores responderam Não.


Sondagem #6

No dia em que a Agência Reuters anuncia que a União Europeia e o Fundo Monetário Internacional não só acreditam que Portugal está a sucumbir a cada dia que passa e que o governo Português vai pedir a ajuda à Europa e ao FMI até ao mês de Abril como já tem toda a logística montada para ajudar o nosso país, esperando apenas que o nosso governo faça o pedido formal de ajuda…

A pergunta era: “O Governo Português vai pedir ajuda ao FMI em 2011?”

12 leitores afirmaram que Sim. 27 leitores advogaram o Não.

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BPN


Já não interessa saber quem comprou as acções e a que preço, quem as vendeu e a que preço, quem as voltou a comprar e todos os contratos leoninos que a Sociedade Lusa de Negócios (actual Galilei) deixou no Banco Português de Negócios.

Um vende a outro e o outro vende a outro porque o contrato obrigava a que as acções fossem novamente vendidas e no final das negociatas, todos saem contentes porque ficam a ganhar.  Nestes negócios, o que interessa é que a ganância de uns continue a ser bafejada pelo santo lucro. Inclusive o nosso Presidente da República, que graças aos podres do BPN pode ser apelidado de mentiroso. Com M grande.

Há dois anos atrás, Cavaco Silva negava ter alguma vez possuído acções do BPN. Mentiu perante todos os Portugueses, quando agora se soube que deu ordem de venda de 100 mil acções da Sociedade Lusa de Negócios, que lhe granjearam 147,5 mil euros de mais-valias no seu património pessoal. Mentiu perante todos os Portugueses e pior que isso, Cavaco Silva conhecia perfeitamente a realidade catastrófica do banco na altura em que deu ordem de venda das acções.

Será que Cavaco também vai negar que Oliveira e Costa era um dos maiores financiadores das suas campanhas eleitorais? Será que Cavaco continuará a criticar a gestão do BPN quando presumivelmente sabia da gestão ruinosa do BPN por parte das Administrações de Oliveira e Costa e nada fez para que se tomasse controlo sobre a situação do banco?

A liquidez negativa do banco é de cerca de 2 mil milhões de euros. O investimento estatal por intermédio da Caixa Geral de Depósitos já ascendeu aos 5 mil milhões. A crise de meia dúzia de lunáticos enriquecidos está a ser paga por todos os clientes da Caixa Geral de Depósitos e por todos os contribuintes Portugueses. Para mal dos nossos pecados. Por via de um Estado que continua a defender os ricos em deterimento daqueles que menos têm.

Até quando?

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Contra a crise

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Fonte: The Telegraph

No Parlamento Romeno, a sessão legislativa era crucial para a estabilidade política do país. Em discussão e votação, estava uma moção de censura da oposição ao governo de Emil Boc pelas medidas de austeridade que aplicou no país.

Enquanto o Primeiro-Ministro discursava, das bancadas do Parlamento, um cidadão Romeno de nome Adrian Sobaru protestava contra a retirada de subsídio de desemprego que o estado lhe havia tirado. Com 40 anos e 2 filhos, Sobaru proferiu frases como “Boc, estás a tirar os direitos das nossas crianças” e atirou-se envergando uma camisola onde se lia: “Mataram o nosso futuro”.

Depois da queda, Sobaru foi levado para o hospital onde se encontra com diagnóstico reservado.


Na Grécia, sucessivas greves põem a capital Atenas a ferro e fogo. O Governo de Papandreou não está a conseguir lidar com a extrema oposição dos trabalhadores Gregos e dos massivos movimentos anarquistas Gregos, que quase diariamente tem saído à rua em protesto contra as medidas de austeridade impostas pelo Governo, pelos empréstimos concedidos ao país pelos Estados-Membros da União Europeia e pela entrada do Fundo Monetário Internacional no país.

Todavia, a dúvida já foi lançada para o ar. Papandreou deverá ter sido desonesto com o povo Grego quanto ao que se tem passado na Economia do país nos últimos anos. Segundo o canal televisivo Bloomberg, os antigos governos Gregos “maquilharam” o défice orçamental do país. Com a ajuda do Banco Central Europeu. A estação televisiva tentou provar que Jean-Claude Triche reteve documentos importantes que indiciavam um contrato de derivados para esconder empréstimos de Bruxelas anteriormente concedidos à Grécia antes dos últimos empréstimos por parte dos outros Estados-Membros Europeus e do Fundo Monetário Internacional.

O caso já avançou para o Tribunal-Geral da União Europeia.

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