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república das bananas

esta nomeação governamental do espião é a sério ou é a brincar? como é que é possível que o primeiro-ministro deste país integre nos quadros do estado português um profissional que saiu de uma agência tão importante para os interesses do estado português como o SIED para uma empresa privada (Ongoing) com informação detalhada das vidas e vivências de mais de 4 mil cidadãos destes país, para, num segundo acto passar essa mesma database a um ministro de nome Miguel Relvas para fins de controlo social dos 4 mil visados? juro que é por este tipo de actos que censuro com um certo asco os comportamentos deste governo. o crime compensa e o favor que Relvas devia a Jorge da Silva Carvalho será pago agora com um lugar na Presidência do Conselho de Ministros. pior que isso é o facto de crimes como os que cometeu Jorge da Silva Carvalho contra a República Portuguesa continuem a passar incólumes neste miserável estado que se apelida de direito.

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A Fraude (2)

As minhas notas sobre este 2º capítulo:

1. O BPN como o banco que privilegiava “a busca de ganhar milhões sem risco” – estas afirmaçõs batem certo com as palavras de Oliveira e Costa na Comissão Parlamentar de Inquérito onde este dizia que os bancos tem que inventar lucro. Inventar lucro com investimentos em negócios com um grau interessante de risco como foi o caso do depósito do empresário da construção civil de Fafe, que colocou 900 mil euros em depósitos a prazo de curta duração\maturação.

2. “quando eu tiver livre vamos tomar aí um café” – mais uma vez Oliveira e Costa respondia no parlamento seguro que nada lhe aconteceria.

3. quando Honório Novo explica o esquema de reencaminhamento dos depósitos dos clientes do banco para a malta que mandava no banco, esse esquema fez-me lembrar algumas semelhanças em relação ao método utilizado na mesma altura por Bernard Madoff (esquema Ponzi).

4. As intervenções ríspidas de Nuno Melo (em conjunto com Honório Novo e João Semedo) os únicos deputados da Comissão Parlamentar de Inquérito que realmente se preocuparam em saber a verdade, faz com que coloque algumas perguntas: na 1ª comissão de esclarcimento a Oliveira e Costa houve pressões junto de deputados do PSD e do PS para não se mexer na ferida do banco? Será que existem deputados ou antigos deputados que também participaram directa ou indirectamente nos ganhos desmedidos do banco? Cavaco Silva, já presidente da República, imiscuiu-se directa ou indirectamente no caso?

5. Outra pergunta que se coloca de forma pertinente foi o futuro de Nuno Melo no CDS. Durante o primeiro governo de José Sócrates, este deputado era um dos mais promissores futuros do CDS\PP. Perdeu preponderância depois desta comissão parlamentar e de possível Ministro em caso de coligação com o PSD ou vitória eleitoral do CDS\PP, não conseguiu sequer chegar a secretário de estado. Será que Melo foi prejudicado pelo seu papel nesta comissão parlamentar?

6. Quem era o principal estratega e quem eram os principais operacionais? Luis Caprichoso, o mestre das offshores? Mais uma vez se pergunta: se era prática corrente a transferência de dinheiro por parte do departamento de Caprichoso para offshores ilegais como é que os inspectores da operação furacão e o Banco de Portugal não interviram na supervisão destas práticas (haviam grandes somas de dinheiro a sair do banco para Cabo Verde e é dito na reportagem que foram criadas mais de 100 off-shores) e não acusaram o banco de evasão fiscal?

7. “escassez de meios técnicos das autoridades judiciais” “a principio só estava uma pessoa envolvida na investigação (…) foram pedidos mais meios e mais pessoas mas a resposta foi negativa” – é por isso que eu não acredito na justiça portuguesa.

8. A resposta para a pergunta deixada na nota 6 e para a evidencia do testemunho citado na nota 7 vem mais à frente.

Ironicamente, a “operação furacão”, operação de investigação do DCIAP a 4 bancos que fugiam ao fisco tinha como “clientes” 3 bancos que actualmente estão a ter consequências nefastas para o sistema financeiro português, para o estado e para os contribuíntes portugueses: o BPN (nacionalizado e recapitalizado com o dinheiro dos contribuíntes), o Finibanco (em graves apuros desde há alguns anos para cá) e o Millenium BCP que ainda esta semana deu 1200 milhões de euros de prejuízo, segundo responsáveis do banco, devido a negócios que correram mal junto da banca Grega devido a uma operação que correu mal com o Piraeus.

Estranhas também são as semelhanças entre o BPN e o Finibanco na medida em que ambos tentaram projectar a sua imagem a partir do futebol. O BPN com Luis Figo e com a Federação Portuguesa de Futebol. O Finibanco com os patrocínios à AAC\OAF e ao Vitória de Guimarães. Outro exemplo é o recém-nacionalizado BANIF, muitos anos patrocinador do Marítimo e do Nacional da Madeira. Ambos os três sempre ofereceram taxas de juro elevadíssimas nos depósitos a prazo, mesmo nos depósitos de curto prazo de maturação. 2 (BPN e BANIF) já sofreram intervenção estatal. O Finibanco tem-se aguentado. Resta saber por quanto tempo.

O que é estranho em tudo isto é que devido à Operação Furacão estavam 4 investigadores do DCIAP a vasculhar de alto a baixo as contas dos referidos bancos, que devidamente avisados por uma voz do DCIAP, faziam desaparecer os documentos antes da chegada dos investigadores e mesmo assim, não batendo as contas dos bancos certo os investigadores não foram capazes de concluir nas suas investigações que não estavam a aparecer os documentos todos relativos ao banco. Falamos de uma investigação judicial que durou 2 anos. Algo me quer parecer que o DCIAP pura e simplesmente não quis levar o processo para a frente e descobrir tudo aquilo que se passava nesses referidos bancos. Mais uma vez, o Banco de Portugal e a CMVM falharam por omissão. Eu ponho as minhas mãos no fogo como Vitor Constâncio estava ao corrente do esquema de pirâmide que se estava a levar a cabo no BPN, no BPN valor, no BPN Créditus e no Banco Insular de Cabo Verde.

9.  A parte deliciosa deste 2º capítulo “eles precisavam de 5, ele até dava dez. como é possível financiar mortos?” – diz um dos funcionários entrevistados. “a mesma viatura era financiada 3, 4 e 5 vezes” – conclui. Mais uma vez pergunto: como é que é possível deixar passar a ilegalidade desses negócios?

10. Para finalizar, poucas dúvidas me restam: o BPN era uma rede muito complexa. Envolvia banqueiros, empresários, investidores a título individual, governantes, deputados, investigadores, juízes, procuradores, dirigentes de outras instituições de utilidade pública (como é o caso de Gilberto Madaíl e da FPF), altos quadros de entidades de supervisão (Banco de Portugal\CMVM) e até jogadores de futebol como é o caso de um famoso accionista do banco: Luis Figo. Todos participavam ou ganhavam do esquema.

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A Fraude

Vi, re-vi, digeri e prefiro comentar capítulo a capítulo.

Sobre este Capítulo 1 tomei a liberdade de tirar algumas notas:

1. Como dizia hoje o Dr. António Borges, esse antigo incompetente funcionário de uma dada instituição com sede em Bretton Woods, Washington, actualmente tresmalhado por laivos de loucura: “este é um país de muitos interesses” – o BPN e a SLN foram efectivamente um caso de muitos interesses, de queda e declínio, de ilegalidades, de participação em esquemas manhosos, de fraude e conivência de certos actores políticos e judiciais.

2. A figura sombria e vergonhosa de Vitor Constâncio, o 2º responsável pela fraude. Constâncio está em Bruxelas. Constâncio sabia de tudo. Constâncio podia ter posto travão a tudo isto. Constâncio deixou a bomba rebentar e custou 7 mil milhões aos contribuíntes portugueses com a nacionalização mais aquilo que o estado português se comprometeu a suportar com a privatização aos angolanos do Banco BIC. Na Assembleia da República, quando questionado, Constâncio salvou a sua pele e  jogou políticamente ao estilo “pilatos”, empurrando as suas culpas nas falhas de supervisão do banco para a má gestão de Oliveira e Costa. E com isso, ganhou um bilhete de avião para Bruxelas, com direito a um chorudo ordenado, chorudo ordenado que já tinha no Banco de Portugal (250 mil euros\anuais) e que fazia de Constâncio o 3º governador de bancos centrais mais bem pago do mundo. Constâncio era pago para participar de uma fraude por omissão.

3. Esta primeira parte está recheada de ironias. Ironias da vida. Oliveira e Costa como director de supervisão do banco de portugal a secretário de estado do governo de Cavaco Silva e administrador do banco do Ministro de Cavaco Dias Loureiro. Oliveira e Costa, natural de Mataduços (Aveiro), aquele que um dia perdoou enquanto secretário de estado uma dívida fiscal de 500 mil contos (2,5 milhões de euros) à Cerâmica Campos, cerâmica localizada no lugar de Taboeira, Conselho de Aveiro. Oliveira e Costa, o homem que achava que os bancos iriam à falência se pagassem impostos, Oliveira e Costa, o homem que achava que pagar impostos era alimentar uma máquina de ociosos. Oliveira e Costa, aquele que a cada ano que passava, trocava alguns dos seus impostos à luz da lei do mecenato por ambulâncias para os bombeiros de Aveiro. Teixeira dos Santos, o académico brilhante que enquanto director da CMVM não se pronunciou acerca dos ruinosos negócios da SLN. Teixeira dos Santos, o ministro conivente que deu o sinal de “nacionalização ao banco”.

4. Deloitte\BDO – até me admira como é que não contrataram a Ernst and Young, empresa na qual trabalhava o “mago da supervisão” Franquelim Alves, hoje secretário de estado. Já sei porque é que não contrataram. Ainda não se chamava Ernst and Young, era outro nome qualquer, ou melhor, perdão, nem sequer existia! Isto só prova que o Franquelim Alves nunca trabalhou na Ernst and Young. Como bom corporativista que era, decerto que iria puxar a SLN para a carteira de clientes da empresa. Penso que está mais que descoberta a farsa deste secretário de estado.

5. As palavras de Oliveira e Costa na assembleia da república a 27 de maio de 2009 são deliciosas assim como também é delicioso o aparato da sua chegada: “os bancos procuram fazer lucros, inventar lucros se for possível. a banca tem uma avidez para apresentar lucros tremenda. não quer pagar impostos” – e risos no final. Oliveira e Costa, nestas afirmações, goza por completo com o estado português, com a lei e com os contribuíntes deste país. Sabia perfeitamente que judicialmente era intocável pela sua idade e por ser mais um membro do Clã Silva, perdão do tentáculo que é mexido pelo presidente da república. se Oliveira e Costa é julgado e é condenado efectivamente a uma pena de prisão, tenho a certeza que denuncia Dias Loureiro. E com Dias Loureiro metido ao barulho, a justiça facilmente chega ao líder do tentáculo, o presidente da república, um daqueles que ganhou com a subida vertiginosa do banco.

6. As jogadas brilhantes de Oliveira e Costa. A saúde. Na chegada à Assembleia da República apresenta um ar cansado e caminha com apoio dos agentes da polícia que o transportaram. A saúde. Hoje, caminha descansadamente pelas ruas de Lisboa com o apoio de uma bengala. Brilhante também é a jogada que faz aos transferir os activos que possui para a sua mulher, ficando na sua posse apenas os passivos do banco que não só não reembolsou os empréstimos como tem um valor residual dentro do grosso de sua propriedade. A jogada típica do gestor cujos negócios estão a dar para o torto.

vamos ao capítulo II que isto anima-me.

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fico incrédulo

O Departamento de Justiça Norte-Americano lançou uma investigação contra a agência de rating Standard & Poor´s que visa apurar as responsabilidades desta numa eventual fraude na crise dos sub-primes em 2007 por “considerar que a agência de rating ignorou as fragilidades dos investimentos em produtos financeiros hipotecários durante o período que antecedeu a crise económica de 2008.”

Devo considerar que acho este pedido de investigações no mínimo caricato. Devido a certos pontos:

1. O Governo Norte-Americano usa e abusa das suas agências de rating para defender os seus interesses económicos nacionais. Tanto podemos ver a agência em causa a dar rating de Triple-A a produtos financeiros que não merecem esse rating devido ao risco de incumprimento que subjaz e a manter o rating da dívida alemã no referido rating sem que a economia alemã cresça a um nível que possa tornar essa dívida pagável, como podemos ver as agências de rating a afundar os países da zona euro a partir do rating da sua dívida para que o euro desvalorize em relação ao dólar e para que os sectores produtivos europeus se tornem menos competitivos nos mercados em relação aos seus homólogos americanos e para que a especulação possa fazer aumentar os juros da emissão de títulos de dívida e os investidores mundiais possam sugar esses mesmos estados até ao tutano como é o caso da dívida pública portuguesa.

2. Porque é que o Departamento de Justiça Norte-Americano, em relação a estes produtos financeiros e à especulação que foi feita em seu torno, não lança uma investigação detalhada às autorizações dadas pela Reserva Federal no último mandato de Alan Greenspan e à falta de supervisão económica da mesma agência? Afinal de contas parece que já foi provado que foi a FED que deu autorização à transacção em mercado de certos produtos (com um risco de incumprimento que jamais teriam o rating de Triple-A) cujos responsáveis sabiam perfeitamente (no caso de activos tóxicos do mercado imobiliário) que seriam negócios que iriam dar para o torto.

No entanto, os responsáveis da FED sempre poderão alegar isto: (vide declarações de Greenspan a meio do vídeo para o documentário de Charles Ferguson “Inside Job”)

3. Greenspan, hoje conselheiro económico do Primeiro-Ministro Britânico irá alegar que “não, não tinha conhecimento profundo sobre os CDS” (credit default swap) que os bancos e as seguradoras Norte-Americanas (entre as quais aquela cuja falência despoletou a crise de 2007, a Lehman Brothers) e “não, não sabia que os activos tóxicos emitidos por essas entidades iriam ser negócios ruinosos”. A fraude não reside apenas nos comportamentos especulativos tomados pela agência de rating em questão. Tenho como dado adquirido que a culpa desta fraude é partilhada com a Reserva Federal Norte-Americana.

4. Concluo portanto que a justiça norte-americana sofreu interferências do poder executivo para de uma vez por todas oferecer como bode expiatório para o que passou em 2007 as agências de rating. Não deixa de ser, no mínimo, caricato.

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está tudo doido

obviamente que se tratou de um assalto.

tudo serve para roubar neste país. creio que este assalto ainda é mais incrível que a limpeza recente que fizeram às antigas instalações do Hospital Pediátrico de Coimbra onde para além de material hospitalar chegaram a limpar torneiras, sanitas e até o vidro da porta das instalações do segurança.

P.S: quanto ao que fizeram aos animais, prefiro não comentar. anda aí uma onda gigantesca de gente a defender os bichos, até mesmo quando eles matam crianças. antes prevenir que remediar.

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Por vezes sou defensor da perpétua

Hugo Inácio. Atirou em 1996 um very-light no Estádio Nacional da bancada onde se encontravam os adeptos do Benfica para a bancada do topo norte onde se encontravam os adeptos do Sporting numa final da Taça de Portugal, tendo morto um adepto do Sporting, pai de duas filhas. Por sorte, o atingido não fui eu ou os meus pais que nos encontrávamos um pouco mais abaixo do sítio onde o very-light caiu. Num julgamento processado “à boa maneira portuguesa” apenas foi condenado a 5 anos de prisão quando de facto deveria ter sido condenado à sentença máxima que a moldura penal portuguesa prevê. Como se isso não bastasse apenas cumpriu 4 anos de prisão. Andou foragido durante 11 anos sem que qualquer autoridade policial tivesse interesse em recapturá-lo para cumprir a restante sentença mais a agravante de ter fugido da prisão. Voltou a aparecer (ou talvez nestes 12 anos nunca tenha andado desaparecido) nos jogos do Benfica e ainda teve a distinta lata de ferir um polícia depois de se ter envolvido numa rixa de claques. Vale a pena ir ao futebol?

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maluquinhos à solta

Um homem tem uma querela com familiares por causa de heranças. Para fazer a vida negra, trava o elevador de um prédio e atira um cocktail de molotov para dentro, matando 3 pessoas. Assume-se como culpado, confessa o crime e afirma que o acto servia exclusivamente os propósitos de “pregar um susto” às pessoas em causa. Inacreditável. Surreal. Acto-tipo de uma sociedade que bateu no fundo, no descalabro, na desumandade.

É nestes casos em que defendo que os 25 anos de prisão que constituem a sentença máxima aplicável em qualquer crime praticado neste país são escassos. Individuos como este de Queluz não são regeneráveis para voltarem a conviver em sociedade. Por mais tempo que passem numa prisão.

 

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mesmo no anûs

Activistas em todo o mundo defendem a abolição da pena de morte nos países em que o código penal ainda a contempla.

Anders Breivik ceifou a vida a 86 jovens. No Texas, já teria sido electrocutado ou já estaria no chamado corredor da morte.

Em Oslo, Breivik pediu ou para ser absolvido ou para morrer à moda do Alabama.

E depois estendeu o braço melhor que o McCain, nesta pose que deve ser considerada como “power rangers, chamem o mega zord”

foto: Odd Andersen

Todo o “caso Breivik” é recheado de pormenores macabros. Os vídeos na internet em que Breivik explicava os passos para o horror. A defesa, a insistir o internamento numa ala psiquiátria e o réu a contrariar a defesa na medida em que não queria ir para a ala psiquiátrica, preferindo antes morrer. A observação dos métodos de ataques terroristas executados pela Al-Qaeda e as motivações relacionadas com o movimento nacionalista sérvio, sem esquecer o elogio ao Nazismo Alemão: “Os Nazis eram expansionistas, eu sou isolacionista” – a cada sessão de julgamento, Breivik e a sua defesa, para além de constantemente proferirem afirmações contrárias, trazem uma nova para contar.

A institucionalização é um termo criado nas prisões americanas para criminosos que, ou já não querem sair da cadeia depois de cumpridas longas penas porque já não se conseguem adaptar à vida em sociedade ou que saem da cadeia completamente reabilitados para a sociedade. A institucionalização é portanto um dos objectivos pretendidos pela justiça norte-americana, sendo que o principal é e sempre será a prevenção do crime por via de sanções duras que dêem o aviso à sociedade que a prática de certos comportamentos terão certas consequências.

No caso de Breivik, dúvido que a sua loucura seja o impedimento para se reabilitar, para se institucionalizar. Mantenho portanto o meu cepticismo quanto a este sujeito.

Não sou nem posso ser defensor da pena de morte. Ninguém tem o direito de tirar a vida a ninguém visto que esse é o direito mais primário do ser humano. No entanto, o castigo para Breivik deverá ser exemplar. Um sujeito deste calíbre é um perigo para a sociedade e deveria ser obrigado a cumprir aquela que acho a mais dura das penas para um ser humano: ajudar o próximo, sem limites, sem precedentes. Quero com isto dizer que caso fosse o juiz do caso Breivik, obrigaria Breivik a ajudar o próximo e a prestar serviço à comunidade até ao fim dos seus dias em troca da sua própria alimentação. Creio que não haverá um castigo duro tão humano para uma criatura tão feia como Anders Breivik.

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asno do dia

Estranha mania (que já não é de hoje) dos dirigentes do Sporting darem tiros nos pés em alturas em que a equipa mais precisa de união e sobretudo sossego.

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Mato, logo existo

Por Dominique Moisi, autor do livro Geopolitics of Emotion

“É preciso lutar contra os terroristas e contra as causas do terrorismo com a mesma determinação”. Essa fórmula, inventada há dez anos, no rescaldo dos ataques terroristas de 11 de Setembro de 2001, por líderes tão diversos como Javier Solana, então secretário-geral da NATO, e o então presidente dos EUA, George W. Bush, continua da mesma forma válida no rescaldo do recente massacre em França.

O Estado francês conseguiu identificar e “neutralizar” o terrorista em pouco tempo, apesar de persistirem duas questões cruciais: Ele deveria ter sido preso muito antes? Poderia ter sido capturado vivo? Agora, o Estado francês precisa de ir mais longe. O presidente francês, Nicolas Sarkozy estava certo ao chamar Mohammed Merah um “monstro”. Mas Merah foi o nosso monstro. Ele nasceu, foi criado e foi distorcido em França, tal como os terroristas que atacaram o metro de Londres, em Julho de 2005, foram produtos da sociedade britânica.

É imperativo, não só para a França mas para o mundo inteiro, entender como é que um único e solitário homem foi capaz de ter um país inteiro como refém, durante quase uma semana. A única forma que Merah encontrou para dar sentido à sua vida parece ter sido assassinar soldados e crianças judias. Matar – e da maneira mais fria que se possa imaginar – era para existir.

Muitos franceses inicialmente, e no seu íntimo, esperavam que o que tinha acontecido em Toulouse fosse provar ser uma repetição dos ataques em Oslo, em 2011 – que o terrorista se revelasse ser o produto da extrema-direita. Merah alegou estar a agir em nome do fundamentalismo islâmico; na realidade, ele era o produto de uma seita sangrenta e pervertida. Como pode um insignificante delinquente, uma criança perdida da nação francesa, cair nas mãos do ódio terrorista de qualquer tipo?

Os assassinatos no sudoeste de França reflectem três factores principais. Primeiro, há o campo de batalha do Médio Oriente, alargado de modo a incluir o Afeganistão e o Paquistão. Esses problemas não foram a causa directa dos ataques, mas também não eram um mero pretexto. Os problemas dessa região incivilizada agem como uma caixa-de-ressonância particularmente perigosa, para a juventude muçulmana alienada em França.

Segundo, a alienação é a realidade para muitos franceses muçulmanos, agravada por uma crise económica que resultou na elevada taxa de desemprego entre os jovens – e que atinge a juventude muçulmana de forma particularmente intensa, retardando a sua integração na República francesa.

Finalmente, um desvio de identidade em França pode atingir uma dimensão mais séria. É pura coincidência o facto de Merah, que era de ascendência argelina, ter optado agir no preciso momento em que a França e a Argélia estavam a comemorar os 50 anos da independência argelina?

Merah provavelmente não se sentiu nem francês nem argelino. Escolheu o que para ele seria uma identidade muçulmana. Mas foi uma versão perversa, extrema e sectária do islamismo. Questões pessoais – a ausência de um pai ou uma estrutura familiar coesa – provavelmente precipitaram o seu desvio de identidade. Ele estava à procura de um modelo que pudesse impor algumas regras na sua vida e não conseguiu descobri-lo até encontrar o terrorismo.

Confrontada com o horror das acções de Merah, a nação francesa tem demonstrado a sua união. Ao escolher como seus alvos soldados muçulmanos e cristãos, bem como crianças judias, Merah reforçou a solidariedade de um país que queria dividir. Mas esta união é instável. A República francesa tem que recapturar seus territórios perdidos mais importantes: jovens alienados e frágeis de origem imigrante.

A tragédia favoreceu, inegavelmente, a campanha de Sarkozy para vencer o segundo mandato das eleições presidenciais em Abril. Ele estava no comando e agiu de forma decisiva e responsável. A agenda política, pelo menos a curto prazo, desviou-se para a segurança, onde Sarkozy tem uma vantagem estrutural comparado com o seu rival socialista, François Hollande. Mas, tal como o ex-primeiro-ministro britânico Harold Wilson disse a famosa frase: “Uma semana é muito tempo na política”.

Muita coisa pode mudar antes da primeira volta das eleições. O que preocupará mais os eleitores franceses quando votarem? Será que os receios económicos voltarão a prevalecer sobre a agenda de segurança? Ou será que os factores pessoais dominarão, com o reflexo de um “mais ninguém para além de Sarkozy”, de um lado, e uma falta de confiança no não carismático – e, possivelmente, não preparado – Hollande?Os ataques selvagens de Merah são um lembrete amargo de que o terrorismo ainda assombra muitas sociedades. A segurança deve ser reforçada, enquanto as suas causas precisam de ser abordadas. E descobriremos brevemente se este espasmo de terror foi apenas um trágico parêntese ou um ponto de viragem.

anotamento meu: o autor, apesar do texto brilhante, podia ter acrescentado à sua lista de argumentos (não deixa de ser uma teia argumentativa muito boa) que Merah foi a voz de uma imigração “francesa” cada vez mais apertada pelas declarações dos candidatos presidenciais e que também poderá ter sido o espelho do recrudescimento das tensões diplomáticas entre os países do Magreb e o Estado Israelita, assim como da própria França com o referido estado.

Tanto Marine Le Pen como Nicolás Sarkozy tem pautado as suas intervenções de campanha com um ataque declarado à imigração em França. Estas intervenções, como é de esperar num país multicultural como a França, têm causado muita inquietação em todas as comunidades imigrantes radicadas em França.

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facadas e afins

Faltam-me palavras para descrever a noite animada, agitada, digna de um filme de terror que se verificou ontem num dos bares da Associação Académica de Coimbra. O Denúncia Coimbra descreve o episódio aqui e aqui.

Assim, até o mais corajoso dos homens começa a ter medo em ir tomar um simples café ao bar da empresa que explora os dois bares da Associação Académica como eu fui ontem à noite antes de ocorrido o incidente. Um tipo está na conversa e de um momento para o outro pode olhar e ver um indivíduo rapidamente a golpear outro com um objecto cortante.

Quem sabe se qualquer dia, somos nós mesmos a sofrer em semelhante escala, a ira de um louco, quer seja por uma discussão sem nexo, por um acidente com uma bebida ou como puras vitimas de um acto que tinha outra pessoa como alvo.

Não sei onde é que esta escalada de violência vai parar.

Sei sim que o administrador da AAC já tomou as devidas providências com uma circular que está afixada à porta do edifício e que vai de encontro à mostragem de cartão de estudante\credencial (no caso de sócios seccionistas) à entrada do mesmo aos seguranças para se poder aceder ao edifício. Vamos ver se o retorno a um modus operandi que já foi utilizado no passado (sem grandes exitos) na gestão das entradas do mesmo, resolve definitivamente a espiral de violência, roubo e vandalismo de que o edifício tem sido alvo. Culpados? Os estudantes apenas. Porque albergam o terror dentro de suas portas.

Continuo a referir que a AAC tem uma regra geral afixada na sua entrada principal que proíbe a presença a pessoas que não sejas sócias efectivas da instituição. O que assistimos actualmente é a entrada de toda a gente dentro do edifício, com as consequências nefastas que temos assistido.

Não vou culpabilizar ninguém. Não posso culpabilizar a segurança interna de que a Associação dispõe no edifício, pois os elementos dessa mesma segurança tem feito um trabalho excelente, dentro das competências legais e profissionais que lhes são atribuídas. Culpabilizo apenas quem não está a tomar as devidas providências nos espaços que tem sob exploração\sua alçada.

No entanto, se isto continuar nestes ambientes, creio que a violência generalizada poderá tornar-se algo muito mas mesmo algo muito perigoso. Esperemos que o episódio de ontem tenha sido o último. Ontem, alguém foi esfaqueado e poderia ter morrido. Amanhã, alguém poderá morrer em semelhante acto. E nessa circunstância, que espero que nunca venha a acontecer, peço desculpa mas não vou ter papas na língua: será o presidente da Direcção-Geral e o seu administrador a responder em tribunal sobre crimes públicos gravíssimos.

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O implacável

Baltazar Garzón condenado a 11 anos sem poder exercer o seu ofício.

Falamos do homem que ficou conhecido por ser implacável. Baltazar Garzón é uma lenda da justiça. Um Hall-of-famer do cumprimento da lei, da luta contra o genocídio, da defesa dos direitos, liberdades e garantias dos cidadãos de meio mundo, da democracia e da defesa do Estado de Direito.

Baltazar Garzón é aquele juiz que executa a sua profissão com um humanismo tremendo. Baltazar Garzón é aquele homem que tem os colhões no sítio, perdoem-me a expressão. Um super-homem. O homem que todos nós gostaríamos de ser.

Baltazar Garzón é o juiz que:

1. Por ter dado ordem de prisão internacional ao antigo ditador Chileno Augusto Pinochet por tortura a cidadãos espanhóis aquando do seu regime dictatorial no Chile e de ter obrigado o antigo ditador a sentar o seu rabo em tribunal para responder às acusações.

2. Por ter ousado investigar Henry Kissinger pela sua relação na Operação Condor (operação criada por políticos e militares das ditaduras Sul-Americanas da década de 70 para eliminar possíveis opositores de esquerda nesses países num cenário internacional) enquanto secretário de estado dos EUA.

3. Por ter desafiado os governos argentinos dos anos 90 a investigar o genocídio cometido contra a sua população na era das ditaduras de direita.

4. Por ter ousado querer processar Sílvio Berlusconi.

5. Por ter levado um avante sobre a suposta utilização de off-shores ilegais do BBVA em Espanha, esquema que o conglomerado usava para lavagem de dinheiro em benefício dos seus accionistas maioritários.

6. Por ter desafiado o governo norte-americano a admitir publicamente que detinha em Guantanamo civis inocentes que não tinham quaisquer ligações com os grupos terroristas fundamentalistas islâmicos e que fazia detenções de terroristas de forma ilegal.

7. Por ter denúnciado torturas na referida base a prisioneiros, ou seja, claras violações à Convenção de Genébra.

8. Por ter desafiado a ETA e ter suspenso as actividades do Batasuna durante 3 anos, respectivos jornais e sedes que serviam como ponto de encontro para realização de reuniões da operação. E por ter desmantelado o GAL (Grupo Anti-terroristas de Libertação) que tinha como objectivo principal servir de sombra às actividades da ETA e assim gerar mais violência no País Basco e em Navarra.

9. Por ter desmantelado nos anos 80 diversas máfias ligadas ao narcotráfico que operavam em território espanhol: a galega, a italiana e a turca.

10. Por ter desmantelado uma rede de cidadãos que em Málaga se dedicava à contrafacção de moeda.

11. Por ter desmantelado dezenas de cartéis de droga que operavam regionalmente.

Estes são alguns dos mega-processos e dossiers em que Garzón participou.

Garzón não exagerou no caso “Gurtel”. Apenas se limitou a fazer o que a Procuradoria Geral da República faz por exemplo em Portugal. Limitou-se a ousar querer saber a verdade num caso de trapaça de alguns actores da elite espanhola. Nada de mais. A presença de Garzón no caso “Gurtel” tornou-se incómoda. Não tenho as menores dúvidas que se fosse um juiz de província a ordenar as mesmas escutas, seguramente não teria uma pena tão pesada. 11 anos é o fim de Garzón como juiz. A Espanha, como nosso vizinho parece adoptar os mesmos modelos da justiça portuguesa e até me faz lembrar quando o juiz Rui Teixeira foi afastado do Processo Casa Pia – quem esmiuça demasiado a elite, tem que ser afastado porque o podre não pode vir ao de cima. A Espanha não quis, à semelhança de Portugal, que a verdade venha ao de cima. Engraçado é, que o escândalo “Gurtel” não é o único escândalo do género na Península Ibérica. Em Portugal, se bem se lembram, há umas semanas atrás apontavam-se que exista uma rede de corrupção que envolvia as maiores sociedades de advogados do país. Paula Teixeira da Cruz, à boa moda portuguesa desvalorizou o assunto e virou o “cú à seringa” – nada de especial tendo em conta a nossa justiça.

Agora, Espanha desiludiu-me.

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Caixa de multibanco da AAC arrombada

Sem apelo nem agrado. Via Denuncia Coimbrã.

Desta vez foi a caixa multibanco. Da próxima vez poderá ser a RUC, a Secção de Fotografia, o CEC\AAC ou até mesmo a Direcção-Geral…

O Entre o Nada e o Infinito teve acesso a informações fidedignas em primeira mão que tem denunciado a existência de assaltos nos bares que funcionam dentro da Associação, e a informação que 3 individuos há semanas que se têm vindo a divertir na caixa multibanco a pedir dinheiro “emprestadado” às pessoas”

P.S: pois… estamos a falar da Associação de onde desapareceram mais de 5 mil euros da Queima das Fitas e até hoje ainda ninguém sabe quem foi…

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crimes

É o Ghob e o Seabra.

Ainda estou curioso para ver a palhaçada que o novo programa da Rita Ferro Rodrigues vai trazer hoje lá com os mediuns (mediuns esquerdos) no quarto de hotel em Nova Iorque.

O Ghob é um psicopata da pior espécie, como se pode ver no vídeo abaixo postado.

Já o Seabra, apesar do que ele fez tenho pena dele visto que vai ficar uma vida inteira fechado numa das prisões mais violentas do mundo quando é um jovem da minha idade que tinha uma vida inteira para viver.

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lá se foi o aleixo

No dia em que o Aleixo (b)eio abaixo, o Pidá, amigo do “Berto Maluco”, foi absolvido.

Se o Pidá não fosse da Ribeira, seria caso para dizer “FODA-SE, MAS ONDE É QUE O HOMEM VAI TRABALHAR CARALHO?” – o aleixo já foi a baixo e os Super Dragões não tem emprego porque são obviamente Super Dragões e não precisam de trabalhar.

O caso em si é estapafurdio. Aurélio Palha foi morto, rei morto rei posto, o “Pidá maluco” viu o Porto a ganhar a Liga Europa com o sol a bater-lhe na cela aos quadradinhos e ninguém disparou a puta da bala. A justiça foi cega, surda e muda e lá se vai aquela ditança que nos dizem que ninguém ter o direito de tirar a vida a outra pessoa, mas se o fizer será punido pelo acto. Neste caso, 3 dos artistas já não o serão.

A grande notícia deste post é que o Aleixo foi abaixo. A Câmara Municipal do Porto vai construir uns belos condomínios fechados em breve e a rapaziada toda, baralhando, dando, e voltando a baralhar, voltará a juntar-se toda num outro bairro qualquer.

Maravilha.

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um país de cegos e de bufos

O Procurador-Geral da República, Dr. Pinto Monteiro, no mesmíssimo dia em que foram efectuados os mandatos de buscas à casa de Duarte Lima, do seu filho Pedro Lima, e do sócio do advogado Vitor Raposo, perante o aparato jornalistico presente no acto de buscas que culminou nas detenções dos 3 cidadãos e perante a forma pouco discreta com que tais acções foram efectuadas, lamentou-se que tinha dado ordens para que as buscas decorressem com o máximo de descrição.

Às 7 da manhã em ponto (hora em que por lei se podem iniciar buscar) as equipas de investigadores da Polícia Judiciária estavam no local. Atrás, equipas de jornalistas. Às 9 da manhã, as headlines online dos jornais e das televisões noticiavam a operação.

Vitor Raposo, sócio de Duarte Lima, não estava em casa quando se efectuaram as buscas. Estava no estrangeiro.

Horas depois, Pedro Miguel Lima era escoltado à saída da sua casa no Areeiro por polícias à civil.

Numa mega-operação deste calíbre, toda a gente já estava informada do que se ia passar. Os jornalistas aguardavam a chegada dos policiais às 7 da manhã nas casas da família Lima. O outro estava no estrangeiro. Fuga de informação? Claro que sim. De quem? De gente ligada à PJ que sabia o que ia acontecer e que mesmo paga pelo dinheiro dos contribuíntes, recebe mais dinheiro por fora para informar.

Tais acontecimentos levam-me a concluir que até dentro da polícia existe quem lucre por fora com este tipo de acontecimentos. Os bufos. E isto, só num país de 3ª categoria é que acontece…

Onde é que ia mesmo o discurso do Sr. Procurador?

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O tio careca foi detido (2)

Afinal o tio careca ainda fez pior daquilo que eu julgava.

Fraude fiscal, fraude ao BPN, offshores em Gibraltar a partir da Homeland, empresa sediada em solo britânico, compra de terrenos para fixação do Instituto de Oncologia em Oeiras, casas de luxo.

Um regalo de patifarias.

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