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Beira-Mar 2-2 Nacional da Madeira

Mês e meio depois de ter visto o Beira pela última vez no estádio, voltei ao EMA. Voltei por descargo de consciência. Nos bons e nos maus momentos temos de ser adeptos do nosso clube.

Uma primeira nota para o público. Não sei se foi minha impressão mas teve mais público no estádio que o habitual. Bom sinal para o clube em tempos de crise económica e desportiva. Também não sei se foi impressão mas vi um publico Aveirense mais entusiasta que o habitual. Famílias inteiras a ir à bola, todos de amarelos, todos com cachecóis do clube, alguns deles que sobressaíam claramente o cheiro a mofo e naftalina. De uma vez por todas, a direcção e a SAD (também consigo dizer bem de alguns aspectos trabalhos por esta SAD) estão a conseguir cativar mais gente ao estádio, fruto dos bilhetes a 5 euros para 2 acompanhantes por sócio. Se colocassem o bilhete para não sócio a 5 euros talvez teriam mais 500 ou 1000 pessoas. Disso estou certo.

Se o público afluiu em peso para ver se puxava pelos da casa, mal entrei no estádio tive ali um pique em que me julguei novamente no Mário Duarte. O bairrismo beiramarista, os cânticos da claque, os bruás do público a cada lance na área do nacional e as habituais picardias na linha lateral ao fiscal de linha fizeram-me lembrar outros tempos. Costinha pediu que os adeptos escondessem os cachecóis dos grandes e os aveirenses bem que lhe fizeram a vontade. Penso que só não fica bem ao treinador do Beira-Mar salutar a permanência do clube na liga para que os borlas (é como a malta dos UAN lhes chama) venham apenas visitar o clube quando este joga em casa com o respectivo grande. Penso que é errado proferir tais afirmações quando um dos problemas com que o clube se debate desde 2003 é precisamente a fraca mobilização e a fraca capacidade de realizar novos sócios. Tenho como certo quem é de Aveiro, indiferentemente das preferências por um grande, como eu as tenho, tem que ser em primeiro lugar do grande da cidade: o Sport Clube Beira-Mar. Os primeiros da partida minutos fizeram-me lembrar aquele inferno do Mário Duarte. Fizeram-me lembrar aquele pequeno rectângulo de jogo plantado entre o campus da Universidade de Aveiro, o Bairro Santiago e o Hospital Infante D. Pedro V onde, pequeno, furava os torniquetes só para ver actuar o Dinis. Se bem que ver actuar o Dinis implicava para as equipas adversárias um montão de contusões e pernas partidas. Mas, de facto, eram outros tempos. Ali, no Mário Duarte, respirava-se Beira-Mar da cabeça aos pés. As peixeiras insultavam bem alto os árbitros, os super dragões só se podiam portar bem ou então levavam na fuça e ainda existiam os comandos duros, a antiga claque do Beira-Mar. Eram mesmo duros. Histórias são mais que muitas no meu imaginário infantil. Lembro-me de uma vez estar a ver o Sporting. Não escondo que também sou sportinguista. Lembro-me do Emmanuel Amunike ter feito uma jogada de mestre para golo e de ter ido acirrar os comandos duros. O resultado foi uma calhoada em cheio que deixou o nigeraniano estatelado no chão durante largos minutos. Saudades.

Segunda nota: a arbitragem. Não serve para desculpar a ingenuidade da defesa do beira-mar nos lances dos dois golos do Nacional. Depois de Majid e seus pares terem lançado um comunicado a meio da semana a exigir à liga que a verdade desportiva prevaleça depois do roubo de catedral da última semana em Paços de Ferreira e de no dia seguinte se terem dirigido à Liga para pedir explicações ao seu director-executivo Mário Figueiredo e de terem solicitado uma reunião com o chefe do conselho de arbitragem Vitor Pereira, a própria liga escarrou (desculpem os mais sensíveis) na cabeça da SAD ao nomear para este jogo um árbitro que ascendeu a meio da época à 1ª categoria (Luis Ferreira; era o seu 2º jogo na 1ª categoria) e que ainda por cima era natural de Barcelos. Ou seja, se para mim já me causa confusão, quando está a permanência de um clube em risco, quando esse clube é sistematicamente prejudicado durante toda uma época e quando está o futuro de muitas famílias em jogo como é o caso das famílias dos mais de 100 empregados do Sport Clube Beira-Mar nomear um inexperiente árbitro para um jogo que se pode considerar decisivo para a equipa aveirense, mais me confusão me estranha que depois de uma semana em que os elementos da SAD do Beira-Mar fizeram barulho junto da liga como se lhes exigia (ao contrário dos elementos da direcção do clube que se mantêm calados que nem ratos no fundo dos seus cadeirões na sede social do clube à espera que o clube seja despromovido) a própria liga ainda tenha o descaramento de nomear um árbitro de Barcelos (AF Braga) sabendo que dois dos rivais directos do Beira-Mar na luta pela manutenção são precisamente duas equipas do distrito de Braga: Moreirense e Gil Vicente, a última, a precisamente de Barcelos.

Luis Ferreira acaba por ter o dedo no resultado. Se a expulsão já na 2ª parte do jogador nacional foi justíssima e mais que merecida (Moreno fartou-se de dar pau na primeira parte, não se calava junto do árbitro e no lance em questão fez uma entrada muita feita sobre Serginho) Luis Ferreira e os seus assistentes deixaram passar muitos lances onde havia fora-de-jogo nítido por parte dos jogadores do Nacional, deixaram passar uma obstrução clara à minha frente sobre Camará quando o resultado estava em 1-1 (o fiscal de linha do lado da superior não se sabia posicionar na linha do último defensor, logo via os lances de um ângulo inconclusivo) e o 1º golo do Nacional procede de uma falta clara a meio campo sobre Nildo, que, depois de meter o meio campo do Nacional no pacote com um tremendo slalom é completamente ceifado por um dos laterais do Nacional.

Terceira Nota – O Rendimento dos jogadores do Beira-Mar – Tudo bem feito excepto dois ou três pormenores.

O primeiro, os erros defensivos. Há 1 ano que o Beira-Mar não acaba uma partida sem sofrer golos. É coisa que não consigo perceber, muito menos lances como o 2º golo do Nacional. Com 2 duplas de centrais do melhor que existe na Liga (Jaime, Bura, Tonel, Hugo) todos eles fortes no jogo de cabeça (como é o caso do Bura e do Jaime, os que alinharam na partida de hoje) não faz sentido sofrer golos em lances de bolas paradas como hoje se veio a verificar. Se no primeiro golo do Nacional, existe o tal lance em que o Nildo sofre uma valente sarrafada por parte de um jogador do Nacional à qual Luis Ferreira passou vista grossa, nos dois golos do Nacional existem duas clamorosas falhas de marcação dos centrais.

Segundo, a falta de uma referência de área. Yazalde e Camará tem o mérito de serem jogadores dotados de alguns pormenores técnicos de classe mas são jogadores que não se constituem como referências de área visto que o seu jogo predomina nas linhas. Não são verdadeiros pontas-de-lança. Quanto mais são avançados ao estilo nº9 ou extremos. Recebendo jogo dos laterais ou da malta do meio campo nas alas acabam quase sempre a centrar para a cabeça dos centrais da equipa contrária sem que ninguém do Beira lá esteja para finalizar.

Terceiro, a apatia com que alguns jogadores do Beira-Mar jogam e a apatia do seu treinador. Rui Sampaio é o expoente máximo dessa apatia. Parado, paradinho e sem qualquer criatividade a sair daqueles pés maravilhosos. Desrotinado e a a anos-luz da época da subida de divisão. Os ares de Cagliari fizeram-lhe mal. No banco, Costinha tarda em mexer na equipa. O que por um lado até é compreensível pois as alternativas viáveis no plantel escasseiam. No entanto, com 13 minutos pela frente não soube colocar logo Balboa em campo e Balboa era o único capaz de fazer a diferença naquele banco. Balboa entra aos 88″ quando pouco havia a fazer.

De resto, exibição agradável do Beira-Mar. A começar em Nildo. É o patrão desta equipa em todos os sentidos. Só é pena que não consiga ser um jogador consistente a este nível durante toda época. Nildo manda no jogo aveirense. É uma formiguinha a correr atrás dos adversários no miolo quando a equipa defende. Quando a equipa tem em bola, em conjunto com Serginho (hoje entrou na 2ª parte; tem que ser titular visto que é um jogador que incute maior velocidade e arte ao jogo aveirense) são os únicos que conseguem dar um toque fantasioso ao futebol do Beira-Mar. Grande exibição para o capitão Pedro Moreira. Fez praticamente o flanco todo com a raça que se lhe conhece. Do outro lado, Hélder Lopes também não destoou.

Quarta Nota: os episódios lamentáveis do jogo de Paços de Ferreira. Alguns elementos da claque que foram a Paços de Ferreira descreveram o cenário vergonhoso que a equipa da capital do movel oferece às equipas visitantes. Desde intimidação directa a jogadores, insultos e escarradelas na entrada e saída dos balneários. Um estádio sem segurança para uma equipa que se vale desse facto para obter resultados desportivos. Agora com as novas regras do policiamento em recintos desportivos, em Paços de Ferreira e em outros campos deste país, sem polícia no terreno de jogo, vale tudo.

Quinta Nota: Com a vitória do Moreirense começo a ver as alminhas a rezarem pela intervenção divina do São Gonçalinho. Entre o 12º (Vitória de Setúbal) e o último (Beira-Mar) estão 4 pontos de diferença, sendo que 2 são os pontos que separam o Beira-Mar do Gil Vicente. O calendário do Beira-Mar não se avizinha fácil até ao final da temporada. Olhanense em casa na próxima semana num jogo de mata-mata entre aflitos onde a vitória é fulcral, Vitória de Guimarães fora naquele ambiente difícil com os vimaranenses a lutar pela europa, Gil Vicente em casa noutro jogo de aflitos que o Beira tem obrigatoriamente que vencer, Rio Ave fora com os vilacondenses também a lutar pela europa, Marítimo em casa com os madeirenses a lutar pela europa, Estoril fora com os estorilistas a jogar possivelmente o tudo ou nada pelo último lugar europeu e Sporting em casa na última partida do campeonato com a turma leonina também capaz de ter que vencer em Aveiro para ir à Europa. Ou seja, resumindo e concluíndo com dois jogos contra adversários directos onde os 6 pontos são o objectivo principal e mais 5 jogos para conseguir mais 5 pontos no mínimo visto que os 26 pontos que usualmente garantem matematicamente a manutenção não vão chegar este ano. Contudo, estou confiante que a rapaziada vai dar a volta por cima.

sexta e última nota: é a primeira vez em meses que escrevo um post sem bater no Majid. o seu a seu tempo.

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definitivamente

querem mandar o beira para a 2ª liga. vi o lance do alegado penalti do Paços vezes sem conta e não consigo perceber onde é que é penalti. o que eu vi e vejo é o jogador do Paços a agarrar ostensivamente o Jaime e a deixar-se cair, coisa típica das equipas portugueses quando estão em desvantagem nos últimos minutos. uma arbitragem muito caseira que ajudou o Paços ao longo da partida. vezes e vezes sem contas, os jogadores do Paços usaram de entradas duríssimas, provocações e simulações para desconcentrar os jogadores do beira-mar e assim chegar ao empate. em maior parte delas, o sr. Manuel Oliveira fechou os olhos e deixou passar.

o que me choca é o facto do beira-mar estar a ser roubado jornada após jornada (já na semana passada contra o Benfica foi vítima de roubo de catedral com o penalti que não foi assinalado pelo mão do Luisão) e nenhum elemento da direcção se insurgir publicamente contra esses roubos. estão a mandar-nos directamente para a 2ª liga e os dirigentes do beira-mar estão a agradecer o serviço.

p.s: de Paços de Ferreira, assim como do jogo contra o Benfica da semana passada fica uma imagem mais positiva da equipa. Costinha está de parabéns. é uma equipa com uma mentalidade muito diferente daquela que apresentava Ulisses Morais. mais ofensiva, mais lutador e com maior acerto defensivo. acredito que assim nos iremos manter de divisão. a ver vamos se já na próxima semana conseguimos sair da linha de água com uma vitória no EMA frente ao Nacional.

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o beira-mar não tem outra solução que não ganhar pontos ao Benfica. a coisa começa a estar apertada prós lados de Aveiro. com 15 pontos no último lugar, os mesmos do Moreirense (vai ao Marítimo não sendo expectável que saque pontos), a 2 do Olhanense (recebe amanhã o Braga em casa e caso tenha uma atitude semelhante aquela que teve com o Porto no Dragão talvez consiga sacar pontos) 4 do Gil (joga com o Nacional em casa e como tal é favorito à vitória) e a 5 da Académica (vai a Guimarães amanhã) começa a ser urgente modificar a posição classificativa e sair dos lugares incómodos. acima de tudo, o jogo contra o Benfica servirá para testar o actual momento anímico de uma equipa que não vence desde 15 de dezembro de 2012 (vitória em casa contra o Rio Ave por 3-1) e não pontua desde 3 de Fevereiro (empate com o Braga no EMA a 3 bolas). nas últimas 9 jornadas, o Beira somou apenas 5 pontos. pelo meio Ulisses deu lugar a Costinha e o cenário não poderia ser pior. desconfio muito de Costinha e das suas habilidades enquanto treinador.

ando a dizer isto a amigos e a escrever o mesmo no blog: tenho medo que o Beira caia na 2ª divisão. o histórico de Majid Pishyar enquanto proprietário do Admira Wacker e do Servette é o pilar desses medos. entrou de rompante, prometeu mundos e fundos e quando as coisas começaram a correr pró torto do ponto de vista desportivo abandonou o barco e deixou os ditos clubes ao deus-dará. eu e mais uns quantos beiramaristas sérios avisamos os sócios da situação e todos, movidos pela euforia do açucar do iraniano aquando da sua chegada consideraram-nos loucos. foram os sócios do Beira-Mar que permitiram esta situação. se o Admira Wacker é uma equipa de ambições limitadíssimas dentro do panorama do futebol austríaco e o Servette aquando da saída do Iraniano (com um passivo a rondar os 15 milhões de euros) foi amparado por um investidor local e pela câmara de Servette, a situação financeira do Beira-Mar, ao tanto que sei, é diferente das equipas que acima citei. o passivo do clube ronda os 6 milhões de euros, há definitivamente salários em atraso e o Beira-Mar não dispõe de qualquer património próprio. Majid Pishyar detém 85% do capital da SAD aveirense, totalizada no valor de 850 mil euros. qualquer investidor que queira neste momento comprar a parte detida pelo iraniano, para tornar o clube sustentável terá que desenbolsar um valor perto dos 10 milhões de euros: 850 mil euros para comprar os 85% da SAD, 3\4 milhões para sanear passivo urgente, 3\4 milhões para poder investir num plantel que permita ao clube a almejada sustentabilidade. não existe a meu ver, ninguém na região capaz de aplicar tal soma no Beira-Mar nem tão pouco mais ou menos. e o busílis da questão reside nesse ponto: se o clube histórico de uma região cair na 2ª liga, com as debilidades financeiras que apresenta, com a diminuição de receitas entre as ligas na ordem dos 80%, com as dificuldades que o clube apresenta em mobilizar pessoas para o estádio, temo o pior e pior cenário será algo parecido com o que aconteceu com a União de Leiria mas para pior. temo que o Beira-Mar entre em insolvência e ao contrário do clube Leiriense não consiga sequer posicionar-se na 2ª divisão B. temo portanto que caia aos distritais e isso será uma vergonha.

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quem é que manda afinal?

Fala o Eng. Godinho Lopes, Luis Duque, Carlos Freitas, Domingos Paciência, Stijn Schaars, Diego Capel, Oguchi Oneywu. Falam Carlos Xavier, Oceano, Eduardo Barroso, Rui Oliveira e Costa, Dias Ferreira, Pedro Venâncio, Filipe Soares Franco, José Eduardo Bettencourt, Dias da Cunha, Sousa Sintra, José Roquete, Santana Lopes, Paulo Bento, José Peseiro, Carlos Carvalhal, José Couceiro, Costinha, Sá Pinto e até o João Moutinho.

Os problemas do Sporting não se resumem a problemas organizacionais e estruturais motivados especificamente pela falta de organização que é crassa no clube na última década e pela falta de uma estrutura directiva coesa e que demonstre uma única liderança num cenário único, objectivo e ambicioso.

O problema do Sporting é que todos falam. Todos falam. Presidente, SAD, Treinador, Director-desportivo, jogadores, ex-jogadores, ex-treinadores, ex-presidentes, ex-dirigentes e até um médico (que até pode ser muito competente a pegar num bisturi) mas de bola nada percebe. E falam todos segundo moldes dispares: cada um fala por si. Por si e sem autorização.

Cabe ao Sporting combater este flagelo por três simples vias:

1. ou alguém se assume como líder na direcção – não como um líder falso que oscila imagens de túneis de entrada dos balneários entre o neonazismo puro e duro e o vangoghismo desnecessário.

2. Ou o cancro que mina o interior das sucessivas direcções é eliminado nem que seja com métodos violentos.

3. Ou a Comunicação Social (indiferentemente das multas estipuladas pelos regulamentos da Liga; se for necessário o Sporting paga dias e dias de multa) é impedida de entrar nos recintos propriedade do Sporting Clube de Portugal como o FC Porto já fez variadissimas vezes e consequentemente para de criar instabilidade nas equipas do mesmo e com isso obtém duros revezes nas vendas dos seus jornais.

Ambas as opções são válidas e deverão ser mais eficazes quando praticadas em conjunto.

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O grupo da morte

Alemanha, Holanda e Dinamarca.

Já lhe chamam o grupo da morte.

Eu cá continuo na ilusão do nacionalismo e prefiro acreditar que vamos passar esta fase de grupos em primeiro lugar.

1. É certo que os adversários são dificeis:

1.1 A Alemanha aparece no Euro 2012 com uma das mais fortes selecções dos últimos anos.

A nova geração de talentos Alemã, constituída por jovens talentos como Jerôme Boateng, Marko Marin, Mezut Ozil, Mario Gomez, Mario Gotze, Sami Khédira, Thomas Muller, Sven Bender, Lars Bender, Toni Kroos e auxiliada de perto por jogadores experientes\veteranos como Miroslav Klose, Phillip Lahm, Bastian Schweinsteiger, Per Mertesacker, entre outros, aparece no Euro 2012 com a aspiração de fazer frente ao poderio da Selecção Espanhola.

Vai ser obviamente, pelas circunstâncias e pelo potencial demonstrado nos últimos 2 anos o osso mais duro de roer para a selecção nacional na fase de grupos.

1.2 A Holanda é a Holanda. Quem conhece o futebol sabe perfeitamente o que escrevo.

Robin Van Persie, Arjen Robben, Klaas-Jan Huntelaar, Wesley Sneijder, Maarten Stekelenberg, Van der Wiel, John Heitinga, Nigel De Jong, Kevin Strootman, Dirk Kuyt, Urby Emanuelson, Joris Mathijsen, Eljero Elia, Demy De Zeeuw, Ibrahim Affelay, Rafael Van der Vaart são jogadores de inegável talento. A Laranja Mecânica é obviamente outra das candidatas principais ao ceptro europeu.

1.3 A Dinamarca de Morten Olsen. A Dinamarca que venceu o nosso grupo e pratica aquele futebol musculado e pragmático. Mas também a Dinamarca que não costuma apresentar o seu melhor futebol nas fases finais de competições internacionais, ponto que pode jogar a nosso favor.

2. A nossa selecção.

Temos primeiro que reconhecer que a nossa selecção não é em nada inferior a qualquer uma destas selecções.

Em segundo lugar, acredito perfeitamente que este tipo de jogos sejam aqueles jogos que todos os jogadores sonham em jogar. Logo, acredito que estes jogos acrescentem uma dose de motivação extra aos jogadores das quinas e sejam jogos em que os mesmos apliquem em campo todas as características que os tem acompanhado ao longo das suas carreiras.

3. Em terceiro lugar: os resultados que a selecção nacional tem atingido nos últimos 15 anos.

Se repararem, nos últimos 15 anos, a selecção Portuguesa apurou-se (fazendo excepção ao mundial de 1998) para 5 europeus consecutivos e 3 mundiais.

Nas finais finais dos europeus e mundiais, quando menos se esperava Portugal deu-se bem com todos os grupos difíceis que teve de enfrentar.

3.1 No euro 1996, Portugal calhou num grupo que continha a Turquia, a Dinamarca e a Croácia. Empatamos com a Dinamarca de Schmeichel e Brian Laudrup a 1 bola. Vencemos a Turquia por 1-0 com golo de Fernando Couto e vencemos a Croácia de Prosinecki, Suker, Jarni, Boban e Prso (a mesma que dois anos depois se iria sagrar 3º classificada em França no Mundial) por 3-0 com golos de Figo, João Pinto e Domingos.

3.2 No Euro 2000, a “frágil” selecção de Portugal (na verdade foi o estado de maturação de uma geração brilhante) calhou num grupo da morte com Inglaterra, Roménia e Alemanha. O resultado foi aquele que todos sabemos. Vencemos da forma que vencemos Ingleses e Alemães e ainda conseguimos bater no último minuto a Roménia (com golo de Costinha) que tinha sido a selecção que tinha vencido o nosso grupo na fase de qualificação. Fomos às meias-finais e apenas baqueamos perante a selecção campeã do mundo e, nesse ano, europeia, a França.

3.3 No Mundial 2002 e para corroborar a apetência especial da nossa selecção para se apurar em grupos complicados, fomos eliminados na fase de grupos por Coreia do Sul, Estados Unidos e Polónia.

3.4 No Euro 2004, todavia a jogar em casa, eliminámos a Espanha e a Rússia na fase de grupos, e tirando a mácula dolorosa de termos perdido o título para a Grécia, também aviamos a eliminar a Inglaterra e a Holanda em dois jogos épicos.

3.5 No Mundial 2006, depois de passar a fase de grupos num grupo constituído por Angola, Irão e México, voltamos a aviar os Ingleses e os Holandeses, perdendo novamente para a França nas meias-finais, o que de facto não constituiu nenhuma vergonha.

3.6 No Euro 2008, vencemos um grupo constituído pela difícil República Checa, Turquia e Suiça, se bem que perdemos contra os Suiços. Fomos eliminados pela Alemanha por 3-2 num jogo em que ficou claramente um amargo na boca. Os Alemães jogariam a final contra a Espanha.

3.8 No Mundial 2010 na África do Sul, conseguimos o apuramento num grupo constituído por Coreia do Norte, Costa do Marfim e Brasil. Fomos eliminados de seguida pela Espanha, campeã do mundo.

Em todas estas campanhãs, exceptuando o mundial 2002, Portugal atingiu excelentes resultados e foi apenas eliminado pelas selecções que viriam a ser campeãs ou vice-campeãs. Esse indicador é outro dos indicadores que me faz acreditar que Portugal, não descurando a obvia dificuldade que o grupo apresenta, tem hipóteses de passar à próxima fase, e se o fizer estará em grandes condições de lutar pelo título europeu. São mais os resultados negativos alcançados ao longo da história da nossa selecção contra equipas teoricamente mais fracas nas fases de qualificação do que os resultados negativos contra selecções mais fortes nas fases de grupos.

Basta apenas apreciar que em 1966 eliminamos a União Soviética, Hungria e Brasil e só fomos travados, também de forma injusta e inqualificável pela selecção da casa, a Inglaterra, que viria a sagrar-se campeã mundial.

E em 1984, vindos quase do nada, oferecemos um grande baile em França, onde conseguimos eliminar a RDA e a Roménia (empatamos com os Alemães e vencemos os Romenos) e no mesmo grupo, conseguimos um empate contra a poderosa Espanha de Maceda, Carrasco e Santillana.

Perdemos injustamente apenas naquelas meias-finais de Marselha contra a França do todo poderoso Platini, em circunstâncias que a história não nega: aquele título estava talhado para os franceses e não podia ser de outra maneira.

No mundial de 1986, mesmo eliminados na fase de grupos, perdemos contra a Polónia e contra Marrocos, mas batemos a toda poderosa Inglaterra na primeira partida.

Desde então já batemos selecções em fases finais como Croácia, Turquia, Inglaterra, Alemanha, Roménia, Polónia, Espanha, Rússia, Irão, México, Angola, Holanda, República Checa e Coreia do Norte.

Podem-lhe chamar o grupo da morte, eu chamo-lhe um grupo difícil. E nós vamos passar, caso estas imagens se voltem a repetir:

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Já era

Em menos de dois anos, o Sporting despediu 3 directores desportivos. Pedro Barbosa, Sá Pinto e Costinha.

Não censuro os comentários que Costinha largou à Sporttv na passada segunda-feira. Não os censuro, visto que grossa parte deles correspondem à actual visão e às actuais críticas que os adeptos lançam ao clube.

Censuro sim, o facto de Costinha ter destabilizado ainda mais o panorama interno do clube em praça pública. Não será, nestes moldes, que o Sporting irá encontrar a estabilidade interna de que necessita para ultrapassar esta página negra.

Esperemos então para ver quem se segue no lugar…

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Sobre as declarações de Costinha

Continuo a crer que a culpa do actual momento do Sporting não passa pelo trabalho de Costinha.

Fazendo uma análise ao ano de trabalho do director desportivo, creio que Costinha está a realizar um bom trabalho. Teve momentos bons, assim como teve momentos infelizes, tão próprios de quem tenta manter o equilíbrio de uma casa a arder.

Nos momentos bons, tenho a destacar a atitude tomada perante Izmailov. Defendo Costinha, defendo a atitude de Costinha. Não teço considerações sobre a decisão do jogador em não ter actuado naquele jogo frente ao Atlético de Madrid, visto que para além da competição desportiva existe um valor a salvaguardar que é a saúde do jogador. Crítico sim a atitude do jogador em ter viajado para Moscovo no dia da partida, atitude que foi tomada à revelia da estrutura do futebol profissional do Sporting e por conselho do seu empresário Paulo Barbosa.

Como em qualquer vínculo laboral, Izmailov tinha (estrictamente) que obedecer às ordens de quem lhe paga e não aos conselhos de alguém que é seu contratado e não pertence a essa mesma estrutura. Daí que a atitude disciplinadora e correctiva de Costinha esteja (na minha opinião) correcta.

Nos momentos maus, destaco obviamente o facto de Costinha não vir regularmente a público defender o Sporting. Das arbitragens, da pressão da Comunicação Social.

Para salvaguardar que a equipa profissional de futebol esteja focada apenas nos aspectos relativos à competição desportiva, é necessário que tanto Costinha como José Couceiro sejam mais interventivos na defesa do clube.

Quanto às suas declarações, sou da mesma opinião quanto à administração do Sporting. É difícil fazer mais quando não existem fundos para construir uma equipa competitiva. É difícil fazer mais quando a administração do Sporting está completamente minada pelos interesses dos bancos e quando o presidente em funções é ele mesmo um representante da banca no Sporting. Para bem do clube, é necessário que o próximo presidente possa inverter esses factos e possa arriscar mais. No futebol actual, quem não investe numa boa equipa de futebol profissional não pode ter retorno ao nível de encaixe financeiro. E neste momento, tendo em conta o plantel do Sporting, existem muitos jogadores sem qualidade alguma para representar a camisola do Sporting.

Pior, foi deixar sair o melhor avançado de um plantel que está literalmente em carência de golos sem que se tenha prevenido previamente com a entrada de um atleta capaz de suplantar a saída de um jogador como Liedson.

Quanto ao treinador Paulo Sérgio, tenho uma visão diferente da de Costinha. Desde a sua chegada a Alvalade que previa que Paulo Sérgio estava a chegar para cumprir um ano no clube. Não duvido absolutamente nada das qualidades de Paulo Sérgio, desde que este treine um Paços de Ferreira ou um Vitória de Guimarães. No Sporting não. Há muitos anos que creio que o Sporting deverá apostar num treinador estrangeiro vencedor. Num treinador capaz de instaurar uma filosofia de trabalho mais profissional, capaz de ombrear com os rivais do clube. Num consagrado que ponha a equipa a jogar bom futebol de ataque.

Só bom futebol poderá trazer os adeptos de volta a Alvalade. Caso contrário, e revelando-se a junção de todas as premissas, o Sporting é um clube condenado à extinção… Em breve.

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O último da Dinastia Roquette…


Adeus! Não voltes nunca mais!

Quando a 5 de Julho de 2009, José Eduardo Bettencourt venceu com 89% dos votos as eleições para a Presidência do Sporting, já se sabia que seria o último presidente da dinastia José Roquette.

As expectativas em torno de Bettencourt eram altas… Era um homem que conhecia todos os cantos da casa (colaborava com a SAD desde 2001), era considerado um grande amante da instituição do Sporting Clube de Portugal e pensava-se ser capaz de arrumar a casa depois do vendaval financeiro provocado por Filipe Soares Franco nas contas do clube, tornando-o capaz de continuar a diminuir o passivo e investir no futebol profissional, não só numa equipa competitiva como na reformulação de toda a estrutura organizacional do clube.

Contra, os cépticos do clube, trataram de afirmar que José Eduardo Bettencourt (administrador do Santander) era a escolha consensual dos interesses da banca no clube de Alvalade. Com o tempo, começamos a acreditar nestes mesmos cépticos.

Ao nível estrutural, Bettencourt prometia adoptar uma estrutura organizativa rígida que começava com a aprovação da remuneração de um salario para a sua posição. De cerca de 20 mil euros.

Ao nível do futebol profissional, os primeiros dias de Bettencourt no clube ficariam marcados com a expeculação da eventual saída de Paulo Bento do comando técnico leonino, ao qual o agora demissionário presidente haveria de proferir a célebre frase: “Paulo Bento forever!” – Paulo Bento não ficaria “forever”, sendo despedido antes do final do ano civil de 2009 graças a um extremo cansaço do treinador perante os jogadores, dos jogadores perante o treinador e do treinador perante a atitude da direcção da instituição.

Nos primeiros meses, Bettencourt preocupou-se em arrumar a casa ao  nível financeiro. Apuradas as contas exactas do Sporting, era mister para o presidente renegociar sucessivos planos de reestruturação financeira que permitissem ao Sporting apostar numa equipa competitiva, promessa que Bettencourt deixaria para a época 20092010 e para a actual época. Durante a sua presidência, Bettencourt haveria de investir 34 milhões em contratações no clube e haveria obviamente de ficar ligado à venda de João Moutinho ao rival Futebol Clube do Porto. “A Maçã Podre” – foi o que JEB intitulou o antigo capitão do Sporting, que actualmente dá cartas no rival. Durante o mandato de Bettencourt, o valor do passivo aumentaria e o valor do activo Sportinguista diminuiria. Para muito ainda contribuiram as vendas de Ronaldo do Manchester para o Real Madrid e as vendas de Veloso e Moutinho.

Com Bento fora do barco, Bettencourt haveria de cometer outro erro crasso aquando da escolha do novo treinador. Apesar de Carvalhal ser uma solução até ao final da época, Bettencourt e a sua direcção errou logo de início em nem sequer apresentar publicamente o novo treinador. Carvalhal seria apresentado pelo site do Sporting e iniciaria um longo calvário de 7 meses num plantel completamente destroçado pelo cansaço da era Bento. Até ao último dia, a direcção de Bettencourt não haveria de propor a renovação ao técnico, optando por contratar Paulo Sérgio para o comando técnico na época 20102011. Com a vinda de Paulo Sérgio, vinham mais promessas de investimento no futebol profissional. Promessas que foram goradas por JEB, que continuava mais interessado em anunciar sucessivas reestruturações financeiras quando os adeptos do Sporting queriam era ver vitórias, coisa rara no Sporting de Bettencourt.

A falsa promessa de uma estrutura organizativa sólida que permitisse dar algum descanso ao clube, caía lentamente por terra com o passar do mandado de JEB. Primeiro, o caso Sá Pinto vs Liedson que motivaria a saída do antigo internacional do cargo de director desportivo e a entrada de Costinha para o respectivo cargo. Depois, a mudança de treinador, a venda de Moutinho, o diferendo entre Costinha e Izmailov e a contratação recente de José Couceiro para um cargo que ninguém sabe muito bem o que representa e que competências lhe são dadas pela organização.

A certo tempo falou-se que Bettencourt queria instalar uma estrutura organizativa no Sporting parecida a um modelo que tantos resultados dá no FC Porto. Na realidade, com Bettencourt, o Sporting passou a ser uma casa a arder…

A nível desportivo, este ano e meio do mandato de Bettencourt foi sem dúvida uma das páginas mais negativas da história do Sporting Clube de Portugal. Salvo excepções, confirmadas com a vitória do Futsal no campeonato nacional da modalidade e a vitória na Taça Challenge da equipa de Andebol.

No futebol profissional, se Paulo Bento e Soares Franco iam conseguindo levar o clube à Liga dos Campeões durante alguns anos seguidos, com o início do mandato de Bettencourt, o Sporting começou a ser um clube com uma falta de ambição tremenda. A nível nacional, o Sporting passou a ser uma equipa com um orçamento monstruoso a lutar pelo parco objectivo da 3ª posição com o Braga. A nível internacional, foi-se a Champions e veio a Liga Europa, onde nem assim, o Sporting parece ter aspirações a ir longe.

Por estes motivos, a derrota de ontem abalou com Bettencourt. Creio que este já deveria estar a preparar a demissão para breve. Pela primeira vez, JEB foi humilde e admitiu que fracassou enquanto presidente. Por isso, foi ontem à sala de imprensa apresentar a sua demissão, deixando vaga para que outro possa fazer melhor. Cabe então agora a Dias Ferreira (presidente da AG) que marque eleições antecipadas ou que opte por tentar gerar um presidente “co-optativo”, modalidade presidencial prevista nos estatutos da instituição.

JEB saiu. Creio que o Sporting não precisa de outro JEB. O Sporting não precisa de um presidente que se olhe às contas e que não tenha ambição em ganhar, custe o preço que custar. Aliás, está economicamente provado que os clubes que investem em boas equipas acabam por ter retorno desse investimento, caso contratem bons jogadores, capazes de vencer e dar espectáculo – chamando assim pessoas ao clube. Com JEB, o Sportinguismo tornou-se descrente. JEB afastava a cada jogo mais sportinguistas do estádio e das deslocações fora.

O Sporting precisa sobretudo de um presidente populista que possa não só mobilizar o povo de volta ao clube como trabalhador na construção de uma efectiva máquina organizativa interna e na construção de um futebol profissional estável. Talvez esta minha ideia seja uma tremenda utopia nos tempos que correm… Bem sei que nos próximos dias deverão aparecer meia dúzia de candidatos a prometer mundos e fundos que o clube não pode pagar caso sejam eleitos pelos sócios.

É triste a realidade deste clube. No entanto, a demissão de José Eduardo Bettencourt já foi um passo importante para a mudança.

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Bettencourt demite-se


Última hora:

Na sequência da derrota caseira do Sporting frente a Paços de Ferreira, José Eduardo Bettencourt demitiu-se da presidência do Sporting.

A declaração foi feita há minutos na sala de conferência de imprensa do Estádio José de Alvalade. Bettencourt apresentou-se na companhia de Dias Ferreira, apresentando demissão “para bem da instituição Sporting Clube de Portugal”.

Ainda bem! Já não era sem tempo! Será que vai sozinho! Quem será o próximo a demitir-se? Costinha? Paulo Sérgio?

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Sporting, essa casa a arder…


O Sporting é uma casa a arder. Admito que sou Sportinguista, mas ver este Sporting é algo que doi. Doi na alma. Falta muita qualidade naquele plantel, falta um treinador decente, falta um director desportivo que proteste na praça pública contra as más arbitragens e falta sobretudo um presidente que seja amigo do Sporting. Repito: amigo do Sporting, não da banca.

Depois de mais uma derrota caseira, relembro o post que escrevi neste mesmo espaço a 26 de Setembro. Creio que enquanto os dirigentes, jogadores e treinadores da instituição não adoptarem uma postura semelhante aquela que enunciei há meses atrás, o Sporting será uma casa a arder. Sem fim à vista.

Para continuar assim, a lutar pelo 3º4º lugar da tabela, não vale a pena ter um investimento de 25 milhões por época. Por 13 do investimento andam Braga, Vitória de Guimarães e Nacional a lutar pelos mesmos objectivos.

Para finalizar, deixo duas notas sobre a partida de hoje:

1. Total repúdio para o comentador da TVI. Já me enoja ver as transmissões do Sporting pela TVI. A atitude presunçosa do seu comentador nos seus comentários é de um anti-sportinguismo tremendo. Considerar “David Simão uma grande promessa do futebol Português é o mesmo que dizer que um elefante só tem 3 patas e que Cristiano Ronaldo nasceu na Baixa da Banheira”.

Considerar “Rui Vitória um dos melhores treinadores da Liga” só porque venceu o Sporting duas vezes é ser cego ao ponto de ignorar treinadores como Manuel Machado, Leonardo Jardim ou Jokanovic que de facto são treinadores que estão a fazer excelentes épocas no comando dos seus clubes.

2. Total repúdio pela arbitragem de Luis Catita. Não foi uma arbitragem “catita” do Catita. Antes pelo contrário. Foi mandado para a morte, cometendo 4 erros crassos: marcou um penalti inexistente a favor do Paços; deixou passar um na área do Paços; não expulsou um jogador do Paços e não expulsou Liedson por uma entrada dura logo a seguir.

No primeiro jogo na Liga esta época, Catita assinou a sua sentença de morte: ser colocado na famosa jarra durante uns jogos e como tal arriscar-se a ser despromovido. Só não é colocado na jarra se o observador for cego ou for amigo.

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Este Sporting é miserável

1. A começar pela direcção. A direcção de José Eduardo Bettencourt está no Sporting a proteger os interesses de outros que não a do próprio clube. Quando digo “interesses de outros” refiro os interesses dos credores do Sporting, a banca… da qual José Eduardo Bettencourt fazia parte a tempo integral antes de ser presidente da SAD e do clube.

A direcção do Sporting é uma direcção de incompetentes, de anjinhos, de puros amadores… Não falam, não agem rápido. Demoram séculos a procurar jogadores e milénios a contratá-los. Procuram sistematicamente a contratação de jogadores mediocres pelo preço mais baixo do mercado. E se repararem bem, quase todas as contratações do Sporting para esta época não passaram de jogadores que são amigos de Costinha ou de jogadores que foram autenticamente despachados pelos clubes que fizeram propostas sobre os activos do Sporting. Valdés e Maniche vieram por amizade a Costinha. Nuno André Coelho e Zapater vieram envolvidos em negócios. Marco Torsiglieri é o exemplo crasso de um jogador que foi cá posto por um empresário qualquer.

Como disse, o Sporting demora “séculos” a negociarcontratar um jogador. Quando não o contrata, a direcção usualmente vem a público esconder-se por debaixo do escudo do argumento “não há dinheiroo sporting tem dificuldades em ir ao mercado”. No entanto, todos os dias, os sócios do Sporting são brindados com sucessivas propostas de restruturação financeira que promete mais dinheiro para ir ao mercado. Nada mais que areia para os olhos.

A direcção do Sporting andou durante meses a prometer uma equipa competitiva. Se na fase inicial da presidência, a José Eduardo Bettencourt era dado o benefício da dúvida para organizar a casa, actualmente o presidente do Sporting tem que ser apelidado de incompetente. Em Janeiro perdeu Ruben Micael para o FC Porto acabando por gastar 6,5 milhões de euros num jogador chamado Sinama-Pongolle que no período em que esteve no Sporting não fez absolutamente nada. Perdeu um grande treinador para o rival FC Porto e contratou um treinador (Paulo Sérgio) que não é melhor que Carlos Carvalhal…

A continuar assim, é preferível adoptar um discurso mais comezinho e sobretudo diminuir o orçamento. Não se pode lutar por um objectivo tão pequeno como a Liga Europa com uma “máquina orçamental” igual à que o Sporting detém na actualidade.

Isto sem falar da atitude que José Eduardo Bettencourt tem demonstrado nas relações com os rivais. Os pretensiosos almoços com o Presidente do Benfica Luis Filipe Vieira são a face visível de um clube que se pretende rebaixar sobre um rival que quando tem oportunidade de mandar a facada manda… O Sporting, pela sua história, pelo seu orgulho, não deve ter qualquer tipo de relações com o rival… Nem sequer deveria falar com o rival, quanto mais compactuar com as suas políticas…

Quanto à imprensa, o presidente do Sporting não é capaz de vir a público defender o clube da pressão que é feita por esta e de certa maneira colocar uma certa tranquilidade no trabalho do futebol profissional.


2. A direcção técnica. Como diz o povo, Paulo Sérgio aparece no Sporting “sem ler nem escrever.” Paulo Sérgio poderá vir a ser um treinador com futuro no campeonato Português, mas neste momento, não é o treinador que o Sporting precisa. Para além de não ter grandes provas dadas no principal escalão, não detém o pulso necessário para por ordem no instável balneário do Sporting nem é capaz de colocar o Sporting a vencer e a jogar bom futebol.

Outra mácula em Paulo Sérgio (pelo menos neste arranque de campeonato) é a forma como se dirige para a imprensa. Há algumas semanas atrás afirmou que “tinha a melhor equipa do mundo”. Isso é um bom discurso para ter dentro do balneário mas é um péssimo discurso para o exterior, visto que pressiona uma equipa que desde há alguns anos é uma equipa intranquila.

À 6ª jornada, Paulo Sérgio ainda não sabe bem que táctica deve aplicar e ainda não conseguiu fazer com que os jogadores assimilassem os seus processos de jogo. Isto, se eles realmente existirem. Eu olho para este Sporting à semelhança do Sporting de Paulo Bento: ninguém se mexe no meio campo e o jogo acaba por ser um jogo bombeado pelos centrais lá para a frente à espera que alguém ganhe uma bola e faça mexer o ataque.

Se Paulo Sérgio quer jogar pelas alas, os únicos alas que realmente tem são Diogo Salomão e Simon Vukcevic. Matías nunca foi ala e nunca o será. Valdés, Yannick ou Postiga muito menos.


3. Sobre a equipa.


O plantel foi mal construído desde o início da época. Falta muita coisa a este plantel para poder lutar pela competição que seja.

Começando pelo guarda-redes. Rui Patrício é um guarda-redes que deixa qualquer defesa insegura. Daí que se tenha comprado um guarda-redes mais experiente (Hildebrand) como Paulo Sérgio desejava. Mesmo assim, Hildebrand fica no banco ou na bancada.

Na defesa, Nuno André Coelho deu algum acerto no desarme e nas bolas aéreas, uma das principais causas da péssima época que o Sporting fez na época passada. Carriço parece que desaprendeu a jogar à bola e continua a posicionar-se muito mal, Polga “está literalmente morto desde o 7-1 de Munique” e Torsiglieri é um jogador de fraca qualidade. Nas laterais, Evaldo e João Pereira são jogadores que têm demonstrado muita luta, muita garra mas caso se lesionem Grimi e Abel são jogadores de uma qualidade muito duvidosa.

A defesa na era Paulo Sérgio é capaz de adoptar posturas radicais de jogo para jogo: nos primeiros jogos jogava demasiado adiantada e permitia que os adversários colocassem o seu jogo nas suas costas. Agora é uma defesa que teima em não subir quando necessita de subir. O golo do Nacional no jogo de hoje é a amostra clara de uma defesa que demorou imenso tempo a subir.

No meio campo, a falta de Pedro Mendes pode ser bem disfarçada pela presença de André Santos. No entanto ao lado tem um Maniche que já não tem pernas para estas andanças e ao Sporting falta um playmaker de qualidade. Falta um jogador criativo que pegue na bola no meio campo e possa  abrir espaços a partir de sucessivos dribles e conseguir jogar na desmarcação dos avançados. Maniche não é esse jogador. Zapater também não é esse jogador. Matías é esse jogador se estiver ao mais alto nível. Do reforço Tales nada foi visto. Izmailov é um caso perdido.

A meio dos jogos, o meio-campo do Sporting encontra-se perdido. Já não dá coesão defensiva e deixa o miolo aberto para o meio-campo adversário. Não batalha e como tal não conquista os ressaltos que possam surgir nas suas esferas de acção. É um meio campo extremamente colado ao ataque, que nem sequer é capaz de fazer correctamente a transição defesa-ataque.

Nas alas, volto a referir o problema que deixei lá atrás. Quer no 4-4-2 clássico como no 4x1x3x2 Paulo Sérgio necessita de alas. Alas que sejam capazes de desiquilibrar a partir da finta e da explosão em velocidade. Não os tem. Salomão necessita de crescer. Vukcevic faz estragos num flanco mas no outro está lá um Valdés ou um Matías que não aquecem nem arrefecem. Porque não são alas.

Na frente, muita falta de qualidade. Os tempos de Lièdson acabaram e já é tempo de reduzir a despesa salarial que é dada pelo “levezinho” ao clube. Saleiro e Postiga são meros sonâmbulos que andam por ali e que nem sequer tem qualidade para envergar a camisola. Yannick é um jogador limitado em muitos aspectos, desde logo, na técnica.

Este ataque é atabalhoado. Muito por culpa do meio-campo. Em vez de esperar pelo jogo, é o próprio ataque que tem que vir ao miolo construir jogo para a equipa.


Os jogadores do Sporting falam muito e poucas provas dão. Protestam mais do que aquilo que jogam. Se ao menos disfarçassem a falta de qualidade com atitude, crença de vitória, garra, espírito de batalha, talvez conseguissem melhores resultados. O que é certo é que nem têm qualidade nem garra, nem crença na vitória. Já entram no campo derrotados. Se estão a perder ou a empatar por volta dos 60″ começam a perder a cabeça e a jogar com o coração. Cometem erros e infantilidades de forma repetitiva. Fazem desesperar os adeptos, cansam os adeptos, desmotivam os adeptos que nem sequer aparecem no estádio.


Já uma vez tinha dito neste espaço que o futebol como uma industria precisa que o investimento numa equipa seja arrojado e pela certa nos jogadores certos: para se ter gente no estádio é preciso que se proporcione um bom espectáculo.

Para que se proporcione um bom espectáculo é necessário que se ganhe ou que se perca a jogar bom futebol, a dar alento aos adeptos…

Para que se proporcione um bom espectáculo e vitórias, é necessário que se contratem bons artistas do futebol. Para que se contratem bons artistas é necessário que se tenha um bom sistema de “scout” e sobretudo capacidade de investimento.

Se os bons artistas proporcionarem um bom espectáculo de futebol e vencerem, as pessoas vão ao estádio, as pessoas compram a marca, os bons patrocínios aparecem e o investimento feito na aquisição de bons jogadores tem retorno.

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