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Zambia!!!

Confesso que não acompanhei a CAN com olhos de ver. Vi poucos jogos e acompanhei mais os resultados pela internet que outra coisa. Vi um pouco desta final.

Em 1993, lembro-me perfeitamente de ser miúdo e de ter visto uma notícia num telejornal que falava que uma geração inteira de futebolistas zambianos tinha sido dizimada por um desastre aéreo. Foi em 1993, depois de um Gabão vs Zâmbia em Libreville, a contar para as eliminatórias africanas para o Campeonato do Mundo de 1994 nos Estados Unidos.

Falava-se na altura de uma geração Zambiana muito jovem e muito promissora. 19 anos depois, outra geração Zambiana, numa CAN desde já muito pouco competitiva (Camarões e Egipto foram selecções fortes que não marcaram presença) fizeram um brilhante histórico para o seu país, quando todos davam como certa a vitória ou do Gana ou da Costa do Marfim. Foi precisamente contra a selecção marfinense que os Zambianos fizeram história.

Os “Chipolopolo” (Balas de Cobre), cognome que desde logo é associado ao facto dos jogadores zambianos serem muito rápidos, apenas contavam até hoje no seu palmarés com algumas presenças em fases finais da CAN, e com uma presença nos Jogos Olímpicos de Seul em 88 onde por exemplo despacharam a Itália com 4-0.

3 anos depois, quando tudo parecia indicar nova presença num mundial, 18 jogadores e 3 dirigentes da equipa zambiana vieram a falecer na dita queda em Libreville.

Em 2012, a Zambia do Francês Renard, dos “emigrantes” Kennedy Mweene, Joseph Musonda, Davies Nkausu, Kampamba Chintu, Clifford Mulenga, Isaac Chansa, Noah Chivuta, Collins Mbesuma (jogam na África do Sul) Kalililo Kajonje, Hichani Himonde, Stopira Sunzu e  (actuam no Congo) Chisamba Lungu (actual no Ural da Rússia) Jonas Sakuhawa (actuam num clube dos Emirados Árabes Unidos) Chris Katongo e James Chamanga (actuam na China) e Emmanuel Makuya (actua no Young Boys da Suiça) e dos “locais” Joshua Titima, Nathan Sinkala, Henry Nyambe, Francis Kasonde, Felix Katongo e Evans Kangwa venceu o CAN, derrotando a maravilhosa Costa do Marfim de Didier Drogba na final.

É um feito que deve ser considerado do outro mundo!

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O grupo da morte

Alemanha, Holanda e Dinamarca.

Já lhe chamam o grupo da morte.

Eu cá continuo na ilusão do nacionalismo e prefiro acreditar que vamos passar esta fase de grupos em primeiro lugar.

1. É certo que os adversários são dificeis:

1.1 A Alemanha aparece no Euro 2012 com uma das mais fortes selecções dos últimos anos.

A nova geração de talentos Alemã, constituída por jovens talentos como Jerôme Boateng, Marko Marin, Mezut Ozil, Mario Gomez, Mario Gotze, Sami Khédira, Thomas Muller, Sven Bender, Lars Bender, Toni Kroos e auxiliada de perto por jogadores experientes\veteranos como Miroslav Klose, Phillip Lahm, Bastian Schweinsteiger, Per Mertesacker, entre outros, aparece no Euro 2012 com a aspiração de fazer frente ao poderio da Selecção Espanhola.

Vai ser obviamente, pelas circunstâncias e pelo potencial demonstrado nos últimos 2 anos o osso mais duro de roer para a selecção nacional na fase de grupos.

1.2 A Holanda é a Holanda. Quem conhece o futebol sabe perfeitamente o que escrevo.

Robin Van Persie, Arjen Robben, Klaas-Jan Huntelaar, Wesley Sneijder, Maarten Stekelenberg, Van der Wiel, John Heitinga, Nigel De Jong, Kevin Strootman, Dirk Kuyt, Urby Emanuelson, Joris Mathijsen, Eljero Elia, Demy De Zeeuw, Ibrahim Affelay, Rafael Van der Vaart são jogadores de inegável talento. A Laranja Mecânica é obviamente outra das candidatas principais ao ceptro europeu.

1.3 A Dinamarca de Morten Olsen. A Dinamarca que venceu o nosso grupo e pratica aquele futebol musculado e pragmático. Mas também a Dinamarca que não costuma apresentar o seu melhor futebol nas fases finais de competições internacionais, ponto que pode jogar a nosso favor.

2. A nossa selecção.

Temos primeiro que reconhecer que a nossa selecção não é em nada inferior a qualquer uma destas selecções.

Em segundo lugar, acredito perfeitamente que este tipo de jogos sejam aqueles jogos que todos os jogadores sonham em jogar. Logo, acredito que estes jogos acrescentem uma dose de motivação extra aos jogadores das quinas e sejam jogos em que os mesmos apliquem em campo todas as características que os tem acompanhado ao longo das suas carreiras.

3. Em terceiro lugar: os resultados que a selecção nacional tem atingido nos últimos 15 anos.

Se repararem, nos últimos 15 anos, a selecção Portuguesa apurou-se (fazendo excepção ao mundial de 1998) para 5 europeus consecutivos e 3 mundiais.

Nas finais finais dos europeus e mundiais, quando menos se esperava Portugal deu-se bem com todos os grupos difíceis que teve de enfrentar.

3.1 No euro 1996, Portugal calhou num grupo que continha a Turquia, a Dinamarca e a Croácia. Empatamos com a Dinamarca de Schmeichel e Brian Laudrup a 1 bola. Vencemos a Turquia por 1-0 com golo de Fernando Couto e vencemos a Croácia de Prosinecki, Suker, Jarni, Boban e Prso (a mesma que dois anos depois se iria sagrar 3º classificada em França no Mundial) por 3-0 com golos de Figo, João Pinto e Domingos.

3.2 No Euro 2000, a “frágil” selecção de Portugal (na verdade foi o estado de maturação de uma geração brilhante) calhou num grupo da morte com Inglaterra, Roménia e Alemanha. O resultado foi aquele que todos sabemos. Vencemos da forma que vencemos Ingleses e Alemães e ainda conseguimos bater no último minuto a Roménia (com golo de Costinha) que tinha sido a selecção que tinha vencido o nosso grupo na fase de qualificação. Fomos às meias-finais e apenas baqueamos perante a selecção campeã do mundo e, nesse ano, europeia, a França.

3.3 No Mundial 2002 e para corroborar a apetência especial da nossa selecção para se apurar em grupos complicados, fomos eliminados na fase de grupos por Coreia do Sul, Estados Unidos e Polónia.

3.4 No Euro 2004, todavia a jogar em casa, eliminámos a Espanha e a Rússia na fase de grupos, e tirando a mácula dolorosa de termos perdido o título para a Grécia, também aviamos a eliminar a Inglaterra e a Holanda em dois jogos épicos.

3.5 No Mundial 2006, depois de passar a fase de grupos num grupo constituído por Angola, Irão e México, voltamos a aviar os Ingleses e os Holandeses, perdendo novamente para a França nas meias-finais, o que de facto não constituiu nenhuma vergonha.

3.6 No Euro 2008, vencemos um grupo constituído pela difícil República Checa, Turquia e Suiça, se bem que perdemos contra os Suiços. Fomos eliminados pela Alemanha por 3-2 num jogo em que ficou claramente um amargo na boca. Os Alemães jogariam a final contra a Espanha.

3.8 No Mundial 2010 na África do Sul, conseguimos o apuramento num grupo constituído por Coreia do Norte, Costa do Marfim e Brasil. Fomos eliminados de seguida pela Espanha, campeã do mundo.

Em todas estas campanhãs, exceptuando o mundial 2002, Portugal atingiu excelentes resultados e foi apenas eliminado pelas selecções que viriam a ser campeãs ou vice-campeãs. Esse indicador é outro dos indicadores que me faz acreditar que Portugal, não descurando a obvia dificuldade que o grupo apresenta, tem hipóteses de passar à próxima fase, e se o fizer estará em grandes condições de lutar pelo título europeu. São mais os resultados negativos alcançados ao longo da história da nossa selecção contra equipas teoricamente mais fracas nas fases de qualificação do que os resultados negativos contra selecções mais fortes nas fases de grupos.

Basta apenas apreciar que em 1966 eliminamos a União Soviética, Hungria e Brasil e só fomos travados, também de forma injusta e inqualificável pela selecção da casa, a Inglaterra, que viria a sagrar-se campeã mundial.

E em 1984, vindos quase do nada, oferecemos um grande baile em França, onde conseguimos eliminar a RDA e a Roménia (empatamos com os Alemães e vencemos os Romenos) e no mesmo grupo, conseguimos um empate contra a poderosa Espanha de Maceda, Carrasco e Santillana.

Perdemos injustamente apenas naquelas meias-finais de Marselha contra a França do todo poderoso Platini, em circunstâncias que a história não nega: aquele título estava talhado para os franceses e não podia ser de outra maneira.

No mundial de 1986, mesmo eliminados na fase de grupos, perdemos contra a Polónia e contra Marrocos, mas batemos a toda poderosa Inglaterra na primeira partida.

Desde então já batemos selecções em fases finais como Croácia, Turquia, Inglaterra, Alemanha, Roménia, Polónia, Espanha, Rússia, Irão, México, Angola, Holanda, República Checa e Coreia do Norte.

Podem-lhe chamar o grupo da morte, eu chamo-lhe um grupo difícil. E nós vamos passar, caso estas imagens se voltem a repetir:

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Quid Iuris?

A Cruz Vermelha Internacional avisou a Comunidade Internacional para o alarme de cerca de 800 mortos na cidade de Duékoué na Costa do Marfim, na sequência de confrontos entre grupos rivais motivados pelo problema político que se abate sobre o país desde as últimas eleições presidenciais em que Alassane Outtara venceu Laurent Gbagbo e cujo presidente cessante se determina a não abandonar o poder.

Nos últimos dias têm-se registado alguns conflitos em todo o país, tendo o governo declarado recolher obrigatório na capital das 21 horas às 6 da manhã.

Tendo em conta o caso da Líbia e o caso Costa-Marfinense (na minha opinião, uma problemática bem mais grave) é caso para questionar porque é que as Nações Unidas ainda não puseram na sua agenda a discussão do problema e porque é que o Conselho de Segurança ainda não se reuniu para aplicar sanções imediatas ao regime de Laurent Gbabgo. Não estarão os cidadãos Costa-Marfinenses necessitados de uma intervenção internacional para manutenção de segurança analogamente aquilo que a Comunidade Internacional está a levar a cabo na Líbia contra o regime de Mohammar Khadafi?

Continuo a não perceber a resolução imediata do Conselho de Segurança para o caso Líbio tendo em conta a passividade ou demora em adoptar resoluções para outras tensões bélicas que estão a ocorrer em outras partes do mundo.

Como referi, o caso da Costa do Marfim pode-se considerar mais problemático que o caso Líbio, visto que Gbabo perdeu as eleições há alguns meses atrás, recusando-se a abandonar o poder, mesmo perante as ameaças de deposição pela força que alguns países (entre os quais a França) vieram na altura avisar.

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Fabuloso…


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Simão | MySpace Video

Se fosse um jogador da Nova Zelândia ou das Honduras, todo o mundo do futebol diria que um golo marcado desta forma seria um tremendo roubo.

Como foi um jogador do “escrete” um golo obtido nesta situação é uma magnífica obra de arte. Como tal, não deve ser sequer contestada.
O delicioso disto foi o facto deste jogo ter sido arbitrado por um árbitro Francês, que decerto adorou um gesto tão característico de outro jogador gaulês que por obra do acaso até levou a selecção gaulesa à África do Sul.

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