Tag Archives: Coreia do Norte

adoro

quando o senso comum que caminha aí pelas ruas apelida o regime Norte-Coreano como comunista. não passa de um erro histórico passado de boca em boca para que a ocidentalização do pensamento continue a vigorar nos nossos dias e para que possamos catalogar os nossos regimes democráticos como bons e os outros como maus ou bárbaros. pensava que esse tipo de raciocínio tinha morrido na era do império romano. é claro que não defendo o regime norte-coreano. não é marxista, não é nada. é autocrata. é violento. é primitivo. é populista. como muitos outros exemplos de estados asiáticos e africanos, também a Coreia do Norte teve o prejuízo de entrar num regime autocrata (em que existe um líder ou uma família que controla todos os recursos naturais e económicos do país assim como o controlo da violência do Estado) pela via do marxismo. querem outros exemplos? A Birmânia, Laos, Vietname, Angola (sim, por mais estranho que pareça), o Zimbabwe de Mugabe, o Zaire de Mobutu, a Líbia de Kadhafi entre outros. Movimentos de revolução popular (alguns deles iniciados para descolonizar) que acabaram por resultar na entrega dos recursos do estado nas mãos dos seus líderes. consideram-nos marxistas? governaram ou governam de acordo com a doutrina marxista? não.

faz paralelismo com os que pensam que o regime chinês é um regime comunista e não leram nada sobre a acumulação prévia de capital, sobre a acumulação prévia do capital do estado chinês nas últimas décadas do século XX e a sua importância na constituição do sistema capitalista. a ideia da revolução cultural já lá vai meus amigos. o confucionismo é coisa importante de se constatar. e sempre esteve presente nas culturas asiáticas.

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De Londres #4

1. Futebol Masculino:

Marrocos 2-2 Honduras – O golaço de Labyad contra as Honduras num jogo muito atípido entre selecções que não são candidatas a nada.

O recente reforço do Sporting é craque!

Espanha vs Japão

O Japão causou a primeira surpresa deste torneio masculino de futebol ao bater a favorita Espanha por 1-0. Mesmo apesar de ter 3 campeões europeus nos seus 18 (Jordi Alba, Juan Mata e Javi Martinez) os Espanhóis foram uma sombra daquilo que poderiam render e caíram perante uma equipa Japonesa, que, apesar de ser muito inexperiente nestas andanças (Se bem que alguns jogadores já actuam na Europa) poderia ter saído com uma goleada.

Yuki Otsu marcou o único golo de uma partida que ficou marcada pela expulsão directa (quase a fechar a primeira parte) do central da Real Sociedad Iñaki Martinez aos 41″ e pelas inúmeras perdidas dos japoneses na cara de David De Gea na 2ª parte. Os Japoneses, com uma tremenda pressão alta logo na saída do portador da bola (a filosofia de jogo espanhola está formatada para que sejam os centrais a iniciar a construção de jogo) não só não deixou jogar a Espanha durante toda a partida como fez com que os Japoneses espalhassem o terror na defesa espanhola com incríveis roubos de bola em sitios perigosos.

3. Estou estupefacto com o poderio que algumas selecções trazem:

3.1 Nem é preciso falar do potencial que o Brasil trouxe – Hulk, Danilo, Pato, Ganso, Neymar, Oscar, Thiago Silva, Marcelo, entre outros – Mano Menezes veio a Londres conquistar o ouro e preparar a sua selecção para o Mundial de 2014 com competição ao mais alto nível.

A selecção brasileira derrotou o Egipto por 3-2 na primeira jornada. Apesar de ter esmagado na primeira meia-hora (3 golos) os egipcios quase provocavam uma surpresa na 2ª parte.

O Uruguai, apesar de ter suado muito para bater os Emirados Árabes Unidos, é candidato às medalhas. Suarez, Cavani e Lodeiro são um trio de ouro para a selecção campeã sul-americana.

A equipa comandada pelo seleccionador A Oscar Tabarez ainda sofreu para vencer a equipa asiática, que, apresentando um futebol vistoso, chegou ao intervalo a vencer por 1-0.

Ryan Giggs cumpre o sonho em Manchester!

Aos 39 anos, o Galês cumpre o sonho de participar numa prova ao mais alto nível. Prémio de carreira para quem nunca pode participar numa grande competição internacional derivado do facto da selecção galesa nunca ter tido potencial para se qualificar para um campeonato da europa ou campeonato do mundo. Giggs torna-se o mais velho jogador a actuar numa fase final olímpica do torneio masculino de futebol.

A Inglaterra de Stuart Pearce cumpriu o primeiro jogo da fase-de-grupos em Old-Trafford perante um público em delírio. Na estreia contra o Senegal, a turma africana (na minha opinião) jogou melhor e mereceu o empate. A Grã-Bretanha mostrou algumas fragilidades defensivas e mostrou que ao nível de soluções está muito longe de outras selecções concorrentes como o Brasil e Uruguai.

Futebol Feminino:

1. França 2-4 Estados Unidos – Os Estados Unidos de Hope Solo (guarda-redes na moda no futebol feminino) venceram com dificuldade a França, selecção que se apresenta candidata às medalhas. Apesar de terem entrado a perder por 0-2 na primeira parte, as americanas fizeram uma excelente 2ª parte e deram a volta ao marcador.

2. O “escândalo diplomático” a abrir os Jogos com a selecção Norte-Coreana. A troca de bandeiras (as jogadoras norte-coreanas eram apresentadas nos monitores do estádio com a bandeira sul-coreana) motivou o atraso de hora e meia no jogo e algumas queixas indignadas por parte da delegação norte-americana. Um incidente a não repetir…

3. Brasil massacra Camarões. Marta (eleita por 5 vezes a melhor jogadora do universo futebolistico feminino) bisou e deu espectáculo. Christiane, a ponta-de-lança da selecção brasileira, tornou-se a melhor marcadora de sempre das olimpiadas com os 2 golos que apontou na partida. O Brasil afirma-se como candidato às medalhas no futebol feminino.

Tiro com Arco:

Lee Chang Hwan é um dos homens de quem se tem falado muito nos últimos dias. Isto porque o atirador sul-coreano bateu o record olímpico de pontos no tiro com arco logo nas qualificatórias para o torneio e tem a particularidade de ser “amblíope”, ou seja, de ter uma considerável percentagem do seu sentido visual afectado. Hwan afirma que se guia pelas cores dos alvos e pelo “sentir” no acto do disparo da flecha. 

Volei de Praia:

As fantásticas instalações da modalidade em Londres, bem no centro da cidade.

Andebol Feminino:

Dois excelentes jogos que vi hoje.

A Rússia bateu com muitas dificuldades a selecção de angola, tendo as angolanas contado com um espírito de luta fantástico e com o apoio dos Britânicos nas bancadas.

Suécia vs Dinamarca – Duas candidatas às medalhas deram espectáculo.

Portugueses:

1. Na Natação, 3 participações terminaram com a eliminação e sem novos recordes nacionais. Diogo Carvalho foi 26º nos 400 estilos. Sara Oliveira nos 100 mariposa e Carlos Almeida, ficou a poucos décimos do recorde nacional, tendo sido 3º na sua série nos 100 bruços. No entanto, a competição tem sido pautada por excelentes prestações globais.

2. Lei Huang Mendes foi eliminada no torneio individual de ténis de mesa. A luso-chinesa foi eliminada por uma atleta Tailandesa, menos cotada no ranking. A Portuguesa acusou o nervosismo de ser a primeira lusa a participar na prova na história dos Jogos Olímpicos. Venceu os dois primeiros parciais por 11-4 e 11-3, pensando-se na altura que iria conquistar uma vitória tranquila. O nervosismo da atleta veio ao de cima no 3º parcial, acabando por vencer o 4º e perder na negra contra Komwong. Falta de experiência internacional.

3. João Costa foi 7º nas finais do tiro de pistola de ar comprimido a 10 metros. Uma razoável prestação de quem já foi campeão do mundo na modalidade.

Doping:

Como não poderia deixar de ser, o primeiro controlo positivo já apareceu nos Jogos. No Halterofilismo, o Albanês Hysen Rulaku acusou uma substância dopante e foi convidado a abandonar a aldeia olímpica.

 

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História do Futebol #6

As 7 décadas de Eusébio. Uma vida que dava para narrar uma autêntica enciclopédia.

O menino que cresceu num bairro pobre e jogador se fez no Sporting de Lourenço Marques, clube e filial que o antigo internacional português chamou de racista. Eu, um sportinguista não-racista, tenho Eusébio como um ídolo, mesmo apesar de toda a história que envolveu a sua contratação pelo Benfica e a incrível página de glória que o “King” escreveu pelo rival.

As duas taças dos campeões europeus, a primeira contra o Barcelona de Czibor e Kocsis (o tal amigo talentoso da selecção hungara de Puskas que se divertia, depois dos treinos, a jogar com o astro do Real um jogo de chuto a uma vara colocada sobre o terreno onde cada toque valia pontos). A segunda, dois anos depois contra o monstruoso Real Madrid de DiStefano, de Amancio Amaro, Francisco Gento, Ferenc Puskas e José Santamaria.

Os incríveis 638 golos em 614 jogos pela camisola do Benfica, 11 títulos nacionais, 7 títulos individuais como melhor marcador da primeira liga, onde por exemplo fez 40 golos em 1972\1973, feito que lhe valeu a 2ª bota de ouro europeia.

O mítico mundial de Inglaterra pelos “Magriços” – o jogo contra a União Soviética de Yashin, a aranha que confessou que apenas Eusébio lhe conseguiu marcar de grande penalidade. O jogo contra o Brasil. O jogo de sonho contra a Coreia do Norte. As lágrimas no fim do jogo contra a Inglaterra, sentindo a injustiça de uma selecção prejudicada pela organização para favorecer interesses da equipa da casa e de uma selecção que para muitos merecia ter sido ali coroada como a melhor do mundo.

As sucessivas rondas nos Estados Unidos e a história da ída a Salazar, que não lhe permitiu a transferência para o Inter de Milão por considerar o “pantera negra” como “património nacional”

O término de carreira no Sporting de Tomar, com passagem pelo Beira-Mar onde reza a história que Eusébio no fim do jogo contra o Benfica se recusou a bater um livre à entrada da área contra o seu clube do coração com o resultado em 2-2 por ter “amarelado” com tanto vermelho à frente.

As lágrimas no Euro 2004 e os berros a Ricardo aquando da marcação de grandes penalidades contra a Inglaterra.

O acompanhamento incondicional do Benfica e das selecções nacionais.

Não há preço que possa pagar o reconhecimento que tenho pela carreira de Eusébio e pelo sentimento patriótico de tudo o que fez pelo nosso país dentro e fora de campo.

Recentemente acusou o Sporting de ser um clube elitista e racista. São outras histórias. Se Eusébio viesse hoje a minha casa provava-lhe o racismo com um belo jantar, com um forte abraço e com um whiskzinho, bebida que este tanto aprecia (caso a saúde o permita) e que deixou o meu tio Manuel Carlos Branco a arder em 1500 francos suiços numa conta de hotel (uso de minibar) aquando de uma passagem do “King” pela casa do Benfica de Genéve.

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condolências?

O PCP apresentou as suas condolências ao Partido dos Trabalhadores da Coreia do Norte pela morte de Kim Jong Il.

“o PCP diz que reafirma a sua posição de respeito e de solidariedade para com a soberania da República Democrática Popular da Coreia – RDPC, o direito que lhe assiste a determinar o seu rumo próprio de desenvolvimento em condições de paz e não ingerência nos seus assuntos internos, e o objectivo da reunificação pacífica da nação coreana”

Lembrando a posição há muito expressa face a fenómenos e práticas da realidade política coreana com as quais não se identifica, o PCP reafirma a solidariedade para com o povo coreano perante as pressões, agressões e tentativas de desestabilização do imperialismo, a que, desde a Guerra da Coreia, no início dos anos 50, o povo coreano e a RDPC têm estado permanentemente sujeitos”

Se o PCP não se coaduna com as práticas e fenómenos da realidade política coreana, porque é que expressa condolências pela morte de um dos idealistas dessas mesmas práticas?…

Existem dias em que tenho vergonha de ser militante deste partido.

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Menos um

Acredito no Marxismo. Acutilante, puro e democrático. Não acredito nos países e nos líderes que usaram e abusaram da teoria marxista para instaurar regimes autocráticos e totalitários. O regime Norte-Coreano é um dos exemplos que não se deve citar como Marxista, mas como repressivo, autocrático e totalitário.

Morreu Kim Jong Il, aos 69 anos em Pyongyang. As atrocidades e barbaries provocadas pelo seu regime são uma amostra de como a civilização humana pode ser gananciosa e cruel quando o que está em disputa é o poder sobre algo, neste caso sobre um povo. A Coreia do Norte não é se pode assinalar como exemplo para nada: é um regime fechado ao mundo, repressivo internamente e que coloca o seu povo na mais profunda miséria humana e no mais profundo terror.

A única conjugação de palavras que me ocorre neste momento é “menos um”. Menos um ditador. Menos um ganancioso. Menos um ser humano totalmente imperfeito.

Esperemos que esta morte seja o clique que o país necessita para se abrir a uma realidade mais saudável para a segurança internacional.

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Kim-Jong Il é o melhor jogador de sempre de golfe!

A Coreia do Norte está a organizar o primeiro torneio de golfe internacional no seu território.

No único campo disponível do país, o torneio só poderá ser disputado por 30 jogadores amadores. Os Organizadores do evento já deverão ter recebido cerca de mil candidaturas estrangeiras ao evento, onde também figuram inscrições Portuguesas. A inscrição no torneio é de 999 euros e incluí transporte de comboio da China para a Coreia do Norte, todas as refeições, alojamento em hotel de 5 estrelas e ainda 3 excursões turísticas pelo país. Este valor não inclui a viagem de avião até à China.

Pelo que consta, o “querido líder” Kim Jong Il é o melhor jogador de golfe de sempre e detém um super recorde no campo onde se vai disputar o torneio. Como não percebo nada de golfe, deixo o link que o comprova. É de realçar que segundo informações Norte-Coreanas, tal record foi executado na 1ª vez que o líder jogou golfe!!!

Fontes seguras afirmam que nenhum dos 30 jogadores será capaz de bater o record do grande líder.


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Tensões a oriente

O exército Sul-Coreano está a preparar um exercício na Ilha de Pyongyeong com começo marcado para amanhã e término na terça. Tal acontecimento poderá levar a novas tensões bélicas entre os dois países da Península Coreana.

Caso o referido exército “queira manter marcado o exercício”, o governo Norte-Coreano estará disponível para retaliar sobre o exercício do exército Sul-Coreano. Segundo informações de Pyongyang, a Coreia do Norte estará disponível para lançar um ataque de grande escala à ilha de Pyongyeong, maior que o ataque lançado a 23 de Novembro contra a mesma, causando quatro mortes (2 civis e 2 marinheiros Sul-Coreanos) e a destruição de dezenas de casas pertencentes a civis.

Quase toda a comunidade internacional já veio a público alertar para que se mantenha a calma nas relações entre os dois países. A China, como superpotência da região em questão, acabou por ser demasiado vaga na sua reacção.

Em outro prisma, a Comunicação Social apontou esta semana notícias que indicam que o Japão aumentou as suas forças militares devido à China. Segundo a Defesa Nacional Japonesa, a ameaça de armas nucleares vinda da Coreia do Norte e o crescimento da  força militar Chinesa, levaram a que se tomassem medidas no que toca a um aumento efectivo na defesa de antimísseis e na defesa nuclear.

Tóquio está com um relativo medo nas ilhas do Sul do país, visto que acredita que os Chineses aumentaram consideravelmente o seu poderio naval: “Pequim “moderniza rapidamente o seu exército e intensifica as suas actividades nas águas vizinhas ao seu território” e que “com a falta de transparência da China sobre as questões militares e de segurança, esta tendência é uma fonte de preocupação para a região e para a comunidade internacional.”

O Ministério da Defesa Chinesa, refuta as opiniões de Tóquio, reiterando que a China adoptou uma política defensiva: “A China continua a seguir uma via de desenvolvimento pacífico e a sua política de defesa nacional é defensiva. Não queremos ameaçar ninguém. “[Nenhum país] tem o direito de se designar como representante da comunidade internacional, tão pouco o de fazer declarações irresponsáveis sobre o desenvolvimento da China.”

As tensões entre a China e o Japão agravaram-se em Setembro com o acidente entre um barco de pesca Chinês e duas embarcações de patrulha Japonesas nas Ilhas de Senkaku, ilhas pertencentes ao mar da China (pretensões Chinesas) mas com soberania de Tóquio.

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Coreia do Norte

Foto: FIFA.COM

Depois de toda a festa (merecida) do povo Português, deixo a pergunta. Uma pergunta cuja resposta poderá nunca ser conhecida: O que é que vai acontecer a estes pobres seres humanos quando terminar a participação da Coreia do Norte neste mundial?

Será um mero jogo de futebol capaz de conseguir tirar a vida a estes pobres inocentes que vieram à África do Sul representar o seu país da melhor forma que podem?

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