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os esmifras

Ler aqui o comunicado do Centro de Estudos Cinematográficos da AAC em relação à Gala António Luis Gomes.

Foi com algum gozo que assisti às trocas de palavras entre o presidente do CEC\AAC Tiago Santos e o representante das secções culturais na Comissão Executiva do Conselho Cultural da AAC António Miguel Arnaut.

Pela primeira vez, por mais que me custe admitir (continuo a reiterar publicamente que não lhe reconheço capacidades para exercer o cargo de super-coordenador da cultura na DG\AAC), o António Miguel Arnaut assumiu uma postura digna de paridade entre as Secções, e, perante o referido comunicado deu uma resposta que achei desde já muito positiva e muito elegante à missiva do CEC\AAC.

Vamos por partes:

1. Se bem me lembro, na gala de encerramento dos Caminhos do Cinema Português de 2010, Vitor Ferreira, na altura presidente do Centro de Estudos Cinematográficos, com António Miguel Arnaut na plateia, mostrou o seu descontentamento em relação ao festival, segundo palavras próprias “pela falta de condições que lhe eram dadas pela casa que alberga a referida Secção”.

2. Pegando no referido comunicado e no trecho que assim reza: “É inconcebível que a realização de um evento que pretende ser a consagração do trabalho desenvolvido pelas Secções Culturais da Associação Académica de Coimbra se concretize com base em ideias em avulso, falta de informação, onde imperam as vontades e favores, ou pelo menos a tentativa de calar as vozes incómodas da Academia”.

Fazendo a junção do ponto 1 ao ponto 2, inquiri alguns representantes de secções culturais acerca da reunião do Conselho Cultural de preparação da gala e de alguns acontecimentos que se passaram nessa reunião.
A reunião de preparação da gala António Luis Gomes foi longa. Durou algumas horas, na discussão do evento, da programação e dos prémios que seriam entregues. O Presidente do CEC, segundo os relatos, entrou a meio da reunião e afirmou que a secção não estava a marcar a sua presença “visto que o evento Caminhos do Cinema Português tinha mais preponderância que a gala” mas aproveitou a ocasião para perguntar à Comissão Executiva do Cultural se lhe emprestava 5 mil euros adiantados, valor que segundo o próprio era urgente para aplicar no evento, valor que foi desde logo atribuído por antecipação.
Desde logo, trilha-se aí uma falta de respeito perante uma gala que visa mostrar o trabalho realizado pelas secções culturais ao longo do ano.
Dado o avanço de capital, o presidente do CEC não se ficou por aí e tratou de tentar vender o “naming” de prémio ao Conselho Cultural no valor de 2 mil euros, proposta que veio a ser recusada. Esta para mim é nova: vender algo a uma casa que já financia a actividade. Vender algo a uma casa numa génese de “vender a própria mãe ao pai”.

Urge-me no entanto relembrar que no ano passado, o CEC\AAC recebeu uma verba relativa ao pagamento das bandas que iriam actuar nas after-parties, pagamento esse que posteriormente seria feito pelo Theatrix e cujo CEC tem no contrato estabelecido com o estabelecimento nocturno uma cópia dos valores dos pagamentos. Resumindo e concluíndo: alguém meteu dinheiro ao bolso.

Ainda sobre este posto, também é de relembrar ao presidente do CEC\AAC que o relatório de actividades da referida secção não apareceu a tempo da gala o que é de facto algo muito triste visto que a referida secção pouco ou nada faz mais durante o ano lectivo do que os Caminhos do Cinema Português.

3. No referido comunicado, Tiago Santos fala de falta de transparência.

Tenho também a comunicar que a falta de transparência é algo que não assiste ao Centro de Estudos Cinematográficos. Quero afirmar aqui publicamente, que 90% das pessoas que trabalham nas secções culturais trabalham pró-bono. Digo bem, 90%. Existe uma excepção: o CEC. Não preciso de repetir mais nada: existem elementos da direcção do CEC que são remunerados pelas funções que exercem dentro da secção. Remunerados não, muitíssimo bem remunerados. Basta ver as facturas que estão na tesouraria da Associação Académica de Coimbra para se perceber que o próprio director do festival leva para casa nada mais nada menos que 5200 euros pela função que exerce no festival. Se alguém me tentar desmentir, auditorias às contas da secção e a verdade virá ao de cima. E mais uma vez se denota que a referida secção também vive numa onda de profunda ingratidão perante a casa que a alberga e que lhe deu as condições para trabalhar.

Tudo isto não me leva a concluir apenas que a referida secção vive numa falta de transparência enorme. Vive numa onda de esmifrar o máximo de dinheiro possível, de forma descarada e sem olhar a quem, sem apresentar contas nem rei nem roque. Daí que dê inteira razão à posição assumida pelo António Miguel Arnaut.

4. Outra coisa que me faz espécie é o facto do Centro de Estudos Cinematográficos da AAC continuar a ser a única secção que cobra às outras secções valores pela utilização do seu material e estar a preparar-se para tentar cobrar a utilização do Mini-auditório Salgado Zenha, que como todos sabemos está consignada como material destinado à promoção do seu trabalho mas, em todo o caso é pertença da Direcção-Geral da Associação Académica de Coimbra e como tal é um bem que pode ser usufruído por todas as secções e organismos autónomos que assim o entenderem e requisitarem. 


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Gala António Luis Gomes

Terça-Feira às 21 horas no Teatro Académico Gil Vicente, a 3ª Gala António Luis Gomes, gala anual das secções culturais da Associação Académica de Coimbra. Organização a cargo do Conselho Cultural da Associação Académica de Coimbra.

Aberto a todo o público e com entrada gratuita. Aparece!

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Analisa e critica. Com razão.

Acabei de ler o post de Paulo Abrantes no Denúncia Coimbrã.

Assim pela manhã, deu-me uma autêntica bolada no estomago.

Paulo Abrantes analisa e critica com razão.Gabo-lhe a coragem de ser um dos únicos capazes de bater um murro na mesa e denunciar toda a podridão que cerca actualmente a instituição.

Em 6 anos de AAC, nunca vi a instituição tão rodeada de abutres. Sim, abutres. É a palavra mais correcta. A AAC bateu completamente no fundo. São os furtos, as demissões, os joguinhos políticos onde cada um tenta puxar a brasa à sua sardinha. A AAC deixou de funcionar como um órgão institucionalizado para a defesa e fomento de todo o mundo académico. Passou a funcionar como um pólo onde cada um tenta maximizar a sua posição para construir o seu trilho pessoal no futuro, e onde os pequenotes começam a torcer pepino em tenra idade como diz o ditado.

A AAC passou a ser o tubo de ensaio para a criação de  futuros políticos da tanga e para a prática de pequenos furtos que dentro de anos se irão transformar em crimes de colarinho branco. Os piores. Quem rouba um pedaço de pão para dar de comer aos seus filhos não merece castigo. Muito menos numa sociedade portuguesa que caminha a passos largos para que o grosso da riqueza fique na mão de meia dúzia de grandes empresários e a pobreza seja a dádiva para 97% da população. Onde é que está a responsabilidade dos falsos estudantes responsáveis e competentes?

A minha visão como sócio da instituição permite-me ser claro e simples quanto a esta Direcção-Geral: exceptuando um boicote às aulas discutido e aprovado em Assembleia Magna que não teve o impacto e a visibilidade que se desejava para a luta contra a nova ordem sistémica que se está a trilhar nos gabinetes do Ministério da Educação Ensino Superior para o ensino superior, o sucesso meritório da Universidade de Verão (ao qual aproveito para saudar a Direcção-Geral e todos os voluntários pelo excelente trabalho desenvolvido) o desporto universitário (que se desenrola na perfeção graças ao esforço de centenas de atletas que diariamente evoluem com a expectativa de construirem briosa por esse país e europa fora) a verdade é apenas uma – esta Direcção-Geral não fez rigorosamente nada e logo em primeiro lugar, padece de um vício mortal que é o facto do seu presidente nem sequer conseguir segurar a sua equipa e os ímpetos personalizados da busca pelo poder por parte de membros da sua equipa (todos sabemos que já aconteceram durante este mandato) que tem papeis muito importantes a desenrolar em prol da instituição e que por tal, lhes advém uma responsabilidade muito grande pelos actos que praticam e comportamentos que exercem.

Quanto aos dois furtos na Queima das Fitas, já o disse a algumas pessoas e volto a dizê-lo em público: espero bem que a Polícia de Segurança Pública actue neste caso, investigue e consiga chegar às pessoas que praticaram o furto. Se para a Queima das Fitas 5 mil e 200 euros não é um valor considerável, para uma boa fatia dos alunos que frequentam actualmente a UC estamos a falar de um valor muito próximo do custo total de um ano lectivo em Coimbra. Posso dizer também com toda a franqueza que existem secções culturais e desportivas que não tem esse valor para organizar as suas actividades e que se calhar até mereciam visto que tem pessoas competentes, inseridas dentro do associativismo para desenvolver competências nas quais são especializadas e capazes de elevar muito mais alto a bandeira da AAC. Nem de perto nem de longe, tais verbas lhes são garantidas. Como tal ao nível de associativismo, a AAC tem os dias contados: as coisas vão morrendo aos poucos.

Espero portanto que este caso seja um abre-olhos para as pessoas com responsabilidade dentro da casa. Chega de caldinhos. Pela história que concerne à instituição, esta sempre se pautou pelo rigor, pelo brio e pela transparência. É certo que nos últimos anos tem descambado totalmente por um caminho que condena a credibilidade da instituição. Sim, porque este tipo de problemas não atinge as pessoas que trabalham ou trabalharam na instituição. Essas vão entrando e saíndo. A instituição fica e ficará sempre manchada por essa pecha no currículo. Futuras gerações poderão ver dentro de algumas décadas a AAC como uma instituição que esteve na linha da frente da luta contra o regime mas sim como uma instituição que serviu de incubadora a mais uma geração de políticos que a partir dela trilharam um caminho, que à luz da vela, sempre irá redundar em fracassos para o país e em desgovernação.

Estes incidentes retiram credibilidade a uma instituição a nível local e a nível nacional. Será isso que pretendemos quando são praticadas este tipo de acções? Ou por outro lado, queremos uma AAC forte, tão forte como a de 1969? Uma AAC que sempre se pautou por ser uma voz activa contra a tirania, contra o corte dos direitos dos estudantes, que sempre esteve ao lado das causas sociais e sempre interveio de forma activa na resolução de problemas da comunidade Coimbrã, funcionando quase que como um auxílio à ineficácia de muitas entidades pertencentes ao estado. Uma instituição com este percurso, não se pode abandalhar ou desmoronar desta maneira graças à má formação de carácter de meia dúzia de abutres. Sim, abutres. É a palavra correcta para designar muitos daqueles que conheci durante 6 anos na instituição. Uma instituição como esta necessita de gente séria, de gente altruísta. De gente que consiga de uma vez por todas estampar um sorriso na cara quando consegue ajudar de que maneira for a vida do seu semelhante que está em dificuldades ou que necessita de um empurrãozinho de alguém para conseguir re-entrar num caminho de futuro ou sucesso. Uma instituição deste calíbre e com esta história, precisa de gente de trabalho. De gente que seja capaz de levar a cabo a prossecução dos objectivos que todos os estudantes desejam ver realizados.

Não me venham com a ideia que a AAC reflecte a meritocracia. Em primeiro lugar, todos sabemos que o nosso país não é o melhor exemplo quando falamos em meritocracia. Dentro dos poucos exemplos de meritocracia que existem dentro do nosso país, a AAC assim como qualquer outra associação estudantil no país são os piores exemplos possíveis neste âmbito.

Desde o início da minha estadia em Coimbra sempre me disseram em tom de brincadeira que apenas duas forças tentavam dominar a AAC: de um lado o FADO, de outro lado o Rugby. Poderá ter sido assim no passado. No presente não o é. Poucos foram aqueles que vi ocuparem cargos na Direcção-Geral que realmente tinham talento. Isso advém logo do facto das sucessivas Direcções-Gerais serem no mau sentido da frase, listas de continuação que são eleitas sem qualquer tipo de concorrência e que tentam a todo o custo abafar a palavra a quem conscientemente tenta construir uma alternativa ou a quem não comunga dos seus valores. Dessas listas de continuação, a jogada sempre foi simples: não integram aqueles que tem mais capacidades para assumir uma postura séria e responsável mas sim aqueles que conseguem granjear mais apoios e amizades dentro das várias faculdades e dos vários cursos. O cacique puro e duro. Se uma pessoa dominar ao nível de influência a sua faculdade, está dentro. As pessoas competentes não estão na Direcção-Geral. Estão em casa a estudar para acabar o seu curso com distinção e conseguirem trilhar o seu caminho através dos valores do esforço e dedicação ao trabalho.

Isso não é meritocracia. É uma forma tosca de oligarquia, desprezível, e que conduzirá à instituição a um marasmo ainda mais profundo. É claro que em todo este processo metem-se sempre as juventudes partidárias ao barulho, desejosas de extender a sua hegemonia ao máximo número de associações estudantis possíveis para que estas sejam braços políticos da contestação que pretendem exercer sobre os governos que não são da sua cor partidária ou defender as políticas daqueles que são. É uma triste realidade, é uma triste verdade. 

Tais factores não criam coesão naquilo que se pretende coeso e firme em torno dos estudantes. Podemos tomar esse facto como uma verdadeira assumpção sempre que vamos a uma assembleia Magna: 5 mil e tal pessoas votam, 4 mil delas na lista que vence. As Assembleias Magnas não tem mais que 200, 300 dessas pessoas. A conclusão é simples: em dia de eleições, circulam as mensagens do “vota x, do vota y”. Os cordeirinhos levantam-se da cama e lá vão votar na lista do paterfamilias da sua faculdade. Depois do mal feito, limitam-se durante o ano a dizer que a DGAAC não faz nada e que os seus elementos são uma cambada de ladrões e tachistas. Pela frente, assumem sempre uma postura diferente: agradam aos meninos em busca de algo mais do que serem meros estudantes.

É uma triste realidade, é uma triste verdade.


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Esclarecimento

Em relação ao Jornal Universitário A Cabra:

Do Estatuto de Jornalista

Dada a proveitosa leitura da lei nº199 de 13 de Janeiro e dado que maior parte dos  “pseudo-jornalistas” do Jornal continuam a assinar artigos sem possuírem carteira profissional de jornalista e não se constituirem como excepção ao nº2 do Artigo 1º do referido documento, tal prática exemplifica uma clara infracção ao Estatuto do Jornalista.

Como tal, é crime. Se é crime, tem que ser punido pela lei. 

Não acato editoriais escritos por uma pressuposta directora de um Jornal Universitário que não tem habilitação legal para o fazer e muito menos um texto recheado de “piadas de salão” de um artigo que é assinado sobre a forma de pseudónimo.

Até quando vai durar esta pouca vergonha? Até quando é que o Conselho Cultural e a Direcção-Geral permitirão que um jornal que é sustentado pela casa continue a infringir a lei e a não se dar ao trabalho de informar os estudantes sobre as actividades que são desenvolvidas pelas outras secções?

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Pergunta do dia

Assim só por curiosidade, gostava de perguntar o que é que tem feito a Secção Defesa dos Direitos Humanos da Associação Académica de Coimbra desde a eleição dos novos corpos directivos no passado mês de Novembro? Já agora, para ser mais preciso reformulo: o que é que têm realizado desde o passado mês de Setembro, aquando dos ODM na cidade de Coimbra?

É que afinal de contas, o outro dizia-me uma vez ao telemóvel que com os ODM a Secção tinha granjeado uma centena de novos sócios? Onde é que eles estão? O que têm feito? Que resultados práticos têm obtido?

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