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Comboio descarrila em Águeda

Foto de Jorge Costa

Um comboio de passageiros descarrilou em Águeda junto às Piscinas MunicipaisBairro do São Pedro, quando fazia a viagem Macinhata do Vouga – Águeda.

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Sobre o Direito à Greve e a greve dos trabalhadores da CP

A constituição da República Portuguesa, no seu artigo 57º garante a todos os trabalhadores o direito à greve.

Artigo 57.º
Direito à greve e proibição do lock-out

1. É garantido o direito à greve.

2. Compete aos trabalhadores definir o âmbito de interesses a defender através da greve, não podendo a lei limitar esse âmbito.

3. A lei define as condições de prestação, durante a greve, de serviços necessários à segurança e manutenção de equipamentos e instalações, bem como de serviços mínimos indispensáveis para ocorrer à satisfação de necessidades sociais impreteríveis.

4. É proibido o lock-out.


O ponto nº3 do referido artigo estabelece que a lei define (durante a greve) que estejam salvaguardados os serviços mínimos à satisfação das necessidades das pessoas. Viajar de comboio para o trabalho e viajar de comboio para uma consulta no hospitalcentro de saúde, são necessidades primárias de qualquer pessoa neste país.

No meu entender, a greve da CP na última semana, não teve qualquer respeito por essas necessidades humanas.

Concordo totalmente que existam greves. A greve é um dos maiores direitos que assiste os trabalhadores quando descontentes com as condições que lhe são oferecidas pelas empresas para exercer uma actividade profissional. Agora, não sou de acordo que as greves durem 7 dias e que prejudiquem claramente aqueles que por via das suas necessidades são utilizadores dos serviços e que pagam não só os salários aos trabalhadores da CP como garantem que a empresa continue activa no seu sector de actividade.

Um dia, dois dias, 50% de circulação em todo o país, compreendo. 3, 4,5, 6, 7 dias, com paralizações a rondar os 90% assemelha-se para mim mais a um período não-legal de férias que os trabalhadores da CP quiseram tirar do que a uma greve.

Até na CP, quem acaba por pagar a factura são os utentescontribuíntes. Muitos deles, detém passes préviamente pagos, dos quais não fizeram qualquer usufruto. E tal situação, é obviamente, lamentável…

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