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Lendas vivas do futebol.

Ronaldo faz hoje o seu centésimo jogo ao serviço da selecção portuguesa, tornando-se de longe o jogador mais jovem a atingir esse registo. Faltam 29 jogos para Ronaldo ser o jogador mais internacional de sempre pela selecção portuguesa. O recorde pertence a Luis Figo.

Sentado na imagem, la seta rubia Alfredo Di Stéfano. O melhor extremo da história do futebol. Com uma particularidade deliciosa. Apesar de ter nascido na Argentina, como era permitido pela FIFA na altura, Di Stéfano foi internacional pela equipa das pampas por 6 vezes, 4 pela Colombia (amigáveis é certo: Di Stéfano jogou pelos Milionários de Bogotá entre 1949 e 1953) e 31 pela selecção Espanhola entre 1957 e 1961 na era em que pertencia ao glorioso Real Madrid que ganhou 5 taças dos campeões europeus consecutivas.

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Irão confronta a realidade

Por Javier Solana, Ex-Alto Representante dos Negócios Estrangeiros da UE e ex-secretário-geral da NATO

“Quem é que nunca viu aquela espécie de miragem, que parece água na estrada, num dia quente de Verão? Ou uma imagem tridimensional que na verdade era uma figura numa superfície plana? A natureza da ilusão leva-nos a confundir o que percebemos com a realidade.

Isso é verdade caso a ilusão seja cognitiva ou política. Dependendo de como um determinado evento se desenvolve, pode levar-nos a formular interpretações erróneas sobre o que está realmente a acontecer.

Tais percepções são muitas vezes mediadas por ideias e experiências anteriores. E, tal como Robert Jervis argumentou em Perception and Misperception in International Politics, publicado durante a Guerra Fria, as ilusões que criamos têm uma enorme influência na tomada de decisões – tornando-se até mesmo numa causa fundamental de conflito.

Até certo ponto, isto foi o que aconteceu com a análise da recente 16.ª Cimeira do Movimento dos Países Não-Alinhados (MNA), realizada no final de Agosto em Teerão – a primeira vez que o Irão organizou o encontro. A cimeira realizou-se num contexto de pouco progresso nas negociações com o Irão, em relação ao seu programa nuclear, e com a crescente pressão de Israel para a comunidade internacional estabelecer um “gatilho” – uma linha que a República Islâmica não deva transpor.

Além disso, as tensões regionais aumentaram a percepção da importância da cimeira do MNA e do seu anfitrião. No Médio Oriente, apenas o Irão e Hezbollah apoiam o regime do presidente sírio, Bashar al-Assad, numa guerra civil que está a chegar a uma situação de não retorno e a desestabilizar o Líbano e a Jordânia.

O MNA desempenhou um papel importante durante a Guerra Fria. A sua visão foi moldada pelas recentes lutas pela independência, de muitos dos seus países membros, e a sua agenda promoveu a soberania nacional, a não-interferência, um reequilíbrio nas relações Norte-Sul e o apoio aos movimentos de libertação nacional.

Mas a realidade que uniu o MNA no passado mudou. As estruturas do governo bipolar da Guerra Fria e o período seguinte de unilateralismo norte-americano – no qual os Estados não-alinhados tentaram agir como um contrapeso – deram lugar a um mundo multipolar muito mais complexo e interdependente. Enquanto os Estados Unidos e a Europa ainda lutam para superarem uma grave crise económica, muitos membros do MNA, nomeadamente a Índia, Chile e Singapura, mantiveram um forte crescimento proporcional e fazem parte das novas estruturas de governação mundial, como o G-20.

Da mesma forma, muitos dos problemas que hoje enfrentamos – a alteração climática, a crise financeira, os desafios do desenvolvimento, o terrorismo ou a proliferação nuclear – reflectem a crescente interdependência mundial. Administrá-los de forma eficaz obriga-nos a repensar o conceito de soberania.

Estas mudanças transformaram não só as estruturas tradicionais de poder, mas também o leitmotiv do MNA e o destino dos seus membros. A globalização tem impulsionado, de uma forma cada vez mais ampla, as disparidades entre os seus membros – basta comparar a Colômbia com o Afeganistão ou o Chile com o Sudão – que têm dificuldade em transformar os números absolutos em influência coerente.

O impacto da cimeira de Teerão, e a quem possa ter beneficiado, não está totalmente claro. O Irão certamente considerou o encontro como uma oportunidade de propaganda, prometendo uma vasta cobertura dos media, numa altura em que estava no centro de um furacão diplomático. Mas a incapacidade dos participantes chegarem a uma posição comum, em relação ao programa nuclear do país anfitrião ou à violência na Síria – duas das questões fundamentais que confrontaram a cimeira –, obviamente prejudicou o esforço do Irão para demonstrar que, apesar de enfrentar severas sanções económicas e diplomáticas, permanece um interveniente internacional eficaz.

De facto, o secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, criticou o Irão por não assegurar ao mundo que não está à procura de armas nucleares, na altura em que a Agência Internacional de Energia Atómica publicou um novo relatório, a sugerir que está. E, num discurso de grande intensidade, Mohamed Morsi, o primeiro presidente egípcio a visitar o Irão desde o nascimento da República Islâmica em 1979, rejeitou firmemente o regime sírio, tal como fez numa intervenção posterior na Liga Árabe. Além disso, Morsi recomendou ao Irão a juntar-se ao Egipto, à Turquia e à Arábia Saudita – todos os países de maioria sunita – para pressionar o processo da transição política na Síria (um papel que a oposição síria rejeitou, antes mesmo de o Irão poder dizer não).

Por outras palavras, a realidade traiu a percepção que o Irão procurou criar ao organizar a cimeira MNA. Em vez disso, o discurso de Morsi proporcionou o momento mais memorável da cimeira. E a busca nuclear do Irão continua a ser uma realidade que não deve ser ignorada durante os próximos três anos chave, quando a República Islâmica comandar o MNA, ao mesmo tempo que continua a ser um dos problemas mais graves da agenda internacional.”

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De Londres #5

Aos 38 anos e na sua despedida enquanto ciclista profissionais, eis que o Cazaque Alexandre Vinokourov consegue um dos maiores triunfos da sua longa e espectacular carreira.

O Cazaque venceu a prova olímpica de ciclismo de estrada, numa etapa que acabou por gorar as expectativas que os Britânicos tinham em ver Mark Cavendish vencer em casa.

1. Uma primeira nota sobre o percurso: 250 km de dificuldade fácil, divididos em 3 secções: uma primeira secção que saía de londres para um parque na periferia da capital inglesa, um circuito fechado de 9 voltas de 15 km dentro desse mesmo parque (havendo uma pequena subida de 2 km com inclinação de 6% a meio desse circuito) e o regresso à capital londrina nos últimos 50 km, estando instalada a meta junto ao bonito Palácio de Buckingham.

O percurso indiciava que as habituais fugas de início de etapa não teriam grande sucesso dado que o percurso era perfeito para roladores e indiciava uma discussão de etapa ao sprint. Para aqueles que quisessem fugir com sucesso, teriam que lançar o seu ataque na referida subida ainda dentro do circuito fechado, de preferência nas duas últimas voltas.

2. Os candidatos.

Dado que tudo apontava para uma discussão ao sprint, a lista de candidatos das várias selecções na contenda eram: Mark Cavendish (Grã-Bretanha) Thor Hushovd (Noruega) Tom Boonen (Bélgica) Peter Sagan (Eslováquia) Matthew Goss (Austrália) Tyler Farrar (Estados Unidos), André Greipel (Alemanha) e alguns outsiders como Fabien Cancellara (Suiça) Phillippe Gilbert (Bélgica) ou Alejandro Valverde (Espanha).

3. Previsão:

A equipa Britânica, constituída por Braddley Wiggins, David Millar, Christopher Froome, Ian Stannard, tentaria levar Mark Cavendish ao sprint final. O mesmo era expectável pelas restantes equipas de sprinters como a Austrália e a Alemanha. Homens como Gilbert e Cancellara, tentariam contrariar uma etapa em pelotão compacto através de ataques vindos de longe. Cancellara estava rotulado como um perigo, visto que caso conseguisse atacar, seria capaz de rolar num autêntico contra-relógio individual para a vitória.

4. Os Portugueses:

Rui Costa, apesar de não ser um favorito expresso às medalhas tentaria entrar numa fuga para poder estar em condições de lutar por uma medalha sem ter que discutir um sprint em pelotão compacto. Apesar da excelente época que está a fazer ter influência nas ambições do português por um grande feito nesta prova de estrada, Rui Costa sempre optou por um discurso ponderado onde afirmava “ser difícil conquistar uma medalha” a não ser que algo de extraordinário se desse na sua prestação.

Mesmo assim, o Português terminou a prova num honroso 12º lugar!

Manuel Cardoso, sprinter, queria obviamente um sprint massivo para se poder intrometer na luta de sprinters.

O jovem bairradino Nélson Oliveira de 23 anos, fazia a sua estreia numa prova olímpica, prometendo empenho e dignificação da camisola lusa.

5. A Corrida:

Depois de um início com alguns ataques, à entrada para o circuito fechado, o pelotão permitiu que alguns ciclistas em fuga obtivessem alguma vantagem. Entre os ciclistas fugidos estavam por exemplo Phillippe Gilbert e Vincenzo Nibali. A meio da prova, o Belga chegou inclusive a tentar uma fuga a solo durante vários quilómetros, sendo apanhado pelo pelotão a 50 km da meta. Entretanto, duas fugas interessantes viriam a marcar os últimos 70 km com o Português Rui Costa a ingressar nas mesmas:

1. Uma primeira com 6 atletas, entre os quais o Rui, em perseguição a Gilbert.

2. Uma outra de 25 ciclistas, com homens como Valverde, Gilbert, Costa, Stuart O´Grady, Alexandre Vinokourov, Fabien Cancellara, Kristoff, Fulsang, Luis León Sanchez, Roman Kreuziger, Sylvain Chavanel, Alexander Kolobnev, Janez Brajkovic e Robert Gesink. Estava aqui um grupo com gente muito interessante.

A 30 km, o grupo da frente tinha cerca de 1 minuto de vantagem para o pelotão, onde Ingleses e Alemães (sem ninguém na fuga e convencidos que anulariam a sua vantagem para conseguir a tão desejada chegada massiva) tentaram o tudo por tudo para anular a fuga, rolando a alta velocidade. No entanto, como se previa, a aliança saxónica seria incapaz de controlar toda a corrida, um pouco à imagem daquilo que os experts afirmavam: se alguém ganhasse vantagem nos quilómetros finais, equipas de 5 elementos não conseguiriam controlar a corrida na sua integra.

A 10 km da meta, o pelotão estoirou por completo e sabia-se que dos 25 homens da frente, 3 seriam medalhados. Até que a 5 km da meta, o medalhado de bronze de Sydney 2000 (quem não se lembra dessa prova e do ataque que Vino fez com os seus colegas alemães da T-Mobile Ullrich e Kloden, sendo medalhados os 3) Alexandre Vinokourov disferiu um ataque demolidor na companhia do ciclista colombiano da Sky Rigoberto Uran. Ao princípio, os 22 homens que restaram na fuga (entretanto Cancellara embateu contra as barreiras de protecção numa curva e perdeu contacto com o grupo da frente; o Suiço estava desolado no final visto que pode não participar na prova de contra-relógio, prova onde é candidato ao ouro) não se conseguiram organizar para tentar alcançar os dois da frente. O próprio Rui Costa, em declarações no fim da prova, na cauda do grupo estava à espera que se alcançasse o duo da frente para poder disferir um ataque junto à meta.

Nada feito. A 500 metros da meta, Vino sprintou para o ouro olímpico e Uran foi 2º. O Colombiano jamais seria apontado às medalhas (ao bom estilo colombiano, é um ciclista que tem características de trepador) e viu os holofotes da fama incidir sobre si em Londres, até porque a sua história de vida é extremamente interessante. 

No grupo lá de trás, o bronze acabaria por ser discutido ao sprint, tendo o Norueguês Kristoff (outro semi-desconhecido do pelotão internacional) surpreendido toda a concorrência.

6. Ilações finais:

Tremenda derrota para a Grã-Bretanha, para Cavendish, para a Alemanha e para os Espanhóis, que mais uma vez não conseguiram medalhar Alejandro Valverde.

Uma etapa atípica com vencedores muito atípicos.

Natação:

Passagem de testemunho na natação norte-americana. Ryan Lochte venceu os 400 metros estilos e derrotou um “decadente” Michael Phelps.

Já era previsível que Lochte vencesse a prova. 1ª medalha de ouro para o nadador. Phelps está longe da forma de há 4 anos atrás e para além de ter feito uma qualificação algo tosca, apenas conseguiu a 4ª posição na final.

Judo:

Susto para a Húngara Eva Csernoviczki na prova feminina de -48 kg

Na mesma prova onde o Brasil conseguiu a sua primeira medalha de ouro através de Sarah Menezes.

Portugueses:

Na Ginástica Artistica, Zoi Lima foi antepenúltima e falhou o acesso à final da prova.

No Judo, Joana Ramos foi eliminada na primeira ronda contra a campeã olímpica Priscilla Gneto num combate onde a atleta lusa baqueou no preciso momento em que comandava a luta.

Na Natação, Tiago Venâncio foi eliminado nas qualificações dos 200 metros livres.

 

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Reinventar o banco mundial outra vez

Por Ana Palácio, Ex-ministra dos Negócios Estrangeiros de Espanha e antiga Vice-Presidente do Banco Mundial

Nota minha: este texto vem na sequência deste.

 

Actualmente, com três candidatos na corrida ao lugar do próximo presidente do Banco Mundial – a ministra das Finanças nigeriana, Ngozi Okonjo-Iweala, o ex-ministro das Finanças colombiano, José Antonio Ocampo, e o candidato dos Estados Unidos, Jim Yong Kim, presidente da instituição de ensino Dartmouth College – é chegado o momento para dar um passo atrás e avaliar a trajectória do Banco. A menos que o/a próximo/a presidente do Banco tenha uma visão clara do caminho a seguir e a seriedade para resistir às pressões internas da instituição, ele ou ela será engolido/a pela sua complexa maquinaria e pelos seus processos pesados.

A atenção mundial tem-se centrado em analisar os pontos fortes e as qualificações dos três candidatos, particularmente as suas credenciais económicas e financeiras. Mas o verdadeiro desafio está em dar ao Banco Mundial, o rumo que reflecte o mundo, tal como ele é, e recalibre as suas ferramentas em conformidade. Inevitavelmente, a nova rota depende, em parte, em reconhecer que a economia e as finanças, enquanto elementos integrantes de todas as áreas de actividades do Banco, já não são os principais condutores da instituição.

Os instrumentos tradicionais do Banco Mundial foram (e ainda são) os empréstimos com juros baixos, os créditos sem juros e as concessões. Mas a filosofia central do Banco apoiou-se nos empréstimos, com juros, aos países de rendimento médio e canalizou os fundos subsequentes para os países mais pobres, elegíveis para apoio. Hoje, devido à condicionalidade dos seus empréstimos, o Banco está a perder competitividade face à pletora de intervenientes, públicos e privados, que exercem pressão no cenário do desenvolvimento. Enquanto isso, o Banco está a emergir como uma fonte vital – de facto, indispensável – de conhecimentos especializados e de assistência técnica, bem como um fornecedor de bens públicos mundiais.

Com base nestes pontos fortes, o Banco deve estar disposto a compreender as realidades dos países que são seus clientes, em vez do seu pontificado, e equilibrar o seu trabalho baseado no país com as suas funções mundiais. Enquanto os empréstimos são progressivamente desbastados e reservados apenas para os países mais pobres, o Banco deve adoptar a magra estrutura radial de uma consultoria estratégica ou de um “banco de conhecimento”. A organização deve reformular a sua missão, afastando-se da ideia de ser o “Banco Ocidental”, o “Banco dos BRIC”, ou, nesse caso, de nem sequer ser um banco.

O que é inequívoco, nos dias de hoje, é a crescente intolerância à má governação e corrupção – uma rejeição coletiva evidente em países tão diversos como a Birmânia, o Congo, a Rússia e a Bolívia, já para não mencionar os países árabes desde a Síria até Marrocos. Ao mesmo tempo, a maior ameaça para a ordem internacional vem do fracasso, da falência, do pós-conflito e dos estados devassados pelos conflitos.

Nas duas últimas décadas, como parte do exame de consciência despoletado pelo colapso do comunismo, o Banco Mundial tem vindo a procurar tornar os esforços na governação e na anti-corrupção parte integrante do seu trabalho, no crescimento económico e na redução da pobreza no mundo em desenvolvimento. Mas, para além da retórica eloquente, estas mudanças têm sido graduais e têm sido sobrepostas nas operações do Banco,em vez de se tornarem parte do seu DNA organizacional.

O Banco tem estado muito focado em si mesmo, e na sua reputação, e não tem estado focado o suficiente nos países que aconselha e nos quais opera, enquanto o fortalecimento institucional tem sido considerado ser inserido na agenda do crescimento. Como consequência, o direito, que constitui a base do fortalecimento institucional, tem sido considerado como não mais do que uma caixa de ferramentas. Os direitos de propriedade, a execução de contratos, as condições empresariais e os produtos e os mercados de trabalho livres e competitivos foram proclamados para fazerem parte do quadro económico – um equívoco recentemente reiterado pelo ex-economista do Banco Mundial e actual especialista em desenvolvimento William Easterly.

Além disso, a interpretação tradicional de Estatutos do Banco impôs uma enunciada “neutralidade” que se traduziu numa prontidão para ignorar a natureza dos regimes dos países, seus clientes, e da sua falta de responsabilidade popular. Ironicamente, o mesmo Banco Mundial cujo ex-presidente, Robert McNamara, transformou há quase cinco décadas, na altura da descolonização, num instrumento chave na luta contra o comunismo, hoje vê o tão chamado “Consenso de Pequim”, pelo qual o Partido Comunista Chinês mantém uma mão de ferro no país, como um modelo de desenvolvimento viável.Neste contexto, um “banco de conhecimento” deve abordar três desafios. Deve reforçar o apoio ao sector privado e dar prioridade às infra-estruturas, em sentido lato, de acordo com a sua importância para a iniciativa individual. Deve também fortalecer o seu know-how na criação de capacidades, particularmente capacidades administrativas, com ênfase nos seus aspectos jurídico-institucionais. Finalmente, deve colocar programas de combate à corrupção e de boa governação no centro da sua missão.

A comunidade internacional não pode suportar um Banco Mundial que, ao estar ancorado no mundo do passado, perde a sua relevância. Nenhuma outra instituição pode executar o formidável potencial do Banco, como um centro de conhecimento e um coordenador de políticas de desenvolvimento. O mandato do/a próximo/a presidente do Banco será crucial para fazer, ou desfazer, uma instituição que o mundo precisa desesperadamente no próximo século.

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A Cimeira das intenções silenciosas

Por Jorge Castañeda, antigo Ministro dos Negócios Estrangeiros do México (2000-2003) e Professor  de Política e Estudos Latino-Americanos na Universidade de Nova Iorque.

A Cimeira das Américas, que se realiza sensivelmente todos os três anos, pode ser vista como o tipo de extravagância Latino-Americana que reúne chefes de estado por alguns dias, tanto a sul como a norte do Rio Grande, para fazer discursos intermináveis que não levam a lado algum. Mas de vez em quando, a Cimeira – uma iniciativa Americana lançada pelo Presidente Americano Bill Clinton em 1994 – efectivamente ajuda a colocar assuntos essenciais na mesa hemisférica.

Um desses assuntos foi a chamada Área de Comércio Livre das Américas, que foi proposta pelo antigo Presidente Americano George H. W. Bush em 1990, e que depois se desmoronou na cimeira de Mar del Plata na Argentina em 2005. Irritado pela presença do filho de Bush pai, o Presidente George W. Bush, o Presidente Venezuelano Hugo Chávez reuniu milhares de manifestantes anti-Americanos para protestar contra o acordo.

A Cimeira das Américas serve assim como um indicador das relações Estados Unidos – América Latina, mesmo quando não consegue resultados de grande significado.

A cimeira deste ano, que tomará lugar em Cartagena, na Colômbia, em meados de Abril, já gerou controvérsia. Dois assuntos tradicionalmente polémicos dominarão as discussões: Cuba e droga.

Cuba nunca foi convidada para a Cimeira das Américas, porque a reunião foi desenhada para incluir apenas membros da Organização dos Estados Americanos (OEA) e presidentes democraticamente eleitos (embora o então presidente do Peru, Alberto Fujimori, tenha participado em 1998, apesar de ter suspendido a constituição do país num “auto-golpe” em 1992).

Em Fevereiro, o presidente do Equador, Rafael Correa, declarou que se o Presidente Cubano Raúl Castro não fosse convidado para a Cimeira, os países ALBA (Cuba, Venezuela, Equador, Nicarágua, Bolívia, e algumas das ilhas das Caraíbas) não participariam. Isto foi uma clara intenção de provocar os EUA, Canadá, e um punhado de outros países que se opunham à sua presença.

Vários líderes e comentadores Latino-Americanos recomendaram que o Presidente dos EUA Barack Obama participasse, não obstante a presença de Castro, para confrontá-lo com o défice democrático em Cuba. Obama não mordeu o isco: uma oportunidade fotográfica acidental ou um debate público com Raúl Castro no meio de uma campanha eleitoral não ajudam um presidente dos EUA a vencer um segundo mandato.

O Presidente Colombiano Juan Manuel Santos tentou desarmar o assunto confirmando primeiro se os Cubanos queriam realmente ser convidados. Ao enviar o seu ministro a Havana para esse efeito, recebeu uma resposta surpreendente: Cuba queria participar, apesar de ter rejeitado em 2009 um convite para voltar à OEA.

Era claro para Santos que, se Castro participasse, a cimeira de Cartagena tomaria lugar sem Obama, o Primeiro-Ministro Canadiano Stephen Harper, e talvez alguns outros chefes de estado. Se, por outro lado, Castro não participasse, alguns dos membros da ALBA, incluindo dois vizinhos com os quais a Colômbia espera melhorar relações – Equador e Venezuela – poderiam também não aparecer.

No final, Santos, como os seus predecessores em anteriores organizações da Cimeira, não teve escolha para além de informar os Cubanos pessoalmente que não eram bem-vindos, por “não haver consenso relativamente à sua participação.” Apesar de falarem da crescente independência Latino-Americana e das recentes reformas de Castro, a maior parte dos países, quando forçados a escolher entre Cuba e os EUA, escolhem os últimos. Na verdade, até os supostos aliados de Cuba na região se abstiveram de instigar Santos a convidar Castro.

Portanto Castro não participará, Obama sim, e os líderes da ALBA estarão provavelmente divididos. Os participantes tentarão garantir que Cuba seja convidada para a próxima cimeira em 2015, mas é difícil prever o que acontecerá. Cuba permanece por agora a ovelha negra da América Latina.

Porque Obama estará presente, outros líderes poderão aproveitar a oportunidade para partilhar com ele as suas opiniões sobre o que é cada vez mais chamada de “guerra falhada contra a droga,” o programa anti-droga originalmente lançado pelo Presidente Americano Richard Nixon em 1971. O recentemente empossado Presidente Guatemalteco Otto Pérez Molina, juntamente com Santos e outros chefes de estado, questiona a abordagem actual, devido aos seus enormes custos e magros resultados, e propõe uma estratégia diferente: a legalização.Obama enviou o Vice Presidente Joe Biden ao México e à América Central há algumas semanas atrás para dar conhecimento desta tendência, e pode tê-lo conseguido parcialmente. Contudo, enquanto apenas um punhado de líderes políticos e de intelectuais advogaram a legalização no passado, hoje em dia funcionários saem “do armário” aos magotes relativamente à questão da droga. Os que diziam antes que preferiam um debate sobre o assunto apoiam agora a legalização; aqueles que se lhe opunham aceitam agora a necessidade para um debate; e aqueles que continuam a opor-se à legalização fazem-no por fundamentos morais em vez de racionais.

Mas Obama tem outras prioridades. Os seus desafios de política externa, com a excepção do programa Iraniano de enriquecimento nuclear e da reacção de Israel ao mesmo, estão em segundo lugar relativamente à saúde económica dos EUA, e do impacto que esta tem na sua reeleição. A América Latina – ou mesmo o México – não estão neste momento no ecrã do seu radar.

Não obstante, Obama irá a Cartagena, como deveria. Os EUA já aprenderam que os melhores interesses da nação incluem uma atenção cuidadosa aos seus vizinhos meridionais.

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futeboladas

(clicar nos links para abrir o player com os resumos)

http://videa.hu/flvplayer.swf?v=CqMaFO7zFyQvzARA

Não há cá Messis nem lasers nem ervados: estamos no Euro!

Fizemos uma excelente exibição, com um Ronaldo de gala (um dos melhores jogos que vi do Ronaldo na selecção) com um meio-campo onde M0utinho, Veloso e Meireles fizeram tudo aquilo que se lhes exigia – destruir e construir – e com alguma segurança na defesa onde Pepe e Bruno Alves apenas falharam no lance do 2º golo dos Bósnios (em fora-de-jogo) e onde Fábio Coentrão fez uma exibição de alto nível.

Dzeko foi seco durante os 180 minutos. Pjanic também não apareceu.

A Bósnia marca dois golos porque Wolfgang Stark e o seu auxiliar assim o quiseram. Gostava de ver a reacção, se, a Bósnia empata a 3 bolas e consegue passar esta eliminatória.

Foi uma fase de qualificação muito difícil. Como todos nós nos lembramos, começou com Carlos Queiroz fora do banco de suplentes e posteriormente despedido e com a contratação de Paulo envolta no meio da polémica gerada pela tentativa de contratação temporária de José Mourinho.

Pelo meio, vários atletas abandonaram a selecção – Tiago, Simão, Paulo Ferreira, Ricardo Carvalho e Bosingwa (se bem que os últimos dois, por situações diferentes que as dos 3 primeiros). Felizmente, Paulo Bento conseguiu levar o barco a bom porto. Fica apenas a nódoa de ter que sofrer até à última para se garantir o apuramento, mas, hoje pouco interessa como nos apurámos. Interessa que nos apurámos para a Polónia e Ucrânia e em Junho estaremos lá para discutir o caneco.

Nos outros jogos do playoff para o europeu:

1. Depois do sensacional 4-0 em Tallinn na sexta-feira, a República da Irlanda, comandada por Trapattoni apurou-se para o Europeu com um empate em Dublin a 1 bola contra a Selecção da Estónia.

Ward abriu o marcador para os Irlandeses aos 32, Vassiliev empatou para os Estonianos aos 57″. No final do jogo, o capitão Irlandês Robbie Keane festejava mais um apuramento com estas palavras: “It’s a great night for everyone, for the players and the fans – a night that we’ll never forget. The team spirit has got us through this campaign, and full credit to everyone in this group. This is what football is all about, moments like this.”

2. A Croácia apurou-se, empatando em Zagreb a 0 com a Turquia. Valeu o brilhante 3-0 alcançado em Instambul na passada sexta-feira.

3. Jiracek confirmou em Podgorica a passagem da República Checa à fase final do Europeu. Os checos já haviam vencido por 2-0 em Praga.

Montenegro, Estónia e Bósnia não mereciam ficar novamente de fora do Europeu depois das fases excepcionais de qualificação que fizeram. No entanto, na próxima etapa do futebol europeu serão selecções a ter em conta para o apuramento para o Mundial de 2014 no Brasil.

Amigáveis:

Brasil vence para Mano ver.
Pelo que vi, grande exibição de Hulk coroada com uma assistência para o primeiro golo de Jonas, jogador em destaque. Mano Menezes pode ter encontrado aquele ponta-de-lança que tanto deseja para a canarinha. Jonas está a fazer uma excelente época no Valência e agarrou a oportunidade que o seu seleccionador lhe deu.
Bruno César, Alex Sandro e Hulk foram titulares. Elias entrou para o lugar de Bruno César na 2ª parte.

http://www.dailymotion.com/embed/video/xmcpeo

A Roménia ganhou à Grécia por 3-1

A Mannschaft voltou a afinar a sua poderosa máquina, tendo levado de vencida a selecção Holandesa em Hamburgo por 3-0. Thomas Muller, Miroslav Klose (63º golo pela Mannschaft no regresso à mesma; um daqueles golos à Klose) e Mezut Ozil deram um baile categórico de potência à “invencível” Holanda, que não perdeu durante toda a fase de qualificação para o Euro´12.

O Uruguai venceu a Itália por 1-0 com golo de Sebastian Fernandez. Continua a grande forma da selecção Uruguaia, que voltou a contar desta vez com os portistas Álvaro Pereira e Cristian Rodriguez e com o benfiquista Maxi Pereira. Duarte Gomes foi o árbitro da partida e expulsou Álvaro Pereira.

Em outros amigáveis:
– A Inglaterra venceu a Suécia em Wembley por 1-0 com um golo que alguns atribuem a Gareth Barry mas que outros apontam como auto-golo do central Majstorovic.
– Casillas cumpriu a 127ª internacionalização pela Espanha e tornou-se o jogador mais internacional pela Roja. No entanto, o keeper não evitou o empate contra a modesta Costa Rica por 2-2, tendo os campeões do mundo recuperado de uma desvantagem de 2-0. O avançado do Arsenal Joel Campbell foi um dos autores dos golos costa-riquenhos. David Silva e David Villa equilibraram o marcados nos últimos minutos.
– França e Bélgica empataram a 0 bolas.
– As Honduras bateram a Sérvia por 2-0. A Ucrânia bateu a Áustria por 2-1. A Dinamarca bateu a Finlândia por 2-1. A Polónia bateu a Húngria por 2-1.
– Os Estados Unidos bateram a Eslovénia por 3-2 com golos de Matavs para a Eslovénia (2) e Buddle, Dempsey e Jozy Altidore para os Norte-Americanos.

Apuramento para o Campeonato do Mundo 2012 – Zona Sul-Americana

http://video.rutube.ru/85e4242deee822d0224f89f92f8e9002

A Argentina foi vencer à Colômbia por 2-1 – a Colômbia esteve a vencer por 1-0 mas Messi haveria de voltar a ser decisivo e igualar a partida aos 61 e Kun Aguero, haveria de entrar para selar a vitoria argentina numa emenda após remate de Higuaín e… assistência de Lionel Messi!

O Equador também sorriu e venceu o Peru por 2-0 em casa. A esta hora joga-se o Chile vs Paraguai. Para mais logo está reservado o jogo entre a Venezuela e a Bolívia.

Neste momento, esta poule está ordenada com o Uruguai e a Argentina na liderança com 7 pontos (o Uruguai tem 3 jogos enquanto a Argentina já efectuou 4) o Equador tem 6 pontos (3 jogos) e a Colômbia fecha provisoriamente os lugares apuráveis com 4 pontos em 3 partidas. No entanto, a selecção colombiana pode ser ultrapassada por Paraguai, Venezuela ou Chile esta madrugada.

Apuramento Mundial – Zona Asiática

5ª jornada da primeira fase de grupos

Grupo A – A China venceu fora Singapura por 4-0 enquanto o Iraque foi vencer à Jordânia por 3-1. Iraque e Jordânia já estão apurados.

Grupo B – O Líbano surpreendeu a Coreia do Sul por 2-1 e cimentou uma possível qualificação para a fase final da qualificação. O Kuwait aproveitou o deslize sul-coreano vencendo em casa os Emirados Árabes Unidos por 2-1. A Coreia do Sul e o Líbano lideram com 10 pontos contra os 8 do Kuwait e os zero dos EAU. A 29 de Fevereiro, a Coreia do Sul recebe o Kuwait em casa enquanto o Líbano vai aos Emirados.

Grupo C – O Japão, já apurados, perdeu na Coreia do Norte por 1-0. O Uzbequistão, também já apurado bateu o Tadjiquistão por 4-0 em casa.

Grupo D – Já apurada, a Austrália venceu a Tailândia fora por 1-0. Arábia Saudita e Omã empataram a 0 bolas. A Austrália lidera com 12 pontos contra os 6 da Arábia Saudita, 5 de Omã e os 4 da Tailândia. Na próxima jornada a 29 de Fevereiro a Austrália recebe a Arábia Saudita enquanto Omã recebe a Tailândia.

Grupo E – O Irão de Carlos Queiroz garantiu a qualificação para a próxima fase, goleando na Indonésia por 4-1. O Qatar também garantiu a qualificação com um empate em casa contra o Bahrein.

Mundial 2014 – Zona Africana

Disputaram-se os jogos da 1ª eliminatória.
São Tomé e Principe e Guiné-Bissau foram eliminados do Mundial – São Tomé caiu aos pés do congo com um agregado de 6-1 (5-0 no congo na primeira mão\1-1 em São Tomé); já a Guiné-Bissau caiu contra o Togo fora por 1-0 com um empate registado a 1 bola na primeira mão.
Moçambique eliminou as Ilhas Comores depois de ter vencido por 4-1 hoje em Maputo e de ter empatado na primeira mão 1-1.
As selecções mais cotadas que entraram nesta fase apuraram-se com facilidade. O Quénia deu um total de 7-0 às Seychelles, a Guiné-Equatorial venceu Madagáscar por 3-2 e a República Democrática do Congo eliminou a Suazilândia com um total de 8-2 nas duas mãos.

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Os 4 golos de Luis Suarez

Que malha! Que jogador bestial!

PS: Vi os resumos de todos os jogos da fase de qualificação Sul-Americana. O que mais me impressionou foi o Colômbia – Venezuela. Pela capacidade de meia-distância da selecção colombiana e pelas bombas que o guarda-redes Venezuelano defendeu. O golo de Guarín é do outro mundo e o livre à barra mesmo a fechar o pano de James merecia ser um golo de antologia.

 

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futeboladas

Última jornada. Consagração dos apurados, festa menor daqueles que tem oportunidade de ir ao playoffs ou desilusão daqueles que tinham o objectivo de se apurar nos grupos e tem que ir disputar esses mesmos playoffs, e jornada de honra dos vencidos.

Grupo A

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A Alemanha decidiu a sorte Belga bem cedo. Em Dusseldorf, Ozil (30m) Schurrle (33m) e Gomez aos 48, sem que Joaquim Low tenha mexido em muito no habitual 11 da Manschaft, decidiram a eliminação da Bélgica em prol da ída da Turquia aos playoffs.
Marouane Fellaini apontou o tento de honra dos Belgas, cujo seleccionador George Leekens voltou a apostar em Witsel a titular e Defour a suplente.

O avançado Buruk Yilmaz resolveu a qualificação turca para o playoff final. Será mais oportunidade para a selecção do eféso. 

Casaquistão e Áustria empataram 0-0 em Astana.

A Alemanha ganhou o grupo com pleno de 30 pontos. A Turquia foi 2ª com 17, a Bélgica 3ª com 15, a Áustria com 12, Azerbeijão com 7 e Casaquistão com 3.

Pontos altos do grupo:
1. A vitória da Alemanha nas 10 partidas com um total de 34 golos. Joachim Low renovou em pleno a sua selecção após o mundial 2010 e a Alemanha aparece novamente com um meio campo que emana a maior qualidade possível dentro do futebol europeu: Mario Gotze, Mezut Ozil, Sami Khédira, Bastian Schweinsteiger, Marko Marin, Toni Kroos, Piotr Trochowski, Christian Trasch e Simon Rolfes são grandes mais-valias para qualquer selecção. Miroslav Klose (9) e Mário Gomez (6) marcaram 15 golos dos 34 Alemães. Klose não tem sido opção desde o verão que marcou a sua mudança para a Lázio de Roma. Não entanto, nada me espanta que, mesmo com a ascenção de André Schurrle à equipa principal da Mannschaft, Joachim Low tenha de chamar o experiente avançado para o campeonato da europa.
2. A vitória turca em casa contra a Bélgica por 3-2 e o empate na Bélgica por 1-1. Arda Turan mostrou-se um jogador importante e decisivo na campanha turca. Apontou o 3-2 contra os Belgas, e o golo da vitória frente ao Casaquistão aos 96″ desse jogo.
3. O empate caseiro da Bélgica contra a Áustria 4-4, com o empate Austríaco a surgir aos 90+3″.
4. As maiores goleadas do grupo: 6-2 da Alemanha à Áustria em Setembro, 6-1 da Alemanha ao Azerbeijão em Setembro de 2010

Grupo B

A Rússia não vacilou e goleou Andorra por 6-0 qualificando-se directamente.

A República da Irlanda terminou com o sonho da Arménia. 2-1 foi o resultado. A Irlanda segue para playoff enquanto a Arménia acaba uma qualificação de sonho onde conseguiu 17 pontos.

Macedónia e Eslováquia empataram a 1 bola.

O grupo termina com a vitória da Rússia com 23 pontos. República da Irlanda vai ao playoff com 21. Arménia 17. Macedónia 8. Andorra 0.

Momentos altos deste grupo:
1. A vitória da Irlanda na Arménia na 1ª jornada por 1-0. Fulcral para as contas finais do grupo e para o apuramento Irlandês para os playoffs.
2. A vitória da Eslováquia na Rússia por 1-0 em Setembro de 2010 mostrava uma Eslováquia capaz de decidir o grupo taco a taco com Russos e Irlandeses. Tal não veio a suceder pois um mês depois, os Eslovacos perdiam 2-1 na Arménia.
3. A vitória por 3-2 da Rússia na Irlanda.
4. A vitória Russa em Moscovo contra a Arménia por 3-1 com hat-trick de Pavlyuchenko.
5. O empate da Eslováquia em Dublin mostrava uma selecção Eslovaca muito forte e decidida em lutar com dois cabeças-de-série. Os Eslovacos de Hamsik haveriam por cair nos últimos jogos quando levaram 4-0 da Arménia em casa.
6. A vitória da Rússia na Eslováquia na sexta com aquele golo monumental de Dzagoev.

Grupo C

A Itália venceu a Irlanda do Norte em Pescara por 3-1. Cassano bisou. Prandelli fechou a sua primeira qualificação com 26 pontos.

A Eslovénia, tal como eu tinha previsto no post anterior, complicou a vida aos Sérvios e mando-os fora do apuramento. A Estónia beneficiou desta vitória Eslovena para ir aos playoffs.
O médio do Olimpija Ljubliana Vrsic foi o marcador do único golo da partida.

A Itália apurou-se automaticamente com 26 pontos. A Estónia ficou em 2º com 16 pontos, a Sérvia 3ª com 15. A Eslovénia com 14. A Irlanda do Norte 9 e as Ilhas Feroés com 4.

Momentos altos da qualificação:

1. A derrota caseira da Eslovénia em casa frente à Irlanda do Norte por 1-2.
2. O empate caseira da Sérvia contra a Eslovénia (1-1) e a humilhante derrota caseira contra a Estónia (1-3)
3. A vitória da Itália na Eslovénia por 1-0 com golo de Thiago Motta.
4. O empate entre Sérvia e Estónia em Tallin em Março com Vassiliev a marcar um dos golos decisivos. O outro seria na Irlanda do Norte. Vassiliev acabaria por marcar 5 golos nesta fase.
5. O empate da Sérvia com a Itália e a derrota decisiva em Ljubljana no dia de hoje.
6. A vitória da Estónia por 2-1 contra as Faroes em casa, onde os Nórdicos viram os Estónios virar o resultado já depois da hora.

Grupo D

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A França esteve a perder até perto do fim, e com a derrota a Bósnia estava qualificada automaticamente. Depois do balde de água fria de Dzeko no Stade de France, Nasri salvou o orgulho e a qualificação francesa. A Bósnia foi atirada para o playoff como se atira uma batata quente e pode ser novamente o adversário de Portugal. Não será, como tivemos oportunidade de verificar no playoff de apuramento para o campeonato do mundo de 2010, um adversário fácil.

Nos restantes jogos da última jornada, a Roménia empatou na Albânia a 1 bola. Campanha defraudante dos Romenos, que mais uma vez, estiveram a perder até ao minuto 77.

Nas contas finais do grupo, a França venceu-o com 21 pontos, contra 20 da Bósnia, 14 da Roménia, 13 da Bielorrussia, 9 da Albânia (acaba por ser uma excelente fase de grupos para a modesta selecção) e 4 do Luxemburgo (dentro dos possíveis, o Luxemburgo marcou mais pontos do que aquilo que se previa).

Momentos altos deste grupo:

1. O empate caseiro da Roménia contra a Albânia a abrir e o novo empate a fechar. 4 pontos importantes que os Romenos perderam.
2. A derrota caseira da França frente à Bielorussia em Setembro de 2010. Podia antever-se uma Bielorrussia capaz de lutar pelos primeiros lugares.
3. A vitória fulcral da França na Bósnia por 2-0 em Outubro.
4. O empate da Bósnia na Albânia a 1 bola.
5. A vitória da Bósnia em Sarajevo contra a Roménia em Março. Tal resultado, catapultou os Bósnios na fase de grupos para uma excelente prestação.
6. O empate da França na Bielorrussia em Junho.
7. O empate da França na Roménia a 0 bolas descartou todas as possibilidades Romenas de qualificação.
8. O empate Francês ontem. Foi um jogo muito sofrido dos gauleses.

Grupo E

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Num jogo que interessava a Portugal na decisão do 2º melhor classificado da fase de grupos, bastava apenas que a Suécia não vencesse a Holanda em Estocolmo indiferentemente do resultado de Portugal em Copenhaga. Portugal falhou a vitória e o empate. Num jogo emocionante de reviravoltas, a Suécia bateu a Holanda por 3-2 depois de ter estado a vencer por 1-0 e a perder por 2-1.
Kim Kallstrom, Sebastian Larsson e Toivonen marcaram os golos dos Suecos. Kuyt e Huntelaar os golos Holandeses. Foi a única derrota dos Holandeses na fase de grupos.

Nos outros jogos do grupo, empate entre Hungria e Finlândia em Budapeste e vitória da Moldávia por 4-0 contra São Marino por 4-0.

Contas finais do grupo: Holanda 27, Suécia 24, Hungria 19, Finlândia 10, Moldávia 9, São Marino 0

Momentos altos do grupo:

1. Os 37 golos dos Holandeses no grupo. 12 dos 37 golos Holandeses foram marcados por Klaas-Jan Huntelaar, o melhor marcador desta qualificatória.
2. A vitória caseira da Moldávia sobre a Finlândia na 1ª jornada. Os Finlandeses estiveram muito abaixo daquilo que tinham feito noutras fases. Perderam meses depois em casa contra a Húngria por 2-1, numa fase em que os Hungaros (à semelhança daquilo que já tinham feito aquando da fase em que calharam no grupo de Portugal) mostravam-se interessados em lutar por mais. Boa prestação magiar num grupo muito difícil.
3. O 4-1 da Holanda à Suécia em Novembro de 2010 marcava a vontade Holandesa de vencer este grupo sem mácula. Em Março, a laranja mecânica haveria de dar 4 fora em Budapeste.
4. O 5-3 da Holanda em Março passado à Húngria em Roterdão. Os magiares estiveram a vencer por 2-1 a meio da 2º parte, e a empatar consecutivamente 2-2 e 3-3. Não resistiram nos últimos 15 minutos.
5. O 5-0 da Suécia em Junho à Finlândia.
6. A vitória Húngara em Budapeste contra a Suécia por 2-1 em Setembro indiciava uma pressão dos Húngaros pelo 2º lugar.
7. A vitória Sueca na passada sexta em Helsínquia por 2-1 confirmava o 2º lugar em definitivo. Relembro para fechar que a Suécia jogou alguns jogos sem a sua maior estrela Zlatan Ibrahimovic.

Grupo F

Depois de vencida a Croácia em Atenas na sexta, a selecção de Fernando Santos não pode embandeirar em arco e suou muito para levar de vencida a Geórgia no dia da alegria Grega provida por mais uma qualificação muito difícil. Depois de estar a perder até aos 79″, o golo de Charisteas aos 85″ fez respirar de alívio o povo Grego. Charisteas é um ídolo entre os gregos. Nos últimos 10 anos, todos os golos históricos dos gregos nas competições internacionais tem o cunho do ponta-de-lança: desde o golo que deu a vitória no Euro 2004, aos golos que fizeram apurar os gregos para o euro 2008 e para o euro 2012.

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No outro jogo importante para as contas do grupo, a Croácia fez o que lhe competia, batendo a Letónia por 2-0. Resultado insuficiente. Os Croatas terão que jogar os playoffs.

Israel bateu malta por 2-0.

Contas finais: Grécia 24 pontos, Croácia 22, Israel 16, Letónia 11, Geórgia 10, Malta 1.

Momentos altos do grupo:

1. O empate caseiro da Grécia contra a Geórgia na primeira jornada a 1 bola. Fernando Santos estreava-se mal no comando técnico dos gregos.
2. O empate entre Croatas e Gregos em Zagreb a 0.
3. A derrota Croata na Geórgia por 1-0 em Tiblissi prejudicou em muito as aspirações croatas ao 1º lugar. O 2º lugar estava em risco em Zagreb quando a Cróacia virou um 0-1 favorável a Israel para um 3-1.
4. A vitória Grega sobre a Croácia por 2-1 na sexta-feira.

Grupo G

Já sem grandes motivos de interesse ao nível da classificação, a Suiça venceu Montenegro em casa por 2-0 mas os Montenegrinos vivem uma época histórica para o seu futebol com a passagem aos playoffs.
Na Bulgária, a selecção da casa perdeu contra Gales por 1-0 com golo de Gareth Bale. Esta fase ainda não mostrou a selecção Galesa com o poderio que ela começa a ter. No entanto, a juventude dos novos jogadores galeses é passível de ter em conta na próxima qualificatória para o mundial.

Contas finais do grupo: Inglaterra 18 pontos, Montenegro 12, Suiça 11, Gales 9, Bulgária 5.

Momentos altos do grupo:

1. Na turma Búlgara, há que recordar a renúncia de Dimitar Berbatov. Enfraqueceu uma equipa por completo. A Bulgária apenas marcou 3 golos em 8 jogos. Lotthar Matthaus está com dificuldades na montagem de uma selecção forte e capaz de ombrear novamente com os grandes europeus.
2. Montenegro. A confirmada surpresa. Com défice no ataque (7 golos) mas com eficácia defensiva (também 7 golos). Prometem ser um osso duro de roer no playoff.
3. A vitória de Montenegro na Bulgária por 1-0 com golo de Zverotic.
4. A vitória Inglesa na Suiça por 3-1.
5. O empate da Suiça em Sófia custou caro o apuramento aos Helvéticos.
6. A vitória Galesa por 2-1 contra Montenegro ainda abriu portas aos Suiços para a 2ª posição do grupo, mas estes haveriam de perder na sexta-feira em Gales por 2-0 quando os Montenegrinos faziam empatar a Inglaterra em Podgorica num jogo histórico.

Grupo I

Com a Espanha apurada, havia apenas o 2º lugar em discussão. Com a vitória Espanhola na sexta em Praga contra a República Checa, e a vitória Escocesa no sábado contra o Liechstenstein, era a Escócia quem estava na pole-position para se apurar para os playoffs. No entanto, a Escócia tinha que visitar a Espanha enquanto a República Checa jogava na Lituânia.

Os Checos cumpriram o seu papel e venceram os Lituanos por 4-1. De cadeirinha, assistiram à vitória Espanhola sobre os Escoceses por 3-1 com dois golos de David Silva e outro de David Villa.

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Finalizada esta fase de grupos:

Apurados directamente: Alemanha, Dinamarca, Inglaterra, Grécia, Espanha, Itália, França, Rússia e Holanda.
Melhor 2º: Suécia
Para playoffs: República Checa, Portugal, Croácia, Irlanda – cabeças de série – Turquia, Montengro, Bósnia-Herzegóvina, Estónia.

Nota: Os cabeças de série jogam contra os que não são cabeças de série.

Outros jogos internacionais:

Ásia-Pacífico: 1ª fase de grupos – 3ª jornada (Passam os dois primeiros)

Grupo A – A Jordânia bateu Singapura por 3-0 fora e continua na liderança do grupo A com 9 pontos. A China perdeu 1-0 em casa contra o Iraque. Os Iraquianos tem 6 pontos, os Chineses 3 e Singapura 0.

Grupo B – A Coreia do Sul bateu os Emirados Árabes Unidos por 2-1 em casa. O Líbano empatou com o Kuwait a 1 bola. Os Sul Coreanos lideram com 7 pontos, o Kuwait tem 5 e o Líbano 4.

Grupo C – A Coreia do Norte pode não repetir a presença no campeonato do Mundo. Os Norte-Coreanos perderam em casa contra o Uzbequistão por 1-0.

Já o Japão deu 8 em casa ao Tadjiquistão.
Japoneses e Uzebeques lideram o grupo com 7 pontos. Coreia do Norte tem 3. Tadjiquistão 0.

Grupo D – A Austrália continua o seu passeio. Venceu Omã por 3-0 em Sydney. Tailândia e Arábia Saudita empataram a 0 bolas.
A Áustralia lidera com 9 pontos. Tailândia com 4, Arábia Saudita com 2, Omã com 1.

Grupo E – Carlos Queiroz e o seu Irão venceram os Bahrein por 6-0. O Bahrein tinha sido a selecção que tinha afastado o Irão do Mundial 2010. O Qatar foi à Indonésia vencer por 3-2.
O Irão lidera com 7 pontos. O Qatar tem 5, o Bahrein tem 4 e a Indonésia ainda não marcou qualquer ponto.

COMNEBOL

2ª jornada do campeonato

Depois da derrota por 4-1 em Buenos Aires contra a Argentina, o Chile bateu em Santiago o Perú por 4-2.

A Colômbia sofreu a bom sofrer para levar os 3 pontos de La Paz. Depois de ter estado a vencer por 1-0 com golo de Dorlan Pabon, seria Walter Ponce a empatar o jogo para os Bolivianos aos 84″. Radamel Falcão haveria de aplicar o seu instinto assassino já depois da hora.

Surpresa na Venezuela. A Vino Tinto continua a surpreender meio mundo com os seus resultados. Em Anzoátegui, a selecção da casa venceu de forma categórica a Argentina por 1-0 e promete estar na luta pelos 4 lugares directos que dão apuramento e pelo 5º que dá vaga para playoff.

Paraguai e Uruguai dividiram pontos após empate a 1 bola em Assunción.

O Uruguai lidera o grupo com 4 pontos. Argentina, Equador (1 jogo) Colômbia (1 jogo) Perú, Chile e Venezuela tem 3 pontos. O Paraguai tem 1 ponto. A Bolívia tem 0.

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Para mim serão sempre recordados como campeões

Faz-me confusão perder um campeonato do mundo da maneira como a nossa selecção o perdeu.

O Brasil até pode ter melhores talentos individuais e ter outros argumentos técnicos que nós não temos. Mas não é combatível perante a coesão e pragmatismo da selecção nacional de sub-20.

Dois golos de sorte em que Mika foi infeliz (infeliz, não-culpado. Aos 20 anos, um guarda-redes tem que levar destas para aprender e melhorar em situações futuras) quando tinhamos o pássaro na mão, terminaram com o sonho da vitória lusa, 20 anos depois de Rui Costa ter negado o prazer da conquista aos brasileiros.

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São os maiores

Pilar OlivaresReuters

Mika. Os grandes homens e os grandes atletas aparecem sempre nestes palcos nas alturas decisivas. Como se diz na gíria, o guarda-redes do Benfica recentemente contratado à União de Leiria, mostrou ter os “tomates no sítio”.

É preciso sofrer para vencer. Esta equipa portuguesa é uma equipa de sofredores. E ou muito me engano, ou será uma equipa de vencedores!

120 minutos de um jogo muito estático e sem grandes oportunidades de golo para ambos os lados, redundaram na marcação de grandes penalidades onde os nossos sub-2o estiveram literalmente com um pé fora da competição após 2 penaltis falhados pelo central Roderick e pelo trinco Danilo. Seria então da sorte bafejar Portugal ao 4º penalti, com uma bola em cheio na trave por parte do central Argentino Pirez (que devia ter sido expulso no decorrer da 2ª parte) e duas grandes defesas de Mika.

No lado Português, como os comentadores da RTP bem realçaram, Portugal não é uma equipa muito goleadora e não pratica um futebol bonito do ponto de vista atacante. No entanto, a selecção de sub-20 faz juz a uma das máximas mais importantes do futebol em que a defesa é realmente o melhor ataque. Ao nível defensivo, Ilídio Vale tem ali um enorme conjunto: o sexteto constituído por norma por Cedric, Nuno Reis, Roderick e Mário Rui (ontem foi Luis Martins o jogador que cumpriu com distinção o lado esquerdo da defesa) e os trincos Danilo e Pelé são o esteio de uma equipa vencedora. Principalmente o central Nuno Reis (imperioso no desarme e com um sentido posicional muito maduro para os seus tenros 20 anos) e os trincos Péle e Danilo, voltando ontem a ser jogadores incansáveis ora na transição de jogo de portugal como nas dobras aos colegas de equipa e no desarme às investidas dos argentinos.

Lá na frente, Caetano e Nelson Oliveira foram irrequietos e provocaram muitos problemas a uma defesa argentina que se tivesse pela frente um consistente contra-ataque de Portugal com mais homens teria tremido bastante.

Nelson Oliveira é de facto um jogador fenomenal. Tem um drible estonteante e brota fantasia em q.b no seu jogo. No entanto terá que crescer muito mais como jogador e (por exemplo) aprender a passar mais a bola aos seus colegas. De todas as intervenções do jogador do Benfica, grande percentagem foram intervenções em que o avançado do Benfica pegou na bola e pensou que ia fintar 5 ou 6 jogadores. Já Caetano peca por ser um jogador muito franzino.

Sérgio Oliveira é outro dos casos problemáticos nesta selecção de sub-20. Acompanhei o jogador durante 1 época no Beira-Mar. A técnica está lá, a inteligência está lá. A confiança é que parece não estar. O sérgio poderá ser um jogador excepcional quando um treinador o obrigar a estar presente no meio campo da equipa durante 90 minutos. O Sérgio tanto é capaz de fazer rasgos brilhantes e criativos em prol da equipa como de seguida desaparece da partida durante 20 minutos e pelo meio é capaz de arranjar uma picardia com 2 adversários e arranjar problemas com a arbitragem. É portanto um jogador que irá necessitar de muito acompanhamento por parte dos técnicos que lhe surjam pela frente durante a carreira.

Do lado argentino, Erik Lamela é de facto um grande jogador. Aquele pé esquerdo é absolutamente divinal a distribuir jogo e a bater bolas paradas. Justificam-se os 13 milhões dados pela Roma por um atleta que para já apenas mostra uma vicissitude muito negativa: à semelhança de Sérgio Oliveira, desaparece por momentos da partida.

Juan Iturbe mostrou-me novamente aquilo que já tinha visto no jogo entre o Cerro Porteño e o Santos para a Libertadores: pé esquerdo bem apurado, usa e abusa das tabelas com os colegas de equipa ao estilo Messi e é um jogador muito rápido ao nível de movimentos, coordenação motora e pensamento do seu jogo. Não terá muitas dificuldades em enquadrar-se ao alto nível no FC Porto com estas características.

Não fiquei impressionado com o guarda-redes Andrada. Se é certo que é alto, também me deu a parecer que é capaz do 8 e do 80 no mesmo jogo.

Também não fiquei impressionado com a defesa argentina. Mais do mesmo: caceteiros em demasia.

Portugal irá defrontar o vencedor do jogo entre a França e a Nigéria, jogo que se disputa hoje. A Nigéria é outra das selecções em destaque neste campeonato do mundo, fazendo à força que estes países africanos trazem usualmente ao mundial de sub-20 prova onde os Nigerianos já obtiveram uma final em 2005 onde apenas sucumbiram perante a Argentina de  Messi, Ustari, Lucas Biglia, Pablo Zabaleta, Ezequiel Garay, Kun Aguero e Fernando Gago, selecção onde muitos 3 anos depois viriam novamente a derrotar os Nigerianos para o Ouro olímpico em Pequim.

Como também foi dito pelos comentadores da RTP, esta vitória frente à Argentina tem um significado histórico muito forte em 1991, Portugal também derrotou os Argentinos no campeonato do mundo disputado em Portugal e acabaria por chegar à vitória.

Dessa selecção de sub-20 vingaram jogadores como Jorge Costa, João Pinto, Rui Costa, Capucho, Paulo Torres, Nélson, Abel Xavier, Peixe, Rui Bento, Brassard e outros menos sucedidos como Toni, Gil, Luis Miguel, Tó Ferreira, Tulipa, João Oliveira Pinto e Cao.

Para finalizar, a fotogaleria desta vitória:

Pilar OlivaresReuters

Vanderlei AlmeidaAFP

Vanderlei AlmeidaAFP

Pilar OlivaresReuters

Vanderlei AlmeidaAFP

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Era uma vez (Na Copa América)

A Argentina, vergada à humilhação da eliminação nos penaltis frente ao grande rival do Rio da Prata, o Uruguai. Um Uruguai, que apesar do seu potencial, nem estava a executar um futebol por aí além. Os Argentinos também não. Sérgio Batista deverá ter a cabeça a prémio nos próximos dias.

O Perú. Eliminou o meu candidato principal à vitória com distinção. Defendem que se fartam e são ultra rapidos a sair para o contra-ataque. Nem Falcão evitou o milagre.

Só falta o Paraguai eliminar o Brasil e a Venezuela o Chile para termos umas meias-finais de outsiders.

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Vale a pena dar uma olhada (Copa América)

O Brasil confirmou a sua passagem aos quartos-de-final com uma goleada sobre o Equador. Neymar e Pato confirmaram as credenciais.

Mesmo assim, a selecção brasileira aparece em melhor forma nesta competição que a rival Argentina.

No outro jogo, a Venezuela continuou a mostrar-se como a equipa sensação da prova, ao empatar a 3 bolas num emocionante jogo contra o Paraguai. Esta selecção Venezuelana está a crescer a olhos vistos e avizinha-se pela primeira vez capaz de chegar a um mundial.

Tivemos portanto de esperar pelos últimos jogos da fase de grupo para ver golos a sério.

Os quartos de final da prova já estão marcados. Assim teremos:

No sábado, a Colômbia contra o Peru. Pelo futebol que estão a praticar, os Colombianos são os meus favoritos à vitória nesta competição. Muito concertados do ponto de vista defensivo, com um meio campo forte e um ataque ainda mais forte. Gozam do talento de Freddy Guarin, Pablo Armero, Zuniga, Radamel Falcão, Dayro Moreno e Adrian Ramos e da experiência de Perea e Yepes. Do outro lado, o Peru é uma equipa extremamente forte do ponto de vista defensivo, muito agressiva e não deixa jogar com facilidade. No ataque é uma equipa que explora muito bem o contra-ataque, dispondo para isso de homens muito rápidos na frente e de um Guerrero bastante útil no último toque.

Também no sábado, o derby regional das selecçõespaíses do Rio da Prata. Argentina vs Uruguai. A Argentina entrou mal na competição, mas depois da vitória frente aos sub-22 da Costa Rica está disposta a acertar agulhas. Do outro lado, o Uruguai é uma equipa com muito talento em todos os sectores e dispensa apresentações no que toca principalmente ao seu ataque. Será um dos melhores jogos da competição. É quase uma final antecipada.

Se os Argentinos jogarem contra o Uruguai como jogaram contra a Bolívia e Colômbia serão eliminados.O mesmo acontecerá com o Uruguai se não aplicar a sua agressividade defensiva perante o poderio atacante argentino e se os seus homens da frente não aproveitarem a fragilidade da dupla de centrais argentina constituída por Milito e Burdisso. 

No domingo, Brasil vs Paraguai. De um lado, o super poderoso Brasil. Do outro, o Paraguai, outra das potências emergentes da região no que toca a futebol. O Paraguai tem vindo a alterar a sua forma de jogar. Já não é aquele Paraguai dos últimos 15 anos que se limitava a ter uma boa consistência defensiva e a jogar na retranca. É um Paraguai muito completo, que faz dos 3 homens lá da frente a sua força. Barrios, Santa Cruz e Valdez são homens temíveis à defesa brasileira. 

Também no domingo, Chile vs Venezuela. Os Chilenos também tem uma excelente selecção, cujo rosto principal é o agora jogador do Barcelona Alexis Sanchez. A Venezuela, como referi, está a fazer uma excelente competição e pode dificultar a vida aos Chilenos.




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Miséria Argentina

A jogar em casa perante os seus adeptos, esta selecção argentina não ata nem desata.

Depois do empate contra a Bolívia, o empate frente à Colômbia e apenas a vitória interessa aos argentinos contra a Costa Rica (que hoje joga com a Bolívia) para poderem passar à 2ª fase. A vitória no grupo, essa será muito difícil.

Jogo ridículo por parte dos Argentinos. Pior que no jogo contra a Bolívia. Não mereceram sequer o empate, tendo em conta as 5 oportunidades de golo claras que a Colômbia dispôs durante os 90 minutos.

Mexendo apenas no sector defensivo com a troca de Rojo por Zabaleta e a passagem de Zanetti para a esquerda do terreno, os problemas de falta de estruturação e ligação do meio campo com o ataque continuaram na Selecção das pampas. Do ataque, Messi e Lavezzi não fizeram rigorosamente nada e Carlos Teves foi talvez o único inconformado desta equipa Argentina durante a partida. Incompreensível também foi uma das substituições de Sérgio Batista: entrou Gago (acumulou 189 minutos pelo Real Madrid esta época; não sei como foi convocado) para o lugar de Cambiasso quando se exigia de início alguém com as características de um 10: tanto poderia ser Messi como Javier Pastore ou até Riquelme se fosse convocado.

Esta péssima exibição vem claramente contra as palavras do Presidente da Federação Argentina Julio Grandona quando afirmou “Messi não joga mal, os outros é que jogam mal” – Definitivamente todos (à excepção de Tevez, Zanetti, Aguero e Mascherano) estão a jogar mal na Selecção Argentina. Messi, Lavezzi, Burdisso e Gabi Milito tiveram duas exibições para esquecer. O guarda-redes Sérgio Romero teve uma noite menos boa frente à Bolívia mas foi precioso contra a Colômbia nesta madrugada ao defender dois remates de Falcao que levavam selo de golo.

A Colômbia mostrou de facto que tem uma excelente selecção. A melhor desde a geração de ouro dos anos 90. Guarin (fez novamente um jogo notável) Falcao, Armero, Moreno (esteve com um pé em Alvalade; não é mau jogador) Zuniga, Adrian Ramos e os veteranos Yepes e Perea, juntando aos novos valores do futebol argentino como James Rodriguez e Santiago Arias podem constituir uma selecção que pode obter bons resultados tanto ao nível das competições e qualificações da América do Sul como no próximo mundial em 2014.

No que toca a esta Copa América, pelo que vi a Colômbia tem todas as condições para pelo menos chegar à final.

Na arbitragem, destaque para o erro claríssimo do árbitro brasileiro aos 24″ quando Adrian Ramos foi claramente derrubado na área por Nicolás Burdisso. 1º porque era penalty e Burdisso vinha para a rua. 2º porque o árbitro deixou passar a jogada quando a bola sobrou para o falhanço incrível de Moreno, e se o fez propositadamente é um erro ainda mais grave visto que nas leis do jogo não existe lei da vantagem quando se trata de uma grande penalidade.

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Argentina 1-1 Bolívia

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Excelente golo de Edivaldo Rojas da Naval 1º de Maio, mais conhecido no mundo do futebol por Bolívia, onde Sérgio Romero e o defensor argentino ao primeiro poste não estão isentos de culpa.

Volta Maradona, que ele (Sérgio Batista) não sabe o que faz.

Em tempos em que a fome de bola é muita pela inexistência de oferta, decidi ficar acordado até tarde para ver o jogo inaugural da Copa América. E desde cedo na partida, previ que a Argentina se ia dar mal no jogo estreia perante os seus adeptos.

O valor da Selecção Argentina é inquestionável. Do meio campo para a frente pode-se dizer que é uma autêntica máquina de guerra. Frente a uma frágil Bolívia, a alvi-celeste nunca conseguiu jogar como equipa. Funcionou sempre num esquema de cada um por si, que por vezes pode resultar vistas soluções como DiMaria, Ezequiel Lavezzi, Lionel Messi, Kun Aguero ou Carlitos Teves, mas que desta feita neste jogo em concreto não resultou. Para isso, muito contribuiu a presumível “falta de conhecimento” que o seleccionador Sérgio Batista parece ter dos seus comandados.

Frente a uma das mais fracas selecções da competição, é questionável o facto de Sérgio Batista ter colocado um 11 com um meio-campo reforçado 3 trincos de calíbre e funções simétricas (Banega, Mascherano e Cambiasso) onde apenas o jogo do Valência é por qualidades técnicas um bom transportador de bola para o ataque, sem um organizador de jogo natural (Messi talvez seria esse jogador mas adoptou uma posição de claro ponta-de-lança da equipa Argentina) e com Carlitos Tevez e Ezequiel Lavezzi a jogar nas alas quando talvez seria melhor encostar Messi numa ala e abdicar de um dos trincos para colocar um jogador como Jonás Gutierrez na outra ala.

O resultado foi mais que visível. Perante o aceitável acertamento defensivo da Bolívia, a Selecção Argentina mostrou não ter fio de jogo nem sentido de colectivo. Não quero com isto dizer que os argentinos não tenham jogado mal: apenas subestimaram o adversário que tinham em mãos e podem-se dar muito gratos pelo empate, visto que a Bolívia em vantagem teve um clara oportunidade de selar uma vitória histórica nos pés de Marcelo Moreno que Sérgio Romero tirou da boca do avançado do Shaktar Donetsk num 1 para 1 resultante de uma mortífera desmarcação protagonizada no centro do terreno.

Batista foi feliz na substituição de Aguero: foi o “muito desejado” jogador do Atlético de Madrid que veio dar objectividade ao ataque argentino, rendendo Lavezzi que reclamou mais com a arbitragem do que jogou à bola.

Se quiser passar neste grupo, a selecção Argentina terá que melhor e muito no jogo contra a Colômbia de Freddy Guarín e Radamel Falcão. E neste cenário, teremos sempre que colocar em atenção o facto da Colômbia ser uma equipa com muito mais qualidade que a pobre Bolívia.


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Portuguesisses

A Ordem dos Médicos aprovou no seu seio a entrada de 42 médicos Colombianos contratados pelo Estado Português para colmatar lacunas de atendimento em centros de saúde de Lisboa e Vale do Tejo e Algarve mas contestou a iniciativa do Ministério da Saúde.

Estando 750 mil cidadãos português com atendimento médico deficitário nas suas unidades familiares e tendo o Ministério da Saúde procedido a uma selecção rigorosa entre os candidatos colombianos não percebo o porquê deste tipo de reclamações.

A falta de médicos no nosso país e os problemas que causam essa carência são mais que visíveis: as restrições ao aumento de vagas nos cursos de medicina das universidades portuguesas, as reformas antecipadas de médicos no SNS em prol de atendimento no sector privado e a fuga dos jovens médicos para o sector privado.

Dada esta carência, não faço qualquer objecção à contratação de clínicos estrangeiros. Desde que evoluam na comunicação do português e sejam reconhecidos como competentes, criam mais valia para o Sistema Nacional de Saúde e para a qualidade de vida dos cidadãos Portugueses.

Ao bastonário da Ordem dos Médicos pede-se que se mudem as mentalidades do sector antes de se criticar as opções do Ministério da Saúde.

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