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NBA 2012\2013 #1

A maior liga de basquetebol do planeta já começou e praticamente no fim da 1ª semana da competição, urge-me começar a esmiuçar o que se tem passado.

Para simplificar as coisas, esta semana começo a escrever uma breve análise sobre a prestação das equipas nos primeiros jogos. A partir deste post, começarei a postar mais regularmente análises, vídeos, conferências de imprensa, jogos, fotografias e outras curiosidades em redor da competição. Para esse efeito pedi ajuda ao staff da Liga ESPN NBA Portugal (liga privada da ESPN) para me começar a apoiar nestes posts daqui em diante. Caro leitor, se quiser participar nestes post com conteúdo, opiniões ou caso queira partilhar algo que me tenha passado em claro nos posts que aqui deixar, poderá fazê-lo a partir do email joaorbranco@live.com.pt, tendo que, só para o efeito, enviar o que quiser partilhar neste blog junto com a sua identificação. (nome, apelido, nickname).

Começando pela conferência este:

Boston Celtics

É certo e sabido que Doc Rivers tem este ano um enorme desafio pela frente: a reconstrução faseada de uma nova era para a equipa. Se o espectro de Ray Allen já foi ultrapassado (dentro das limitações orçamentais e contratuais que o franchising tem; dado o pouco poder de troca que o franchising também tem dada a idade avançada e os respectivos salários de Garnett e Paul Pierce) com as contratações de gente que poder dar um novo impulso à equipa (Leandro Barbosa e Jason Terry, são exemplos desse paradigma; Terry foi em Dallas durante muitos anos um dos melhores nº6 da competição, senão o melhor) auspicia-se um ano muito difícil para a equipa do Massachusets.

É certo que Allen é um jogador que, mesmo apesar da sua idade, vai deixar saudades por Boston. Falamos só do recordista actual em triplos da história da competição. Mantendo-se a espinha dorsal da equipa assente no big three Garnett-Pierce-Rondo, onde o base assume uma preponderância tal que por vezes chega a fazer de Garnett e Pierce (Rondo é o candidato a vencer o maior número de triplos-duplos na temporada), creio que Boston, pelos jogadores que acompanham esse mesmo big-three, pela experiência global da equipa (veteranos da liga são 6 no seu plantel) e pela qualidade inegável de quase todo o plantel, vai ao playoffs sem grandes dificuldades (não são candidatos a vencer a conferência na temporada regular como nos últimos anos é certo) e nos playoffs, em derivado desta assumpção global que faço do seu potencial, poderão surpreender tudo e todos.

O draft também foi simpático para Doc Rivers. Trouxe-se um talento em bruto chamado Fab Melo. O jovem internacional brasileiro de 22 anos, escolhido na ronda 22 do draft deste ano vem muito bem referenciado do campeonato universitário norte-americano, onde alinhou por Syracuse nas últimas 2 temporadas. Melo, poste, internacional brasileiro, foi nomeado o melhor defensor da NCAA da época passada e graças ao seu enorme poder atlético (2,13m e 116 kg) é um jogador que se mexe muito bem na luta das tabelas mas revela alguma ineficiência no ataque. Melo terá direito a poucos minutos na equipa de Boston este ano, mas se Doc Rivers, com toda a experiência que acompanha este técnico campeão, puxar pelo Brasileiro, poderá ter aqui um belo diamante para lapidar lentamente e lançar a alto nível na próxima temporada.

Quanto a este início de época, os primeiros jogos da equipa tem corroborado a minha opinião de que será um ano muito difícil para a equipa do Nordeste.

A abrir, os Celtics foram fazer um jogo muito interessante a Miami contra os Heat mas saíram de cabeça muito baixa, perdendo por 120-107. Se 107 pontos é um indicador ofensivo muito importante tendo em conta o pavilhão onde esse resultado foi obtido, fica também o registo que os Celtics obrigaram a cavalaria pesada de Miami a puxar dos seus galões para vencer a partida, não fosse LeBron ter marcado 26 pontos e 10 ressaltos, Allen 19 pontos (no primeiro reencontro com a sua anterior equipa), Wade 29 pontos e Bosh 19 com 10 ressaltos. Mais uma vez, mesmo com a ida de Ray Allen para a equipa campeã em título, se demonstra que o jogo de Miami está completamente monopolizado pelas suas vedetas. Prova disso, o seu big-four com 83 dos 120 pontos da equipa na partida.

Nos jogos seguintes, voltaram a perder em Milwaukee (99-88) e venceram os Wizards por magros 3 pontos de diferença. Denominador comum da prestação da equipa de Doc Rivers nas 3 partidas realizadas: Paul Pierce e Rajon Rondo. Se o primeiro está completamente on-fire, facto que não é costume visto que Pierce é um jogador que sempre nos habituou a aparecer em grande lá para meados de Janeiro quando a temporada regular já vem a meio, o segundo tem-nos mostrado alguma inconsistência ao nível do lançamento. No entanto, Rondo tem feito mais de 10 assistências por partida, o que confirma que é o verdadeiro líder da equipa.

Brooklyn Nets

O antigo franchising de Nova Jersey entretanto mudado para Nova Iorque (mais precisamente para o mítico bairro de Brooklyn) teve um verão rico em contratações, numa continuação daquilo que já tinha sido levado a cabo na última ronda de transferências da época 2011-2012 para que a equipa possa voltar pelo menos aos playoffs.

Depois de vários anos em Atlanta a espalhar magia, Joe Johnson deu um novo passo na sua carreira e aproveitou o fim de contrato com a equipa do estado da Geórgia para rumar a Norte. O free-agency em Brooklyn não se ficou por aqui. A juntar a vedetas como Deron Williams, Gerald Wallace e Robin Lopez, a equipa também resgatou de forma livre o base C.J Watson, base que se destacou nas últimas duas temporadas em Chicago. C.J Johnson é uma excelente alternativa de banco a Deron Williams, sendo um jogador que gosta tanto de armar jogo como de lançar ao cesto. Adiciona muita capacidade de lançamento exterior a uma equipa que já tinha alguns bons triplistas (Williams, Wallace, DeMarshoon Brooks) mas tem o senão de ser um jogador muito afectado por lesões e afectado sobretudo pela inconsistência. É um jogador que tanto é capaz de fazer 5 jogos seguidos com pontuações na casa dos 20 + 6\7 assistências em média como se apagar da competição durante 1 mês seguido.

Nesta equipa, que tem jogado muito bem é o poste Brook Lopez. Depois da tempestade vem a Bonança. Lopez regressou a meio gás a meio da temporada passada mas rapidamente voltou à enfermaria no início de Abril deste ano graças a um problema continuado num dos tornozelos. Recuperado na totalidade, o poste cujo irmão é Robin Lopez (Phoenix Suns) voltou à competição com números estrondosos (para um poste) nos primeiros 3 jogos da temporada da nova equipa de Nova Iorque: 20 pontos de média e 7 ressaltos por jogo, facto que corrobora a sua apetência ofensiva.

Nestes primeiros 3 jogos da equipa, os Nets tem revelado algumas dificuldades ofensivas. 2 derrotas e 1 vitória revelam que o técnico Avery Johnson terá que trabalhar muito para unir estas peças rumo a lugares mais confortáveis. A última derrota (em casa frente aos Minnesota Timberwolves por 96-107 revela uma equipa que tem dificuldades na defesa. Até porque, uma equipa com Deron Williams (18 pontos e 13 assistências no último jogo) é uma equipa que terá uma tendência natural para o ataque.

A entrada deste “novo” franchising para a Liga traz-nos a entrada de um novo pavilhão para a competição: o Barclays Center, pavilhão construído num daqueles bairros considerados como “coração do basquetebol americano”.

Fica aqui uma nova imagem do dito pavilhão e um insider que foi feito:

Para finalizar, Avery Johnson e alguns jogadores da equipa falam sobre a esta dos Nets no media day do franchise:

New York Knicks

O poderoso Carmelo Anthony transporta na sua 3ª época em Nova Iorque a ambição da equipa ir o mais longe possível nesta liga.

Facto: as saídas de Jeremy Lin (para Houston) e Landry Fields (Toronto) – a saída do primeiro depois de uma temporada fenomenal em que passou de reserva da equipa a jogar preponderante na manobra ofensiva da equipa e de outro, que, apesar de ainda estar a crescer como jogador já apresentava uma invejável capacidade ofensiva, principalmente no tiro exterior.

Facto: as entradas de Jason Kidd e Marcus Camby, jogadores que apesar de estar na sua curva descendente ainda poderão ajudar em muito os objectivos desta equipa. Kidd, apesar dos seus 39 anos de idade, ainda é um jogador que arrasa por onde passa. Camby já não é o mesmo desde os tempos de Denver mas compreende-se a sua contratação visto que é um jogador muito válido do ponto de vista da luta das tabelas. Ainda consegue 8 a 10 ressaltos por jogo e isso será muito importante para uma equipa cuja defesa é o seu calcanhar de aquiles. As entradas de dois jogadores muito interessantes como Raymond Felton (já tinha passado uma vez em Nova Iorque onde não vingou e foi empacotado para Denver aquando da troca Carmelo Anthony) Ronnie Brewer, Pablo Prigioni, base argentino que chega à NBA aos 35 anos depois de muitos anos de glória tanto em Itália como em Espanha ao serviço do Caja Laboral. É um jogador cuja entrada em tão avançada idade causa espanto e é sobretudo um jogador que pelo seu talento me fez interrogar anos após anos como é que a Liga nunca lhe abriu as portas. Já Brewer vem dos Bulls, onde nunca se afirmou a sério. A equipa de Chicago preferiu não renovar com os seus serviços para poupar o seu salário no cap salarial da equipa.

A todos estes nomes que acima citei, juntam-se os clássicos de Nova Iorque das últimas temporadas: Amar ´e Stoudamire, Tyson Chandler, Iman Schumpert e JR Smith.

Stoudamire ultrapassou com sucesso os rumores que davam conta que poderia servir de moeda de troca com Dwight Howard num possível negócio a realizar no verão entre Knicks e Magic. No entanto, o poste começou a época lesionado e só voltará à competição daqui a 3 semanas graças a uma lesão numa mão. O sophomore Iman Schumpert, depois de uma excitante primeira temporada na NBA, também começou a época a ver o jogo na bancada.

Tyson Chandler tem começado a época com prestações que demonstram que ainda não se encontra na sua melhor forma física.

Já o explosivo JR Smith tem começado a época em grande estilo fruto de muito tempo de jogo que lhe tem dado o treinador Mike Woodson. Smith começou a época em alto estilo com 20 e 17 pontos nos dois jogos realizados contra Philadelphia. Prevê-se um JR Smith a jogar em grande estilo nesta temporada, depois de ter optado por Nova Iorque a meio da temporada passada aquando da sua chegada da China, liga onde estava a jogar.

Com tanto poder ofensivo, Mike Woodson só terá de se preocupar em melhorar os índices ofensivos. No ataque existem estilos para todos os gostos: a distribuição exímia de Kidd, a explosividade e tiro exterior de Anthony e Smith, a coragem na abordagem ao cesto de Schumpert, a criatividade e loucura de Felton e a força e regularidade de Chandler e Stoudamire.

A começar a temporada, alguma irregularidade.

Os Knicks bateram Miami em casa na sexta-feira com pompa e circunstância:

No jogo em que Knicks e Heat foram solidários para com os desalojados do furacão Sandy. Só Dwayne Wade doou o seu prémio de jogo de 200 mil dólares.

Para finalizar, o regresso do guerreiro à NBA depois de algum tempo de afastamento. Sim, Rasheed Wallace voltou para jogar em Nova Iorque. Pela sua entrega ao jogo, qualidade e até pelo seu mau feitio, Rasheed Wallace (campeão em 2004 com os Pistons) era daqueles jogadores que gostaria de ter visto jogar (em tempos áureos) nos meus Bulls. Vi jogar um outro Wallace (Ben) também campeão nesse ano na turma do Michigan entre 2006 e 2009 nos Bulls. Não é nem por sombras o mesmo Rasheed Wallace que lutava por todas as bolas, marcava triplos e reclamava por tudo e por nada. O seu papel é muito secundário em Nova Iorque. No entanto, vale a experiência de 15 temporadas a um ritmo abismal.

A veterania acaba por ser outros dos tónicos desta equipa. Mas não é uma veterania de banco. Os 6 veteranos da equipa (Kidd, Camby, Wallace, Kurt Thomas, Tyson Chandler e Amare Stoudamire) são ainda jogadores muito prestáveis para uma equipa que quer decerto jogar pela final de conferência nos playoffs.

Philadelphia 76ers

Maturidade é o adjectivo que melhor poderá caracterizar esta equipa. Alta velocidade é o estilo de jogo da equipa.

Nos playoffs do ano passado, os Sixers (8ºs classificados da fase regular) aproveitaram o deslize da lesão de Derrick Rose para mandar os Bulls (campeões da fase regular) para casa mais cedo quando toda a gente já apontava um duelo entre Chicago e Miami na final da conferência este.
Poucos meses passaram desde esse exito. O severo Doug Collins, tinha feito muito com o pouco que tinha. Meses depois, menos lhe dão para o início desta época. O mercado foi duro para os Sixers: a vedeta Andre Iguodala rumou a Denver pouco depois do título olímpico conquistado em Londres e o veteraníssimo Elton Brand rumou ao Texas para representar os Mavericks. Para colmatar as duas saídas de peso, a direcção trouxe Kwame Brown (aquele que Michael Jordan tanto acreditava que poderia ser o jogador da sua geração) Dorell Wright (um enorme shooter que andava meio perdido na falta de objectivos de Golden State), Jason Richardson (jogador cujos tempos de Phoenix já vão muito longe mas que ainda pode acrescentar muito poder de fogo ao tiro exterior dos Sixers) e… imagine-se

O monstro Andrew Bynum, o sacrificado de Los Angeles no processo negocial desta temporada em prol das chegadas de Steve Nash e Dwight Howard. A decisão de Bynum ter optado por Philadelphia não foi a mais acertada visto que Bynum é jogador para actuar numa equipa que tenha como objectivos o título. Ficava-lhe melhor ter optado por Dallas ou até pelos Spurs, visto que Dallas anda há dois anos a jogar sem um poste digno dessa posição e os Spurs poderiam começar a pensar na renovação do seu velho plantel com a entrada de alguém que pudesse substituir ao mais alto nível Tim Duncan.

Bynum ainda não se estreou pela equipa devido a mais um problema no seu complicado joelho direito. Deverá voltar na próxima semana.

O porquê de ter dito que Philadelphia é uma equipa que gosta de jogar a alta velocidade?

A resposta dá-se pelos nomes de Evan Turner, Thaddeus Young, Jrue Holliday, Nick Young e Spencer Hawes. Jogadores que chegaram de mansinho à Liga e subiram em flecha na mesma tendo como comparação aquilo que era dito pelos analistas sobre si na altura dos respectivos drafts. São de facto todos eles jogadores muito rápidos que gostam de ter a bola nas mãos e arriscar o lançamento exterior. Principalmente os bases Evan Turner e Jrue Holliday. O último é um jogador bastante interessante que é não é dado a não arriscar lançamentos. É um jogador que vive com os olhos no cesto, o que por vezes é mau visto que não sabe contemporizar as suas decisões e acções. No entanto, também tem jogos em que é pura e simplesmente o diabo à solta.

Toronto Raptors

A única equipa canadiana da Liga está a atravessar uma autêntica travessia do deserto desde que em 2010 Chris Bosh decidiu mudar-se para Miami. Não se espere muito novamente desta equipa. Toronto está à espera de melhores dias.

Com um rookie que promete (Jonas Valenciunas) com duas contratações interessantes (Landry Fields via Nova Iorque e Kyle Lorwy via Houston; Lowry conseguiu uma média pontual de 23.5 na última temporada) com os clássicos José Calderon, DeMar Rozan e Andrea Bargnani, é expectável apenas que a equipa orientada por Dwayne Casey seja capaz apenas de lutar por um 8º lugar na sua conferência, lugar que como se sabe permite a ida aos playoffs.

Nos primeiros jogos da temporada, duas derrotas tangenciais contra Indiana e Brooklyn Nets e uma vitória caseira por 105-86 sobre Minnesota.

Chicago Bulls

ou melhor, os maiores!

O United Center é um pavilhão cujos adeptos são impacientes, efusivos e não gostam de perder. A História dos Bulls assim modelou o ambiente em Chicago. Depois de duas temporadas em que a equipa venceu a fase regular da conferência este mas não foi capaz de materializar esse domínio nos playoffs (em 2011 caiu frente a Miami na semi-final de conferência e em 2012 não passou dos quartos frente a Philadelphia), um terceiro ano se levanta para Tom Thibodeau e equipa assombrado com a lesão de Derrick Rose, estrela que só voltará a actuar em Fevereiro ou Março.

Muitos daqueles que tem acompanhado a lesão de Rose ainda duvidam do estado de forma que Rose irá apresentar quando voltar à competição. O médico dos Bulls Fred Tedeschi afirmou recentemente que a recuperação do craque está a ser feita a um nível superior do que aquilo que estava previsto, daí que Rose já voltou aos treinos de forma condicionada a meio de Outubro quando tudo apontasse para que o fizesse apenas em Dezembro. Outros tem dito que Rose voltará bem, com mais vontade de triunfar mas com características ligeiramente diferentes daquelas que tinha nas últimas 3 temporadas. Poderemos portanto assistir a um regresso de um jogador não tão explosivo nas suas maravilhosas incursões para o cesto e mais incisivo no lançamento exterior, departamento do jogo onde Rose antes das sucessivas lesões que o afectaram na temporada passada, ia melhorando significativamente em relação às épocas anteriores.

Tom Thibodeau tem aqui a sua prova de fogo. Toda a gente sabe que os Bulls sem Rose muito dificilmente poderão aspirar lutar pela vitória na conferência com outras equipas como Miami ou New York. Seria interessante apontar a época regular para um 4º lugar de conferência.

Da equipa saíram alguns jogadores importantes: CJ Watson rumou aos Nets, Brewer aos Knicks, Kyle Korver para Atlanta. Com a saída do primeiro e o do terceiro, os Bulls perderam uma parte interessante do seu lançamento de 3 pontos. Omer Asik rumou a Houston depois dos Bulls não terem coberto a oferta contratual de Houston. Notou-se com estas saídas alguma necessidade da equipa poupar dinheiro para poder atacar um bom free-agent no final desta temporada e suportar os elevados salários desta temporada de Carlos Boozer (24 milhões) e Joakim Noah (15).

Para reforçar a equipa e minorar as perdas, os Bulls adicionaram jogadores com bastante experiência de liga: o baixinho Nate Robinson, Vladimir Radmanovic, Kirk Hinrich (regresso) Marco Belinelli e Nazr Mohammed.

Nate Robinson já todos sabemos quem é. O jogador mais baixo da liga a ganhar um concurso de afundanços. Robinson é mais que isso. É um razoável armador de jogo e é temível no jogo exterior. Radmanovic é um jogador que passou ao lado de uma grande carreira. Nos Lakers foi preponderante durante algumas temporadas mas desde aí que se apagou definitivamente. É um lançador de 3 pontos temível. Kirk Hinrich veio para ser mais um a ajudar enquanto Rose não voltar. Está longe dos tempos em que passou por Chicago (2003 a 2010). Marco Bellinelli é outro lançador interessante que andava perdido em Nova Orleães mas ocorre-lhe o facto de nunca ter confirmado as expectativas que pendiam sobre si em 2007 quando foi drafteado. Nazr Mohammed é um globetrotter que nunca criou grandes raízes em qualquer equipa por onde passou e a sua passagem por Chicago apenas ocorre pelo facto de Asik ter rumado a Houston. Mohammed apanhará os restos temporais que Noah não alinhar.

Como se pode ver a equipa de Chicago perdeu imenso no balancing que pode ser feito entre os que entraram e saíram. O top 5 continua fantástico e cheio de qualidade: mesmo com Rose lesionado restam Hamilton (está a ter um excelente início de temporada) Boozer, Deng e Noah. Deng está novamente a assumir o jogo, como lhe compete na ausência de Rose. Daí estar a jogar a alto nível novamente. Facto curioso iremos talvez assistir novamente em relação a este jogador quando Rose voltar. As estatísticas não mentem: com Rose fora vê-se o melhor Deng, com Rose dentro Deng pura e simplesmente desaparece. Seria o ideal para a equipa ter os dois juntos em grande forma. Já Carlos Boozer também está com um início de época que promete muito. Dado foi a vitória estrondosa da equipa em Cleveland por 116-85.

Tom Thibodeau sabe que as coisas estão difíceis para  o seu lado. No entanto, Thibodeau é exímio a montar equipas que sabem defender bem. Os Bulls não são das melhores equipas do campeonato a atacar mas serão sem sombra de dúvidas a melhor a defender. Foi aí que residiu o sucesso das temporadas que passaram.

Cleveland Cavaliers

Byron Scott é conhecido por fazer milagres nas equipas que treina. Assim aconteceu por exemplo quando em Nova Orleães, nos tempos em que o piso do New Orleans Arena era pisado por um senhor chamado Chris Paul  e por outro chamado Tyson Chandler. Scott na altura pegou num franchise que dava os primeiros passos (não esquecer que o Katrina obrigou a equipa a ir jogar um ano para Oklahoma; Oklahoma ficou tão seduzida com o basquetebol da NBA que comprou os direitos do franchise dos Seattle Supersonics no ano seguinte) na Liga e rapidamente o colocou na NBA, algo ímpar na história da modalidade. Até Memphis, que por sua vez comprou os direitos dos Grizzlies à cidade de Vancouver, demorou sensivelmente 10 anos a ir pela primeira vez aos playoffs, não obstante do facto de ter contado nas suas fileiras com Pau Gasol durante várias épocas.

Olhando para o rooster da equipa do Ohio, Byron Scott tentará fazer o que fez com essa tal geração de New Orleans: atingir os playoffs e incomodar as melhores equipas do Este. Será a meu ver uma tarefa quase impossível dado que o plantel dos Cavs é dos mais fracos da liga senão o mais fraco.

Equipa liderada a fundo por Kyrie Irving, o #1 do draft do ano passado. Na primeira época de Irving da NBA ficámos a conhecer um jogador que está aí para durar. Irving não tem nem de perto nem de longe agregado a si o estilo de LeBron ou o seu fleurma. São jogadores de características diferentes. Enquanto LeBron puxa do cabedal para se fazer valer, Irving é um shooter nato e esperemos que na sua segunda época na Liga tenha aprendido algo com a inconsistência que teve enquanto rookie. Ambos tem em comum o facto de se estrearem na Liga pela mesma equipa, sendo escolhidos na posição #1. No seu ano de estreia de Liga, Irving não teve as mesmas condições que LeBron James teve no seu ano de rookie.. É caso para dizer que Irving está a pagar a factura da saída de LeBron para Miami. Enquanto LeBron teve regalias por parte da direcção de Cleveland, que, construiu ano após anos equipas para LeBron conseguir o título (equipas essas que quase sempre eram escassas para tal objectivo), Irving, pelo desinvestimento que a direcção de Cleveland teve que fazer nos últimos anos para recuperar a saúde financeira, tem que jogar quase por conta própria. No entanto é notória a necessidade que urge na equipa em haver investimento para dotar a sua estrela de bons companheiros.

Do resto do plantel da equipa do Ohio pouco ou nada se aproveita. Um Daniel Gibson que revela alguma capacidade de tiro exterior. Um CJ Miles que é um jogador que já teve uma boa passagem por Utah. Um Alonzo Gee que é um jogador interessante mas nunca será uma grande vedeta. Um Varejão que se pode considerar o 2º melhor jogador da equipa e um Luke Walton que está muito enferrujado devido a anos de banco que Phil Jackson lhe proporcionou (mal a meu entender) no banco de LA. Se existem equipas cujo 5 base é óptimo mas o banco é escasso para os objectivos a que as mesmas se propõem, é caso para dizer que em Cleveland não existe um 5 base óptimo, muito menos banco. É uma equipa quase condenada a ser Irving contra 5 e condenada a sofrer muitos cabazes durante a época, principalmente nos jogos fora.

Para finalizar, aqui fica o melhor comercial do ano relacionado com a NBA, onde Irving protagoniza uma engraçada história real para a Pepsi:

Detroit Pistons

Um grande franchise a passar uma enorme travessia do deserto. 3 anos sem playoffs no Palace of Auburn Hills é muita dose para uma equipa habituada a estar no top da liga anos a fio.

A mesma dose que afirmei para Cleveland, tendo os Pistons um bom 5 base.

Greg Monroe. Em conjunto com Roy Hibbert e Anthony Davis, Monroe é um dos postes mais talentosos desta nova geração. Aos 22 anos ainda tem muito para crescer. No ano passado terminou a fase regular com estatísticas muito interessantes: 15.4 pontos por jogo e 9.7 ressaltos. Nos primeiros três jogos mostrou alguma regressão em relação a esses números. Penso que com o desenrolar da época e com uma subida de forma do base Rodney Stuckey poderá efectivamente subir de produção e quem sabe espreitar o All-Star Game em Fevereiro.

A acompanhar Monroe está uma equipa muito jovem. 5 rookies (Kim English, Andre Drummond, Viachlesav Kravtsov, Khris Middleton e Kyle Singler). Dos 5, Singler é um extremo que gosta imenso de atacar o cesto e promete dar que falar no futuro. Já vinha com boas indicações da Universidade de Duke, universidade que tem lançado bons talentos para a Liga nos últimos anos, fruto do bom trabalho de formação que Mike Kryzewsky (seleccionador norte-americano) tem feito. Falamos portanto de uma universidade que nos últimos 15 anos lançou jogadores na alta roda como Shane Battier, Carlos Boozer, Elton Brand, Luol Deng, Gerald Henderson, Grant Hill, Kyrie Irving, Corey Maggette ou JJ Redick. Outro que promete ser um jogador interessante para o futuro é o poste Andre Drummond. Um poste à antiga, exímio a defender e com um grau de atleticismo bastante interessante. Prcisa de tempo para crescer.

Dois outros jovens que poderão crescer mais nesta época nesta equipa são o base Brandon Knight e o extremo Jonas Jerebko. O sueco já prometeu muito no final da temporada passada. É um bom lançador só que terá que melhorar em muito na velocidade em que executa os seus lançamentos. Ainda é um jogador com um jogo de pés muito lento e habituado às temporizações do basquetebol europeu.

Para acompanhar esta nova fornada de Detroit, com a saída de Ben Gordon ficaram 3 jogadores com enorme experiência na Liga: Charlie Villanueva, Rodney Stuckey e Tayshaun Prince. Prince é o único que resta do título de 2004. Stuckey prometeu muito mas teve azar com as lesões.

A época para já começou com 3 derrotas previsíveis contra Phoenix, Lakers e Houston. Esta equipa precisa de crescer e muito dificilmente conseguirá passar das 25 vitórias nos 82 jogos da temporada regular. Os playoffs ainda estão muito longe mas o futuro está a construir-se aos poucos.

Indiana Pacers

Roy Hibbert esteve a um passo de sair de Indiana no passado mês de Julho como free-agent mas no último segundo tomou a decisão de aceitar a proposta de renovação da direcção. E fez muito bem, os Pacers estão mais fortes que nunca.

A equipa do estado de Indiana orientada por Frank Vogel poderá constituir-se como a surpresa da Conferência Este. Estão juntos todos os condimentos para tal desde que a equipa demonstre novamente o espírito de sacríficio e a garra que demonstrou nas temporadas anteriores. Na tentativa de melhorar ainda mais uma equipa que está a atingir o seu estado de maturidade colectiva, a direcção de Indiana decidiu fazer duas contratações cirúrgicas: contratou DJ Augustin a Charlotte (e Charlotte ficou uma equipa ainda mais miserável), o Francês Ian Mahinmi a Dallas (o internacional francês terá muitos mais minutos em Indiana do que os míseros que tinha na equipa do Texas) e Gerald Green aos Nets.

Augustin irá trazer mais qualidade à organização de jogo da equipa. Para além de ser um interessante distribuidor de jogo, é um jogador que também é capaz de fazer médias pontuais de 15. Mahinmi é um jogador com muito pulmão que necessita de jogar para ver se é desta que explode na Liga. Gerald Green poderá ter aqui a oportunidade que desejava para se tornar um jogador de topo.

Da época passada transita a nata desta equipa. Danny Granger (na imagem) é o maestro desta orquestra. Um jogador incrível que é capaz de vencer um jogo praticamente sozinho. No entanto lesionou-se nos primeiros jogos da época e estará 3 meses de fora. Paul George, um “Granger” que necessita de crescer mais um bocadinho. É um jogador temível no contra-ataque mas precisa de evoluir mais na tomada de decisões. Quando está bem é o espectáculo dentro do próprio espectáculo. Tyler Hansbrough é pau para toda a obra na equipa e agora tem a companhia do irmão mais novo Ben Hansbrough. Tyler é um poste baixo, tem muita força mas não tem técnica nenhuma. Se tivesse técnica seria um caso sério. Ben é um shooting guard. George Hill é outro jogador fantástico. Finaliza-se tudo com David West, um jogador que depois de ter brilhado em New Orleans e de ter andado desaparecido devido a sucessivas lesões, recuperou a felicidade do jogo em Indiana.

Postas as cartas na mesa é esperar pelo sucesso desta equipa. Estou convencido de que lutarão pelos 3 primeiros lugares da conferência. Serão também perigosíssimos nos playoffs se estiverem moralizados.

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pelas nbas

Há uma equipa lá para os lados de Chicago a dominar a conferência este e a calar a fanfarronice de LeBrons e companhias…

12 vitórias e 2 derrotas nos primeiros 14 jogos fazem do 1º mês da Liga um arranque de sonho por parte dos Bulls, que apesar da sua bipolaridade ao nível de jogo conseguem levar o barco a bom porto no fim de quase todas as partidas. Apenas Atlanta (com todo o mérito; já tinham ameaçado em Chicago e acabaram por vencer categoricamente no Alabama) e Golden State conseguiram bater os Bulls.

Na Sexta-Feira vitória concludente em Boston perante uns Celtics que ainda andam à procura do seu melhor basquetebol.

No jogo do TD Garden, os Bulls entraram muito bem na partida com um parcial de 26-13 muito à custa de um Carlos Boozer muito inspirado no lançamento curto e Luol Deng. Na 2ª parte, um parcial de 26-20 (com os Bulls a defender muito bem) levou o jogo para intervalo por 52-33, algo minimamente escandaloso para um jogo que se previa muito equilibrado.

Com a 2ª parte veio a bipolaridade da equipa de Tom Thibodeau. De um momento pro outro, um parcial de 15-26 levaria a que os Bulls no 4º período tivessem estado a vencer apenas por 3 pontos (71-68). Eis que aparece Derrick Rose com alguns cestos completando a vitória por 88-79.

Carlos Boozer com 12 pontos, 8 ressaltos e 5 assistências e Luol Deng com magníficos 21 pontos e incríveis 16 ressaltos (já não é o primeiro jogo que o Sudanês naturalizado Britânico faz números assim, provando ser o mais regular dos homens de Chicago neste início de época) também tiveram em destaque, destapando algumas dificuldades do banco de Chicago (Scalabrine, Lucas, Asik, Gibson e Korver) em marcar pontos e conseguir ressaltos e assistências: todos juntos não conseguiram mais do que 8 pontos, 3 ressaltos, 2 assistências e 1 abafo.

Da partida de Boston, Rose foi o melhor marcador com 25 pontos e para além desses 25 pontos, 7 assistencias. Tem sido o cunho pessoal de Rose: em quase todas as partidas não ultrapassa uma média de 20 pontos mas ao nível de assistências nunca faz menos de 7, chegando em alguns jogos a atingir 10\12.

Os Celtics, antecipando um breve resumo sobre algumas equipas que irei escrever no fim deste post, mostraram-se Muitíssimo irregulares contra Chicago. Esta equipa de Boston não está apenas a ser irregular, está a ser uma sombra daquilo que foi nas últimas 3 épocas. Contra Chicago destaque para boas exibições de Rajon Rondo e Ray Allen. Vindo de lesão, Paul Pierce está lentamente a ganhar forma e é bom que isso aconteça senão Boston arrisca-se claramente a ficar de fora do top-4 do Este (já nem digo a ter que penar para conseguir uma vaga nos playoffs pois creio que isso jamais acontecerá à equipa de Doc Rivers).

Kevin Garnett está profundamente acabado e o banco de Boston é muito mas mesmo muito fraquinho.

As soluções para a equipa do Norte a curto prazo estão esgotadas. Trocar uma das 4 estrelas será praticamente impossível, dado que Pierce é um jogador simbólico, Allen é aquele jogador que tanto desaparece na fase regular como volta a aparecer decisivamente nos playoffs, Garnett já não serve de moeda de troca para ninguém e Rajon Rondo está a tornar-se um dos melhores bases da liga senão o melhor. A vida está muito complicada para Boston e temo que depois de extinta esta fornada de jogadores, Rondo tenha que servir de moeda de troca por 2 ou 3 jogadores de nível muito aceitável para que a equipa não caia numa travessia do deserto nos próximos 5\6 anos. Caso contrário, Rajon Rondo deverá querer rumar a uma equipa que lute por títulos quando se tornar free-agent e Boston poderá ter uma nova travessia do deserto na Liga

A recuperar muito bem nesta 2ª época sem Bosh, Toronto causou muitas dificuldades a Chicago no sábado. Os Raptors assumem-se claramente como candidatos a uma vaga de playoffs.

As duas equipas praticaram um estilo de jogo muito defensivo, mas no entanto, quando toca a defender os Bulls voltaram a demonstrar que são uma equipa que consegue encurralar os adversários através deste tipo de táctica de jogo.

Pela 2ª vez na semana de jogos, Chicago não ultrapassou a fasquia dos 80 pontos marcados (já não o tinha feito perante a frágil equipa de Washington) mas também não concedeu mais que 70 pontos ao adversário.

Mais uma vez Chicago foi uma equipa avassaladora na luta das tabelas. Carlos Boozer voltou a fazer números brilhantes com 17 pontos e 13 ressaltos. O power forward está claramente a jogar ao nível dos melhores tempos de Utah, fazendo com que esta seja definitivamente a sua melhor fase até agora ao serviço dos Bulls. Começa-se a interrogar a hipótese de Chicago ter 3 all-stars no próximo mês de Fevereiro: Rose, Boozer e Deng, facto que a acontecer seria mais que merecido para aquilo que os jogadores estão a fazer.

Joakim Noah com 12 ressaltos em 25 minutos de utilização também esteve muito bem (foi poupado por Tom Thibodeau dado à fraqueza física que tem sofrido nos últimos dias) e Derrick Rose voltou a aparecer quando mais lhe competia. Rose não está com medo de assumir o jogo da equipa nos momentos cruciais e em contrapartida às últimas 3 épocas na Liga assume esse risco sem sentir a pressão. O base voltou a terminar o jogo com um duplo-duplo: 18 pontos e 11 assistências, fazendo com que a sua mão valesse efectivos 52 pontos dos 77 de Chicago.

Do banco com 21 pontos em conjunto, J0hn Lucas e Taj Gibson voltaram a contribuir de forma efectiva para mais uma vitória. Gibson tem jogado muito bem nas últimas partidas, sendo que nesta para além dos 11 pontos conseguiu ganhar 12 ressaltos e mostrou mais uma vez que apesar de ser um jogador tecnicamente muito imperfeito é um grande lutar. Saliente-se que os Bulls ganharam 59 ressaltos durante esta partida e os Raptors 57. As médias de lançamento não estiveram famosas com 40% para Chicago (4-15 em triplos por exemplo) e 34% para Toronto (3-10 em triplos).

Agora falando de outras equipas da Liga:

Philadelphia 76ers – 2º lugar por agora da conferência este. Mais uma vez esta equipa de Philadelphia tem o dom de superar as expectativas iniciais que lhes apontavam. Elton Brand começou mal mas está a jogar muito bem. Iguodala continua a ser o líder da equipa.

Indiana Pacers – 3º lugar da conferência com um score de 9-3 o que não deixa também de ser surpreendente. Granger, Collison e companhia beneficiaram em muito da chegada de David West à equipa. O power-forward é um jogador extremamente completo e ainda está a 50% do seu potencial.

Miami Heat – Mísero 6º lugar da Liga. É certo que LeBron e Wade tiveram 1 jogo de fora e Miami até conseguiu ganhar a Atlanta. Também é certo que LeBron e Wade tem jogado com algumas limitações físicas, o que é motivo mais que suficiente (conhecendo os restantes jogadores da equipa) para evidenciar muitas fraquezas na mesma quando estes jogadores não actuam em max-power. Chris Bosh está a fazer jogatanas dos diabos e a equipa ganhou um 4º jogador de luxo que é Norris Cole: o rookie tem estado muito bem, se bem que os primeiros jogos foram muito over-rated e tendencialmente Cole irá ter comportamento de rookie.

As fragilidades da equipa começam no treinador Erik Spoelstra. Uma equipa a sério com objectivos sérios de título não pode ter um treinador que não é mais do que alguém fictício na equipa. Os verdadeiros treinadores são LeBron e Wade. Isso faz com que a equipa jogue nos designios de esperar que estes dois resolvam todos os problemas. Perder em Denver com os Heat perderam foi um sinal de abalo psicológico na equipa e aqui está um sinal de que a tal maturidade de que LeBron falava no início da época não é de todo um facto consumado.

Miami está entre a espada e a parede. A equipa anda a gastar em demasia em relação às suas reais possibilidades financeiras. Só existe um caminho para esta época: ou ganham o título da NBA e tem o esperado retorno financeiro ou LeBron, Wade e Bosh irão zangar-se na próxima época e a hecatombe do dream-time pode ser uma realidade.

New York Knicks – A dependência de Carmelo Anthony tem os seus resultados. Os Knicks atacam apenas por um canal que é o de Carmelo e defendem mal e porcamente. Existem rumores que até ao final do mês os Knicks poderão dar Stoudamire a Orlando como moeda de troca por Howard. O poste está completamente irreconhecível: não ataca como atacava e não defende rigorosamente nada. Não sei se os números  que Amare (18.7 pontos por jogo\ 8 ressaltos\ 0.4 abafos; comparativamente à época passada são menos 7 pontos de média pontual) está a fazer  poderão convencer Orlando de que o jogador poderá ser uma alternativa para a re-construção da equipa de Orlando num momento em que os ânimos em torno de Howard refrearam com as boas exibições e resultados que a equipa de Orlando está a fazer (8\3 nos primeiros 11 jogos da temporada).

Outros dos aspectos negativos em torno dos Knicks é obviamente as suas soluções de banco – Renaldo Balkman, Toney Douglas, Jared Jeffries, Landry Fields e tantos outros que a equipa tem por lá não fazem um jogador decente e as duas contratações em free-agency para este departamento de jogo (Mike Bibby e Baron Davis) tem passado mais tempo no estaleiro do que em campo.

Cleveland – Kyrie Irving confirma-se como jogador de futuro. O nº1 do draft é uma maravilha, mas como todos os rookies precisa de crescer. No entanto, Cleveland poderá conseguir os playoffs apoiados no seu rookie.

Detroit – Com Ro Stuckey lesionado, é Greg Monroe quem leva a equipa às costas. O poste é uma desperdício nesta equipa. Mais um ano sem playoffs no Palace of Auburn Hills. A coisa começa a roçar o escândalo para uma equipa cujo historial aponta 5 títulos, 7 títulos de conferência e 15 de divisão no misto entre NBA, ABA e NBL desde 1941.

New Jersey\Washington – Absolutamente miseráveis. Não são competitivas sequer. Em maior parte dos jogos levam sacadas de 40 de diferença e já perderam o jogo no 1º período. Se repararem todos os jogos que estas equipas realizaram esta época, existem períodos onde nem conseguem chegar aos 10 pontos (-1 de ponto por minuto) – Deron Williams e John Wall (respectivamente Nets e Wizards) são bases de topo que arriscam-se a ser “ultrapassados pela história” caso continuem andar por ali muito tempo.

Oklahoma City Thunder – 1º lugar de conferência Oeste. Merecido. Westbrook, Durant, Ibaka e Harden dão show e são para mim os contenders nº1 à vitória na conferência na fase regular e nos playoffs.

LA Clippers – Chris Paul e Griffin estão a começar a entender-se, mas os Clipps ainda não são candidatos a nada. O casamento do base com o poste poderá acontecer na próxima época.

Utah – Surpreendente o 4º lugar na conferência com um score de 8-4. É uma equipa que a meu ver pouco tem. Raja Bell é um veterano que anda muito longe dos tempos de Phoenix, e o mesmo acontece com Devin Harris e Josh Howard. No entanto, sem haver grandes vedetas na equipa (arrisco-me a dizer que o líder da equipa é Paul Millsap com 15 pontos de média e 8 ressaltos de média) existem muitos lutadores na equipa como o próprio Millsap, CJ Miles, Derrick Favors e Gordon Hayward. Não tem vedetas mas tem um colectivo muito lutador.

O turco Enes Kanter, o tal rookie da equipa que dias antes do draft afirmou ser um poste resultante de uma mistura técnica\táctica e atlética de Dwight Howard com Stoudamire e Shaq não está a convencer. Nos primeiros 12 jogos da época, média pontual de 4.4 pontos por jogo e 5.20 ressaltos. Muito pouco para quem se gabou tanto e para quem entrou na Liga rotulado de vedeta.

LA Lakers – Kobe Bryant acima da fasquia dos 40 está a conseguir levar a equipa às costas. Voltamos ao tempo dos Lakers em que Odom, Radmanovic, Vujacic, Ariza, Bynum, Walton e Fischer eram muito bons jogadores mas era Kobe quem mandava no jogo de LA. Desta feita mudaram alguns dos intervenientes na team mas Kobe é o esteio que faz os LA sonhar com alguma coisa esta época, facto que desde já considero muito improvável.

Dallas Mavericks – A recuperar do “lock-out” que persistiu na equipa nos primeiros 6 jogos da época. 8-5 com Nowitzky, Terry e Kidd a aparecerem em destaque nos últimos jogos e com os reforços Carter e Odom lentamente a entrosarem-se na equipa. Cuidado com Dallas. São campeões e num golpe de teatro parecido com o da época passada podem repetir a gracinha pois tem qualidade para tal.

Portland – O caminho inverso. Grandes arranques iniciais, estão a perder o gás. De 1ºs passaram a 8ºs num ápice. E vamos lá ver se conseguem aguentar a posição pois atrás vem Memphis a tentar recuperar das derrotas iniciais e Phoenix, que apesar de não ter nada de jeito no global ainda tem um Steve Nash que por si só vale ouro.

Minnesota Timberwolves – Ricky Rubio é um artista, Kevin Love é outro grande artista mas a tal mudança que se esperava na equipa ainda não aconteceu. Se não chegarem aos playoffs Love é capaz de ir espalhar o seu amor na luta das tabelas para outro sítio bem mais quente como LA, Chicago ou Nova Iorque.

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