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defesa de posição

Nesta manhã tenho recebido muitas mensagens devido ao facto de ter votado contra o Relatório de Contas da DG\AAC´12 e de ter votado contra a moção proposta pelo colega da FDUC Sandro Batista que pedia uma auditoria às contas do dito relatório, a realizar por uma entidade externa e independente.

Passo à minha explicação dos acontecimentos para que tudo fique claro:

1. Votei contra o Relatório de Contas da DG\AAC´12 pelos simples facto deste relatório conter despesas (basta ver a minha intervenção na AM aqui) que considero absurdas para o débil momento que a AAC atravessa ao nível das suas contas e pelo facto deste relatório ter parametros que não são explicados de forma leal e sincera aos seus sócios. Casos dos items que nele estão inscritos como “fornecimentos diversos”, “trabalhos especializados”, entre outros, items que não estão discriminados na sua totalidade e cujos centros de custos apresentam valores diferentes. Caso por exemplo, nos items respeitantes ao Pelouro da Política Educativa, onde o dia do estudante apresenta um valor inscrito no relatório que se apresenta bastante diferente nos centros de custo, pelo que pude verificar junto a um dos membros do Conselho Fiscal da AAC cessante. Não quis ser do contra só porque sim e preferi admoestar a gestão do ano 2012 com um cartão amarelo ao votar contra este relatório pelo despesismo fútil efectuado durante o mandato em alguns items da gestão da instituição.

2. Votei contra os dois pontos da moção apresentada pelo Sandro Batista pelo facto desta moção ter sido uma manobra política executada por um dos vice-presidentes cessantes da última DG\AAC. Não tenho nada contra o Sandro nem pessoalmente nem associativamente. Que fique aqui escrito e sublinhado. Tenho pena do Sandro se ter exposto à representação de um golpe de teatro penoso. Creio que o Vice-Presidente da DG\AAC´12 Samuel Vilela, o verdadeiro autor desta moção, tinha também como responsabilidade inerente ao cargo que desempenhou, manter algum rigor e algum controlo sobre as despesas cometidas e ontem apresentadas dos pelouros pelos quais ficou responsável, coisa que não o fez. Se o fez, não sei. Sei sim que o Samuel veio a Assembleia Magna lavar roupa suja de uma dita reunião da DG\AAC´12 no mês de Setembro, onde pelos seus motivos, tentou “lixar internamente” (é este o termo correcto e deve ser dito sem qualquer problema ou questão de censura) o administrador cessante (João Seixas) na célebre apresentação de uma moção interna em que responsabilizava o segundo por danos na gestão do património pertencente à DG\AAC´12 e em alguns problemas verificados na altura na cobrança da dívida da empresa InTocha à DG\AAC´12 pela concessão contratualizada da exploração dos bares. Como não conseguiu levar o seu avante na dita reunião, reapareceu na Magna, à boa maneira sul-americana do caudilhismo, a propor uma moção que podia perfeitamente ter aconselhado a sua DG\AAC´12 a realizar a tempo de mandato. Daí a minha afirmação na 1ª intervenção que fiz ao afirmar que “adoro ver antigos vice-presidentes da casa que saíram lobos e reapareceram na Magna travestidos de cordeiros” – fim de citação.

3. Eu sei e não tenho qualquer problema em admitir que o Samuel não teve tomatinhos para apresentar a moção em Assembleia Magna by himself. Foi uma falta de carácter enorme de quem sabia que caso apresentasse por si próprio tal moção seria questionado sobre a sua responsabilidade na questão durante o ano em que ocupou o cargo que ocupou na DG\AAC´12. Repito então que tomo a moção do Sandro, cujo autor não foi o Sandro, foi uma tentativa de vingança publica declarada do Samuel Vilela ao João Seixas, vingança explícita que reprovo de forma categorica.

4. Quanto à auditoria em si:

4.1 Como referiu e bem o vogal do CF\AAC cessante Gustavo Bonifácio, existem vários tipos de auditorias que se podem fazer a uma determinada instituição.

4.2 Não sei até que ponto é que uma auditoria feita por uma entidade externa e independente poderá revelar o que quer que seja no relatório de contas da DG\AAC´12. Como sabemos, as auditorias feitas por entidades externas à casa e independentes como a Deloitte (por exemplo) noutras instituições (Benfica, BPN, entre outros exemplos) não adiantaram absolutamente nada e não resolver qualquer dos problemas existentes nas contas das duas instituições: o BPN afundou da forma expressiva como hoje conhecemos e o Benfica continua com um passivo gigantesco nas suas contas.

4.3 Uma auditoria às contas da DG\AAC´12 per si é impossível. Para se auditarem as contas da DG\AAC, obrigatoriamente, pelo cruzamento de todos os pagamentos resultantes dos movimentos executados pelos organismos da casa, para termos uma noção do estado do erário da AAC teríamos obrigatoriamente que auditar todos esses organismos. Uma auditoria às contas da AAC (como um todo) custam uma fortuna, da qual a AAC, neste caso a DG\AAC, poderá não dispor em caixa para pagar durante este ano civil de 2013. Por um lado reconheço que para se tratar a “doença” seria necessário avaliar toda essa articulação de pagamentos entre os organismos da casa. Por outro lado penso que o valor que nos poderia ser cobrado por uma auditoria seria excessivo e pesado para o actual estado da DG\AAC.

4.4 Também aproveito para afirmar aqui sem pejo que caso esta DG\AAC tenha cometido lapsos de forma voluntária neste relatório de contas, destinado a omitir ou negar quaisquer movimentos que tenham lesado de forma grave o património e o futuro da instituição, creio que não será uma auditoria que os irá revelar mas sim o tempo. Em caso de erro crasso que tenha sido omitido neste relatório de contas, esse valor poderá provocar uma asfixia tal no quotidiano da instituição que mais tarde ou mais cedo alguém terá que admitir que tal erro ou omissão foi cometido. Creio portanto que na existência de tais fenómenos, a verdade virá ao de cima.

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“em breve”

Disseram-me que “em breve” saberia do relatório de contas do ano civil 2012 da Direcção-Geral da Associação Académica de Coimbra.

Por breve no dicionário tenho algo como:

adj m+f breve [‘brɛvə]

1 que dura pouco tempo

uma ligação breve
2 curto, resumido

um discurso breve

em breve
dentro de pouco tempo Espero ver-te em breve.

Não sei se é uma questão semântica ou se é burrice ou falta de intelecto dos pares da academia que me disseram tal coisa. Sei que o “em breve”, ou seja, em pouco tempo ou num curto\resumido período de tempo saberia do dito relatório de contas. Esse “em breve” já dura 17 dias…

O Conselho Fiscal que há 17 dias terminou funções ainda está a analisar o relatório de contas, enviado tarde e as más horas pelo antigo tesoureiro da Direcção-Geral Ricardo Bem-Haja. Não tolero o prazo de apreciação. O que é que está a ser escondido? Está a ser escondido que afinal a DG\AAC que findou não efectuou os cortes na despesa que alegadamente terá feito?  Está a ser escondido que a DG\AAC gastou ainda mais do que aquilo que tinha? Está a ser escondido que a DG\AAC tem um passivo a rondar o meio milhão de euros? Está a ser escondido que a AAC não só não tem um euro próprio como poderá passar o ano 2013 a pagar as dívidas contraídas nos últimos 5? Estará a ser escondido que as últimas DG\AAC esturraram de forma indiscriminada valores semelhantes a 12 milhões de euros nos últimos 5 anos sem aplicar um único cêntimo em gastos utéis para a comunidade estudantil? Pergunto novamente: o que é que está a ser escondido?

Não tenho paciência para jogos. Estes meninos são uns mentirosos, são uns habilidosos, são uns mercenários políticos e acima de tudo são coniventes com a situação de miséria à qual a AAC chegou. Não apresentam o relatório de contas porque tem medo. Tem medo que os seus eleitores descubram que são uma farsa. Tem medo de mostrar o erro. Então, como politiqueiros de segunda que é o que são, não apresentam o dito relatório de contas e esperam que a malta se esqueça do assunto para poderem continuar a fazer merda sem que ninguém lhes ponha travão. Não tenho mais rodeios. Há que os denunciar. Os seus nomes são Ricardo Morgado, Ricardo Bem-Haja, Francisco Guerra, Jorge Resende, João Pedro Saraiva, Rui Vasco, Gustavo Bonifácio, Anselmo Nunes e Ricardo Almeida.

É o último aviso da minha parte. Se na próxima semana não sair o relatório de contas, vou à Tesouraria da AAC buscar documentos, fotocopiá-los e mostrá-los eu próprio neste blog aos sócios da DG\AAC.

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