Tag Archives: Central Nuclear de Fukushima

Sigam o exemplo: não ao nuclear

Governo Alemão anuncia a sua política de desmantelação das centrais nucleares até 2022.

Governo Suiço reitera a intenção de encerrar as suas no período temporal previsto entre 2019 e 2034.

Com os governos mundiais balançados sobre a hipótese concreta de acabar com a era nuclear, Pedro Passos Coelho quer dar um passo em frente para a construção da primeira central nuclear em Portugal. São os países civilizados ultra-modernos ao rejeitar o nuclear como fonte produtiva de energiadesenvolvimento científicofabricação e posse de armamento nuclear ou somos nós o país retardado que pensa instaurar a era nuclear numa época em que estão mais que vistos os efeitos nocivos do nuclear para a civilização humana?

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A pior crise nuclear de sempre

7 na escala INES à semelhança de Chernobyl.

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Crise humanitária

É com espanto que observo a situação actual do Japão.

– Um sismo devastador: o 4º maior da história, segundo os registos existentes, que tirou a vida a cerca de 10 mil pessoas.

– Dezenas de milhares de desaparecidos, centenas de milhares de pessoas evacuadas.

– 4 explosões nucleares na Central Nuclear de Fukushima, que perfazem um dos piores acidentes nucleares da história da humanidade. 17 soldados norte-americanos contaminados com níveis de radioactividade superior ao normal, riscos para a saúde pública dos cidadãos e trabalhadores da área envolvente à Central Nuclear.

– Centenas de milhares de desalojados, cidades que desapareceram do mapa, estragos financeiros na casa de milhões de milhões de euros. O sismo, para além das estruturas que destruiu, para além das vidas que tirou e dos riscos para a saúde pública que gerou está a abalar significativamente a economia Japonesa. Exemplo disso foi a Bolsa de Valores Japonesa (Nikkei) que hoje encerrou com perdas colossais de 10%.

Perante todos estes dados, pode-se falar que é a maior crise no país desde a 2ª Guerra Mundial e desde o lançamento da bomba atómica sobre as cidades de Hiroshima e Nagasaki.

Perante todos estes dados, pode-se falar que esta deverá ser a pior catástrofe natural da história da humanidade. Num país que se encontrava altamente preparado para actuar a todos os níveis perante este tipo de catástrofes: respeitava os métodos de construção anti-sísmica, tinha toda a logística preparada ao nível de protecção civil para actuar imediatamente em situações de resgate, remoção de escombros e, preparadíssimo e instruído ao nível de formação cívica dos seus cidadãos.

Como aqui referi num dos anteriores posts sobre esta catástrofe, nem é bom de pensar caso um fenómeno sísmico desta potência eclodisse em Portugal. A protecção civil Portuguesa não está preparada para actuar num fenómeno destas, mesmo apesar do facto da região de Lisboa coabitar com o risco de uma falha sísmica. Ao nível de formação cívica, os cidadãos Portugueses não estão minimamente preparados tendo em conta a formação que é dada ao povo Japonês.

Estamos portanto perante uma crise humanitária sem precedentes. A Comunidade Internacional através da sua organização internacional primordial que é as Nações Unidas devem unir todos os esforços possíveis para amenizar os efeitos desta catástrofe.

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Nova Explosão nuclear na Central de Fukushima

Desta vez foi o reactor nº3 da central. Na mesma medida e devido aos mesmos problemas que dias antes tinham feito explodir o nº1 da central.

No dia em que se sentiu um novo abalo sísmico de 6,2 na escala de richter em território Japonês, o Governo Japonês e a empresa que faz manutenção à central nuclear negaram que estas explosões na central nuclear tenham a dimensão do acidente nuclear que aconteceu em 1986 em Chernobyl, Ucrânia.

A vizinha China já disponibilizou uma preciosa ajuda ao Governo Japonês no valor de 3,2 milhões de euros que incluem mantas, tendas de campanha e luzes de emergência. Excelente gesto por parte do governo Chinês, dadas as rivalidades históricas e as tensões diplomáticas e territoriais entre os dois países.

O número de mortos continua fixado nos 10 mil.

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Japão teme novas explosões de centrais nucleares

Estado de emergência no Japão nos dias que se seguem ao sismo de sexta-feira. Depois no #1 da Central Nuclear de Fukushima ter explodido, a protecção civil teme que outro reactor do mesmo complexo possa explodir a qualquer momento e que outra central nuclear em Onagawa (a norte de Fukushima) esteja a sofrer do mesmo problema.

As autoridades Japonesas estão a tentar remediar a solução, para que a crise que o país tem vivido nos últimos dias não faça mais vítimas mortais.

O Governo Japonês elevou a fasquia do número de mortos para os 10 mil, estando outros milhares ainda desaparecidos. Uma Portuguesa que residia na cidade de Sendai continua desaparecida. A representação diplomática lusa em terras nipónicas já recebeu o pedido que visa localizar a cidadã Portuguesa desaparecida.

Para que se tenha a noção da destruição que a natureza provocou, posto aqui uma fotografia turística da cidade de Sendai.

A norte de Tóquio, em 2008, Sendai registava pouco mais de 1 milhão de habitantes. Era considerada a cidade “mais verde” do Japão.

Os habitantes de Sendai jamais verão a cidade como a conheciam. A força das águas entrou em fúria pela cidade, deixando poucos edifícios em pé. A cidade está toda arrasada e pode-se dizer que em poucas horas desapareceu do mapa.

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Video do dia

A explosão do nº1 da Central Nuclear de Fukushima no Japão, horas após o abalo sísmico de 8.9 na escala de richter que teve o seu epicentro no Nordeste Japonês a 250 km da central.

Segundo a Comunicação Social Japonesa – “O sismo causou uma avaria no sistema de refrigeração na central e um corte de electricidade impediu a recuperação deste sistema, permitindo que os bastões de combustível continuassem a aquecer, aumentando a pressão interna no reactor. A empresa japonesa Tokyo Electrical Power Co, que gere as instalações, tentou reduzir alguma desta pressão libertando vapor radioactivo. Mas não foi o suficiente para impedir a explosão que destruiu o tecto do edifício do reactor principal. A televisão japonesa NHK anunciava ontem que o nível da radioactividade fora da central era oito vezes superior ao normal.” (Site do Jornal Público)

O Governo Japonês já subiu a fasquia do número de mortos causado pelo sismo para 1800, estando mais de 15 mil pessoas desaparecidas. Na região da Central Nuclear de Fukushima foram evacuadas perto de 45 mil pessoas. Alguns países da Comunidade Internacional (através das Nações Unidas)  já anunciaram que vão prestar auxílio ao Japão, no que concerne por exemplo ao envio de equipas de salvamento, limpeza e remoção de escombros e reconstrução das zonas afectadas.

Equipas Australianas, Suiças, Norte-Americanas, Neo-Zelandesas, Sul-Coreanas e de Singapura já estarão a caminho do Japão.

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Tragédia no Japão

A natureza pode ser a maior amiga ou a maior inimiga do Homem.

É capaz de nos dar vida e de causar a morte.

O sismo de ontem no Japão é a prova disso. Às 00:00 de Lisboa (9:00 em Tóquio) a protecção civil japonesa oficializou 400 mortos, 548 desaparecidos e cerca de mil feridos. O número de mortos, como tal, é passível de chegar ao milhar de pessoas naquele que foi o 4º maior sismo (desde que existem registos) da Humanidade.

O Governo Japonês também olha com extrema precaução para a Central Nuclear de Fukushima, a 250 quilómetros do local onde eclodiu o sismo. De acordo com a Comunicação Social Nipónica, o sistema de arrefecimento da Central nº1 da central nuclear falhou e os níveis de radição poderão estar mil vezes superiores à normalidade. Para tal, o Governo decretou o estado de emergência na região, o que motivou a evacuação de toda a população que habite ou trabalhe até 10 km da central nuclear.

Às 4 da manhã em Niigata (19 horas em Lisboa) outro sismo de menor intensidade (6,6 na escala de richter) eclodiu perto desta província, não havendo notícias de mortos, feridos ou grandes danos.

Estamos a falar de uma catástrofe que atingiu um país, que tem uma alta rede de “know-how” e meios disponíveis para lidar com este tipo de fenómenos na natureza. Nem a bem queiramos pensar o que  é que um fenómeno desses pode trazer, caso aconteça um dia em Portugal – relembremos que Portugal (a área de Lisboa) corre exactamente o mesmo risco daquilo que aconteceu ontem no Noroeste do território Japonês.

É necessário que as entidades governamentais, específicamente o Ministério que tutela a Protecção Civil, tenha meios suficientes para poder lidar com uma situação destas. E pelo que parece, Portugal, nem sequer dispõe de um alerta para tsunamis.


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