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clássico (IV)

na primeira parte o Porto dominou, o Jackson mandou umas balaustradas de pé esquerdo (mérito dos centrais do Sporting em nunca terem deixado que o colombiano usasse do pé direito para rematar à baliza), o Patrício chegou para as encomendas (ainda há dúvidas que estamos perante o melhor guarda-redes do mundo da actualidade?) e meio campo do Sporting teve uma exibição exemplar. Fito e Dier deram conta do recado perante boas exibições do trio do miolo do Porto, principalmente de Lucho que apareceu variadíssimas vezes solto a distribuir jogo como ninguém. Dier é um caso raro de um grande jogador. a defesa direito, a defesa esquerdo, a central, a trinco, a centrocampista, este internacional jovem pela Inglaterra é um tractor, tem uma técnica apuradíssima e um sentido táctico de craque. não tenho dúvidas em afirmar que um dia chegará a jogar pela Old Albion. e acreditem que para Dier já é bastante difícil chegar às selecções jovens inglesas, sabendo de antemão que compete num campeonato de segundo plano europeu e ainda para mais numa equipa cheia de problemas. O jovem não só serviu de tampão à construção de jogo do meio campo do Porto como ainda foi visto a isolar Ricky na cara de Helton por duas vezes. Já Fito Rinaudo é um senhor. É um todo terreno e joga de forma inteligentíssima. Labyad e Capel irrequietos. foi vê-los várias vezes a fazer arrancadas monumentais pelos flancos sem medo dos excelentes laterais do porto. Capel foi indiscutivelmente o jogador que mais faltas sofreu durante a partida. na 2ª parte, penso que o Sporting poderia ter ganho a partida. não foi só aquele lance do Ricky a terminar a primeira parte. no segundo tempo, o contra-golpe do sporting foi violentíssimo e pôs em sentido a defesa do Porto e a lamentar existe novamente aquele lance do Ricky contra Helton onde o Holandês poderia ter feito melhor. Jesualdo ganhou a aposta feita nas substituições: Bruma entrou agitado e pecou apenas pelo facto de querer fintar tudo e todos. Esperem que Bruma vá à selecção ainda este ano. Rojo foi expulso. Penso que a expulsão foi injustíssima. A falta é de Fito e na repetição vê-se que o internacional argentino não acerta em Jackson mas sim no seu compatriota. a arbitragem de Paulo Baptista foi negativa. o arbitro vindo de Portalegre não conseguiu controlar o jogo. na primeira parte deixou jogar duro e o jogo teve momentos em que os ânimos estavam exaltados. na segunda parte, como não disciplinou na primeira, começou a dar amarelos a torto e a direito e na expulsão de Rojo cometeu um enorme erro de análise. no final, conseguiu expulsar os dois treinadores do sporting. A expulsão de Rojo trouxe a surpresa da noite. Atud Fabrice Fokobo, defesa-central\trinco internacional sub-20 pelos Camarões, júnior, contratado em 2011\2012, a uma equipa camaronesa praticamente desconhecida (NQSA; se bem que essa equipa camaronesa em 2010\2011 já tinha emprestado o jogador ao Panathinaikos da Grécia) entrou pela primeira vez pela equipa principal do Sporting e foi decisivo por duas vezes com dois grandes cortes, tendo negado um golo certo a Jackson Martinez num deles.

a entrada de Fokobo confirmou uma coisa que estou a gostar de ver no Sporting. a aposta nos meninos está a dar frutos. poderemos não conseguir as competições europeias esta época mas estou certo que com a quantidade de miúdos talentosos que temos no nosso viveiro, dentro de 2 anos, com uma organização directiva decente, poderemos ter massa para podermos ombrear com Porto e Benfica novamente. na minha humilde análise, há muitos muitos anos que a cantera do sporting não tinha gente tão talentosa: Rui Patrício, Rafael Veloso, Tiago Ilori, Cedric, Dier, Fokobo, Nuno Reis, André Martins, Chaby, João Mário, Zezinho, Ricardo Esgaio, Bruma, Gael Etock, Betinho, Carlos Mané, Edilino Ié, Farley Rosa, Dani Podence, Christian Ponde, Braima Candé, Iuri Medeiros, juntando a Carrillo, Labyad, Viola (penso que voltará melhor da Argentina) são efectivamente miúdos com um talento enorme, com muita fantasia nos pés e prometem um futuro muito risonho.

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vercauterens desta vida e afiliados

há uns dias atrás escrevia aqui que já via o sporting a custo, cheio de ciática, movido por uma fé inabalável.

todo o jogo mudou. ontem tentei ver o sporting mas acabei os 90 minutos sem ter visto nada do jogo porque estive mais preocupado em explicar a um político local em que consistia de facto a nossa dívida. de vez em quando lá espiava a televisão, mas as imagens que vinham de setúbal feriam-me os olhos.

nem os vercauterens desta vida mudam o fado de um triste clube. ao menos vercauteren já assumiu um discurso humilde de que demorará 2 meses a colocar a equipa a jogar à bola. talvez ainda não lhe tenham contado que 8 meses depois será posto na rua. continuo a interrogar-me de que é que está à espera o presidente para se por a andar.

já estavamos habituados (nós os sportinguistas) a chegar à 9ª jornada completamente arredados do título. nem nas minhas melhores previsões poderia imaginar que chegamos a essa mesma jornada a 1 ponto da linha de água, eliminados da Taça e praticamente eliminados das competições europeias. mau demais para uma equipa que nos últimos 2 anos gastou quase 40 milhões de euros em contratações e cujo orçamento previsto para a época são precisamente 40 milhões de euros.

no final do jogo, as declarações do Belga foram elucidativas de que a estrutura do plantel terá que sofrer um abanão forte: “Estou satisfeito com a reação e qualidade de alguns jogadores, mas desapontado com a qualidade de outros. Não preciso dizer nomes, eles sabem se jogaram bem ou não. Cabe-lhes a eles tentarem reagir e aos que não jogam tentarem ganhar o lugar. Se não digo os nomes? Nunca! Eles nem sabem. Quando ganhamos ganhamos todos, quando perdemos passa-se o mesmo. Mas temos de aprender com os erros. É com estes que nos tornamos melhor” – eu digo os nomes. chamam-se Cedric, Rojo, Insúa, Elias, Ricky Van Wolfswinkel, Izmailov. dos que não jogaram em Setúbal, junta-se a esta lista um Capel (a anos luz do ano passado), um Carrillo (pelos vistos anda mais interessado em embebedar-se no Bairro Alto do que em ser jogador de futebol) um Bouhlarouz (não sei para que é foram buscar este empecilho; nunca vi uma equipa onde Bouhlarouz tenha actuado com consistência a ser sucedida) um Pereirinha (outra inutilidade) um Gelson (aquele indivíduo que quer fazer tudo no meio campo e acaba por nem saber onde se posicionar) e um Pranjic (veio passear-se e ganhar dinheiro para Lisboa?).

menos tristezas, mais alegrias.

o meu beira-mar está a um ponto de sporting. se em 7 jogos só tinha 3 pontos resultantes de 3 empates, na Madeira, num terreno onde teoricamente seria impossível sacar um ponto ao Nacional, Ulisses Morais conseguiu mais um balão de oxigénio com uma estrondosa vitória. com 1-o (golo de Balboa) pensava eu cá para os meus botões enquanto ouvia o relato da Terranova que assinava aquele resultado por baixo. o são gonçalinho (não confundir com o autocarro do clube que esteve perto de ser penhorado por um antigo técnico da formação do clube) saiu do bairro da Beira-Mar directamente para a Choupana e abençoou-nos com uma estrondosa vitória por 4-2.

no entanto, os 6 pontos do Beira-Mar em 8 jogos revelam algo que começa a ser óbvio: a farsa de Majid Pishyar (SIM, A FARSA DA QUAL JÁ ESCREVI AQUI, AQUI, AQUI e AQUI), farsa que levou muitos sócios do clube a criticar-me  (porque acreditavam mesmo que o iraniano vinha com boas intenções) está a chegar ao fim. Não sei se se lembram do que aconteceu ao Servette de Genebra quando este mesmo senhor prometeu mundos e fundos e ao Admira Wacker da Áustria, clube do qual foi proprietário este charlatão dos tempos modernos antes do Servette. Faliram os dois e Pishyar deixou um reino de dívidas aos que se seguiram. Parece que o guião está a ser re-escrito novamente em Aveiro. Só não abre os olhos quem quer.

menos tristezas, mais alegrias.

Em Firenze, O GIGANTE ACORDOU!

Vincenzo Montella põe o meu grande amor a jogar a um nível excitante! O 3x5x2 de Montella é absolutamente fantástico: começa num seguríssimo Emiliano Viviano, continua na defesa com alas de classe mundial (Juan Guillermo Quadrado e Manuel Pasquale; diga-se que os dois deixam a pele em campo se assim for preciso) e com 3 centrais que parecem autênticas rochas (Gonzalo, Tomovic, Facundo Roncaglia; este último tem uma capacidade de sair a jogar e incorporar-se no ataque descomunal), continua no meio com os relógios de precisão Borja Valero (não falha um passe) e David Pizarro e termina no ataque com o futebol açucarado de Matias Fernandes (desde que saiu do Sporting está a jogar 3 vezes melhor do que aquilo que cá jogava) e Adem Ljajic (outro que anda a jogar uma barbaridade depois daquele célebre momento em que levou um soco do Delio Rossi)

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Acontece porém que o mágico agora tem ao seu lado o “regressado do mundo dos mortos”

50º golo na Série A pela camisola da Fiorentina. Aos 35 anos, Luca Toni tem sido a peça chave que faltava num ataque cujos dissabores foram notórios Parma e no Artémio Franchi contra a Juventus. Se a Viola é agora 4ª com 21 pontos, caso não se tivesse deixado empatar nos últimos minutos em Parma e caso tivesse concretizado em golos o banho de bola que deu na Vecchia Signora em Firenze, seria agora 3ª a apenas 3 pontos do 1º lugar.

Recordo para os mais desatentos que o plantel de Montella é um plantel que está quase todo ele a jogar junto pela primeira vez. Foram 17 as caras novas que chegaram esta temporada ao Artémio Franchi . Isto para não falar que alguns jogadores preponderantes do plantel estão lesionados ou regressaram recentemente à competição. Falo de Stefan Savic, Juan Vargas, El Hamdaoui ou Alberto Aquilani. Para a semana, estou curioso para ver o quanto esta equipa pode subir na Serie A. A Fiorentina joga em San Siro contra um Milan que está em crescendo e que conta com um puto maravilha chamado Stephen El-Shaarawy, menino cujas dúvidas que tinha dissiparam-se rapidamente: é jogador e será o maior da próxima década do futebol italiano.

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