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Vamos ver o que sai daqui

O embaixador Português na ONU José Moraes Cabral assume na próxima terça-feira a presidência do Comité de Sanções contra a Líbia.

Pela amizade que o Governo (Socialista) Português nutre por Mohammar Kadafy, é caso para dizer que esta nomeação é uma das (deliciosas) ironias da vida!

A esta hora, Luis Amado deve estar em polvorosa! Virar o feitiço contra o feiticeiro torna-se (de facto) algo obrigatório, se bem, que continua a ser permitido (ao Governo Português) efectuar jogadas de bastidores em prol do ditador Líbio. Se eles existem (porque realmente existem!) existem para estas situações!

Há uns dias atrás, critiquei (positivamente) a Dra. Ana Gomes neste blog pelo post do Causa Nossa em que a Dra. apontava um conjunto de soluções que deveriam ser tomadas pela delegação Portuguesa no Conselho de Segurança das Nações Unidas contra o regime de Kadafy.

Agora Dra. é que vamos ver de que massa é feita a diplomacia Portuguesa…

Será que esta assume  a isenção que lhe é pedida pelas Nações Unidas num caso concreto em que o país em causa é um parceiro comercial do país do qual é cidadão o presidente do Comité de Sanções e cujas relações é sabido que são intensas e recheadas de viagens, férias, jantaradas e dialécticas tu-cá-tu-lá-monta-aí-a-tenda-no-forte-de-São-Julião-da-Barra-Porreiro-pá! ou se o Dr. José Moraes Cabral cede a pressões vindas da jogada de bastidores, que bem sabemos, vão existir. Porque, de facto, existem para ironias da vida como estas!

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A História repete-se…

Na Líbia Kadafy está cada vez mais isolado no governo do país e encurralado pela revolução na capital Trípoli.

Enquanto Kadafy continua a  ordenar “banhos de sangue” ao seu próprio povo, em Nova Iorque, o Secretariado-Geral das Nações Unidas ainda está a tentar discutir possíveis sanções a aplicar imediatamente ao ditador. Perante a situação, ninguém (na organização) ainda foi capaz de cortar as contas bancárias do ditador, lançar embargos ao regime, enviar tropas para território Líbio de forma a acalmar os ânimosdepor de vez o ditador ou montar uma campanha humanitária (na Tunísia) para ajudar os milhares de refugiados que já passaram a fronteira.

Qualquer uma das opções a tomar seria legítima para por fim a uma guerra civil sangrenta que parece não ter fim…

Quer-me parece que a História se repete. Mais uma vez (à semelhança péssimo exemplo que foi dado nesta matéria no caso Sudanês) a maior Organização Internacional que conhecemos desde a 2ª Guerra Mundial parece ser incapaz de actuar rapidamente aquando de uma emergência.

Perante estes casos, cada vez mais defendo uma imensa reforma no actual quadro de competências e atribuições institucionais da ONU. Para que esta finalmente possa evitar males maiores. Atempadamente.

E a delegação Portuguesa no Conselho de Segurança parece completamente inerte no caso Líbio. Parecem demonstrar o típico pensamento Português: “Não é nada connosco, não nos metemos”

Quando aqui há dias critiquei Ana Gomes e um dos seus últimos posts no Causa Nossa, argumentava que a Sra. Dra. tinha razão nas medidas que pedia  que a delegação Portuguesa no CS levasse a cabo imediatamente. No entanto, efectivamente, a “crítica positiva” que fiz ao seu post e o desenlace da problemática em questão acabou por me dar razão neste caso.


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Para a Dra. Ana Gomes

Leio aqui no Causa Nossa.

Respeitando a inteligência e a excelência diplomática que sempre reconheci à Dra. Ana Gomes, refiro que aquilo que enuncia no post está certo. As soluções enunciadas pela Dra., deveriam ser de facto as decisões que a delegação Portuguesa deveria tomar no Conselho de Segurança como membro permanente.

O que me causa alguma estranheza neste post é o facto de me querer parecer que a Dra. ou “vive no mundo do sonho da utopia” ou então está claramente desconexada em relação às matrizes do seu líder partidário e do seu co-partidário Luis Amado e da extrema cooperação que o governo socialista travou com o regime de Kadafy.

Apelar junto do Conselho de Segurança os 3 pontos que a Sra. Dra. enunciou no post seria sem dúvida a atitude a tomar por parte dos Portugueses. Por parte dos Portugueses e por parte dos outros países que são membros permanentes do CS.

Mas, ia agora o Portugal Socialista virar-se contra o amigo Kadafy depois de todas as “festarolas” em que Luis Amado participou em Trípoli na celebração do aniversário do regime e da retribuição que foi dada em Portugal em 2007?

Não creio que tal atitude venha a ser coerente com os laços que o governo do seu partido criou com o ditador…

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