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NBA 2012\2013 # 20 – Miami visita a Casa Branca

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A visita anual do campeão da NBA à Casa Branca. Barack Obama, como bom chicagoer que é, é um adepto fervoso dos Bulls.

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A carta Chinesa de Obama?

Por Malcolm Frazer, antigo primeiro-ministro Australiano

“De acordo com a Reserva Federal dos Estados Unidos, o valor líquido dos norte-americanos caiu 40% desde 2007, voltando ao seu nível de 1992. O progresso até à recuperação será lento e difícil, e a economia dos EUA estará fraca durante a corrida presidencial de Novembro e as eleições para o Congresso. Poderá qualquer presidente em exercício – e especialmente o Presidente Barack Obama – assegurar a reeleição em tais condições?

Na verdade, a culpa do mal-estar norte-americano cabe directamente aos antecessores de Obama: Bill Clinton, por encorajar o Fed a descurar a supervisão e regulação dos mercados financeiros, e George W. Bush, pelas suas guerras caras, que aumentaram massivamente a dívida governamental dos EUA. Mas, ao chegar o Dia da Eleição, muitos (se não a maioria dos) norte-americanos provavelmente ignorarão a história recente e votarão contra o presidente em exercício.

Dado isto, não surpreenderia se Obama e outros na sua administração procurassem questões não-económicas para reforçar a sua campanha. Os problemas da segurança nacional em geral, e o desafio colocado pela China em particular, podem estar a tornar-se nessas questões.

A política externa e de defesa de Obama tem sido no mínimo assertiva, especialmente no Médio Oriente e no Pacífico. Sancionou muito mais ataques não-tripulados que Bush; estendeu a intrusão dos serviços de segurança à privacidade dos norte-americanos; permitiu à CIA continuar o seu programa de rendições; aprovou julgamentos de terroristas acusados por tribunais militares irregulares; e não encerrou a Baía de Guantánamo.

Além disso, os EUA estão a aumentar a sua presença militar no Pacífico numa altura em que já têm mais força militar na região do que todos os outros países juntos. Seis porta-aviões, com as respectivas embarcações de apoio – na verdade, 60% de toda a marinha de guerra norte-americana – estão agora estacionados no Pacífico.

Adicionalmente, o governo de Obama tem conduzido conversações com as Filipinas para aumentar e reforçar a cooperação naval. E Singapura tem sido persuadida a albergar quatro navios de guerra avançados. A Austrália estabeleceu uma base para fuzileiros em Darwin e outra para aviões-espião não-tripulados nas Ilhas Cocos.

Isso não é tudo. Num episódio que recebeu pouca ou nenhuma publicidade, os republicanos do Congresso adicionaram uma cláusula à Lei do Orçamento da Defesa para o próximo ano requerendo que o governo Obama consulte os países no Pacífico Ocidental acerca da instalação de ainda mais forças – incluindo armas nucleares tácticas – na região. O Senador Richard Lugar referiu-me que havendo pouca ou nenhuma objecção à emenda por parte da Casa Branca, não vê razão por que a mesma não passe no Senado.

Numa recente conferência de segurança em Singapura, o secretário da Defesa dos EUA, Leon Panetta, enfatizou o reforço militar norte-americano na região. Depois, foi ao Vietname, alegadamente para discussões sobre o uso pela Marinha dos EUA da Baía de Cam Ranh, uma base norte-americana importante durante a Guerra do Vietname.

Os EUA, como a Austrália, negam que tudo isto somado represente alguma política de contenção dirigida à China. Mas poucos no Pacífico Ocidental o vêem desse modo.

A visita de Panetta ao Vietname seguiu de perto a visita da secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton, a Pequim para conversações estratégicas e económicas. Essas conversações parecem ter corrido bem, mas está a tornar-se cada vez mais claro que os EUA perseguem uma política de duas vias: conversações, sim, mas crescimento e reposicionamento do poderio militar dos EUA no Pacífico, por via das dúvidas.

Tudo isto acontece numa altura em que a China se prepara para uma mudança de liderança. Eu acredito que a transição política ocorra suavemente. Outros sugerem que será – e já seja – um período difícil de turbulência e incerteza.

A administração Obama pode acreditar que a dureza dirigida à China gerará apoio eleitoral nos EUA. Durante os incidentes ou crises internacionais mais importantes, a América raramente votou contra um presidente em exercício. Mas terá ele considerado adequadamente quão provocatórias são as suas políticas para a China?

Nada disto quer sugerir que a região do Pacífico não precisa da América. Mas, enquanto a América tem obviamente de desempenhar um papel significativo na região, os EUA já deviam ter aprendido que será improvável conseguirem os seus objectivos políticos através de meios militares.Os próprios chineses não querem que os norte-americanos abandonem o Pacífico Ocidental, porque isso aumentaria o nervosismo dos países mais pequenos na periferia da China quanto ao poder chinês. A China é suficientemente madura para entender isto; todavia, um crescimento militar importante dos EUA na região é outro assunto.

Estes são dias perigosos, não só economicamente, mas também estrategicamente. Precisamos realmente de perguntar se Obama está a tentar jogar uma carta chinesa para mudar a balança eleitoral a seu favor. Se for essa a sua intenção, é uma acção que comporta grande perigo.

A Austrália devia dizer aos EUA que não aceitará este cenário. Eu mais depressa anularia o Tratado ANZUS com a Nova Zelândia e os EUA – isto é, eu mais depressa terminaria a cooperação para a defesa com os EUA – do que permitiria a colocação de mísseis nucleares em território australiano.

O actual governo australiano não tomaria tal atitude, e a oposição provavelmente também não o faria. Mas cada vez mais australianos começam a questionar a proximidade e a sensatez dos laços estratégicos com os EUA. Talvez a melhor esperança para estabilidade e paz resida na recusa da China em ser provocada. Os chineses entendem o jogo que está a ser jogado. Suspeito que fiquem de fora durante a campanha eleitoral dos EUA.”

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Boas leituras

Por Robbert Kuttner, Co-founder and co-editor, ‘The American Prospect’

“A couplet keeps running through my head, a sinister variation on the chants from the Madison sit-ins and Zuccotti Park:

Tell me what Bipartisanship looks like
This is what Bipartisanship looks like

This past week, it looked like the JOBS Act. That’s the legislation that sailed through Congress making it easier for investment bankers and start-ups to sell shares of stock to a gullible public without making the usual SEC disclosures, much less following the anti-fraud requirements of the 2002 Sarbanes-Oxley Act.

Its Wall Street and Silicon Valley sponsors baptized it the JOBS Act, a contrived acronym for Jumpstart Our Business Startups — claiming that it would increase jobs. An ill-timed scandal involving accounting misrepresentations by Groupon in its stock pitch nearly rained on the JOBS Act’s parade. But President Obama signed the Act anyway, in a display of… bipartisanship.b

Obama, in a Rose Garden ceremony, called it a “game changer” that would promote hiring by small businesses. More likely, it will promote stock frauds.

Leading GOP legislators were on hand to cheer for Obama’s support for Republican legislation. Standing behind Obama was House Majority Leader Eric Cantor, a sponsor of the Act, who has blocked just about everything else Obama has proposed.

So this is what bipartisanship looks like. All Democrats have to do is embrace Republican ideology and — voila! — bipartisanship.

In this case, Silicon Valley Democrats helped, too. According to the Wall Street Journal, in a now-it-can-be-told piece, a venture capitalist named Kate Mitchell, a Democratic campaign donor, worked behind the scenes with Treasury Secretary Tim Geithner and Republican House Financial Services Committee Chairman Spencer Bacchus to shelter small (under a billion dollars!) companies from the disclosure and reporting requirements that protect investors.

Seeing a way both to ingratiate the White House with the business elite and to cheer Wall Street and Silicon Valley donors, Obama jumped on board. Once the White House signaled that Obama would sign it, most Democrats got out of the way.

This is what bipartisanship looks like.

No serious person thinks waivers from disclosure and accounting rules will generate many jobs. Mainly, they will further deregulate Wall Street and help inflate the next financial market bubble.

Meanwhile, in the tally of jobs, as opposed to JOBS, the economy is not generating nearly enough new employment opportunities. The March jobs numbers, released Friday by the Labor Department, were a disappointment across the board. The economy generated just 120,000 jobs last month, about a third of the rate of job creation we need to get back to full employment.

The recovery is stuck in second gear because of flat or declining consumer purchasing power, the continuing drag of the housing and mortgage mess, and the fact that banks would rather speculate in securities than lend to Main Street businesses. None of this has anything to do with the burden of honest bookkeeping on start-ups.

What else does bipartisanship look like? It looks like premature deficit reduction that will only retard the recovery further.

According to two authoritative reconstructions of the aborted budget negotiations between House Speaker John Boehner and President Obama, which repeatedly fell apart at the eleventh hour, Obama was ready to concede cuts in Social Security and steep retrenchment in domestic spending in order to claim bragging rights on deeper deficit reduction. Only Boehner’s refusal to commit to even modest tax increases on the rich saved Obama from himself.

There have been several near misses on this front, including the bipartisan and deeply conservative Bowles-Simpson Commission, and a budget grand bargain trading Social Security and Medicare cuts for tax increases that was supposed to resolve last summer’s contrived crisis on extending the debt ceiling.

One of these days, there will be a “bipartisan” (i.e. mostly Republican) budget deal that needlessly sacrifices Social Security and hobbles the recovery.

So this is what bipartisanship looks like: Give the Republicans nearly all of what they want, and they will grace your Rose Garden signing ceremony. All you need do is cut the heart out of what Democrats believe in and what the country needs.

Happily, there is an election this fall. And on alternate days of the week, President Obama seems to be realizing that appeasing the far right is a fool’s errand and rediscovering his inner partisan. Here’s what the president said of Rep. Paul Ryan’s draconian budget plan:

It is “so far to the right,” Obama said, that it makes the 1994 Republican-sponsored Contract with America “look like the New Deal.”

“What drags down our entire economy is when there’s an ever-widening chasm between the ultra-rich and everybody else,” Obama added, at his luncheon speech to the American Society of Newspaper Editors. “In this country, broad-based prosperity has never trickled-down from the success of a wealthy few. It has always come from the success of a strong and growing middle class.”

(Tell me what leadership looks like.) This is what leadership looks like.

Given the Republican strategy of take-no-prisoners, the only bipartisanship is capitulation. It’s hard to tack back and forth between leadership and appeasement without looking like a captain who’s not sure where he’s taking the ship. More leadership, please.”

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Pois falharam…

Trechos da entrevista de Hamid Karzai em video.

Hamid Karzai afirmou em entrevista à BBC que a segurança falhou no país nos últimos 10 anos e não se coibiu de apontar as culpas ao seu governo, aos Estados Unidos e restantes parceiros da NATO que estiveram presentes no país e ao vizinho Paquistão por alimentar a presença da rede talibã.

O que Karzai não enunciou na sua entrevista foi o tremendo falhanço do conteúdo que é enunciado nestes dois documentos que abaixo disponibilizo, um deles com vinculação jurídica entre os dois países e que nem de perto nem de longe está a ser cumprido por um e pelo outro governo.

EUA Afeganistão (2008)

USAfghanistan Declaration of Statal Partnership.

Do último documento, temos o discurso de Karzai em primeira voz como a prova do falhanço dos objectivos a que se propuseram em 2005 os governos dos dois países no que toca a segurança.

No entanto, os objectivos não falharam apenas nas questões de segurança. A BBC não explorou, talvez porque não fosse de interesse escutar o discurso de Karzai em relação a outro dos celeumas principais do acordo expresso com o governo norte-americano: o tráfico de droga.

A história e as estatísticas confirmam que este interesse sofreu um retrocesso histórico da situação da passagem e venda de droga no país desde a situação que se verificava no país antes da entrada dos talibans no poder.

Antes dos talibans subirem ao poder, o Afeganistão tinha uma incipiente produção de ópio tendo em conta a predisposição dos seus solos e do clima para o seu cultivo. A produção efectuada no país situava-se nos 3% da produção mundial.

Os talibans, com todo o conservadorismo que detinham em relação a esta questão, mandaram arrasar por completo grande parte das plantações nos meses seguintes após a sua elevação ao poder.

O acordo é assinado em 2005. A Administração Bush compromete-se a ajudar os programas Afegãos de luta contra o narcotráfico em todas as suas variantes. Actualmente, o Afeganistão é o maior produtor de ópio mundial, com cerca de 95% da produção mundial. Irónico, ou talvez não, os dados do governo americano que versam sobre a entrada de estupefacientes pelo país, pelos quais passei os olhos há uns meses atrás revelam que pela fronteira do México (a principal entrada de droga em território Norte-Americano) o volume de entrada de droga no país tem diminuído ano após ano depois da assinatura deste acordo de cooperação, e consequentemente, também tem diminuído a entrada de imigrantes ilegais mexicanos no país.

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Encontro de hegemonias

Foto retirada do site oficial do FC Barcelona

Aproveitando a estadia em terras Americanas para a realização de um estágio de pré-época com alguns amigáveis à mistura, os jogadores do Barça decidiram visitar à Casa Branca.

Faltou apenas a presença do Presidente Barack Obama. Contrariamente à recepção por duas vezes feita em anos anteriores aos plantéis de Inter de Milão e Manchester United em semelhantes visitas, o Presidente Norte-Americano não pode receber os campeões europeus em título devido ao problema que afecta actualmente o país (ler o post em baixo).

A galeria de fotos desta visita pode ser vista aqui no site oficial do Barcelona.

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